Celebrado sempre na segunda quinta-feira do mês de março, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das doenças renais crônicas (DRC). Em sua fase inicial, essas doenças são silenciosas e progressivas, podendo levar o paciente à necessidade de diálise ou transplante. Segundo a organização internacional World Kidney Day, 10% da população mundial convive com algum grau de DRC.
Os rins são responsáveis pela filtragem do sangue e pela eliminação de toxinas, além de regularem o equilíbrio da água e dos eletrólitos (minerais essenciais), controlarem a pressão arterial, contribuírem para a produção de hormônios (eritropoetina e vitamina D ativa) e ajudarem a manter o equilíbrio ácido-base (eliminando o excesso de ácidos e regulando substâncias que controlam o pH do sangue). Sendo assim, são órgãos vitais para o funcionamento do organismo.
Em 2026, a campanha do Dia Mundial do Rim será realizada em 12 de março e terá como tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), estão previstos 1.198 eventos no país (até o momento).
Entre os participantes está o setor de Nefrologia do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG), que realizará, na área externa da instituição, a ação de conscientização “Quem cuida também precisa se cuidar: atenção à saúde dos rins”, destinada ao público em geral e aos transeuntes. Os participantes receberão orientações breves sobre fatores de risco, prevenção e rastreamento, além de aferição de pressão arterial e glicemia capilar. A iniciativa acontecerá das 9h às 11h e das 13h às 15h.
Fatores de risco e prevenção - Por serem, na maioria dos casos, assintomáticas em estágios iniciais, as pessoas devem estar atentas aos principais fatores de risco das DRC, tais como:
● diabetes mellitus (doença crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue);
● hipertensão arterial;
● histórico familiar de doença renal;
● doença cardiovascular;
● idade avançada;
● obesidade;
● uso crônico de anti-inflamatórios;
● doenças autoimunes.
“No Brasil, diabetes e hipertensão são responsáveis por mais de 60% dos casos de DRC. O diabetes provoca lesão dos pequenos vasos sanguíneos (microangiopatia), levando à nefropatia diabética, enquanto a hipertensão danifica progressivamente os vasos renais. Ambas são doenças silenciosas que, quando mal controladas, comprometem de forma irreversível a função renal”, afirma a coordenadora do serviço de Hemodiálise e Transplante Renal do HUCM-MG, Profa. Patrícia Vasconcelos Lima.
Além dos fatores de risco, a população deve estar atenta aos possíveis sinais e sintomas, que costumam surgir quando a doença já se encontra em estágio mais avançado, como inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos; espuma excessiva na urina; alterações no volume urinário; cansaço excessivo; náuseas e perda de apetite; e pressão arterial de difícil controle.
A prevenção das doenças renais crônicas é possível por meio de hábitos simples no dia a dia, que vão desde uma alimentação saudável até o acompanhamento médico regular. “Hidratação adequada; alimentação com pouco sal e redução do consumo de ultraprocessados; prática regular de atividade física; não fumar; acompanhamento médico periódico; e uso responsável de medicamentos”, orienta a Profa. Patrícia Vasconcelos Lima.
Descubra os mitos e as verdades sobre DRC -
Mito: A doença renal crônica só afeta idosos.
Verdade: A DRC é silenciosa e os sintomas (inchaço, cansaço, urina espumosa) costumam surgir em fases avançadas.
Mito: Todo paciente com doença renal tem inchaço (edema).
Verdade: A insuficiência renal só costuma se manifestar quando os dois rins são afetados, sendo necessário monitorar ambos.
Mito: Se eu beber muita água, nunca terei doença renal.
Verdade: A DRC é uma doença crônica e geralmente irreversível, mas pode ser controlada com tratamento para retardar a sua progressão.
Mito: A doença renal apresenta sintomas claros desde o início.
Verdade: Hipertensão, diabetes, obesidade e uso de medicamentos (anti-inflamatórios) são causas principais da DRC, mesmo sem histórico familiar.
Mito: A realização dos exames de creatinina e de urina rotina só é necessária para quem tem doença renal conhecida.
Verdade: A carambola é perigosa para pacientes com DRC.
O Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais é mantido pela Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), o HUCM-MG é uma instituição consolidada como um modelo docente-assistencial, funcionando como um importante cenário de formação prática para os alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG). Toda a sua estrutura e capacidade são 100% destinadas para o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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