O Estádio Mineirão, receberá oito jogos
da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027, que será realizada no Brasil.
Entre eles, seis serão da fase de grupos do torneio, uma partida das oitavas de
final e uma das quartas de final. Esses jogos estão previstos para ocorrer
entre os dias 26 de junho e 16 de julho.
A Federação Internacional de Futebol Associação (Fifa)
anuncio), a primeira versão do calendário oficial do mundial, o primeiro da
categoria a ser realizado na América do Sul. A abertura do torneio ocorrerá no
Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 24 de junho, com um jogo da Seleção
Brasileira.
A capital Mineira não receberá jogos do Brasil na fase de
grupos, já que a Seleção está no grupo A e o Mineirão receberá partidas dos
grupos B, C, E, F e G. O estádio só receberá jogos da Seleção em dois cenários:
Caso o País se classifique em segundo lugar, a Seleção
jogará no Gigante da Pampulha na disputa das oitavas de final;
Caso a Seleção Brasileira se classifique em primeiro lugar,
o Mineirão só poderá contar com um jogo do Brasil, se a equipe avançar até as
quartas de final.
Jogos no Mineirão:
26 de junho (sábado) – Grupo C;
28 de junho (segunda-feira) – Grupo G;
30 de junho (quarta-feira) – Grupo B;
2 de julho (sexta-feira) – Grupo F;
5 de julho (segunda-feira) – Grupo C;
7 de julho (quarta-feira) – Grupo E;
11 de julho (domingo) – Oitavas de final;
16 de julho (sexta-feira) – Oitavas de final.
Assim como a abertura, a final do Mundial Feminino também
ocorrerá no Maracanã, no dia 25 de julho. Ao todo, serão oito cidades que
receberão os jogos da Copa do Mundo, sendo que São Paulo (SP) e Fortaleza (CE)
terão o maior número de partidas, com nove jogos cada.
A Copa do Mundo Feminina Fifa 2027 irá movimentar cerca de
R$ 8,8 bilhões na economia do Brasil. O cálculo consta no estudo elaborado pela
FGV Projetos, a pedido da Embratur, que sinaliza os impactos econômicos
referentes ao período de preparação e execução do torneio no país. Os dados
foram apresentados pelo diretor de Gestão e Inovação da Agência, Roberto
Gevaerd, durante o Confut, o principal evento de negócios, networking e
inovação do esporte, que ocorreu em Nova York na última semana.
O levantamento indica ainda um incremento de R$ 3,8 bilhões
no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a 0,03% do total da
economia nacional (base 2025). Os dados preveem a criação de 73,7 mil postos de
trabalho diretos e indiretos, a distribuição de R$ 4,5 bilhões em rendimentos
(salários e lucros) e uma arrecadação tributária estimada em R$ 928 milhões
para os cofres públicos.
Em 2025, o conjunto dos dez maiores eventos esportivos recorrentes do país movimentou, somado, R$ 4,56 bilhões. Quando olhamos para a Copa do Mundo Feminina Fifa 2027, entendemos a verdadeira magnitude desse megaevento. Sozinhos, os impactos chegam a R$ 8,8 bilhões. Estamos falando de um único torneio que vai movimentar praticamente o dobro do valor gerado por todo o calendário de elite recorrente nacional”, afirmou Roberto Gevaerd, diretor da Embratur.
Para o professor da FGV e coordenador do estudo, Luiz
Gustavo Barbosa, a realização do torneio eleva o patamar reputacional do país
de forma inédita. “Em menos de 15 anos, o Brasil se tornará um dos raríssimos
países a ter sediado a tríade dos maiores eventos do planeta (Copa 2014,
Olimpíadas 2016 e Copa Feminina 2027), carimbando um selo de excelência
definitiva na captação de turismo internacional”, destaca o pesquisador.
O volume financeiro total divide-se em dois eixos. O
primeiro, referente ao impacto do público, está estimado em R$ 4,7 bilhões. O
cálculo tem como base a expectativa de fluxo de 2 milhões de pessoas
(residentes e turistas) durante o mês da competição. Conforme os dados, este
volume é capaz de sustentar 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e
recolher R$ 516 milhões em impostos federais, estaduais e municipais.
O segundo eixo detalha os investimentos para a organização
do torneio, que devem gerar um impacto total de R$ 4,1 bilhões na economia. A
lógica parte do orçamento global da competição, fixado pela Fifa em US$ 800
milhões. Desse total, 43% (US$ 344 milhões) destinam-se ao pagamento de
premiações internacionais e não entram na conta nacional. O montante restante,
ao ser convertido, representa uma injeção direta de R$ 2,3 bilhões no mercado
local para o custeio de logística, transmissão, segurança e saúde, sustentando
cerca de 28 mil vagas de trabalho.
A projeção dos impactos foi calculada com base na
metodologia de Matriz de Insumo-Produto (MIP), reconhecida internacionalmente
por capturar os efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia.
A pesquisa VISA-Embratur (2025), compilada na projeção, aponta que 48,61% dos turistas internacionais que ingressam no Brasil são do gênero feminino. O recorte demográfico apresenta permanência média de 11 dias e tíquete médio de US$ 1.317 por viagem. A distribuição das despesas está categorizada em Sol e Praia (67,70%), comércio e compras pessoais (52,10%), serviços de gastronomia (35,60%) e atividades culturais (34,90%). O estudo sinaliza que este perfil de dispersão amplia os efeitos indiretos nas médias e pequenas empresas comerciais.
Além disso, dados complementares da pesquisa Nexus/CBF
(2024) indicam que 72% dos cidadãos que nunca frequentaram estádios de futebol
no Brasil são mulheres. Simultaneamente, 73% do público geral avalia a Seleção
Brasileira Feminina de forma positiva. A partir da correlação, o estudo projeta
a ativação de uma demanda de consumo atualmente retraída, resultando em
descentralização do consumo esportivo por múltiplas praças regionais.
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