A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) apresenta, nos dias 9 e 10 de junho, às 20h, o concerto “Música de Cinema – Studio Ghibli”, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. A apresentação será regida por André Brant, maestro-residente da OSMG. O programa convida o público a revisitar universos encantadores criados pelo Studio Ghibli, uma das maiores produtoras de animação do mundo, em uma experiência sonora repleta de lirismo, fantasia e emoção. No repertório, trilhas inesquecíveis compostas por Joe Hisaishi para clássicos como “O Castelo no Céu” (1986), “Meu Amigo Totoro” (1988),“Princesa Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001), “O Castelo Animado” (2004) e “Ponyo” (2008) ganham novas cores em versões sinfônicas especialmente elaboradas para a ocasião. Os arranjos são assinados por Marcelo Ramos, Mateus Araújo, João Viana, Fillip Mateus e Fred Natalino. Os ingressos estão disponíveis a preços populares no totem e na bilheteria do teatro, e também na plataforma Sympla.
O Studio Ghibli é uma produtora de animação japonês, sediado em Koganei, região metropolitana de Tóquio. Fundado em 1985, já produziu 23 longas de animação, sendo o primeiro “O Castelo no Céu” (1986) e o mais recente “O Menino e a Garça” (2023). A empresa foi fundada por Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o sucesso de “Nausicaä do Vale do Vento”, em 1984. A maior parte de sua filmografia foi dirigida por Hayao Miyazaki e Isao Takahata. Toshio Suzuki, por sua vez, é o produtor da maioria deles. Filmes do estúdio aparecem com frequência nas listas de maiores bilheterias do cinema japonês, cinco ganharam o Prêmio de Animação do Ano da Academia Japonesa de Cinema e seis receberam indicações ao Oscar. Entre os destaques, “A Viagem de Chihiro” ganhou o Urso de Ouro (prêmio máximo) no Festival de Berlim de 2002 e o Oscar de Melhor Filme de Animação no ano de 2003, e “O Menino e a Garça” repetiu o feito ao levar o prêmio de animação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2024.
O concerto “Música de
Cinema - Studio Ghibli” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de
Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e
Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig
como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo
Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, Usiminas e do Instituto
AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura &
Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de
60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura
em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei
Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Vale-Cultura. Governo de Minas, aqui o trem próspera. Governo do Brasil, do
lado do povo brasileiro.
Maestro André Brant (foto) Nelson de Almeida
Narrativa sonora — A noite
contará com as trilhas compostas pelo compositor, maestro e pianista Joe
Hisaishi. Ele iniciou sua carreira como compositor de música contemporânea e,
após se formar na faculdade de música, interessou-se pelo estilo minimalista e
lançou a música "MKWAJU", em 1981. No ano seguinte, o lançamento de
seu primeiro álbum, "Information", marcou o início de sua carreira
como artista solo. Anos mais tarde colaborou pela primeira vez com Hayao
Miyazaki, de quem se tornou grande amigo, e produziu a trilha de outros
projetos do Studio Ghibli. O maestro André Brant aponta que a parceria com
Miyazaki é um dos elementos que ajudaram a obra de Hisaishi a amadurecer. “Eu
acredito que os filmes e as músicas do Studio Ghibli seguem agradando depois de
muito tempo porque o compositor sabe captar a emoção em suas músicas. Ela não
tem simplesmente a função de ilustrar uma determinada passagem, mas segue a
narrativa dos filmes, focando na emoção, na delicadeza e na natureza. Outro
elemento importante é a sua colaboração recorrente com o estúdio. Joe Hisaishi
compôs música não somente para uma produção, mas diversas. Portanto, ele
conhece muito bem a essência dos filmes e contribui ativamente na construção da
narrativa ao invés de simplesmente ilustrar uma cena”, afirma.
Fotos:Paulo Lacerda
A delicadeza da obra de
Hisaishi exigiu que os arranjadores soubessem traduzir suas composições para a
orquestra. “As composições têm esse caráter mais delicado e suave, com destaque
para alguns instrumentos específicos, em especial o piano. Ele tem um
protagonismo muito especial nas obras de Joe Hisaishi, então os nossos
arranjadores souberam muito bem captar essa atmosfera e transformar as músicas
para a Orquestra Sinfônica”, aponta Brant.
“Música de Cinema – Studio Ghibli”
Data: 9 e 10 de junho
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 10 anos
Programa do concerto
“Música de Cinema – Studio Ghibli”
1. Abertura (trechos da
trilha de vários filmes) – Arranjo: Fred Natalino
2. “A Viagem de Chihiro” --
Arranjo: Mateus Araújo
3. “Meu Amigo Totoro” –
Arranjo: Luan Mateus
4. “O Castelo Animado” --
Arranjo: João Viana
5. “O Castelo no Céu” –
Arranjo: Fillip Mateus
6. “Ponyo” – Arranjo: Fred
Natalino
7. “A Princesa Mononoke” –
Arranjo: Fillip Mateus
ORQUESTRA SINFÔNICA DE
MINAS GERAIS – Considerada uma das mais ativas do país, a OSMG cumpre o papel
de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés,
concertos e apresentações ao ar livre. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio
Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Participa da política de
difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da
Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos da
Liberdade, Concerto Didático, Concerto nos Parques e Sinfônica Pop, além de
integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente
aprimoramento da sua performance, executando repertório que abrange todos os
períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular.
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO –
Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte
e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à
Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes
visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação
desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete
– Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação
também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de
Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes —
além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart, o Centro de
Formação Artística e Tecnológica. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio
das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos,
reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.
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