sábado, 10 de outubro de 2026

ARTE DE JOANNA SCHARLÉ NA EXPOSIÇÃO “MÚTUA RECOGNIÇÃO” NA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS

 



Passear pela Praça da Liberdade, observar os prédios antigos da capital mineira, que completa 129 anos em 12 de dezembro, é ter os olhos para o passado e pensando no futuro. Cada passo pela praça é momento único, juntando a história com a  arte contemporânea ganha um espaço especial na programação cultural de Belo Horizonte de 1 a 31 de outubro de 2026, em um local super especial na Passarela Cultural da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais , com a exposição “Mútua Recognição”, com as cores e criatividade da  artista plástica  luxemburguesa-brasileira Joanna Scharlé de Vasconcelos.

A arte entre os livros e as cores - (fotos Ton Netto)

Joanna Scharlé de Vasconcelos é uma renomada artista visual, pintora, escultora e arteterapeuta belo-horizontina de dupla nacionalidade brasileira e luxemburguesa. Sua produção transita por múltiplas linguagens artísticas, incluindo pintura, cerâmica, desenho em bico de pena e murais. A obra da artista explora temas como a ancestralidade, a fragmentação e a identidade multicultural, unindo de forma poética as referências históricas e culturais do Brasil e da Europa.



Os trabalhos está na  capital mineira após ser apresentada na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, em Recife, em uma vernissage com curadoria de Antônio Moura, gerente cultural da instituição pernambucana. A exposição marcou um importante momento de aproximação cultural entre a artista, Minas Gerais, Pernambuco e Luxemburgo.



A realização da mostra em Pernambuco também contou com a participação do músico luxemburguês Radu Pantea e do escritor Pierre Richard Gerisma, cuja contribuição artística e cultural merece destaque pelo papel desempenhado na iniciativa.

Agora, a conexão construída em Recife ganha um novo capítulo em Belo Horizonte. Antônio Moura esteve em Belo Horizonte, especialmente para prestigiar a exposição de Joanna Scharlé, dando continuidade ao diálogo cultural iniciado em Pernambuco e fortalecendo a circulação da produção artística entre diferentes instituições

Ao receber “Mútua Recognição” em Recife, Antônio Moura destacou a força da produção dos trabalhos de  Joanna Scharlé e a satisfação da Biblioteca Pública de Pernambuco em acolher a exposição.

Na ocasião, o gerente e curador ressaltou as diferentes camadas psicológicas e filosóficas presentes na obra da artista, capazes de provocar no espectador uma espécie de encontro consigo mesmo. A mostra foi apresentada como uma experiência de reflexão por meio da estética e da subjetividade contemporânea.

Joanna e Antônio Moura

A presença de Antônio Moura, em Belo Horizonte representa a continuidade desse percurso e um gesto de reconhecimento à artista, além de reafirmar a importância da circulação das artes entre diferentes espaços culturais brasileiros.. Criada em 1852, a Biblioteca Pública de Pernambuco é uma instituição histórica que desenvolve ações voltadas à valorização da cultura, da literatura e da memória. Nesse contexto, a aproximação com a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais amplia as possibilidades de intercâmbio e de cooperação entre instituições dedicadas à difusão cultural.



A artista plástica luxemburguesa -brasileira, Joanna Scharlé de Vasconcelos construiu uma trajetória marcada pela diversidade de linguagens artísticas e por uma formação internacional. Seu percurso inclui experiências e estudos na Inglaterra, na Suíça e nos Estados Unidos, além de pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard.

Desde muito jovem, Joanna se aproximou de diferentes formas de expressão, passando pelo teatro, pela fotografia, pelo canto, pelo desenho, pela escultura e pela pintura. Essa multiplicidade de experiências contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem própria, na qual a figura humana, os sentimentos, os conflitos interiores e a subjetividade ocupam lugar central.

Em suas obras, a artista trabalha com pintura a óleo, desenho em nanquim e escultura, explorando especialmente rostos, olhares e formas humanas que frequentemente aparecem distorcidos ou fragmentados.

Sua produção dialoga com referências do expressionismo, do cubismo e do surrealismo, estabelecendo aproximações com artistas e escritores como Guignard, Pablo Picasso, Georges Braque e Murilo Rubião.

Mais do que reproduzir a realidade, Joanna busca revelar aquilo que existe por trás dela. Seus personagens parecem carregar sentimentos, inquietações, memórias e estados de espírito que convidam o público a olhar para além da superfície e a estabelecer uma relação pessoal com cada obra.

O próprio título da exposição revela a proposta central da mostra. “Mútua Recognição” sugere um encontro de olhares: o da artista sobre o mundo e o do público diante da obra.

É nesse espaço de encontro que a exposição se constrói. Cada pintura, desenho ou escultura apresenta uma possibilidade de reconhecimento da figura humana, das emoções, das diferenças e das experiências individuais e coletivas — e, principalmente, de nós mesmos.

A obra de Joanna não oferece necessariamente respostas prontas. Em vez disso, provoca perguntas. Os rostos, os gestos, as deformações e os contrastes presentes em sua produção criam uma atmosfera que permite ao visitante construir sua própria interpretação.

@scharle_joanna_vasconcelos

O horário de funcionamento da Passarela Cultural da Biblioteca Pública Estadual de Minas :  Segunda a quarta e sexta-feira: das 8h às 18h;  Quinta-feira: das 8h às 20h;  Sábado: das 8h às 12h

É justamente nessa liberdade de leitura que reside parte da força de seu trabalho. Ao entrar em contato com as obras, o público é convidado a refletir sobre a identidade, a memória, as relações humanas e as diferentes maneiras de perceber a si mesmo e ao outro.

A escolha da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais para receber a exposição também carrega um significado especial.- Criada em 1954, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a instituição integra o Circuito Liberdade e ocupa lugar de destaque na vida cultural de Belo Horizonte. Seu prédio-sede, localizado na Praça da Liberdade, foi projetado por Oscar Niemeyer. O complexo abriga um importante acervo bibliográfico e espaços destinados a exposições e outras atividades culturais.

A Passarela Cultural, situada no prédio Anexo Professor Francisco Iglesias, é um desses espaços dedicados à apresentação e à divulgação de trabalhos de artistas e escritores, contribuindo para ampliar o acesso às diferentes manifestações artísticas e culturais.

Nesse ambiente, “Mútua Recognição” estabelece uma conversa entre arte e conhecimento, imagem e palavra, memória e contemporaneidade.

Ao receber a exposição, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais contribui para que a produção de Joanna Scharlé alcance novos públicos na capital mineira, reforçando seu papel como equipamento cultural aberto à diversidade das expressões artísticas.

A iniciativa também amplia o diálogo da instituição com a arte contemporânea e oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer uma produção que transita entre diferentes culturas, linguagens e referências.


A mostra integra a programação cultural da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, instituição integrante do Circuito Liberdade, que mantém a Passarela Cultural como espaço de divulgação das artes e da cultura.

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