terça-feira, 21 de abril de 2026

Projeto leva oficinas gratuitas de dança e residência artística a diferentes regiões de BH

 




Está em atividades até o dia 16 de junho, em Belo Horizonte  o projeto Que se Dance, iniciativa voltada à formação, experimentação e difusão da dança como linguagem artística e campo de conhecimento. Com atividades gratuitas realizadas em diferentes espaços culturais da cidade, a programação reúne oficinas de curta e longa duração, rodas de conversa, residência artística em videodança e exibição pública da obra produzida durante o processo, abordando temas ligados à diversidade da dança contemporânea e suas relações com questões sociais, pedagógicas e culturais. Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto busca ampliar o acesso ao aprendizado em dança e estimular o intercâmbio entre artistas, estudantes, educadores e interessados na área.


Concebido como uma plataforma de formação, acesso e fruição cultural, o projeto propõe ambientes acessíveis e acolhedores de aprendizado e experimentação artística. A programação reúne diferentes vertentes da dança e promove a circulação de saberes entre profissionais e público interessado, com temas que incluem diversidade de corpos, inclusão, infância, envelhecimento, dança e deficiência, além de práticas contemporâneas e tradições culturais. As oficinas têm inscrições gratuitas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do Que se Dance. As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia. O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição, que devem ser solicitados no momento da inscrição. A classificação indicativa varia conforme a atividade.

 

“Que se Dance nasce do desejo de ampliar a formação em dança e criar um ambiente de troca entre artistas, estudantes e pessoas interessadas nessa linguagem, em espaços gratuitos, acessíveis e abertos à diversidade de corpos e experiências”, afirma Ygor Gohan, um dos idealizadores do projeto. Para Samuel Carvalho, a iniciativa também contribui para ampliar o acesso às práticas artísticas na cidade. “A proposta é aproximar mais pessoas da dança e fortalecer a circulação de saberes e experiências em diferentes territórios da cidade”, destaca.

                              fotos:Vitória Lage


A abertura do projeto aconteceu no dia 27 de março, das 19h às 20h30, com a roda de conversa “Danças e Políticas Públicas”, realizada na Escola Livre de Artes – Arena da Cultura – NUFAC (Av. dos Andradas, 367, 3º andar – Centro). O encontro é aberto ao público e propõe refletir sobre o papel das políticas culturais no desenvolvimento da dança e na ampliação do acesso à formação artística.

O encerramento será no dia 16 de junho, das 19h às 20h30, no Teatro Marília (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), com apresentação dos resultados do projeto, roda de conversa sobre “Descentralização e Diversidade na Cultura de Belo Horizonte” e exibição da videodança produzida durante a residência artística.

Programação das atividadesVoltada ao público infantil e a educadores, a oficina de longa duração Danças para Infâncias, conduzida por Sara Brito, acontece no dia 25 de abril, na Funarte MG. A programação inclui atividades das 9h às 10h para crianças de 3 a 6 anos, das 10h30 às 12h para crianças de 7 a 12 anos e, das 13h às 17h, um encontro formativo voltado a educadores.

A oficina Danças Afro-brasileiras, com Rodrigo Antero, será realizada no dia 27 de abril, das 19h às 21h, também na Funarte MG, propondo experiências corporais que dialogam com matrizes culturais afro-brasileiras presentes na dança.

No dia 7 de maio, das 19h às 21h, Dorothé Depeauw conduz a oficina Body-Mind Centering, no Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/nº – Bairro Alípio de Melo), investigando práticas somáticas e processos de consciência corporal.

A oficina Dança e Afrodiáspora, ministrada por Flavi Lopes, acontece no dia 13 de maio, das 14h às 16h, no Centro Cultural São Bernardo (Rua Edna Quintel, 320 – São Bernardo), explorando relações entre dança contemporânea e referências culturais afro-diaspóricas.

Já a oficina de longa duração Danças e Corpos Maduros, conduzida por Joana Wanner, será realizada nos dias 14 e 15 de maio, das 9h30 às 12h30, no Centro Cultural Bairro das Indústrias (Rua dos Industriários, 289 – Barreiro). Voltada a pessoas a partir de 50 anos e estudantes de artes cênicas, a atividade valoriza a expressividade e as possibilidades criativas do corpo maduro.

A oficina Dança e Performance, ministrada por Guilherme Morais, acontece no dia 21 de maio, das 19h às 21h, na Funarte MG, propondo experimentações que investigam relações entre movimento e criação cênica.

No dia 28 de maio, das 19h às 21h, Tiphany Gomes conduz a oficina Danças Urbanas, no Centro de Referência das Juventudes (Rua Guaicurus, 50 – Centro), dedicada a participantes com experiência em dança interessados em explorar repertórios ligados às culturas urbanas.

A oficina Improvisação em Dança, com Marise Dinis, acontece no dia 4 de junho, das 14h às 16h, no Centro de Referência da Dança de BH (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), propondo práticas de criação espontânea e escuta corporal.

Um dos eixos centrais do projeto é a Residência Artística em Videodança, realizada de 8 a 12 de junho, das 9h às 12h, no Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184 – Jardim dos Comerciários). A atividade reúne participantes interessados em dança, audiovisual e artes cênicas em um processo intensivo de criação coletiva que envolve etapas de concepção, roteiro, gravação e edição. A residência contará com orientação de Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond, além de recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição. Os participantes selecionados receberão ajuda de custo de R$ 400.

Como contrapartida sociocultural, a videodança produzida durante a residência será exibida em duas escolas públicas de Belo Horizonte — a Escola Estadual Getúlio Vargas, na Regional Venda Nova, e a Escola Municipal Professor Mário Werneck, na Regional Oeste — com mediação da equipe artística e apresentação do processo criativo aos estudantes.

Entre as atividades formativas a oficina de longa duração “Poéticas do Corpo, Dança e Diferença”, ministrada por Anamaria Fernandes, que aconteceu nos dias 26 de março, na Escola de Belas Artes da UFMG – Espaço Vinho (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha). Destinada a pessoas com deficiência e estudantes de artes cênicas, a atividade investiga relações entre dança e diversidade corporal a partir de práticas artísticas e reflexões sobre processos inclusivos.

A oficina Dança Clássica, conduzida por Bárbara Maia, foi dia 31 de março,  também na Escola de Belas Artes da UFMG – Espaço Vinho, voltada a participantes com experiência em dança interessados em aprofundar fundamentos técnicos da linguagem clássica.

No dia 7 de abril, no mesmo espaço da UFMG, Paulo Baeta ministrou a oficina Dança Moderna, apresentando fundamentos da técnica Limón da dança moderna e explorando princípios como respiração, peso e dinâmica de movimento.

A oficina Funk, conduzida por Jhones, aconteceu no dia 11 de abril, na Funarte MG (Rua Januária, 68 – Centro). Aberta a participantes com ou sem experiência em dança, a atividade trabalhou musicalidade, ritmo e movimentos característicos dessa expressão cultural urbana.

Já a oficina Vogue, ministrada por Amerikana,  realizada no dia 17 de abril,  no Centro Cultural Usina de Cultura (Rua Dom Cabral, 765 – Ipiranga). A proposta apresenta elementos da cultura ballroom e investiga gestualidade, presença cênica e expressividade corporal.


Projeto Que se Dance -
Período: já em atividade até 16 de junho
Local: equipamentos culturais públicos distribuídos por diferentes regionais de Belo Horizonte
Gratuito

- As inscrições para as oficinas devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do projeto.

- As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia.

- O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição. Para garantir o atendimento, o participante deve solicitar o recurso no momento da inscrição.

- A classificação indicativa das oficinas varia de acordo com a atividade proposta.

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