segunda-feira, 27 de abril de 2026

Festival Santa Tereza movimenta a tradicional região de BH

 

Praça Duque de Caxias,a conhecida praça Santa Tereza

O bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, será palco da primeira edição do Festival Santa Seresta nos dias 1º e 2 de maio, sexta e sábado, reunindo artistas como Grupo Roda Viva, Grupo Jorge e o Samba, Luiz Antônio e Banda, Gracinha Horta e Banda, Clube do Choro e Acir Antão como mestre de cerimônias. As apresentações gratuitas acontecem das janelas do casarão Sobrado (Rua Mármore, 450) que fica na Praça Duque de Caxias. O evento propõe um encontro entre tradição e memória afetiva, com shows realizados a partir das janelas de um casarão histórico, recriando a atmosfera das serenatas.

O projeto Festival Santa Seresta é realizado pela Santa Cultura Produções, aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (nº 1944/2023), com patrocínio da MGS.

 

               Clube do Choro

O festival nasce com a proposta de resgatar a tradição da seresta na capital mineira, criando um ambiente de convivência e valorização da cultura popular. A estrutura inclui sonorização e iluminação cênica, além de cadeiras dispostas na praça para acolher o público. Além de valorizar artistas locais e a tradição musical, o festival também aposta na ocupação do espaço público, com fechamento da rua e estrutura voltada para o conforto e a segurança. “A seresta faz parte da memória afetiva de Belo Horizonte, especialmente do Santa Tereza. A ideia do festival é devolver essa experiência ao público, com música, afeto e pertencimento. Queremos que o Santa Seresta se torne uma tradição no calendário cultural da cidade, fortalecendo os vínculos da comunidade com suas raízes e promovendo encontros entre gerações por meio da música”, afirma a idealizadora Perla Horta.

Ivone Lopes e Seresta Roda Viva

 

Abrindo a programação musical na sexta-feira (1º), às 19h, o público será conduzido por uma viagem musical com o Grupo Jorge e o Samba, em um show que reúne clássicos da seresta e do samba-canção, como As Rosas Não Falam, Carinhoso e Estão Voltando as Flores, além de sambas emblemáticos como Trem das Onze, Saudosa Maloca e Foi um Rio que Passou em Minha Vida, celebrando diferentes fases da música brasileira.

 

Ainda na sexta-feira (1º), às 20h30, o Grupo Roda Viva se apresenta ao lado da cantora Ivone Lopes, mergulhando no universo do choro e do samba com repertório que revisita clássicos de compositores como Pixinguinha, Noel Rosa e Cartola. Criado em 2011, o grupo se dedica à pesquisa e difusão da música brasileira, transitando por ritmos como maxixe, polca e valsa, em apresentações que combinam virtuosismo instrumental e interpretação.


                      Jorge e o Samba

       Luiz Antônio e Banda

No sábado (2), às 18h30, Luiz Antônio e Banda sobem ao palco trazendo a tradição da seresta mineira construída ao longo de mais de 20 anos de atuação, com passagens por mais de 200 cidades por meio do projeto Minas ao Luar, do Sesc. Com formação dedicada ao choro e à música popular brasileira, o grupo mantém viva a prática das serestas e dos encontros musicais que marcam a cultura afetiva da cidade.

 

                  Gracinha Horta

Na sequência, às 20h, a cantora Gracinha Horta se apresenta com sua banda, trazendo ao festival uma trajetória que começou ainda na juventude como crooner de grandes orquestras em Belo Horizonte e se consolidou no Rio de Janeiro, onde dividiu palcos com nomes como Emílio Santiago, Djavan e Alcione. Com repertório que transita entre samba, jazz e bossa nova, além de interpretações de compositores do Clube da Esquina, a artista celebra mais de quatro décadas de carreira e prepara um novo trabalho.

 

Encerrando a programação musical, no sábado (2), às 21h15, Acir Antão e Clube do Choro sobem ao palco. Responsável também pela condução do evento como mestre de cerimônias, Acir Antão é jornalista e radialista com mais de cinco décadas de atuação e trajetória histórica na Rádio Itatiaia, onde participou da criação do Jornal da Itatiaia, referência no radiojornalismo mineiro.

 

Dias: 1 e 2 de maio, sexta e sábado

Praça Duque de Caxias - Rua Mármore, 450 (em frente ao Sobrado)

Entrada gratuita

 

Mestre de Cerimônias: Acir Antão

 

Dia 01/05 – Sexta-feira

18h às 19h - Intervenções do Mestre de Cerimônias Acir Antão

19h - Grupo Jorge e o Samba

Intervenções do Mestre de Cerimônias com trilha sonora ambiente

20h30 - Grupo Roda Viva  e Ivone Lopes

22h15 - Trilha sonora ambiente

 

Dia 02/05 – Sábado

18h - Intervenções do Mestre de Cerimônias Acir Antão

18h30  - Luiz Antônio e Banda

19h30 às 20h - Intervenções do Mestre de Cerimônias com trilha sonora ambiente

20h - Gracinha Horta e Banda

21h - Acir Antão e Clube do Choro

22h15 - Trilha sonora ambiente

 

Informações: @festivalsantaseresta

Mais de 3,700 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil

 


                                         

 O turismo brasileiro segue em alta. Dados divulgados pelo Ministério do Turismo revelaram que o mês de março registrou o maior número de chegadas de turistas internacionais da história, encerrando o trimestre, também, com os números mais altos já contabilizados.

No mês passado, o Brasil recebeu 1,05 milhão de turistas vindos de outros países -- um aumento de 13% na comparação com o mesmo mês de 2025. Nos três primeiros meses do ano, o país registrou 3,742 milhões de chegadas de turistas internacionais, número superior ao primeiro trimestre do ano passado, que registrou a chegada de 3,739 milhões de turistas.

O objetivo é chegar, até o final do ano, a 7,5 milhões de turistas internacionais. Só no primeiro trimestre [de 2026] atingimos a metade da meta. O Plano Nacional de Turismo tem como objetivo ordenar e orientar ações governamentais e a utilização de recursos públicos para o desenvolvimento do setor.

A Argentina é campeã na quantidade de turistas internacionais que vieram ao Brasil no primeiro trimestre deste ano, tendo sido responsável por mais e 1,64 milhão de chegadas. Os outros países que mais enviaram turistas foram o Chile (324.193 chegadas internacionais), Estados Unidos (231.767), Uruguai (230.498), Paraguai (222.474) e Portugal (114.572). O Ministério do Turismo, que utiliza dados da Polícia Federal e conta com a parceria de divulgação da Embratur, contabiliza as chegadas pelas vias aérea, terrestre, marítima e fluvial.

domingo, 26 de abril de 2026

Minas Festas de Peão movimenta o turismo com rodeios, exposições e tradições sertanejas

 




A realização de eventos como rodeios, exposições agropecuárias e as tradições sertanejas movimentam os municípios mineiros. Durante a abertura da 91ª ExpoZebu, em Uberaba, no dia 25 de abril, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG),   a campanha “Minas Festas de Peão”.  
 no site eventos https://www.minasgerais.com.br/pt/eventos

A iniciativa valoriza essas manifestações como expressões legítimas da cultura sertaneja e passa a integrar o programa Minas Essencial, reforçando a estratégia de promoção integrada da cultura, do turismo e das tradições do estado.

A 91ª ExpoZebu, maior feira de gado zebu do mundo, é realizada em Uberaba desde 1935. Com expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes e superar os resultados da edição anterior, o evento reúne programação técnica, leilões, rodadas de negócios internacionais e grandes atrações culturais, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio e do turismo de eventos no país.


A campanha tem como objetivo mapear, valorizar e promover eventos em todas as regiões mineiras, reconhecendo essas manifestações como parte fundamental da identidade cultural do estado. Estruturada a partir de um trabalho em rede com municípios, Instâncias de Governança Regionais (IGRs), Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur) e gestores locais, a ação organiza um portfólio unificado e fortalece a presença dessas festas no calendário turístico estadual.

Além do valor cultural, o segmento apresenta forte impacto econômico e turístico. No Brasil, as festas de peão movimentaram cerca de R$ 9 bilhões em 2024, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas em mais de mil eventos. Em Minas Gerais, levantamento da Secult-MG identificou mais de 570 festas de peão, rodeios e exposições distribuídas em 350 municípios, evidenciando a capilaridade e o potencial de geração de emprego, renda e fluxo de visitantes.

Apenas em 2025, o estado registrou 31 etapas de rodeio cutiano, com R$ 322,5 mil em premiações, e 85 etapas de rodeios com touros, somando R$ 1,37 milhão em prêmios, segundo a Federação de Rodeios de Minas Gerais. Esses números reforçam o papel das festas de peão como vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural mineira.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a campanha amplia o olhar sobre essas festas, conectando tradição, turismo, economia criativa e desenvolvimento regional.

“Com essa campanha, queremos mostrar ao Brasil que essas manifestações são patrimônio vivo de Minas e também uma grande oportunidade para fortalecer o turismo, gerar renda e valorizar nossas comunidades”, destaca Leônidas Oliveira.

Como parte do fortalecimento desse segmento, o Governo de Minas, por meio da Codemge e da Cemig, terá destinado até o fim do ano, contabilizando-se também os investimentos realizados desde 2025, R$ 20 milhões para a realização de feiras agropecuárias e exposições no estado. Os recursos serão aplicados por meio de apoios, patrocínios, convênios e lei de incentivo à cultura, promovendo e ampliando iniciativas como rodeios, exposições e cavalgadas, que celebram e valorizam as raízes culturais de Minas Gerais.

Ampla divulgação - A estratégia de promoção inclui campanhas digitais, presença institucional em eventos, apoio técnico e capacitações, além do estímulo à economia criativa, com foco em artesanato, gastronomia e receptivo turístico. A divulgação será realizada por meio de plataformas como o Portal Minas Gerais, o blog Daqui de Minas e redes sociais, ampliando o alcance das ações dentro e fora do estado.

A previsão é alcançar cerca de 400 municípios e promover aproximadamente 600 eventos, fortalecendo a interiorização do turismo e ampliando a diversificação da oferta turística mineira.

Principais destinos - Entre os principais polos das festas de peão em Minas estão Divinópolis, com a DivinaExpo; Pedro Leopoldo, com o Pedro Leopoldo Rodeio Show; Governador Valadares, com a Expoagro; Montes Claros, com a Expomontes; Uberaba, com a ExpoZebu; Patos de Minas, com a Fenamilho; São Gotardo, com a Fenacen; Piracema, com a Piracema Ruralista; e Bom Despacho, com o Rodeio Show.
    
Esses eventos reúnem rodeios, shows musicais, exposições agropecuárias, cavalgadas e experiências gastronômicas, conectando o campo e a cidade, preservando tradições do universo sertanejo e reafirmando Minas Gerais como um dos grandes destinos brasileiros do turismo de eventos, da cultura popular e das festas de raiz.

Turismo de negócios em BH e impulsiona hotelaria



Belo Horizonte entra no segundo trimestre com o turismo de negócios em alta. A retomada das grandes feiras e congressos impulsiona a ocupação hoteleira e movimenta toda a cadeia econômica da capital. No centro desse movimento está o 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que firmou parceria com o Intercity BH Expo, o maior hotel da Rede Intercity no Brasil e o terceiro maior da capital. A expectativa é operar entre 85% e 95% de ocupação durante o período do evento, desempenho acima da média da cidade que evidência, na prática, a força do turismo de negócios como motor da hotelaria urbana e reforça a vocação do empreendimento para o segmento corporativo.


De acordo com Rodrigo Cançado, diretor do Intercity BH Expo e vice-presidente da ABIH-MG, o momento é de consolidação do turismo de negócios como principal força da hotelaria da capital mineira. “Estamos vivendo um ciclo muito positivo para o setor, com uma agenda consistente de eventos e uma demanda cada vez mais qualificada. O Congresso da AMM é um exemplo claro desse movimento, que mobiliza toda a cadeia e exige uma preparação de toda rede. Nossa expectativa é de ocupação quase máxima, e de entregar uma experiência qualificada para esse público”, afirma.


 Congresso da AMM será realizado nos dias 5 e 6 de maio, no Expominas, e deve reunir milhares de gestores públicos, vindos de praticamente todos os 853 municípios mineiros. Considerado um dos principais encontros do setor público no país, o evento se consolida como um importante vetor de demanda para a hotelaria da região e integra um calendário robusto de Belo Horizonte, que já soma ao menos 17 grandes eventos confirmados ao longo do ano, entre feiras de negócios, congressos e shows, como é o caso do Mangalarga, Megaleite e Travel Next. “Temos uma agenda robusta que deve acelerar a ocupação hoteleira e gerar impacto em toda a cadeia do turismo”, celebra Rodrigo.



Para atender a esse volume de visitantes, a parceria entre o Intercity BH Expo e a AMM foi estruturada com foco em eficiência logística e alto padrão de hospitalidade. O diretor do Intercity BH Expo, explica que o hotel reúne diferenciais estratégicos para atender esse tipo de demanda. “Estamos preparados para receber um grande fluxo de hóspedes com conforto e agilidade. Contamos com uma das maiores ofertas de leitos da cidade, localização privilegiada, próxima às principais vias de acesso e ao Expominas, além de operação estruturada para facilitar o deslocamento dos participantes, inclusive com apoio de transporte em horários estratégicos. Nosso objetivo é garantir praticidade e uma experiência fluida durante toda a estadia”, afirma.

Setor em alta e estratégia para os próximos eventos - O avanço do turismo de negócios acompanha uma tendência de crescimento consistente no setor. Em 2025, o segmento movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões no Brasil até outubro de 2025, consolidando-se como uma das principais engrenagens da hotelaria urbana. Em Belo Horizonte, algumas rotas corporativas registraram crescimento expressivo, reforçando o papel da cidade como hub de eventos e negócios.

De acordo com Rodrigo Cançado, a estratégia do hotel é acompanhar esse ritmo ao longo do ano. “A agenda de eventos na cidade segue aquecida, e a nossa proposta é manter esse padrão de operação nos próximos encontros, ampliando a taxa de ocupação com consistência e acompanhando a evolução da demanda corporativa”, completa.

Inhtoim comemora 20 anos com exposição inspirada no Velho Chico


Instalação Tororó, de davi de jesus do nascimento, transforma a Galeria Nascente em ambiente imersivo inspirado nas profundezas do Rio São Francisco (Ícaro Moreno/Divulgação)

Instalação Tororó, de Davi de Jesus do Nascimento, transforma a Galeria Nascente em ambiente imersivo inspirado nas profundezas do Rio São Francisco (Ícaro Moreno/Divulgação)

 

O Instituto Inhotim comemora 20 anos de abertura ao público em 2026. As celebrações começaram oficialmente em abril de 2026 com a inauguração de três projetos inéditos que exploram temas como memória, território e arquitetura. Exposição "Dupla Cura" (Dalton Paula): Uma mostra panorâmica que reúne obras icônicas e inéditas, focando em identidades negras e processos de cuidado e educação; Obra "Contraplano" (Lais Myrrha): Uma instalação comissionada que desafia a percepção da arquitetura e da paisagem no horizonte do parque e a Instalação "Tororoma" (Davi de Jesus do Nascimento): Obra permanente que traz o imaginário do sertão e das águas para o museu.

O Inhotim está em Brumadinho a 60 Km de BH. Para quem planeja visitar o museu durante o ano festivo, vale conferir as regras no site oficial do Inhotim https://www.inhotim.org.br/visite :Entrada Gratuita: Geralmente oferecida em toda quarta-feira e no último domingo do mês. Às vesperas de completar 20 anos, Inhotim bate recorde de público -  Atualidades

Reconhecimento: O museu Inhotim é o único destino brasileiro na lista de lugares para conhecer em 2026 do The New York

No local há diversas obras, logo na entrada, o visitante é convidado a atravessar um portal marcado por carrancas, esculturas típicas da região do Rio São Francisco, e mergulhar em um ambiente que remete às profundezas do curso d´água. Luzes avermelhadas, texturas que lembram raízes e barro, além de uma paisagem sonora contínua, criam a sensação de estar dentro de um “sorvedouro”, ponto mais escuro, denso e misterioso das águas.

Nascido em Pirapora, no Norte de Minas, Davi constrói sua produção a partir da relação com o Rio São Francisco. Filho de pescador e descendente de uma família de lavadeiras e artesãos, ele transforma elementos do cotidiano ribeirinho em linguagem artística. Em Tororó, essa conexão ganha contornos íntimos: a instalação dialoga com a morte da mãe, afogada em 2013, e com as imagens que o artista diz acessar em sonhos.

A obra reúne diferentes linguagens: vídeo, instalação e objetos, organizadas de forma contínua, criando um ambiente imersivo. Entre os elementos estão carrancas produzidas por Mestre Expedito, referência da tradição popular, e registros visuais feitos nas Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais.

A proposta, segundo a curadoria, é levar o público a experimentar o rio não apenas como paisagem, mas como força simbólica e espiritual. “Sorvedouro é esse lugar de profundeza do rio”, explicou durante a visita.

A exposição também marca uma mudança na forma como o Inhotim expande o acervo. Em vez de construir novos pavilhões, o museu tem apostado na reocupação e transformação de espaços já existentes. A Galeria Nascente, que anteriormente abrigava outro trabalho, foi completamente reformulada para receber a instalação.

“É um trabalho que moveu muitas equipes e transformou completamente esse espaço”, destacou a equipe curatorial, ao mencionar o envolvimento de áreas como infraestrutura, paisagismo, marcenaria e produção.

Com isso, Tororó se consolida como uma das experiências mais imersivas do novo ciclo do Inhotim. Mais do que apresentar uma obra, a instalação propõe um mergulho, físico e emocional, nas águas do São Francisco e na memória de quem vive às suas margens.

 

(Ícaro Moreno/Divulgação)

sábado, 25 de abril de 2026

Fliaraxá reúne escritores em Araxá

 



A 14ª edição do Fliaraxá está com inscrições abertas até o dia 4 de maio para autores que desejam fazer o lançamento de seus livros durante o festival, de forma gratuita, dentro da Central de Autógrafos. A única condição para participar é que o autor faça a doação de dois exemplares de seus livros para o festival, que os repassará para bibliotecas da cidade. O Fliaraxá acontece no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá, entre 14 e 17 de maio de 2026, de quinta-feira a domingo, com entrada gratuita em todas as suas atividades.


A iniciativa de oferecer espaço para que escritores façam o lançamento de seus livros sem custos, com sessão de autógrafos para o público presente – é voltada, em especial, aos autores que arcaram com a edição das próprias obras, intituladas “independentes”. Mas qualquer escritor ou escritora pode participar – mesmo que tenha sido publicado(a) por editoras convencionais.


Para participar, basta preencher o formulário -https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScxhzapIs95wMxTs-PjorBPRhydiPbXP446t4ahmzRoeWECeQ/viewform -  até o dia 04 de maio. Após o preenchimento, a equipe do festival entrará em contato para agendar a data e hora do lançamento, que será realizado na livraria do Fliaraxá. Posteriormente, a agenda será divulgada no site do festival e a produção do evento enviará para o autor inscrito um flyer para divulgação. Não será cobrado percentual algum sobre a venda de livros independentes, desde que o próprio autor venda o livro, na hora, utilizando o recurso do Pix.

Há 14 anos, a CBMM apresenta o Fliaraxá – Festival Literário Internacional de Araxá, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com o apoio cultural Centro Cultural Uniaraxá, TV Integração e Academia Araxaense de Letras. 

 


14º Fliaraxá  - Realizado pela Associação Cultural Sempre um Papo com patrocínio da CBMM, via Lei Rouanet e apoio da Academia Araxaense de Letras e TV Integração, o 14º. Fliaraxá celebra os 100 anos de nascimento de Milton Santos, patrono do festival, e homenageia três personalidades: José Eduardo Agualusa, que vem da África, a professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o Mestre General de Congado Jerônimo Pereira de Lima, ambos personalidades da história de Araxá. Participam desta edição nomes como Aírton Souza, Alexandre Coimbra Amaral, Bianca Santana, Carlos Eduardo Pereira, Djonga, Geni Núñez, Gustavo Ziller, Leila Ferreira, Marcelino Freire, Matheus Leitão, Nina Santos (neta de Milton Santos) e Sérgio Abranches. Além disso, conta com a presença dos convidados internacionais: o angolano José Eduardo Agualusa, e a sul-africana Zukiswa Wanner. Os curadores são Sérgio Abranches, Afonso Borges, Rafael Nolli e Carlos Vinícius. Programação: https://fliaraxa.com.br/programacao-fliaraxa-2026/


14º Festival Literário Internacional de Araxá (Fliaraxá)

De 14 a 17 de maio, de quinta-feira a domingo

Local: programação presencial no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá (Av. Ministro Olavo Drummond, 15 – São Geraldo)

Acompanhe programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @‌fliaraxa

Entrada gratuita

 

Fundação Clóvis Salgado lança a ópera “Chica da Silva” em encontro da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais





A Fundação Clóvis Salgado (FCS) anunciou a realização da pré-estreia da ópera “Chica da Silva”, no município. Detalhes da produção que integra o Ano JK, programação que homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foram apresentados pelo presidente da FCS, Yuri Mello Mesquita, durante o encontro promovido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, no dia 24 de abril, em Diamantina.

Leônidas Oliveira e Yuri Mesquita

“Chica da Silva é um símbolo do Tejuco, de Minas e do Brasil. É uma honra para todos e todas da Fundação Clóvis Salgado realizar esta grande ópera. Por isso, o pré lançamento será em Diamantina, uma das cidades mais charmosas do Brasil e um dos locais mais importantes da América Portuguesa no século XVIII. Para entendermos a história do nosso país, precisamos conhecer Minas, Diamantina e a nossa Chica da Silva”, ressalta o presidente da FCS. 
                         fotos:Cesar Tropia
               Leônidas Oliveira 

Com pré-estreia no dia 12/09, em Diamantina, e récitas nos dias 19, 21 e 23 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a ópera remonta o Arraial do Tijuco (futura Diamantina) no século XVIII. Neste cenário emerge Chica da Silva, uma mulher negra, recém liberta, que desafia as hierarquias do seu tempo ao se unir ao mais poderoso minerador da região, em uma intensa e duradoura história de amor. 

Alçada a uma posição de destaque impensável para uma mulher de sua origem, Chica passa a enfrentar a inveja, a hostilidade e as armadilhas de uma sociedade de matriz portuguesa que se recusa a aceitar, em silêncio, sua ascensão — sobretudo quando se vê sozinha, após a partida de seu companheiro.

O feminino e a construção simbólica de Minas Gerais - Ao longo da manhã, os participantes do encontro também acompanharam debates importantes sobre a história e a cultura local. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ministrou a palestra “A invenção do feminino: ausência de mulheres e devoção mariana na formação das cidades históricas de Minas Gerais”. 

Ao refletir sobre a importância da ópera “Chica da Silva”, Oliveira ressaltou que o espetáculo contribui para esse debate sobre o feminino e seu lugar central na construção simbólica de Minas Gerais. Embora presentes na devoção, na arte e na vida cotidiana,  nem sempre as mulheres são reconhecidas em sua dimensão histórica e social.

“Ao levar Xica à cena, a arte devolve corpo, voz, conflito e complexidade a uma figura que a memória simplificou. A ópera permite que Xica retorne não como ilustração folclórica, mas como pergunta viva sobre Minas”, analisa o secretário. “E talvez seja essa a potência maior da arte: fazer o passado falar de novo, não para repeti-lo, mas para desestabilizar o presente. Quando Xica volta como música, drama e cena, ela nos obriga a rever a própria narrativa mineira”, complementa.

Festival Santa Tereza movimenta a tradicional região de BH

  Praça Duque de Caxias,a conhecida praça Santa Tereza O bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, será palco d a primeira edição do Festival...