A rua do Ouro perdeu parte do seu brilho neste Carnaval de 2026. Em um contraste doloroso, enquanto o batuque dos blocos de Carnaval ditava o ritmo da alegria nas ruas de BH, o som seco dos tratores decretava o fim de uma era: a demolição do imóvel que abrigou, por décadas, o lendário Bar do Salomão.
Mais que um boteco, o Salomão era o templo sagrado da Nação
Atleticana na Serra.
O brilho alvinegro da Serra se apaga fisicamente, mas a
história escrita naquele balcão é eterna. A etapa de demolição do imóvel onde
funcionou, por mais de 70 anos, o Bar do Salomão já está em está em estágio
avançado. No dia 15 de fevereiro, apenas parte da entrada principal ainda estava de
pé no endereço histórico, na Rua Ouro com a Rua Amapá, bairro Serra, Região
Centro-Sul de Belo Horizonte.
O bar funcionou até setembro do ano passado. O imóvel foi vendido para uma rede de farmácia.
Reduto histórico de atleticanos, o Bar do Salomão começou
como mercearia, fundada em 1953 pelo casal de imigrantes sírios Jorge Abdalla e
Chamesse Dauch. O estabelecimento se transformou em bar quando o filho, Salomão
Jorge, assumiu o negócio. A paixão do dono pelo Galo logo se tornou o ponto de
encontro de atleticanos.
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