Programação comemorativa inclui a abertura
da mostra “A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”, de
Augustto Ribeiro, e a exposição “Memórias de pedra e cal”, com curadoria de Bia
Pimentel (Foto: Israel Crispim)
O Centro de Arte Popular (CAP) celebra seus 14 anos de
atuação com uma programação especial que reafirma a missão do museu de
valorizar e difundir as expressões da cultura popular mineira. As comemorações
começam na quarta-feira, 18 de março, às 19h, com a abertura da exposição “A
imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”, do artista e
pesquisador Augustto Ribeiro, que apresenta ao público um panorama da tradição
ceramista do Vale do Jequitinhonha, uma das mais emblemáticas manifestações da
arte popular brasileira.
A mostra evidencia o percurso histórico e simbólico da
cerâmica produzida na região, revelando como o fazer utilitário do
cotidiano se transformou, ao longo do tempo, em uma linguagem artística
de forte identidade cultural e reconhecimento nacional e internacional.
Diretamente ligada à relação dos artesãos com a terra e
com a vida cotidiana, essa tradição ceramista ampliou suas possibilidades
expressivas e deu origem a peças que hoje se tornaram referências da arte
popular brasileira, como as famosas bonecas de barro do Vale do Jequitinhonha.
Ao reunir diferentes dimensões desse processo criativo, a exposição propõe uma
celebração da continuidade e da vitalidade dessa produção artística.
“A imaginação que nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha”
poderá ser visitada de 19 de março a 21 de junho de 2026, na Sala de Exposições
Temporárias do museu.
História e memória do Centro de Arte Popular
Como parte da programação de aniversário, o público
também poderá conhecer a exposição “Memórias de pedra e cal: ecos da história
do Centro de Arte Popular”, com curadoria de Bia Pimentel. A abertura acontece
no dia 21 de março, sábado, às 14h30, no Espaço de Convivência do museu.
A mostra apresenta um breve recorte da história do
edifício que abriga o CAP, reunindo plantas da fachada e objetos que ajudam a
reconstruir momentos marcantes da trajetória do prédio. A proposta é lançar um
olhar sobre as diferentes camadas de memória que compõem o espaço e refletir
sobre as relações entre passado e presente na construção da identidade do
museu.
A exposição ficará em cartaz até 10 de maio de 2026.
Inaugurado em 2012, o Centro de Arte Popular se consolidou como um importante espaço dedicado à valorização das manifestações culturais populares de Minas Gerais. Instalado em um edifício construído na década de 1920 para uso residencial, que posteriormente abrigou o antigo Hospital São Tarcísio , o museu reúne obras que traduzem, em materiais como barro, madeira e outros suportes, os universos simbólicos e cotidianos de diferentes comunidades do estado.
Seu acervo apresenta trabalhos de artistas de diversas
regiões mineiras, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado,
Divinópolis, Prados, Ouro Preto e Sabará, revelando a pluralidade estética e
cultural da produção popular.
O espaço conta com quatro salas de exposição permanente,
uma sala destinada a exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e
um pátio interno, compondo um ambiente dedicado ao encontro entre tradição,
memória e criação artística.
Exposição | A imaginação que
nasce da Terra – Vale do Jequitinhonha
Artista: Augustto Ribeiro
Abertura: 18 de março de 2026, às 19h
Visitação: até 21 de junho de 2026
Local: Sala de Exposições Temporárias – Centro de Arte Popular
Exposição | Memórias de pedra
e cal: ecos da história do Centro de Arte Popular
Curadoria: Bia Pimentel
Abertura: 21 de março de 2026, às 14h30
Visitação: até 10 de maio de 2026
Local: Espaço de Convivência – Centro de Arte Popular
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