A exposição " Bonecos Giramundo " é um sucesso de público desde a abertura, em outubro de 2025, a mostra - prevista para encerrar no dia 22 de fevereiro - já recebeu mais de 40 mil visitantes na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e entra agora em uma nova fase, com reforço nas ações educativas, ampliação de recursos de acessibilidade, manipulação de bonecos ao vivo e lançamento de visita virtual.
A exposição “Bonecos Giramundo” foi prorrogada até o dia 26 de abril, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com 600 bonecos da companhia de teatro. O grupo amplia as suas atividades, passando dos palcos para um núcleo multimídia, em que o teatro e o cinema de animação se juntam.
O Giramundo – uma das mais atuantes companhias de teatro de
bonecos do Brasil – e a Fundação Clóvis Salgado celebram 55 anos de história
com a Ocupação Giramundo, no Palácio das Artes. A programação reúne uma
exposição inédita de bonecos, atividades educativas, mostra de cinema,
espetáculo e visitas guiadas. Intitulada “Bonecos Giramundo”
Realizada pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) em parceria com o Grupo Giramundo - que completou 55 anos - a exposição reúne mais de 600 itens, entre bonecos, máscaras e objetos de cena — mais de 80% restaurados com apoio da Fundação. A visitação é gratuita e ocorre de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h.
Considerada a maior coleção de bonecos do Brasil, a mostra
apresenta uma retrospectiva de 40 montagens realizadas entre 1970 e 2024. A
iniciativa integra a programação da “Ocupação Giramundo”, que já incluiu
espetáculo teatral, mostra de cinema e outras atividades, e celebra os 55 anos
do grupo mineiro, comemorados em 2025, além dos 55 anos do Palácio das Artes,
completados em 2026.
O acervo contempla produções emblemáticas como “A Flauta Mágica”, “Dango Balango”, “O Menino Bach Visita o Brasil”, “Os Orixás” e “Pedro e o Lobo”. Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, a prorrogação confirma o êxito da iniciativa. Segundo ele, a mostra reúne mais de meio século de memória artística e reforça a identificação do público com o trabalho do grupo, considerado patrimônio cultural.
A segunda etapa da exposição prevê reorganização do acervo e
aprimoramento das informações expositivas, com ampliação de audiodescrições,
legendas e identificação dos personagens. A reformulação permitirá também a
gravação de uma visita guiada digital inédita na trajetória do Giramundo,
tornando o conteúdo acessível pela internet.
Entre as novidades, está a abertura de agendamento de
visitas para pessoas cegas, com possibilidade de acesso tátil ao acervo. A
proposta é ampliar a experiência sensorial e cognitiva, explorando a
diversidade de formas, materiais e escalas dos bonecos.
Outra atração será a instalação de um estande de
demonstração com réplicas do espetáculo “Pedro e o Lobo”, permitindo ao público
acompanhar a manipulação dos bonecos ao vivo — demanda recorrente dos
visitantes.
Fundado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse,
Terezinha Veloso e Madu, o Grupo Giramundo é uma das mais atuantes companhias
de teatro de bonecos do país, com atuação também no cinema de animação e na
televisão. Ao longo de 55 anos, produziu mais de 40 espetáculos, transitando
por temas da cultura brasileira, clássicos da literatura mundial e adaptações
de obras da música erudita.
Atualmente dirigido por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e
Ulisses Tavares, o grupo amplia suas atividades para um núcleo multimídia,
integrando teatro e animação. A mostra apresenta cerca de 600 peças — entre bonecos, máscaras,
objetos de cena e elementos cenográficos — que marcaram a trajetória do grupo
no teatro, no cinema de animação e na televisão. A programação inclui também a
apresentação de “Alice no País das Maravilhas”, no Grande Teatro Cemig Palácio
das Artes, em celebração ao Dia das Crianças.
Fundado em 1970, o Giramundo surgiu a partir da iniciativa
dos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. O coletivo
mineiro é conhecido no teatro de bonecos pela qualidade de suas produções e
pelo nível de experimentação que seus artistas trazem à cena. Ao longo de 55
anos, já estrelaram mais de 40 espetáculos, utilizando bonecos que podem ser
manuseados de diferentes formas — por meio de fios, varas, luvas ou até
vestidos
Com média superior a 400 visitantes por dia ao longo de
quatro meses, a exposição consolida a história da companhia e reforça sua
relação com o público belo-horizontino, que reconhece no acervo parte da
memória cultural da cidade.
Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Quando. Em cartaz até 26/4. De terça a sábado, das 9h30 às
21h; domingos, das 17h às 21h.
Quanto. Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
Nenhum comentário:
Postar um comentário