
Passear pela Praça da Liberdade, observar os prédios
antigos da capital mineira, que completa 129 anos em 12 de dezembro, é ter os
olhos para o passado e pensando no futuro. Cada passo pela praça é momento
único, juntando a história com a arte contemporânea ganha um espaço
especial na programação cultural de Belo Horizonte até o dia 31 de janeiro de
2027, em um local super especial na Passarela Cultural da Biblioteca Pública
Estadual de Minas Gerais , com a exposição “Mútua Recognição”, com as cores e
criatividade da artista plástica luxemburguesa-brasileira Joanna
Scharlé de Vasconcelos.
A arte entre os livros e as cores - (fotos Ton Netto)
Joanna Scharlé de Vasconcelos é uma renomada artista
visual, pintora, escultora e arteterapeuta belo-horizontina de dupla
nacionalidade brasileira e luxemburguesa. Sua produção transita por múltiplas
linguagens artísticas, incluindo pintura, cerâmica, desenho em bico de pena e
murais. A obra da artista explora temas como a ancestralidade, a fragmentação e
a identidade multicultural, unindo de forma poética as referências históricas e
culturais do Brasil e da Europa.
Os trabalhos está na capital mineira após ser
apresentada na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, em Recife, em uma
vernissage com curadoria de Antônio Moura, gerente cultural da instituição
pernambucana. A exposição marcou um importante momento de aproximação cultural
entre a artista, Minas Gerais, Pernambuco e Luxemburgo.
A artista plástica luxemburguesa -brasileira, Joanna
Scharlé de Vasconcelos construiu uma trajetória marcada pela diversidade de
linguagens artísticas e por uma formação internacional. Seu percurso inclui
experiências e estudos na Inglaterra, na Suíça e nos Estados Unidos, além de
pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard.
Desde muito jovem, Joanna se aproximou de diferentes
formas de expressão, passando pelo teatro, pela fotografia, pelo canto, pelo
desenho, pela escultura e pela pintura. Essa multiplicidade de experiências
contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem própria, na qual a figura
humana, os sentimentos, os conflitos interiores e a subjetividade ocupam lugar
central.
Em suas obras, a artista trabalha com pintura a óleo,
desenho em nanquim e escultura, explorando especialmente rostos, olhares e
formas humanas que frequentemente aparecem distorcidos ou fragmentados.
Sua produção dialoga com referências do expressionismo,
do cubismo e do surrealismo, estabelecendo aproximações com artistas e
escritores como Guignard, Pablo Picasso, Georges Braque e Murilo Rubião.
Mais do que reproduzir a realidade, Joanna busca revelar
aquilo que existe por trás dela. Seus personagens parecem carregar sentimentos,
inquietações, memórias e estados de espírito que convidam o público a olhar
para além da superfície e a estabelecer uma relação pessoal com cada obra.
O próprio título da exposição revela a proposta central
da mostra. “Mútua Recognição” sugere um encontro de olhares: o da artista sobre
o mundo e o do público diante da obra.
É nesse espaço de encontro que a exposição se constrói.
Cada pintura, desenho ou escultura apresenta uma possibilidade de
reconhecimento da figura humana, das emoções, das diferenças e das experiências
individuais e coletivas — e, principalmente, de nós mesmos.
A obra de Joanna não oferece necessariamente respostas
prontas. Em vez disso, provoca perguntas. Os rostos, os gestos, as deformações
e os contrastes presentes em sua produção criam uma atmosfera que permite ao
visitante construir sua própria interpretação.
@scharle_joanna_vasconcelos
O horário de funcionamento da Passarela Cultural da
Biblioteca Pública Estadual de Minas : Segunda a quarta e sexta-feira:
das 8h às 18h; Quinta-feira: das 8h às 20h; Sábado: das 8h às 12h
É justamente nessa liberdade de leitura que reside parte
da força de seu trabalho. Ao entrar em contato com as obras, o público é
convidado a refletir sobre a identidade, a memória, as relações humanas e as
diferentes maneiras de perceber a si mesmo e ao outro.
A escolha da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
para receber a exposição também carrega um significado especial.- Criada em
1954, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a instituição integra o
Circuito Liberdade e ocupa lugar de destaque na vida cultural de Belo
Horizonte. Seu prédio-sede, localizado na Praça da Liberdade, foi projetado por
Oscar Niemeyer. O complexo abriga um importante acervo bibliográfico e espaços
destinados a exposições e outras atividades culturais.
A Passarela Cultural, situada no prédio Anexo Professor
Francisco Iglesias, é um desses espaços dedicados à apresentação e à divulgação
de trabalhos de artistas e escritores, contribuindo para ampliar o acesso às
diferentes manifestações artísticas e culturais.
Nesse ambiente, “Mútua Recognição” estabelece uma
conversa entre arte e conhecimento, imagem e palavra, memória e
contemporaneidade.
Ao receber a exposição, a Biblioteca Pública Estadual de
Minas Gerais contribui para que a produção de Joanna Scharlé alcance novos
públicos na capital mineira, reforçando seu papel como equipamento cultural
aberto à diversidade das expressões artísticas.
A iniciativa também amplia o diálogo da instituição com a
arte contemporânea e oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer uma
produção que transita entre diferentes culturas, linguagens e referências.
A mostra integra a programação cultural da Biblioteca
Pública Estadual de Minas Gerais, instituição integrante do Circuito Liberdade,
que mantém a Passarela Cultural como espaço de divulgação das artes e da
cultura.




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