O cantor e compositor mineiro Sidney Grandi lança Atemporal, seu sexto álbum de estúdio. Com dez canções autorais, o trabalho reúne reflexões sobre o cotidiano, memórias, inquietações sociais, afetos e experiências acumuladas ao longo de uma vida de 77 anos. O lançamento será celebrado com um show no dia 25 de junho, quinta-feira, às 19h30, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. Os ingressos a R$2,00 podem ser adquiridos neste link: https://www.eventim.com.br/artist/sidney-grandi/
O título do álbum sintetiza a proposta do trabalho. As composições partem de situações comuns e sentimentos universais que atravessam gerações, independentemente das transformações tecnológicas e das mudanças de comportamento. Em vez de se prender a uma época específica, Atemporal observa aspectos permanentes da experiência humana: o amor, a dúvida, a saudade, a indignação, a esperança e a necessidade de seguir em movimento.
CRÉDITO SÉRGIO MENDONÇA ÁLVARES
Em seu sexto disco da carreira, Sidney Grandi reafirma uma produção autoral guiada pela observação da vida cotidiana e pelas experiências acumuladas ao longo do tempo. "Posso dizer que as músicas do novo álbum são baseadas em cenas do cotidiano que, à revelia de todo o modernismo e tecnologia, continuam a ocorrer na vida das pessoas desde sempre", afirma Sidney Grandi. "Ao mesmo tempo em que reverencio o passado, fico indignado com as maldades do mundo, ainda me permito aconselhar, fantasiar e me encantar com a beleza da mulher. Acredito que ser criativo na maturidade é uma forma de ter uma cabeça atempora",acrescenta.
Musicalmente, Atemporal dialoga com o samba e a bossa nova, gêneros que marcaram a formação artística do compositor e permanecem como referências centrais de sua trajetória. As canções foram gravadas com músicos que acompanham Sidney há mais de quinze anos, em uma parceria construída ao longo de sucessivos projetos e apresentações.
A Gravação e lançamento do álbum "Atemporal" de Sidney Grandi e banda, foram viabilizados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Termo de Execução Cultural No 111162/2024, Edital nº 03/2024, apoio da Sirius Cultura, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, e realização por meio do Ministério da Cultura e o Governo Federal.
Retratos do cotidiano
Cada faixa apresenta um tema próprio, formando um mosaico de observações sobre a vida contemporânea.
A abertura acontece com "Mistérios", canção que se aproxima do universo simbólico e espiritual ao imaginar um encontro com Iemanjá. A música explora o desejo humano de ultrapassar as fronteiras entre o mundo concreto e o imaginário.
Em "Conselho", Sidney observa os jogos de sedução e a forma como o encanto feminino influencia as relações afetivas. A mulher também ocupa o centro de "Inspiração", faixa que a apresenta como principal fonte criativa para o compositor.
"Acordes Banais" presta homenagem aos grandes músicos brasileiros que contribuíram para a construção da identidade musical do país. É uma reverência aos artistas que deixaram um legado permanente para as novas gerações.
Já "Caminhada" aborda um sentimento comum a todos: a dificuldade de encontrar as palavras certas diante dos desafios enfrentados por alguém próximo. A composição trata dos limites do aconselhamento e da escuta.
Em "Saudades de Mim", o tema é a insegurança provocada pela ausência. A narrativa acompanha um homem que precisa lidar com a distância da companheira durante uma viagem ao interior, revelando vulnerabilidades e dúvidas.
A dimensão social do álbum aparece de forma mais evidente em "Reflexão", que lança um olhar crítico sobre a indiferença diante das populações mais pobres e questiona a capacidade da sociedade de enxergar desigualdades históricas.
"Palavras" surge como uma defesa da educação e do papel da língua portuguesa na formação dos indivíduos. A canção destaca a linguagem como instrumento de desenvolvimento e cidadania.
Em "Avalanche", o compositor trata da distância entre intenção e prática, refletindo sobre a dificuldade de transformar ideias em ações concretas.
Encerrando o álbum, "Reação" aborda o envelhecimento sob uma perspectiva ativa. A música rejeita a acomodação e reafirma a importância de permanecer em movimento, independentemente da idade. "O jogo só acaba quando termina", resume a mensagem da composição.
Trajetória - Sidney Grandi iniciou sua carreira musical aos 60 anos, construindo uma trajetória marcada pela produção autoral e pela valorização da música brasileira. Antes de Atemporal, lançou os álbuns Sidney Grandi (2006), Roda de Samba (2007), Meu Ideal (2014), Meu Interior (2018) e Viver de Arte (2022).
Mais do que um novo registro fonográfico, Atemporal representa a continuidade de uma carreira construída fora dos padrões convencionais do mercado musical. O álbum surge como resultado de décadas de observação, convivência e escuta, reunidas em canções que transitam entre o íntimo e o coletivo, entre a memória e o presente.
Ficha técnica
Sidney Grandi – Idealização, criação e voz principal
Samy Erick – Arranjos, direção musical, violão e guitarra
Sanchez Almeida (Chacal) – Baixo e backing vocal
Serginho Silva – Percussão
Sergio Danilo – Flauta
Samuel Ekel – Teclados
Stéfanni Lanza – Voz principal e backing vocal
Andrea Amendoeira – Voz principal
Luadson Constâncio – Teclado
Daniel Guedes – Percussão
Bia Penido – Voz
Fabrício Galvani / Estúdio Galvani – Captação, mixagem e masterização
Simone Senra – Produção executiva
Gabriel Barreto – Assistente de produção
Alan Alves – Design gráfico
Sérgio Mendonça Álvares – Fotografias
Esdras Cardoso Moreira – Filmagem
Jonnathan Galvão – Intérprete de Libras
Fabrício Galvani – Técnico de som
Marcu Túlio Dayrell Pires – Técnico de luz
Denis Martins – Roadie
Lançamento do álbum Atemporal – Sidney Grandi e Banda
Data: 25 de junho de 2026, quinta-feira
Horário: 19h30
Local: Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara
Endereço: Avenida Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte
Abertura dos portões: 30 minutos antes do evento
Classificação: Livre
Ingressos: R$2,00
Nenhum comentário:
Postar um comentário