quarta-feira, 20 de maio de 2026

Hub logístico do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte concentra operações da cadeia de Minas

 



 No primeiro trimestre de 2026, a indústria mineral brasileira respondeu por US$ 9,29 bilhões do saldo da balança comercial do país, o equivalente a 66% do superávit brasileiro no período, de US$ 14,17 bilhões. No mesmo intervalo, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre igual período do ano anterior, arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos e taxas, com avanço de 5,5%, e alcançou 230.011 empregos diretos em fevereiro, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). 

Os dados ajudam a dimensionar o peso da atividade mineral em Minas Gerais, estado que liderou o faturamento do setor no trimestre, com R$ 29,9 bilhões e participação de 38% no total nacional. É nesse ambiente que a mineração figura entre as operações relevantes do Hub Logístico Multimodal do BH Airport, estrutura instalada em Confins e organizada para cargas com exigências distintas de prazo, armazenagem, controle e distribuição. 


No recorte anual da operação do terminal, o hub movimentou 13,1 mil toneladas de carga, com 37,7 mil processos e CIF de R$ 18,8 bilhões. A movimentação se distribui entre 3,4 mil toneladas no modal aéreo, 6,4 mil no marítimo e 3,2 mil em DTA, com alta de 2,5% na comparação anual entre 2025 e 24. Entre as cargas atendidas, a cadeia mineral responde por cerca de 41% da movimentação do modal marítimo do hub. 

Setor mineral amplia faturamento, exportações e investimentos  - O levantamento do IBRAM mostra que as exportações minerais brasileiras somaram US$ 11,4 bilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 21,5% em valor e de 0,9% em volume, para 87,9 milhões de toneladas. As importações minerais alcançaram US$ 2,1 bilhões, avanço de 29%, e 10 milhões de toneladas, alta de 15,1%. 

O estudo informa ainda que o setor projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, o maior valor da série histórica iniciada no ciclo 2014-2018. Desse total, US$ 21,3 bilhões estão previstos para minerais críticos até 2030. Minas Gerais concentra a maior previsão de investimentos do país no período, com US$ 19,675 bilhões, o equivalente a 25,6% do total estimado. No trimestre, o estado também liderou a arrecadação de CFEM, com R$ 876 milhões. 

Hub reúne modais e concentra etapas da operação  - No BH Airport, a operação logística é estruturada em torno da integração entre modais e da concentração de etapas em um mesmo ambiente. O hub atua com recebimento, deslacre, armazenamento e nacionalização de cargas, além de operar com soluções nos modais aéreo, rodoviário internacional e marítimo. 

Essa configuração permite ao terminal atender embarques com perfis distintos, incluindo componentes industriais, produtos sob controle térmico, mercadorias perigosas e cargas com exigências específicas de rastreabilidade e armazenagem. A estrutura é utilizada por setores como mineração, ciências da vida, indústria e tecnologia. 

No caso da mineração, a operação inclui desde itens de menor porte, como parafusos, pistões e hastes para perfuratriz de rocha, até equipamentos de grande porte empregados em atividades de mineração superficial e subterrânea. As cargas ligadas ao setor têm como principais origens Estados Unidos, Irlanda e Suécia e seguem, a partir de Minas Gerais, por diferentes modais para regiões com atividade mineral. 


Infraestrutura alfandegada opera 24 horas em Minas - O Hub Logístico Multimodal do BH Airport é o único recinto alfandegado de Minas Gerais com fiscalização disponível 24 horas. A estrutura reúne 12 mil m² de área alfandegada, 300 m² de armazém para cargas perigosas, 3.131 m² de câmaras frias com setup personalizado entre -18°C e +22°C e qualificação térmica, além de 11 posições para estacionamento de aeronaves cargueiras. 


Segundo o gestor Comercial do BH Airport, Geovane Medina, a presença da cadeia mineral entre as operações do terminal está associada ao perfil técnico desse tipo de carga e à necessidade de coordenação entre diferentes etapas logísticas. “A mineração trabalha com embarques que podem envolver peças de reposição, componentes críticos e equipamentos de maior porte. O hub reúne estrutura alfandegada, conexão entre modais e atendimento especializado para processar essas operações com os requisitos de armazenagem, prazo e movimentação que cada carga exige”, afirma. 

Medina sublinha que a composição da operação do terminal acompanha a diversidade de cadeias produtivas instaladas em Minas Gerais. “O que o hub oferece é uma estrutura preparada para diferentes perfis de carga. No caso da mineração, isso inclui desde o recebimento e a nacionalização até a armazenagem e a distribuição, dentro de um fluxo organizado conforme a necessidade de cada operação”, afirma. 

Mineração integra pauta de cargas diversificada  - Os dados setoriais e a movimentação do terminal aproximam duas escalas da mesma cadeia. De um lado, a mineração respondeu por dois terços do superávit comercial brasileiro no primeiro trimestre, ampliou exportações e manteve crescimento de faturamento, arrecadação e emprego. De outro, no plano logístico, a atividade está entre as operações atendidas pelo hub do BH Airport, em uma estrutura que combina modais e serviços para cargas com diferentes exigências técnicas. 

Ao reunir desembaraço, armazenagem especializada e conexão entre modais em um mesmo terminal, o BH Airport concentra etapas do fluxo de importação e distribuição de insumos, peças e equipamentos usados por cadeias produtivas com presença relevante em Minas Gerais. Entre elas, a mineração ocupa espaço importante na pauta de cargas do hub, ao lado de operações ligadas à indústria automotiva, às ciências da vida e à tecnologia.

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