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A Guitarra Mágica é uma versão rock para crianças da conhecida ópera A Flauta Mágica do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.. Na trama, dois amigos são transportados para dentro de um jogo de fliperama e para encontrar a saída precisam chegar à última fase, sem perder a única vida que lhes resta. Durante a aventura, eles contam com a ajuda de uma Guitarra Mágica. “Normalmente, o espectador dentro do universo da ópera é
muito elitizado. O próprio canto lírico causa um grande distanciamento. E
daí, a ideia de aproximar o público da música de concerto, a partir do
contato com obras históricas, e que se tornam mais acessíveis e envolventes
quando levadas a outros contextos”, comenta Fernando Bustamante, diretor
artístico da Cyntilante Produções. Segundo o diretor, a proposta de casar Mozart e Rock
não é nova, e surge, em 1985, com a banda francesa Dollie De Luxe: “Chama
atenção ao criar um mashup da ária de Mozart com o clássico
do rock ‘Satisfaction’ da banda inglesa Rolling Stones. Uma inspiração para a
construção da nossa versão da Flauta Mágica de Mozart”, comenta. Desde 2005, a Cyntilante Produções é conhecida pela
adaptação de clássicos da literatura para o Teatro Musical. A Guitarra Mágica
é o segundo espetáculo de uma trilogia que rompe com essa lógica. Neste novo
projeto, a produtora mineira aposta em adaptações para o formato operístico,
inspiradas nas grandes óperas clássicas. “O primeiro espetáculo da trilogia,
“João e Maria – A Opereja”, que teve estreia no ano passado, levou a ópera
alemã de Engelbert Humperdinck – sobre a fábula dos irmãos que se perdem na floresta
– para a paisagem do sertão brasileiro. Em 2025, a proposta é encerrar a
trinca com ‘Aída’ de Verdi dentro do contexto do samba”, explica
Fernando. Em “A Guitarra Mágica”, o público é convidado a uma
aventura, embalada por Mozart, Led Zepplim, Cazuza, Legião Urbana, Elvis
Presley, com os personagens Tamino e Papageno, protagonizados por Thales
Barbosa e Leon Ramos. Para conseguir retornar ao mundo real, a dupla de
amigos terá apenas uma vida no jogo para passar por todas as fases do
fliperama, resgatar a Princesa Pamina, pegar um Livro Encantado de Música e
derrotar o Chefão Zarastro, com a ajuda de uma Guitarra Mágica. “Como a história do espetáculo se passa dentro de um
videogame, o cenário é todo virtual”, explica Bustamante. Ele conta que para
criar a atmosfera, o público assiste em painéis de Led tradicional, a
projeções com ambientes e criaturas no formato quadriculado, que lembram o
videogame retrô de 16 bits. “Como por exemplo, algo próximo dos cenários de
Super Mário e outros grandes ícones do videogame 2D, que não tem a pretensão
de fazer o mundo virtual igual ao mundo real”, comenta. Os figurinos de Ricca Costumes, em A Guitarra Mágica, fazem opção pela atitude rock. “Os cabelos punks, a fluorescência que tem o rock nas cores, não só o lado Dark. A gente também acentua em algumas referências que levam a plateia a ter a sensação de estar num jogo de fliperama de antigamente, com a ostentação de cabeças e perucas com formas retas e ‘pixeladas’ ”. Teatro do Centro Cultural Unimed-BH MinasRua da Bahia 2244 – Lourdes FICHA TÉCNICA -
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