O uso de drones nas
inspeções do BH Airport reduziu em 43% as áreas atingidas por incêndios
florestais e já evita a emissão anual de aproximadamente 20,4 toneladas de
dióxido de carbono equivalente. Ao substituir parte das rondas realizadas por
veículos no sítio aeroportuário, a tecnologia também proporciona uma economia
estimada em 13 mil litros de gasolina por ano. No gerenciamento do risco de
fauna, o monitoramento aéreo contribuiu ainda para uma redução de 3,5% nos
eventos envolvendo animais e aeronaves. Os resultados garantiram ao terminal
mineiro o sexto Green Airport Recognition, concedido pelo Conselho
Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe, durante a Assembleia
Anual da ACI-LAC, realizada em Lima, no Peru.
“Este novo reconhecimento
reforça a consistência de uma agenda que integra sustentabilidade, inovação e
segurança operacional. Mais do que incorporar uma nova tecnologia,
reorganizamos processos para transformar imagens e dados em prevenção, acelerar
respostas e direcionar pessoas e recursos com maior precisão. Os ganhos
ambientais são expressivos, mas o principal avanço está em uma operação mais
preditiva, capaz de antecipar riscos e responder aos efeitos de eventos
climáticos extremos”, celebra o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.
Johann Gigl, CEO da Zurich Airport Latin America, representando o BH Airport
Na edição de 2026, os
aeroportos foram incentivados a apresentar iniciativas de destaque em Inteligência
Artificial e Inovação para a Sustentabilidade Aeroportuária. A proposta da
ACI-LAC foi reconhecer tecnologias capazes de contribuir, de forma transversal,
para prioridades como descarbonização, circularidade e adaptação climática. O
projeto do BH Airport demonstrou como a combinação entre imagens, dados e
atuação integrada pode produzir ganhos ambientais mensuráveis, reduzir o tempo
de resposta e qualificar a tomada de decisão em uma operação complexa e de
funcionamento permanente.
Da imagem à resposta em
campo - Incorporados à rotina
operacional em 2024, os drones ampliaram o alcance das inspeções, sobretudo em
áreas extensas ou de difícil acesso. Câmeras de alta definição e sensores
térmicos complementam o trabalho em campo e permitem avaliar as condições do local
antes da mobilização de equipes, veículos e equipamentos. Durante a estiagem,
as imagens identificam focos de calor e trechos da vegetação mais suscetíveis
ao fogo, orientando a definição de prioridades, a resposta das equipes e o
planejamento dos aceiros, faixas abertas para conter o avanço das chamas.
O monitoramento aéreo
tornou a resposta mais rápida e direcionada, ao combinar detecção precoce,
análise do cenário e intervenção nos pontos críticos. A tecnologia também
passou a apoiar o gerenciamento do risco de fauna. A visão aérea permite
localizar concentrações de aves, ninhos em árvores, torres e antenas, além de
possíveis fontes de alimento ou abrigo no entorno aeroportuário. A partir desse
mapeamento, as equipes direcionam as ações de dispersão, captura e manejo e
antecipam condições que possam representar risco às aeronaves. A redução de
3,5% nos eventos envolvendo fauna e aeronaves reforça o impacto do novo modelo
de inspeção.
Eficiência e descarbonização - As imagens captadas pelos drones indicam os pontos que exigem intervenção antes do deslocamento das equipes, o que torna as inspeções mais precisas e reduz a circulação de veículos no sítio aeroportuário. Com menos percursos por terra, cerca de 13 mil litros de gasolina deixam de ser consumidos por ano, evitando a emissão de aproximadamente 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente. A iniciativa integra o plano de descarbonização do BH Airport, que prevê zerar as emissões diretas do empreendimento até 2044, último ano da atual concessão. O projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 9 e 13 da Organização das Nações Unidas, voltados à inovação, à infraestrutura e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Promovido anualmente, o
Green Airport Recognition avalia os resultados ambientais, o grau de inovação,
a participação das áreas envolvidas e o engajamento da alta liderança nos
projetos inscritos. As iniciativas selecionadas recebem o selo de Aeroporto Verde
e passam a integrar uma base de práticas ambientais compartilhada com
aeroportos da América Latina e do Caribe. Em 2025, o BH Airport foi reconhecido
pelo projeto Passagem de Fauna, voltado à proteção da biodiversidade, ao
monitoramento de animais e à gestão sustentável da área aeroportuária. O novo
selo amplia esse histórico com uma iniciativa que combina tecnologia e dados
para prevenir incêndios, reduzir emissões e fortalecer a segurança operacional.
Com localização
estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende cerca de 70
destinos nacionais e internacionais. O aeroporto é administrado pelo Grupo ASUR
(Aeroportuario del Sureste), um dos principais operadores internacionais, com
presença nas Américas e no Caribe; pela Zurich Airport, operadora do Aeroporto
de Zurique, principal hub aéreo da Suíça; e pela Infraero, estatal com mais de
50 anos de experiência na gestão aeroportuária brasileira.
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