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Praticamente unanimidade
entre público e crítica, o Studio Ghibli é uma das mais influentes produtoras
de animação do mundo, e completa 40 anos de lançamento de seu primeiro filme em
2026. Para comemorar, a filmografia do estúdio japonês ganha a tela do Cine
Humberto Mauro entre os dias 11 e 26 de junho. Serão exibidos 20
longas-metragens dirigidos por grandes nomes, como Hayao Miyazaki e Isao
Takahata, e produzidos entre os anos de 1984 e 2014, em um percurso que vai da
era pré-Studio Ghibli até a aclamação absoluta da produtora. A curadoria inclui
clássicos como “O Castelo no Céu” (1986), “Meu Amigo Totoro” (1988), “Princesa
Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Conto da Princesa Kaguya”
(2013), entre outros. A entrada no Cine Humberto Mauro é gratuita.
O Studio Ghibli é uma
produtora de animação sediada em Koganei, região metropolitana de Tóquio.
Fundado em 1985, já produziu 23 longas de animação, sendo o primeiro “O Castelo
no Céu” e o mais recente “O Menino e a Garça” (2023). A empresa foi fundada por
Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o
sucesso de “Nausicaä do Vale do Vento”, em 1984. A maior parte de sua
filmografia foi dirigida por Hayao Miyazaki e Isao Takahata; Toshio Suzuki, por
sua vez, é o produtor da maioria deles. Filmes do estúdio aparecem com
frequência nas listas de maiores bilheterias do cinema japonês, cinco ganharam
o Prêmio de Animação do Ano da Academia Japonesa de Cinema e seis receberam
indicações ao Oscar. Entre os destaques,
“A Viagem de Chihiro” ganhou o Urso de
Ouro (prêmio máximo) no Festival de Berlim de 2002 e o Oscar de Melhor Filme de
Animação no ano de 2003, e “O Menino e a Garça” repetiu o feito ao levar o
prêmio de animação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2024.
A mostra “Especial Studio
Ghibli: Paisagens da Fantasia” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo
de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e
Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig
como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo
Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold,
Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O
Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60
equipamentos com variadas formas de manifestação de arte e cultura em
transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de
Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo
brasileiro. Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma
on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Sympla; o restante
dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do
Palácio das Artes e nos totens, 1 hora antes de cada exibição.
Poesia audiovisual – Na
programação, estão filmes consagrados como “Nausicaä do Vale do Vento”,
produzido pelo escritor, diretor e ilustrador Hayao Miyazaki ainda antes da
criação oficial do Studio Ghibli; “Meu Amigo Totoro”, no qual um grande
espírito da floresta ajuda uma garotinha a voltar para casa durante o período
pós-guerra;
O Serviço de Entregas de Kiki” (1989), narrativa que conta as
peripécias de uma jovem bruxa e sua adaptação a um novo lar; “Princesa
Mononoke”, que segue o príncipe amaldiçoado Ashitaka e seu envolvimento na
batalha entre os deuses animais da floresta e os moradores de uma vila de
mineiros; “A Viagem de Chihiro”, no qual uma garota entra em uma série de
eventos fantásticos para salvar seus pais de um feitiço; e “O Castelo Animado”
(2004), onde uma jovem precisa ir para reverter o feitiço de uma bruxa que a
transformou em uma idosa de 90 anos.
Vitor Miranda, gerente de
Cinema da Fundação Clóvis Salgado e curador da mostra, explica que o Studio
Ghibli conquistou seus espectadores com narrativas lúdicas e abordagens
existenciais, políticas e sociais, sempre a partir de uma técnica de animação
muito artesanal, ao mesmo tempo delicada e marcante. “O cinema animado japonês,
por meio do sucesso comercial dos filmes produzidos pelo Studio Ghibli,
popularizou no Ocidente a singularidade estética e narrativa em um registro
muito inovador, sendo tão importante e popular quanto os estúdios Disney, por
exemplo. As obras discutem temas complexos que refletem desde os conflitos e
características específicas da sociedade japonesa, por exemplo em relação ao
uso da tecnologia e à exploração da natureza, até temáticas mais universais
sobre amizade, infância, adolescência, memória, universo onírico e outras.
Talvez esse seja um fator determinante para sua grande aceitação ao redor do
mundo”, pontua.
A seleção inclui também
filmes de sucesso feitos nos últimos 20 anos, que têm ajudado cada vez mais o
estúdio a consolidar sua reputação: “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (2008)
revisita “A Pequena Sereia” ao contar a história de um garoto de 5 anos e sua
amizade com uma princesa peixinho-dourado chamada Ponyo que quer
desesperadamente virar humana; “Vidas ao Vento” (2013), por sua vez, é uma
cinebiografia ficcional de Jiro Horikoshi (1903-1982), projetista da aeronave
de combate Mitsubishi A5M e de seu sucessor, o Mitsubishi A6M Zero, usado pelo
Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial; e “O Conto da Princesa
Kaguya” acompanha uma ninfa mágica nascida de um caule de bambu que cresce e
torna-se uma linda mulher cortejada por um séquito de pretendentes.
Vitor Miranda afirma que,
ao percorrer quatro décadas da filmografia da produtora, a curadoria evidencia
não apenas a consistência de uma assinatura artística singular, mas também a
capacidade do Studio Ghibli de renovar, continuamente, seu modo de imaginar o
cinema. “Essa produtora consolidou uma linguagem própria e inconfundível,
marcada pela atenção minuciosa aos gestos do dia a dia e por uma relação
particular com o tempo e o espaço. Nos filmes, convivem o íntimo e o grandioso,
o cotidiano e o extraordinário, o visível e o invisível.
E isso não está restrito apenas aos trabalhos mais conhecidos, que é o que queremos mostrar: obras como ‘Eu Posso Ouvir o Oceano’ (1993), do Tomomi Mochizuki; ‘O Reino dos Gatos’ (2002), do Hiroyuki Morita; ‘Da Colina Kokuriko’ (2011), do Gorō Miyazaki; e ‘As Memórias de Marnie’ (2014), do Hiromasa Yonebayashi, demonstram como essa produção marcada pela fluidez autoral e pela inscrição cultural do Japão foi sendo passada, geração após geração, para outros cineastas e para o público, que terá a oportunidade de conferir toda essa trajetória na tela do cinema”, enaltece Vitor.
Datas: 11 a 26 de junho
Horários: Variáveis
Local: Cine Humberto Mauro
– Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537,
Centro – Belo Horizonte)
Classificações indicativas:
Variáveis
Entrada gratuita; 50% dos
ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia
das sessões, no site da Sympla; o restante dos ingressos será distribuído
presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, 1 hora
antes de cada exibição.
Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som Dolby Digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes mais de 45 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de uma programação diversificada, bem como por meio da criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual, com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras Cinema e Psicanálise, Cineclube Ibero-americano Permanente, entre outras. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.
Com a missão de fomentar a
criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas
Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de
Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música,
ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua
gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas
Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão
dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de
Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro,
das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio
das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos,
reafirmando seu compromisso com a democratização cultural
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