quarta-feira, 1 de abril de 2026

Espetáculo “Afrobrasilidades”, da Escola de Música do CEFART retorna ao teatro do Palácio das Artes

 


Depois do sucesso do concerto em novembro do ano passado, volta ao maior palco do Palácio das Artes o espetáculo que celebra as   afrobrasilidades em um mergulho nas raízes que formam a identidade musical nacional. No dia 8 de abril, às 20h, todos os coletivos da Escola de Música do CEFART (Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado) – Orquestra de Cordas, Banda Sinfônica, Big Band, Coral Infantojuvenil do Palácio das Artes, Coro Sinfônico, Camerata de Violões e Grupo de Percussão – sobem ao palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes com o concerto “Afrobrasilidades”.


Com direção-geral de Camilo Christófaro, que também assina a direção musical ao lado de Bruno Thadeu, Diego D'Almeida, Liz Xavier e Gilson Silva, o espetáculo ilustra a riqueza da música brasileira, evidenciando sua conexão direta com o continente africano. O repertório inclui obras de Chico César, Milton Nascimento e Jorge Ben Jor. Com arranjos de Gilson Silva e Cláudio Lage, o concerto conta com mais de 200 alunos de canto e instrumentos.

Do erudito ao popular, a apresentação explora a diversidade de um repertório que representa as misturas culturais que definem a identidade brasileira, e reforça a importância da ancestralidade. A entrada é gratuita, com 70% dos ingressos retirados na plataforma do Sympla e o restante na bilheteria do Palácio das Artes, a partir de 6 de abril, às 16h.

                       fotos:Paulo Lacerda


 O concerto “Afrobrasilidades” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto Anglogold, Patrocínio Plus da Vivo, Patrocínio da ArcelorMittal e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

 

Retorno ao palco — O programa reúne uma variedade de produções compostas ou performadas por artistas negros. A proposta percorre diversos gêneros, desde o samba de Cartola e Clara Nunes e a Música Popular Brasileira de Milton Nascimento e Jorge Ben Jor até a música clássica de Carlos Alberto Pinto Fonseca. Outro destaque é o popular e contagiante “Mama África”, de Chico César, lançado em 1995. Para o Coordenador da Escola de Música do CEFART e diretor musical do concerto, Camilo Christófaro, retornar com o espetáculo ao Grande Teatro é motivo de grande felicidade. “A sensação de retornar é de alegria, depois do lindo concerto do ano passado, um processo criativo envolvendo toda a escola. Portanto, o sentimento é de um trabalho que foi bem feito e bem recebido, com uma entrega muito grande dos alunos. Além disso, é muito importante para a escola poder iniciar o ano com um grande espetáculo, tanto para os alunos, quanto para o corpo docente. Nós fizemos um belo espetáculo no Grande Teatro, que é a maior sala de aula que a gente tem da Escola de Música do CEFART. E temos, agora, uma expectativa tão grande quanto no dia da estreia”, afirma Camilo.

 

Para o cantor e aluno da escola, Daniel Martins da Silva, o repertório foi uma oportunidade de conhecer obras até então desconhecidas e de extrema relevância para que discussões raciais fossem reverberadas em nossa sociedade. “Tem sido interessante, porque a maior parte das músicas eu não conhecia, e foi muito bom tomar conhecimento dessas belíssimas obras. Penso que, em uma época em que muitas pessoas não tinham voz, esses compositores utilizaram o canto como um megafone para impedir a indiferença de quem precisava ouvir”, sustenta Daniel.

REPERTÓRIO : Mama África (Chico Cézar),Jubiabá (Carlos Alberto Pinto Fonseca) ,

 Estrela é Lua Nova Nova (Heitor Villa Lobos),Raça (Milton Nascimento/Fernando Brant),Casa Aberta (Flávio Henrique/Chico Amaral),Mas, que nada (Jorge Ben Jor),

As Rosas não Falam (Cartola) ,Estrela (Vander Lee),Zumbi (Jorge Ben Jor),Olhos Coloridos (Macau),Não Deixe o Samba Morrer (Edson Conceição/Aloísio Silva), O Canto das Três Raças (Paulo César Pinheiro/Mauro Duarte) Datas: 8 de abril (quarta-feira)   Horário: 20h

 Grande Teatro Cemig Palácio das Artes - (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)  Classificação indicativa: Livre - Entrada gratuita, com 70% dos ingressos retirados na plataforma Sympla e o restante na bilheteria do Palácio das Artes, a partir de 6 de abril, às 16h  -Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br


O Centro de Formação Artística e Tecnológica (CEFART), da Fundação Clóvis Salgado, é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo das artes e em tecnologias do espetáculo. Referência em formação artística, o CEFART possui amplo e inovador Programa Pedagógico para profissionalizar e inserir jovens talentos no mercado de trabalho da cultura e das artes. Diversas gerações de artistas e técnicos foram formadas ao longo dos quase 40 anos de atividades, com forte impacto no fazer artístico de Minas Gerais. São oferecidas, gratuitamente, oportunidades democráticas de acesso à formação cultural diversa, por meio de Cursos Técnicos, Básicos, de Extensão e Complementares, com grande repercussão social.

Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.

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