Após sua temporada em 2024, o espetáculo “Carmen” retorna ao
Grande Teatro Cemig Palácio das Artes nos dias 29 e 30 de outubro, às 20h.
Interpretada pela Companhia de Dança Palácio das Artes, a montagem tem direção
geral e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni e revisita a célebre obra de
Georges Bizet (1838-1875) a partir da versão musical do compositor russo Rodion
Shchedrin (1932-2025). A narrativa marcada pelos conflitos entre paixão,
liberdade e possessividade ganha expressão por meio da linguagem coreográfica.
As apresentações contam ainda com a participação especial da Escola de Dança do
Cefart, que abre o espetáculo com a coreografia “Pulsar”, idealizada por
Maxmiler Junio e Eliatrice Gischewski. Os ingressos podem ser adquiridos por
R$20,00 (meia-entrada) e R$40,00 (inteira) e estão disponíveis na plataforma
Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no
Palácio das Artes.
Ambientada na Espanha do século XIX, o enredo acompanha
Carmen, uma mulher independente e determinada a conduzir o próprio destino.
Após conhecer Don José, um soldado que abandona sua carreira militar para viver
uma paixão pela protagonista, Carmen passa a enfrentar o comportamento cada vez
mais ciumento e possessivo do companheiro. Ao rejeitar suas tentativas de
reconciliação e se envolver com o toureador Escamillo, a personagem passa a
enfrentar uma crescente tensão que culmina em um desfecho trágico. Mais do que
uma história de amor, a obra aborda questões relacionadas à autonomia feminina
e à violência decorrente das relações de poder e dominação.
A trajetória de “Carmen” tem origem na novela homônima
publicada em 1845 pelo escritor francês Prosper Mérimée (1803-1870). Três
décadas depois, a história ganhou uma adaptação para a ópera, composta por
Georges Bizet, com libreto de Henri Meilhac (1831-1897) e Ludovic Halévy
(1834-1908). Quando estreou, em 1875, no Opéra-Comique de Paris, a produção
provocou estranhamento entre o público e a crítica francesa por apresentar uma
protagonista que contrariava os padrões morais e sociais da época. Apesar da
recepção inicial desfavorável, a obra conquistou reconhecimento internacional e
se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do repertório operístico.
Na montagem da Companhia de Dança Palácio das Artes, a
produção é reinterpretada a partir de “Carmen Suite”, composição criada por
Rodion Shchedrin em 1967. A obra apresenta uma releitura da música de Bizet,
marcada pela valorização dos instrumentos de percussão e pela intensidade
rítmica, oferecendo novas possibilidades para a interpretação dos conflitos e
das emoções dos personagens por meio do movimento.
Ao revisitar uma narrativa que abrange diferentes épocas e
linguagens artísticas, a Companhia de Dança Palácio das Artes apresenta uma
interpretação dos conflitos humanos que sustentam a permanência de “Carmen” no
repertório cultural. A tensão entre o desejo de liberdade da protagonista e a
tentativa de controle exercida por Don José confere à história uma dimensão que
ultrapassa seu contexto original, mantendo sua relevância diante de questões
presentes na sociedade contemporânea.
O espetáculo “Carmen” é realizado pelo Ministério da
Cultura, Governo de Minas Gerais e pela Fundação Clóvis Salgado. As atividades
da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do
Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto
Unimed-BH, da Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e
correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio
da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Valor dos ingressos: R$ 20,00 a meia-entrada e R$ 40,00 a inteira




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