O potencial turístico, cultural e histórico de Itabirito,
Rio Acima, Ouro Preto e Santa Bárbara ganha destaque no livro Histórias,
Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara, que será lançado no próximo
sábado, 20 de dezembro, às 9h30, na Associação de Moradores de Acuruí, charmoso
distrito histórico de Itabirito.
A publicação apresenta um amplo retrato do roteiro cultural
e histórico situado na região central de Minas Gerais, especialmente nos
territórios que integram a bacia do Rio das Velhas. O circuito articula
distritos, comunidades rurais, paisagens naturais e bens patrimoniais ligados à
formação histórica da região, valorizando o turismo de base comunitária, a
cultura local, a memória, a gastronomia e práticas tradicionais.
Escrito pelo jornalista Victor Louis Stutz, com fotografias
de Ane Souz e coordenação geral de Gilson Fernandes Antunes Martins, da
Holofote Cultural, o livro reúne narrativas, registros visuais e relatos
construídos a partir de uma expedição pelos territórios da rota. A obra é
resultado de um esforço coletivo, que contou com a escuta atenta de moradores,
mestres da cultura popular, lideranças comunitárias e personagens locais, cujos
conhecimentos e memórias ajudam a compor o mosaico histórico e simbólico da
Rota Jaguara.
A obra, patrocinada pelo Grupo Avante, por meio da Lei
Federal de Incentivo à Cultura, insere-se em um conjunto de ações voltadas à
valorização do patrimônio, da memória e do turismo cultural na região da Rota
Jaguara. Histórias, Memórias e Mistérios da Rota Turística Jaguara tem produção
executiva de José Carlos Oliveira e coordenação de produção de Ubiraney Silva.
A publicação é uma realização da Editora Tuya com coordenação da Holofote
Cultural.
O lançamento contará com a presença de entrevistados que
participaram da expedição e contribuíram com seus saberes, histórias e memórias
para a construção da obra, reforçando o caráter coletivo do projeto.
MAIS SOBRE A ROTA E O LIVRO - A Rota Turística Jaguara mantém relação direta com o Ciclo do Ouro. Entre os séculos XVII e XVIII, a região foi um dos eixos estratégicos da mineração aurífera em Minas Gerais. Por seus caminhos coloniais circulavam o ouro, pessoas, mercadorias e informações, conectando arraiais mineradores como Ouro Preto, Sabará e Mariana a outros pontos da antiga capitania.
Além dos caminhos históricos, o território preserva
vestígios materiais e simbólicos desse período, como antigas fazendas, ruínas,
igrejas, sítios arqueológicos, estruturas hidráulicas e povoados que surgiram
para dar suporte à mineração. Ao mesmo tempo, mantém práticas culturais e modos
de vida que se desenvolveram a partir desse processo histórico e seguem
presentes no cotidiano das comunidades.
O prefácio da obra é assinado por Leônidas Oliveira,
arquiteto, filósofo, professor e doutor (PhD) em Teoria da Arte e da
Arquitetura pela Universidad de Valladolid, ex secretário de Estado de Cultura
e Turismo de Minas Gerais.
“Nas palavras de Victor Louis Stutz e nas imagens de Ane Souz, o leitor é conduzido não apenas por estradas de terra e vilarejos escondidos, mas por uma jornada de sensibilização. Mais do que um destino, é um manifesto sobre o futuro do turismo: um turismo que respeita, que preserva, que emociona”, escreve no prefácio.
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