No dia 12 de agosto, o BH Airport completa 12 anos de concessão, inaugurando um novo ciclo de crescimento e preparado para transformar infraestrutura e conectividade em vetores de desenvolvimento econômico. Ao longo de toda a trajetória, o terminal mineiro movimentou 131.5 milhões de passageiros, volume equivalente a quase seis vezes a população de Minas Gerais, e assumiu a liderança da maior malha doméstica do Brasil. Em 2026, o aeroporto consolidou uma ampla rede de conectividade, ligando Belo Horizonte a 65 destinos domésticos regulares, alcançando 26 das 27 capitais brasileiras e outros 15 aeroportos regionais.
A expansão da malha doméstica também passou a sustentar
outra prioridade da concessão: o crescimento das operações para o mercado
externo. Quando o contrato foi iniciado, em 2014, o BH Airport mantinha
apenas duas rotas regulares para o exterior. Hoje são nove ligações, incluindo
Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta
del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao. A estratégia
segue uma lógica conhecida da indústria aérea: quanto maior a oferta de passageiros
provenientes da malha doméstica, maior a capacidade de sustentar voos
internacionais de maior alcance.
Em 2025, o BH Airport registrou o maior movimento da história, com 13,3 milhões de passageiros, crescimento de 7,8% em relação a 2024 e de 19,2% na comparação com o período pré-pandemia. A evolução também se traduz em excelência operacional. O terminal mineiro está entre os dez aeroportos de médio porte mais pontuais do mundo, reforçando uma trajetória pautada pela eficiência, previsibilidade e qualidade da operação. Segundo o mais recente relatório mensal de desempenho operacional da Cirium, referência em performance de pontualidade entre aeroportos e companhias aéreas, o BH Airport registrou 86,28% das partidas no horário, considerando 8.879 voos, com cobertura de 99,43% das operações monitoradas.
“Conectividade é desenvolvimento. Quanto mais Minas Gerais
está conectada ao Brasil e ao mundo, maior é nossa capacidade de atrair
turistas, investimentos e negócios. Os investimentos realizados nesses 12 anos
permitiram construir uma plataforma preparada para sustentar um novo ciclo de
crescimento, transformando conexões em oportunidades para Minas Gerais”,
ressalta o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.
Na rota da expansão -
Entre agosto de 2014 e agosto de 2026, o aporte R$ 1,4 bilhão
transformou o terminal em uma plataforma de crescimento, excelência
operacional, logística, conectividade e desenvolvimento econômico. A construção
do Terminal de Passageiros 2 concentrou a maior parcela da expansão física
realizada durante a concessão. A obra reorganizou fluxos e abriu espaço para a
expansão das malhas doméstica e internacional. No lado ar, a ampliação da pista
de pousos e decolagens, de 3 mil para 3,6 mil metros, aumentou a capacidade
para receber voos de longa distância. Os investimentos permitiram um salto de
10 milhões para 32 milhões de passageiros por ano, ao longo dos 12
anos de concessão, e 198 mil movimentos de aeronaves.
As intervenções também contemplaram a instalação de novas pontes de embarque, totalizando 26, a modernização dos sistemas operacionais, de segurança e de processamento de bagagens, além de obras para renovação dos pátios de aeronaves, pavimentos, sistemas de iluminação, monitoramento, climatização, energia e controle de acesso. A modernização da infraestrutura refletiu diretamente nos indicadores operacionais e na experiência dos passageiros, criando as condições necessárias para a expansão sustentável das operações.
Logística conecta Minas aos mercados globais - A transformação também avançou além dos
terminais de passageiros. Ao longo da concessão, o BH Airport estruturou uma
plataforma logística voltada ao comércio exterior e às cadeias industriais de
Minas Gerais, ampliando a participação do complexo aeroportuário na
movimentação de mercadorias e no planejamento das empresas. Em 2025, o Terminal
de Cargas movimentou 13,1 mil toneladas, distribuídas por 37.769 processos
aduaneiros. O valor CIF das mercadorias, que considera custo, seguro e frete,
alcançou R$ 15,9 bilhões.
O Hub Logístico Multimodal do terminal mineiro sustenta a
operação ao reunir, em uma mesma plataforma, cargas internacionais
transportadas pelos modais aéreo, marítimo e rodoviário. A estrutura ocupa 15
mil metros quadrados, dos quais 12 mil estão em área alfandegada, e inclui
3.131 metros quadrados de câmaras frias, 300 metros quadrados destinados a
cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. É o único recinto
alfandegado de Minas Gerais com funcionamento ininterrupto. Mais do que movimentar
mercadorias, o terminal mineiro busca consolidar-se como uma infraestrutura de
apoio à produção, ao comércio exterior e à inserção de Minas Gerais em mercados
globais.
Obras de evolução do aeroporto
Da descarbonização e experiência à economia regional - O BH Airport vem construindo uma história que coloca Minas Gerais no centro das discussões sobre sustentabilidade na aviação brasileira. O reconhecimento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como o aeroporto mais sustentável do país e a conquista de cinco selos consecutivos de Aeroporto Verde são reflexos de um trabalho consistente de transformação. O terminal mineiro mantém a certificação nível 3+ no programa Airport Carbon Accreditation (ACA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), consolidando um marco importante: é o primeiro aeroporto carbono neutro do Brasil.
Desde a adesão ao programa ACA, em 2017, o BH Airport já
evitou a emissão de aproximadamente 8.600 toneladas de CO₂ equivalente e
reduziu em 69% suas emissões diretas. Entre as iniciativas que ilustram atuação
ambientalmente responsável do BH Airport está o projeto 400Hz + PCA, que
transformou a forma como as aeronaves são atendidas em solo. A mudança retirou
de circulação 16 equipamentos a diesel e trouxe um impacto direto e tangível:
cerca de 202 mil litros de combustível deixaram de ser consumidos por ano,
evitando a emissão de, pelo menos, 500 toneladas de CO₂ equivalente anualmente.
A agenda de inovação acompanha esse movimento. No Centro de
Operações Aeroportuárias (APOC), sistemas integrados reúnem informações
operacionais em tempo real para aumentar a eficiência, a previsibilidade e a
segurança das operações. Os drones completam os horizontes da tecnologia de
automação ampliar o alcance das inspeções de infraestrutura e perímetro, apoiar
a identificação de focos de incêndio por meio de câmeras térmicas e apoiar
ações dos órgãos de segurança pública.
A transformação também passa pela experiência do passageiro. No início da concessão, apenas 27 operações comerciais atendiam as conveniências de quem circulava pelo terminal. Doze anos depois, o BH Airport é quase um shopping, com mais de 100 pontos de alimentação, varejo, serviços e hospitalidade, além de seis salas VIP e da oferta de hospedagem para diferentes períodos de permanência. Inaugurado em 2026 na área interna do terminal, o Hotel Ruby, com 45 apartamentos, além de nove dormitórios para estadias curtas de passageiros em conexão.
A evolução trouxe ainda reflexos relevantes para a atividade
econômica regional. Atualmente, mais de 8 mil pessoas atuam diretamente no
complexo aeroportuário. A cadeia econômica associada às operações do aeroporto
sustenta mais de 28 mil postos de trabalho em 14 municípios da região. Entre
2014 e 2025, o BH Airport recolheu R$ 1,07 bilhão em outorgas ao governo
federal e R$ 180 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) aos municípios de
Lagoa Santa e Confins. A relação com o entorno inclui também iniciativas de
educação e empregabilidade, que impactaram diretamente mais de 3,7 mil pessoas
em 2025, entre projetos educacionais e feirão de empregos.
“Quando olhamos para esses 12 anos, vemos muito mais do que
a transformação de uma infraestrutura aeroportuária. Construímos uma plataforma
de conectividade e logística que aproxima Minas Gerais do Brasil e do mundo.
Nosso próximo ciclo será transformar cada vez mais essa conectividade em
turismo, comércio exterior, investimentos, empregos, oportunidades e
desenvolvimento para Minas Gerais”, conclui Daniel Miranda.
BH Airport em 12 anos de transformação
|
Melhorias |
2014 |
2026 |
|
Rotas internacionais |
2 |
9 |
|
Malha Doméstica |
50 |
65 destinos |
|
Capacidade anual de passageiro |
10 milhões de passageiros/ano |
32 milhões de passageiros/ano |
|
Passageiros embarcados |
10,9 milhões em 2014 |
13,3 milhões em 2025 |
|
Investimentos realizados |
Início da concessão |
R$ 1,4 bilhão acumulados |
|
Pista de pousos e decolagens |
3 mil metros |
3,6 mil metros |
|
Pontes de embarque |
9 pontes |
26 pontes |
|
Lojas e serviços |
27 |
110 opções |
|
Salas VIPs |
0 |
6 |
Com localização estratégica e um dos principais hubs do
país, o BH Airport atende mais de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde
2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma
das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por
Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça
e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal
com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.
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