quarta-feira, 24 de junho de 2026

Caretagem de Paracatu manifestação bicentenária será registrada pelo Governo de Minas para proteção como patrimônio cultural imaterial

 


 

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo  (Secult-MG), iniciou o processo de documentação da Caretagem de Paracatu com vistas à sua proteção como patrimônio cultural imaterial do Estado.No dia 23 de junho, a equipe da Secult-MG acompanhou a manifestação no município para realizar registros técnicos, audiovisuais e institucionais que serão organizados e encaminhados ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), subsidiando a construção de um dossiê para reconhecimento da manifestação.

 

Presente há mais de dois séculos na região, a Caretagem é uma das mais expressivas manifestações da cultura popular mineira. Vinculada às comunidades quilombolas e à devoção a São João, reúne dança, música, máscaras, indumentárias coloridas, guizos, rituais e saberes transmitidos entre gerações. Os caretas percorrem ruas, casas e espaços comunitários, transformando a celebração em um território de pertencimento, memória e identidade coletiva.

 

 

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a singularidade da manifestação justifica seu reconhecimento e proteção. “A Festa de São João de Paracatu é única no mundo. Não existe outra celebração que reúna, da mesma forma, ancestralidade quilombola, cultura afro-mineira, devoção popular, máscaras, música, dança e memória comunitária. A Caretagem é uma expressão extraordinária da civilização mineira e um patrimônio vivo construído pela fé, pela resistência e pela criatividade de seu povo”, afirma.

 


A manifestação dialoga simbolicamente com tradições de mascarados presentes em diferentes partes do mundo, como os Caretos de Podence, em Portugal. Entretanto, em Minas Gerais, essa linguagem foi recriada a partir da experiência afro-brasileira, quilombola e da religiosidade popular, dando origem a uma celebração com características próprias e identidade singular.

 

Segundo Leônidas Oliveira, a permanência da Caretagem ao longo de mais de 200 anos demonstra a força da diversidade cultural mineira. “A Caretagem permaneceu viva porque foi incorporada à alma da comunidade. É uma manifestação que atravessa gerações e segue preservada pela força do afeto, da fé e da tradição”, destaca.

 

O prefeito de Paracatu, Pedro Aguiar Adjuto, ressaltou a importância da iniciativa para a valorização da cultura local. “A Caretagem é parte da identidade de Paracatu e das comunidades que a mantêm viva há séculos. O acompanhamento do Governo de Minas representa reconhecimento, respeito e compromisso com a preservação dessa herança para as futuras gerações”, afirma.

 


A atuação da Secult-MG envolve o acompanhamento da manifestação, a produção de registros e a articulação institucional necessária para subsidiar os procedimentos de proteção junto ao Iepha-MG. O objetivo é fortalecer a salvaguarda da tradição, valorizar seus mestres, brincantes e comunidades guardiãs, além de ampliar sua visibilidade no âmbito das políticas públicas de cultura, patrimônio e turismo.

 

Com os registros realizados durante as festividades de São João, o Governo de Minas busca consolidar um conjunto de informações históricas, simbólicas, territoriais e comunitárias que demonstrem a relevância da Caretagem para a memória e a identidade cultural mineira. Mais do que preservar uma celebração, o processo reconhece uma tradição que fortalece laços comunitários, transmite valores e reafirma a potência da cultura popular como patrimônio vivo de Minas Gerais.

Fecitur-MG promove nove regiões turísticas na Expo Turismo Goiás e fortalece presença no mercado nacional

 


Nos dias 17 e 18 de junho, a diversidade dos destinos turísticos mineiros ganhou destaque na Expo Turismo Goiás, um dos mais importantes eventos do setor turístico do Centro-Oeste brasileiro. Representando Minas Gerais, Teresa Lemos (presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais - Fecitur-MG), participou da feira no estande da KS Turis, reunindo nove Instâncias de Governança Regionais (IGRs) do estado.



O espaço apresentou ao público formado por agentes de viagens, operadores de turismo e investidores, os atrativos das IGRs Da Cachaça, Sertão Gerais, Caminho Novo, Nascente do Rio Doce, Serra do Brigadeiro, Serra Geral do Norte de Minas, Velho Chico, Rota do Muriqui e Rota do Triângulo, evidenciando a riqueza cultural, histórica, gastronômica e natural de Minas Gerais, além do Catálogo da Ruralidade Viva da Emater-MG e Guia Cumbucca de Marcelo Wanderley. 


Segundo Teresa Lemos, a participação na feira reforça a importância da promoção integrada dos destinos mineiros. “Participar da Expo Turismo Goiás foi uma oportunidade estratégica para apresentar a diversidade e o potencial turístico de Minas Gerais a um público altamente qualificado. Quando as regiões se unem em uma mesma ação de promoção, ampliamos nossa visibilidade, fortalecemos a comercialização dos destinos e criamos novas oportunidades de negócios para todo o estado”, destacou.



Também prestigiaram o estande durante o evento Marco Túlio Chaves Moreira (presidente da IGR Sertão Gerais), Izalto Neto (presidente da IGR Velho Chico), Ana Carla Moura (coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do MTur), Fernando Carlos Pereira (presidente do Fórum Regional de Turismo Negócios e Tradições e do Fórum Estadual de Turismo de Goiás) e Luciano Guimaraes (gerente de Estruturação de Destinos e Produtos Turísticos da Goiás Turismo), fortalecendo a presença institucional das regiões e contribuindo para a divulgação dos atrativos locais.

Ainda de acordo com Teresa Lemos, a participação conjunta demonstra a maturidade do turismo regional em Minas Gerais e o compromisso das entidades com o fortalecimento dos territórios. “A presença das nove IGRs em um único espaço mostra a força da governança regional e do trabalho colaborativo que vem sendo construído em Minas Gerais. Acreditamos que o turismo se fortalece quando os destinos atuam de forma integrada, compartilhando experiências e promovendo suas potencialidades de maneira conjunta. A Expo Turismo Goiás foi uma excelente oportunidade para aproximar nossos destinos do mercado e ampliar sua competitividade", afirmou.

A ação reforçou o compromisso das entidades mineiras com a promoção e valorização dos destinos turísticos do estado, ampliando a visibilidade das regiões representadas, fortalecendo sua presença no mercado nacional e estimulando conexões estratégicas capazes de gerar novas oportunidades de negócios, investimentos e desenvolvimento econômico.


As nove IGRs expositoras também apresentaram resultados e iniciativas desenvolvidos por meio do Convênio de Saída nº 11.954/2025, celebrado entre a Fecitur-MG e a Codemge, com interveniência da Secult-MG, demonstrando os avanços obtidos no fortalecimento da governança turística e na promoção integrada dos destinos mineiros.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Faop devolve imagens sacras restauradas e retorna obra atribuída a Aleijadinho à comunidade de São Bartolomeu

 




A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) realizou, dia 23 de junho, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo, a entrega de 11 imagens sacras restauradas pertencentes à Igreja de São Bartolomeu, um dos templos religiosos mais antigos de Minas Gerais.




Entre as obras está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, do século XVIII, atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.


 


A devolução do conjunto representa mais uma etapa do processo de preservação do patrimônio cultural da localidade, cuja igreja passa por obras de restauração desde 2024. As peças retornarão aos retábulos históricos do templo, considerados alguns dos exemplares mais antigos da talha do Estilo Nacional em Minas Gerais.

 

Além da imagem atribuída a Aleijadinho, serão entregues as esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, um Crucificado e um Divino Espírito Santo, todas datadas do século XVIII. A imagem de Nossa Senhora das Candeias já foi devolvida à Arquidiocese, enquanto outra representação de Nossa Senhora do Rosário segue em processo de restauração.


Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a entrega das imagens representa a devolução de parte da memória e da identidade cultural da comunidade. “Quando restauramos uma obra sacra, preservamos muito mais do que um bem artístico.


Preservamos histórias, afetos, tradições e manifestações de fé que atravessam gerações. A devolução desse conjunto, especialmente da imagem atribuída a Aleijadinho, reafirma o compromisso do Governo de Minas com a proteção do patrimônio cultural e com a valorização das comunidades que mantêm viva essa herança”, destaca.


O presidente da Faop, Rodrigo Câmara, sublinha que a entrega reafirma o papel da instituição como referência nacional na conservação de bens culturais. “Além de restaurar obras de arte, estamos contribuindo para a preservação da memória, da identidade e da fé de uma comunidade.


Cada peça devolvida representa o compromisso da Faop com a proteção do patrimônio cultural mineiro e com a transmissão desse legado às futuras gerações”.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Faop, Valéria Tomé França, o conjunto reúne obras de grande relevância artística, histórica e religiosa. “São imagens que testemunham a formação das primeiras comunidades mineiras e preservam importantes referências da devoção popular. Entre elas, destaca-se a Nossa Senhora do Carmo atribuída a Aleijadinho, considerada por especialistas uma obra de sua fase inicial”, afirma.

 

Valéria ressalta ainda que algumas das esculturas possuem relevância documental singular. As imagens de Nossa Senhora do Rosário, do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora das Candeias aparecem registradas em documentos históricos e foram citadas na obra Santuário Mariano, do frei Agostinho de Santa Maria, importante compilação sobre devoções marianas no mundo português.

Exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado” no Palácio das Artes


              Sarah  Kubitschek


O Servas inaugura, no dia 26 de junho, sexta-feira, às 18h30, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado”. A mostra integra o programa comemorativo dos 75 anos da instituição, idealizado e presidido por Christiana Renault, presidente do Servas.

A exposição dá continuidade ao programa lançado no dia 15 de junho, no Palácio da Liberdade, com o livro homônimo. Se o livro organiza a dimensão histórica e editorial da iniciativa, a exposição transforma essa memória em experiência audiovisual, documental e imersiva, aproximando o público da trajetória do Servas e das 20 mulheres que estiveram à frente da instituição.


Na abertura da exposição, também será lançado o catálogo referencial do programa e será assinada a portaria conjunta entre o Arquivo Público Mineiro, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e o Servas para criação do Programa Permanente de Salvaguarda da Memória do Servas. A iniciativa institui uma política continuada de proteção, organização, preservação e acesso ao acervo histórico, documental e simbólico da instituição.


Logo após a abertura da exposição, será realizado o concerto comemorativo dos 75 anos do Servas, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e participação especial de Marcus Viana. A apresentação integra a dimensão artística das comemorações e reforça a relação entre memória, cultura, cuidado e celebração pública.


Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até o dia 26 de julho. Concebida em linguagem audiovisual contemporânea, reúne vídeos históricos, painéis digitais, projeções documentais, fotografias ampliadas, depoimentos institucionais e linhas do tempo visuais, compondo uma experiência imersiva que traduz a história do Servas em narrativa acessível à sociedade.


O catálogo referencial constitui uma publicação própria dentro do programa, distinta do livro e da exposição. Enquanto o livro sistematiza a pesquisa histórica sobre a trajetória do Servas, e a exposição traduz essa memória em experiência audiovisual e expográfica, o catálogo registra, organiza e referencia conteúdos, documentos e elementos conceituais vinculados à mostra e à memória institucional.

A curadoria da exposição é de Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e a expografia é da Greco Design.


Para a presidente do Servas, Christiana Renault, a exposição amplia o alcance público do trabalho de preservação da memória institucional iniciado com o livro.

                                        Foto:Matheus Guerra

 

“A exposição permite que a memória do Servas seja vivida como experiência. Ela aproxima o público das mulheres que construíram essa trajetória e mostra como o cuidado se tornou, ao longo de 75 anos, uma força institucional em Minas Gerais.”

“Livro, exposição, catálogo, medalha, concerto e salvaguarda fazem parte de um mesmo gesto: reconhecer o que foi construído, proteger essa memória e compartilhá-la com a sociedade. Celebrar os 75 anos do Servas é também cuidar do futuro da instituição.” — Christiana Renault

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destaca que a iniciativa valoriza uma dimensão essencial da história social mineira.


“Ao celebrar os 75 anos do Servas, Minas Gerais reconhece uma trajetória construída por mulheres  que transformaram o cuidado em presença pública e compromisso institucional. Preservar essa memória é também valorizar aquilo que o Estado tem de mais humano: a capacidade de amparar, incluir e construir redes de solidariedade.” — Mateus Simões

O curador da exposição, Leônidas Oliveira, destaca que a assinatura da portaria conjunta amplia o alcance institucional das comemorações.


“As celebrações são importantes porque reconhecem uma trajetória, mas a criação de uma política permanente de salvaguarda garante que essa memória não volte ao vazio. Ao proteger documentos, registros e narrativas, especialmente a história dessas mulheres, o Servas transforma comemoração em permanência e memória em patrimônio público.” — Leônidas Oliveira

A coordenadora do projeto, Danusa Carvalho, da Casulo Cidadania, destaca o caráter público da iniciativa.


“Mais do que apresentar uma trajetória, a exposição constrói uma leitura pública sobre o cuidado em Minas Gerais. É um trabalho que parte da memória para organizar sentido, reconhecendo o papel das mulheres e transformando essa história em experiência acessível e compartilhada com a sociedade.”

A mostra reconhece o protagonismo das presidentes que conduziram o Servas e contribuíram para consolidar práticas de solidariedade, assistência, mobilização social e atenção à população mineira. São elas: Sarah Gomes de Lemos Kubitschek (em memória), Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado (em memória), Francisca Tamm Bias Fortes (em memória), Berenice Catão de Magalhães Pinto (em memória), Coracy Uchoa Pinheiro (em memória), Marina de Freitas Pacheco (em memória), Minervina Sanches de Mendonça (em memória), Cybele Pinto Coelho (em memória), Latife Haddad Pereira dos Santos (em memória), Risoleta Guimarães Tolentino Neves (em memória), Édila Aida de Andrade Couto (em memória), Maria Lucia Mendonça Cardoso, Maria Coeli Memória Porto, Heloísa Maria Penido de Azeredo, Andrea Neves da Cunha, Célia Pinto Coelho, Carolina de Oliveira Pimentel, Aléxia Rodrigues de Paiva Brant, Elizabeth Jucá e Mello Jacometti e Christiana Noronha Renault de Almeida.


Exposição “20 Mulheres de História: A Travessia do Cuidado”

Data de abertura: 26 de junho

Horário: 18h30

Aberta ao público até 26 de julho

Local: Foyer do Palácio das Artes — Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte

Ficha técnica da exposição

Concepção e presidência do programa comemorativo dos 75 anos do Servas: Christiana Renault

Curadoria da exposição: Leônidas Oliveira

Coordenação geral: Danusa Carvalho — Casulo Cidadania

Direção de arte, diagramação e expografia: Greco Design

Produção: Luiza Jucá — Casulo Cidadania

Coordenação de conteúdo: Lilian Lobato

Pesquisa: Ana Amélia Arantes, Iana Coimbra e Luiza Jucá

Texto do livro e narração do documentário: Iana Coimbra

Revisão: Caroline Poletto Morais

Documentário: Mariana Borges — MB Produções Audiovisuais

Direção de fotografia: Carolina Silva

Finalização: Limonada Audiovisual

Trilha sonora: Tattá Spalla

Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro 

Acessibilidade: Acessibiliza Comunicação 

Gestão: Janaína Silva e Luciene Faria


Concerto comemorativo dos 75 anos do Servas

Data: 26 de junho, após a abertura da exposição

Com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e participação especial de Marcus Viana

O projeto é viabilizado com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realizado pela Casulo Cidadania, em parceria com o Servas, Palácio das Artes, Palácio da Liberdade e Circuito Liberdade.


Festival de Choro & Samba – Edição encerra programação com Velha Guarda do Clube do Choro de BH, Marina Gomes e encontro entre mestres e aprendizes

 


 

O Festival de Choro & Samba – 7ª Edição realiza sua programação de encerramento no próximo dia 28 de junho de 2026 (domingo), das 11h às 18h, no Mercado de Origem Santa Tereza, em Belo Horizonte. Com entrada gratuita, o evento reúne artistas que representam diferentes gerações e trajetórias da música mineira em uma celebração dedicada ao choro e ao samba — dois dos mais importantes patrimônios culturais brasileiros.

Abrindo a programação, das 11h às 13h30, sobe ao palco a Velha Guarda do Clube do Choro de Belo Horizonte. Referência na preservação e difusão do gênero na capital mineira, o grupo reúne músicos que ajudam a manter viva a tradição do choro por meio de repertórios que atravessam diferentes épocas e dialogam com novas gerações de ouvintes. Na sequência, das 14h às 15h45, o samba ganha protagonismo com Marina Gomes e Banda. Com presença marcante na cena musical mineira, a cantora apresenta um repertório que percorre clássicos e interpretações que dialogam com diferentes vertentes do gênero, reforçando a potência e a contemporaneidade do samba produzido em Minas Gerais. Encerrando o festival, das 16h às 18h, acontece o espetáculo Choro e Samba com o Grupo Mestres e Aprendizes da Escola Livre de Choro do Clube do Choro de Belo Horizonte. A apresentação reúne professores e estudantes em uma experiência que traduz um dos pilares do projeto: o encontro entre gerações e a transmissão de conhecimentos musicais como forma de preservação cultural.


Reconhecido em 2024 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o choro ocupa lugar central na proposta do festival ao lado do samba, fortalecendo vínculos entre memória, formação de público e valorização da música brasileira. Chegando à sua sétima edição, o Festival de Choro & Samba consolida uma trajetória iniciada em 2011, tornando-se uma importante plataforma de circulação artística e difusão cultural. Ao longo dos anos, o projeto tem contribuído para ampliar o acesso gratuito à produção musical de qualidade e fortalecer a cena cultural mineira.

Para a coordenadora geral do projeto, Cristina Sabino, o encerramento da edição sintetiza o propósito do festival. “Encerrar mais uma edição reunindo artistas que representam tradição, formação e renovação é reafirmar o compromisso do festival com a valorização da música brasileira. O choro e o samba seguem vivos justamente porque continuam encontrando novos públicos e criando conexões entre gerações”, destaca.

Todas as atividades contam com intérprete de Libras, espaços reservados para pessoas com deficiência e estrutura adequada para garantir conforto, inclusão e participação de todos os públicos.

A 7ª edição do Festival de Choro & Samba é realizada pela Idear Produção Cultural e Artística, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal, contando com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte.

 

PROGRAMAÇÃO – 28 de junho de 2026 (domingo)

11h às 13h30 – Choro – Velha Guarda do Clube do Choro de Belo Horizonte


14h às 15h45 – Samba – Marina Gomes e Banda

16h às 18h – Choro e Samba com o Grupo Mestres e Aprendizes da Escola Livre de Choro do Clube do Choro de Belo Horizonte

 

Festival de Choro & Samba – 7ª Edição

Data: 28 de junho de 2026 (domingo)

Horário: das 11h às 18h

Local: Mercado de Origem Santa Tereza – Belo Horizonte/MG

Entrada gratuita

Sidney Grandi lança Atemporal, álbum que atravessa diferentes experiências humanas

 




O cantor e compositor mineiro Sidney Grandi lança Atemporal, seu sexto álbum de estúdio. Com dez canções autorais, o trabalho reúne reflexões sobre o cotidiano, memórias, inquietações sociais, afetos e experiências acumuladas ao longo de uma vida de 77 anos. O lançamento será celebrado com um show no dia 25 de junho, quinta-feira, às 19h30, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. Os ingressos a R$2,00 podem ser adquiridos neste link: https://www.eventim.com.br/artist/sidney-grandi/


O título do álbum sintetiza a proposta do trabalho. As composições partem de situações comuns e sentimentos universais que atravessam gerações, independentemente das transformações tecnológicas e das mudanças de comportamento. Em vez de se prender a uma época específica, Atemporal observa aspectos permanentes da experiência humana: o amor, a dúvida, a saudade, a indignação, a esperança e a necessidade de seguir em movimento.

             CRÉDITO SÉRGIO MENDONÇA ÁLVARES



Em seu sexto disco da carreira, Sidney Grandi reafirma uma produção autoral guiada pela observação da vida cotidiana e pelas experiências acumuladas ao longo do tempo. "Posso dizer que as músicas do novo álbum são baseadas em cenas do cotidiano que, à revelia de todo o modernismo e tecnologia, continuam a ocorrer na vida das pessoas desde sempre", afirma Sidney Grandi. "Ao mesmo tempo em que reverencio o passado, fico indignado com as maldades do mundo, ainda me permito aconselhar, fantasiar e me encantar com a beleza da mulher. Acredito que ser criativo na maturidade é uma forma de ter uma cabeça atempora",acrescenta.


Musicalmente, Atemporal dialoga com o samba e a bossa nova, gêneros que marcaram a formação artística do compositor e permanecem como referências centrais de sua trajetória. As canções foram gravadas com músicos que acompanham Sidney há mais de quinze anos, em uma parceria construída ao longo de sucessivos projetos e apresentações.


A Gravação e lançamento do álbum "Atemporal" de Sidney Grandi e banda, foram viabilizados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Termo de Execução Cultural No 111162/2024, Edital nº 03/2024, apoio da Sirius Cultura, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, e realização por meio do Ministério da Cultura e o Governo Federal.


Retratos do cotidiano

Cada faixa apresenta um tema próprio, formando um mosaico de observações sobre a vida contemporânea.


A abertura acontece com "Mistérios", canção que se aproxima do universo simbólico e espiritual ao imaginar um encontro com Iemanjá. A música explora o desejo humano de ultrapassar as fronteiras entre o mundo concreto e o imaginário.


Em "Conselho", Sidney observa os jogos de sedução e a forma como o encanto feminino influencia as relações afetivas. A mulher também ocupa o centro de "Inspiração", faixa que a apresenta como principal fonte criativa para o compositor.


"Acordes Banais" presta homenagem aos grandes músicos brasileiros que contribuíram para a construção da identidade musical do país. É uma reverência aos artistas que deixaram um legado permanente para as novas gerações.


Já "Caminhada" aborda um sentimento comum a todos: a dificuldade de encontrar as palavras certas diante dos desafios enfrentados por alguém próximo. A composição trata dos limites do aconselhamento e da escuta.


Em "Saudades de Mim", o tema é a insegurança provocada pela ausência. A narrativa acompanha um homem que precisa lidar com a distância da companheira durante uma viagem ao interior, revelando vulnerabilidades e dúvidas.


A dimensão social do álbum aparece de forma mais evidente em "Reflexão", que lança um olhar crítico sobre a indiferença diante das populações mais pobres e questiona a capacidade da sociedade de enxergar desigualdades históricas.


"Palavras" surge como uma defesa da educação e do papel da língua portuguesa na formação dos indivíduos. A canção destaca a linguagem como instrumento de desenvolvimento e cidadania.


Em "Avalanche", o compositor trata da distância entre intenção e prática, refletindo sobre a dificuldade de transformar ideias em ações concretas.


Encerrando o álbum, "Reação" aborda o envelhecimento sob uma perspectiva ativa. A música rejeita a acomodação e reafirma a importância de permanecer em movimento, independentemente da idade. "O jogo só acaba quando termina", resume a mensagem da composição.


Trajetória - Sidney Grandi iniciou sua carreira musical aos 60 anos, construindo uma trajetória marcada pela produção autoral e pela valorização da música brasileira. Antes de Atemporal, lançou os álbuns Sidney Grandi (2006), Roda de Samba (2007), Meu Ideal (2014), Meu Interior (2018) e Viver de Arte (2022).


Mais do que um novo registro fonográfico, Atemporal representa a continuidade de uma carreira construída fora dos padrões convencionais do mercado musical. O álbum surge como resultado de décadas de observação, convivência e escuta, reunidas em canções que transitam entre o íntimo e o coletivo, entre a memória e o presente.


Ficha técnica

Sidney Grandi – Idealização, criação e voz principal

Samy Erick – Arranjos, direção musical, violão e guitarra

Sanchez Almeida (Chacal) – Baixo e backing vocal

Serginho Silva – Percussão

Sergio Danilo – Flauta

Samuel Ekel – Teclados

Stéfanni Lanza – Voz principal e backing vocal

Andrea Amendoeira – Voz principal

Luadson Constâncio – Teclado

Daniel Guedes – Percussão

Bia Penido – Voz

Fabrício Galvani / Estúdio Galvani – Captação, mixagem e masterização

Simone Senra – Produção executiva

Gabriel Barreto – Assistente de produção

Alan Alves – Design gráfico

Sérgio Mendonça Álvares – Fotografias

Esdras Cardoso Moreira – Filmagem

Jonnathan Galvão – Intérprete de Libras

Fabrício Galvani – Técnico de som

Marcu Túlio Dayrell Pires – Técnico de luz

Denis Martins – Roadie




Lançamento do álbum Atemporal – Sidney Grandi e Banda

Data: 25 de junho de 2026, quinta-feira

Horário: 19h30

Local: Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara

Endereço: Avenida Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte 

Abertura dos portões: 30 minutos antes do evento

Classificação: Livre

Ingressos: R$2,00

Férias sem filas: como a tecnologia está transformando a experiência de lazer nos parques aquáticos

 



A digitalização vem transformando diferentes aspectos da rotina das pessoas, da forma como trabalham e fazem compras até a maneira como viajam e aproveitam momentos de lazer. No turismo e no entretenimento, a tecnologia tem sido cada vez mais utilizada para tornar experiências mais práticas, reduzindo burocracias e permitindo que o visitante aproveite melhor o seu tempo.


A tendência acompanha um movimento de digitalização da experiência de lazer, que utiliza recursos tecnológicos para simplificar processos, personalizar jornadas e aumentar a conveniência dos consumidores. Compra antecipada de ingressos, reservas online, pagamentos digitais e acessos automatizados já fazem parte da realidade de hotéis, atrações turísticas e parques em todo o mundo.


No Thermas da Mata Parque e Hotel, complexo de lazer e hospedagem localizado em Cotia, a apenas 30 minutos da capital paulista, a tecnologia vem sendo incorporada justamente com o objetivo de oferecer mais conforto para as famílias e reduzir o tempo gasto em filas e procedimentos operacionais.

Mais tempo para aproveitar, menos tempo em filas

Entre as facilidades disponíveis está a compra antecipada de armários, permitindo que os visitantes cheguem ao parque com essa etapa já resolvida. Outra novidade é o cadastro prévio da placa do veículo, que garante acesso automático ao estacionamento, agilizando a entrada e evitando filas logo na chegada. Ambos podem ser encontrados no site oficial do empreendimento.

Além disso, o sistema de consumo dentro do parque também foi modernizado. Os visitantes podem realizar pagamentos diretamente com cartões de débito ou crédito, eliminando a necessidade de utilizar cartões de consumo específicos e reduzindo etapas durante a permanência no complexo.


As soluções foram desenvolvidas para tornar a experiência mais fluida, especialmente para famílias com crianças, que costumam valorizar a praticidade e conveniência durante os passeios.

"Nosso foco é melhorar continuamente a experiência dos visitantes. Quando conseguimos eliminar processos desnecessários e facilitar a jornada do cliente, ele ganha mais tempo para aquilo que realmente importa: aproveitar os momentos de lazer com a família e os amigos", afirma Danilo Soti, Diretor de Operações do Thermas da Mata.

Tecnologia a serviço da experiência

A busca por experiências mais simples e intuitivas tem influenciado diretamente o setor turístico. Em um cenário em que as pessoas realizam grande parte das atividades do dia a dia pelo celular, a expectativa por processos rápidos e eficientes também chegou ao segmento de lazer.

Segundo especialistas em comportamento do consumidor, a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser um elemento fundamental para proporcionar conforto e conveniência. O objetivo não é substituir a experiência presencial, mas torná-la mais agradável e livre de preocupações.

No caso dos parques aquáticos, a adoção de ferramentas digitais permite que os visitantes dediquem mais tempo às atrações e menos tempo a procedimentos operacionais.


Diversão para todas as idades - Localizado em uma área de 200 mil metros quadrados cercada por vegetação, o Thermas da Mata reúne mais de 15 atrações aquáticas voltadas para diferentes perfis de público.

Entre os destaques estão a Praia da Mata, com 6 mil metros quadrados de areia branca; os toboáguas radicais Brabus e Cyclone; a área infantil Beach Kids, equipada com escorregadores, balde maluco e AcquaBOOM; a Vila da Mata, pensada para atividades compartilhadas entre pais e filhos; e o Space Music, considerado o segundo toboágua musical da América Latina.

O parque conta ainda com mais de 20 pontos de alimentação, programação temática mensal conduzida pela equipe de recreação e a presença dos mascotes Thermalucos, que participam das atividades ao longo do ano.

Para quem deseja prolongar a experiência, o Hotel Thermas da Mata oferece 88 acomodações distribuídas entre chalés familiares, suítes e quartos superiores. A estrutura inclui restaurante, academia, brinquedoteca, estacionamento privativo, recepção 24 horas e opções de hospedagem com cozinha compacta, proporcionando mais autonomia para famílias em viagens de curta ou longa duração.

Mais informações estão disponíveis em thermasdamata.com.br

Mostra da Escola de Artes Visuais do CEFART celebra os 55 anos do Palácio das Artes

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