"Minas são Muitas", 853 municípios, mais de 5 mil distritos, Minas Gerais se consolida como um dos estados que mais
investem em fomento à cultura no país. Segundo dados do setor, o estado ocupa a
segunda posição nacional em volume de recursos destinados ao fomento cultural,
atrás apenas do Rio de Janeiro. Nesse contexto, o Governo de Minas lançou,
no dia 30 de junho, os primeiros dez editais do Fundo Estadual de Cultura
(FEC) 2026.
Ao todo, serão publicados 16 editais, que somam R$ 31,9
milhões em investimentos. A iniciativa amplia o alcance das políticas públicas
de cultura, fortalece a produção artística em todas as regiões e reforça a
estratégia de descentralização dos recursos, com foco no interior do estado, na
diversidade cultural e na valorização dos trabalhadores da cultura.
Os editais são coordenados pela Secretaria de Estado de
Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), em parceria com a Fundação
Clóvis Salgado (FCS), a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), o Instituto
Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a
Empresa Mineira de Comunicação (EMC).
“Minas Gerais vive um novo momento nas políticas públicas
de cultura. Hoje, o estado está entre os maiores investidores do Brasil em
fomento cultural, atrás apenas do Rio de Janeiro, e isso não é apenas um dado
orçamentário: é uma escolha política. Significa reconhecer que cultura gera
trabalho, renda, identidade, pertencimento e desenvolvimento”, afirma o
secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
Nesta primeira etapa, os editais contemplam áreas como
patrimônio cultural, literatura, bibliotecas, artes cênicas, música, artes
visuais, audiovisual, moda, artesanato, economia criativa, formação cultural,
circulação artística, museus, memória, Carnaval, bolsas culturais e
fortalecimento de instituições culturais.
Entre os destaques estão os investimentos voltados para
bibliotecas públicas municipais, bibliotecas comunitárias e espaços de leitura.
As ações buscam ampliar o acesso ao livro e à literatura, formar mediadores de
leitura e apoiar agentes culturais que atuam diretamente nos territórios.
Também serão apoiados projetos de criação, produção e
circulação artística, incluindo mostras, festivais, apresentações, desfiles,
feiras e a participação de artistas mineiros em eventos dentro e fora de Minas
Gerais. A medida fortalece a economia criativa, amplia oportunidades para
artistas, técnicos, produtores e coletivos culturais, além de estimular a
presença da produção mineira em novos circuitos.
“Os editais do Fundo Estadual de Cultura chegam para
ampliar oportunidades em todas as regiões do estado, especialmente no interior.
Estamos falando de artistas, coletivos, bibliotecas, museus, mestres da
cultura, instituições, blocos de Carnaval, produtores e trabalhadores da
cultura que fazem Minas acontecer todos os dias”, destaca Leônidas Oliveira.
Na área do patrimônio cultural, os editais contemplam
iniciativas de preservação da memória, fortalecimento de museus, acervos e
organizações da sociedade civil. Também haverá reconhecimento de mestres e
mestras dos ofícios técnicos das artes e concessão de bolsas para projetos
culturais, com destaque para iniciativas lideradas por mulheres.
O Carnaval mineiro também integra o conjunto de editais,
com premiação para blocos de rua, escolas de samba, blocos caricatos e
coletivos carnavalescos. A proposta reconhece o Carnaval como patrimônio
cultural vivo, expressão da identidade mineira e importante vetor de
desenvolvimento econômico, turístico e comunitário.
Segundo o secretário, o FEC 2026 reforça a diretriz de
descentralização da política cultural mineira. “A cultura de Minas não está em
um único lugar. Ela está nos vales, no Norte, no Jequitinhonha, no Mucuri, no
Sul, no Triângulo, na Zona da Mata, no Centro-Oeste, na Região Metropolitana e
em cada município mineiro. O papel do Estado é fazer com que o recurso público
chegue a esses territórios e fortaleça quem produz cultura na ponta”, afirma.
As propostas serão analisadas pela Comissão Estadual de
Fomento e Incentivo à Cultura (Cefic), com base em critérios como qualidade
técnica, relevância cultural, impacto social, democratização do acesso,
regionalização dos investimentos e fortalecimento da produção cultural no
interior do estado.
Com o FEC 2026, Minas avança em uma política cultural
mais ampla, descentralizada e estruturante. Os editais ampliam oportunidades,
movimentam a economia criativa, fortalecem instituições culturais e reconhecem
a cultura como dimensão essencial do desenvolvimento, da identidade e da vida
pública em Minas Gerais.
“Investir em cultura é investir em futuro. É fortalecer a
economia da criatividade, preservar a memória, formar novos públicos, estimular
a circulação artística e valorizar a diversidade que faz de Minas um dos
territórios culturais mais potentes do país”, conclui Leônidas Oliveira.
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