quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Festuris lança edição 2026 com o tema “Relações reais que constroem o futuro”

 



Eduardo Zorzanello e Marta Rossi no lançamento do Festuris

O Festuris lançou oficialmente, nesta segunda-feira (24), em Porto Alegre, a sua 38ª edição. O encontro ocorreu na Pizzaria Cara de Mau, no Boulevard Laçador, e contou, na abertura, com uma apresentação lúdica dos personagens da casa, que recepcionaram os convidados e deram início à programação. O Festuris será realizado de 12 a 15 de novembro de 2026, no Serra Park, em Gramado.

Com o tema “Relações reais que constroem o futuro”, o evento apresentou novidades da edição para este ano, entre elas a Paraíba como destino convidado de honra e a participação inédita do Japão no Espaço Luxury.

O lançamento reuniu autoridades, lideranças do turismo, parceiros e imprensa para antecipar os principais destaques da programação. Reconhecida como a feira de negócios mais efetiva das Américas, o Festuris chega à 38ª edição reforçando sua proposta de conectar destinos, marcas e profissionais e transformar relações em oportunidades concretas para o setor.

“Ao longo dessa caminhada, aprendemos que empreendedorismo, inteligência, audácia e coragem só fazem sentido quando estão conectados às pessoas. São as relações construídas com profissionais do turismo, parceiros, colaboradores, entidades e imprensa que sustentam a nossa trajetória. É essa rede de confiança e amizade que nos trouxe até aqui e que seguirá construindo o futuro conosco”, enfatizou a CEO do Festuris, Marta Rossi.

 Lançamento do Festuris

A escolha do tema desta edição reforça o valor das conexões humanas em um mercado cada vez mais impactado pela tecnologia e por novas formas de relacionamento. A proposta é colocar as relações reais no centro das discussões sobre o futuro do turismo e destacar a capacidade que encontros, experiências e parcerias têm de movimentar toda a cadeia do setor.

“O Festuris desperta um sentimento de pertencimento que vem sendo construído ao longo de 38 edições. Acompanhamos o crescimento do turismo no Rio Grande do Sul, ampliamos nossa atuação para o Brasil e hoje estamos cada vez mais conectados ao mundo. Mas, antes dos negócios, estão as pessoas. É por isso que falamos em relações reais e reconhecemos todos os parceiros, fornecedores, apoiadores, patrocinadores, destinos e agências que acreditam e constroem essa trajetória conosco”, afirma o CEO do Festuris, Eduardo Zorzanello.

A valorização das relações humanas também foi destacada pelas autoridades presentes no lançamento. Para o secretário de Turismo do Rio Grande do Sul, Raphael Ayub, o avanço da tecnologia amplia, mas não substitui, a essência da atividade turística. “Assim como outros setores, o turismo precisa se reinventar constantemente. Apesar de todo o avanço tecnológico e da inteligência artificial, o turismo continua sendo bem receber, hospitalidade e conexão humana. E é justamente isso que torna esse desafio ainda maior”, afirma.

 FOTOS: Anselmo Cunha

Raphael Ayub, secretário de Turismo do RS; Luia Barbacovi, prefeito de Gramado; Eduardo Zorzanello e Marta Rossi, CEOs do Festuris; e Roger Wingert, CEO do Grupo Unity

Japão estreia no Festuris 

A presença internacional ganha novos contornos nesta edição. Pela primeira vez, o Japão participará do Festuris, integrando o Espaço Luxury, dedicado a produtos, destinos e experiências de alto padrão.

O evento contará ainda com a presença de destinos como Costa Rica, também em destaque no segmento de luxo, Argentina, Portugal, Alemanha, Itália e Emirados Árabes Unidos, além de múltiplos espaços dedicados à América Latina e ao Caribe. No mercado nacional, estarão representados praticamente todos os estados brasileiros, ampliando a diversidade de destinos e produtos turísticos reunidos em Gramado.

Resultados impulsionam nova edição - As novidades de 2026 chegam após uma edição marcada por crescimento. Em 2025, o Festuris recebeu 17 mil participantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior, e reuniu mais de 2.500 marcas, 400 estandes e 64 destinos internacionais.

Também passaram pelo evento 110 palestrantes, responsáveis por 60 horas de conteúdo, enquanto a cobertura reuniu 420 veículos de comunicação nacionais e internacionais.

Na última edição, o Festuris teve números expressivos de agendamentos de reuniões — 6.158, crescimento de 30% em relação a 2024 —, além de R$ 552 milhões em negócios gerados entre os participantes.

O impacto foi além dos pavilhões da feira. Durante o período do evento, o Festuris movimentou R$78 milhões na economia de Gramado, contribuindo para setores como hotelaria, gastronomia, comércio, serviços, transportes e entretenimento e reforçando a relevância do turismo de eventos para a Região das Hortênsias. 

 

 

Virada Cultural BH com diversas atrações pela cidade

 

                                                 Samba da Meia Noite

 

                            Coral Vozes + Bloco da Esquina

O hperccentro da capital vai ser movimentado entre as 19h de sábado (29/8) e as 19h de domingo (30/8), a 11ª Virada Cultural de Belo Horizonte propõe uma imersão na vida cultural da cidade, combinando cultura, mobilidade, convivência e novos usos de espaços públicos e equipamentos culturais. Diferentes pontos do hipercentro se transformam em espaços de encontro, circulação e experiências culturais ao longo do evento. Para esta edição, foram pensadas diferentes novidades para ampliar as formas de viver a Virada e criar novas possibilidades de circulação, encontro e ocupação da cidade. As mudanças envolvem desde a mobilidade e a configuração dos espaços até a ampliação do acesso a equipamentos culturais e a integração de diferentes áreas e territórios à programação.

Serão mais de 200 atrações gratuitas em 18 espaços do hipercentro, com música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, audiovisual, cultura de rua, moda, bem-estar e outras linguagens. A programação completa está disponível no Portal Belo Horizonte.

Para facilitar a circulação entre os diferentes pontos do evento, a mobilidade ganha reforço nesta edição. Pela primeira vez, a Virada contará com a parceria do programa Catraca Livre da PBH, com as roletas dos ônibus liberadas das 18h de sábado e durante o domingo. A PBH também ampliará a operação do Madrugão, sistema especial de transporte que reforça as viagens de ônibus entre 0h e 3h59. Durante a Virada, serão 128 linhas, parte delas conectadas ao Move, ligando diferentes regiões da cidade a estações estratégicas. O metrô também terá horário ampliado no sábado, com a Estação Central aberta para embarque até 0h30.

Com a circulação ampliada, diferentes espaços da região central ganham novos formatos de ocupação. No Espaço Amazonas, um palco em configuração 360° aproxima artistas e espectadores e cria uma nova relação com as apresentações. O espaço será dedicado ao samba, ao pagode e ao sertanejo, celebrando também o reconhecimento do samba como patrimônio cultural de Belo Horizonte.

A ocupação se estende ao Parque Municipal, que, em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, permanecerá aberto durante as 24 horas do evento, retomando o formato de ocupação contínua e recebendo atividades também durante a madrugada. Outra novidade desta edição é a integração do Teatro Francisco Nunes e de seu foyer à programação da Virada, ampliando o circuito de equipamentos culturais que recebem atividades durante o evento. A acessibilidade atravessa toda a programação, com intérpretes de Libras em todos os palcos.

 Catita Flor - foto Isabel Vianna Fotografias

“A cada edição, a Virada nos desafia a pensar em como a cultura pode criar novas relações entre as pessoas e a cidade. Neste ano, fizemos escolhas que ampliam as possibilidades de participação do público, com novas formas de circulação, ocupação de espaços e encontro com diferentes culturas. Queremos que Belo Horizonte viva a cultura de diferentes maneiras e em diferentes lugares ao longo de todo o evento”, afirma Bárbara Bof, presidenta da Fundação Municipal de Cultura (FMC)

Promovida pela FMC e realizada em parceria com a H2A Soluções e Parcerias, a Virada Cultural de BH 2026 tem o Sesc em Minas, integrante do Sistema Fecomércio MG, como Parceiro Cultural Oficial. O Supermercados BH é o Patrocinador Master do Viradão Gastronômico, iniciativa que reúne 30 estabelecimentos, com opções de pratos de até R$ 30.

 

Mineiridade, memória e homenagens marcam a Virada Cultural - A memória e a produção cultural de Minas Gerais ganham destaque na Virada Cultural 2026, com uma programação que reúne diferentes gerações e reverencia nomes que fazem parte da identidade musical do estado. Clube da Esquina, Clara Nunes e Vander Lee serão celebrados em diferentes espaços e momentos do evento.

AlineCalixto   foto Marcia Charnizon

 

A programação começa a reverenciar o Clube da Esquina já no sábado (29). Às 19h, o Palco Sesc Estação recebe o encontro do Bloco da Esquina com o Coral Vozes da Esquina. No Espaço Gramado, às 23h, o grupo vocal Cobra Coral apresenta um repertório dedicado ao Clube. No Palco Bahia, na Praça da Estação, também às 23h, a banda Falcatrua apresenta o show “Sol na Cabeça”, com clássicos do movimento. No domingo (30), às 14h20, o mesmo palco recebe o Fole da Esquina, em outra homenagem à obra do Clube.

A trajetória de Clara Nunes também atravessa a programação. A cantora mineira será celebrada com o show “Viva Clara no Forró”, de Aline Calixto, às 21h, no Palco Sesc Estação. O Museu da Moda de Belo Horizonte (MUMO) também integra o circuito da Virada com a exposição “Clara Nunes – Eu Sou a Tal Mineira”, que teve seu período estendido até domingo (30) especialmente para a Virada.

No domingo, a homenagem a Vander Lee ganha espaço no Parque Municipal. Às 11h35, o Espaço Gramado recebe Laura Catarina, filha do artista, em um show dedicado à sua obra, com participações especiais de Sérgio Pererê, Nívea Sabino e LUIZGA. A apresentação marca os dez anos da morte do cantor e compositor mineiro. O show integra a programação do “Música de Domingo”, projeto especial do Teatro Francisco Nunes, realizado pelo Circuito Municipal de Cultura, numa parceria da PBH com o Instituto Odeon.

 

Da Índia ao Ceará, intercâmbios ampliam a programação - Outro espaço pensado para uma experiência diferenciada é o Cinema Bem-Estar. Durante a madrugada e a manhã de domingo, o local recebe uma programação realizada em parceria com a Embaixada da Índia, com exibição de filmes, música, yoga ao ar livre, meditação guiada, ações de bem-estar e autocuidado, apresentação de dança indiana e oficina de Bollywood.

A edição também amplia o diálogo de Belo Horizonte com outros territórios brasileiros. Fruto da parceria entre a Fundação Municipal de Cultura e a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, por meio do Instituto Dragão do Mar, o intercâmbio cultural leva à Virada Mateus Fazeno Rock, no Espaço Guaicurus; o espetáculo Preta Rainha, no Teatro Francisco Nunes; e Vannick Belchior, no Espaço Gramado. A programação inclui ainda a participação da artista visual Dinha Ribeiro e uma aula-show da Escola de Gastronomia do Ceará, no foyer do Teatro Francisco Nunes.

                            Preta Rainha

 

Grandes shows e encontros com a música brasileira - A programação musical reúne grandes nomes da música brasileira, artistas mineiros e diferentes expressões da cena contemporânea.

                                          foto LeoAversa


Entre os destaques estão Alceu Valença , que se apresenta no sábado (29), às 22h40, no Palco Sesc Estação, e Jorge Aragão , que encerra a programação do espaço no domingo (30), às 19h20.

                                                          foto: Ives Lohan



 O Palco Sesc Estação recebe ainda atrações como Aline Calixto, Bloco Funk You, Simplicidade Samba, MC Anjim e Felipp Reyz, enquanto outros espaços reúnem artistas ligados ao rap, samba, música urbana, rock e cultura popular.

A Virada também marca a estreia do Selo Sesc Minas Musical, novo projeto do Sesc em Minas dedicado à valorização da produção fonográfica de Minas Gerais. O palco reúne sete artistas e grupos de diferentes gerações, territórios e trajetórias, evidenciando a diversidade da produção musical mineira.

A programação se espalha ainda por espaços como o Viaduto e o Sula, que atravessam a madrugada com diferentes expressões da cultura urbana. No Espaço Arcos, atrações de circo dividem a programação com atividades de esportes urbanos, enquanto o Centro de Referência das Culturas Urbanas – Viaduto Santa Tereza reúne skate, dança, música, artes visuais e intervenções urbanas. No Espaço Patins, música, teatro, literatura e manifestações da cultura de rua completam a programação.

 

Coral Black to Black

Prefeitura mobiliza diferentes áreas em programação intersetorial - A Virada Cultural também será um espaço de integração das políticas públicas de Belo Horizonte. Diversas secretarias e órgãos municipais estarão envolvidos no evento, levando para a programação ações, serviços e atividades nas áreas de saúde, meio ambiente, esporte, assistência social, juventude, bem-estar e educação, entre outras.

As iniciativas estarão distribuídas por diferentes pontos do hipercentro ao longo do evento. No Parque Municipal, o público poderá participar de ações como a instalação Imersos no Descarte, da SLU;  atividades da Biofábrica, com distribuição de joaninhas; e oficina de plantio, além de ações de bem-estar animal, promoção da saúde e cuidado integral. A programação também inclui Rua de Lazer, na Rua Sapucaí; atividades do Centro de Referência da Juventude; ações de abordagem social e escuta no Viaduto Santa Tereza; e o Ateliê de Cuidado – Arte da Saúde, no Espaço Ficus.

Na área da saúde, o Espaço Estação recebe a ação “RH de Mãos Dadas com a Tenda da Prevenção”, com jogos e insumos de prevenção. No domingo, às 10h05, o Palco Gramado recebe a Banda de Música da Guarda Municipal.

A programação ocupa a cidade com intervenções artísticas que dialogam com o espaço urbano. No Viaduto Santa Tereza, a intervenção “Filhos do Sopro – Acervo Festa da Luz” permanece durante as 24 horas da Virada, das 19h de sábado (29) às 19h de domingo (30). A atração integra a programação do Espaço Arcos, na parte de cima do Viaduto Santa Tereza.

A Virada Cultural também contará com uma experiência de laser mapping inspirada no Homem Gaiola, que ganhará uma intervenção audiovisual especialmente criada para o evento. A projeção combina luz, imagens e movimento, transformando a arquitetura em uma grande superfície de experimentação artística e ampliando a experiência visual do público durante a programação.

A sustentabilidade também atravessa a programação da Virada Cultural. No Parque Municipal, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) apresenta a instalação “Imersos no Descarte”, durante as 24 horas do evento. No mesmo espaço, no domingo (30), das 9h às 13h, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente promove exposição da Biofábrica, distribuição de joaninhas e oficina de plantio na casca do ovo, dentro do Programa Escola Verde. A temática da reciclagem aparece ainda na programação audiovisual, com “Catadoras de Brilho – Doc Vozes da Reciclagem”, exibido no sábado, às 20h, no Espaço Cinema e Bem-Estar, no Parque Municipal.

 

Gastronomia como parte da experiência -  Viradão Gastronômico integra a programação da Virada com 30 estabelecimentos participantes e opções de pratos de até R$ 30. Outra novidade desta edição é o WebApp da Virada Cultural, que reúne a programação do evento e o cardápio dos estabelecimentos participantes, permitindo consultar atrações, horários, espaços e opções gastronômicas.

A gastronomia também ganha uma presença especial na Feira Hippie: pela primeira vez, a área gastronômica funcionará durante as 24 horas do evento, acompanhando a programação da Virada.


Entrada: gratuita
Programação completa, horários, espaços e informações de serviço: Portal Belo Horizonte.

Era do Rádio inspira espetáculo que une teatro, canto lírico e orquestra ao vivo

 

                         Equipe do espetáculo


A força do teatro, a emoção do canto lírico e a potência da música executada ao vivo se encontram em "Conduzindo Miss Martino", espetáculo que estreia nos dias 3 e 4 de setembro, quinta e sexta, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Com direção de Leonardo Fernandes, texto de Lucas Vasconcellos e direção musical e regência de André Brant, a montagem une dramaturgia, canto, recursos audiovisuais e uma orquestra em cena para homenagear a Era do Rádio e refletir sobre o poder transformador da arte, da música e dos encontros humanos.





No palco, a soprano Fabíola Protzner, o barítono Pedro Vianna e o pianista Ricardo Matosinho, acompanhados por uma orquestra ao vivo, dão vida à história de Vitória de Martino, uma cantora que enfrenta uma profunda crise pessoal e profissional, e Francisco Maria, um motorista que perdeu o entusiasmo pela vida. Durante uma viagem noturna rumo a uma importante transmissão de rádio, os dois embarcam em uma travessia repleta de conflitos, humor e descobertas. Sem que ele saiba, conduz justamente sua artista favorita. Enquanto ela luta para chegar a tempo de mudar o rumo da própria história, ambos descobrem que o verdadeiro destino daquela viagem vai muito além do ponto de chegada.

 

Inspirada na atmosfera da Era do Rádio, a montagem presta homenagem a um dos períodos mais marcantes da cultura brasileira, quando a música ocupava um lugar central na vida das pessoas. O espetáculo resgata esse universo sem recorrer à nostalgia como fim em si mesma. Ao contrário, utiliza esse repertório para dialogar com questões contemporâneas, como o recomeço, a coragem de seguir em frente e a capacidade da arte de transformar a maneira como as pessoas enxergam a si mesmas e o mundo.

 

A viagem funciona como metáfora da transformação vivida pelos personagens. Ao longo do percurso, eles enfrentam medos, revisitam memórias e descobrem novas possibilidades, enquanto a música acompanha cada etapa dessa travessia e conduz a narrativa.  “O espetáculo nasceu do desejo de celebrar um dos períodos mais marcantes da música brasileira por meio de uma experiência que une teatro, canto e música ao vivo. Mais do que revisitar a Era do Rádio, buscamos criar uma obra que fala sobre encontros capazes de transformar destinos, mostrando que a arte tem o poder de nos reconciliar com a vida, com o outro e com nós mesmos”, afirma o diretor Leonardo Fernandes

 Orquestra em cena - Mais do que um musical, Conduzindo Miss Martino constrói uma narrativa em que a música não interrompe a ação dramática, mas nasce das experiências vividas pelos personagens. As canções surgem como parte da própria trajetória, evocando lembranças, despertando emoções e impulsionando a transformação dos protagonistas. Ao longo do espetáculo, dez grandes sucessos da música brasileira acompanham esse percurso, criando uma relação direta entre memória afetiva, dramaturgia e interpretação.

 

Outro diferencial da montagem é a presença permanente da orquestra no palo. Sob a regência de André Brant, os músicos dialogam diretamente com a dramaturgia, ampliando a dimensão emocional da história. A trilha sonora, construída a partir de arranjos de Fred Natalino, reforça a atmosfera da peça e aproxima o público de um repertório que atravessa gerações.

 

Para o pianista e diretor executivo do ECA – Espaço de Cultura e Arte, Ricardo Matosinho, produtora da montagem, o espetáculo sintetiza a proposta artística da instituição de aproximar diferentes linguagens e ampliar o acesso à música de concerto. “Conduzindo Miss Martino nasceu do desejo de reunir teatro, música e interpretação em uma experiência capaz de emocionar públicos diversos. Acreditamos que a arte tem o poder de criar encontros verdadeiros, despertar memórias e construir novas formas de conexão entre as pessoas. Essa estreia representa mais um passo do ECA na produção de obras que aproximam a música de concerto do grande público sem abrir mão da qualidade artística”, afima.

 

Música, teatro e audiovisual em uma mesma narrativa - A dramaturgia criada por Lucas Vasconcellos costura interpretação, canto, música e projeções audiovisuais em uma encenação que transita entre o real e o imaginário. Enquanto os personagens percorrem a estrada rumo ao estúdio de rádio, vídeos, iluminação e cenografia ampliam a sensação de deslocamento e reforçam o diálogo entre diferentes tempos da narrativa.

 

A direção de Leonardo Fernandes aposta na integração das linguagens como elemento dramatúrgico. Em vez de apresentar números musicais isolados, o espetáculo constrói uma experiência contínua, em que cada canção impulsiona a história e revela novas camadas dos personagens.


O espetáculo conta com patrocínio da J. Mendes, SulAmérica, Sotreq, EPR Via Mineira, Siemens, Elecnor Brasil, Hermes Pardini e Minas Mineração; apoio do Banco do Brasil, Instituto Social Sotreq e Fundação Siemens; fomento do Fundo Municipal do Idoso, Conselho Municipal do Idoso de Belo Horizonte e Prefeitura de Belo Horizonte; e realização do ECA – Espaço de Cultura e Arte.

Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas

 Rua da Bahia, 2.244 – Lourdes – Belo Horizonte  

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/124721

 Classificação indicativa: Livre

 

 Ficha técnica :  

Texto: Lucas Vasconcellos

 Direção: Leonardo Fernandes

 Direção musical e regência: André Brant

 Assistente de direção: Vanessa Gabriel

 Elenco: Fabíola Protzner (soprano), Pedro Vianna (barítono) e Ricardo Matosinho (piano)

 Arranjos: Fred Natalino

 Orquestra: Rafael Silveira (flauta), Tiago Silva (clarinete), José Vítor Assis (trompete), Igor Lima (trombone), Rafael Matos (percussão), Samuel Gomide (violino I), Leíse Renhe (violino II), Ana Calina (viola), Paula Mendes (violoncelo) e Nando Moreira (contrabaixo)

 Preparação vocal: Cristina Gusmão

 Preparação corporal e coreografias: Eliatrice Gischewski

 Figurino: Rosina Lobosco

 Cenário: Leonardo Fernandes

 Caracterização: Janice Ribeiro

 Criação de luz: Wladimir Medeiros

 Vídeos: Letícia Leão – Leão Arte Filmes

 Produção executiva: Filipe Guimarães

FIEMG alerta que fim da "taxa das blusinhas" amplia concorrência desleal e ameaça competitividade da indústria brasileira

 



A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alerta que a possível eliminação da tributação sobre remessas internacionais de baixo valor reduz a competitividade da indústria nacional frente aos produtos importados comercializados por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Para a entidade, a discussão sobre a chamada "taxa das blusinhas" deve considerar os impactos sobre as empresas brasileiras, que enfrentam uma estrutura de custos elevada para produzir, investir e gerar empregos no país.

A FIEMG destaca que a redução da alíquota de importação para compras internacionais já provocou forte crescimento das operações realizadas pelo programa Remessa Conforme. Em junho de 2026, primeiro mês completo após a mudança, o valor das vendas registradas alcançou R$ 2,6 bilhões, crescimento de 101% em relação a junho de 2025 e de 37% na comparação com maio. O último dado disponibilizado em julho também reforça esse comportamento, com R$ 2,32 bilhões em vendas, o que representa um crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior de 71,31%. Embora os dados não permitam atribuir todo o crescimento exclusivamente à alteração tributária, eles indicam uma aceleração das compras internacionais após a redução da alíquota.

A Federação destaca que a ampliação das vantagens tributárias para produtos importados cria uma competição desequilibrada com as empresas instaladas no Brasil, que estão submetidas a custos tributários, trabalhistas, regulatórios e de conformidade para manter suas operações. A entidade ressalta que esse cenário pode comprometer a produção nacional, os investimentos e a geração de empregos ao longo das cadeias produtivas.

Nesse contexto, a FIEMG reforça que os impactos não se restringem ao comércio eletrônico, podendo alcançar setores produtivos mais expostos à concorrência internacional. A redução da competitividade da indústria nacional pode afetar a utilização da capacidade instalada, o planejamento de investimentos e o desenvolvimento de cadeias produtivas no país.

Para Juliana Gagliardi, coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, o debate precisa considerar os efeitos da medida sobre a capacidade de competição da indústria brasileira. "A indústria nacional precisa competir em condições equilibradas com os produtos importados. Quando há uma diferença nas regras aplicadas aos fornecedores estrangeiros e às empresas que produzem no Brasil, há impactos sobre investimentos, empregos e sobre a capacidade da indústria de continuar gerando valor para a economia brasileira", afirma.

A FIEMG reforça que a tributação sobre remessas internacionais de baixo valor não deve ser interpretada como uma barreira ao comércio, mas como uma medida necessária para garantir condições equilibradas de competição e isonomia no tratamento tributário para a indústria brasileira. Para a entidade, qualquer alteração no modelo atual deve considerar os impactos econômicos de longo prazo e preservar a capacidade da indústria brasileira de competir, investir e gerar empregos.

Funerária Santa Casa BH inaugura nova sede e amplia estrutura de atendimento em Belo Horizonte

 


A Funerária Santa Casa BH, a primeira da capital mineira, inaugurou dia 25 de agosto, uma nova sede em Belo Horizonte, como parte de um investimento superior a R$ 1 milhão na modernização de sua estrutura. O projeto contempla as áreas comercial, de atendimento e cerimonial e dá continuidade ao processo de requalificação iniciado no ano passado. 


Roberto Otto , provedor Santa Casa BH

Desde julho, a Funerária passou a funcionar em um novo endereço no bairro Santa Efigênia, na Av. Brasil, nº 809, na região hospitalar de Belo Horizonte. O espaço foi planejado para oferecer ambientes mais modernos, confortáveis e preparados para receber as famílias em um momento da despedida, com mais privacidade, acolhimento e tranquilidade durante o atendimento. 

A estrutura conta com recepção, sala de acolhimento ao enlutado, ambientes climatizados e espaços planejados para proporcionar mais discrição e conforto. A modernização também trouxe melhorias nos fluxos internos e nas condições de trabalho das equipes, contribuindo para um atendimento mais qualificado às famílias. 

                                  fotos: Victor Cotrim

 Diretor Financeiro e Gestão Corporativa, Gilberto Côrtes, o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto Augusto de Lima, o superintendente de infraestrutura e assistência familiar, Luís Fernando Guimarães e o gerente da Funerária Santa Casa BH, Stênio Afonso.


Segundo o gerente da Funerária Santa Casa BH, Stênio Afonso, a modernização foi pensada a partir das necessidades das famílias. “Sabemos que o momento da despedida é de muita sensibilidade. Por isso, todo o projeto foi pensado para que as famílias encontrem não apenas eficiência na resolução das necessidades práticas, mas também acolhimento, privacidade e respeito. A nova loja representa mais um passo no processo de qualificação do nosso atendimento”, afirma. 

Além da modernização da estrutura física, a Funerária Santa Casa BH vem ampliando os serviços oferecidos às famílias. A instituição mantém atendimento 24 horas, realiza translado, preparação e tanatopraxia, oferece suporte para providências documentais junto a hospitais, cartórios e cemitérios e disponibiliza planos funerários. 

Entre os serviços oferecidos está também a cremação pet, destinada às famílias que desejam realizar uma despedida respeitosa de seus animais de estimação. A iniciativa acompanha uma demanda cada vez mais presente entre pessoas que consideram os pets parte da família e desejam preservar esse vínculo também no momento da despedida. 

Outro diferencial é o Clube de Benefícios, disponibilizado aos clientes dos planos funerários. A plataforma reúne descontos em mais de 30 mil estabelecimentos físicos e virtuais em todo o Brasil, em áreas como saúde, alimentação, educação e lazer, além de acesso a uma ampla variedade de produtos e serviços. 

De acordo com Stênio Afonso, a proposta é ampliar a relação com os clientes também para o dia a dia. “Muitas pessoas ainda têm resistência em falar sobre planos funerários. Por isso, buscamos oferecer também benefícios que possam ser utilizados em vida, agregando valor à rotina das famílias e tornando essa relação mais próxima”, explica. 

A nova loja se soma a uma trajetória de 125 anos de atuação e reforça o processo de modernização da Funerária Santa Casa BH, que vem ampliando sua estrutura e seus serviços para acompanhar as necessidades das famílias. 

Primeira funerária de Belo Horizonte, a Funerária Santa Casa BH tem 125 anos de atuação no atendimento às famílias e integra o ecossistema da Santa Casa BH. Oferece serviços funerários completos, planos funerários, atendimento 24 horas, translado, preparação, tanatopraxia e cremação pet. 

A instituição também oferece um Clube de Benefícios aos clientes dos planos funerários, com descontos em milhares de estabelecimentos físicos e virtuais em todo o país, além de manter atuação social, realizando sepultamentos de pessoas em situação de vulnerabilidade. 

A Funerária Santa Casa BH também contribui para a formação de profissionais nas áreas de tanatopraxia e necromaquiagem, em parceria com a Faculdade de Saúde Santa Casa BH. 

Fliparacatu continua com diversas atividades em Paracatu

 




O 4º Festival Literário Internacional de Paracatu - Fliparacatu segue dia 27 de agosto, com uma programação que reúne importantes nomes da literatura nacional no Centro Histórico de Paracatu. O evento acontece até domingo, dia 30, com uma série de atividades gratuitas e acessíveis. Em 2026, o Festival adota o tema “Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, em uma homenagem aos 70 anos de publicação de “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, e ao centenário de nascimento do geógrafo Milton Santos. Na programação nacional desta quinta, destaque para a participação de Cristóvão Tezza, Geni Núñez, Natalia Timerman, Renato Noguera, Fabiana Carneiro, Jairo Marques, Paulo Scott, Mônica Meyer e Italo Moriconi. Toda a programação do festival conta com tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Fliparacatu.

Jairo Marques Foto. foto Karime Xavier

                 Cristóvão Tezza
Geno Nunez. foto Fauzi Campos

Natalia Timmerman - foto Luiza Sigulem 




O 4.º Fliparacatu é apresentado pela Kinross, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com patrocínio da Caixa e apoio cultural da Prefeitura de Paracatu, da Academia de Letras do Noroeste de Minas e do Sebrae. A idealização e a presidência são de Afonso Borges, com curadoria nacional de Sérgio Abranches e Calila das Mercês, curadoria de atividades locais de Daniela Prado e curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli.

A quinta-feira marca a presença de diferentes autores e pensadores em encontros que aproximam literatura e questões contemporâneas. A programação aborda a relação entre Guimarães Rosa, linguagem e natureza, mostrando como o sertão se torna uma poderosa forma de compreender o mundo, além de discutir memória, relações humanas, afetos, identidade e território, em diálogo como o tema desta edição. Toda a programação conta com tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Fliparacatu.

Atividades Infantojuvenis e Oficinas - Fliparacatu - 27/8, quinta-feira - A programação infantil começa pela manhã no Auditório, com o espetáculo “Caliandra e o Rio de Histórias”, com Gleici Ribeiro, às 8h30, seguido de “Palhaço Trapalhão”, do Grupo Cenikas, às 9h30. À tarde, às 14h, Alessandra Roscoe apresenta “Nos fios do dia a dia se costura a fantasia”, atividade que reúne literatura, contação de histórias, música e interação com o público. Às 15h, a contadora de histórias Letícia Mourão apresenta “Conta Lelê: Os três porcos-espinhos e o lobo-guará”.

Na Estação Literária da Praça, a manhã é dedicada às oficinas “Cerrado Aplicado”, com Eneida Maciel, às 8h30, e “Bolhas de Sabão”, com Junior Mattos, às 9h30. Às 14h, o Projeto Risoterapeutas conduz “Dinâmicas e Brincadeiras Tradicionais”, com atividades que valorizam a interação e a cultura da brincadeira.

Programação Regional - 27/8, quinta-feira

No Auditório, a programação regional começa às 11h com “A Palavra como Travessia”, com Carolina Campos de Carvalho, José Ivan Lopes e Murilo Caldas. Às 16h, Tarzan Leão, Raik e Nágela Caldas participam da mesa “A escrita como território afetivo”.

Na Casa Kinross, às 15h, acontece a Mostra Educativa “Turismo Comunitário e Memória”, que integra a programação dedicada à valorização da memória e dos saberes locais.

Programação Nacional Fliparacatu - 27/8, quinta-feira- A programação nacional começa às 10h, na Kinross, com uma edição especial do Sempre Um Papo em Paracatu, que recebe o jornalista Jamil Chade para o lançamento de A Terra é Redonda e Tomara que Você Seja Deportado.

A partir das 17h, o Auditório recebe uma sequência de encontros. Jairo Marques e Paulo Scott participam da mesa “Por mundos acessíveis”, com mediação de Ricardo Ramos Filho, em uma conversa sobre diversidade, inclusão e cidadania. Às 18h, Ítalo Moriconi e Mônica Meyer participam de “Palavra Mundo”. Na sequência, às 19h, Fabiana Carneiro e Calila das Mercês se encontram em “Escrever a partir do lugar”, com mediação de Ricardo Ramos Filho.

Às 20h, Cristóvão Tezza e Natalia Timerman participam de “Cartografias da intimidade”, também com mediação de Ricardo Ramos Filho. Encerrando a programação nacional do dia, às 21h, Renato Noguera e Geni Núñez participam da mesa “O Amor e o Medo em um mundo em crise”, com mediação de Jamil Chade. O encontro discute os sentimentos que atravessam o presente e as possibilidades de construir outras formas de convivência inspiradas na filosofia, na ancestralidade e na literatura.

Assim fica mais próximo do modelo do dia 26, sem misturar Auditório, Praça e Casa Kinross no mesmo parágrafo. E na nacional mantemos a narrativa cronológica, que funciona melhor porque praticamente todo o restante acontece no Auditório.

Exposição "O Sertão de Portinari"

Durante todos os dias do evento, o público que circular pela Praça da Igreja do Rosário pode visitar gratuitamente a exposição inédita "O Sertão de Portinari". Com curadoria de João Cândido Portinari e parceria com o Projeto Portinari, a mostra reúne obras que retratam as paisagens e as dinâmicas humanas do sertão brasileiro, incluindo telas da célebre série Retirantes.

Exposição do Grupo Matizes Dumont

O 4º Fliparacatu apresenta a exposição “Meu Lugar no Mundo”, do Grupo Matizes Dumont, na Academia de Letras do Noroeste de Minas. A mostra reúne nove obras inéditas inspiradas no pensamento de Milton Santos e no universo poético de João Guimarães Rosa, aproximando bordado, memória, território e diferentes formas de interpretar o mundo. A visitação é gratuita e acontece entre os dias 26 e 30 de agosto.

4º Fliparacatu - Em 2026, o Fliparacatu realiza sua quarta edição entre os dias 26 e 30 de agosto, homenageando dois dos maiores intelectuais brasileiros: João Guimarães Rosa, pelos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.

Com curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, além da programação local assinada por Daniela Prado e da curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli, o festival reúne escritores, jornalistas, artistas, educadores e pesquisadores para discutir literatura, democracia, meio ambiente, cidades, tecnologia, desigualdade, memória, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.

Realizado pela Mentha Cultural, com patrocínio master da Kinross, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e apoio da Prefeitura de Paracatu e da Academia de Letras do Noroeste de Minas, o Fliparacatu acontece em diferentes espaços do Centro Histórico da cidade, aproximando autores, leitores e ideias em uma programação gratuita e aberta ao público.


Entrada gratuita
Programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @fliparacatu

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