terça-feira, 2 de junho de 2026

Studio Ghibli é tema de mostra com 20 filmes no Cine Humberto Mauro

 

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Praticamente unanimidade entre público e crítica, o Studio Ghibli é uma das mais influentes produtoras de animação do mundo, e completa 40 anos de lançamento de seu primeiro filme em 2026. Para comemorar, a filmografia do estúdio japonês ganha a tela do Cine Humberto Mauro entre os dias 11 e 26 de junho. Serão exibidos 20 longas-metragens dirigidos por grandes nomes, como Hayao Miyazaki e Isao Takahata, e produzidos entre os anos de 1984 e 2014, em um percurso que vai da era pré-Studio Ghibli até a aclamação absoluta da produtora. A curadoria inclui clássicos como “O Castelo no Céu” (1986), “Meu Amigo Totoro” (1988), “Princesa Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Conto da Princesa Kaguya” (2013), entre outros. A entrada no Cine Humberto Mauro é gratuita.

O Studio Ghibli é uma produtora de animação sediada em Koganei, região metropolitana de Tóquio. Fundado em 1985, já produziu 23 longas de animação, sendo o primeiro “O Castelo no Céu” e o mais recente “O Menino e a Garça” (2023). A empresa foi fundada por Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o sucesso de “Nausicaä do Vale do Vento”, em 1984. A maior parte de sua filmografia foi dirigida por Hayao Miyazaki e Isao Takahata; Toshio Suzuki, por sua vez, é o produtor da maioria deles. Filmes do estúdio aparecem com frequência nas listas de maiores bilheterias do cinema japonês, cinco ganharam o Prêmio de Animação do Ano da Academia Japonesa de Cinema e seis receberam indicações ao Oscar. Entre os destaques, 

“A Viagem de Chihiro” ganhou o Urso de Ouro (prêmio máximo) no Festival de Berlim de 2002 e o Oscar de Melhor Filme de Animação no ano de 2003, e “O Menino e a Garça” repetiu o feito ao levar o prêmio de animação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2024.

A mostra “Especial Studio Ghibli: Paisagens da Fantasia” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro. Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Sympla; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, 1 hora antes de cada exibição.

Poesia audiovisual – Na programação, estão filmes consagrados como “Nausicaä do Vale do Vento”, produzido pelo escritor, diretor e ilustrador Hayao Miyazaki ainda antes da criação oficial do Studio Ghibli; “Meu Amigo Totoro”, no qual um grande espírito da floresta ajuda uma garotinha a voltar para casa durante o período pós-guerra; 

O Serviço de Entregas de Kiki” (1989), narrativa que conta as peripécias de uma jovem bruxa e sua adaptação a um novo lar; “Princesa Mononoke”, que segue o príncipe amaldiçoado Ashitaka e seu envolvimento na batalha entre os deuses animais da floresta e os moradores de uma vila de mineiros; “A Viagem de Chihiro”, no qual uma garota entra em uma série de eventos fantásticos para salvar seus pais de um feitiço; e “O Castelo Animado” (2004), onde uma jovem precisa ir para reverter o feitiço de uma bruxa que a transformou em uma idosa de 90 anos.

Vitor Miranda, gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado e curador da mostra, explica que o Studio Ghibli conquistou seus espectadores com narrativas lúdicas e abordagens existenciais, políticas e sociais, sempre a partir de uma técnica de animação muito artesanal, ao mesmo tempo delicada e marcante. “O cinema animado japonês, por meio do sucesso comercial dos filmes produzidos pelo Studio Ghibli, popularizou no Ocidente a singularidade estética e narrativa em um registro muito inovador, sendo tão importante e popular quanto os estúdios Disney, por exemplo. As obras discutem temas complexos que refletem desde os conflitos e características específicas da sociedade japonesa, por exemplo em relação ao uso da tecnologia e à exploração da natureza, até temáticas mais universais sobre amizade, infância, adolescência, memória, universo onírico e outras. Talvez esse seja um fator determinante para sua grande aceitação ao redor do mundo”, pontua.

A seleção inclui também filmes de sucesso feitos nos últimos 20 anos, que têm ajudado cada vez mais o estúdio a consolidar sua reputação: “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (2008) revisita “A Pequena Sereia” ao contar a história de um garoto de 5 anos e sua amizade com uma princesa peixinho-dourado chamada Ponyo que quer desesperadamente virar humana; “Vidas ao Vento” (2013), por sua vez, é uma cinebiografia ficcional de Jiro Horikoshi (1903-1982), projetista da aeronave de combate Mitsubishi A5M e de seu sucessor, o Mitsubishi A6M Zero, usado pelo Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial; e “O Conto da Princesa Kaguya” acompanha uma ninfa mágica nascida de um caule de bambu que cresce e torna-se uma linda mulher cortejada por um séquito de pretendentes.

Vitor Miranda afirma que, ao percorrer quatro décadas da filmografia da produtora, a curadoria evidencia não apenas a consistência de uma assinatura artística singular, mas também a capacidade do Studio Ghibli de renovar, continuamente, seu modo de imaginar o cinema. “Essa produtora consolidou uma linguagem própria e inconfundível, marcada pela atenção minuciosa aos gestos do dia a dia e por uma relação particular com o tempo e o espaço. Nos filmes, convivem o íntimo e o grandioso, o cotidiano e o extraordinário, o visível e o invisível. 

E isso não está restrito apenas aos trabalhos mais conhecidos, que é o que queremos mostrar: obras como ‘Eu Posso Ouvir o Oceano’ (1993), do Tomomi Mochizuki; ‘O Reino dos Gatos’ (2002), do Hiroyuki Morita; ‘Da Colina Kokuriko’ (2011), do Gorō Miyazaki; e ‘As Memórias de Marnie’ (2014), do Hiromasa Yonebayashi, demonstram como essa produção marcada pela fluidez autoral e pela inscrição cultural do Japão foi sendo passada, geração após geração, para outros cineastas e para o público, que terá a oportunidade de conferir toda essa trajetória na tela do cinema”, enaltece Vitor.

 Datas: 11 a 26 de junho

Horários: Variáveis


Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)

Classificações indicativas: Variáveis

Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Sympla; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, 1 hora antes de cada exibição.


Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som Dolby Digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes mais de 45 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de uma programação diversificada, bem como por meio da criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual, com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras Cinema e Psicanálise, Cineclube Ibero-americano Permanente, entre outras. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.


Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural

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