quarta-feira, 24 de junho de 2026

Caminhada Cultural pela memória urbana da capital mineira


                             Maletta

Para quem quer conhecer mais de Belo Horizonte, uma cidade que pode ser contada por suas ruas, vitrines, praças e encontros que acontecem diariamente em seu centro, o Ponto Cultural CDL preparou um roteiro especial. No próximo sábado, dia 27, de 9h às 12h, a “Caminhada Cultural – CDL e a Cidade: Comércio, Cultura e Vida no Hipercentro” propõe uma imersão na história de Belo Horizonte a partir de seus espaços urbanos mais simbólicos. O percurso destaca como o comércio contribuiu para a formação da identidade econômica, social e cultural da capital mineira.

A caminhada, que comemora os 66 anos da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e os 35 anos do Shopping Cidade, mostra que o centro de Belo Horizonte é um espaço de compras e um território de encontros, histórias, afetos e experiências que continuam construindo a identidade da capital mineira.


Da história da cidade à modernização do varejo

O roteiro percorre pontos emblemáticos do hipercentro, começando pelo Ponto Cultural CDL, onde é apresentada a relação entre a história da cidade e o desenvolvimento do comércio. Em seguida, a Praça da Liberdade destaca o planejamento urbano da capital e sua importância como polo administrativo e cultural. O percurso também inclui o Edifício Maletta, símbolo da boemia e da vida intelectual, e a Praça Sete de Setembro, considerada o coração de Belo Horizonte.


A tradicional Galeria do Ouvidor, exemplo da vitalidade do comércio popular e especializado no centro, também faz parte do roteiro. O percurso termina no Shopping Cidade, que simboliza a modernização do varejo e a integração entre consumo, lazer e serviços no ambiente urbano contemporâneo.

                 Galeria Ouvidor

De acordo com o museólogo e analista institucional da CDL/BH, Allysson Gudu, mais do que um roteiro histórico, a Caminhada Cultural propõe uma reflexão sobre o centro de Belo Horizonte como espaço vivo de encontros, memórias e transformações, onde comércio e cultura caminham lado a lado na construção da identidade da cidade.

A participação é indicada a pessoas acima de 15 anos e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla, link https://encurtador.com.br/qAhK

Festa da Luz colore o centro de BH

 




As pessoas que andam pelas ruas do centro da capital mineira a partir do dia 25 de junho, podem observar a noite os prédios com iluminações coloridas, desenhos, encatando à todos pela criatividade da Festa da Luz. As instalações estão distribuídas entre vários pontos do Centro, como Parque Municipal, Praça Rui Barbosa, Viaduto Santa Tereza, Rua Sapucaí, Praça da Estação e Museu de Artes e Ofícios.

A obra de arte que vira videogame, instalação na água e painel interativo é uma das diversas novidades da Festa da Luz que leva para o centro de Belo Horizonte. O evento, que anualmente colore a capital, será realizado do dia 25 a 28 de junho,

O festival apresenta 12 instalações espalhadas pelo circuito. Com o tema “O Brasil é América Latina”, o evento receberá artistas de diferentes regiões e até de países latino-americanos.



Uma das principais novidades prometidas pelo evento é uma instalação que funciona como um videogame interativo. A obra “Planta Baixa: o lúdico arquitetado”, do artista Luiz Carlos Oliveira, será projetada sobre a fachada da antiga Rede Ferroviária na Rua Sapucaí.


Também na Sapucaí, o artista mexicano Ocote apresenta “TolTech”, criando uma espécie de divindade tecnológica inspirada nas culturas pré-hispânicas.  

Uma super novidade é a instalação na água, criada pela paraense Roberta Carvalho. A obra ficará no Parque Municipal, onde também estarão as obras “Pedras de Duwid ou Boca de Marte”, do artista indígena Gustavo Caboco, e “Dance Flowers”, do coletivo francês Spectaculaires. Todas essas atrações são visuais e sonoras.


A Praça Rui Barbosa, o artista Rafael Ski apresenta “Céu em Nós”, grande painel interativo de LED que reage à presença dos visitantes. Utilizando câmeras e sensores, a obra transforma os corpos do público em jardins digitais em movimento, criando uma paisagem coletiva de luz e cor.

Também estão entre os destaques desta edição as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista brasileira-mexicana Fefê Talavera, que ocuparão o eixo formado pela Praça Fuad Noman, edifícios Sulacap e Sulamérica e Viaduto Santa Tereza. Inspiradas em uma tradição mexicana, as criaturas luminosas transformam a paisagem urbana em um território de imaginação, ancestralidade e fantasia.

O circuito inclui ainda “Paisagens Digitais”, intervenção em laser de grande escala criada por Homem Gaiola e Letícia RMS no Mirante da Sapucaí.

Na Praça da Estação volta a receber uma das marcas registradas da Festa da Luz: a projeção mapeada sobre a fachada do Museu de Artes e Ofícios. Com curadoria da SSA Mapping, a Mostra Latino-Americana de Videomapping reúne artistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guatemala e Uruguai, em sessões realizadas na quinta e na sexta.

A programação apresenta trabalhos que exploram diferentes linguagens visuais e reafirmam a vocação do festival como espaço de intercâmbio entre criadores do continente.


Data: 25 a 28 de junho de 2026
Horário: 18h às 23h
Local: Hipercentro de Belo Horizonte
Entrada gratuita
Programação completa: @festadaluz.art

 

Paulo Scott lança “Direito Constitucional Antirracista” no Sempre Um Papo




O Sempre Um Papo TCE Cultural, projeto realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, com patrocínio da Copasa, via Lei Rouanet, recebe o escritor, jurista e professor Paulo Scott para o lançamento de seu novo livro, Direito Constitucional Antirracista. O encontro acontece no dia 30 de junho, terça-feira, às 19h, no Auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), em Belo Horizonte, com mediação de Afonso Borges. A entrada é franca, por ordem de chegada e condicionada à ocupação do espaço. Publicada pela Editora Revista dos Tribunais, a obra propõe uma reflexão inovadora sobre o valor da dignidade da pessoa humana, o combate ao racismo na Constituição e os desafios enfrentados pelo sistema de Justiça brasileiro. 


Em Direito Constitucional Antirracista, Paulo Scott faz uma leitura técnica e filosófica das relações entre racismo, democracia, direitos fundamentais e acesso à Justiça. O livro dialoga com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, lançado em 2024, e com as mais recentes construções jurisprudenciais, oferecendo ferramentas conceituais para profissionais do Direito, pesquisadores e estudantes interessados na construção de práticas jurídicas comprometidas com a igualdade racial.

A obra também estabelece conexões entre Direito e realidade econômica, demonstrando como estruturas históricas de exclusão continuam produzindo impactos concretos na garantia de direitos. Ao combinar rigor acadêmico e reflexão crítica, o autor propõe uma renovação das formas de interpretação e aplicação da Constituição brasileira.

Lançado pela mais antiga editora jurídica do país, o livro já desperta atenção internacional e tem publicação prevista nos Estados Unidos, ainda em 2026. A expectativa é de que se torne uma referência nos debates sobre racismo estrutural, justiça constitucional e tutela de direitos no Brasil.

Paulo Scott


Reconhecido como um dos mais importantes autores brasileiros contemporâneos, Paulo Scott construiu uma trajetória singular que aproxima literatura, reflexão social e pensamento jurídico. Nascido em Porto Alegre e radicado em São Paulo, é autor de uma extensa obra que reúne poesia, ficção, dramaturgia, ensaio e roteiro.

Entre seus livros mais conhecidos está o romance Marrom e Amarelo, vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura, finalista do International Booker Prize e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior. Também recebeu o Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional pelo romance Habitante Irreal e o Prêmio APCA pelo livro de poemas Mesmo sem dinheiro comprei um esqueite novo.

Ainda, Paulo Scott atua como professor e pesquisador, desenvolvendo trabalhos voltados às relações entre direitos humanos, desigualdade racial e cidadania. 

Sempre um Papo / TCEMG / COPASA

A parceria do Sempre um Papo com o TCEMG já viabilizou atividades com Ana Maria Gonçalvez, Mia Couto, Itamar Vieira Junior, Conceição Evaristo e Ailton Krenak, consolidando um percurso em que cada encontro parte de um livro para alcançar questões amplas da realidade brasileira.

O programa consolida o modelo inaugurado pelo projeto: transformar temas estruturais da administração pública em debates acessíveis, mediados pela literatura, pela arte e pela escuta cidadã. Trata-se de um novo paradigma de atuação institucional, no qual o controle externo dialoga com a sociedade não apenas por meio de números e relatórios, mas também pela força da palavra e da experiência humana.

Desde sua criação, o ciclo vem aproximando o público dos grandes temas do Tribunal — como água, educação, território e direitos — por meio de autores que traduzem essas questões em linguagem sensível e compartilhável. Essa proposta se ancora nos eixos estruturantes do TCE, que incluem educação, meio ambiente, combate à corrupção e cidadania , ampliando o entendimento público sobre políticas essenciais à vida coletiva.

O patrocínio da Copasa reforça essa perspectiva, ao associar a gestão de recursos essenciais — como a água — a uma agenda mais ampla de formação cidadã e sustentabilidade.


Sempre Um Papo TCE Cultural

Paulo Scott – lançamento de Direito Constitucional Antirracista

Data: 30 de junho de 2026, terça-feira
Horário: 19h
Mediação: Afonso Borges
Local: Auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) – Av. Raja Gabaglia, 1.315, Luxemburgo, Belo Horizonte

Entrada gratuita, por ordem de chegada, condicionada à capacidade do espaço.


Caretagem de Paracatu manifestação bicentenária será registrada pelo Governo de Minas para proteção como patrimônio cultural imaterial

 


 

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo  (Secult-MG), iniciou o processo de documentação da Caretagem de Paracatu com vistas à sua proteção como patrimônio cultural imaterial do Estado.No dia 23 de junho, a equipe da Secult-MG acompanhou a manifestação no município para realizar registros técnicos, audiovisuais e institucionais que serão organizados e encaminhados ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), subsidiando a construção de um dossiê para reconhecimento da manifestação.

 

Presente há mais de dois séculos na região, a Caretagem é uma das mais expressivas manifestações da cultura popular mineira. Vinculada às comunidades quilombolas e à devoção a São João, reúne dança, música, máscaras, indumentárias coloridas, guizos, rituais e saberes transmitidos entre gerações. Os caretas percorrem ruas, casas e espaços comunitários, transformando a celebração em um território de pertencimento, memória e identidade coletiva.

 

 

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a singularidade da manifestação justifica seu reconhecimento e proteção. “A Festa de São João de Paracatu é única no mundo. Não existe outra celebração que reúna, da mesma forma, ancestralidade quilombola, cultura afro-mineira, devoção popular, máscaras, música, dança e memória comunitária. A Caretagem é uma expressão extraordinária da civilização mineira e um patrimônio vivo construído pela fé, pela resistência e pela criatividade de seu povo”, afirma.

 


A manifestação dialoga simbolicamente com tradições de mascarados presentes em diferentes partes do mundo, como os Caretos de Podence, em Portugal. Entretanto, em Minas Gerais, essa linguagem foi recriada a partir da experiência afro-brasileira, quilombola e da religiosidade popular, dando origem a uma celebração com características próprias e identidade singular.

 

Segundo Leônidas Oliveira, a permanência da Caretagem ao longo de mais de 200 anos demonstra a força da diversidade cultural mineira. “A Caretagem permaneceu viva porque foi incorporada à alma da comunidade. É uma manifestação que atravessa gerações e segue preservada pela força do afeto, da fé e da tradição”, destaca.

 

O prefeito de Paracatu, Pedro Aguiar Adjuto, ressaltou a importância da iniciativa para a valorização da cultura local. “A Caretagem é parte da identidade de Paracatu e das comunidades que a mantêm viva há séculos. O acompanhamento do Governo de Minas representa reconhecimento, respeito e compromisso com a preservação dessa herança para as futuras gerações”, afirma.

 


A atuação da Secult-MG envolve o acompanhamento da manifestação, a produção de registros e a articulação institucional necessária para subsidiar os procedimentos de proteção junto ao Iepha-MG. O objetivo é fortalecer a salvaguarda da tradição, valorizar seus mestres, brincantes e comunidades guardiãs, além de ampliar sua visibilidade no âmbito das políticas públicas de cultura, patrimônio e turismo.

 

Com os registros realizados durante as festividades de São João, o Governo de Minas busca consolidar um conjunto de informações históricas, simbólicas, territoriais e comunitárias que demonstrem a relevância da Caretagem para a memória e a identidade cultural mineira. Mais do que preservar uma celebração, o processo reconhece uma tradição que fortalece laços comunitários, transmite valores e reafirma a potência da cultura popular como patrimônio vivo de Minas Gerais.

Fecitur-MG promove nove regiões turísticas na Expo Turismo Goiás e fortalece presença no mercado nacional

 


Nos dias 17 e 18 de junho, a diversidade dos destinos turísticos mineiros ganhou destaque na Expo Turismo Goiás, um dos mais importantes eventos do setor turístico do Centro-Oeste brasileiro. Representando Minas Gerais, Teresa Lemos (presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais - Fecitur-MG), participou da feira no estande da KS Turis, reunindo nove Instâncias de Governança Regionais (IGRs) do estado.



O espaço apresentou ao público formado por agentes de viagens, operadores de turismo e investidores, os atrativos das IGRs Da Cachaça, Sertão Gerais, Caminho Novo, Nascente do Rio Doce, Serra do Brigadeiro, Serra Geral do Norte de Minas, Velho Chico, Rota do Muriqui e Rota do Triângulo, evidenciando a riqueza cultural, histórica, gastronômica e natural de Minas Gerais, além do Catálogo da Ruralidade Viva da Emater-MG e Guia Cumbucca de Marcelo Wanderley. 


Segundo Teresa Lemos, a participação na feira reforça a importância da promoção integrada dos destinos mineiros. “Participar da Expo Turismo Goiás foi uma oportunidade estratégica para apresentar a diversidade e o potencial turístico de Minas Gerais a um público altamente qualificado. Quando as regiões se unem em uma mesma ação de promoção, ampliamos nossa visibilidade, fortalecemos a comercialização dos destinos e criamos novas oportunidades de negócios para todo o estado”, destacou.



Também prestigiaram o estande durante o evento Marco Túlio Chaves Moreira (presidente da IGR Sertão Gerais), Izalto Neto (presidente da IGR Velho Chico), Ana Carla Moura (coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do MTur), Fernando Carlos Pereira (presidente do Fórum Regional de Turismo Negócios e Tradições e do Fórum Estadual de Turismo de Goiás) e Luciano Guimaraes (gerente de Estruturação de Destinos e Produtos Turísticos da Goiás Turismo), fortalecendo a presença institucional das regiões e contribuindo para a divulgação dos atrativos locais.

Ainda de acordo com Teresa Lemos, a participação conjunta demonstra a maturidade do turismo regional em Minas Gerais e o compromisso das entidades com o fortalecimento dos territórios. “A presença das nove IGRs em um único espaço mostra a força da governança regional e do trabalho colaborativo que vem sendo construído em Minas Gerais. Acreditamos que o turismo se fortalece quando os destinos atuam de forma integrada, compartilhando experiências e promovendo suas potencialidades de maneira conjunta. A Expo Turismo Goiás foi uma excelente oportunidade para aproximar nossos destinos do mercado e ampliar sua competitividade", afirmou.

A ação reforçou o compromisso das entidades mineiras com a promoção e valorização dos destinos turísticos do estado, ampliando a visibilidade das regiões representadas, fortalecendo sua presença no mercado nacional e estimulando conexões estratégicas capazes de gerar novas oportunidades de negócios, investimentos e desenvolvimento econômico.


As nove IGRs expositoras também apresentaram resultados e iniciativas desenvolvidos por meio do Convênio de Saída nº 11.954/2025, celebrado entre a Fecitur-MG e a Codemge, com interveniência da Secult-MG, demonstrando os avanços obtidos no fortalecimento da governança turística e na promoção integrada dos destinos mineiros.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Faop devolve imagens sacras restauradas e retorna obra atribuída a Aleijadinho à comunidade de São Bartolomeu

 




A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) realizou, dia 23 de junho, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo, a entrega de 11 imagens sacras restauradas pertencentes à Igreja de São Bartolomeu, um dos templos religiosos mais antigos de Minas Gerais.




Entre as obras está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, do século XVIII, atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.


 


A devolução do conjunto representa mais uma etapa do processo de preservação do patrimônio cultural da localidade, cuja igreja passa por obras de restauração desde 2024. As peças retornarão aos retábulos históricos do templo, considerados alguns dos exemplares mais antigos da talha do Estilo Nacional em Minas Gerais.

 

Além da imagem atribuída a Aleijadinho, serão entregues as esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, um Crucificado e um Divino Espírito Santo, todas datadas do século XVIII. A imagem de Nossa Senhora das Candeias já foi devolvida à Arquidiocese, enquanto outra representação de Nossa Senhora do Rosário segue em processo de restauração.


Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a entrega das imagens representa a devolução de parte da memória e da identidade cultural da comunidade. “Quando restauramos uma obra sacra, preservamos muito mais do que um bem artístico.


Preservamos histórias, afetos, tradições e manifestações de fé que atravessam gerações. A devolução desse conjunto, especialmente da imagem atribuída a Aleijadinho, reafirma o compromisso do Governo de Minas com a proteção do patrimônio cultural e com a valorização das comunidades que mantêm viva essa herança”, destaca.


O presidente da Faop, Rodrigo Câmara, sublinha que a entrega reafirma o papel da instituição como referência nacional na conservação de bens culturais. “Além de restaurar obras de arte, estamos contribuindo para a preservação da memória, da identidade e da fé de uma comunidade.


Cada peça devolvida representa o compromisso da Faop com a proteção do patrimônio cultural mineiro e com a transmissão desse legado às futuras gerações”.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Faop, Valéria Tomé França, o conjunto reúne obras de grande relevância artística, histórica e religiosa. “São imagens que testemunham a formação das primeiras comunidades mineiras e preservam importantes referências da devoção popular. Entre elas, destaca-se a Nossa Senhora do Carmo atribuída a Aleijadinho, considerada por especialistas uma obra de sua fase inicial”, afirma.

 

Valéria ressalta ainda que algumas das esculturas possuem relevância documental singular. As imagens de Nossa Senhora do Rosário, do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora das Candeias aparecem registradas em documentos históricos e foram citadas na obra Santuário Mariano, do frei Agostinho de Santa Maria, importante compilação sobre devoções marianas no mundo português.

Exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado” no Palácio das Artes


              Sarah  Kubitschek


O Servas inaugura, no dia 26 de junho, sexta-feira, às 18h30, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado”. A mostra integra o programa comemorativo dos 75 anos da instituição, idealizado e presidido por Christiana Renault, presidente do Servas.

A exposição dá continuidade ao programa lançado no dia 15 de junho, no Palácio da Liberdade, com o livro homônimo. Se o livro organiza a dimensão histórica e editorial da iniciativa, a exposição transforma essa memória em experiência audiovisual, documental e imersiva, aproximando o público da trajetória do Servas e das 20 mulheres que estiveram à frente da instituição.


Na abertura da exposição, também será lançado o catálogo referencial do programa e será assinada a portaria conjunta entre o Arquivo Público Mineiro, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e o Servas para criação do Programa Permanente de Salvaguarda da Memória do Servas. A iniciativa institui uma política continuada de proteção, organização, preservação e acesso ao acervo histórico, documental e simbólico da instituição.


Logo após a abertura da exposição, será realizado o concerto comemorativo dos 75 anos do Servas, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e participação especial de Marcus Viana. A apresentação integra a dimensão artística das comemorações e reforça a relação entre memória, cultura, cuidado e celebração pública.


Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até o dia 26 de julho. Concebida em linguagem audiovisual contemporânea, reúne vídeos históricos, painéis digitais, projeções documentais, fotografias ampliadas, depoimentos institucionais e linhas do tempo visuais, compondo uma experiência imersiva que traduz a história do Servas em narrativa acessível à sociedade.


O catálogo referencial constitui uma publicação própria dentro do programa, distinta do livro e da exposição. Enquanto o livro sistematiza a pesquisa histórica sobre a trajetória do Servas, e a exposição traduz essa memória em experiência audiovisual e expográfica, o catálogo registra, organiza e referencia conteúdos, documentos e elementos conceituais vinculados à mostra e à memória institucional.

A curadoria da exposição é de Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e a expografia é da Greco Design.


Para a presidente do Servas, Christiana Renault, a exposição amplia o alcance público do trabalho de preservação da memória institucional iniciado com o livro.

                                        Foto:Matheus Guerra

 

“A exposição permite que a memória do Servas seja vivida como experiência. Ela aproxima o público das mulheres que construíram essa trajetória e mostra como o cuidado se tornou, ao longo de 75 anos, uma força institucional em Minas Gerais.”

“Livro, exposição, catálogo, medalha, concerto e salvaguarda fazem parte de um mesmo gesto: reconhecer o que foi construído, proteger essa memória e compartilhá-la com a sociedade. Celebrar os 75 anos do Servas é também cuidar do futuro da instituição.” — Christiana Renault

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destaca que a iniciativa valoriza uma dimensão essencial da história social mineira.


“Ao celebrar os 75 anos do Servas, Minas Gerais reconhece uma trajetória construída por mulheres  que transformaram o cuidado em presença pública e compromisso institucional. Preservar essa memória é também valorizar aquilo que o Estado tem de mais humano: a capacidade de amparar, incluir e construir redes de solidariedade.” — Mateus Simões

O curador da exposição, Leônidas Oliveira, destaca que a assinatura da portaria conjunta amplia o alcance institucional das comemorações.


“As celebrações são importantes porque reconhecem uma trajetória, mas a criação de uma política permanente de salvaguarda garante que essa memória não volte ao vazio. Ao proteger documentos, registros e narrativas, especialmente a história dessas mulheres, o Servas transforma comemoração em permanência e memória em patrimônio público.” — Leônidas Oliveira

A coordenadora do projeto, Danusa Carvalho, da Casulo Cidadania, destaca o caráter público da iniciativa.


“Mais do que apresentar uma trajetória, a exposição constrói uma leitura pública sobre o cuidado em Minas Gerais. É um trabalho que parte da memória para organizar sentido, reconhecendo o papel das mulheres e transformando essa história em experiência acessível e compartilhada com a sociedade.”

A mostra reconhece o protagonismo das presidentes que conduziram o Servas e contribuíram para consolidar práticas de solidariedade, assistência, mobilização social e atenção à população mineira. São elas: Sarah Gomes de Lemos Kubitschek (em memória), Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado (em memória), Francisca Tamm Bias Fortes (em memória), Berenice Catão de Magalhães Pinto (em memória), Coracy Uchoa Pinheiro (em memória), Marina de Freitas Pacheco (em memória), Minervina Sanches de Mendonça (em memória), Cybele Pinto Coelho (em memória), Latife Haddad Pereira dos Santos (em memória), Risoleta Guimarães Tolentino Neves (em memória), Édila Aida de Andrade Couto (em memória), Maria Lucia Mendonça Cardoso, Maria Coeli Memória Porto, Heloísa Maria Penido de Azeredo, Andrea Neves da Cunha, Célia Pinto Coelho, Carolina de Oliveira Pimentel, Aléxia Rodrigues de Paiva Brant, Elizabeth Jucá e Mello Jacometti e Christiana Noronha Renault de Almeida.


Exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado”

Data de abertura: 26 de junho

Horário: 18h30

Aberta ao público até 26 de julho

Local: Foyer do Palácio das Artes — Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte

Ficha técnica da exposição

Concepção e presidência do programa comemorativo dos 75 anos do Servas: Christiana Renault

Curadoria da exposição: Leônidas Oliveira

Coordenação geral: Danusa Carvalho — Casulo Cidadania

Direção de arte, diagramação e expografia: Greco Design

Produção: Luiza Jucá — Casulo Cidadania

Coordenação de conteúdo: Lilian Lobato

Pesquisa: Ana Amélia Arantes, Iana Coimbra e Luiza Jucá

Texto do livro e narração do documentário: Iana Coimbra

Revisão: Caroline Poletto Morais

Documentário: Mariana Borges — MB Produções Audiovisuais

Direção de fotografia: Carolina Silva

Finalização: Limonada Audiovisual

Trilha sonora: Tattá Spalla

Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro 

Acessibilidade: Acessibiliza Comunicação 

Gestão: Janaína Silva e Luciene Faria


Concerto comemorativo dos 75 anos do Servas

Data: 26 de junho, após a abertura da exposição

Com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e participação especial de Marcus Viana

O projeto é viabilizado com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realizado pela Casulo Cidadania, em parceria com o Servas, Palácio das Artes, Palácio da Liberdade e Circuito Liberdade.


Caminhada Cultural pela memória urbana da capital mineira

                             Maletta Para quem quer conhecer mais de Belo Horizonte, uma cidade que pode ser contada por suas ruas, vitrin...