Campanha
chama atenção para um problema que afeta a qualidade de vida e destaca os
avanços da neuromodulação, que oferecem novas possibilidades para pacientes que
já haviam perdido a esperança de encontrar alívio.
Imagine conviver diariamente com um apito, chiado
ou ruído que parece não ter fim. Um som que ninguém mais escuta, mas que pode
transformar o silêncio em sofrimento. Essa é a realidade de muitas pessoas que
enfrentam o zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus.
Com a chegada do Novembro Laranja, campanha de
conscientização sobre o zumbido, a misofonia e a hiperacusia, a fisioterapeuta
Dra. Juliana Torres, mestre em Ciências da Saúde e doutoranda em Neurociências
pela UFMG, faz um alerta: o zumbido não deve ser ignorado, e quem já tentou
tratamentos sem sucesso não precisa desistir de procurar ajuda.
O zumbido não é uma doença isolada, mas um sintoma
que pode estar associado a alterações auditivas, exposição excessiva a ruídos,
disfunções da articulação temporomandibular (ATM), tensões musculares e outros
fatores que exigem investigação especializada.
Neuromodulação:
novas possibilidades para quem já perdeu a esperança
Uma das novidades destacadas por Juliana Torres é o
avanço das técnicas de neuromodulação, recursos modernos que buscam modificar a
atividade de circuitos do sistema nervoso envolvidos na percepção do zumbido.
Essas tecnologias vêm apresentando resultados
promissores em determinados grupos de pacientes, ampliando as possibilidades de
cuidado, inclusive para pessoas que já passaram por tratamentos anteriores sem
alcançar a melhora desejada.
Embora não representem uma cura garantida e sua
indicação dependa de avaliação individualizada, as novas abordagens mostram que
a ciência continua avançando no enfrentamento do problema.
A mensagem é clara: ter tentado um tratamento sem sucesso não significa que todas as possibilidades tenham sido esgotadas.
Fisioterapia
e tratamento multidisciplinar
Juliana Torres também destaca a importância da fisioterapia nos casos em que o zumbido está relacionado a alterações musculares,
Recursos como terapia manual, exercícios terapêuticos e outras técnicas especializadas podem contribuir para o tratamento de determinados pacientes.
Outro ponto fundamental é a atuação de uma equipe
multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos,
fisioterapeutas e psicólogos.
O acompanhamento psicológico merece atenção
especial, já que o zumbido pode provocar ansiedade, estresse, dificuldades para
dormir e prejuízos à concentração, afetando diretamente o bem-estar emocional.
Novembro
Laranja: não ignore os sinais
Mais do que conscientizar, a campanha reforça a
importância da prevenção, do diagnóstico adequado e da busca por profissionais
especializados.
Evitar exposição prolongada a ruídos intensos,
utilizar fones de ouvido com volume moderado e investigar sintomas persistentes
são atitudes importantes para preservar a saúde auditiva. Quando o zumbido
surge acompanhado de perda súbita da audição, a avaliação médica deve ser
urgente.
Para Juliana Torres, o Novembro Laranja representa
também uma oportunidade de levar esperança a quem convive há anos com o
problema.
O zumbido pode comprometer a qualidade de vida, mas
existem caminhos para buscar alívio. Com o avanço da ciência, novas tecnologias
e uma abordagem multidisciplinar, pacientes podem encontrar possibilidades de
cuidado ainda não exploradas.
A principal mensagem é simples e necessária: não
normalize o sofrimento, não desista de procurar ajuda.
Dra. Juliana Torres | Fisioterapeuta
Juliana Torres é fisioterapeuta em Belo Horizonte,
Minas Gerais, mestre em Ciências da Saúde e doutoranda em Neurociências pela
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua na área de disfunções
temporomandibulares (ATM), bruxismo, dor orofacial e condições associadas,
incluindo o zumbido.
Clínica Juliana Torres
Avenida Pasteur, 89 – Santa Efigênia, Belo
Horizonte
Contato: (31) 99868-7763
@clinicajulianatorres



Nenhum comentário:
Postar um comentário