A Notícia que está assustando a população de vários municípios da região nordeste do país, o cancelamento do carnaval. fato que vem causando alvoroço entre o poder público, músicos e a população.
É época de Carnaval e alguns municípios da região Nordeste deixaram de realizar de realizar o carnaval devido aos altos cachês cobrados por
artistas. Além disso, as gestões municipais já estão de olho nas despesas com
os festejos juninos. Um levantamento feito gerou preocupação
entre foliões nordestinos em função do cancelamento das festas.
No Ceará, três municípios já anunciaram o cancelamento
das festas: Tauá, Caucaia e Jaguaretama. Para comunicar a decisão, o prefeito
de Jaguaretama, Marcos Cunha , se manifestou por meio de vídeo nas redes
sociais.
Já no Rio Grande do Norte, mais especificamente na cidade
de Paraú, e em Santa Luzia, na Paraíba , a justificativa para o
cancelamento foi o impacto da seca na região.
Em outra cidade do Nordeste, Massapê no Ceará, o prefeito
Ozires Pontes anunciou, no dia 1º de fevereiro, que o município terá
apenas um dia de festejo em vez dos quatro tradicionais.
“As bandas estão cada uma mais cara do que a outra; banda
que nem é dessas ‘tops das galáxias’ querendo R$ 500 mil. Absurdo”, disse em
suas redes sociais.“Está virando um negócio absurdo o que essas bandas estão
pedindo. A gente vive num estado pobre, são 184 municípios. As cidades do
interior, de pequeno e médio porte, não têm dinheiro, e não tem sentido quebrar
uma cidade para fazer uma festa”, afirmou.
Em manifestação, o presidente da Associação dos
Municípios do Ceará (Aprece), Joacy Alves Junior, afirmou que há bandas cujo
cachê subiu mais de 100% de um ano para o “Tem banda que era R$ 100 mil em
2025, mas agora quer cobrar R$ 200 mil, R$ 300 mil. Tem banda cobrando até R$
800 mil. Não há como pagar”, relatou.
Um dos fatores apontados para justificar o aumento dos
valores é a concentração das contratações com recursos públicos.
“Hoje não há mais festas em clubes, como havia até uns 15
anos atrás. Agora é o Poder Público quem faz. Se você tem 300 cidades
procurando artistas, a lei da oferta e da procura inflaciona os preços. E eles
cobram o que querem”, disse Junior, lembrando que os artistas são contratados
em modalidade sem licitação.
outro.
Outro ponto que pesa contra a realização das festas,
segundo o presidente, é que 2026 deve ser um ano de contenção de gastos para os
prefeitos.
“A questão da isenção do Imposto de Renda causou uma
queda de arrecadação significativa na fonte”, completou.
Na Bahia, prefeitos de diversas cidades se reuniram no dia 4 de fevereiro, com o Ministério Público da Bahia para discutir as contratações de artistas para o São João deste ano. O encontro debateu critérios e limites de gastos e resultou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina, Wilson
Cardoso , destacou que a reunião buscou dar mais transparência aos gastos e
responder aos questionamentos da população sobre os valores pagos aos artistas.
“É uma resposta ao clamor da opinião pública, dando
lisura ao gasto. A inflação subiu 4,6%, o piso do professor subiu 5,4%, então
achamos razoável que se avaliem esses aumentos de cachês de forma
desproporcional”, afirmou.
O gestor também apontou que o problema tem sido sentido
em outros estados do Nordeste. “A ideia é evitar que [o aumento dos cachês]
saia daqui e vá inflacionar Pernambuco, Alagoas ou outros estados. É uma ação
integrada da região”, explicou.
Por fim, análises e reuniões semelhantes também vêm sendo
realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.
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