sexta-feira, 19 de junho de 2026

Projeto Cidade Inclusiva estreia em Caratinga com exposição tátil internacional e programação cultural acessível

 

 



Entre junho e agosto, o projeto passará por quatro cidades mineiras, levando festivais de cultura acessíveis e implementando melhorias na acessibilidade estrutural dos equipamentos culturais

 

Artista-educadora Eni D'Carvalho (fotos Roberta Carvalho)



Mais que um festival: um legado de acessibilidade para os espaços culturais. É com esta proposta que será lançado em Caratinga, entre os dias 26 e 27 de junho, o primeiro de quatro festivais acessíveis e gratuitos previstos no Cidade Inclusiva. O projeto passará também por Jaboticatubas, Pará de Minas e Três Marias, entre junho e agosto. Além de levar acessibilidade para todas as atividades culturais previstas na programação, são feitas também melhorias estruturais nos equipamentos culturais-sede, que ficam como legado para a população. O projeto conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realização da Cultura Criativa e Governo de Minas Gerais.



A primeira edição do festival já chega com atrações que traduzem a proposta do projeto de tornar a cultura mais acessível e inclusiva. O principal destaque é a inauguração da exposição “Tocar e Sentir”, da artista-educadora Eni D'Carvalho, que acontece na noite de abertura no dia 26 de junho, na Casa Ziraldo de Cultura. 


Referência internacional em arte acessível, Eni dedica há quase 30 anos sua trajetória à produção de obras táteis voltadas especialmente para pessoas com deficiência visual, intelectual e neurodivergentes. São mais de 400 obras produzidas e 186 exposições realizadas no Brasil e no exterior, incluindo mostras em espaços ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).

 

A programação do festival inclui ainda apresentação da APAE de Caratinga, oficinas infantis tais como a “Explorando os sentidos com os alimentos”, a atividade TEAtrar – Teatro Inclusivo, que promove experiências teatrais compartilhadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e a apresentação musical do violeiro Danilo Bayão, músico com deficiência visual e integrante da Orquestra Mineira de Violas. Novas atrações serão anunciadas nas próximas semanas, quando a programação completa do festival será divulgada.

 

Violeiro Danilo Bayão


“Nossa ideia é aproveitar a realização dos festivais para discutir e também implementar melhorias reais e permanentes na acessibilidade desses equipamentos culturais. Mais que apenas realizar um festival acessível, a ideia é deixar cada equipamento cultural mais acessível do que ele era antes, além de sensibilizar gestores e população da importância de se fazer cultura efetivamente para todas as pessoas, independentemente de suas capacidades”, explica Fred Torres, diretor da Cultura Criativa, proponente do projeto.

 

O projeto conta com um grupo de trabalho em acessibilidade, formado por profissionais com vasta experiência em cultura e acessibilidade, e que são pessoas com deficiência. São feitas visitas técnicas, elaborados relatórios, que futuramente vão direcionar as melhorias de acessibilidade que poderão ser realizadas tanto pelo próprio Cidade Inclusiva, quanto futuramente pelos gestores desses espaços culturais.

 

“Destaco alguns pontos neste projeto: valoriza a diversidade de pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes, incrementa a acessibilidade como algo estrutural para deixar um legado de acessibilidade e não só um recurso pontual. E o protagonismo da pessoa com deficiência, a partir do momento em que o projeto é desenvolvido pelas pessoas com deficiência e não para elas”, explica Gabriel Aquino, pessoa com deficiência visual, fundador da Empresa Vias Acessíveis e que atua no projeto como coordenador de acessibilidade.

 

O projeto conta com um site construído dentro das normas internacionais de acessibilidade, onde todas as pessoas conseguem acessar informações completas da programação e do projeto: cidadeinclusiva.art.br.


Tudo começou em 2024, com a realização do Festival Palácio para Todos, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Desde o início, o intuito era claro: realizar um festival de cultura gratuito, acessível e inclusivo, mas que também conseguisse levar melhorias na acessibilidade estrutural do equipamento cultural que sediava o festival.

Em 2025, com objetivo de regionalizar o projeto e a temática da inclusão, no que daria origem ao Cidade Inclusiva 2026, foi realizada a itinerância do Palácio para Todos para Congonhas/MG, berço do barroco mineiro e das obras primas de Aleijadinho. Como resultado, um festival e importantes contribuições na acessibilidade estrutural do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Museu de Congonhas, Centro Cultural da Romaria e Teatro Dom Silvério. (https://festivalpalacioparatodos.com/)

Como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, a Cemig segue investindo e apoiando as diferentes produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal, fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia.

Ao abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig potencializa, ao mesmo tempo que preserva, a memória e a identidade do povo mineiro. Assim, os projetos incentivados pela empresa trazem na essência a importância da tradição e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado a presença da inovação.

Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em ampliar, no estado, o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior democratização dos seus incentivos.

Caratinga é a cidade natal do Ziraldo, criador do "Meino Maluquino"
 

CIDADE INCLUSIVA

Site: cidadeinclusiva.art.br

Instagram: @cidade_inclusiva

Programação acessível e 100% gratuita

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