A coordenadora do Programa Educativo e de Mediação Cultural da Fundação Clóvis Salgado, Dulcilene Fonseca, destaca que, para fevereiro, a ideia foi concentrar as atividades na primeira semana do mês em função do pré-Carnaval, e que, por isso, o público terá um período intensivo de ações. “As atividades são conduzidas por educadores e artistas-mediadores e foram pensadas para diferentes idades e interesses, valorizando o diálogo, a experimentação e o contato direto com os processos criativos.
A programação convida o público a vivenciar a arte de forma sensível, criativa e participativa. Por meio de oficinas e experiências educativas gratuitas, os participantes são chamados a explorar exposições, técnicas artísticas, histórias, sons e imagens, em encontros que estimulam a imaginação, a escuta, a troca e a criação coletiva. Não é necessário ter experiência prévia, basta curiosidade e vontade de participar!”, ressalta Dulcilene.
A “Programação Educativa de fevereiro” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Aprendizado e diversão para toda a família – A programação
começa no dia 3 de fevereiro, com a oficina “Cabeça de Dragão: entre dobras,
escamas e histórias”, conduzida pelas mediadoras Lorena Marinho e Cecília
Ferreira. A atividade acontece na PQNA Galeria Pedro Moraleida, e propõe um
mergulho no universo fantástico dos dragões presentes na exposição “Bonecos
Giramundo”. A partir da observação das obras em cartaz, as crianças são
estimuladas a exercitar a imaginação, criar personagens e desenvolver narrativas
próprias. O percurso começa com uma visita investigativa à galeria, seguida por
um ateliê de criação no qual cada participante constrói e personaliza a cabeça
de seu próprio dragão de papel, dando forma, nome e história à criatura
inventada.
Já na quarta-feira, dia 4 de fevereiro, a arte-educadora
Brenda Marques ministra a oficina “Ecos de Luz: Oficina de Experimentação em
Cianotipia”, na CâmeraSete. A atividade convida o público a experimentar a
técnica da cianotipia como prática artística e sensível, em diálogo com a
exposição “Ecosofias”. A oficina propõe reflexões sobre arte, natureza e
ecologia a partir da observação do território, do caminhar pelo Parque
Municipal Américo Renné Giannetti e da criação de fotogramas com elementos
naturais. Destinada a adultos, jovens e crianças a partir de 6 anos, a
atividade integra processos manuais, percepção ambiental e partilha coletiva,
conectando luz, matéria e pensamento ecológico.
No dia 5, quinta-feira, acontece a atividade “Traços que
Criam Mundos – Oficina de criação de figurinos”, com a mediação de Alexia
Nacif, na PQNA Galeria Pedro Moraleida. Os participantes serão introduzidos aos
fundamentos da criação de figurinos para as artes cênicas, a partir do universo
visual e narrativo do Grupo Giramundo. Inspirado pelos bonecos, personagens e
estéticas do acervo, o público desenvolverá croquis autorais, explorando
formas, volumes, cores e movimentos.
A atividade inclui ainda visita à exposição, demonstração técnica e prática orientada, culminando em uma troca coletiva com base nos processos criativos do Giramundo.
E por fim, fechando a programação no dia 6 de fevereiro, a
oficina “Desenho Vivo: criação de imagens a partir de experimentações sonoras”,
com o arte-educador Erik Batista, traz ao Palácio das Artes uma experiência
artística que integra artes visuais e paisagem sonora, convidando os
participantes a transformar o som em imagem. Por meio de escuta ativa,
improvisação sonora ao vivo e criação visual, a atividade incentiva a produção
de desenhos e colagens a partir de estímulos sonoros. Adaptável a ambientes abertos
ou fechados, a oficina promove uma vivência sensorial que explora a relação
entre som, gesto e abstração visual.
Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte) e CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais (Avenida Afonso Pena, 737- Belo Horizonte)
*fotos; Paulo Lacerda e Acervo Fundação Clóvis Salgado
A Fundação Clóvis Salgado é uma missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.
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