Depois da acomodação do volume em 2025, a curva muda de
direção em abril, avança em maio e ganha força em junho e julho; receita cresce
7,2% na comparação anual O turismo de Minas Gerais voltou a crescer em 2026. A
dimensão dessa virada aparece com clareza quando se observa o cenário dos dois
últimos anos: depois de um ciclo de forte expansão, o volume das atividades
turísticas recuou 4,4% em 2025. A desaceleração, porém, não desmontou a
estrutura econômica do setor. Empresas, empregos, conectividade e presença
territorial continuaram avançando.
Em 2026, a curva mudou de direção. Os primeiros meses ainda
carregaram os efeitos da desaceleração anterior, mas abril marcou a inflexão,
maio confirmou a retomada e o movimento se expandiu em junho e julho. Julho foi
o melhor mês de 2026 até agora, reforçando a continuidade da recuperação no
terceiro trimestre.
O primeiro dado consolidado a demonstrar essa mudança veio
em maio. A receita nominal das atividades turísticas cresceu 7,2% em relação a
maio de 2025, além de avançar 1,3% frente a abril. No acumulado de janeiro a
maio, a receita já apresentava alta de 3,8%.
A retomada também apareceu no volume real das atividades
turísticas. Minas cresceu 1,4% em maio frente a abril, enquanto o Brasil recuou
0,4%. O resultado mineiro ficou 1,8 ponto percentual acima do desempenho
nacional.
O mais importante é que a virada não acontece isoladamente.
Em maio, Belo Horizonte alcançou 62,36% de ocupação hoteleira; Confins voltou a
superar 1 milhão de passageiros; as chegadas internacionais cresceram 9,9%; e o
turismo manteve mais de 450 mil empregos formais. A continuidade observada em
junho e julho reforça esse movimento.
A leitura de 2025 e 2026 revela, portanto, uma transição
econômica relevante. Em 2025, o volume perdeu força, mas a estrutura do turismo
continuou crescendo. Em 2026, essa estrutura maior voltou a encontrar demanda —
e a retomada que começou no segundo trimestre ganhou ainda mais intensidade em
junho e julho.
Julho acrescenta um elemento decisivo à leitura da curva:
não se trata apenas de uma reação pontual em maio, mas de uma sequência de
melhora que se estende de abril a julho.
FONTES: IBGE – PESQUISA MENSAL DE SERVIÇOS (PMS) E ÍNDICE DE
ATIVIDADES TURÍSTICAS (IATUR); OBSERVATÓRIO DO TURISMO DE MINAS GERAIS;
SECULT-MG.
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