domingo, 12 de julho de 2026

A arte do Gente de Fibra em Maria da Fé

 

 

 

 

Localizada na Serra da Mantiqueira, na região sul de Minas Gerais, a cidade de Maria da Fé é conhecida por ser uma das mais frias do estado, com temperaturas que podem chegar a menos de 0°C durante o inverno. Mas o local é famoso não apenas por esse atributo: o artesanato de peças de decoração e utilitários feitos com papel machê e fibra de bananeira é outra atração local.

A cidade de Maria da Fé é famosa pelo artesanato com papel machê e fibra de bananeira

O que hoje é sinônimo de orgulho e reconhecimento foi uma alternativa para sustento de muitas famílias no final da década de 1990. À época, a queda no preço da batata, principal cultivo do município, levou muitas famílias à falência e gerou incertezas sobre o futuro.

O designer Domingos Tótora atuava como professor de artes para crianças e teve uma ideia: ao ver muitas caixas de papelão abandonadas na porta de lojas, resolveu experimentar dar um novo uso a elas. Ele fez testes usando uma mistura de massa de papelão com cola e água para criar pratos, tendo como resultado um material bonito e de qualidade. Assim, do reúso de um recurso disponível, com criatividade, surgiu o artesanato com papel machê, alternativa de geração de renda que passaria a ser marca de Maria da Fé.

 

Diante do potencial da cidade para o artesanato, o Sebrae Minas iniciou um trabalho ali, em parceria com a Prefeitura, no ano de 1999. Foi quando a Cooperativa Mariense de Artesanato foi criada, em paralelo ao Projeto de Desenvolvimento do Turismo Rural em Maria da Fé. “A iniciativa teve origem no contexto de turismo rural trabalhado pela administração local, focando a geração de emprego e renda e a valorização do artesanato como expressão cultural e econômica da região”, relata a analista do Sebrae Minas Andressa Paes.

A Oficina Gente de Fibra, grupo formado pelo artista e outras cinco mulheres que passou a ensinar o artesanato de papel machê e fibra de bananeira para outros artesãos, além de produzir peças para venda.


Em 27 anos de história, o grupo Gente de Fibra construiu uma trajetória de sucesso, destacando-se pela criação de produtos exclusivos, sustentáveis e de alta qualidade, conquistando tanto o mercado nacional quanto o internacional. Contudo, o grupo enfrentou desafios, como a necessidade de se reinventar em um mercado cada vez mais exigente, especialmente em um cenário em que a inovação responsável e a transparência sobre a origem dos produtos são pontos fundamentais, e a demanda de envolvimento das novas gerações na atividade, em um trabalho de sucessão. O Sebrae Minas, então, iniciou um novo trabalho para reestruturar a governança e reposicionar estrategicamente a cooperativa, além de incluir os jovens.

Como continuidade do reposicionamento estratégico, para os próximos anos estão previstas ações para a consolidação de produtos que representem a essência regional, o redesign da marca, a ampliação da integração com o turismo local e a promoção do artesanato como uma experiência cultural. Estão também previstos a ampliação das redes de comercialização, com foco em design sustentável e inovação, o incremento da formação, a inclusão de novos artesãos e o lançamento de uma nova coleção, com participação em grandes feiras, como Essas ações visam não apenas promover a sustentabilidade financeira da cooperativa, mas também reforçar seu papel .

Rosilene Cruz, presidente do Gente de Fibra

 

Rosilene Cruz está no Gente de Fibra desde a sua fundação. Antes do grupo, ela fazia trabalhos manuais de ponto cruz e crochê e se orgulha da trajetória que foi construída em conjunto. “Posso dizer que é um trabalho que me realiza, que a gente faz com amor e carinho. A gente começou junto, não foi uma coisa fácil nos manter no mercado, foi muito trabalho, foi muito esforço de todo mundo. Não consigo me ver fora daqui.”

“O nosso trabalho é de grande ajuda para o meio ambiente: reciclamos o papel que recolhemos do comércio e usamos a fibra de bananeira que o produtor rural descartaria, evitando que elas ficassem no terreno.”

Entre os objetos produzidos pelo Gente de Fibra estão mandalas, fruteiras, porta-retratos e vasos. “Temos pessoas de várias idades no grupo e todos fazemos um pouco de tudo, desde recolher o tronco da bananeira na roça até a pintura das peças. Procuramos fazer um trabalho com identidade local, buscamos o que a cidade oferece. A maioria das peças é inspirada pela Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes e nas oliveiras”, relata Rosilene.

crédito fotos: foto:Wilkie Buzatti

 Uma parte da equipe dos artesãos

A artesã diz que os objetos produzidos encantam os frequentadores das feiras de que participam pela beleza e sustentabilidade ambiental. “Em 2024, eu pude ir a feiras de artesanato em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo para expor o nosso trabalho. Quando chegam no nosso espaço e descobrem que é um trabalho feito com papel, fibras e pigmentos da terra, as pessoas ficam entusiasmadas.”  

 Além do Brasil, as peças do Gente de Fibra já alcançaram outros países. “É um orgulho a gente levar um pouquinho de Maria da Fé para vários lugares.

No fim de 2024, estávamos com uma exposição na Colômbia, mandamos peças para a Áustria e Dubai. Então atingimos lugares em que nunca imaginamos chegar”, comemora Rosilene.

As artesãs concordam que o trabalho vai muito além de fomentar a economia de Maria da Fé: cria uma identidade, empodera famílias e prova que a união de artesãos é capaz de gerar ótimos resultados, mesmo nos momentos difíceis. O nome da cooperativa já diz tudo.    www.gentedefibra.com.br  tel (35) 36622386

Entre a floresta e a mesa, Sapucaia da Mata apresenta nova proposta gastronômica no Espírito Santo






Em meio às Montanhas Capixabas, cercado pela Mata Atlântica preservada da Reserva Ambiental Águia Branca, o restaurante Sapucaia da Mata – Cozinha Original abre as portas colocando os ingredientes do Espírito Santo no centro da experiência gastronômica.


O espaço recém-inaugurado no Eco Lodge Natureza reúne receitas autorais, pratos tradicionais da gastronomia internacional e uma curadoria voltada à valorização de produtores locais.

Inspirado na sapucaia, uma das espécies mais emblemáticas da Mata Atlântica, o restaurante nasceu para ampliar a experiência oferecida pelo Eco Lodge Natureza, conectando hospitalidade, natureza e gastronomia. O conceito parte da escolha criteriosa dos ingredientes e do domínio técnico para destacar sabores, aromas e texturas, sem abrir mão de atender diferentes perfis de visitantes.


Curadoria, técnica e identidade

Com assessoria gastronômica da chef Suely Faiçal, o cardápio combina criatividade e respeito à origem dos alimentos. A proposta valoriza ingredientes naturais e produtos capixabas, mas também inclui pratos tradicionais, permitindo que diferentes públicos encontrem opções alinhadas às suas preferências.

Alguns dos pratos de destaques são o ceviche de melão, o carpaccio de wagyu e o steak tartare em versão autoral para entrada; entre os pratos principais, há opções como o filé de tilápia com purê de banana da terra, legumes grelhados e couscous marroquino ao molho de juçara, o tradicional cozido português e o filé ao poivre com batata gratin. As opções vegetarianas também têm espaço, com preparações que valorizam cogumelos, legumes, grãos e frutas em combinações que refletem a identidade da casa. E, para finalizar, há sobremesas como gelato artesanal de juçara e crumble de frutas com gelato artesanal de baunilha.


"Embora o cardápio tenha como diferencial várias receitas exclusivas, também teremos pratos tradicionais, buscando atender todos os públicos que visitam a Reserva Águia Branca e o Eco Lodge Natureza", explica o gerente do empreendimento, Ramadan Bullus.


A cozinha do Sapucaia da Mata é construída a partir de dois pilares: curadoria e técnica. A seleção dos fornecedores privilegia produtores da região e ingredientes que representam a diversidade do Espírito Santo, enquanto o trabalho na cozinha busca extrair o máximo potencial de cada insumo, criando pratos que equilibram originalidade e familiaridade.


A iniciativa acompanha um movimento cada vez mais presente na gastronomia brasileira, que valoriza ingredientes regionais, cadeias produtivas locais e a identidade dos territórios. No Espírito Santo, onde ainda existem importantes remanescentes da Mata Atlântica, essa valorização também contribui para ampliar o conhecimento sobre a riqueza gastronômica do estado.

Além da gastronomia, os visitantes encontram hospedagem, trilhas guiadas, observação de aves e experiências de bem-estar em meio aos mais de 2.200 hectares preservados da Reserva Ambiental Águia Branca. Localizado a cerca de duas horas de Vitória e a apenas 20 minutos da Pedra Azul, o restaurante Sapucaia da Mata recebe hóspedes e público externo para café da manhã, almoço e jantar, se consolidando como um novo endereço para quem busca conhecer a cozinha contemporânea capixaba em um ambiente integrado à natureza.

Para mais informações, acesse: naturezaecolodge.com.br


Grand Resort Serra Negra hotel all inclusive nas férias



As férias de julho costumam ser um dos períodos mais aguardados do ano para viajar em família. Mas, para que os dias de descanso sejam realmente tranquilos, a escolha da hospedagem faz toda a diferença. Entre as opções disponíveis, os hotéis com sistema all inclusive ganham destaque por reunir alimentação, lazer e entretenimento em um único pacote, oferecendo mais praticidade aos viajantes.

Ao concentrar praticamente toda a experiência dentro do próprio hotel, o modelo reduz a necessidade de planejamento durante a viagem. Não é preciso pesquisar restaurantes, organizar horários para as refeições ou calcular gastos extras a cada saída. Com tudo já incluído, os hóspedes conseguem aproveitar melhor o tempo juntos, dedicando os dias apenas ao descanso e às atividades de lazer.

Outro benefício é a previsibilidade do orçamento. Como alimentação e bebidas fazem parte do pacote, as famílias conseguem controlar melhor os custos da viagem, evitando despesas inesperadas ao longo da hospedagem. Além disso, a oferta constante de refeições atende diferentes rotinas, principalmente para quem viaja com crianças.

O sistema também amplia o tempo disponível para aproveitar a infraestrutura do hotel. Piscinas, áreas esportivas, recreação, atividades ao ar livre e programações especiais passam a fazer parte da rotina dos hóspedes, sem a necessidade de deslocamentos frequentes para alimentação ou entretenimento.


Férias em Serra Negra com conforto e tudo incluído 

Um exemplo disso é o Grand Resort Serra Negra, no interior paulista, que durante as férias de julho (e todos os feriados ao longo do ano) oferece um pacote all inclusive com café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, além de bebidas inclusas. A proposta elimina a necessidade de organizar cada refeição separadamente, permitindo que as famílias se concentrem no que mais importa: descansar e aproveitar o período de férias.


Além disso, a programação preparada especialmente para julho amplia ainda mais a experiência. Durante todo o mês, há equipe de lazer com atividades diárias, música ao vivo na varanda às segundas-feiras, jantar árabe seguido de fondue de chocolate às terças, noite do queijo e vinho às quartas e shows especiais durante o jantar nas quintas-feiras.


Entre as atrações confirmadas estão apresentações de Elvis Cover, no dia 23 de julho, e de Tony Angeli, no dia 16.

Às sextas-feiras, a programação inclui noite da pizza e, aos sábados, a tradicional Grand Festa Julina reúne comidas típicas, decoração temática e atividades para todas as idades. A programação ainda conta com música ao vivo e petiscos na piscina.

Com mais de oito décadas de tradição na hotelaria, o Grand Resort Serra Negra está instalado em uma área de 40 mil metros quadrados cercada por natureza. O empreendimento oferece mais de 100 acomodações entre quartos duplos, triplos, quádruplos e familiares, todos equipados com ar-condicionado, TV a cabo, minibar, cofre e Wi-Fi.


A estrutura de lazer inclui piscina externa climatizada, piscina aquecida e coberta para adultos e crianças, quadras de tênis, quadra poliesportiva, quadra de areia, campo de grama natural, redário e amplos espaços ao ar livre.


O resort conta ainda com dois restaurantes, bar na piscina, varanda panorâmica, estacionamento gratuito com pontos para recarga de veículos elétricos e acessibilidade em todos os ambientes.

Para mais informações e reservas, acesse: grandresortserranegra.com.br

Villa dos Leais tem últimas vagas para fins de semana de julho e mantém desconto para hospedagens durante a semana




Com a chegada das férias e o início do Festival de Inverno de Serra Negra, a Pousada Villa dos Leais ainda tem disponibilidade para os últimos fins de semana de julho, um dos períodos mais procurados do ano na cidade. Restam unidades para hospedagens entre os dias 17 e 19 e de 24 a 26 de julho, enquanto os demais fins de semana da temporada já registram alta ocupação.


Além das opções para quem pretende viajar aos finais de semana, a pousada também mantém uma condição especial para hóspedes que têm flexibilidade de datas. Até 31 de julho, reservas de duas ou mais diárias realizadas para estadias de segunda a quinta-feira garantem 20% de desconto no Chalé Elegance com Hidro, mediante pagamento à vista via Pix.


Localizada a cerca de cinco minutos do centro de Serra Negra, a Villa dos Leais está instalada em uma área a 1.100 metros de altitude, com vista para as montanhas da Serra da Mantiqueira. A pousada reúne 21 chalés destinados a casais e famílias, equipados com lareira e varanda. Algumas categorias contam ainda com hidromassagem ou piscina privativa climatizada.

A estrutura inclui piscina aquecida coberta, piscina ao ar livre, sauna a vapor, academia e salão de jogos. O café da manhã, servido diariamente, oferece mais de 50 opções entre pães, bolos, frutas, geleias e produtos preparados de forma artesanal.

Nesta época do ano, Serra Negra concentra boa parte do fluxo turístico em razão do Festival de Inverno, que segue até o fim de julho com programação gratuita de shows, apresentações culturais e atividades para diferentes públicos. Fora da agenda cultural, o município também atrai visitantes interessados em experiências ligadas ao turismo rural, cafeterias, vinícolas, alambiques, gastronomia regional, além das tradicionais lojas de malhas, tricôs e artigos em couro.


Mais informações: www.villadosleais.com.br e www.instagram.com/villa_dosleais

Exposição ‘Entre Antes e Depois”

 

 

A galeria de arte do Teatro da Cidade, no centro da capital mineira está com as cores da artista plástica Joanna Scharlé, com suas criações que inspiram pelos pincéis nas telas coloridas. A exposição ” Entre Antes e Depois “apresenta duas fases da produção artística da artista plástica brasileira/luxemburguesa Joanna Scharlé, revelando uma trajetória marcada por movimento e transformação contínua. O símbolo dos dois círculos separados por uma linha vertical sintetiza essa travessia entre o antes — um território de contenção, silêncio e gestos íntimos — e o depois, onde a cor se expande, as camadas se intensificam e a afirmação ganha força. No intervalo entre esses tempos, a artista reinventa gesto, ritmo e temperatura, convertendo a própria mudança em matéria poética. A mostra convida o público a percorrer esse caminho e perceber o diálogo entre fases que coexistem, se tensionam e se completam, revelando não apenas dois momentos.

 

A artista plástica Joanna Scharlé de  Vasconcelos, usa a cor e figuras humanas desconstruídas como forma de conduzir o espectador a um estado de espírito mais elevado em relação à vida, amenizando-o de suas angustias e buscando compensa-lo da indelicadeza dos aspectos rudes da vida urbana com vibrações positivas e intensas que aduzem a alma a uma sensação de alegria pura, ingênua, quase sublime.

 

Joanna Scharlé foca sua atenção nas expressões psíquicas dos seus personagens que expressam suas dores e prazeres de forma quase voluptuosa, sem compromissos com  exigências estéticas, narrativas ou inferências.  @scharle_joanna_vasconcelos


 

 

“Entre Antes e Depois” de Joanna Scharlé

08 de julho a 03 de agosto de 2026

Terça a Domingo de 15h às 20h

Teatro da Cidade

Rua da Bahia, 1341 - Centro

Belo Horizonte


Monte Sião destaca no turismo e na confecção do tricô

  


                       

Monte Sião conhecida como a Capital do Tricô, vem se destacando no turismo de negócios e das atrações turísticas da cidade. A cidade de 24 mil habitantes  produz 3 milhões de peças de tricô por mês e exporta para grifes de Paris e Milão , além de vários estados, sendo um “exportador” com seu diversificado vestuário das confecções.

O que fazer em Monte Sião (MG): 10 atrações em fim de semana

 

Monte Sião está a 470 Km de Belo Horizonte, a 470 Km do Rio de Janeiro e a 160 da capital paulista. O centro da cidade encanta os turistas com a praça Prefeito Mário Zucato, com as árvores  nos caneiros com diversos desenhos, como televisão, elefante, corações, dinossauro,  entre outras podas paisagísticas. Coração – Foto de Praça Prefeito Mário Zucato, Monte Sião - Tripadvisor 

As pessoas tiram fotos sensacionais, com as diversas podas nas árvores.

Monte Sião, sul de Minas, tem atrativos que vão além das malhas e tricô - Hora Campinas

Árvores da praça principal de Monte Sião ‘agasalhadas’ com 160 cachecóis confeccionados em tricot pelos empresários locais - Foto: Reprodução

Árvores no centro da cidade, decorados com peças de tricô

@prefeiturademontesiao   @ turismomontesiaomg

Ao lado está o Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, está situada a primeira Igreja do mundo dedicada a esta devoção mariana e onde, por intercessão da Virgem, a população viu acabar um período de seca.

Em 1830, na França, Nossa Senhora apareceu para a irmã Catarina de Labouré e lhe pediu que cunhasse medalhas conforme lhe era mostrado: a Virgem com os braços estendidos, dos quais saiam raios de luz, em pé sobre um globo, pisando em uma serpente, com a inscrição “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós” ao seu redor; na parte de trás, a letra “M” com uma cruz por cima e, em baixo, o coração de Jesus, rodeado por uma coroa de espinhos, e o coração de Nossa Senhora, transpassado por uma espada, e ao redor, doze estrelas.

À religiosa, Maria prometeu abundantes graças aos que usassem essa medalha. A devoção logo se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil. Já em 1849 – apenas 19 anos após as aparições na França –, foi construída a primeira Igreja dedicada à Medalha Milagrosa, em Monte Sião (MG).

No ano das aparições da Virgem à santa Catarina Labouré, a região de Monte Sião era habitada por cerca de 105 famílias católicas, não havia igreja nem padre e a comunicação era precária. Mas, os relatos indicam que, por volta de 1838, quando o lugarejo foi “elevado a arraial do Jabuticabal, a devoção da Medalha Milagrosa já estava ali”.

Em 29 de março de 1849, foi autorizada a edificação da capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Sua respectiva bênção oficial ocorreu a 13 de abril de 1850.

Entretanto, a história mais marcante das graças concedidas a esse povo pela Virgem Maria se deu em torno da imagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa do altar-mor da igreja. A peça foi trazida de Portugal, em 1860, e, em 1937 foi retirada de lá, a pedido do então bispo, pois possuía traços femininos e sensuais que delineiam seu busto e cintura.

Imagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Facebook Santuário da Medalha MilagrosaImagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. 

A imagem foi levada para uma capela na zona rural e os fiéis logo sentiram por sua ausência. Após essa data, a cidade “foi assolada por uma grande seca”, até 1939. Segundo relatos, chovia normalmente em todas as cidades da região, menos em Monte Sião, e o povo associava a falta de chuva, à ausência da imagem da padroeira.

Foi então que um grupo de fiéis decidiu solicitar ao padre que a imagem fosse colocada novamente no altar-mor e, após muito questionamento foi permitida a volta da imagem da padroeira.

Isto aconteceu no dia 5 de novembro de 1939. Era uma tarde ensolarada, quando a procissão composta pelo pároco, autoridades, banda de música e principalmente o povo, trazia o andor com a imagem da padroeira. Chegando na entrada da cidade começou a cair os primeiros pingos e em seguida uma grande chuva, fazendo com que a própria imagem e os seus fiéis devotos entrassem na igreja todos molhados. O episódio ficou conhecido como “Dia do Milagre da Chuva”. A partir de então, as plantações prosperaram, as criações não morreram mais e o ciclo da chuva voltou ao normal.

Esta foi a primeira das muitas graças que a população de Monte Sião recebe ainda hoje sob a intercessão de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Santuário da Medalha Milagrosa, em Monte Sião (MG). Facebook Santuário da Medalha MilagrosaSantuário da Medalha Milagrosa

A história desse lugar e o grande fluxo de devotos que recebe fizeram com que, em 5 de novembro de 1999, igreja matriz fosse elevada a Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, um local que vive com especial fervor o dia 27 de novembro, ao celebrar sua padroeira.

  

 

A poucos minutos a pé, no Largo do Rosário, fica a Igreja do Rosário. A Igreja Nossa Senhora do Rosário,  é um marco histórico da cidade. Inaugurada em 1955, ela foi construída no lugar de uma antiga capela de pau a pique do século XIX, graças à forte união e doação dos moradores

Na Capital do Tricô ,  o barulho das máquinas de malha atravessa vitrines, oficinas e casas, a costura  mudou a rotina da cidade do sul de Minas. A história recente de Monte Sião se confunde com linhas, máquinas e famílias que aprenderam a transformar habilidade manual em renda. A tradição do tricô ganhou força a partir da produção doméstica e se espalhou pelas ruas, criando uma economia urbana com cara de ateliê.

A cidade reúne mais de 1,5 mil empresas ligadas a malhas e tricô. O número ajuda a explicar por que uma cidade pequena aparece no mapa de compradores, lojistas e marcas internacionais. A Capital do Tricô virou referência nacional porque uniu produção intensa, comércio de rua e identidade reconhecida em lei federal. Em 2023, a Lei 14.699 concedeu ao município o título de Capital Nacional da Moda Tricô. O reconhecimento oficial não nasceu de um slogan vazio. A cidade produz cerca de 3 milhões de peças por mês e abastece lojas no Brasil e fora dele

O turista pode caminhar pelas ruas do comércio:, onde concentra lojas de malhas, tricô e peças de inverno, com movimento maior na temporada fria, nos meses de maio, junho e julho.

Outro ponto que chama a atenção é a Porcelana Monte Sião, fábrica iniciada em 1959 , que destaca como a única fábrica do Brasil que produz porcelanas azul e branca de forma 100% artesanal.  marca tornou-se um patrimônio histórico e cultural do estado, famosa por suas louças utilitárias e decorativas com estética colonial inspirada no estilo português.

 Azul e branco, flores delicadas e texturas artesanais que transformam cada encontro em um momento memorável! #porcelanamontesiao #porcelana #azulebranco #feitoàmão 

Na fábrica tem uma loja com todos os produtos de centenas de criações feitas pelos artesãos. Monte Sião: belas paisagens, natureza e compras nos sul de Minas

peças aguardando pintura – foto de Porcelana Monte Sião - Tripadvisor

Os artesão produzindo as porcelanas em Monte Sião

A arte do Gente de Fibra em Maria da Fé

        Localizada na Serra da Mantiqueira, na região sul de Minas Gerais, a cidade de Maria da Fé é conhecida por ser uma das mais ...