quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Flávio Venturini celebra 50 anos de carreira com show especial em São Lourenço

 




São Lourenço, no Sul de Minas, recebe no dia 3 de outubro, às 21h30, uma apresentação especial de Flávio Venturini. O cantor, compositor e músico mineiro chega à cidade com a Tour 2026 - 50 Anos de Carreira, que celebra uma trajetória marcada por grandes canções e por sua contribuição para a música brasileira. O show será realizado no Centro de Convenções do Hotel Guanabara, localizado na Avenida Dr. Getúlio Vargas, 423, no Centro, e é uma produção da empresa Realiza Minas.



Com cinco décadas de carreira, Flávio Venturini construiu uma trajetória diretamente ligada a alguns dos momentos mais importantes da música mineira. O espetáculo revisita diferentes fases de sua história, passando pelo 14 Bis, pelo Clube da Esquina e por parcerias e encontros com nomes como Lô Borges, Beto Guedes e Milton Nascimento. No repertório, estarão canções que atravessaram gerações, como Clube da Esquina 2, Mais Uma Vez, Linda Juventude, Todo Azul do Mar, Princesa, Espanhola, Pensando em Você, Natural, Nova Manhã, Tudo Que Você Podia Ser e Canção da América, entre outras.

A apresentação foi pensada para reunir música, memória e emoção em uma noite especial. Flávio Venturini estará acompanhado por uma banda formada por músicos renomados, em uma produção que promete valorizar tanto a força das canções quanto a trajetória do artista. A proposta é levar ao público uma experiência que passe pela nostalgia, mas que também reafirme a atualidade de uma obra que permanece presente na vida de diferentes gerações.



Para a diretora da Realiza Minas, Rebecca Geyerhahn, trazer Flávio Venturini para São Lourenço reforça o compromisso da empresa com a valorização da cultura e da música produzida no país. “Realizar um show como esse é uma forma de celebrar a música brasileira e, principalmente, a música mineira, que tem uma identidade muito forte e uma história que merece ser valorizada. Flávio Venturini representa uma parte importante dessa história e queremos proporcionar ao público uma noite à altura desses 50 anos de carreira”, destaca.

A Tour 2026 -50 Anos de Carreira promete transformar o Centro de Convenções do Hotel Guanabara em um grande encontro entre artista e público, com sucessos conhecidos e momentos marcantes da trajetória de Venturini. A expectativa é de uma noite para cantar junto, relembrar histórias e celebrar uma das vozes que ajudaram a construir a identidade da música mineira e brasileira.

Os ingressos estão disponíveis pela Q2 Ingressos no link https://q2ingressos.com.br/events/flavio-venturini-banda-show-50-anos-tour-2026 e também podem ser adquiridos pelo WhatsApp da Realiza Minas, pelos números (35) 99821-0043 e (35) 98844-0043. Outras informações estão disponíveis em www.realizaminas.com.br. O show acontece no dia 3 de outubro, às 21h30, no Hotel Guanabara, em São Lourenço .


Tradição e fé: Festa de Nossa Senhora de Nazareth reúne celebrações religiosas e cavalhada secular em Morro Vermelho

                  

Entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro, o histórico distrito de Morro Vermelho, em Caeté , recebe a tradicional Festa de Nossa Senhora de Nazareth 2026.

O evento, que combina devoção popular, rica herança sociocultural e patrimônio imaterial mineiro, contará com novenários cantados em latim, procissões, leilão e apresentações artísticas, além da sua emblemática Cavalhada.


Iniciada em 1704, a Cavalhada de Nossa Senhora de Nazareth celebra 322 anos de história. Realizada na noite do dia 7 de setembro, a representação une teatro folclórico, música barroca e simbolismo religioso na encenação dramática entre mouros e cristãos.

O espetáculo preserva tradições singulares, como a comunicação pirotécnica entre os fogueteiros e o ritmo marcado pelo toque dos sinos e pela Sociedade Musical Santa Cecília de Morro Vermelho, fundada no mesmo ano da Cavalhada. 



A extensa programação do evento tem início no domingo, 30 de agosto, com a caminhada "Trilhas da Fé" logo às 7h, seguida de Missa Campal às 10h no adro da Matriz, feira de artes e o anúncio festivo ao meio-dia com repique de sinos e execução do Hino Nacional.

Ao longo da semana, as atividades religiosas ganham destaque, incluindo o Leilão Beneficente no sábado, 5 de setembro, a partir das 19h30, e a tradicional Procissão Montada no domingo, 6 de setembro, quando fiéis partem a cavalo do bairro Bonsucesso às 16h em direção ao Morro Vermelho com o sacro estandarte. 

O ponto alto das comemorações ocorre na segunda-feira, 7 de setembro, começando com a Alvorada às 4h, o Tropeiro da Comunidade ao meio-dia e a missa das 18h, encerrada com o "Tantum Ergo", que antecede a encenação da Cavalhada às 20h30.

No dia seguinte, 8 de setembro, data da Natividade de Nossa Senhora, a comunidade se reúne para a Missa Solene orquestrada em Latim às 10h e a Procissão Luminosa às 19h.

As celebrações se encerram pontualmente no dia 26 de setembro, com a missa das 18h e a procissão com o Descimento do Mastro. 

Viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Edital nº 11/2024, Propostas de Mostras e Festivais, número ID 16683 –, o projeto Festa de Nossa Senhora de Nazareth 2025, conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Caeté, Polícia Militar de Minas Gerais, Arquidiocese de Belo Horizonte e Sociedade Musical Santa Cecília, Cultura e Turismo.  O evento tem ainda o patrocínio de FUMPAC, Mordomos, Vale e AngloGold Ashanti e realização por meio do Ministério da Cultura.

Informações gerais: Paróquia de Nossa Senhora de Nazareth — WhatsApp: (31) 98799-0597

Sabará vira palco da literatura, da memória e da arte na 12ª Festa Literária de Sabará

  


 Durante quatro dias, Sabará vai transformar seus espaços históricos e culturais em grandes pontos de encontro entre livros, histórias, artistas e leitores. De 27 a 30 de agosto, a cidade recebe a 12ª Festa Literária de Sabará – FLIS 2026, uma programação que reúne literatura, teatro, música, artes visuais, memória e formação cultural em diferentes regiões do município.

 

A proposta é fazer a literatura sair das estantes e ocupar a cidade. Casa Borba Gato, Teatro Municipal, Cine Bandeirante, Biblioteca Pública Joaquim Sepúlveda, Lar de Maria, Largo da Igreja do Carmo e Praça Santa Rita estarão entre os espaços que recebem atividades ao longo dos quatro dias.

A abertura oficial será na quinta-feira (27), às 19h30, na Casa Borba Gato, com um lançamento coletivo que reúne escritoras e escritores convidados: Argemiro Afonso Ramos, Carlos Márcio, Djalma Santiago, Éle Fernandes, Gabriela Coruja, Juliana Umbelino, Marina Bernardes, Nádia Fonseca, Patrícia Silva e Yasmim Umbelino.

 

Para o curador e fundador da FLIS, Túlio Damascena, a edição deste ano amplia a relação da festa com a comunidade e aposta em projetos que aproximam a literatura do cotidiano dos moradores.

 

 “A FLIS deste ano tem alguns destaques muito especiais. Um deles é o lançamento do Pão e Poesia, com a edição ‘Crianças na Cidade’, resultado de um trabalho realizado em parceria com seis escolas de Sabará. Tivemos mediações de leitura, oficinas de escrita poética e ilustração, concurso de poemas e encontros com escritores. O resultado são quatro modelos de embalagens que estarão espalhados por toda a cidade, levando poesia para além dos espaços tradicionais da literatura”, destaca.

 

Outro destaque da programação é o lançamento dos cordéis “Histórias de Nossa Gente”, que transformam em versos histórias, personagens, desafios e memórias de bairros de Sabará, entre eles Cabral, Caieira, Nações Unidas, Morro da Cruz e Paciência. A FLIS também marca a conclusão das oficinas de Escrita Criativa e Bordado, realizadas ao longo do ano pela Borrachalioteca, em um trabalho que une literatura, memória, criação e diferentes linguagens artísticas.

  


Literatura começa cedo e ocupa a cidade - 
Na quinta-feira (27), a programação começa pela manhã, com apresentação cultural do Cantarolê no Lar de Maria, oficina de quadrinhos com Ric Freitas na Biblioteca Pública Joaquim Sepúlveda e, à tarde, narração de histórias no Cine Bandeirante, com Denise Arantes e Daniel Bicalho.

 

Teatro Municipal

Na sexta-feira (28), um dos momentos de destaque será o lançamento do projeto “Crianças na Cidade” e do Pão e Poesia, no Teatro Municipal. A programação também contará com bate-papo com autores e, à noite, encontro com o escritor Lucas Galvão, na Casa Borba Gato, com mediação de Valéria Silva.

 


Já o sábado (29) será dedicado a dois importantes resultados de projetos desenvolvidos em Sabará. Às 15h, na Casa Borba Gato, acontece o lançamento dos cordéis “Histórias de Nossa Gente” e a mostra final das oficinas de escrita criativa e bordado da Borrachalioteca.

 

À noite, a literatura dá lugar ao teatro no espaço público. O Largo da Igreja do Carmo recebe o cortejo cênico “Morte e Vida Severina (Experimento)”, livremente inspirado na obra de João Cabral de Melo Neto, em apresentação dos alunos da Cia. Sobrilá.

 


A programação chega ao fim no domingo (30), na Praça Santa Rita, com uma sequência de apresentações culturais, narração de histórias e atrações musicais. Passam pelo palco Mulheres do Ó, Juvenal Bernardes, Raul Neto, Márcio de Castro e Danúza Menezes & Pandeiro Mineiro.

 


Borrachalioteca: quando a literatura nasce na comunidade

 

Criada em 2002, dentro de uma borracharia no bairro Caieira, em Sabará, a Borrachalioteca, iniciativa do Instituto Cultural Aníbal Machado, construiu uma trajetória marcada pela democratização do acesso ao livro e pelo incentivo à leitura. A iniciativa desenvolve ações de mediação de leitura, oficinas, formação de leitores e atividades que aproximam a literatura da realidade das comunidades.

 

Na FLIS 2026, esse trabalho ganha protagonismo com a mostra das oficinas de Escrita Criativa e Bordado e o lançamento dos cordéis “Histórias de Nossa Gente”, que valorizam as memórias e narrativas dos moradores de diferentes bairros da cidade.

 

A programação reforça uma das principais características da Festa Literária: fazer da cultura uma experiência vivida pela população. Ao ocupar bibliotecas, teatros, praças, espaços históricos e equipamentos comunitários, a FLIS conecta diferentes gerações e transforma a cidade em território de leitura, criação e encontro.


Mais do que uma festa dedicada aos livros, a FLIS 2026 celebra as histórias que formam Sabará— aquelas registradas nas páginas, preservadas na memória e compartilhadas todos os dias pelas pessoas que vivem na cidade.


 Confira a programação completa: https://www.borrachalioteca.com.br/xflis

Realização: Borrachalioteca.

borrachalioteca.com.br  

Instagram @borrachalioteca 

 Facebook @borrachaliotecasabara

Serra Catarinense: um território de oportunidades, turismo e desenvolvimento

Urupema-A-cidade mais fria-do Brasil






A Serra Catarinense é uma das regiões mais singulares de Santa Catarina. Com aproximadamente 16.085 km², é formada por 18 municípios que integram a Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures). Juntos, ocupam cerca de 17% do território de todo o Estado. É uma dimensão territorial que ajuda a explicar a diversidade de paisagens, atividades econômicas, culturas e oportunidades existentes no território.

Cachoeira Salto Caveiras -Lages

Atualmente, a região cresce como importante destino turístico, não mais unicamente de inverno, pois, além do turismo, a Serra Catarinense reúne uma economia diversificada, sustentada pela agropecuária, fruticultura, indústria de alimentos e bebidas, silvicultura, indústria madeireira, processamento de celulose, comércio, serviços e turismo rural. Ao mesmo tempo, apresenta um patrimônio natural de grande valor, com campos de altitude, rios, cânions, cachoeiras, matas, araucárias, áreas de preservação, vales e uma das paisagens mais marcantes do Sul do Brasil.

Para compreender melhor essa dimensão e visualizar as diferentes identidades que compõem a Serra Catarinense, é possível observar o território a partir de três grandes áreas geográficas e turísticas, que não constituem uma divisão administrativa oficial, mas ajudam a compreender as características e potencialidades de cada parte da região.

Região dos Lagos

Marina na Regiao dos Lagos-entre Abdon Batista-e Cerro Negro

No extremo sul da Serra, encontra-se a chamada Região dos Lagos, formada especialmente pelos municípios de Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Cerro Negro.

A identidade dessa área está fortemente relacionada aos grandes reservatórios formados pela implantação de empreendimentos hidrelétricos. A partir dessa transformação da paisagem, surgiu também uma nova possibilidade de aproveitamento turístico e econômico dos lagos, com iniciativas voltadas ao planejamento e à estruturação do chamado Parque dos Lagos. O projeto reúne cerca de 3.500 km² e nasceu justamente da percepção de que os reservatórios poderiam ser transformados em ativos para o desenvolvimento regional.

É uma região com forte vocação para o turismo de natureza, pesca, lazer náutico, turismo rural, gastronomia, experiências no campo e atividades ligadas à contemplação das paisagens. Ao lado disso, possui expressiva produção agropecuária e espaço para novos investimentos em infraestrutura turística, hospedagem, gastronomia e experiências vinculadas ao meio rural.

O lugar fortemente trabalhado pela Agência de Desenvolvimento da Região dos Lagos (ADREL) representa, portanto, uma Serra ainda pouco explorada em todo o seu potencial turístico. É uma área estratégica para a diversificação da oferta turística catarinense, especialmente por apresentar uma paisagem diferente daquela tradicionalmente associada aos cânions e às altas montanhas.

Região Central

Lages-Ao fundo a Catedral Diocesana 

No coração da Serra Catarinense está a região que tem Lages como principal centro urbano e econômico, articulando os municípios de Bocaina do Sul, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta e São José do Cerrito.

Lages exerce papel de polo regional, concentrando comércio, serviços, educação, saúde, eventos, logística e atividades empresariais que atendem não apenas ao município, mas a uma extensa área do território serrano.

É também uma região marcada pela força do agronegócio, da pecuária, da madeira, da silvicultura, da indústria e do turismo rural. A própria história de Lages está profundamente relacionada à atividade tropeira, à criação de gado e à cultura do campo, elementos que permanecem presentes na identidade regional.

Nesse território, encontra-se uma combinação importante entre economia tradicional e novas oportunidades. A produção agropecuária convive com empreendimentos industriais, serviços especializados, eventos, gastronomia, turismo de experiência, cicloturismo e propriedades rurais abertas à visitação.

Lages também funciona como uma espécie de porta de entrada e centro de distribuição de visitantes para diferentes destinos serranos. A criação de novas rotas turísticas reforça essa integração. Um exemplo é a Rota do Cicloturismo da Serra Catarinense, ainda em fase embrionária, que irá conectar Lages a Bocaina do Sul, Rio Rufino, Bom Retiro, Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra, São Joaquim e Painel, em um percurso de aproximadamente 600 quilômetros.

Assim, a região central possui papel fundamental na estratégia de desenvolvimento da Serra: é onde se encontram a força econômica, a infraestrutura urbana e de serviços e uma ampla base para a conexão entre os diferentes destinos turísticos.

Região de Altitude

Nosso Senhor do Bom Fim-Sao-José do Cerrito

No setor de maior altitude da Serra Catarinense estão Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema. É a região que mais projetou a Serra Catarinense no cenário nacional quando o assunto é frio, neve, paisagens de montanha e turismo de natureza.

Pousada Estação Corvo Branco- Urubici

São Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra formam um dos principais corredores turísticos da região, reunindo atrativos como a Serra do Rio do Rastro, o Morro da Igreja, a Pedra Furada, cânions, cachoeiras, campos de altitude, trilhas e mirantes.

A altitude também criou condições para o desenvolvimento de uma atividade que transformou a economia e a imagem da região: a vitivinicultura de altitude. Vinícolas, experiências enogastronômicas, hospedagens diferenciadas e restaurantes passaram a integrar uma nova cadeia econômica, atraindo visitantes interessados não apenas no frio, mas também em vinho, gastronomia, cultura e experiências.

Apontamentos

Estudos sobre o turismo regional apontam Urubici, Lages, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra entre os municípios mais visitados da Serra Catarinense. O levantamento também destaca atrativos como o Morro da Igreja, em Urubici; o Morro das Antenas e a Cachoeira que Congela, em Urupema; a Vinícola Villa Francioni, em São Joaquim; e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra.

Mas a grande força dessa região está justamente na possibilidade de transformar diferentes produtos turísticos em uma experiência integrada: frio, neve, vinho, gastronomia, aventura, ecoturismo, turismo rural, observação da natureza, cicloturismo e hospedagem.

Serra: turismo o ano inteiro

Essa diversidade mostra que a Serra Catarinense, hoje identificada como marca, não pode ser compreendida apenas como um destino de inverno, e sim como uma de suas grandes potencialidades. O frio não é o seu único produto.

A região possui condições para trabalhar o turismo durante os 12 meses do ano, aproveitando diferentes estações e experiências. No verão, os cânions, trilhas, cachoeiras, rios e áreas rurais ganham protagonismo. No outono, as paisagens e a gastronomia criam novos atrativos. No inverno, o frio, a geada e a possibilidade de neve colocam a Serra no centro das atenções. Na primavera, flores, campos e atividades ao ar livre ampliam novamente as possibilidades.

Essa diversidade se conecta diretamente à economia. Cada turista que chega movimenta uma cadeia que envolve hotéis, pousadas, restaurantes, vinícolas, produtores rurais, transportadores, guias, agências, comércio, artesãos, eventos e prestadores de serviços. E os números territoriais ajudam a dimensionar esse potencial.

O grande desafio e, ao mesmo tempo, a grande oportunidade estão em fazer com que essas três áreas sejam percebidas como partes de um mesmo território turístico e econômico.

Juntas, essas três faces formam uma região capaz de oferecer muito mais do que belas paisagens. Formam um território de produção, empreendedorismo, cultura, inovação, hospitalidade e oportunidades de investimento.

A Serra Catarinense tem, portanto, todos os elementos para ampliar sua presença no cenário turístico nacional: território, identidade, natureza, cultura, gastronomia, produtos diferenciados e uma população que transforma as características da região em oportunidades de desenvolvimento.


Festival em homenagem ao pianista Nelson Freire,

 



Entre os dias 20 e 22de agosto , o Centro Cultural Unimed-BH Minas recebe o Festival Nelson Freire. O evento presta uma homenagem ao célebre pianista de Boa Esperança (MG), reunindo grandes nomes da música clássica para três dias de apresentações dedicadas a um repertório emocionante.


 Cristian Budu & Gustavo Carvalho (Foto Lucca Mezzacappa) 

Produzido pelo Selo Karmim, com idealização e direção geral de Carminha Guerra, o projeto é realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e conta com o patrocínio do Instituto Unimed-BH.

Maurício Freire -  FotoAndré Usagi 

O festival celebra a trajetória de Freire (1944–2021) por meio de interpretações de obras de compositores como Chopin, Schumann, Liszt, Schubert e Villa-Lobos.

 

Lucas Barros -  foto Marcos Lemes 

O elenco do festival conta com artistas de prestígio internacional que compartilharam laços afetivos e profissionais com o homenageado: o flautista Maurício Freire, o violoncelista Lucas Barros e os pianistas Gustavo Carvalho, Christian Budu e Simone Leitão.

 

Simone Letão - foto Rachel Guedes 

 Programação completa

  20/08 (quinta-feira) – 20h

Recital de flauta e piano: Maurício Freire (flauta) e Gustavo Carvalho (piano)

 * Gluck: Dança dos Espíritos Bem-Aventurados

 * Gnattali: Sonatina em Ré menor

 * Fauré: Sonata para piano e flauta em Lá maior, Op. 13

Recital de violoncelo e piano: Lucas Barros (violoncelo) e Gustavo Carvalho (piano)

 * Rachmaninoff: Sonata em Sol menor, Op. 19

 * Henrique Oswald: Elegia

 * Saint-Saëns: O Cisne

 

 21/08 (sexta-feira) – 20h

Concerto de piano solo: Simone Leitão

 * Schumann: Estudos Sinfônicos, Op. 13

 * Chopin: Noturno em Mi bemol menor, Op. 9, Nº 2

 * Villa-Lobos: Carnaval das Crianças

 

 22/08 (sábado) – 20h

Concerto de piano a quatro mãos e solo: Cristian Budu e Gustavo Carvalho

 * Schubert: Rondó em Ré maior, D. 608 / Rondó em Lá Maior, D. 951 / Fantasia em Fá menor, D. 940 — Cristian Budu e Gustavo Carvalho (piano a quatro mãos)

 * Chopin: Polonaise-Fantaisie / Noturno, Op. 55, Nº 2 — Gustavo Carvalho (piano solo)

 * Chopin: Prelúdios, Op. 28 | C. Guarnieri: 3 Ponteios — Cristian Budu (piano solo)

 

Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada)

Vendas: Bilheteria do teatro ou pelo site Sympla

  

 Ficha técnica e apoio

Idealização e direção geral: Carminha Guerra

Produção: Selo Karmim ("O selo do compromisso")

Patrocínio: Instituto Unimed-BH

Incentivo: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Contato da produção: karmim@hotmail.com.br

Redes sociais: Instagram (@selokarmim) | YouTube (@selokarmim)

O Instituto Unimed-BH completou 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias e valorizando espaços públicos e o meio ambiente. As iniciativas atuam em cinco linhas: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Mercado de férias compartilhadas ganha espaço no Brasil Mercado



Aproveitar um período de férias garantido na alta temporada a cada ano, ter acesso a um empreendimento turístico sem comprar o imóvel inteiro e dividir os custos de utilização são algumas das possibilidades oferecidas pelo mercado de férias compartilhadas. No Brasil, o setor reúne modelos como timeshare, multipropriedade e direito de uso. Embora tenham em comum a proposta de organizar o acesso a períodos de hospedagem, eles se diferenciam na relação do consumidor com o imóvel e na forma de contratação.

O crescimento da multipropriedade dá a dimensão desse mercado. O número de empreendimentos passou de 109, em 2020, para 224 em 2026, avanço de 105,5% em seis anos. Os projetos estão distribuídos por 99 cidades de 18 estados e reúnem 44.027 unidades habitacionais, mais de 1,26 milhão de frações imobiliárias e R$ 100,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial.


Os dados fazem parte do relatório Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2026, elaborado pela Caio Calfat Real Estate Consulting. Do VGV potencial, 66% já foram comercializados e 34% correspondem ao estoque. A disponibilidade varia conforme o estágio dos empreendimentos: entre os projetos prontos, 8,9% das frações permanecem disponíveis; nos que estão em construção, o índice chega a 41%; nos lançamentos, a 69,5%.


A distribuição regional também mostra a presença da multipropriedade em diferentes partes do País. O Sul concentra 70 empreendimentos, entre projetos prontos, em construção e em lançamento. É a região com o maior número de projetos, à frente de Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

O que muda entre os modelos de férias compartilhadas

Embora timeshare e multipropriedade estejam associados ao conceito de férias compartilhadas, os dois modelos não significam a mesma coisa. No Brasil, o timeshare é o modelo mais antigo e está ligado à comercialização do direito de utilização de um empreendimento turístico por determinado período. A multipropriedade, por sua vez, tem natureza imobiliária e ganhou uma estrutura jurídica específica com a Lei nº 13.777, de 2018.

Na multipropriedade, o consumidor compra uma fração do imóvel e passa a ter direito de propriedade sobre ela. Essa aquisição está vinculada a períodos determinados de utilização. Além de utilizar a unidade durante o período previsto, o comprador tem participação na propriedade do imóvel. Os custos condominiais são proporcionais à fração adquirida.

No direito de uso, a lógica contratual garante ao cliente a fruição de semanas inteiras de hospedagem a cada ano durante o período contratado, sem aquisição patrimonial do imóvel. Já o timeshare funciona através de um sistema de pontos —semelhante a um programa de milhas—, em que o cliente compra um saldo de pontos para resgatar em diárias.

Enquanto na multipropriedade e no direito de uso a contratação é feita por semanas fechadas (se o cliente utilizar menos dias do que o contratado naquela semana, perde os dias restantes), no timeshare há maior flexibilidade fracionada, permitindo reservas mais curtas (como 2 ou 3 dias). Por outro lado, no timeshare a garantia de uma semana específica depende da disponibilidade no momento do resgate dos pontos; se o cliente demorar para reservar, corre o risco de não encontrar vaga na data desejada, ao passo que no direito de uso a semana anual já fica devidamente assegurada em contrato dentro da temporada contratada.

A origem dos modelos ajuda a entender essa divisão. O timeshare surgiu na Europa nas décadas de 1960 e 1970, inicialmente com a comercialização de períodos de uso de imóveis turísticos. A partir dos anos 1980, o formato passou a incorporar sistemas de intercâmbio e maior participação de redes hoteleiras. No Brasil, chegou antes da multipropriedade e se desenvolveu principalmente em resorts.

Um mercado com diferentes formas de viajar

A multipropriedade ganhou espaço no Brasil principalmente a partir da década de 2010 e passou a ter uma estrutura jurídica específica com a regulamentação de 2018. O modelo também alterou a forma de desenvolvimento de empreendimentos turísticos, permitindo a comercialização de frações desde o lançamento dos projetos.

Na prática, os diferentes formatos permitem que empresas ofereçam alternativas para consumidores com diferentes orçamentos e interesses. A escolha envolve fatores como o período de utilização, o interesse em ter uma fração imobiliária e a preferência por serviços incluídos na hospedagem.

É o que ocorre com a MME Vacation Club, que possui mais de 7 mil famílias clientes e atua na praia de Ipioca, em Maceió (AL). A empresa trabalha com diferentes empreendimentos e modelos de acesso às férias, permitindo que o consumidor escolha o período de utilização e o formato de propriedade de acordo com seu perfil e orçamento. Os custos são proporcionais ao tempo adquirido.

O Ipioca Beach Residence & Resort, já concluído e em operação, funciona em regime de multipropriedade. O empreendimento reúne unidades para famílias, áreas de lazer, piscinas, restaurantes e serviços de resort, além de estar localizado próximo à praia.

Outro projeto da empresa é o Ipioca Beach Home Collection, atualmente em construção e com previsão de entrega para 2027. O empreendimento terá unidades maiores, arquitetura com características residenciais e uma proposta mais privativa, mantendo o regime de multipropriedade.

Para ampliar as possibilidades de utilização, a MME mantém uma parceria com a RCI. O sistema de intercâmbio permite trocar períodos de hospedagem por estadias em outros destinos participantes. Assim, o período contratado em Ipioca pode ser utilizado em diferentes localidades.

Direito de uso chega a novo empreendimento

O próximo projeto da MME segue uma estrutura diferente. Em fase de lançamento, o Ipioca Mar Resort All Inclusive tem previsão de entrega para 2030 e será operado em regime de direito de uso.

A proposta reúne hospedagem, lazer, alimentação e serviços em um sistema all inclusive. O empreendimento será voltado a famílias e consumidores que buscam concentrar os serviços das férias em um único local, com alimentação e bebidas incluídas na hospedagem.

Nesse caso, o consumidor não


adquire uma fração imobiliária. O que é contratado é o direito de utilizar o empreendimento durante o período estabelecido. Segundo as informações fornecidas pela empresa, o projeto é o único empreendimento no Brasil a seguir esse modelo e pode representar uma economia de até 45% nas férias.

A diferença entre os formatos também aparece na relação com o imóvel. Na multipropriedade, existe um vínculo de propriedade sobre uma fração da unidade. No direito de uso, o vínculo é contratual e está relacionado ao período de utilização. No timeshare, essa relação também é estruturada a partir do direito de uso, embora existam diferentes formatos de contratação e sistemas de pontos.

Os modelos coexistem no mercado de férias compartilhadas e atendem a diferentes formas de contratação e utilização. Na multipropriedade, o consumidor adquire uma fração do imóvel; no direito de uso, compra o acesso ao empreendimento durante o período previsto em contrato; e, no timeshare, a utilização pode ser organizada por períodos ou sistemas de pontos.

A possibilidade de intercâmbio é outro elemento presente nesse mercado. Sistemas como o oferecido pela RCI permitem que consumidores que adquiriram períodos em empreendimentos participantes tenham acesso a outros destinos. Com isso, a utilização pode ser ampliada para além do local originalmente contratado.

Para mais informações acesse: https://mmevacationclub.com.br/

Cancioneiros do meio do mundo trazem as músicas e as histórias da Amazôni para Belo Horizonte

 


 

O espetáculo "Cancioneiros do Meio do Mundo, A Ponte Cultural do Amapá” protagonizado pelos artistas amapaenses Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior e Zé Miguel, chega a Belo Horizonte para oferecer histórias, amores e o pulsar da Amazônia, traduzidos em canções que há mais de trinta anos cruzam gerações. A apresentação acontece no dia 28 de agosto, sexta-feira, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, com entrada gratuita, mediante a doação voluntária de 1 quilo de alimento não perecível. A retirada de ingressos é pelo Sympla e na bilheteria do teatro, no dia do evento. O projeto é viabilizado pela Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras e realizado pela Associação de Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP).

                         Fotos  - Nani Rodrigues 

 

Depois da estreia em Santana, no Amapá, no dia 1º de agosto, a capital mineira é a segunda parada da turnê, que percorre sete cidades de cinco estados brasileiros. A ponte cultural que leva os cancioneiros Amadeu, Osmar e Zé Miguel para o Brasil é feita de cantos e sons criados pelos artistas na década de 80 e que ao longo dos anos foram se refinando e reinventando. É resultado do mergulho dos artistas em suas raízes, e que, com talento e ousadia, versaram sentimentos, poetizaram o meio do mundo, e subiram nos palcos de uma Macapá ainda sede de território, ficando para sempre nos corações o orgulho de ser da Amazônia.

 

Em Belo Horizonte, os artistas participam de uma roda de conversa, criando um vínculo com o público, onde o assunto é arte, cultura, música e identidade regional. É uma troca de experiências que antecede o espetáculo e aproxima a Amazônia de Minas Gerais.

 

Para que a música alcance mais pessoas, o projeto abraçou duas causas importantes, a solidariedade e a inclusão. A entrada é gratuita, mas quem for assistir ao show pode fazer a doação voluntária de alimentos, que serão destinados a uma instituição de caráter social da capital mineira. O cuidado e respeito com o público começa pela escolha do palco, em local com acessibilidade. O público surdo também poderá interagir com os artistas, porque o show contará com tradutor de Libras. E quem não conseguir prestigiar presencialmente poderá assistir ao vivo no canal oficial do projeto, acompanhar os bastidores e entrevistas nas redes sociais, ou acessar a playlist com as canções assinadas, criadas e cantadas por Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior e Zé Miguel.

 

Depois de Belo Horizonte, "Cancioneiros do Meio do Mundo"segue em turnê para São Luís/MA (26/09); Belém/PA (16/10); Macapá/AP (31/10); Boa Vista/RR (27/11); e Brasília/DF (30/01).

 

Amadeu Cavalcante - Cantor, compositor e produtor com mais de 35 anos de carreira. Seu álbum de estreia, Sentinela Nortente (1989), gravado com Osmar Júnior, é considerado um marco da música popular amapaense. Ao longo das décadas, levou o marabaixo e o batuque para palcos em Berlim, na Alemanha, na Guiana Francesa e nas principais capitais do Brasil. Integrante do Grupo Senzalas e do Movimento Costa Norte, tem na discografia títulos como Estrela do Cabo Norte, Tarumã, Equinócio e Tambores do Meio do Mundo.

  

Osmar Júnior - Cantor, compositor, pesquisador e cronista. Foi ele quem batizou o Movimento Costa Norte — o movimento musical que colocou o Amapá no mapa da MPB. Com mais de 30 anos de estrada, assina canções que viraram hinos da cultura amazônica, como Pedra do Rio, Igarapé das Mulheres e Tajá. Sua música nasce da Amazônia profunda: das lendas, da natureza, do rio.

 

Zé Miguel - Cantor, compositor e ativista cultural. Nascido em uma comunidade quilombola de Macapá, é conhecido pela canção Pérola Azulada e por uma obra que celebra a ancestralidade negra e o cotidiano amazônico. Ex-Secretário de Cultura do Amapá, criou o projeto Conexão Amazônia e já se apresentou em palcos nacionais e internacionais. Sua discografia inclui Vida Boa, Amazônia na Veia e Gente da Mesma Floresta.

Live do show Cancioneiros do Meio do Mundo realizado em Santana/AP em 01/08/2026:

https://www.youtube.com/live/Ct82RhoY-rQ?si=5mNw6mVL0lrEixq6

 

Site Oficial do Projeto: www.cancioneirosdomeiodomundo.com.br

 Redes Sociais: @cancioneirosdomeiodomundo

 Ingressos gratuitos: https://bileto.sympla.com.br/event/123943/d/400369

 Retirada pela Sympla ou na bilheteria do teatro, no dia da apresentação, limitado a 4 ingressos por CPF e mediante doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível por ingresso retirado. A doação será recolhida na entrada do teatro, no dia e horário da apresentação.

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