domingo, 3 de setembro de 2023

Encontros de negócios entre Minas e Curaçao

  O 1º Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea – Caipiblue, evento gratuito e aberto ao público, começou dia 1 de setembro, com o Encontros de Negócios, envolvendo representantes de Curaçao e produtores mineiros de diversos segmentos, tais como vestuário, calçados, tecnologia, construção civil, mel e cachaça.

O evento é uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult/MG) e da Fundação Clóvis Salgado.

O objetivo do encontro, mediado pelo Sebrae Minas, foi apresentar o potencial de exportação dos produtos mineiros, bem como conhecer as necessidades e particularidades do mercado de Curaçao, estreitando laços culturais e econômicos com a ilha caribenha.

No Museu Memorial Minas Gerais Vale, a conversa iniciou logo pela manhã, às 9h. Fazendo as boas-vindas a Curaçao, o Subsecretário de Turismo de Minas Gerais, Sérgio de Paula, enfatizou as semelhanças culturais entre a ilha e Minas Gerais, destacando o momento do estado no cenário nacional. “Minas se posicionou como segundo principal destino do Brasil. É o estado que mais cresce no turismo, mas não apenas; também cresce nos negócios. Tenho certeza de que este festival, que vai até domingo (3), trará grandes frutos para Minas Gerais, para o nosso turismo e, principalmente, para a geração de emprego e renda e o desenvolvimento econômico para todos aqui presentes”, disse.

Logo em seguida, a Diretora de Relações Exteriores do Ministério de Desenvolvimento Econômico de Curaçao, Vanessa Tore, subiu ao palco para falar sobre as belezas, necessidades e oportunidades econômicas do país. Um dos principais atrativos é o fato de que a ilha, por constituir o Reino dos Países Baixos, faz parte da União Europeia. Por isso, Curaçao possui benefícios para exportar para a Europa e também Estados Unidos, com que tem tratados de isenção fiscal.

“Minas Gerais pode, por exemplo, exportar insumos para Curaçao e lá nós industrializamos, colocamos um valor agregado. Daí este produto consegue entrar nos mercados da América do Norte e Europa com muito mais facilidade”, explicou, acrescentando que a ilha possui zona franca e porto muito moderno.


Outro aspecto que pode atrair empresários mineiros é a carência de produção local. A ilha importa praticamente todas as suas frutas, carnes, trigo e outros gêneros alimentícios, sendo também uma porta de entrada para demais países do Caribe. "Temos grandes expectativas para esta parceria. Sendo uma pequena ilha e um estado em desenvolvimento, não conseguimos produzir para o nosso povo e para os nossos turistas tudo o que consumimos. Queremos que Minas possa tornar-se um fornecedor de alimentos e outros produtos de que necessitamos, para garantir uma elevada qualidade de vida ao povo de Curaçao", disse Vanessa Tore.Quem também marcou presença no encontro de negócios foi o Diretor de Turismo de Curaçao, Hugo Clarinda, que destacou o aumento do fluxo de brasileiros desde a inauguração do voo direto da ilha ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, inaugurado em junho deste ano. “Antes, recebíamos cerca de 800 turistas brasileiros por mês. Depois do voo, esse número saltou para 3 mil por mês, um crescimento muito grande”, contou o diretor, acrescentando que nosso país é o 5º maior emissor de turistas para Curaçao.  


O súbito aumento indica as inúmeras oportunidades de negócios, sobretudo nos segmentos diretamente ligados ao turismo. Conforme notou Vanessa Tore, o grande número de hotéis em construção tem demandado mão de obra qualificada, setor que estava representado por entidades como o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (SINDUSCON) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-MG).


Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, a iniciativa é uma oportunidade para apresentar a qualidade e a variedade dos produtos mineiros, incluindo o artesanato, a cachaça e a moda, além de nossas soluções inovadoras para os setores da construção civil e do agronegócio. “Queremos nos conectar com potenciais compradores de Curaçao, ampliando as oportunidades para o estabelecimento de novas parcerias comerciais, da nossa rede de contatos internacionais e, o mais importante, valorizando a origem do que é produzido no estado e divulgando os destinos turísticos de Minas Gerais para outros países”, disse Marcelo de Souza e Silva.

Fecomércio MG cria Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade

 Acontece na próxima dia 5 de setembro,em evento fechado, a reunião inaugural do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (CETUR), criado pela Fecomércio MG. A criação do Conselho visa ampliar a participação do Sistema CNC, Fecomércio, Sesc e Senac e Sindicatos Empresariais no segmento, promovendo um ambiente de representatividade e defesa dos interesses dos empresários em prol do desenvolvimento do turismo no estado de Minas Gerais. 


 Participam como conselheiros efetivos, 17 entidades empresariais estaduais e municipais com atuação na área do Turismo convidados pelo Presidente do Conselho, Sr. Nadim Donato. São elas: Federação do Comércio de Minas Gerais - Fecomércio MG; SINDIHBARES - Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana; ABAV - Associação Brasileira das Agências de Viagens; ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes; ABEOC - Associação Brasileira das Empresas Operadoras de Eventos; ABETA - Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura; ABIH - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis; CASA DO TURISMO – Belo Horizonte; ABLA - Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis – Sindiloc; SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; FBHA - Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares; SINDETUR -  Sindicato das Empresas de Turismo de MG; SINGTUR MG  - Sindicato dos Guias de Turismo de Minas Gerais; FECITUR – Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais; IER - Instituto Estrada Real (FIEMG); ABRAJET/MG - Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo de MG; UBRAFE - União Brasileira de Promotores de Feiras. 

Estarão presentes convidados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

Turismo gera 1 em cada 10 novos empregos com carteira assinada

 No mês de julho, a indústria do Turismo gerou um em cada 10 novos postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. Foram criados mais de 16,8 mil empregos nos variados segmentos que fazem parte da atividade turística no país. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Turismo, com base nas informações do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Somente nos sete meses de 2023, o setor empregou cerca de 122 mil pessoas.


O segmento de alojamento e alimentação foi o que mais absorveu pessoas em julho, com a criação de mais de 9,4 mil vagas, seguido do setor de transporte rodoviário de passageiros, com mais de 1,6 mil novos postos. O grupamento de serviços, no qual o setor de Turismo está incluído, admitiu 56.303 novos profissionais.

Entre os estados, São Paulo registrou o maior número de novas contratações, com cerca de 5,6 mil novos postos de trabalho. No Rio de Janeiro, o setor foi o responsável por mais de 2,4 mil vagas e Minas Gerais, foram mais de 2,1 mil novos profissionais trabalhando no Turismo do estado.

NOVO CAGED – Plataforma desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego que gera estatísticas do emprego formal por meio de informações captadas dos sistemas eSocial, Caged e Empregador Web. A metodologia adotada visa assegurar a qualidade e a integridade das estatísticas do emprego formal durante a transição dessas fontes de captação de dados.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea movimenta o Circuito Liberdade

 Uma grande celebração da nova cozinha mineira com programação gratuita e diversa no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, acontecerá a partir desta sexta-feira (1º), com o início do Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea - Caipiblue, uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Fundação Clóvis Salgado.


Em sua primeira edição, o evento homenageará Curaçao, ilha caribenha que desde a inauguração do voo direto BH-Curaçao, em junho deste ano, pela Azul Linhas Aéreas, tem intensificado as relações com Minas Gerais. A síntese desse intercâmbio cultural, turístico e gastronômico é o drink Caipiblue, que mistura a cachaça mineira e o licor de laranja, o curaçao blue, típico de Curaçao.

A bebida além de homenagear esse encontro também lança luz para a contemporaneidade da cozinha mineira que dialoga com diversas vertentes, mantendo a inspiração em suas tradições, que vêm sendo atualizadas. É a partir dessa perspectiva que uma programação diversa irá convidar o público a conhecer mais sobre a originalidade da cozinha mineira, seja por meio de bate-papos, como o simpósio Conversas de Cozinha, ou apreciando pratos diversos e drinks, que serão feitos na hora, e também produtos e iguarias que completam uma rica experiência gastronômica.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ressalta que o festival marca a oportunidade de valorizar esse movimento que impulsiona a economia da criatividade. “Nós estamos iniciando um processo de talvez dar um nome, um significado, a um fenômeno que acontece no nosso estado, sobretudo, em alguns restaurantes da capital, do Sul de Minas e de Tiradentes. Nós identificamos uma continuidade em relação à cozinha mineira, no que diz respeito à pesquisa, à valorização dos produtos da terra, mas com uma apresentação oriunda da forma francesa”, pontua Oliveira. “Eu costumo dizer que todos nós sabemos fazer feijão tropeiro. No entanto, nós precisamos avançar no sentido de que a riqueza da nossa cozinha tenha uma apresentação de forma contemporânea. Daí o nascimento do festival, que propõe uma reflexão sobre a cozinha mineira contemporânea, certamente, baseada na tradição da cozinha agora protegida como patrimônio cultural imaterial do estado pelo Iepha-MG”, acrescenta.


A programação desta sexta-feira (1º) começará a partir das 9h, com os Encontros de Negócios, no Memorial Minas Gerais Vale. Este será um momento importante em que produtores mineiros vão dialogar com representantes do governo de Curaçao, a fim de estabelecer acordos voltados à comercialização de itens mineiros para a ilha caribenha. A pauta é de grande relevância para dinamizar a economia mineira e criar oportunidades de geração de emprego e renda.

A partir das 14h, terá início o simpósio Conversas de Cozinha, no Palácio da Liberdade. Serão cinco encontros abertos ao público que vão discutir a atualidade e o percurso da nova cozinha mineira, um movimento local que se ancora na tradição, nos ingredientes mineiros, mas em diálogo com a gastronomia francesa. Tal combinação se reflete numa cozinha peculiar e contemporânea, ancorada no reconhecimento da mineiridade e motivada pela busca da inovação.

Nesta sexta, estão previstas três mesas: Patrimonialização da Cozinha Mineira, Cozinha Mineira Contemporânea: Atualizando as origens e Cozinha Mineira: do Clássico ao Contemporâneo. No sábado (2), haverá mais dois encontros, a partir das 9h: Perspectivas para Promoção e Fomento da Cozinha Mineira Clássica e Contemporânea e Conversas sobre Turismo de Experiência da Cozinha Mineira Contemporânea.

A partir das 18h, começará nos jardins do Palácio da Liberdade, e ao lado, na praça José Mendes Júnior, o momento mais sensorial, em que o público poderá apreciar alguns preparos feitos na hora e também experimentar queijos, doces, cachaças, que representam as diversas facetas da cozinha mineira.

Nos jardins do Palácio da Liberdade estarão as estações que representam a vertente contemporânea, com a produção de vinhos mineiros, cafés, sorvetes e pratos a partir de receitas dos chefs Caio Soter e Felipe Rameh. O segundo é quem assina a curadoria da parte gastronômica do festival. Já na praça José Mendes Júnior estará contemplada a cozinha clássica mineira com uma seleção especial de produtos regionais.

O horário de funcionamento desses serviços na sexta-feira será das 18h às 22h. No sábado e no domingo será das 11h às 22h.


Almoços e jantares beneficentes

Nos dias 1º, 2 e 3 de setembro também serão realizados no Salão de Banquetes do Palácio da Liberdade quatro refeições especiais, sendo dois almoços e dois jantares, assinados pelos chefes Caio Soter e Felipe Rameh. A iniciativa é do Serviço Social Autônomo (Servas), que realizará a doação da renda adquirida a partir da venda dos ingressos para quatro hospitais filantrópicos de Belo Horizonte: Santa Casa BH, Hospital da Baleia, Mário Penna e São Francisco.

Os banquetes incluem um receptivo com entradas, uma visita guiada pelo Palácio da Liberdade, até o momento de apreciar o menu completo, que será contextualizado com alguns destaques da história de Minas Gerais. Em razão desses eventos, nesses três dias, não haverá visitação aberta ao público do Palácio da Liberdade.

Atrações culturais

Haverá entre os dias 1º, 2, e 3, a apresentação, respectivamente, dos DJs Cubanito, Sandra Leão e Palomita, nos jardins do Palácio da Liberdade. O público presente também poderá curtir drink shows que serão promovidos pelo mixologista Vitor Puiati. Ele apresentará uma receita que combina licor de Curaçao Blue com Jenipapo e outra que equilibra as notas do mesmo licor com os sabores e os aromas do café.

Intervenções artísticas e culturais dos grupos Calcinha de Palhaço e Circo do Sufoco que trabalham a linguagem da palhaçaria são outras atrações que vão temperar a programação cultural.

Para todas as idades

 Nos três dias, estará montada uma área kids na quadra do Palácio da Liberdade. Nesta sexta (1º), o espaço funcionará das 18h às 22h. No sábado (2) e no domingo (3), das 11h às 22h.

Confira a programação completa do simpósio Conversas de Cozinha aqui.

Inhotim -o maior museu a céu aberto do mundo

 


Localizado a apenas 60 Km de Belo Horizonte, o Inhotim é considerado o maior museu a céu aberto do mundo, instalado no município de Brumadinho, recebe milhares de turistas do Brasil e do exterior para apreciar as belezas das artes plásticas e encantar com a natureza.

O Inhotim é um jardim botânico e um museu de arte contemporânea. Quem já visitou, sabe que, na prática, isso quer dizer que, caminhando pelo Instituto, você vai encontrar obras de arte, galerias e exposições temporárias, e também destaques botânicos, Jardins Temáticos, estufas, estruturas para o cultivo de plantas... Mas o que significa exatamente ser um Jardim Botânico? 


 

Uma área ambiental protegida onde pesquisa, conservação e educação ambiental se encontram em meio à natureza: é essa a proposta de um Jardim Botânico; desde 2010, somos reconhecidos dessa forma pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (CNBJ), mas essa história começou em outros tempos. 

 


São muitas as mãos que fazem os jardins do Inhotim, desde o princípio: jardineiros, biólogos, agrônomos e paisagistas deram grande contribuição. Um dos nomes que projetou e acompanhou o crescimento dos jardins desde o início foi Pedro Nehring (1955-2023), referência em paisagismo tropical contemporâneo e figura central na construção da coleção botânica do Inhotim que encanta visitantes do mundo inteiro que passam pelo Instituto. 




Hoje, acolhemos mais de 4,3 mil espécies botânicas vindas de todos os continentes que, sem dúvidas, ajudam a compor a beleza do Inhotim. Por trás da aparência exuberante existe também muito estudo, cuidado e sensibilização, afinal, toda essa diversidade é um prato cheio para pesquisas científicas e ações de conservação. 

 

Isto ocorre em diversos espaços do Inhotim, como em nossos Jardins Temáticos, mas é no Viveiro Educador que a construção do conhecimento e a popularização da ciência se multiplicam. Lá está o Banco de Sementes, com mais de 400 mil sementes de 82 espécies mantidas em câmara fria, incluindo espécies ameaçadas, como o cedro, a braúna, o jacarandá-preto, a grápia e a peroba-rosa. Essas sementes podem ser utilizadas a longo prazo, nos jardins do Inhotim ou em projetos de restauração de ambientes degradados e reflorestamento. É a nossa reserva para garantir a produção de novas mudas. 

 

E por falar em espécies ameaçadas, você já deve ter visto, no Largo das Orquídeas, a rainha-do-cerrado. A Cattleya walkeriana é considerada vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de extinção do Brasil. No Laboratório de Botânica do Inhotim, a espécie é cultivada in vitro para contribuir com sua conservação. 

 


Também é no Laboratório de Botânica que são realizados estudos das respostas de espécies ameaçadas a mudanças climáticas. Na Câmara Climática são criados cenários diferentes para analisar como cada espécie reage às mudanças previstas para o futuro, que consideram fatores como a quantidade de CO₂ e estresse hídrico. 


57% das terras de Minas Gerais estão no Cerrado - inclusive o Inhotim, cujo território está em área de transição com a Mata Atlântica. Conheça as espécies e histórias enraizadas em um dos biomas mais ricos do planeta. Visite o Território Temático: Ser do Cerrado, uma publicação do Inhotim que apresenta a importância e a riqueza do Cerrado.


Retirar plantas e mudas dos jardins do Inhotim não é permitido, mas na Inhotim Loja Design você pode conhecer a linha exclusiva inspirada no acervo botânico e na paisagem do Inhotim.


Festuris, Uruguai recebe lançamento da 35ª edição do evento




 A 35ª edição do Festuris - Feira Internacional de Turismo de Gramado foi lançada nesta quinta-feira, dia 31 de agosto, em Montevidéu, no Uruguai. O encontro, que ocorreu no Ministério do Turismo, aconteceu de forma exclusiva para agentes de viagens, imprensa e algumas autoridades locais.

Na ocasião, os CEOs do evento, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello entregaram, oficialmente, o convite País de Honra Convidado do Festuris ao ministro do Turismo do Uruguai, Tabaré Viera. “Eu estou muito feliz em receber esse evento aqui em Montevidéu. Festuris é a feira mais importante para o Uruguai e estamos apostando muito nesta edição. Seguiremos parceiros”, disse o ministro.
Além da cultura uruguaia ser próxima a dos brasileiros, o país está presente no Festuris desde a segunda edição do evento, em 1990. “A distinção de país convidado de honra leva em consideração os anos de relacionamento, além de ter sido um dos primeiros países a investir na internacionalização do evento”, apontou Marta.



Crédito das fotos: Leonardo Correa/Ministério do Turismo



Eduardo complementou a fala da Marta apresentando as novidades do Festuris em 2023. “Será a maior edição de todas. Em aproximadamente 26 mil metros quadrados de evento haverá, sem dúvidas, muita geração de negócios, networking e experiências inesquecíveis. Esperamos todos de 9 a 12 de novembro, em Gramado, aqui do ladinho, no Rio Grande do Sul”, reforça o convite.


Representando o vice-prefeito de Gramado, Luia Barbacovi, que não pode comparecer, Marta e Eduardo realizaram uma apresentação da cidade aos agentes de viagens presentes.

94 anos do Mercado Central

 Considerado o melhor Mercado do Brasil e entre os 3 melhores mercados do mundo, o Mercado Central de Belo Horizonte, completa 94 anos no dia 7 de setembro.


O Mercado Central é um dos principais pontos turísticos da capital mineira, tem 400 lojas, vagas de estacionamento coberta, recebe por mês cerca de 30 mil pessoas por dia, um exemplo de administração que faz do Mercado Central a referência no setor comercial de Belo Horizonte nos seus 94 anos.

Temperos, aromas, sabores, crenças, cores: todas as características mais marcantes da cultura mineira dão charme e muita personalidade ao mercado mais querido de Belo Horizonte.  Há nove décadas, o Mercado Central é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.

Nesse tempo, deliciosos pratos da comida típica, diferentes formas de religiosidade, toda a criatividade e delicadeza do artesanato e muitos outros preciosos traços da cultura popular mineira fazem do Mercado Central um espaço único, que une tradição e contemporaneidade e encanta por sua singularidade.


Belo Horizonte tinha apenas 31 anos quando um prefeito empreendedor resolveu reunir, em um só local, os produtos destinados ao abastecimento dos 47 mil habitantes da jovem cidade. Foi assim que o Mercado Central nasceu, no dia 7 de setembro de 1929: unindo as feiras da Praça da Estação e da praça da atual rodoviária. Em um terreno de 22 lotes, próximo à Praça Raul Soares, o prefeito Cristiano Machado reuniu todos os feirantes, centralizando o abastecimento da população. Nos 14.000 m² do terreno descoberto, circundado pelas carroças que transportavam os produtos, as barracas de madeira se enfileiravam para a venda de alimentos.


O Mercado, então denominado Mercado Municipal, com sua atividade intensa e movimento alegre, funcionou até 1964, quando o prefeito da época, Jorge Carone, resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade de administrar a feira. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes se organizaram, criaram uma cooperativa e compraram o imóvel da Prefeitura. No entanto, teriam que construir um galpão coberto na área total do loteamento no prazo de cinco anos.


A tarefa não foi fácil. A duas semanas do fim do prazo dado pela prefeitura, ainda faltava o fechamento da área. Foi então que os irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo decidiram acreditar no empreendimento e investiram no projeto. Foram contratadas quatro construtoras, ficando cada uma responsável por uma lateral, para que o galpão pudesse ser fechado no prazo estabelecido. Ao fim do prazo, os 14.000 m² de terreno estavam totalmente fechados. Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viam seu esforço recompensado.

Assim, bem organizado e com participação ativa dos comerciantes, a cada dia ao longo dos anos o Mercado ampliava suas atividades, expandia seus negócios e se transformava em um núcleo não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato e de comidas típicas, tornando-se um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte e um dos locais mais queridos pelos mineiros.

Atualmente, com nove décadas de vida, o mercado possui mais de 400 lojas, oferece serviço de informações bilíngue, atrai todos os dias milhares de visitantes de todos os lugares do Brasil e do mundo e, em seus corredores, guarda grandes memórias e muitas histórias para contar.

Pensando na função social de ter suas portas abertas para todo o público, incluindo os clientes que possuem alguma dificuldade de mobilidade, o Mercado Central possui elevadores e rampas de acesso, disponibiliza cadeiras de rodas e mantém profissionais treinados para atendimentos especializados.


Fígado com jiló, tradição do Mercado Central

Com o projeto Consumidor do Futuro, atende escolas regulares e especiais, garantindo que crianças e jovens portadores de necessidades especiais também possam vir ao Mercado para descobrir as cores, os cheiros e os sabores diversificados. Sempre que você precisar de ajuda, procure por um de dos seguranças. Eles são orientados a auxiliar nossos clientes em todos os casos, da melhor maneira possível.

*Coluna Minas Turismo Gerais, Jornalista Sérgio Moreira

@sergiomoreira63 Informações para a coluna enviar para

sergio51moreira@bol.com.br

O pulso resiliente da Savassi, por Leo Perez

Quem vive Belo Horizonte sabe que a Savassi é um estado de espírito e não apenas um bairro.  Nas últimas décadas, vimos suas esquinas mudare...