domingo, 11 de janeiro de 2026

Santos: café, porto, mar e história. Por Leonardo Perez







Para um mineiro, acostumado com o horizonte de montanhas, a chegada a Santos é um espetáculo à parte. Distante 650 km de Belo Horizonte, a descida pela Rodovia dos Imigrantes é o portal de entrada para uma imersão no verde vibrante da Mata Atlântica, Serra do Mar, até revelar a grandiosidade do maior porto da América Latina.


Ali, os navios gigantes e o colorido infinito dos containers, de todos os cantos do mundo, dão as boas-vindas a uma cidade de 440 mil habitantes que respira história e hospitalidade.



O roteiro começa pelo Centro Histórico, onde o tempo parece ditar um ritmo próprio. A parada gastronômica obrigatória é a Tasca do Porto, um autêntico pedaço de Portugal, em solo santista.






Entre pratos incríveis, petiscos e um bom vinho, o ambiente aconchegante prepara o espírito para o que vem a seguir.





No Museu do Café a alma de Santos se revela. O imponente edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, inaugurado em 1922, guarda as telas e o vitral magnífico de Benedicto Calixto. Aos sábados, a entrada é gratuita, e a visita termina, inevitavelmente, na cafeteria do museu. Ali, entre o aroma de um grão selecionado, fica a pergunta: "O que o café te faz lembrar?" Certamente, memórias afetivas que aquecem o coração.




O passeio segue pela criatividade da cidade na Casa da Frontaria Azulejada (1865),




                                                      

que abriga feira de artesanato, e pelos Arcos do Valongo, palco de shows e gastronomia diversa.


                                                                                                                 











Para os amantes do esporte, o Museu do Pelé é um santuário de recordações do Rei do Futebol. Tive o prazer de tirar uma foto, montada, abraçado no querido e saudoso Pelé. Cruzando a rua, o Bonde Turístico oferece um "rolê" de 15 minutos que resgata a época em que o bonde era o pulsar do transporte santista.



A mística do futebol nos levou até o estádio da Vila Belmiro para um duelo eletrizante entre o Santos, de Neymar, e o Novorizontino, do jovem talento mineiro Cenourinha, filho dos amigos maristas de décadas, Luis Otavio e Lu Matos. O Gabigol foi o diferencial  nos gramados deste sábado de sol intenso. No Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro, o valor de R$ 30,00 garante uma viagem pelas glórias do Peixe, onde Pelé e Neymar, dividem o protagonismo.



A história da saúde no Brasil se impõe com a Santa Casa de Santos. Fundada em 1542, a primeira do país, hoje une a tradição à inovação tecnológica, sendo refer
ência absoluta no tratamento oncológico.




No  canal 2 da cidade existe um posto de gasolina da época que se escrevia gasZolina, com Z mesmo, mantendo a tradicional  instalada na calçada de uma das esquinas mais movimentadas da cidade.







Embora o tempo curto tenha deixado o Monte Serrat, o Parque do Valongo, onde existiam os antigos armazéns do Porto e hoje tem muitos restaurantes com shows regionais, e o Aquário Municipal para uma próxima oportunidade.



A essência da viagem foi selada em um jantar com a família Goes, da querida Elma, e o anfitrião, sogrão, Antônio Bueno.





Entre conversas e sorrisos, nesta curta s agradável estadia, conheci o maior patrimônio da cidade: a hospitalidade e a cordialidade dos caiçaras, mais conhecidos como santistas. Santos não é apenas um destino de praia e sim um mergulho profundo nas raízes do Brasil.

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