sexta-feira, 27 de março de 2026

Sons do Patrimônio leva concertos imersivos a Congonhas

 




Uma Imersão Sonora realiza concertos gratuitos nas cidades mineiras de Mariana, Congonhas, Sabará e no Santuário do Caraça - Catas Altas, propondo uma experiência sensorial que une música sacra, patrimônio histórico e espiritualidade, dentro do Minas Santa. A iniciativa ocupa catedrais e espaços tombados, transformando esses ambientes em cenários de escuta e contemplação. 

A primeira apresentação acontece no dia 28 de março, sábado, às 20h, com entrada gratuita, na Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, quando o projeto recebe o Coral Cidade dos Profetas, com participação especial do Grupo de Teatro Dez Prás Oito, interpretando cenas referentes ao que coro e orquestra entoam. O coral é especializado na interpretação de música sacra antiga e desenvolve, há mais de 30 anos, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do país. No repertório estão as músicas tradicionais das cerimônias para este período religioso, como Stabat Mater (Castro Lôbo), Matinas de Sexta feira Santa (Lôbo de Mesquita), o tradicional canto da Verônica com o Coral trazendo o Heu Domine Salvator Noster, dentre outras.

O Minas Santa realiza sua quarta edição em 2026, sendo um programa do Governo de Minas Gerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A iniciativa, promovida em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS), consolida o estado como um dos principais destinos do país durante o período da Semana Santa. O projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, promovendo experiências únicas em todas as regiões do território.

A proposta valoriza a tradição musical sacra ao promover concertos de sonorização colonial coralista, com repertório de músicas anglicanas e sacras que dialogam com a acústica e a atmosfera dos templos históricos. Mais do que apresentações, o projeto cria uma vivência imersiva, conectando o público à memória, à fé e à arte presentes nesses espaços.

Além dos concertos, o Sons do Patrimônio realiza ações educativas, como rodas de conversa sobre a relação entre música e patrimônio, incentivando a reflexão sobre a preservação cultural. Também está prevista a produção de um registro audiovisual, garantindo a continuidade e difusão da experiência para além das apresentações presenciais.

O eixo curatorial parte do entendimento de que a música é elemento essencial na construção da experiência patrimonial. Ao integrar repertório coralista à arquitetura barroca, o projeto estabelece um diálogo entre tradição e contemporaneidade, potencializando a dimensão sensorial e simbólica das igrejas coloniais.

A iniciativa também se destaca pelo compromisso com a democratização do acesso, oferecendo programação gratuita e acessível, com recursos como intérpretes de Libras, audiodescrição e materiais informativos inclusivos. Ao todo, cerca de 40 músicos e coralistas participam das apresentações, com público estimado em milhares de pessoas ao longo da programação.

“O projeto Sons do Patrimônio revela que é na relação entre o imaterial e o material que o patrimônio se torna, de fato, vivo. A fé, expressão imaterial, constrói memória, sentido e pertencimento ao longo do tempo. Já os espaços históricos, o patrimônio material, acolhem, preservam e potencializam essas vivências. É nesse sentido que a memória se fortalece. O que é vivido se inscreve nos espaços e estes, por sua vez, garantem que essas experiências continuem a existir. É mais do que uma programação cultural. A iniciativa reafirma que preservar o patrimônio é também manter vivas as práticas, as emoções e os significados que o sustentam. É isso que transforma Minas em um território de memória ativa, onde passado e presente seguem em diálogo contínuo”, afirma Itallo Gabriel, diretor de Conservação e Restauração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).



Coral Cidade dos Profetas - Especializado na interpretação de música sacra antiga e com quatro CDs gravados — "Missa em Fá de Lobo de Mesquita", "Mestres do Colonial Mineiro”, "CD em Louvor à Virgem Maria” e “Obras Inéditas do Período Colonial”  —, o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, há mais de 30 anos, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do país. Ao longo da trajetória, o Coral tem participado dos eventos mais significativos de Minas como Semana Santa, Festivais de Inverno, bem como Festivais e Encontros de Corais Nacionais e Internacionais.  Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o grupo oferece também, gratuitamente, por meio da Associação, formação musical para pessoas de 10 a 90 anos, sendo reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas.

Programação Sons do Patrimônio – Uma Imersão Sonora

Congonhas

Coral Cidade dos Profetas, com participação especial do Grupo de Teatro Dez Prás Oito.

Data: 28 de março, sábado

Horário: 20h

Local: Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, com entrada gratuita. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Los Cabos: luxo, romance e paisagens espetaculares

  Com seu clima tropical desértico, Cabo San Lucas desfruta de 300 dias de sol por ano, o que o torna um lugar ideal para celebrar casamen...