sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

600 bonecos do Giramundo estão em exposição no Palácio das Artes

                        

            

A exposição " Bonecos Giramundo " é um sucesso de público desde a abertura, em outubro de 2025, a mostra - prevista para encerrar no dia 22 de fevereiro -  já recebeu mais de 40 mil visitantes na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e entra agora em uma nova fase, com reforço nas ações educativas, ampliação de recursos de acessibilidade, manipulação de bonecos ao vivo e lançamento de visita virtual. 

A exposição “Bonecos Giramundo” foi prorrogada até o dia 26 de abril, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com 600 bonecos da companhia de teatro.   O grupo amplia as suas atividades, passando dos palcos para um núcleo multimídia, em que o teatro e o cinema de animação se juntam.

O Giramundo – uma das mais atuantes companhias de teatro de bonecos do Brasil – e a Fundação Clóvis Salgado celebram 55 anos de história com a Ocupação Giramundo, no Palácio das Artes. A programação reúne uma exposição inédita de bonecos, atividades educativas, mostra de cinema, espetáculo e visitas guiadas. Intitulada “Bonecos Giramundo”

Realizada pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) em parceria com o Grupo Giramundo - que completou 55 anos -  a exposição reúne mais de 600 itens, entre bonecos, máscaras e objetos de cena — mais de 80% restaurados com apoio da Fundação. A visitação é gratuita e ocorre de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h.

Considerada a maior coleção de bonecos do Brasil, a mostra apresenta uma retrospectiva de 40 montagens realizadas entre 1970 e 2024. A iniciativa integra a programação da “Ocupação Giramundo”, que já incluiu espetáculo teatral, mostra de cinema e outras atividades, e celebra os 55 anos do grupo mineiro, comemorados em 2025, além dos 55 anos do Palácio das Artes, completados em 2026.

O acervo contempla produções emblemáticas como “A Flauta Mágica”, “Dango Balango”, “O Menino Bach Visita o Brasil”, “Os Orixás” e “Pedro e o Lobo”. Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, a prorrogação confirma o êxito da iniciativa. Segundo ele, a mostra reúne mais de meio século de memória artística e reforça a identificação do público com o trabalho do grupo, considerado patrimônio cultural.

A segunda etapa da exposição prevê reorganização do acervo e aprimoramento das informações expositivas, com ampliação de audiodescrições, legendas e identificação dos personagens. A reformulação permitirá também a gravação de uma visita guiada digital inédita na trajetória do Giramundo, tornando o conteúdo acessível pela internet.

Entre as novidades, está a abertura de agendamento de visitas para pessoas cegas, com possibilidade de acesso tátil ao acervo. A proposta é ampliar a experiência sensorial e cognitiva, explorando a diversidade de formas, materiais e escalas dos bonecos.

Outra atração será a instalação de um estande de demonstração com réplicas do espetáculo “Pedro e o Lobo”, permitindo ao público acompanhar a manipulação dos bonecos ao vivo — demanda recorrente dos visitantes.

Fundado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Madu, o Grupo Giramundo é uma das mais atuantes companhias de teatro de bonecos do país, com atuação também no cinema de animação e na televisão. Ao longo de 55 anos, produziu mais de 40 espetáculos, transitando por temas da cultura brasileira, clássicos da literatura mundial e adaptações de obras da música erudita.

Atualmente dirigido por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares, o grupo amplia suas atividades para um núcleo multimídia, integrando teatro e animação. A mostra apresenta cerca de 600 peças — entre bonecos, máscaras, objetos de cena e elementos cenográficos — que marcaram a trajetória do grupo no teatro, no cinema de animação e na televisão. A programação inclui também a apresentação de “Alice no País das Maravilhas”, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em celebração ao Dia das Crianças. 

Fundado em 1970, o Giramundo surgiu a partir da iniciativa dos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. O coletivo mineiro é conhecido no teatro de bonecos pela qualidade de suas produções e pelo nível de experimentação que seus artistas trazem à cena. Ao longo de 55 anos, já estrelaram mais de 40 espetáculos, utilizando bonecos que podem ser manuseados de diferentes formas — por meio de fios, varas, luvas ou até vestidos

Com média superior a 400 visitantes por dia ao longo de quatro meses, a exposição consolida a história da companhia e reforça sua relação com o público belo-horizontino, que reconhece no acervo parte da memória cultural da cidade.

Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)

Quando. Em cartaz até 26/4. De terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingos, das 17h às 21h.

Quanto. Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

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