A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) apresenta, nos dias 8 e 9 de outubro , às 19h, no Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes –, um programa que reúne a força da música sinfônica de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) à comicidade da ópera italiana de Domenico Cimarosa (1749-1801). A apresentação terá regência de André Brant e participação do baixo-barítono Fellipe Oliveira, sob direção cênica de Pablo Maritano. O concerto começa com a estreia mundial de “Intimer Spaziergang” [“Passeio Íntimo”], de Rogério Vieira, compositor mineiro que é também arquivista da OSMG. Logo depois, a "Sinfonia nº 35 em ré maior" ("Sinfonia Haffner”), de Mozart, traz ao palco o equilíbrio formal e grande riqueza orquestral criada pelo compositor austríaco. Na segunda parte, o público será convidado a entrar no universo divertido de “O Maestro de Capela”, intermezzo para barítono e orquestra composto por Cimarosa no final do século 18, e que explora, com humor, os conflitos e as situações inusitadas vividas por um maestro durante um ensaio. Os ingressos custam R$ 15,00 a meia-entrada e R$ 30,00 a inteira, e estão à venda na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.
A obra que abre o
concerto, “Intimer Spaziergang”, foi escrita neste ano de 2026, especialmente
para a ocasião, a pedido do maestro André Brant e após uma visita de Rogério
Vieira à Europa – onde sua filha mora. Pela primeira vez em Berlim, capital da
Alemanha, o músico visitou pontos históricos conhecidos, mas também outros
locais, como um pequeno parque dedicado ao compositor Felix Mendelssohn
Bartholdy (1809-1847), decorado com vários brinquedos em formatos musicais. Foi
lá, manipulando uma peça com vários sinos em uma melodia improvisada, que
surgiram as primeiras notas da composição de cerca de seis minutos que será
apresentada no concerto – a quarta que Rogério Vieira escreve para a Orquestra
Sinfônica de Minas Gerais.
A noite prossegue com a
"Sinfonia nº 35 em ré maior". Em 1776, Mozart recebeu de seu amigo
Sigmund Haffner a encomenda de uma obra para celebrar o casamento de sua irmã.
O pai de Sigmund, além de respeitado negociante, havia sido prefeito de Salzburgo.
Mozart compôs então uma serenata em oito movimentos (“Serenata Haffner”). Em
julho de 1782, Haffner foi elevado à posição de Cavaleiro do Reino. Leopold
Mozart, pai do compositor, escreveu ao filho transmitindo o pedido de Sigmund
de uma nova serenata para essa ocasião. Embora fosse originalmente pensada como
música de divertimento, e composta com muita pressa em função da vida pessoal e
profissional atribulada de Mozart – o último movimento foi entregue em agosto
de 1782 –, a obra apresentava qualidade técnica excepcional. A estreia se deu
sob regência do próprio Mozart, em concerto beneficente promovido pelo
compositor, em Viena (Áustria), no dia 23 de março de 1783, com grande sucesso.
A “Sinfonia Haffner”, em sua versão definitiva, possui quatro movimentos: o
primeiro é imponente, sem deixar de ser animado, enquanto a elegância do
segundo e do terceiro remete à música de divertimento típica de Salzburgo na
época e o último encerra a obra com energia.
O concerto termina com “O
Maestro de Capela”, obra com cerca de 20 minutos de duração, cuja data de
composição é incerta. Pensa-se que a pequena ópera foi escrita entre o final
dos anos 1780 e o início da década de 1790, período no qual o compositor Domenico
Cimarosa serviu como maestro di cappella na corte de Catarina, a Grande, em São
Petersburgo (Rússia). Cimarosa ocupou o mesmo cargo em Viena, a partir de 1791
– ano da morte de Mozart –, mas na mesma década voltou para Nápoles, sua terra
natal, onde faleceu. No final de sua vida e mesmo durante algum tempo após sua
morte – até o advento de Gioachino Rossini –, ele foi o mais popular dos
compositores de ópera italianos. “O Maestro de Capela” demonstra a habilidade
do autor para o humor por meio da música. Interpretado por Fellipe Oliveira, o
personagem-título tenta conduzir seus músicos enquanto se irrita com os erros e
desentendimentos da orquestra. Em 16 anos de carreira, o baixo-barítono já
colaborou com orquestras no Brasil e fora, e cantou em praticamente todos os
grandes teatros do país, além de grandes casas de espetáculos no exterior. Sua
última apresentação no Palácio das Artes foi em maio de 2026, quando deu vida
ao personagem-título da ópera “As Bodas de Fígaro”, outra obra cômica italiana.
O concerto “O Maestro de
Capela” é realizado pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Clóvis Salgado.
As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora,
Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime
do Instituto Unimed-BH, do Instituto AngloGold e da Usiminas, Patrocínio Plus
da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é
viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de
Incentivo à Cultura.
PROGRAMA
Rogério Vieira
“Intimer Spaziergang”
Wolfgang Amadeus Mozart
“Sinfonia nº 35 em ré maior, Haffner”
Domenico Cimarosa
“O Maestro de Capela”
Ingressos à venda na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.
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