A pouco mais de uma hora de Milão, Lugano combina influências italianas e mediterrâneas com a identidade, os serviços e a hospitalidade suíços, às margens de um lago cercado por montanhas. Gastronomia, vinhedos e vilarejos históricos fazem da região um destino para ser vivido em alguns dias, e não em algumas horas.
Há um lugar na Suíça onde se pede un caffè no balcão, se caminha entre oliveiras e se janta numa adega de pedra com vista para o lago. No sul do país, Lugano fica no Ticino, o único cantão suíço que tem o italiano como única língua oficial. Foi nas colinas de Montagnola, logo acima da cidade, que Hermann Hesse escreveu Sidarta.
Para o brasileiro que vai a Milão, essa Suíça fica a pouco
mais de uma hora de trem. A sugestão é reservar ao menos três dias e duas
noites para conhecer Lugano sem pressa. Com mais tempo, a cidade vira base para
excursões pela região.
Uma Suíça com sotaque
mediterrâneo
Lugano tem a precisão suíça nos trens, nas ruas e no
serviço, e o ritmo mediterrâneo nas praças, na mesa e no idioma. O centro
histórico se percorre a pé: da Piazza della Riforma, cercada de cafés, à Via
Nassa, com suas arcadas e lojas, e ao Parco Ciani, jardim à beira do lago. O
clima ameno enche a orla de palmeiras e flores.
Vinhos e mesa
O Merlot é a uva-símbolo da região de Lugano e aparece em
tintos e também em brancos, uma surpresa para quem conhece a uva só dos vinhos
de Bordeaux. Duas vinícolas abrem as portas aos visitantes, sempre com reserva:
Tenuta Castello di Morcote, com vinhedos em terraços sobre o
lago e um castelo do século XV.
Fattoria Moncucchetto, numa colina de Lugano, com adega
projetada pelo arquiteto Mario Botta.
À mesa, a experiência mais típica é o grotto: restaurante rústico instalado em antigas adegas de pedra, com polenta, queijos e embutidos locais. Para os gourmets, a região também reúne restaurantes estrelados pelo Guia Michelin.
Onde ficar
A hotelaria de Lugano atende a vários perfis, sempre com o
padrão de serviço suíço. Há desde hotéis históricos de luxo à beira do lago,
como o Grand Hotel Villa Castagnola e o Hotel Splendide Royal, até hotéis
boutique no centro e opções mais acessíveis para quem quer usar a cidade como
base.
Roteiros de três dias
Dia 1: Chegada,
centro histórico e Gandria. O primeiro dia começa com um passeio pelo centro
histórico de Lugano, entre praças, arquitetura e vistas para o lago, e almoço
num restaurante do centro. À tarde, um barco leva até Gandria, vilarejo de
ruelas de pedra na encosta. Para comer, a pedida é um grotto tradicional: o San
Rocco e o Cantine di Gandria abrem de abril a setembro, e o Morchino funciona o
ano todo. O dia termina na Via Nassa, entre boutiques, cafés e delicatessens.
Dia 2: Mirante, vinho e cultura. Funicular até o Monte Brè, com vista panorâmica do lago e das montanhas, e caminhada até o vilarejo de Brè. Dali, traslado até uma vinícola, a Fattoria Moncucchetto ou a Tenuta Castello di Morcote, para degustação acompanhada de almoço com produtos regionais. À tarde, visita ao LAC Lugano Arte e Cultura, principal centro cultural da cidade, com exposições de arte, música e teatro. Jantar no centro de Lugano.
Dia 3: San Salvatore, Morcote e compras. Subida ao Monte San Salvatore, conhecido como "o Pão de Açúcar da Suíça", para ver o Lago de Lugano do alto e percorrer suas trilhas. Almoço típico num restaurante tradicional em Morcote.
À tarde, o parque Swissminiatur, em Melide, reúne réplicas em miniatura de monumentos, montanhas e trens da Suíça. Antes de voltar a Milão, uma parada no outlet FoxTown, em Mendrisio, com marcas internacionais.
Para estender a
estadia
O Lago de Como é um dos destinos mais procurados do norte da
Itália, e Lugano oferece uma forma tranquila de visitá-lo. Há ligação
ferroviária direta entre Lugano e a cidade de Como, em cerca de 35 a 45
minutos, conforme o serviço. É possível passar o dia na Itália e voltar ao
mesmo hotel em Lugano para jantar, combinando o passeio com a calma, a
gastronomia e a hospedagem suíças.
Cinco motivos para
incluir Lugano na viagem
1.
Dois países em uma viagem, sem voo extra.
2.
Lago e montanha no mesmo dia, com barcos de
linha e funiculares saindo do centro.
3.
Uma mesa que une influências mediterrâneas e
padrão suíço, do grotto ao restaurante estrelado.
4.
Vinho com identidade própria, do Merlot tinto ao
branco.
5.
Uma base tranquila para explorar o norte da
Itália e voltar ao mesmo hotel.
Lugano em números
·
Pouco mais de 1 hora de trem de Milão e cerca de
2 horas de Zurique, onde chegam voos diretos de São Paulo.
·
Cerca de 35 a 45 minutos de trem até a cidade de
Como.
·
998.234 pernoites em hotéis da região em 2025,
alta de 2,5% sobre 2024.
·
Alta de 11% nos pernoites de brasileiros em
2025.
·
10 restaurantes com estrela Michelin no cantão
(guia 2025).
Serviço
·
Como
chegar: trem desde Milão (cerca de 1 hora) ou voo direto São Paulo–Zurique
e trem até Lugano (cerca de 2 horas).
·
Quando
ir: o ano todo. Primavera e outono para caminhadas e vinícolas; verão para
festivais ao ar livre.
·
Mais
informações: luganoregion.com











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