São Tomé das Letras recebe milhares de turistas do Brasil e do exterior por ano para conhecerem suas atrações naturais, com cachoeiras, grutas, artesanato, a mística, no alto da cidade com uma vista maravilhosa, que leva as pessoas a imaginação diversas pelas paisagens das montanhas mineiras. Acontece entre 22 de fevereiro e 01 de março a Semana de comemoração pelos 63 anos de emancipação político administrativa de São Tomé das Letras. De 22 de fevereiro a 01 de março , acontece a exposição sobre a história do município no memorial paroquial. Dia 26 às 19h noite no museu palestra sobre a história de São Tomé das Letras. Dia 27 às 8h desfile cívico militar com a presença da Banda da ESA (Escola de Sargento das Armas). Dia 28 de fevereiro a noite acontecerá um grande show na Praça Barão de Alfenas e no dia 01 de março Ato cívico na praça Barão de Alfenas.
São Tomé das Letras, tem seu nome em relação a
uma lenda sobre o suposto encontro no final do século XVIII de uma estátua de
São Tomé em uma gruta por João Antão, um escravo fugido de João Francisco
Junqueira, juntamente com uma carta de escrita perfeita (impossível a um
escravo analfabeto). Outra versão da lenda diz que a carta teria sido entregue
na gruta a João Antão por um senhor de vestes brancas. Apresentando a carta ao
seu antigo dono, como ordenado pelo senhor de vestes brancas, João Antão teria
conseguido sua alforria, pois João Francisco Junqueira teria ficado bastante
impressionado pelo relato do escravo e teria mesmo ordenado a construção de uma
igreja ao lado da referida gruta, que hoje se encontra no que é o Centro de São
Tomé das Letras. Acredita-se que o filho de João Francisco Junqueira, Gabriel
Francisco Junqueira, esteja sepultado debaixo do altar da igreja, a atual
Igreja Matriz. Já o “das Letras” do topônimo refere-se às inscrições rupestres
que ainda podem ser vistas na gruta onde teria sido encontrada a estátua de são
Tomé.
Os índios cataguás habitaram a região até o século XVIII, quando foram expulsos pelos bandeirantes. Em 1785, começou a ser construída a Igreja Matriz, em estilo barroco com pinturas de Joaquim José da Natividade no estilo rococó. Durante o século XIX, a cidade se tornou uma cidade-dormitório, pois só era ocupada pelos fazendeiros da região nas épocas de festa, permanecendo o resto do ano com as casas fechadas e vazias. A partir do início do século XX, a extração das “pedras de são tomé” (quartzito) se tornou a principal atividade econômica da cidade. Em 1991, a famosa imagem de são Tomé foi roubada da Igreja Matriz.
São Tomé das Letras é uma localidade tipicamente serrana, edificada sobre um largo depósito mineral de quartzito do neoproterozoico, que é conhecido como “pedra de são tomé” e que é utilizado largamente na pavimentação de bordos de piscinas, na construção de algumas casas no município, no calçamento das ruas e na elaboração do artesanato local.
O turismo na cidade é uma atração por todos os cantos da cidade, pelo seu ar rústico, típico do interior de Minas Gerais, e sua localização montanhosa e elevada a 1 440 metros acima do nível do mar (permitindo a observação de praticamente toda a região ao redor) fazem com que a cidade seja destino preferido de muitos turistas entusiastas da natureza e de gentes ligadas às artes em geral, tendo sido inclusive cenário para a minissérie Filhos do Sol da extinta Rede Manchete. A cidade também atrai visitantes em busca de supostas aparições de ovnis na cidade.
Existem diversas opções de visita
obrigatória, como a Gruta São Tomé, Gruta do Carimbado, Casa da Pirâmide,
formações rochosas (a Pedra da Bruxa é a mais famosa), as cachoeiras Eubiose,
Véu de Noiva, Paraíso, Lua, Antares entre outras, e corredeiras como
Shangri-lá, Sobradinho e inúmeras outras em toda região.
As estradas da região são de
terra em boas condições. Há muitas trilhas para bicicletas e encontros
periódicos de praticantes de motocross e off road. Entre os caminhos mais
interessantes, estão as estradas até Carrancas e Aiuruoca.
Alguns acreditam que São Tomé
seja um dos sete pontos energéticos da Terra, o que atrai, para o lugar,
místicos, sociedades espiritualistas, científicas e alternativas, o que dá
razão a outro nome da cidade: “Cidade Mística”.
Além disso, a cidade tem o centro
histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico
de Minas Gerais desde 1996. Embora adulterado, ainda possui grande significado
cultural e ecológico. A Igreja Matriz começou a ser construída em 1785 e possui
retábulos do período rococó e o forro marcado pela excelência da pintura do
artista colonial Joaquim José da Natividade. A Igreja de Pedra, tombada em
1985, também é do século XVIII.
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