Entre junho e agosto, o projeto passará por quatro cidades
mineiras, levando festivais de cultura acessíveis e implementando melhorias na
acessibilidade estrutural dos equipamentos culturais
Mais que um festival: um legado de acessibilidade para os espaços
culturais. É com esta proposta que será lançado em Caratinga, entre os dias 26
e 27 de junho, o primeiro de quatro festivais acessíveis e gratuitos previstos
no Cidade Inclusiva. O projeto passará também por Jaboticatubas, Pará de Minas
e Três Marias, entre junho e agosto. Além de levar acessibilidade para todas as
atividades culturais previstas na programação, são feitas também melhorias
estruturais nos equipamentos culturais-sede, que ficam como legado para a
população. O projeto conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual
de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realização da Cultura Criativa e
Governo de Minas Gerais.
A primeira edição do festival já chega com atrações que traduzem a proposta do projeto de tornar a cultura mais acessível e inclusiva. O principal destaque é a inauguração da exposição “Tocar e Sentir”, da artista-educadora Eni D'Carvalho, que acontece na noite de abertura no dia 26 de junho, na Casa Ziraldo de Cultura.
Referência internacional em arte acessível, Eni dedica há quase 30 anos sua trajetória à produção de obras táteis voltadas especialmente para pessoas com deficiência visual, intelectual e neurodivergentes. São mais de 400 obras produzidas e 186 exposições realizadas no Brasil e no exterior, incluindo mostras em espaços ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).
A programação do festival inclui ainda apresentação da APAE de
Caratinga, oficinas infantis tais como a “Explorando os sentidos com os
alimentos”, a atividade TEAtrar – Teatro Inclusivo, que promove experiências
teatrais compartilhadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA),
e a apresentação musical do violeiro Danilo Bayão, músico com deficiência
visual e integrante da Orquestra Mineira de Violas. Novas atrações serão
anunciadas nas próximas semanas, quando a programação completa do festival será
divulgada.
“Nossa ideia é aproveitar a realização dos festivais para discutir
e também implementar melhorias reais e permanentes na acessibilidade desses
equipamentos culturais. Mais que apenas realizar um festival acessível, a ideia
é deixar cada equipamento cultural mais acessível do que ele era antes, além de
sensibilizar gestores e população da importância de se fazer cultura
efetivamente para todas as pessoas, independentemente de suas capacidades”,
explica Fred Torres, diretor da Cultura Criativa, proponente do projeto.
O projeto conta com um grupo de trabalho em acessibilidade,
formado por profissionais com vasta experiência em cultura e acessibilidade, e
que são pessoas com deficiência. São feitas visitas técnicas, elaborados
relatórios, que futuramente vão direcionar as melhorias de acessibilidade que
poderão ser realizadas tanto pelo próprio Cidade Inclusiva, quanto futuramente
pelos gestores desses espaços culturais.
“Destaco alguns pontos neste projeto: valoriza a diversidade de
pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes, incrementa a acessibilidade
como algo estrutural para deixar um legado de acessibilidade e não só um
recurso pontual. E o protagonismo da pessoa com deficiência, a partir do
momento em que o projeto é desenvolvido pelas pessoas com deficiência e não
para elas”, explica Gabriel Aquino, pessoa com deficiência visual, fundador da
Empresa Vias Acessíveis e que atua no projeto como coordenador de acessibilidade.
O projeto conta com um site construído dentro das normas
internacionais de acessibilidade, onde todas as pessoas conseguem acessar
informações completas da programação e do projeto: cidadeinclusiva.art.br.
Tudo começou em 2024, com a realização do Festival Palácio para
Todos, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Desde o início, o intuito era
claro: realizar um festival de cultura gratuito, acessível e inclusivo, mas que
também conseguisse levar melhorias na acessibilidade estrutural do equipamento
cultural que sediava o festival.
Em 2025, com objetivo de regionalizar o projeto e a temática da
inclusão, no que daria origem ao Cidade Inclusiva 2026, foi realizada a
itinerância do Palácio para Todos para Congonhas/MG, berço do barroco mineiro e
das obras primas de Aleijadinho. Como resultado, um festival e importantes
contribuições na acessibilidade estrutural do Santuário do Bom Jesus de
Matosinhos, Museu de Congonhas, Centro Cultural da Romaria e Teatro Dom
Silvério. (https://festivalpalacioparatodos.com/)
Como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, a Cemig segue investindo e apoiando as diferentes produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal, fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia.
Ao abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig
potencializa, ao mesmo tempo que preserva, a memória e a identidade do povo
mineiro. Assim, os projetos incentivados pela empresa trazem na essência a
importância da tradição e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado
a presença da inovação.
Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em
ampliar, no estado, o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior
democratização dos seus incentivos.
CIDADE INCLUSIVA
Site: cidadeinclusiva.art.br
Instagram: @cidade_inclusiva
Programação acessível e 100% gratuita
Nenhum comentário:
Postar um comentário