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Automóveis elétricos
Redução de 69% nas emissões diretas, neutralidade de carbono certificada em padrão internacional e reaproveitamento de mais de 56 milhões de litros de água em três anos. Em uma data dedicada à discussão global sobre sustentabilidade, os números do BH Airport oferecem um retrato da agenda ESG desenhada em operações de infraestrutura no Brasil.
Redução de 69% nas emissões diretas, neutralidade de carbono certificada em padrão internacional e reaproveitamento de mais de 56 milhões de litros de água em três anos. Em uma data dedicada à discussão global sobre sustentabilidade, os números do BH Airport oferecem um retrato da agenda ESG desenhada em operações de infraestrutura no Brasil.
O terminal mineiro é o primeiro aeroporto do país a atingir o nível 3+ do programa Airport Carbon Accreditation (ACA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), certificação que exige inventários auditados de emissões, metas contínuas de redução e neutralização das emissões residuais. Desde a adesão ao programa, em 2017, o conjunto das iniciativas implementadas no aeroporto evitou a emissão de aproximadamente 8,6 mil toneladas de CO₂ equivalente.
Os dados ganham relevo em um setor marcado por alto consumo energético, dependência de combustíveis fósseis e uso intensivo de recursos naturais. Aeroportos concentram fluxos logísticos críticos, operam de forma contínua e sustentam a conectividade econômica em diferentes escalas. Ao mesmo tempo, figuram entre as infraestruturas mais expostas aos efeitos de eventos climáticos extremos, o que reposiciona indicadores ambientais, com destaque para emissões, consumo de energia e uso da água, como variáveis operacionais determinantes para eficiência, segurança e resiliência do sistema.
“Em infraestrutura, sustentabilidade só produz resultado quando se converte em critério técnico de decisão. No BH Airport, descarbonização, transição energética e segurança hídrica orientam soluções de engenharia, investimentos e operação diária. É assim que a agenda ambiental se traduz em redução de risco, ganho de eficiência e estabilidade operacional no longo prazo”, afirma o gerente de Infraestrutura e Meio Ambiente do BH Airport, Emerson Chaves.
Metas ambientais alinhadas ao ecossistema global - A estratégia de descarbonização do BH Airport está ancorada na redução estrutural das emissões na origem, com foco em soluções permanentes incorporadas à infraestrutura. O inventário de gases de efeito estufa é acompanhado mensalmente e integrado aos processos de planejamento, orientando investimentos, priorização de projetos e a modernização dos sistemas operacionais.
Nesse conjunto de ações, a implantação do sistema 400Hz + PCA nas pontes de embarque dos Terminais 1 e 2 se destaca pelo impacto direto e mensurável. A tecnologia substitui o uso de geradores movidos a diesel no atendimento às aeronaves estacionadas em solo, uma das etapas mais representativas do consumo de combustível no ambiente aeroportuário.
A adoção do sistema resultou na retirada recorrente de 16 equipamentos a diesel da operação, reduzindo o consumo anual de combustível fóssil em cerca de 202 mil litros. A mitigação estimada é de, no mínimo, 500 toneladas de CO₂ equivalente por ano, com efeito contínuo ao longo da vida útil da infraestrutura instalada. Trata‑se de uma intervenção que combina redução permanente de emissões, aumento da eficiência energética e maior previsibilidade operacional, elementos centrais para ativos que operam de forma ininterrupta.
A redução de emissões também avança na mobilidade em solo. O BH Airport investiu R$ 5 milhões na incorporação de ônibus elétricos para o transporte de passageiros na área operacional, iniciativa que projeta a redução adicional de 42 toneladas de CO₂ equivalente por ano. O plano operacional prevê que, até 2030, todas as operações de embarque e desembarque remoto sejam realizadas com veículos elétricos. Desde 2024, a substituição de veículos a combustão por modelos elétricos e híbridos flex já responde por uma redução adicional de cerca de 40 toneladas de CO₂ equivalente.
Segurança hídrica - A gestão da água constitui um dos eixos mais estratégicos da agenda ESG do BH Airport, tanto pelo volume envolvido quanto pelo impacto direto na continuidade da operação. Desde 2022, o terminal reaproveitou 56,4 milhões de litros de água, volume mais de sete vezes superior ao registrado no início da operação do sistema. Apenas entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, o reúso ultrapassou 20 milhões de litros, o equivalente a cerca de oito piscinas olímpicas, reduzindo de forma significativa a demanda por água potável ao longo da operação.
Esse desempenho é sustentado pelas Estações de Tratamento de Águas Cinzas (ETAC), responsáveis pelo tratamento integrado de águas pluviais e de efluentes provenientes de pias e chuveiros dos Terminais de Passageiros 1 e 2. Após o processamento, a água é direcionada a usos não potáveis, como descargas sanitárias, irrigação de áreas verdes e atividades operacionais, o que permite substituir o consumo de água potável em larga escala dentro do aeroporto.
Em um ambiente marcado por maior variabilidade climática e pressão crescente sobre os sistemas de abastecimento urbanos, a gestão hídrica deixa o campo das iniciativas ambientais isoladas e passa a operar como componente de resiliência operacional, reduzindo a exposição a riscos hídricos e ampliando a previsibilidade da operação.
A atuação ambiental do BH Airport foi premiada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Programa Aeroportos Sustentáveis, por três anos consecutivos, sendo reconhecido como o aeroporto mais sustentável do Brasil. O terminal mineiro também acumula cinco reconhecimentos consecutivos como Aeroporto Verde, concedidos pelo ACI, incluindo projetos voltados à eficiência energética, à gestão hídrica e à proteção da biodiversidade, como a implantação de passagens de fauna.
Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende cerca de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.
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