Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial, a avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um grande corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo, conectando equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e paisagens urbanas ao longo da principal via da capital.
Automóvel Clube
A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da
Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação Clóvis
Salgado (FCS), e do Cine Theatro Brasil e Associação Cine Theatro Brasil. O
projeto também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura,
patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira,
Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia sua atuação e incorpora novos espaços à sua rede. Passam a integrar o complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.
Palácio das ArtesEsses equipamentos se somam a instituições já presentes na Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.
Museu dos Brinquedos
CâmeraSete
Museu da Memória do Judiciário Mineiro
Edificio Acaiaca
Mercado das Flores
"A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena.
O projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte", afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.Parque Municipal
A Avenida Cultural contará com programação permanente ao longo do
ano. Entre os destaques estão a quinta edição da Festa da Luz, entre os dias 25
e 28/6, ocupando a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad
Noman; uma intervenção da Cia. de Dança Palácio das Artes na Rodoviária de Belo
Horizonte, em julho; a segunda temporada do projeto Cine em Cena, com
atividades culturais durante as férias escolares; o flash mob dos corpos
artísticos da Fundação Clóvis Salgado na Praça Sete, em agosto; e o Quarteirão
das Artes, entre os dias 25 e 28/9, reunindo música, dança, gastronomia,
fotografia e economia criativa.
P7 na praça Sete
A programação inclui ainda ações voltadas às crianças em outubro,
com a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil e o Dia do Pequeno Artista,
promovido pelo Cefart, além de uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais
na Igreja São José, em novembr
Outro destaque será o projeto Curto-Circuito, iniciativa do
Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes
pontos da Avenida Cultural, ampliando o acesso à arte e ocupando espaços que
tradicionalmente não recebem programação cultural.
O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, ressalta que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo. “Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos.
Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.
O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla articulação institucional.
“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência
para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto
de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que
cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes
de colaboração”, afirma.
Subsecretária de Cultura MG, Maristela Rangel
A Avenida Cultural também oferecerá percursos temáticos gratuitos
reunidos sob o conceito de Travessias Urbanas. A primeira rota, denominada
“Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, conecta o Edifício
Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA,
propondo reflexões sobre patrimônio, ancestralidade indígena, arte pública e
memória urbana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário