quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Palácio das Artes inicia maior reforma em cerca de 30 anos






O Palácio das Artes é um dos principais palcos da arte do Brasil inaugurado há 55 anos , com apresentações de artistas brasileiros e internacionais, vai passar pela maior reforma dos últimos quase 30 anos. As intervenções começam pelo Grande Teatro Cemig, principal espaço de espetáculos do complexo cultural, em uma obra que prevê a modernização da infraestrutura, melhorias de acessibilidade e segurança e a preservação das características arquitetônicas do espaço. Cerca de R$ 10 milhões serão direcionados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Plataforma Semente, para viabilizar essa etapa da revitalização.

Apresentações da Companhia de Dança do Palácio das Artes



                    Coral Lírico do Palácio das Artes


Maestro André Brant com uma parte da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais




A iniciativa reúne o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), instituição gestora do Palácio das Artes e proponente do projeto de restauro, e o Ministério Público de Minas Gerais, responsável pelo direcionamento dos recursos.

Grande Teatro será reformado

A assinatura do Termo de Compromisso entre as instituições foi oficializada dia 30 de setembro, no Espaço Oscar Niemeyer, foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes.




                                    fotos:Paulo Lacerda e Joice Brito

A revitalização do Grande Teatro terá início após a conclusão do processo licitatório para escolha da empresa responsável pela execução das obras, previsto dentro do projeto apresentado pela FCS à Plataforma Semente. A previsão é de que os trabalhos durem entre cinco e sete meses.


A intervenção inclui a troca das cadeiras, o restauro do piso do palco e das plateias, a substituição dos carpetes e a renovação da infraestrutura elétrica. A primeira etapa integra um projeto mais amplo de restauração e requalificação de todo o complexo cultural.


Para o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, a destinação dos recursos demonstra como a atuação do Ministério Público pode gerar resultados concretos e duradouros para a sociedade. 



“A preservação do patrimônio cultural é também uma forma de proteger a memória, a identidade e os direitos da sociedade. Ao direcionar recursos para a revitalização de um espaço da relevância do Palácio das Artes, o Ministério Público contribui para que valores recuperados a partir de sua atuação sejam transformados em benefícios concretos para os cidadãos. Essa parceria demonstra a força da cooperação entre instituições na defesa de um patrimônio que pertence a todos os mineiros e que deve ser preservado para as próximas gerações”, afirma o procurador-geral de Justiça.


A atuação integra uma política institucional mais ampla do MPMG para a proteção do patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais, o programa Minas para Sempre. Nos últimos anos, cerca de R$ 70 milhões foram investidos em mais de 60 projetos distribuídos pelo estado, contemplando diferentes tipologias de patrimônio cultural e contribuindo para a preservação de patrimônios de relevância histórica, artística e social em diferentes regiões do estado.


Segundo o promotor de Justiça Marcelo Maffra, coordenador estadual das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural (CPPC) do MPMG, a intervenção no Palácio das Artes reforça a estratégia do Ministério Público de utilizar instrumentos de atuação institucional para promover a preservação de bens culturais de interesse coletivo.


“O Minas para Sempre consolidou uma atuação estruturada do Ministério Público na proteção do patrimônio cultural mineiro, permitindo transformar recursos decorrentes da atuação institucional em ações concretas de preservação. Já alcançamos dezenas de bens e municípios, de diferentes regiões e características, e a revitalização do Palácio das Artes se soma a esse esforço de proteger espaços fundamentais para a memória, a identidade e a vida cultural de Minas Gerais. Preservar o patrimônio é preservar referências que pertencem à sociedade e garantir que elas possam continuar vivas e acessíveis às futuras gerações”, destaca Maffra.

“Esta obra é um grande presente aos 55 anos do Palácio das Artes e só se torna possível pela parceria extraordinária que construímos com o Ministério Público de Minas Gerais. É uma união de instituições em torno daquilo que pertence a todos. O Palácio das Artes está no imaginário afetivo de Belo Horizonte, de Minas Gerais e do Brasil. Gerações passaram por esta casa, aqui encontraram a música, o teatro, a dança, o cinema, as artes visuais; aqui artistas construíram parte fundamental da história cultural brasileira. Por isso, restaurá-lo é muito mais do que realizar uma obra física: é cuidar de uma memória viva e, ao mesmo tempo, preparar esta casa para as próximas gerações. Nosso reconhecimento ao Ministério Público por compreender a dimensão desse patrimônio e por caminhar conosco na sua preservação”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.


A concretização dessa parceria também contou com a articulação institucional da Secretaria-Geral do Estado. “Uma entrega de tamanha importância só acontece quando as instituições conseguem trabalhar juntas, cada uma cumprindo o seu papel e olhando para o mesmo objetivo. A Secretaria-Geral atuou nessa ponte, aproximando o Governo de Minas e o Ministério Público e construindo, com as áreas envolvidas, o caminho para que esses recursos chegassem a um projeto tão importante. São quase R$ 10 milhões que deixam de ser apenas uma possibilidade e se transformam em investimento concreto no patrimônio e na cultura de Minas. O resultado mostra a força da articulação institucional quando ela é feita com propósito, diálogo e responsabilidade”, acrescenta o secretário-Geral do Estado de Minas Gerais, Luiz Otávio Gonçalves.  


O presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mello Mesquita, considera o início da reforma um dos principais legados das comemorações dos 55 anos da instituição, celebrados em 2026.


“Este ano tem sido marcado por um investimento da FCS em seu acervo, com projetos de criação de uma reserva técnica para suas obras de artes visuais, publicações diversas e mostras e concertos que rememoram e celebram a história do complexo cultural. O maior legado dessa efeméride, porém, talvez seja esse anúncio do início da restauração do complexo do Palácio das Artes. Vamos iniciar pelo Grande Teatro, garantindo um espaço moderno, confortável e acessível. Essa grande obra é um sonho que se torna realidade e vai garantir anos e anos de sucesso para um dos maiores patrimônios dos mineiros e mineiras”, ressalta.


Intervenção preserva características do Grande Teatro - A primeira fase da reforma prevê a modernização, requalificação e adequação dos espaços físicos, estruturais e funcionais do Grande Teatro, com foco na melhoria da infraestrutura, acessibilidade e segurança.


O projeto de restauro, que contempla todo o complexo cultural, foi aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (FMC). O Palácio das Artes é tombado pelo Iepha-MG, como parte do Conjunto Paisagístico do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, e pelo Município de Belo Horizonte.


As intervenções deverão preservar as características arquitetônicas e culturais do complexo, além de valorizar o patrimônio artístico e ampliar as condições de atendimento ao público e de realização de atividades culturais, educativas e institucionais.


A diretora da BELARQ Arquitetura e Urbanismo, Du Leal, responsável pelo projeto, explica que a intervenção no piso caracteriza o trabalho como restauro, e não apenas reforma.


“Como será feita também a reforma do piso, trata-se de um restauro. Tivemos que avaliar o estado e, a partir daí, pensar em como requalificar e preservar, voltando a cor natural, em um processo minucioso, realizado por profissionais da área”, explica.


“As cadeiras também foram feitas sob medida, e existe ainda uma preocupação enorme com a acústica, já que a música – popular e erudita – está sempre muito presente no Grande Teatro. São 18 mil metros quadrados construídos, cerca de 24 mil metros quadrados de área total. Trata-se, portanto, de um projeto complexo, exigente, que pede técnica, sensibilidade e respeito”, completa.


Parceria viabiliza recursos para a reforma -  A reforma é resultado da cooperação entre o Governo de Minas, por meio da Secult-MG e da Fundação Clóvis Salgado, e o Ministério Público de Minas Gerais, que direciona cerca de R$ 10 milhões para a intervenção por meio da Plataforma Semente.


A Plataforma Semente é uma iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com o Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMais), voltada ao recebimento e ao acompanhamento de projetos de relevância socioambiental e à destinação de recursos provenientes de medidas compensatórias.


Entre as ações já realizadas por meio dessa aliança estão a preservação e o restauro do Palácio da Liberdade e a elaboração de projetos de restauração da CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, ambos sob gestão da Fundação Clóvis Salgado. Também integram a iniciativa o restauro da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Mariana, e da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, em Paracatu, além do projeto “Praça Viva - Música, Arte e Sustentabilidade”, em Montes Claros, entre outras ações realizadas em diferentes municípios mineiros.


55 anos de história - Inaugurado em 14 de março de 1971, o Palácio das Artes completa 55 anos em 2026 como um espaço plural, onde convivem Artes Visuais, Música, Dança, Teatro, Ópera, Cinema e outras linguagens artísticas, com acesso democrático a diferentes públicos.


Sua história começou nos anos 1940, quando o então prefeito Juscelino Kubitschek destinou uma área do Parque Municipal para a construção da principal casa das artes de Minas Gerais. JK convidou Oscar Niemeyer, que elaborou o projeto inicial. As obras foram iniciadas e posteriormente paralisadas, sendo retomadas no fim dos anos 1960, com uma proposta adaptada pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto.


Ao longo de sua história, o Palácio das Artes consolidou-se como referência artístico-cultural de Minas Gerais. O complexo possui 18 mil metros quadrados de área construída e reúne espaços destinados a diferentes manifestações artísticas.


Um dos principais palcos do país -  Com 1.707 lugares, o Grande Teatro Cemig Palácio das Artes é um dos maiores espaços de espetáculos do Brasil. O palco italiano tem 20 metros de profundidade e boca de cena de 18 metros de largura por sete metros de altura. O espaço conta ainda com fosso para orquestra, com capacidade para até 80 músicos, e elevadores que permitem diferentes configurações cênicas.

O Grande Teatro também carrega em sua história um dos episódios mais marcantes do Palácio das Artes. Em abril de 1997, um incêndio destruiu cadeiras, cortinas, teto e equipamentos de luz e som instalados na plateia. 

Nos meses seguintes, artistas, população, empresas e a própria Fundação Clóvis Salgado se mobilizaram para arrecadar recursos e reconstruir o espaço. A obra foi concluída em julho de 1998. Desde então, há quase 30 anos, o Grande Teatro não passa por uma reforma de grande porte.

Semana da Criança Abrasel leva gastronomia, afeto e alegria para crianças em tratamento de saúde em Minas Gerais.



Iniciativa da Abrasel ganha programação especial em Minas Gerais com a estreia do projeto Chef Mirim na Fundação Sara e na CAPE – Casa de Apoio e Acolhida Padre Eustáquio


Transformar ingredientes em descobertas, receitas em brincadeiras e uma experiência gastronômica em uma memória para a vida toda. É com esse propósito que a Abrasel em Minas Gerais integra o projeto Chef Mirim a programação da Semana da Criança Abrasel 2026, levando gastronomia, criatividade, acolhimento e alegria para crianças atendidas pelo Fundação Sara e pela CAPE – Casa de Apoio e Acolhida Padre Eustáquio, em Belo Horizonte.


Realizada nacionalmente pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a Semana da Criança Abrasel tem como iniciativa valorizar a infância, a solidariedade e a capacidade de transformar pequenos gestos em grandes experiências. Em Minas Gerais, a programação ganha um significado ainda mais especial neste ano: pela primeira vez, o projeto Chef Mirim será realizado dentro de instituições que acolhem crianças e famílias que enfrentam momentos delicados durante tratamentos de saúde.



A iniciativa será realizada no dia 5 de outubro, na Fundação Sara em Belo Horizonte com a participação da chef Luciana Braga, professora de culinária infantil e desenvolve atividades que aproximam as crianças dos alimentos de maneira prática, educativa e afetiva e no dia 7 de outubro, na CAPE – Casa de Apoio e Acolhida Padre Eustáquio, com a participação da chef Marcinha, proprietária do Restaurante Dona Lucinha. No dia 19 de outubro a ação será realizada na Fundação Sara  em Montes Claros.


As instituições já fazem parte das ações de contribuição e responsabilidade social desenvolvidas pela Abrasel, que busca fortalecer, ao longo do ano, iniciativas voltadas à contribuir com ambas instituições.


Durante as atividades, as crianças terão a oportunidade de colocar literalmente a mão na massa. Ao lado das chefs convidadas que abraçaram o projeto, elas participarão do preparo de pratos e guloseimas em uma experiência pensada para despertar a criatividade, estimular a autonomia, promover a interação e, principalmente, proporcionar um momento de descontração e felicidade.


O Chef Mirim foi concebido como uma experiência divertida, educativa, segura e afetiva, aproximando as crianças da gastronomia por meio de atividades práticas. A proposta é que elas possam descobrir novos sabores, aprender receitas, trabalhar em equipe e vivenciar a cozinha como um espaço de criatividade, inclusão e diversão.


Mais do que uma oficina de culinária, a ação pretende criar memórias afetivas. Cada criança participante receberá um kit Chef Mirim, com avental, touca de chef e ao final receberá o certificado de participação.


Arte que também vira memória - Além da experiência gastronômica, a programação contará com uma atividade especial de arte: a pintura dos próprios bowls que serão utilizados pelas crianças. A proposta é permitir que cada participante personalize sua peça utilizando cores, formas e desenhos, transformando o utensílio em uma criação única e cheia de significado.


A atividade será conduzida pela arquiteta Ana Maia, que participa da iniciativa levando para o projeto um olhar voltado à criatividade e à expressão por meio das cores.


Um gesto de carinho para quem enfrenta grandes desafios


As instituições atendem crianças e famílias que vivenciam diferentes tratamentos de saúde. Na CAPE, são acolhidas crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e outras doenças não infecciosas, que encontram na instituição acolhimento, cuidado e suporte durante esse período.


Para essas crianças, a possibilidade de viver um dia diferente, cercado de brincadeiras, sabores, descobertas e sorrisos, representa uma oportunidade de olhar para além da rotina de tratamentos e, acima de tudo, celebrar a infância.


“A gastronomia também pode ser uma forma de abraçar”

Para a presidente da Abrasel Minas Gerais, Karla Rocha, o projeto tem um significado que ultrapassa a gastronomia.


“Quando pensamos na Semana da Criança, pensamos em alegria, brincadeira, descobertas e memórias. Poder levar tudo isso para crianças que estão enfrentando tratamentos de saúde torna essa iniciativa ainda mais especial. O Chef Mirim nasce com esse propósito de proporcionar um dia diferente, cheio de carinho, sabor e sorrisos. A gastronomia tem esse poder de reunir pessoas, despertar sentimentos e criar memórias. Para nós, estar ao lado dessas crianças e dessas instituições é uma forma de exercer o nosso compromisso social e devolver à comunidade um pouco de tudo aquilo que recebemos dela.”


Segundo Karla, a iniciativa também representa uma oportunidade de aproximar o setor de alimentação fora do lar de ações que promovam impacto positivo na sociedade.


“A Abrasel acredita que o nosso trabalho vai muito além de representar bares e restaurantes. Também queremos contribuir para construir uma sociedade mais acolhedora. E fazer isso por meio daquilo que conhecemos tão bem — a gastronomia — torna tudo ainda mais significativo.”


Três datas, três instituições e um mesmo propósito


A programação especial da Semana da Criança Brasil 2026 em Minas Gerais será realizada em três momentos:

5 de outubro – Fundação Sara

Participação da chef Luciana Braga


7 de outubro – CAPE – Casa de Apoio e Acolhida Padre Eustáquio

Participação da chef Marcinha, do Dona Lucinha



19 de outubro -  Fundação Sara - Montes Claros


Interessados em apoiar ou realizar doações podem entrar em contato com:


Cape- Casa de Acolhida Padre Eustáquio

(31) 3401-8000

(31) 98896-5593


Fundação Sara - Belo Horizonte

(31) 3284-7690


Fundação Sara - Montes Claros

(38) 98829-3042


Juntos, construímos histórias e transformamos vidas



Realização: Abrasel

Parceiros Apoiadores:


Ana Maia Arquiteta

Chef Luciana Braga

Chef Márcia Nunes 


Bis Soluções

Codil

Forneria Mineira

Sensações Mineiras Fit

Silvia Queiroga Imóveis

3º Gastronomia nas Montanhas fortalece turismo e gastronomia em Monte Verde




Terceira edição reuniu 23 restaurantes, Cozinha Show, música ao vivo e participação da Abrasel no Sul de Minas


Monte Verde, distrito de Camanducaia, encerrou no dia 27 de setembro, a terceira edição do Gastronomia nas Montanhas, evento que reuniu gastronomia, turismo, música e experiências para moradores e visitantes no Portal de Monte Verde. Realizado entre os dias 25 e 27 de setembro, o festival reforçou a importância da parceria entre poder público, iniciativa privada e entidades do setor para movimentar o destino durante a baixa temporada.


A programação contou com 23 restaurantes participantes, além de Cozinha Show, apresentações musicais e área kids. A realização foi da MOVE – Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região, com participação do Sebrae Minas, da Prefeitura de Camanducaia e de diversos parceiros.


A Abrasel no Sul de Minas participou da programação com o presidente da entidade e do SEHAV, André Yuki, que comandou uma Cozinha Show no sábado (26), preparando um Risotini à Moda Mineira, prato que valorizou ingredientes e referências da gastronomia mineira.


Para André Yuki, a participação reforça o papel da gastronomia no desenvolvimento turístico e econômico.



“O Gastronomia nas Montanhas mostra na prática a força que a gastronomia tem para movimentar um destino, gerar oportunidades e valorizar toda uma cadeia produtiva. Para a Abrasel, é muito importante estar presente em iniciativas que aproximam os empresários do público e mostram a qualidade e a diversidade da nossa gastronomia. Foi uma grande satisfação participar da Cozinha Show e levar um pouco da essência de Minas para quem esteve aqui”, destaca.



A diretora executiva da Abrasel no Sul de Minas e do SEHAV, Ana Luísa Alves, também acompanhou a programação e ressaltou a integração entre os diferentes atores do setor.


“Foi muito bonito ver a gastronomia, o turismo e o empreendedorismo trabalhando juntos em um evento que movimentou Monte Verde e valorizou os estabelecimentos que fazem parte desse destino. Para nós, da Abrasel, participar de momentos como esse é também uma forma de fortalecer os empresários do setor de alimentação fora do lar e mostrar que, quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos criar experiências cada vez mais atrativas para os visitantes”, afirma.


Evento ajuda a combater a sazonalidade


O prefeito de Camanducaia, Rodrigo Alves de Oliveira, destacou o crescimento do festival ao longo das três edições e seu impacto para Monte Verde.


“Este é o nosso terceiro ano, um evento que vem crescendo bastante. Praticamente dobramos o tamanho do primeiro ano para este ano. É um evento muito importante para nós, para o destino turístico de Monte Verde, que movimenta a nossa economia, principalmente nesta época, que nós chamamos de baixa temporada”, afirmou.


Segundo o prefeito, a realização de eventos contribui para manter o movimento turístico mesmo fora dos períodos tradicionalmente mais procurados.


“Em outros tempos, o pessoal acabava fechando seus comércios, seus restaurantes, seus bares e dava férias para os funcionários. Agora, não. Aqui em Monte Verde temos vários turistas, uma lotação muito boa e expressiva todos os finais de semana”, destacou.


Rodrigo também agradeceu aos patrocinadores, apoiadores, associações e à equipe da Prefeitura de Camanducaia pela realização do evento.


O secretário municipal de Turismo, Leandro Carlos Schultz, destacou a força da parceria entre o poder público, a iniciativa privada e os diferentes atores que integram o turismo de Monte Verde.


“É a união de várias tribos, de restaurantes, empresários e pessoas, trabalhando pelo turista, pelo morador e por quem vive em Monte Verde. Essa união de todos é o que faz um evento como esse acontecer. A parceria entre o setor público e o privado é fundamental. A MOVE, junto com a Secretaria de Turismo, consegue unir forças e transformar essa parceria em movimento para o destino”, afirmou.


Leandro também ressaltou o papel do festival no enfrentamento da sazonalidade turística. Segundo ele, eventos como o Gastronomia nas Montanhas e o Natal nas Montanhas têm contribuído para manter o fluxo de visitantes e a movimentação econômica em períodos tradicionalmente considerados de menor demanda.


“Estamos sempre pensando em como combater a sazonalidade por meio dos eventos, e já está comprovado que esse caminho traz resultados. O Gastronomia nas Montanhas é um exemplo, assim como o Natal nas Montanhas, iniciativas que têm apresentado resultados extraordinários para o destino Monte Verde”, completou.


Capacitação e fortalecimento dos empresários


A edição de 2026 também contou com a participação do Sebrae Minas, que trabalhou na preparação dos empreendedores por meio do programa Prepara Gastronomia.


O gerente da Regional Sul do Sebrae Minas, Rodrigo Pereira, destacou que a capacitação busca contribuir para a melhoria da gestão dos negócios.


“A importância da capacitação dos empresários é trabalhar economicidade, diminuir desperdícios e pensar na produtividade do negócio. A concorrência está cada vez maior e os custos também. Por isso, viemos com o Prepara Gastronomia fazer todo um trabalho de preparo desses empresários, culminando agora neste festival gastronômico fantástico aqui na cidade”, explicou.


A presidente da MOVE, Rebecca Wagner, destacou o crescimento do evento e o trabalho realizado ao longo do ano com os estabelecimentos participantes.


“É um evento que vem crescendo a cada ano e surpreendendo os empresários, surpreendendo a MOVE. Esses restaurantes se programam, vão se organizando e se estruturando para receber vocês nesses dias. Este ano estamos com a Abrasel aqui junto com o André, que também fez uma Cozinha Show para a gente”, afirmou.


Segundo Rebecca, além da programação gastronômica, o evento contou com shows ao vivo e estrutura para receber toda a família.


Integração do setor


O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Serras Verdes (SHRBSSV), Marcos Cuadra, também ressaltou a importância da iniciativa para o setor.


“Para nós do Sindicato Serras Verdes é uma honra participar e apoiar esse evento, que movimenta todo o setor de hotelaria e restaurante, trabalhando em conjunto com todos os empresários do setor”, concluiu.


Durante os três dias, o público teve a oportunidade de conhecer preparações desenvolvidas pelos estabelecimentos participantes, reunindo diferentes estilos de cozinha e ingredientes característicos da região, como pinhão, truta, queijos da Mantiqueira, carnes, embutidos, cogumelos e frutas vermelhas.


Para a Abrasel no Sul de Minas, o Gastronomia nas Montanhas demonstra como a gastronomia pode atuar de forma integrada ao turismo, à produção local e à valorização da identidade regional.


“A participação da Abrasel neste evento também reforça nosso compromisso de estar próximo dos empresários e das iniciativas que movimentam a economia dos municípios. Monte Verde é um destino de referência e a gastronomia tem um papel fundamental nessa experiência. Ver esse trabalho conjunto acontecendo e gerando resultados é muito positivo para todo o setor”, conclui André Yuki.


Seja um associado Abrasel! Mais informações pelo WhatsApp: (35)99990-2020.


Fonte e fotos: Ana Luísa Alves

Confraria da Gastronomia Mineira reúne participantes em capacitação gratuita sobre carne suína em Varginha

 


A Confraria da Gastronomia Mineira - Edição Porco, no PontoBR - Culinária Raiz, em Varginha, reuniu no dia 28 de setembro, mais de 40 pessoas inscritas de Varginha, Três Pontas, Três Corações e Itajubá. A iniciativa promoveu uma capacitação gratuita sobre cortes, preparo e aproveitamento da carne suína, unindo conhecimento técnico à valorização dos ingredientes e saberes que fazem parte da identidade gastronômica de Minas Gerais.

 


A atividade proporcionou aos participantes conhecimentos técnicos e práticos sobre um dos ingredientes mais presentes na culinária tradicional mineira. Durante o encontro, foram apresentadas técnicas de preparo e possibilidades de aproveitamento da carne suína, com orientações que podem ser aplicadas tanto no dia a dia quanto na atuação profissional no setor de alimentação.

 



A capacitação com duração de quatro horas foi ministrada pelo Chef Ricardo Martin, pós-graduado em Gastronomia e Hotelaria, instrutor de formação profissional do Senac Minas e profissional com mais de 25 anos de experiência. Durante o curso, o chef também preparou receitas, mostrando na prática diferentes possibilidades de utilização da carne suína e valorizando ingredientes regionais como laranja, mel, cachaça, batata-baroa, goiabada, cachaça, queijo da Serra da Canastra, mandioca, taioba, entre outros, além do café, contribuindo para a Rota Turística do Café.

 



Os participantes receberam apostila com o conteúdo do curso e certificado de participação, ampliando o acesso a informações técnicas que podem contribuir para a qualificação profissional e para o melhor aproveitamento da matéria-prima.

 


Para Ricardo Martin, conhecer melhor a carne suína é fundamental para ampliar as possibilidades de preparo e reduzir desperdícios.

 “A carne suína é extremamente versátil e está presente em muitos pratos da nossa gastronomia. Conhecer os cortes, saber como prepará-los e, principalmente, aproveitar melhor a matéria-prima faz toda a diferença. A ideia é compartilhar conhecimento de forma prática e mostrar possibilidades que podem ser aplicadas tanto em casa quanto profissionalmente”, afirma o chef.

 


Para André Yuki, presidente da Abrasel no Sul de Minas, do SEHAV, da ACIV e da ACNV, iniciativas de capacitação contribuem para o fortalecimento do setor de alimentação e para a valorização da identidade gastronômica regional.

 

“Minas Gerais tem uma gastronomia reconhecida em todo o Brasil, e o Sul de Minas tem um papel importante nessa história. Capacitar profissionais, compartilhar conhecimento e valorizar produtos que fazem parte da nossa cultura é também fortalecer os nossos negócios e criar novas oportunidades para quem trabalha com alimentação”, destaca André Yuki.

 

Além do conteúdo técnico, a Confraria promoveu a troca de experiências entre profissionais do setor, chefes, cozinheiros, alunos de gastronomia, empreendedores e interessados na gastronomia, reforçando a importância da qualificação e da valorização dos produtos e saberes que integram a cultura alimentar mineira.

  

De acordo com Marília Lopes, coordenadora de Projetos da Abrasel no Sul de Minas, a estrutura do PontoBR contribuiu para garantir a participação de diferentes públicos, com banheiros acessíveis, rampas e outros recursos de acessibilidade. A capacitação também contou com materiais em formato digital e impresso, ampliando o acesso ao conteúdo.

 

“Tivemos a preocupação de oferecer uma capacitação acessível e acolhedora para todos. Recebemos pessoas com diferentes faixas etárias, entre jovens e idosos, além de participantes com mobilidade reduzida, por isso, contar com um espaço adequado, com rampas e banheiros acessíveis, fez toda a diferença. Além disso, disponibilizamos a apostila nos formatos impresso e digital, para que cada participante pudesse acompanhar o conteúdo da melhor maneira”, ressalta Marília.

 

Próxima edição - A Confraria da Gastronomia Mineira já tem uma nova edição marcada para o dia 26 de outubro. As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo WhatsApp (35) 99990-2020, com Ana Luísa, da Abrasel no Sul de Minas.

 A Confraria da Gastronomia Mineira é um projeto realizado por meio do Edital 04/2026 - Execução Cultural. A iniciativa conta com apoio institucional do Frigorífico JM e SEHAV, apoio da Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais e realização do Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e Ministério da Cultura.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Livraria de BH coloca 20 mil livros em liquidação anual a partir de R$ 1,99

 



Cerca de 20 mil livros entram em liquidação a partitir do dia 1 de outubro, em uma livraria na Savassi, em Belo Horizonte. Com preços a partir de R$1,99, a ação reúne títulos para diferentes faixas etárias e interesses, incluindo literatura adulta e infantil, clássicos em quadrinhos, obras de Sherlock Holmes e passatempos.

Entre os exemplares disponíveis estão os livros infantis da coleção Aprendendo com Diversão, por R$1,99 cada; títulos de Sherlock Holmes, por R$2,99; e um box com seis livros do famoso detetive, por R$19,90. Os clássicos da literatura em quadrinhos têm preço de R$4,99 cada, enquanto palavras cruzadas e passatempos da Scottini custam R$1,99.

A liquidação também contempla literatura adulta de diferentes gêneros, ampliando a variedade de opções para leitores que procuram desde obras conhecidas até títulos para descobrir novos autores e temas.

A iniciativa é realizada pela Outlet de Livro, na Rua Paraíba, 1419, na Savassi. Segundo o proprietário, José Henrique Guimarães, a proposta é aproveitar a grande quantidade e diversidade de títulos para estimular a descoberta e aproximar diferentes públicos da leitura.

“Queremos transformar a liquidação em uma grande festa dos livros, em que as pessoas possam descobrir autores, encontrar clássicos e escolher livros para os filhos, tudo em um clima de festival, como uma grande feira de livros. Com 20 mil livros disponíveis e preços acessíveis, a liquidação é também um convite ao garimpo, à descoberta e ao prazer da leitura.”

De clássicos a livros infantis - A variedade do acervo é um dos destaques da liquidação. Além dos títulos anunciados inicialmente, novos exemplares poderão ser incorporados às mesas de promoção ao longo da ação, conforme a disponibilidade do estoque.

A seleção reúne diferentes gêneros e formatos, permitindo que o público encontre livros para crianças, clássicos adaptados para os quadrinhos, literatura policial, passatempos e obras destinadas ao público adulto.

A dinâmica também favorece o chamado “garimpo literário”, já que a disponibilidade dos títulos varia de acordo com o estoque. A expectativa é que o público encontre desde obras já conhecidas até livros que não estavam necessariamente na lista inicial de compra.

A Outlet de Livro realiza a liquidação anual com o objetivo de renovar o acervo e oferecer ao público uma seleção diversificada de títulos com preços reduzidos. A unidade da Savassi está localizada na Rua Paraíba, 1419.


 

Bolinhos ocupam jardim da Santa Casa BH em exposição

 


  


Arte e natureza vão dividir espaço no jardim da Santa Casa BH entre os dias 1º e 3 de outubro. Durante o período, o local recebe a mini exposição “Habitante: Bolinhos na Santa Casa BH”, com obras de Raquel Bolinho espalhadas pela área externa e uma programação gratuita de atividades para crianças e famílias.

Durante os três dias, os Bolinhos estarão espalhados pelo jardim, entre plantas e outros elementos do espaço. A proposta é transformar a área externa em uma extensão da exposição, criando um ambiente lúdico e aberto à interação de crianças e famílias. 

Além de conhecer as obras, os visitantes poderão participar de atividades artísticas gratuitas ao longo dos três dias, como pintura em pedrinhas, tela colaborativa e mesa de colorir Bolinhos. A programação foi pensada para estimular a participação do público e permitir que crianças e famílias também deixem sua marca na experiência.

No sábado, dia 3, a programação terá atividades especiais, com oficina com Raquel Bolinho e uma ação de pintura e plantio de vasinhos. A proposta é que os participantes possam colocar a mão na terra, criar e levar para casa um pouco da experiência do Jardim do Bolinho.

A exposição começa ainda no hall de entrada da Santa Casa BH. Três telas instaladas em cavaletes fazem a primeira intervenção e conduzem o visitante em direção à área externa. No corredor de acesso ao jardim, elementos como grama e cerejas ajudam a criar uma transição para o universo dos Bolinhos.

A realização da exposição também prevê intervenções visuais integradas ao jardim, como a presença de Bolinhos em MDF entre a vegetação. A proposta considera ainda outras possibilidades de ocupação do espaço, como pinturas no piso, nos bancos e nos vidros, conforme a viabilidade técnica e as autorizações necessárias. Entrada: gratuita 

O acesso à exposição será pela portaria da Rua Álvares Maciel, nº 611. Na chegada, basta informar que vai visitar a exposição dos Bolinhos.

Rio Rufino se destaca como Capital Catarinense do Vime

 



Reconhecida por lei, desde 29 de novembro de 2004, como Capital Catarinense do Vime, Rio Rufino ocupa uma posição singular na cadeia produtiva da cultura. Responde por mais de um terço da produção nacional que envolve desde o cultivo até a confecção de artesanatos e a transformação industrial em cestas, móveis, objetos decorativos.



A Serra Catarinense concentra cerca de 90% da produção nacional de vime e Rio Rufino tem nessa cultura, uma importante cadeia produtiva que envolve desde a produção in-natura até o consumidor final.


fotos:Onéris Lopes



Para a produtora rural e vice-prefeita, Erane Lorenzetti Pickler, o vime representa a identidade do município. “Estas hastes são muito mais que uma fonte de renda nas pequenas propriedades. São nossa cultura, promovem o turismo, unem as famílias e se constituem até em lazer e terapia nesses tempos conturbados. Sem contar que o vime é sustentável e ecologicamente correto”, destaca Erane Lorenzetti.

Levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) aponta que a produção de vime na Serra Catarnense está concentrada nos municípios de Bocaina do Sul, Rio Rufino, Bom Retiro, Urubici, Urupema, Painel e Lages. Juntos, envolvem mais de 1.200 produtores rurais, em uma área de pelo menos 1.215 hectares, com produção anual estimada em 15.790 toneladas de vime.




Somente Rio Rufino concentra cerca de 200 produtores e uma área cultivada de aproximadamente 250 hectares, com produtividade média de 15 toneladas por hectare e produção na faixa de 3.750 toneladas de vime por ano.

A cada ano essa microrregião produz ainda, cerca de 6 mil toneladas de varas secas prontas para o artesanato. E uma combinação de fatores naturais contribuiu para colocar Rio Rufino em posição de destaque na produção e no processamento do vime. Entre eles estão as condições favoráveis de altitude, temperaturas mais baixas, abundância de água e umidade, além das características do solo, consideradas adequadas às exigências da espécie.

Em Rio Rufino, já foram catalogados vimeiros com mais de dez metros de altura, dimensão muito superior ao crescimento convencional pesquisado em outras regiões. Outro fator fundamental para a consolidação da atividade é o conhecimento acumulado pelas famílias e repassado de geração em geração.

O cultivo e o beneficiamento do vime são transmitidos de pais para filhos, criando um verdadeiro capital de conhecimento que não é facilmente reproduzido em outras regiões.

Vime veio antes da emancipação do município

A história do vime em Rio Rufino é mais antiga do que a própria emancipação do município. Há registros que indicam a existência de plantações de vime na década de 1940. No início, a planta era cultivada principalmente às margens dos rios para auxiliar no controle da erosão, especialmente no vale do Rio Canoas.

Com o passar dos anos, o vime passou a ser utilizado também para amarrar parreiras de uva. A flexibilidade das hastes levou os agricultores a descobrir novas possibilidades de utilização, especialmente na produção de cestas e outros artefatos.

Um momento decisivo ocorreu na década de 1970, com a exploração comercial do produto. Agricultores de Rio Rufino passaram a buscar compradores no Rio Grande do Sul e estabeleceram relações comerciais que, posteriormente, alcançaram o Paraná, o Brasil central e até mesmo o Nordeste brasileiro.

O impacto econômico do vime na região é maior do que os empregos registrados nas empresas formalizadas. Por ser uma atividade que demanda plantio, manejo, poda, colheita, seleção e preparação dos feixes, além de cozimento, descasque, classificação, secagem e armazenamento, o vime é essencialmente uma atividade manual.

Grande parte desse trabalho é realizada em pequenas oficinas, galpões ou nas próprias residências dos artesãos, envolvendo famílias inteiras e criando oportunidades de geração de renda no meio rural.

Artesanatos em vime

O potencial de transformação do vime é amplo e diversificado. Para a artesã Maria Bernadete Blomer Dorroite, o vime representa sua maior riqueza. “A fita que eu e meu marido José, extraímos da casca do vime é a peça mágica que transforma o artesanato. Aqui trabalhamos com carinho e não percebemos os dias passar. No final, temos um produto belo e encantador”, afirma a artesã.

Entre os produtos confeccionados com vime estão cestas, cestos, balaios, guirlandas, abajures, caixas, bandejas, vasos, cachepôs, peças ornamentais, estruturas decorativas e móveis diversos, como cadeiras, poltronas, mesas, bancos, estantes e sofás.

A variedade de artefatos demonstra que o vime deixou de ser apenas matéria-prima para cestas e passou a ocupar espaço também nos segmentos de decoração, mobiliário, gastronomia, hotelaria e presentes. Até flores já são produzidas com galhos de vime.

“As flores que produzimos são vendidas em feiras e eventos, por todo Brasil. Temos pedido até para o Canadá e estamos vendo a parte legal para o envio”, disse a artesã, Flávia Mattos. Há poucos dias, ela recebeu convite para participar de uma feira na Colômbia.

Rota do Vime de Rio Rufino

Com áreas distintas de cultivo, beneficiamento, produção artesanal, comercialização, gastronomia e hospedagem, Rio Rufino poderá ter, em breve, uma Rota Turística do Vime. A estratégia de médio e longo prazo terá à frente, o Conselho de Turismo (Contur) e o Núcleo de Desenvolvimento e Turismo de Rio Rufino.

Para a empresária Sandra Marli Oderdenge Arruda, que faz receptivo turístico na fazenda Tamanduá, o vime é um importante produto para o fomento do setor. “O turismo e o vime se complementam. O artesanato ajuda a agregar valor ao turismo, tendo o vime como nossa identidade. Isso resume sua importância na cadeia econômica do turismo”, comenta Sandra Oderdenge.

Além dos equipamentos turísticos, uma possível rota envolverá as unidades diretamente ligadas à cadeia produtiva, como escolas, comércio, restantantes, e especialmente o setor público como animador do projeto.

O prefeito Ademar de Bona Sartor, entende que a criação de uma rota turística baseada no vime poderá contribuir para que os jovens não enxerguem a atividade apenas como uma tradição dos pais e avós, mas também como uma possibilidade profissional.


“Já existe uma tratativa inicial sobre a criação dessa rota e buscamos agora o apoio da Amures para nos orientar”, defende o prefeito. A proposta é integrar diferentes segmentos nesse processo, incluindo designers, arquitetos, decoradores, hotéis, pousadas, restaurantes, vinícolas, lojas e empresas de presentes corporativos.

Um projeto dessa magnitude poderá consolidar ainda mais Rio Rufino como destino turístico associado ao vime, transformando a cadeia produtiva em uma experiência que une agricultura, artesanato, cultura, turismo e negócios.

Mais do que matéria-prima para uma cesta artesanal, as hastes de vime podem ganhar novos usos e aplicações em projetos de arquitetura, decoração de interiores, gastronomia, hotelaria e cenografia, ampliando o mercado e agregando valor à produção local.

Assim, o vime que há décadas faz parte da paisagem e da economia de Rio Rufino pode assumir um novo papel: ser também um produto de identidade territorial, uma experiência turística e uma oportunidade de desenvolvimento para as futuras gerações.


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