A Casa da Glória uma das atrações de Diamantina está sendo
restaurada para a preservação de sua história e beleza da construção, que
pertence a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , teve concluída a
primeira etapa das obras . A recuperação do espaço começou em 2022, com
recursos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e inclui intervenções
estruturais e combate a cupins. No início deste mês, representantes da
Embaixada dos Estados Unidos e membros da comunidade local fizeram uma visita
técnica ao local para conhecer os espaços já restaurados.
A Casa da Glória é constituída por dois sobrados. O mais
antigo foi construído por volta de 1775, e deve o nome à sua antiga
proprietária, Josefa Maria da Glória, esposa de Manuel Viana. O sobrado
pertenceu a Dona Josefa até 1813, quando a Fazenda Real adquiriu o imóvel para
nele residirem os intendentes de diamantes, incluindo o Intendente Câmara
(1807-1822), naturalista e pioneiro da siderurgia em Minas Gerais. A casa da
Glória recebeu a visita de importantes estudiosos, tais como Auguste de Saint
Hilaire, John Mawe, Barão Wilhelm Ludwig von Eschwege, J.B. Von Spix, Von
Martius e muitos outros. Em 1864, passou a abrigar a sede do 2º Bispado de
Minas Gerais. Em 1867, foi repassada pelo Bispo Dom João Antônio dos Santos às
Irmãs de São Vicente de Paulo, onde fundaram um educandário feminino, o Colégio
e Orfanato Nossa Senhora das Dores. Em 1878, as Irmãs construíram um passadiço
ligando as duas casas onde funcionavam o educandário e o orfanato. O
conjunto foi adquirido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em
1979, abrigando o Centro de Geologia Eschwege até 1999, sendo denominado,
posteriormente, como Instituto Casa da Glória. O Passadiço da Glória foi
escolhido como símbolo da campanha “Diamantina - Patrimônio Cultural da
Humanidade” e está integrado à paisagem urbana, arquitetônica e cultural da
cidade.
As obras na Casa da Glória tem a restauração incluída no tratamento contra a
praga, reforço da estrutura, nova rede elétrica e pintura, sempre mantendo as
técnicas originais da construção, como adobe e pau a pique, com autorização do
Iphan.
Nesta primeira fase, já
foram recuperados a biblioteca e alguns quartos. A previsão é que as obras
continuem até 2027, quando o espaço deve ser reaberto para visitação.
Ao todo, o governo norte-americano deve investir mais de R$
1,2 milhão no projeto, por meio do Fundo de Embaixadores para Preservação do
Patrimônio Cultural.
Ligada à UFMG, a Casa da Glória abriga o Centro de Geologia Eschwege, onde estudantes de todo o país realizam cursos e pesquisas de campo. A expectativa é que, após a restauração completa, o espaço volte a receber alunos e visitantes, reforçando sua importância cultural e científica para a cidade.
O conjunto foi adquirido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1979, abrigando o Centro de Geologia Eschwege até 1999, sendo denominado, posteriormente, como Instituto Casa da Glória. O Passadiço da Glória foi escolhido como símbolo da campanha “Diamantina - Patrimônio Cultural da Humanidade” e está integrado à paisagem urbana, arquitetônica e cultural da cidade.
As obras na Casa da Glória tem a restauração incluída no tratamento contra a
praga, reforço da estrutura, nova rede elétrica e pintura, sempre mantendo as
técnicas originais da construção, como adobe e pau a pique, com autorização do
Iphan.
Nesta primeira fase, já
foram recuperados a biblioteca e alguns quartos. A previsão é que as obras
continuem até 2027, quando o espaço deve ser reaberto para visitação.
Ao todo, o governo norte-americano deve investir mais de R$
1,2 milhão no projeto, por meio do Fundo de Embaixadores para Preservação do
Patrimônio Cultural.
Em 1979, o conjunto foi adquirido pelo Ministério da Educação e Cultura para sediar o Instituto Eschwege, mais tarde denominado Centro de Geologia Eschwege, que desde sua incorporação como Órgão Complementar do Instituto de Geociências da UFMG, através da Resolução 05/79 de 23/03/79 do Conselho Universitário da UFMG, vem ministrando cursos na Área de geologia de campo e mapeamento geológico para alunos das escolas de geologia do Brasil.
As construções que compõem a atual Casa da Glória são de
épocas e estilos diferentes. O edifício principal ou bloco II (à direita de
quem sobe a Rua da Glória) São de construção setecentista cuja data exata não é
conhecida.
Acredita-se que a Casa foi construída entre 1775 e 1800. Não se sabe ao certo o responsável pela obra, mas acredita-se que tenha sido Manuel Viana, marido de Dona Josefa Maria da Glória que residiu na casa até 1813, daí provindo a denominação Casa da Glória.
No início do século XIX a Casa passou ás mãos do Estado, servindo de residência para os intendentes. Ela recebeu visitas de grandes estudiosos como Auguste de Saint Hilaire, John Mawe, Barão Wilhelm Ludwig von Eschwege, J.B. Von Spix, Von Martius e muitos outros.
Em 1864, passa aos domínios da Igreja e transformada em sede do Segundo Bispado de Minas Gerais, tornando-se residência oficial dos Bispos de Diamantina. Por volta de 1867, com a finalidade de abrigar religiosas da ordem de São Vicente de Paulo, ocorrem algumas transformações na Casa, que passa a ser conhecido como Orfanato, e posteriormente como Educandário Feminino de Nossa Senhora das Dores.
Ícone da cidade de Diamantina, o chamado Passadiço da Glória que encanta pela sua graciosidade, foi construído para ligar as duas casas que funcionavam como educandário e orfanato. A obra, na Época, causou polêmica, mas acabou se integrando á paisagem diamantinense e foi símbolo da campanha 'Diamantina - Patrimônio Cultural da Humanidade'.
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