A Câmara Municipal de Belo Horizonte celebrou em reunião especial: os 70 anos da posse presidencial e os 50 anos de saudade de Juscelino Kubitschek, rememorando o médico de Beagá que virou estadista.
Há tempos que as paredes de Belo Horizonte não guardavam um eco tão afetuoso.
A cidade, que viu o jovem JK caminhar apressado com a maleta de médico nos anos 1920, parou na CMBH para reencontrar o seu filho ilustre.
Setenta anos da faixa presidencial e cinquenta da ausência física não foram capazes de esfriar a admiração unânime: 100% dos vereadores disseram "sim" à memória daquele que primeiro ouviu os passos da gente humilde antes de ouvir o clamor de um país inteiro.
Antes de governar prefeituras, palácios e desenhar o futurismo no cerrado, Juscelino atuava a esperança no consultório da Rua da Bahia e nos corredores do Hospital da Polícia Militar.
O presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), Antônio Marcos Nohmi, recebeu o abraço cívico, através do vereador e professor Juliano Lemos, simbolizando a guarda da nossa identidade.
Antônio Marcos Nohmi e Juliano Lemos
Antônio Marcos Nohmi
Na tribuna, Serafim Melo Jardim, amigo e guardião, devolveu à tona o homem por trás do mito, feito de diálogo, coragem mansa e um jeito mineiro de decidir o futuro.
Que sigamos o exemplo: a grandiosidade de erguer um país não anula a humildade de quem um dia cuidou, face a face, da dor de um trabalhador anônimo.
Viva o Nonô !!!!
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