No primeiro trimestre de 2026, a indústria mineral brasileira respondeu por US$ 9,29 bilhões do saldo da balança comercial do país, o equivalente a 66% do superávit brasileiro no período, de US$ 14,17 bilhões. No mesmo intervalo, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre igual período do ano anterior, arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos e taxas, com avanço de 5,5%, e alcançou 230.011 empregos diretos em fevereiro, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Os dados ajudam a dimensionar o peso da atividade mineral em Minas Gerais, estado que liderou o faturamento do setor no trimestre, com R$ 29,9 bilhões e participação de 38% no total nacional. É nesse ambiente que a mineração figura entre as operações relevantes do Hub Logístico Multimodal do BH Airport, estrutura instalada em Confins e organizada para cargas com exigências distintas de prazo, armazenagem, controle e distribuição.
No recorte anual da operação do terminal, o hub movimentou
13,1 mil toneladas de carga, com 37,7 mil processos e CIF de R$ 18,8 bilhões. A
movimentação se distribui entre 3,4 mil toneladas no modal aéreo, 6,4 mil no
marítimo e 3,2 mil em DTA, com alta de 2,5% na comparação anual entre 2025 e
24. Entre as cargas atendidas, a cadeia mineral responde por cerca de 41% da
movimentação do modal marítimo do hub.
Setor mineral amplia faturamento, exportações e
investimentos - O levantamento do IBRAM mostra que as exportações
minerais brasileiras somaram US$ 11,4 bilhões no primeiro trimestre, com
crescimento de 21,5% em valor e de 0,9% em volume, para 87,9 milhões de
toneladas. As importações minerais alcançaram US$ 2,1 bilhões, avanço de 29%, e
10 milhões de toneladas, alta de 15,1%.
O estudo informa ainda que o setor projeta US$ 76,9 bilhões
em investimentos entre 2026 e 2030, o maior valor da série histórica iniciada
no ciclo 2014-2018. Desse total, US$ 21,3 bilhões estão previstos para minerais
críticos até 2030. Minas Gerais concentra a maior previsão de investimentos do
país no período, com US$ 19,675 bilhões, o equivalente a 25,6% do total
estimado. No trimestre, o estado também liderou a arrecadação de CFEM, com R$
876 milhões.
Hub reúne modais e concentra etapas da operação
- No BH Airport, a operação logística é estruturada em torno da integração
entre modais e da concentração de etapas em um mesmo ambiente. O hub atua com
recebimento, deslacre, armazenamento e nacionalização de cargas, além de operar
com soluções nos modais aéreo, rodoviário internacional e marítimo.
Essa configuração permite ao terminal atender embarques com
perfis distintos, incluindo componentes industriais, produtos sob controle
térmico, mercadorias perigosas e cargas com exigências específicas de
rastreabilidade e armazenagem. A estrutura é utilizada por setores como
mineração, ciências da vida, indústria e tecnologia.
No caso da mineração, a operação inclui desde itens de menor porte, como parafusos, pistões e hastes para perfuratriz de rocha, até equipamentos de grande porte empregados em atividades de mineração superficial e subterrânea. As cargas ligadas ao setor têm como principais origens Estados Unidos, Irlanda e Suécia e seguem, a partir de Minas Gerais, por diferentes modais para regiões com atividade mineral.
Infraestrutura alfandegada opera 24 horas em Minas - O Hub Logístico Multimodal do BH Airport é o único recinto alfandegado de Minas Gerais com fiscalização disponível 24 horas. A estrutura reúne 12 mil m² de área alfandegada, 300 m² de armazém para cargas perigosas, 3.131 m² de câmaras frias com setup personalizado entre -18°C e +22°C e qualificação térmica, além de 11 posições para estacionamento de aeronaves cargueiras.
Segundo o gestor Comercial do BH Airport, Geovane Medina, a
presença da cadeia mineral entre as operações do terminal está associada ao
perfil técnico desse tipo de carga e à necessidade de coordenação entre
diferentes etapas logísticas. “A mineração trabalha com embarques que podem
envolver peças de reposição, componentes críticos e equipamentos de maior
porte. O hub reúne estrutura alfandegada, conexão entre modais e atendimento
especializado para processar essas operações com os requisitos de armazenagem,
prazo e movimentação que cada carga exige”, afirma.
Medina sublinha que a composição da operação do terminal
acompanha a diversidade de cadeias produtivas instaladas em Minas Gerais. “O
que o hub oferece é uma estrutura preparada para diferentes perfis de carga. No
caso da mineração, isso inclui desde o recebimento e a nacionalização até a
armazenagem e a distribuição, dentro de um fluxo organizado conforme a
necessidade de cada operação”, afirma.
Mineração integra pauta de cargas diversificada
- Os dados setoriais e a movimentação do terminal aproximam duas escalas da
mesma cadeia. De um lado, a mineração respondeu por dois terços do superávit
comercial brasileiro no primeiro trimestre, ampliou exportações e manteve
crescimento de faturamento, arrecadação e emprego. De outro, no plano
logístico, a atividade está entre as operações atendidas pelo hub do BH
Airport, em uma estrutura que combina modais e serviços para cargas com
diferentes exigências técnicas.
Ao reunir desembaraço, armazenagem especializada e conexão
entre modais em um mesmo terminal, o BH Airport concentra etapas do fluxo de
importação e distribuição de insumos, peças e equipamentos usados por cadeias
produtivas com presença relevante em Minas Gerais. Entre elas, a mineração
ocupa espaço importante na pauta de cargas do hub, ao lado de operações ligadas
à indústria automotiva, às ciências da vida e à tecnologia.
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