Em
Belo Horizonte, a carta de drinks deixou de ser apenas um complemento do
cardápio para se consolidar como um dos principais atrativos de bares e
restaurantes. Em diferentes estilos de estabelecimentos, a coquetelaria autoral
ganha espaço com releituras de clássicos e criações que combinam ingredientes
regionais, técnicas contemporâneas e apresentações marcantes. O resultado são
opções que surpreendem pelo sabor e pela originalidade, ampliando as
possibilidades para quem deseja explorar novos perfis de bebidas além das
receitas mais conhecidas.
Para
quem busca descobrir esses endereços, a capital reúne casas que fazem da
criatividade um diferencial e ajudam a revelar a diversidade da coquetelaria
belo-horizontina. A seguir, selecionamos bares e restaurantes que apostam em
drinks fora do óbvio e transformam cada visita em uma nova experiência.
Cabernet Butiquim
R. Levindo Lopes, 22
@cabernetbutiquim
No
Cabernet Butiquim, a experiência se estende à Garagem do Cab, espaço anexo ao
restaurante dedicado à coquetelaria e comandado pelo bartender Xandão Loureiro.
A carta combina clássicos e autorais, com sabores que exploram diferentes
perfis e combinações de ingredientes. Entre os destaques está o No Ponto (R$
36), preparado com gin Troppi, flor de sabugueiro, uva verde, abacaxi e
limão-siciliano, em uma receita que aproxima o dulçor delicado da flor de
sabugueiro da acidez das frutas. O Me Gusta, feito com gin Yvy Mar, cordial de
framboesa, uva roxa, morango, soda de limão-siciliano, cereja amarena e
hortelã, aposta em uma combinação frutada e aromática, com contraste entre
frutas vermelhas e frescor cítrico. Já o Limoeiro G&T (R$ 39) leva gin
Beefeater Botanics, folha de limoeiro, limão-siciliano, laranja-baía e infusão
de ervas, reforçando uma leitura herbal e cítrica do gin tônica.
Rex Bibendi
R. Antônio de Albuquerque, 917
@orexbibendi
No
Rex Bibendi, o protagonismo é do vermute, bebida aromatizada à base de vinho
que aparece em seção exclusiva da carta e ganha espaço também em receitas
autorais. A proposta foge do uso mais tradicional do ingrediente como
coadjuvante de clássicos e o coloca no centro da experiência. Um dos exemplos é
o No Manches, que combina Carpano Dry, tequila El Jimador Prata, folhas de
manjericão fresco, suco de limão-siciliano e xarope simples. O resultado
equilibra notas herbáceas, acidez e a presença seca e levemente balsâmica do
vermute, criando um drink menos óbvio do que as misturas normalmente associadas
à tequila. A seleção da casa ainda reúne rótulos como Carpano Dry, Carpano
Rosso, Dolin Dry, Dolin Rosso e Noilly Prat Dry.
Nino Cucina
R. Curitiba, 2090
@nino.belohorizonte
No
Nino Cucina, a coquetelaria acompanha a atmosfera italiana da casa, mas vai
além das combinações tradicionais. Um dos drinks que mais chamam atenção é o
Piemonte (R$ 45), de textura aveludada, feito com Ballena de Coco, Frangelico e
café. A receita aproxima a cremosidade do coco das notas de avelã, baunilha e
chocolate do Frangelico, com o café trazendo intensidade e amargor elegante.
Outra opção é o Spello (R$ 45), preparado com cachaça Amburana, cumaru, amaro,
caju, mel e cítricos. A mistura chama atenção por reunir ingredientes
brasileiros e italianos em um mesmo copo: a cachaça envelhecida em amburana
traz notas doces e especiadas, o cumaru acrescenta aroma próximo ao de baunilha
e amêndoas, enquanto o amaro e os cítricos equilibram o dulçor do mel e do
caju.
Tatu Bola BH
Av. do Contorno, 6557 - Savassi
Av. Fleming, 152 - Pampulha
@tatubola.bh
Com
unidades na Savassi e na Pampulha, o Tatu Bola traduz a proposta de boteco
brasileiro também na coquetelaria, com drinks que valorizam frutas, cremosidade
e referências afetivas. O Meu Cajueiro (R$ 38,50) combina gin nacional,
espumante, suco de limão, caju, calda da compota de caju e ramo de tomilho, em
uma receita que mistura borbulha, acidez e o sabor marcante da fruta. Já o
Elefante Tropical (R$ 38,90) leva Amarula Raspberry, vermouth rosso, suco de
limão e xarope de açúcar, com decoração de uva Niágara e hortelã. A bebida
trabalha o contraste entre a textura cremosa do licor, as notas de framboesa e
chocolate e o frescor do limão. Para quem prefere uma sobremesa em forma de
drink, o Amaroca (R$ 38,90) reúne Amarula, paçoca e doce de leite, criando uma
combinação cremosa que conversa diretamente com sabores populares brasileiros.
Kanpai
Rua Tomaz Gonzaga, 388
@kanpaibh
Voltado
para a gastronomia japonesa contemporânea, o Kanpai também busca referências
asiáticas e ingredientes aromáticos para a criação de drinks autorais. O Ninjim
(R$ 26,90) é uma opção pouco usual, à base de vodka, suco de cenoura e
maracujá, com notas de limão-siciliano e tomilho. A receita mistura dulçor
vegetal, acidez tropical e frescor herbal. Já o Yuzu Sakerita (R$ 36,90)
combina saquê seco japonês, matchá e yuzu, cítrico japonês conhecido pelo
perfume intenso e sabor entre limão, tangerina e grapefruit. O matchá
acrescenta um perfil vegetal e levemente umami, enquanto o yuzu reforça a
acidez aromática, criando uma releitura mais delicada e orientalizada da lógica
da margarita.
Delicatto - Mercure BH Savassi
Rua Cícero Ferreira, 10
@mercurebhsavassi
No
recém-inaugurado Delicatto Restaurante, no Mercure Belo Horizonte Savassi, a
carta de coquetéis aposta em receitas autorais que traduzem a proposta
cosmopolita da casa. Entre os destaques está o Delicatto Rubi (R$ 28), definido
pelo restaurante como “a essência de Minas em um copo”. A bebida combina
cachaça envelhecida, purê de jabuticaba, licor de limão-siciliano e suco de
limão, equilibrando a doçura da fruta brasileira, o frescor cítrico e a
presença da cachaça. Outra opção é o Metropolitan Mercure (R$ 38), preparado
com gin, licor St-Germain, xarope de violeta, suco de limão e concentrado de
hibisco. A receita aposta em uma camada floral, com sabugueiro e violeta, e em
acidez marcada pelo limão e pelo hibisco. Aberto ao público e localizado na
área de lazer do hotel, o Delicatto une gastronomia internacional, ambiente ao
ar livre e estrutura para receber eventos de até 100 pessoas.
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