sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Turismo de Minas volta a crescer em 2026 e julho marca o melhor momento do ano

 

 



Depois da acomodação do volume em 2025, a curva muda de direção em abril, avança em maio e ganha força em junho e julho; receita cresce 7,2% na comparação anual O turismo de Minas Gerais voltou a crescer em 2026. A dimensão dessa virada aparece com clareza quando se observa o cenário dos dois últimos anos: depois de um ciclo de forte expansão, o volume das atividades turísticas recuou 4,4% em 2025. A desaceleração, porém, não desmontou a estrutura econômica do setor. Empresas, empregos, conectividade e presença territorial continuaram avançando.

Em 2026, a curva mudou de direção. Os primeiros meses ainda carregaram os efeitos da desaceleração anterior, mas abril marcou a inflexão, maio confirmou a retomada e o movimento se expandiu em junho e julho. Julho foi o melhor mês de 2026 até agora, reforçando a continuidade da recuperação no terceiro trimestre.

O primeiro dado consolidado a demonstrar essa mudança veio em maio. A receita nominal das atividades turísticas cresceu 7,2% em relação a maio de 2025, além de avançar 1,3% frente a abril. No acumulado de janeiro a maio, a receita já apresentava alta de 3,8%.

A retomada também apareceu no volume real das atividades turísticas. Minas cresceu 1,4% em maio frente a abril, enquanto o Brasil recuou 0,4%. O resultado mineiro ficou 1,8 ponto percentual acima do desempenho nacional.

O mais importante é que a virada não acontece isoladamente. Em maio, Belo Horizonte alcançou 62,36% de ocupação hoteleira; Confins voltou a superar 1 milhão de passageiros; as chegadas internacionais cresceram 9,9%; e o turismo manteve mais de 450 mil empregos formais. A continuidade observada em junho e julho reforça esse movimento.

A leitura de 2025 e 2026 revela, portanto, uma transição econômica relevante. Em 2025, o volume perdeu força, mas a estrutura do turismo continuou crescendo. Em 2026, essa estrutura maior voltou a encontrar demanda — e a retomada que começou no segundo trimestre ganhou ainda mais intensidade em junho e julho.

Julho acrescenta um elemento decisivo à leitura da curva: não se trata apenas de uma reação pontual em maio, mas de uma sequência de melhora que se estende de abril a julho.

FONTES: IBGE – PESQUISA MENSAL DE SERVIÇOS (PMS) E ÍNDICE DE ATIVIDADES TURÍSTICAS (IATUR); OBSERVATÓRIO DO TURISMO DE MINAS GERAIS; SECULT-MG.

 

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