A Casulo Cultura lança o documentário “20 Mulheres de
História”, média-metragem que integra o programa homônimo criado para marcar os
75 anos de uma das instituições mais representativas da trajetória social
mineira. Com duração de 50 minutos, o filme estreia em 14 de julho, às 16h, no Cine Humberto Mauro, e soma ao conjunto de ações que
inclui livro, exposição audiovisual em cartaz no Palácio das Artes até o dia 26
de julho, catálogo referencial e política de preservação documental, organizando
em escala pública a memória institucional do Servas.
Dirigido por Mariana Borges, com narração de Iana Coimbra,
trilha sonora de Tattá Spalla, direção de fotografia de Carolina Silva e
finalização da Limonada Audiovisual, o documentário percorre os 75 anos de
história do Servas a partir da atuação de suas vinte presidentes. De Sarah
Kubitschek a Christiana Noronha Renault de Almeida, o filme constrói uma
narrativa que evidencia a sucessão de legados e o protagonismo feminino na
consolidação do cuidado como prática pública em Minas Gerais.
Com linguagem que combina documentário e animação, a obra
articula entrevistas, imagens de arquivo, fotografias e documentos históricos,
compondo um percurso que revisita os principais marcos da instituição. Ao
reunir memória e depoimento, o filme reafirma o papel do Servas como símbolo de
solidariedade e organização social no estado, sendo também uma das poucas
entidades do terceiro setor com certificação ISO 9001.
Ao longo do documentário, estão representadas as trajetórias
das vinte mulheres que estiveram à frente do Servas: Sarah Gomes de Lemos
Kubitschek (em memória), Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado (em memória),
Francisca Tamm Bias Fortes (em memória), Berenice Catão de Magalhães Pinto (em
memória), Coracy Uchoa Pinheiro (em memória), Marina de Freitas Pacheco (em
memória), Minervina Sanches de Mendonça (em memória), Cybele Pinto Coelho (em
memória), Latife Haddad Pereira dos Santos (em memória), Risoleta Guimarães
Tolentino Neves (em memória), Édila Aida de Andrade Couto (em memória), Maria
Lucia Mendonça Cardoso, Maria Coeli Memória Porto, Heloísa Maria Penido de
Azeredo, Andrea Neves da Cunha, Célia Pinto Coelho, Carolina de Oliveira
Pimentel, Aléxia Rodrigues de Paiva Brant, Elizabeth Jucá e Mello Jacometti e
Christiana Noronha Renault de Almeida. Entre as entrevistas, o filme reúne
depoimentos diretos de presidentes e também de familiares das que já faleceram,
como Marília Salgado (filha de Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado), Danuza
Bias Fortes (neta de Francisca Tamm Bias Fortes), Maria Beatriz (neta de Coracy
Uchoa Pinheiro), Cybele Pinto Coelho (filha de Cybele Pinto Coelho) e Teresa
Recorder (sobrinha de Édila Aida de Andrade Couto), ampliando o registro para
diferentes gerações.
A pesquisa que fundamenta o documentário foi realizada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, reunindo materiais de diferentes acervos e consolidando um conjunto de informações que contribuem para a compreensão da atuação do Servas ao longo das décadas.
O documentário será exibido no Cine Humberto Mauro, e trechos do filme integram os conteúdos audiovisuais da exposição “Mulheres de História”, compondo os vídeos apresentados nos núcleos curatoriais e ampliando a experiência narrativa do público. Após o lançamento, o documentário também será disponibilizado na íntegra no canal da Casulo Cidadania.
A coordenadora do projeto, Danusa Carvalho, da Casulo
Cidadania, destaca o papel do audiovisual na construção da memória
institucional do Servas e valorização do feito dessas mulheres tão importantes
para Minas Gerais. “O documentário permite que essas histórias ganhem voz,
corpo e permanência. Ao reunir depoimentos de mulheres que viveram essa
trajetória e de seus familiares, o filme transforma memória em presença e
aproxima o público de uma história que é coletiva e profundamente ligada à
formação social de Minas Gerais.”
O projeto é viabilizado com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realizado pela Casulo Cidadania.
Casulo Cidadania - Com 16 anos de atuação nas periferias de Belo Horizonte, a Casulo Cidadania é uma organização da sociedade civil que desenvolve projetos de impacto social por meio da cultura, da educação e do fortalecimento comunitário. Fundada em 2009 pela produtora cultural Danusa Carvalho, em parceria com o artista Flávio Renegado, a OSC nasceu com o propósito de promover ações afirmativas que ampliem horizontes e valorizem os talentos dos territórios populares.
Entre 2009 e 2015, a Casulo realizou oficinas e palestras em
penitenciárias, centros socioeducativos e escolas públicas, impactando milhares
de pessoas em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2016,
inaugurou sua primeira sede no Alto Vera Cruz, onde estruturou sua atuação em
cinco eixos: Cultura, Lazer e Turismo; Educação e Desenvolvimento Social; Saúde
e Esporte; Geração de Trabalho e Renda; e Diagnóstico Comunitário. Dois anos
depois, transferiu sua sede para a Barragem Santa Lúcia, fortalecendo vínculos
com novos territórios e consolidando metodologias próprias, baseadas no tripé:
Ocupação, Reconhecimento e Transformação.
A partir de 2021, a Casulo passou a atuar como uma OSC
itinerante, ocupando espaços públicos em comunidades de diferentes regiões da
cidade e firmando parcerias com associações comunitárias. A proposta é ampliar
o acesso e promover intercâmbio entre os saberes do morro e do asfalto, por
meio de ações como o Circuito Gastronômico de Favelas, ciclos de oficinas e
apresentações artísticas. Entre 2020 e 2024, também realizou uma importante
parceria com a ONG Ação da Cidadania, coordenando projetos sociais e distribuindo
cestas básicas em diversas regiões de Minas Gerais.
Lançamento do Documentário “20 Mulheres de História”
14 de julho de 2026, terça-feira, às 16h
Cine Humberto Mauro - Avenida Afonso Pena 1537, Centro/BH (no Palácio das Artes).
Entrada gratuita