Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK) foi presidente do Brasil, governando o país entre 1956 e 1961. Médico mineiro nascido em Diamantina, ele entrou para a história como o "Presidente Bossa Nova" devido ao seu estilo carismático, jovem e moderno, além de liderar um dos períodos de maior otimismo e crescimento econômico do país.O seu legado é marcado por transformações profundas na infraestrutura, na indústria e na geopolítica brasileira.
JK assumiu o poder com o ambicioso lema de fazer o Brasil avançar "50 anos em 5". A construção de Brasília foi a meta síntese do seu governo e o maior símbolo visual de sua gestão. Inaugurada em 21 de abril de 1960, a nova capital federal foi planejada no Planalto Central para promover a interiorização do desenvolvimento e a integração nacional. O projeto urbanístico foi assinado por Lúcio Costa e a arquitetura monumental por Oscar Niemeyer, com o trabalho operário dos migrantes conhecidos como candangos.
Após deixar a presidência, JK elegeu-se senador por Goiás. Contudo, com o advento do regime militar em 1964, teve seus direitos políticos cassados por 10 anos e foi empurrado para o exílio. Tentou articular a redemocratização por meio da Frente Ampla, mas foi isolado pela ditadura.Juscelino faleceu em 22 de agosto de 1976, em um trágico acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra. As circunstâncias da colisão levam a investigações sobre possível assassinato político .
Cinquenta anos após a morte de Juscelino Kubitschek, que
morreu em 22 de agosto de 1976, instituições culturais de Minas Gerais promovem
uma programação especial que convida o público a revisitar a trajetória de um
dos principais personagens da história republicana brasileira. Exposições em
cartaz no Arquivo Público Mineiro (APM), na Biblioteca Pública Estadual de
Minas Gerais, no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de
Minas Gerais (Iepha-MG) e em espaços do Circuito Liberdade apresentam
documentos, fotografias, objetos e registros históricos que ajudam a
compreender o legado de JK para o país.
As iniciativas integram as ações do Ano JK e evidenciam diferentes dimensões de sua atuação pública, abordando temas como patrimônio, cultura, arquitetura, planejamento urbano e desenvolvimento nacional.
“Cinquenta anos após sua morte, Minas Gerais celebra não
apenas um estadista, mas um visionário que fez da cultura, da arquitetura, do
planejamento e da esperança instrumentos de construção nacional. Ao ocupar
simultaneamente o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública Estadual e o
Iepha-MG, sua memória reafirma que o futuro também se preserva por meio dos
documentos, das instituições e do patrimônio cultural”, sublinha o secretário
de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
No APM, a exposição "JK e a Construção de Brasília:
Documentos de um Projeto de Nação" permanece em cartaz até 30/09, com
entrada gratuita. A mostra reúne documentos textuais, iconográficos e
cartográficos que retratam a trajetória política de Juscelino Kubitschek e o
processo de construção da nova capital federal, destacando Brasília como um dos
principais marcos da modernização brasileira.
Cartas, discursos, fotografias, mapas, registros
administrativos e peças de divulgação permitem ao visitante acompanhar o
planejamento, os desafios e a execução do projeto, além de compreender como a
documentação preservada pelo APM registra decisões, debates e memórias que
marcaram esse período da história nacional.
A Biblioteca recebeu a exposição "Homenagem à JK: o idealizador da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais", na Galeria Paulo Campos Guimarães.
A abertura integra uma programação especial realizada no
Teatro da Biblioteca, inclui apresentação do Grupo de
Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a palestra
"Juscelino Kubitschek: Modernidade, Cultura e o Brasil das Artes",
ministrada pelo professor João Caixeta.
No Iepha-MG, a exposição "JK, o Arquiteto do
Amanhã" está aberta à visitação das 10h às 16h. A
mostra propõe uma imersão na vida e na obra de Juscelino Kubitschek por meio de
documentos, fotografias, objetos, registros históricos e itens de memorabilia.
O percurso acompanha diferentes momentos de sua trajetória,
desde a infância em Diamantina até sua atuação como uma das principais
lideranças políticas do Brasil, ressaltando sua relação com a modernização do
país e a preservação da memória histórica.
Circuito Liberdade reúne exposições e visitas temáticas
No Circuito Liberdade, a Casa Fiat de Cultura apresenta, até
11/10, a exposição "Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na
Casa Fiat de Cultura". Entre os núcleos da mostra, um espaço é dedicado a
Juscelino Kubitschek, destacando registros históricos como sua visita à fábrica
da Fiat, em Betim, símbolo do processo de industrialização e desenvolvimento
vivido pelo país.
Também no Circuito Liberdade, o Palácio da Liberdade
realiza, nos dias 8 e 22/08, às 15h, a visita guiada "JK: Mineiridade e
Modernismo", que apresenta a influência de Kubitschek na vida política e
cultural de Minas Gerais, além de sua relação com a história do próprio
Palácio.