
Belo Horizonte recebe, entre os dias 6 e 8 de agosto de
2026, a 4ª edição da Feira e Festival da Doçaria e Confeitaria Mineira
Minas+Doce. Realizado no CenterMinas Expo, o evento reunirá cerca de 30
expositores com doces regionais, confeitaria artesanal, geleias, goiabadas,
balas, cafés, queijos, azeites e produtos desenvolvidos para pessoas com
restrições alimentares.
A Minas+Doce acontece simultaneamente à 35ª Expocachaça e à
19ª BrasilBier, formando um encontro de produtos ligados à cultura alimentar, à
produção artesanal e à economia de diferentes territórios de Minas Gerais.
Criada para ampliar a visibilidade da doçaria mineira, a
feira chega à quarta edição reunindo receitas preservadas por famílias e
comunidades, produtos desenvolvidos por pequenos negócios e criações que usam
ingredientes conhecidos de novas maneiras.
Entre os sabores presentes estarão a jabuticaba de Sabará,
os doces tradicionais de Nova Lima, a goiabada, o doce de leite, os cafés do
Sul de Minas, os azeites produzidos nas regiões montanhosas do estado e queijos
de diferentes origens. O público também encontrará bombons, biscoitos, geleias,
sorvetes, balas e fatias de bolo com combinações criadas especialmente para o
evento.
“A Minas+Doce foi criada para dar visibilidade à riqueza
cultural da produção de doces de Minas Gerais. O evento reúne quem preserva
receitas e modos de fazer, mas também quem pesquisa novos sabores, formatos e
maneiras de comercializar. A permanência dessas tradições depende de mercado,
renda e renovação”, afirma José Lúcio Mendes Ferreira, idealizador e
responsável pela Curadoria Gastronômica da Minas+Doce.
Receitas locais ganham novas interpretações
A programação evidencia como ingredientes associados à
memória alimentar mineira podem originar produtos contemporâneos.
A jabuticaba, por exemplo, estará presente em geleias,
licores, molhos, sorvetes, bombons e bebidas prontas. Produtores de Sabará
apresentarão criações que ampliam o aproveitamento comercial da fruta,
incluindo geleia produzida com 100% de fruta e sem adição de açúcar.
fotos:Divulgação
Os doces históricos de Nova Lima também fazem parte da
feira. Entre eles estão preparações preservadas e reinterpretadas por
produtoras locais, mostrando como receitas ligadas à história de uma cidade
podem continuar circulando por meio de novos produtos, embalagens e ocasiões de
consumo.
Para José Lúcio Mendes Ferreira, esse movimento não
descaracteriza a tradição. “Uma receita permanece quando continua sendo
preparada, conhecida e desejada. A inovação pode estar na apresentação, na
embalagem ou na combinação de ingredientes, sem retirar do produto sua
referência territorial”, explica.
Confeitaria inclusiva
Outra frente da edição de 2026 será a presença de produtos
voltados a pessoas com restrições alimentares. O público encontrará preparações
sem açúcar e sem glúten, desenvolvidas por confeitarias que trabalham com
ingredientes e processos adaptados.
A inclusão desse segmento responde a uma mudança concreta no
mercado de alimentos. Pessoas com doença celíaca, diabetes, intolerâncias ou
escolhas alimentares específicas ainda encontram oferta limitada em feiras e
eventos gastronômicos.
Na Minas+Doce, esses produtos serão apresentados como parte
da feira, sem a criação de um circuito separado. A proposta é ampliar o acesso
e estimular os produtores a considerar públicos que normalmente ficam à margem
das experiências gastronômicas.
Cozinha Viva Minas+Doce
Um dos principais espaços do evento será a Cozinha Viva
Minas+Doce, arena dedicada a aulas-show gratuitas com confeiteiros, chefs e
criadores de conteúdo.
Durante os três dias, seis profissionais apresentarão
receitas que combinam ingredientes regionais, técnicas de confeitaria e
possibilidades comerciais. As atividades terão capacidade para 30
participantes. As inscrições serão abertas no local, 30 minutos antes de cada
aula-show, sem reserva pela internet.
A programação começa na quinta-feira, 6 de agosto, às 15h,
com Renata Sancoel, confeiteira, educadora e empreendedora de Lagoa Santa. Ela
preparará o Bolo Três Amores de Minas, receita que combina queijo, goiabada e
cachaça artesanal, finalizada com mousse cítrica inspirada na caipirinha.
Às 17h, Mari Mussi apresentará um bombom de cereja, coco e
cachaça, produzido com brigadeiro de coco, recheio de cereja e cobertura de
chocolate amargo.
Na sexta-feira, 7 de agosto, às 15h, o confeiteiro e criador
de conteúdo Pablo Figueiredo ensina a produzir o bombom de caipirinha, feito
com chocolate branco, recheio cremoso e uma camada externa que reproduz
visualmente a textura de um limão.
Às 17h, Randher Dornelles, chef reconhecido por grandes
produções gastronômicas e receitas de identidade mineira, prepara uma coxinha
recheada com costelinha suína desfiada e geleia agridoce de goiaba.
No sábado, 8 de agosto, às 14h, Márcio Brito, vencedor de
episódio do programa Que Seja Doce, do GNT, apresenta uma broa de fubá com
queijo e calda de doce de leite. Além da receita, o confeiteiro abordará
técnicas de preparo, finalização e venda.
A programação termina às 16h com Kelma Gual, chef
confeiteira, professora e especialista em biscoitos artísticos. Ela ensinará o
Segredinho Mineiro, biscoito amanteigado recheado com doce de leite e toque de
cachaça, com opções de apresentação para venda simples, recheada ou decorada.
Conhecimento aplicado ao empreendedorismo
As aulas-show foram estruturadas para ir além da
demonstração culinária. Os participantes poderão conhecer técnicas que
interferem na textura, conservação, finalização e apresentação dos produtos,
além de soluções capazes de aumentar o valor percebido e favorecer a
comercialização.
Essa abordagem aproxima a Minas+Doce de um público formado
por confeiteiros, microempreendedores, cozinheiras, estudantes de gastronomia e
pessoas interessadas em iniciar ou aprimorar um negócio.
O evento também cria oportunidades para compradores de
empórios, cafeterias, mercados, hotéis, restaurantes e lojas especializadas
conhecerem produtores, avaliarem produtos e iniciarem relações comerciais.
Um mercado construído a partir dos territórios
A doçaria mineira não forma uma categoria homogênea. Cada
região desenvolveu suas receitas a partir dos ingredientes disponíveis, dos
modos de conservação, das técnicas familiares e das relações entre campo,
cozinha e comércio.
Ao reunir produtores de diferentes municípios, a Minas+Doce
permite que o público observe essa diversidade e compreenda o produto para além
do sabor. Um doce também carrega informações sobre origem, trabalho, memória
familiar, processo de produção e capacidade de gerar renda local.
A aproximação com a Expocachaça amplia essas possibilidades.
Queijo, goiabada, chocolate, café, doce de leite, frutas e cachaça podem ser
combinados em sobremesas, bombons, drinques e experiências de degustação.
“A Minas+Doce não trata o doce apenas como lembrança
afetiva. Existe uma cadeia produtiva formada por agricultores, doceiros,
confeiteiros, fornecedores, comerciantes e profissionais da gastronomia. Dar
visibilidade a essa cadeia é uma forma de fortalecer os negócios e criar
condições para que os saberes continuem vivos”, conclui José Lúcio Mendes
Ferreira.
Durante o evento acontecem shows musicais
A Companhia Energética de Minas Gerais — Cemig apresenta a
Minas+Doce, realizada com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de
Minas Gerais.
Ingressos: disponíveis pelo site oficial da Expocachaça e
pela Sympla. Nos dias do evento, também haverá venda na bilheteria.
Site: www.expocachaca.com.br
Instagram: @expocachaca
Participação: gratuita, mediante inscrição presencial aberta
30 minutos antes de cada atividade.
Capacidade: 30 participantes por aula-show.
4ª Minas+Doce — Feira e Festival da Doçaria e Confeitaria
Mineira
Data: 6 a 8 de agosto de 2026
Horário do evento: das 12h à meia-noite
Local: CenterMinas Expo — Avenida Pastor Anselmo Silvestre,
1.495, bairro União, Belo Horizonte, Minas Gerais
Realização simultânea: 35ª Expocachaça e 19ª BrasilBier