Durante o Julho Verde, campanha nacional de conscientização
sobre o câncer de cabeça e pescoço, a Santa Casa BH faz um alerta para sintomas
que muitas vezes passam despercebidos pela população, como feridas na boca que
não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no
pescoço. Embora possam parecer problemas simples, quando persistem por mais de
duas semanas, esses sinais podem indicar tumores que, se diagnosticados
precocemente, apresentam maiores chances de cura e demandam tratamentos menos
agressivos.
Maior serviço em volume de atendimentos pelo Sistema Único
de Saúde (SUS) em Minas Gerais na especialidade, a Santa Casa BH realiza cerca
de 300 consultas por mês, entre pacientes internados e ambulatoriais, além de
aproximadamente 40 cirurgias mensais, entre biópsias e procedimentos de maior
complexidade. Esse volume de assistência confere à equipe ampla experiência no
diagnóstico e tratamento desses tumores. Ainda assim, muitos pacientes chegam
ao serviço em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e exige
tratamentos mais complexos.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2028, o
Brasil deverá registrar, a cada ano, cerca de 17,2 mil novos casos de câncer da
cavidade oral, 8,5 mil de câncer de laringe e 16,4 mil de câncer de tireoide.
Os números reforçam a importância da conscientização e do diagnóstico precoce
para ampliar as chances de sucesso no tratamento.
Para o coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e
Pescoço da Santa Casa BH, Dr. Vinícius Antunes Freitas, a informação continua
sendo uma das principais aliadas no combate à doença. "Muitas pessoas
ainda acreditam que uma ferida na boca ou uma rouquidão persistente são
problemas sem importância. Quando esses sintomas permanecem por mais de duas
semanas, é fundamental procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce aumenta
significativamente as chances de cura e pode reduzir o impacto do tratamento na
vida do paciente."
Além da ferida na boca que não cicatriza e da rouquidão
persistente, outros sinais de alerta incluem dificuldade ou dor para engolir,
manchas brancas ou avermelhadas na boca, sensação de algo preso na garganta,
caroços no pescoço e perda de peso sem causa aparente.
Os principais fatores de risco para os cânceres de cabeça e
pescoço continuam sendo o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas
alcoólicas, especialmente quando associados. A infecção pelo papilomavírus
humano (HPV), principalmente o subtipo 16, também está relacionada ao aumento
dos casos de câncer de orofaringe. Já a exposição solar sem proteção aumenta o
risco de câncer de lábio.
A prevenção inclui não fumar, evitar o consumo excessivo de
bebidas alcoólicas, manter boa higiene bucal, utilizar protetor solar nos
lábios, manter uma alimentação equilibrada, vacinar-se contra o HPV e realizar
consultas periódicas com médicos e dentistas.
Há mais de cinco décadas, o Serviço de Cirurgia de Cabeça e
Pescoço da Santa Casa BH atua no diagnóstico e tratamento de doenças da
especialidade. Desde 2017, é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia
de Cabeça e Pescoço (SBCCP) para a formação de especialistas.
O atendimento é realizado por equipe multidisciplinar, em
parceria com as áreas de Neurocirurgia, Oftalmologia, Odontologia,
Fonoaudiologia e Instituto de Oncologia da Santa Casa BH, garantindo
assistência integral aos pacientes do SUS, do diagnóstico ao tratamento
cirúrgico, radioterápico e oncológico.
Segundo o coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa BH, o Julho Verde é um importante aliado para conscientizar a população sobre os sinais de alerta da doença e estimular a busca por atendimento médico ainda nos primeiros sintomas.
"O câncer de cabeça e pescoço tem tratamento e pode ser
curado quando identificado precocemente. Quanto antes o paciente procurar
atendimento especializado, maiores serão as chances de um tratamento menos
agressivo, melhores resultados e mais qualidade de vida."
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