O “Sempre Um Papo” dá
continuidade às comemorações dos seus 40 anos com a participação da atriz,
escritora e poeta Bruna Lombardi no lançamento dos livros “Diário do Grande
Sertão” e “Mulheres que Sentem os Espíritos”. O encontro vai acontecer no dia
18 de agosto de 2026, terça-feira, às 19h, no auditório do Tribunal de Contas
do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), com entrada gratuita, por ordem de
chegada. Após o evento, a autora vai autografar os livros.
O “Sempre um Papo – 40 anos” tem o patrocínio da Copasa e do Itaú, via Lei
Rouanet, e é realizado em conjunto com o TCEMG e o TCE Cultural. Os próximos
eventos do Sempre Um Papo são: 31/08 – Jamil Chade e
Felipe Nunes, 08/09 – Rita Von Hunty, 19/09 – Cristóvão
Tezza e 29/09 – Socorro Acioli. A entrada é gratuita, por
ordem de chegada.
Publicado originalmente em 1986, “Diário do Grande Sertão” (Grupo Autêntica) é relançado em 2026, ano em que se marcam os 70 anos de "Grande Sertão: Veredas" e os 40 anos da publicação da obra e da exibição da minissérie, Diário do Grande Sertão. Bruna Lombardi também faz o lançamento de “Mulheres que sentem os espíritos” (Editora Record), que conta uma história de perda, memória e herança espiritual.
Diário de um Grande Sertão
Diário do Grande Sertão nasce de anotações feitas pela atriz Bruna Lombardi durante as gravações da minissérie Grande Sertão: Veredas, exibida pela TV Globo, em 1985. Ao longo de uma das maiores produções da teledramaturgia brasileira, a atriz percorre o norte de Minas Gerais em uma imersão no universo criado por Guimarães Rosa.
Em papéis avulsos, ela registra impressões, reflexões e trechos da obra, compondo um material que mais tarde se transforma no diário publicado originalmente em 1986. A experiência acompanha o processo de construção da personagem Diadorim e o impacto desse trabalho na trajetória da atriz, atravessado pela convivência com o sertão e pelas condições da produção na minissérie.
Entre o set de gravação e a paisagem percorrida pela equipe, o livro acompanha um movimento de transformação pessoal e artística, em que escrita e experiência se cruzam na tentativa de dar forma à travessia proposta pela obra de Guimarães Rosa.
Mulheres Que Sentem Os Espíritos
Em Mulheres Que Sentem
Os Espíritos, Bruna Lombardi constrói um romance sobre luto, herança e
pertencimento. Após a morte da mãe, Lorena é levada a revisitar a própria
história, marcada por ausências, relações frágeis e um persistente sentimento
de inadequação. Criada por Laura, uma mãe solo de origem grega que sustentava a
casa com sessões espirituais, a personagem sempre rejeitou o universo místico
que a cercava.
Entre as ruínas de um casamento fracassado e uma vida errante, ela encontra em
Dora — mulher negra que trabalhou em sua casa desde jovem e se tornou sua irmã
de criação — uma companheira para atravessar a perda e as crises do presente.
Juntas, embarcam para a Grécia em busca de elaborar o luto e compreender a
figura materna que moldou suas trajetórias.
Ao longo dessa jornada, Lorena se vê diante daquilo que mais tentou negar: o
legado espiritual da mãe pulsa em si, obrigando-a a confrontar memórias, afetos
e a possibilidade de acolher o dom de “sentir os espíritos”. O romance aborda,
assim, o peso das heranças invisíveis e as formas de continuar vivendo diante
da perda.
Sobre a autora
Bruna Lombardi é atriz, escritora, poeta, roteirista e ativista. Iniciou sua
carreira na TV Globo em 1977, na novela Sem Lenço, sem Documento, e construiu
uma trajetória marcada por papéis em produções como Grande Sertão: Veredas
(1985), Roda de Fogo (1986), O Fim do Mundo (1996) e Andando nas Nuvens (1999).
Na literatura, publicou poesia, crônicas e ficção, com destaque para o
best-seller Jogo da Felicidade. Sua atuação como autora e palestrante se
concentra em temas ligados ao autoconhecimento, à percepção e à experiência
subjetiva na vida contemporânea.
Sempre um Papo / TCE MG / COPASA
O encontro integra a programação do Sempre Um Papo TCE Cultural, projeto que
promove diálogos entre autores e o público, aproximando literatura, pensamento
crítico e sociedade.
A parceria do Sempre
um Papo com o TCEMG já viabilizou atividades com Ana Maria Gonçalves, Mia
Couto, Itamar Vieira Junior, Conceição Evaristo e Ailton Krenak, consolidando
um percurso em que cada encontro parte de um livro para alcançar questões
amplas da realidade brasileira.
O programa consolida o modelo inaugurado pelo projeto: transformar temas
estruturais da administração pública em debates acessíveis, mediados pela
literatura, pela arte e pela escuta cidadã. Trata-se de um novo paradigma de
atuação institucional, no qual o controle externo dialoga com a sociedade não
apenas por meio de números e relatórios, mas também pela força da palavra e da
experiência humana.
Desde sua criação, o ciclo vem aproximando o público dos grandes temas do
Tribunal — como água, educação, território e direitos — por meio de autores que
traduzem essas questões em linguagem sensível e compartilhável. Essa proposta
se ancora nos eixos estruturantes do TCE, que incluem educação, meio ambiente,
combate à corrupção e cidadania , ampliando o entendimento público sobre
políticas essenciais à vida coletiva.
Auditório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) – Av.
Raja Gabaglia, 1.315, Luxemburgo, Belo Horizonte
Entrada gratuita, por ordem de chegada, condicionada à capacidade do espaço.
Informações: @sempreumpapo
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