Estão abertas as inscrições gratuitas para o Seminário
Internacional Entre Cinemas – CineBH + CineMundi 2026, que será realizado
de 23 a 26 de setembro, no Cine Theatro Brasil – Espaço
Petrobras de Conexões, em Belo Horizonte. Os interessados podem se
inscrever até 15 de setembro, pelo site cinebh.com.br.
Integrado à programação da 20ª CineBH – Mostra
Internacional de Cinema de Belo Horizonte e do 17º Brasil
CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução, o Seminário reúne
cineastas, produtores, agentes de mercado, gestores, pesquisadores, curadores e
profissionais da indústria audiovisual do Brasil e do exterior para uma
programação dedicada aos caminhos contemporâneos do cinema brasileiro e
latino-americano.
Ao longo de quatro dias, o Entre Cinemas propõe
conectar pensamento e prática, criação e mercado, experiência e
formação, colocando em discussão questões que atravessam todas as etapas da
trajetória de um filme — do desenvolvimento dos projetos à coprodução,
financiamento, internacionalização, circulação e encontro com os públicos.
O Seminário Internacional Entre Cinemas apresenta mais
de 20 atividades, entre cinco debates, seis painéis, cinco
masterclasses, duas rodas de conversa, workshop, estudo de caso e sessão de
trabalho, reunindo mais de 50 profissionais do Brasil e de outros
países da América Latina, além da Europa, África e Ásia, em torno dos
desafios, transformações e novas perspectivas do cinema e do audiovisual
contemporâneo.
A programação articula as vocações complementares da CineBH e
do Brasil CineMundi. De um lado, amplia a reflexão sobre o
cinema latino-americano, suas linguagens, identidades, territórios, diversidade
e transformações contemporâneas. De outro, aproxima projetos e
profissionais de redes, mercados, políticas públicas, modelos de financiamento,
estratégias de circulação e diferentes geografias da indústria audiovisual.
A programação articula as vocações complementares da CineBH
e do Brasil CineMundi. De um lado, amplia a reflexão sobre o cinema
latino-americano, suas linguagens, identidades, territórios, diversidade e
transformações contemporâneas. De outro, aproxima projetos e
profissionais de redes, mercados, políticas públicas, modelos de financiamento,
estratégias de circulação e diferentes geografias da indústria audiovisual.
CINCO EIXOS CONECTAM CINEMA, MERCADO E FUTURO
A arquitetura editorial do Seminário está organizada em
cinco eixos complementares: Pensar o Cinema; Construir os Projetos;
Conectar Territórios e Mercados; Fazer os Filmes Circularem e Encontrarem
Públicos; e Imaginar Novos Modelos.
Entre os temas em debate estarão a identidade e os futuros
do cinema latino-americano, desenvolvimento de projetos, laboratórios e
residências, internacionalização, coprodução, documentário, Film Commissions,
políticas públicas, novos ecossistemas de financiamento, relações audiovisuais
entre Brasil e África, agentes de vendas, público, mediação e impacto.
A programação reúne debates, painéis, masterclasses
e rodas de conversa, além de estudos de caso, workshops e sessões
de trabalho.
A abertura, no dia 23 de setembro, será marcada
pelo debate “Cinema Latino-Americano: O que será?”, que propõe
refletir sobre as transformações vividas pela região desde a pandemia e sobre
os novos imaginários, territórios, linguagens e modos de produção que
atravessam o cinema latino-americano contemporâneo.
O primeiro dia também contará com a exibição de “Ejercicios
de Memoria”, seguida da masterclass internacional “Mil Vientos”,
com a cineasta paraguaia Paz Encina, homenageada da 20ª CineBH,
além de atividades dedicadas à formação e ao desenvolvimento de projetos.
No dia 24, a programação amplia o olhar para as
conexões internacionais e para as redes de circulação do audiovisual, com
discussões sobre internacionalização do cinema latino-americano,
documentário, Film Commissions, desenvolvimento de projetos e trajetórias
profissionais.
No dia 25, o Seminário coloca em diálogo
políticas públicas, financiamento, coprodução e novas geografias de cooperação.
Entre os destaques estão o painel sobre os oito anos do programa BH nas
Telas, o estudo de caso do filme “A Fabulosa Máquina do Tempo”,
o debate “Além dos Fundos: Novos Ecossistemas de Financiamento para o
Cinema Independente”, a discussão sobre coprodução internacional e
o painel “Pontes Brasil–África”.
O debate “Além dos Fundos” propõe uma
discussão especialmente atual sobre novas possibilidades de sustentabilidade
para o cinema independente, aproximando recursos públicos, investimento
privado, filantropia, investimento de impacto, capital híbrido e alianças
institucionais. A proposta é refletir sobre novas relações entre Estado,
mercado, sociedade e setor audiovisual e sobre como ampliar as condições para a
diversidade, a autonomia e a continuidade da produção independente.
Já o dia 26 concentra discussões
relacionadas à circulação dos filmes e à construção de novas redes para o
futuro. A programação aborda o papel dos agentes de vendas, novas
perspectivas das mulheres no audiovisual, seleção e circulação
internacional, relações entre filmes e públicos e articulação entre
laboratórios e espaços de desenvolvimento.
MULHERES, NOVOS TERRITÓRIOS E OUTRAS FORMAS DE FAZER
CINEMA
As Rodas de Conversa – Mulheres no Audiovisual também
integram a programação e reúnem profissionais de diferentes gerações,
trajetórias e campos de atuação.
Os encontros propõem olhar para as escolhas, conquistas e
desafios que marcam as trajetórias femininas no setor, mas avançam para além da
questão da representatividade: colocam em foco a potência criativa e
profissional das mulheres e as transformações que sua presença vem produzindo
nas formas de criar, produzir, representar, trabalhar e ocupar espaços de
decisão no audiovisual.
Outro eixo importante da programação está na ampliação das
geografias de cooperação. O painel “Pontes Brasil–África” coloca
em discussão experiências concretas, obstáculos e oportunidades para aproximar
produtores, projetos e cinematografias brasileiras e africanas, estimulando
novas possibilidades de coprodução, desenvolvimento e circulação.
FORMAÇÃO E CONEXÃO PROFISSIONAL
O Seminário também se conecta ao CineMundi Lab,
programa formativo do Brasil CineMundi, com masterclasses e atividades voltadas
a produtores e realizadores interessados em desenvolvimento, audiência,
internacionalização e coprodução.
Entre os conteúdos estão “Do Projeto ao Mundo: Como
Construir uma Trajetória Internacional”, com Paulo de Carvalho; “Público
não é Destino: Pensar a Audiência desde o Desenvolvimento”, com Isona
Admetlla; “Como Coproduzir com o Brasil?”, com Márcio Yatsuda; e a
masterclass “Entre Projetos e Fundos: Seleção, Diversidade e Novas
Geografias do Cinema”, com Sata Cissokho.
A programação formativa incorpora ainda o workshop “Entre
o Filme e o Público – Mediação e Conversas Pós-Exibição”, com Leonard
Cortana, dedicado a estratégias de escuta, diálogo, mediação e impacto a partir
do encontro entre filmes, espectadores e comunidades.
O Seminário contará ainda com a Working Session –
Dos Labs aos Ecossistemas, uma sessão de trabalho que reunirá
representantes de iniciativas latino-americanas de desenvolvimento para
discutir possibilidades de cooperação, circulação de projetos e profissionais,
compartilhamento de metodologias, redes e estratégias conjuntas.
LIVROS COMEMORATIVOS AMPLIAM AS REFLEXÕES
A programação estabelece também diálogo direto com os livros
comemorativos da Mostra CineBH e do Brasil CineMundi,
que serão lançados durante o evento.
As publicações reúnem reflexões, experiências e perspectivas
construídas ao longo das trajetórias das duas iniciativas e atualizam debates
sobre cinema brasileiro e latino-americano, criação, políticas audiovisuais,
desenvolvimento de projetos, mercado, internacionalização e circulação.
O lançamento encerra simbolicamente o percurso do Seminário,
colocando em circulação uma memória construída ao longo dos anos e, ao mesmo
tempo, projetando novas perguntas e perspectivas para o futuro do audiovisual.
Vagas limitadas.
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