sexta-feira, 8 de maio de 2026

Relatório conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

 



 


Documento elaborado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que o ex-presidente foi morto em 1976 pela ditadura, e não vítima de um acidente


Durante uma atualização no acervo do Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, em 2025, a estagiária em jornalismo Jussara Soares fez uma descoberta histórica relativa a Juscelino Kubitschek.

 A pouco mais de três meses de completar 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) afirma que o ex-presidente foi morto em 1976 pela ditadura, e não vítima de um acidente automobilístico, como concluído à época e repetido pela Comissão Nacional da Verdade.

Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso da morte de JK na CEMDP, o texto está sendo examinado pelos demais conselheiros do colegiado e será votado no próximo encontro do grupo -uma reunião com esse propósito chegou a ser agendada para 24 de abril em São Paulo, mas foi adiada porque os integrantes pediram mais tempo para estudar o documento, que tem mais de 5.000 páginas, incluindo anexos.

O relatório deve ser aprovado pelos conselheiros da comissão, apurou a reportagem. Reviravolta num caso controverso há tanto tempo, a medida é significativa pelo fato de a CEMDP ser um órgão de Estado -instituído por lei em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, atualmente tem apoio técnico -administrativo do Ministério dos Direitos Humanos.

Sua finalidade é reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas em razão de atividades políticas de 1961 a 1988, buscar localizar seus corpos e emitir pareceres sobre os requerimentos feitos por seus familiares.

Revelada no ano passado pela Folha de São Paulo, a decisão de reexaminar o caso da morte de JK manteve acesa uma novela que mobiliza versões e inflama correntes políticas desde que o ex-presidente morreu, em 22 de agosto de 1976.

Naquele domingo, o Opala em que estava o político mineiro, conduzido por seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, foi atingido por uma carreta na via Dutra. Desgovernado, o veículo atravessou o canteiro central e invadiu a pista oposta, sendo destruído pela colisão. Ribeiro também morreu no desastre.



Diversas investigações buscaram elucidar por que o motorista perdeu o controle do Opala. As conduzidas pela ditadura concluíram que logo antes da batida o carro foi atingido por um ônibus da viação Cometa ao tentar ultrapassá-lo. Foi o mesmo veredito de uma comissão externa da Câmara dos Deputados em 2001 e da Comissão da Verdade em 2014. Por essa versão, tratou-se de um acidente.

Outras apurações concluíram que JK foi, na verdade, vítima de um atentado político, reunindo indícios de que não houve batida entre o Opala e o ônibus e de que o carro se desgovernou por alguma ação externa -sabotagem mecânica ou mesmo um tiro ou envenenamento do motorista.

Essa foi a conclusão das Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo - amparada por um grupo de trabalho com pesquisadores das universidades USP e Mackenzie - e de Minas Gerais e da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo.

Conforme apurou a Folha, o relatório de Maria Cecília Adão vai nessa mesma linha e tem como referência também um inquérito civil conduzido pelo MPF (Ministério Público Federal) por seis anos, de 2013 a 2019 -concluído, portanto, depois do relatório final da Comissão da Verdade -, mas divulgado só em 2021, considerado a investigação mais completa sobre o tema.

O inquérito do MPF descartou que tenha havido choque entre o ônibus e o Opala, mas concluiu ser "impossível afirmar ou descartar" a hipótese de atentado, "vez que não há elementos materiais suficientes para apontar a causa do acidente ou que expliquem a perda do controle do automóvel".

O procurador da República Paulo Sérgio Ferreira Filho escreveu que "houve falhas severas nas investigações realizadas pelo Estado brasileiro". Cita entre elas os processos por homicídio culposo contra Josias Oliveira, o motorista do ônibus da Cometa que teria batido no Opala -ele terminou absolvido-, e a ausência, nas perícias médicas da época, de laudo toxicológico para substâncias distintas do álcool, para saber se pode ter havido intoxicação ou envenenamento de Geraldo Ribeiro.

Mas a "peça chave" para entender o que houve, que constitui a "maior contribuição que o (...) inquérito civil trouxe para o caso", segundo o procurador Ferreira Filho, foi uma perícia conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg, especialista em transportes, convidado pelo MPF para examinar laudos feitos em 1976 e 1996 pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), do Rio - que embasaram a tese oficial de choque do ônibus no Opala - e preparar um novo estudo sobre o acidente.

O trabalho de Ejzenberg, que inclui vídeos em 3D simulando o desastre, demoliu tecnicamente os laudos anteriores e rejeitou a hipótese de que tenha havido uma colisão com o ônibus antes de o Opala se desgovernar. Segundo ele, as conclusões da Comissão da Verdade "se apoiaram em laudos imprestáveis do ICCE, sendo, portanto, conclusões equivocadas".

O reexame do caso pela CEMDP não incluiu novas investigações. O relatório de Maria Cecília Adão compila todos os trabalhos pregressos - com ênfase no mais recente, o do MPF - e apresenta arcabouço jurídico para sustentar a tese de responsabilidade do Estado, calcada na teoria do "in dubio pro victima" (na dúvida, a favor da vítima), defendida por juristas como Gilberto Bercovici (professor titular de direito da USP) e o argentino Luis Moreno Ocampo (ex-procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional).

O relatório ressalta o contexto político da morte. Favorito nas eleições presidenciais que ocorreriam em 1965 caso não tivesse havido o golpe, JK votou em Castello Branco na eleição indireta no Congresso que tornou o general o primeiro presidente-ditador acreditando que os militares manteriam o pleito direto no ano seguinte. Pouco após o golpe, ainda em 1964, o mineiro, que era senador, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por uma década.

Em 1976, era um dos líderes da Frente Ampla, grupo de oposição à ditadura. Apoiada pelos EUA, a Operação Condor, ação coordenada entre ditaduras do Cone Sul para perseguir opositores políticos, planejou eliminar lideranças políticas da região. Numa carta de Manuel Contreras (chefe da polícia secreta chilena e cabeça da Condor) a João Figueiredo, então chefe do SNI e futuro presidente-ditador, o nome de JK foi citado junto com o do diplomata e ativista chileno Orlando Letelier como ameaças à estabilidade dos governos da região. Letelier foi assassinado pela ditadura chilena num atentado em Washington em 1976.


Um paradigma a ser seguido no caso JK é o da estilista Zuzu Angel, cuja morte, num acidente de automóvel em 1976, a CEMDP trouxe evidências de ter sido de responsabilidade da repressão. No caso de Zuzu, um primeiro julgamento da comissão não reconheceu o pedido da família para que fosse considerada vítima do Estado, mas investigação posterior, com novos laudos e testemunhas, mudou o resultado, afirmando que o acidente foi na verdade um atentado.

Diferentemente de Zuzu, o possível reconhecimento de JK como vítima política não ensejará indenização financeira à sua família, porque a reabertura do caso ocorreu depois de expirados os prazos para requerimentos fixados pela lei que criou a comissão (tampouco houve pedidos da família nesse sentido). A reabertura do caso foi justificada com o argumento de esclarecimento da verdade histórica.

Ao concluir que JK teve uma morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro por perseguição política, o colegiado poderá aprovar também que sua certidão de óbito e a de Geraldo Ribeiro sejam retificadas para registrarem essa conclusão - como tem ocorrido há um ano e meio com dezenas de vítimas da ditadura a partir de um convênio entre a CEMDP e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Procurada, a relatora Maria Cecília Adão disse que não se manifestaria, por se tratar de tema ainda em deliberação pela comissão.

Entre os sete conselheiros, o relatório elaborado por ela deve ser aprovado com ao menos cinco votos: o dela própria e os de Diva Santana (familiares de mortos e desaparecidos), Natália Bonavides (Câmara dos Deputados), Vera Paiva (filha de Rubens Paiva, representante da sociedade civil) e da procuradora Eugênia Gonzaga (presidente do colegiado).

O representante do Ministério Público Federal, Ivan Marx, e o do Ministério da Defesa, Rafaelo Abritta, são desde o início os mais reticentes com a reabertura do caso. Procurados, não quiseram dar entrevista.

No ano passado, Abritta afirmou que reconhecer vítimas da ditadura sem embasamento jurídico sólido poderia causar o risco de mais tarde a ação ser contestada na Justiça. Uma crítica dele a um pedido da CEMDP para ter acesso a arquivos das Forças Armadas na ditadura provocou mal-estar no colegiado.

Nos bastidores, Abritta demonstrou receio de que, com a provável aprovação do relatório do caso JK, a comissão possa ser usada politicamente num ano eleitoral.

Abritta, porém, nem deve votar. Está de saída da comissão, para uma temporada acadêmica no exterior. O Ministério da Defesa já apontou o seu sucessor, Bruno Correia Cardoso, chefe de gabinete da Secretaria-Geral da pasta, que ainda não assumiu a função.



Ipoema promove Festival da Cultura Tropeira e 23º aniversário do Museu do Tropeiro

 

 


 

 Morro Redondo, um mirante natural, da Cadeia da Cordilheira do Espinhaço, a 1221 metros de altitude, no topo

O distrito de Ipoema, em Itabira, se prepara para celebrar as tradições e memórias do tropeirismo com a realização do 5º Festival da Cultura Tropeira e a comemoração do 23º aniversário do Museu do Tropeiro. Com o tema “Raízes que nos Sustentam: Do Campo à Nossa História”, as festividades ocorrem entre os dias 16 e 23 de maio, prometendo movimentar a região com uma programação diversificada. 


Distante apenas a 85 km de Belo Horizonte, é um refúgio histórico na Estrada Real com menos de 3 mil habitantes. Famoso pelo tropeirismo, abriga o Museu do Tropeiro, dezenas de cachoeiras (como a Cachoeira Alta) e o mirante 360º do Morro Redondo, sendo ideal para ecoturismo e gastronomia mineira. Principais Atrativos e Informações: História e Cultura: O Museu do Tropeiro é a principal atração cultural, preservando a memória dos viajantes da Estrada Real. Natureza: A região possui cerca de 50 cachoeiras, com destaque para a Cachoeira Alta.


Aventura: O Morro Redondo é um mirante natural com vista 360 graus, capela e obra de arte, ideal para o nascer/pôr do sol. 

O evento busca reafirmar a importância  histórica dos tropeiros para a formação da identidade local. Ao longo da semana, o público poderá acompanhar cavalgadas, bênçãos para cavaleiros e amazonas, oficinas culturais e encontros entre comitivas. A programação também destaca a gastronomia típica e diversas manifestações artísticas que preservam o legado do transporte de mercadorias no lombo de mulas, atividade essencial para a economia mineira em séculos passados.

A abertura oficial está marcada para o dia 16 de maio e contará com a primeira Roda de Viola de 2026. Além da música raiz, o festival promove o intercâmbio entre gerações, unindo veteranos das estradas reais e jovens interessados na preservação desses costumes.




O Museu do Tropeiro, que completa 23 anos de existência, será o ponto central das celebrações, reforçando seu papel como guardião do acervo e das narrativas desse período histórico.


O festival é uma oportunidade para turistas e moradores vivenciarem de perto a cultura que moldou as raízes de Itabira e de Minas Gerais.

Confira a programação completa:

16 de maio – Roda de viola

20:00 – Apresentações Culturais (Estaladores de Chicotes / Trovadoras / Lavadeiras)

21:00 – Show com Bruno & Lucas

22:30 – Show com Rondinelle & Glauciano

17 a 21 de maio

17/05 – Domingo – Visita Guiada ao Museu

18/05 – Segunda-Feira – Visita Guiada

19/05 – Terça-Feira -Oficina de Marketing

20/05 – Quarta-Feira – Oficina Gastronomia

21/05 – Quinta-Feira -Concurso Gastronômico

22 de maio

09:00 – Santa Bárbara – Benção dos Cavaleiros

12:00 – Barão de Cocais – Almoço no Rancho Coyote

18:00 – Bom Jesus do Amparo -Chegada dos Cavaleiros

21:00 – Homenagens – Recepção dos Cavaleiros

23 de maio

09:00 – Bom Jesus do Amaro – Café da Manhã

12:00 – Ipoema – Recepção dos Cavaleiros

16:30 – Ipoema – Museu do Tropeiro – Benção dos Cavaleiros

21:00 – Campo do Aliança – Shows

Após emocionar público no Desfile de Tratores, Projeto Hortênsia chega às escolas gramadenses



O Desfile de Tratores da 35ª Festa da Colônia de Gramado tomou conta da avenida Borges de Medeiros no dia 3 de maio, marcando a estreia de uma atração que já nasce como símbolo de valorização das origens rurais do município. Em sua primeira edição, o evento reuniu mais de 50 máquinas agrícolas, evidenciando a força da agricultura familiar e o orgulho dos produtores gramadenses.

Com canteiros e rótulas especialmente decorados, a principal via da cidade foi palco de um verdadeiro espetáculo de tradição e cultura, acompanhado por um grande público. O comboio partiu do Complexo de Eventos Expogramado, percorreu a avenida Borges de Medeiros até a Rótula das Bandeiras e retornou ao ponto de origem, celebrando o trabalho e a dedicação das famílias do interior.

O secretário de Agricultura de Gramado, Eliézer Nascimento de Lima, destacou a relevância da iniciativa. “É uma pequena mostra da força do nosso interior. Temos mais de mil famílias produzindo na zona rural. São os tratores que trabalham no dia a dia lá no interior. Hoje, os produtores desfilam com orgulho na principal avenida do município”, afirmou.

O Desfile de Tratores se consolida, assim, como uma celebração da cultura agrícola, da história e da comunidade, fortalecendo o vínculo entre o campo e a cidade e reafirmando o orgulho de ser gramadense.

Fotos: Marthina Sorgetz/Projeto Hortênsia


PROJETO HORTÊNSIAS - Um dos destaques do desfile foi um trator ornamentado com a temática das hortênsias, flor símbolo de Gramado. A iniciativa integra o Projeto Hortênsia, que busca resgatar a história, fortalecer a identidade cultural e valorizar a essência do município. O Projeto e a ação estão sendo conduzidos pela empresa Rossi e Zorzanello, que levou ao desfile padrinhos e madrinhas do projeto, além da carismática boneca Dona Hortênsia, que encantou o público.

O ponto alto da homenagem foi a presença de Iraci Casagrande, a primeira rainha da Festa das Hortênsias, realizada em 1958, e foi o primeiro grande evento oficial de Gramado. Aos 93 anos, dona Iraci participou do desfile, percorrendo as ruas da cidade e emocionando o público ao representar um importante capítulo da história local. Sua presença simbolizou o elo entre passado e presente, reforçando a importância de preservar as tradições que moldaram a identidade gramadense.

“Cada flor colocada naquela ornamentação carrega beleza e história viva de um povo que construiu Gramado com trabalho, coragem e pertencimento. O Projeto Hortênsia nasce exatamente desse olhar: o de reconhecer que a nossa identidade está em cada detalhe, do campo à cidade. A presença da dona Iraci neste momento é um presente para todos nós. Ela representa a raiz, a origem, o início de tudo aquilo que hoje nos orgulha. E quando vemos as crianças participando, olhando tudo com brilho nos olhos, percebemos que a história não está apenas sendo lembrada, ela está sendo passada adiante. Esse encontro entre gerações é o que dá sentido a tudo. É isso que nos move”, destacou Marta Rossi, CEO da Rossi e Zorzanello.

A partir da próxima segunda-feira (13), o Projeto Hortênsia inicia uma nova etapa de ações voltadas à educação e ao fortalecimento da identidade cultural gramadense. Nove escolas do município receberão visitas dos padrinhos e madrinhas do projeto, dos realizadores da iniciativa e da carismática Dona Hortênsia.

As atividades serão desenvolvidas com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental e têm como objetivo apresentar às crianças a trajetória de desenvolvimento de Gramado até se tornar uma referência nacional e internacional em turismo. A proposta também busca despertar nos jovens o sentimento de pertencimento, valorizando as tradições, a cultura, a essência que fazem parte da identidade da cidade e a flor símbolo da cidade.

Por meio de encontros lúdicos e educativos, o Projeto Hortênsia pretende aproximar as novas gerações da história local, incentivando o reconhecimento das raízes gramadenses e da importância da preservação cultural para o futuro do município.



Litoral Norte de São Paulo cria Fórum Permanente de Turismo para fortalecer governança regional



O Consórcio Intermunicipal Turístico Circuito Litoral Norte de São Paulo oficializou, no dia 7 de maio, a criação do Fórum Permanente da Região Turística Litoral Norte de São Paulo. A iniciativa reúne os cinco municípios que fazem parte do consórcio, Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, em um espaço permanente de diálogo e construção conjunta de ações para o turismo regional.

A proposta é aproximar poder público, empresários e representantes da sociedade civil para discutir caminhos, prioridades e projetos voltados ao fortalecimento do turismo no Litoral Norte paulista. Cada município contará com três representantes no Fórum: um indicado pela prefeitura e dois ligados ao Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e ao trade turístico local.

O Fórum tem como objetivo estimular a integração entre as cidades e fortalecer o planejamento regional do turismo, incentivando iniciativas ligadas ao desenvolvimento sustentável, à qualificação do setor e à criação de políticas públicas alinhadas às necessidades locais.

Integração regional e fortalecimento do turismo - Além disso, a criação também reforça o alinhamento da região às diretrizes do Ministério do Turismo para participação no Mapa do Turismo Brasileiro, programa que reconhece regiões organizadas e aptas a receber investimentos, projetos e recursos voltados ao setor.

Entre as funções do novo grupo estão o acompanhamento de programas estaduais e federais, o apoio aos Conselhos Municipais de Turismo, a criação de grupos temáticos para debater assuntos específicos e o incentivo a ações que contribuam para estruturar ainda mais o turismo nas cidades do Litoral Norte de São Paulo.

O Fórum debate programas e projetos do Ministério do Turismo e fica apoiada dentro da gestão pública do Consórcio Turístico. Durante a reunião, foi definida sua Diretoria Executiva, incluindo presidente, vice-Presidente e secretário. Segundo o presidente eleito do Fórum Permanente da Região Turística Litoral Norte de São Paulo, Pedro Kalim Farha, é preciso dar continuidade a um trabalho que já vinha sendo feito. “A gente tem que estreitar cada vez mais essa proximidade do trade com o poder público. A gente tem que ser o mais parceiro possível para gerar um turismo cada vez mais responsável para o Litoral Norte”, afirma.

O Circuito Litoral Norte atua desde 2019 como representante oficial da região junto ao Governo do Estado de São Paulo. Com a criação do Fórum Permanente, a proposta é ampliar a participação dos diferentes setores envolvidos com o turismo, tornando as decisões mais integradas e conectadas às demandas regionais.

Para mais informações, acesse: circuitolitoralnorte.tur.br 

Aprovação da PEC do Turismo é celebrada por lideranças do Rio Grande do Sul


 


A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, dia 5 de maio, a PEC 302/2025, proposta que cria o Marco Legal do Turismo Gaúcho e estabelece o setor como uma política estratégica de Estado.


A medida representa um avanço histórico para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul e foi amplamente comemorada por lideranças ligadas ao turismo, entre elas os CEOs do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, Eduardo Zorzanello e Marta Rossi.

A Proposta de Emenda Constitucional reconhece oficialmente o turismo como atividade essencial para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Estado, criando bases legais para ampliar investimentos, fortalecer políticas públicas permanentes e estimular o crescimento sustentável do setor em todas as regiões gaúchas.

Para Eduardo Zorzanello, a aprovação da PEC representa uma transformação histórica na forma como o turismo passa a ser tratado no Rio Grande do Sul.

“Essa aprovação representa um marco histórico e uma verdadeira virada de chave para a economia do Rio Grande do Sul. O turismo está se tornando protagonista. Estamos deixando para trás um modelo de gestão fragmentado para adotar uma visão de futuro, onde o turismo é reconhecido constitucionalmente como um vetor estratégico de desenvolvimento”, afirmou.

Segundo o CEO do Festuris, o novo marco legal também oferece mais segurança e previsibilidade para investidores e empreendedores do setor.

“Este projeto oferece a segurança jurídica e a previsibilidade que o setor privado necessitava para investir com confiança. Ao elevar o turismo a uma política de Estado, garantimos que os resultados importantes a longo prazo como a geração de emprego e renda em todas as regiões não sejam interrompidos por ciclos políticos. É o Rio Grande do Sul se preparando para uma nova realidade econômica, tratando o turismo com o profissionalismo e a seriedade que ele merece”, destacou Eduardo.

Marta Rossi também celebrou a aprovação da proposta e ressaltou a importância da união entre poder público e iniciativa privada para o fortalecimento do turismo gaúcho. Para ela, o reconhecimento constitucional do setor representa uma conquista construída ao longo de décadas por entidades, empresários e profissionais que atuam na promoção do Rio Grande do Sul como destino turístico.

A aprovação da PEC 302/2025 é considerada uma conquista histórica para o segmento, especialmente em um estado onde o turismo possui forte impacto econômico, cultural e social. Além de destinos consolidados internacionalmente, como Gramado e Canela, o Rio Grande do Sul possui potencial turístico diversificado, envolvendo turismo rural, enogastronomia, cultura, eventos, natureza e negócios.


Com a nova legislação, o setor passa a contar com diretrizes mais sólidas para planejamento, promoção, investimentos e desenvolvimento regional, fortalecendo o turismo como uma das principais matrizes econômicas do Estado.

 

Passeio de Maria Fumaça em São Lourenço- surpresas na viagem

 


 


 Para quem gosta de turismo de experiência, o Trem das Águas pode ser uma boa opção de viagem . O passeio combina gastronomia mineira, história ferroviária, paisagens do Sul de Minas e uma proposta mais completa para quem quer aproveitar o trajeto sem pressa. O passageiro tem a oportunidade de desfrutar da paisagem e transformam o trajeto na parte principal da experiência. 

Viajar de trem- Maria Fumaça  tem chamado a atenção justamente por unir o charme das antigas ferrovias com comida típica, bebidas e clima de interior.

 


informações sobre passagens  https://www.tremdasaguas.tur.br/informacoes 
O roteiro é feito em uma Maria-Fumaça centenária e atrai turistas que buscam uma programação diferente para passear com familiares e amigos.
O passeio acontece no Trem das Águas, que parte de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, com destino a Soledade de Minas.
No percurso turístico, os passageiros atravessam cerca de 10 km entre as estações, em uma viagem marcada por paisagens verdes e pelo clima nostálgico da ferrovia.
A experiência mais completa acontece na Classe Restaurante, também chamada de Carro Restaurante.
O passageiro embarca em um vagão com proposta gastronômica, música, cultura e sabores tradicionais de Minas Gerais.

Durante o trajeto, o serviço inclui cardápio all inclusive, com comidas típicas, petiscos, queijos da Serra da Mantiqueira, café especial, doces, cachaças, vinhos, suco de uva, chope e outras bebidas. Segundo o Trem das Águas, a proposta vai do café ao almoço completo.
Na Classe Restaurante, a duração aproximada informada pela página de reservas é de 2h30. O roteiro inclui a viagem na Maria-Fumaça, a experiência gastronômica e o clima histórico do percurso entre as cidades mineiras.
No passeio tradicional, o Trem das Águas informa duração aproximada de 2h10, incluindo ida, parada em Soledade de Minas para visitação e retorno a São Lourenço.

As saídas regulares ocorrem aos finais de semana. Aos sábados, há partidas às 10h e às 14h30. Aos domingos, o passeio sai às 10h. Em feriados e pontes de feriado, a programação fica sujeita à confirmação.
Por isso, quem deseja conhecer o trem all inclusive em Minas Gerais deve consultar a disponibilidade antes de viajar, principalmente em datas de maior movimento.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Minor Hotels é eleita a melhor consultoria estratégica de hotéis do Brasil



A Minor Hotels – Brasil foi reconhecida internacionalmente como “Best Strategic Hotel Consultancy 2026 – Brazil” / “Melhor Consultoria Estratégica de Hotéis 2026 – Brasil”, distinção concedida no âmbito do LUXlife / Resorts & Retreats Awards 2026.

Com publicação oficial da LUXlife Magazine/UK para o próximo mês de junho, este prêmio consolida e reconhece uma trajetória iniciada em 2010, dedicada à transformação, reposicionamento e valorização de pequenos e médios empreendimentos hoteleiros no Brasil.

Ao longo de sua atuação, a empresa participou do retrofit de hotéis de médio porte e pousadas, mais de 45 projetos de reestruturação, 2 projetos de condo-hotel, além de contribuir estrategicamente para a venda de mais de 15 ativos hoteleiros e 3 projetos de master-franquia.

À frente da companhia está Sérgio Carvalho, sócio-diretor, graduado em Administração Hoteleira e atuante no mercado desde 1979, de forma ininterrupta.


Sua experiência reúne passagens por operações e instituições como Hotel Intercontinental Rio, Le Président Méridien Luanda, Novotel Guiana Francesa, Grupo Voetur Brasília, além de ex-Secretário de Turismo em municípios estratégicos como Parintins e Ubatuba e ex-Chefe de Gabinete da Secretaria Estadual de Turismo do Governo do Estado de São Paulo.

Mais do que um prêmio, o reconhecimento da LUXlife Magazine/UK confirma uma visão: hotelaria exige método, inteligência de mercado, reposicionamento patrimonial e estratégia de longo prazo.

A Minor Hotels segue comprometida com o desenvolvimento competitivo, sustentável e profissional da hotelaria brasileira.

Mais informações: www.minorhotels.com.br e https://lux-life.digital/lux_awards/resorts-and-retreats-awards/

Relatório conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

    Documento elaborado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que o ex-presidente foi morto em 1976 pela ditadura,...