No Brasil, a TPA – Taxa de Preservação Ambiental é cobrada
em municípios como, Morro de São Paulo – litoral da Bahia, em Ubatuba – litoral
norte de São Paulo, Bonito- no Mato Grosso do Sul, Bombinhas e Governador Celso
Ramos, no litoral de Santa Catarina, além do distrito de Monte Verde que fica
em Camanducaia, no sul de Minas Gerais, que é comumente utilizada para
financiar a preservação de áreas naturais e reduzir impactos ambientais.
Em 2026, algumas dessas prefeituras propuseram aumentar a
TPA em cerca de 50% para carros e outros veículos, justificando o aumento pelo
maior fluxo de veículos e pela necessidade de ampliar recursos para
preservação. Já a TCFA é uma outra taxa, que pertence ao Ibama – sendo uma
cobrança de caráter federal para controle e fiscalização ambiental, atualizada
periodicamente
O termo “vergonha” é usado de forma irônica ou crítica para
denotar que a taxa é vista como mais um custo para quem utiliza serviços ou
atividades poluentes, mas que pode não gerar resultados concretos se não
acompanhada de políticas estruturais. No Brasil, “taxa ambiental” pode ser a
TPA ou TCFA, usadas para financiar preservação e fiscalização. A prefeitura de
Camanducaia, não fiscaliza, não apresenta prestação contas, e sinceramente não
dá motivos para essa revogação.
O debate central é entre impacto ambiental e impacto socioeconômico, e como criar políticas que gerem resultados reais sem onerar excessivamente a população. No caso de Ubatuba, a taxa até agora não conseguiu mostrar absolutamente nada de prepositivo em relação às políticas reais de meio ambiente. Em Ilhabela a mesma coisa. Tanto em Ubatuba, como em Monte Verde, os valores arrecadados não mostraram nada de concreto em políticas reais de preservação. Não houve reflorestamento, as sujeiras em cachoeiras, trilhas e ruas do distrito não diminuíram e em Ubatuba em diversas praias a situação até piorou.
Aliás, Camanducaia anunciou ontem a suspenção da TPA,
alegando que precisaria se adequar às novas leis. Isso mostra a total falta de
capacidade de gerir recursos para a Preservação Ambiental. As pessoas, turistas
e empresários que por esse período pagaram essa taxa terão direito a
ressarcimento?
Se a taxa foi suspensa temporariamente, quais foram os
resultados práticos e positivos obtidos durante esse período? Quais as
políticas adotadas com a arrecadação dessa verba nesses últimos 120 dias?
Tentamos ouvir sem sucesso a secretária de Meio Ambiente de
Camanducaia, Daniela de Cássia Galvão. Fomos informados que ela não estava na
cidade. Outra pessoa que tentamos ouvir foi a Sra Geovana, que se recusou a
prestar esclarecimentos. Depois nos transferiram para o Sr Weslei Gomes do
departamento de comunicação, afirmando que a única informação é a que consta no
Instagram da Prefeitura de Camanducaia. Veja ao final da reportagem a íntegra
da nota emitida.
Os empresários , hoteleiros, donos de restaurante e
atrativos em Monte Verde já estão cansados de serem enganados. A prefeitura de
Camanducaia nunca apresenta dados concretos, faz as leis, de cima pra baixo, e
coloca goela abaixo pra todos aceitarem.
Esse é o nosso país, repleto de espertinhos, que chegam ao
poder para defender interesses próprios e nunca os reais interesses coletivos
da população. Onde estão os estudos de
impacto que os veículos e turistas causaram ao distrito de Monte Verde? Onde
foram investidos os recursos provenientes dessa arrecadação? Quais os planos e
projetos futuros?
Claúdio Lacerda Oliva e os empresários de Monte Verde, gostaríamos de saber.
Em nossa tentativa para ouvir o lado da prefeitura ligamos
para o seguinte telefone na Prefeitura de Camanducaia 35 – 3433-1323 – Ramal
218. Secretaria Municipal de Meio Ambiente
VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA EMITIDA
“A Prefeitura de Camanducaia informa que a cobrança da Taxa
de Preservação Ambiental de Monte Verde (TPA) será temporariamente suspensa a
partir de 20 de outubro de 2026, para revisão e atualização da legislação
municipal que regulamenta a taxa.
O trabalho de revisão terá início imediato, e a suspensão
permanecerá em vigor até sua conclusão. As informações sobre a retomada da
cobrança serão divulgadas nos canais oficiais da Prefeitura.
A administração municipal reafirma seu compromisso com a
preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e o cuidado com o distrito
de Monte Verde. Os investimentos terão continuidade para garantir um ambiente
preservado e acolhedor para quem vive no distrito e para os turistas que nos
visitam.”



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