A Serra do Cipó está a 100 Km da capital mineira. José Patrício era o nome do Juquinha, um personagem muito
conhecido por todos na região por sua simpatia. Ele morreu em 1983.
A escultura fica no km 117 da rodovia MG-010, em uma área conhecida como Alto do Palácio, no município de Santana do Riacho. O trajeto é feito seguindo pela MG-010 no sentido Conceição do Mato Dentro. A estátua fica em um platô à esquerda da pista para quem sobe a serra. Ao chegar ao local de estacionamento, há uma trilha muito curta e fácil, de aproximadamente 300 a 600 metros, que leva diretamente ao monumento. O local oferece uma vista panorâmica incrível de toda a região, sendo um ponto clássico para fotos e para apreciar o pôr do sol.
A estátua do Juquinha das Flores será reinaugurada, depois de um período de restauração, no dia 7 de maio, no alto das montanhas da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, na Região Central de Minas.
Serra do CipóPromovido pela mineradora Anglo American após acordo com o
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o evento marca a entrega da terceira
reforma do monumento, depois de séries de denúncias da reportagem do Estado de
Minas.
O monumento é um dos mais fotografados por turistas que vêm a Minas Gerais e um dos principais símbolos de identidade e harmonia com a natureza da Região Central mineira, essencial para o turismo e a preservação da memória local.
A restauração durou cinco meses e envolveu um diagnóstico
estrutural profundo para sanar rachaduras, capitaneado pela autora da estátua,
Virgínia Ferreira.
O trabalho incluiu limpeza, tratamento de ferrugem nos
vergalhões de aço, substituição de partes comprometidas, obturações,
nivelamento e modelagem da forma original de concreto.
O projeto foi viabilizado por incentivo da Lei Rouanet, após
um acordo jurídico que definiu a responsabilidade da mineradora Anglo American
pela conservação, por ser a proprietária do terreno.
O monumento também enfrenta a ação de intempéries, como
ventos fortes, chuvas constantes e variações extremas de temperatura, que
aceleram o desgaste do material e exigem manutenção periódica.
Para tentar coibir o vandalismo e monitorar riscos de
incêndio na vegetação, o local conta com um poste de câmeras de segurança
alimentadas por placas solares e conectadas à internet. No entanto, o sistema
de monitoramento 24 horas não impediu os ataques mais recentes.
O acordo com o MPMG também prevê a instalação de sinalização
informativa e iluminação, embora apenas a recuperação da escultura tenha sido
finalizada até o momento.
A atuação do Ministério Público foi motivada por denúncias
jornalísticas que mostraram o estado crítico do monumento em 2023, quando a
estátua apresentava buracos, fendas nas pernas e o vergalhão exposto.
O promotor Lucas Trindade instaurou um inquérito civil que
resultou na obrigação legal da Anglo American em restaurar o bem, seguindo a
jurisprudência que atribui ao dono do imóvel a responsabilidade pela
integridade de bens culturais ali instalados.
Etapas da restauração do monumento
Diagnóstico estrutural: avaliação técnica detalhada das
rachaduras e danos na estrutura de concreto
Limpeza e tratamento: remoção de resíduos e cuidado com a
ferrugem nos vergalhões de aço expostos
Substituição de partes: troca de componentes comprometidos
pela erosão e por atos de vandalismo
Modelagem final: execução de obturações, nivelamento e
recuperação do formato original da obra
Diretrizes para conservação e proteção
Monitoramento eletrônico: vigilância 24 horas por câmeras
alimentadas por energia solar
Combate ao vandalismo: fiscalização constante para evitar
pichações e danos físicos à escultura
Manutenção periódica: restaurações preventivas a cada cinco
anos para mitigar danos causados por intempéries
Educação patrimonial: instalação de sinalização informativa
para conscientizar turistas e moradores locais
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