sábado, 25 de abril de 2026

Fliaraxá reúne escritores em Araxá

 



A 14ª edição do Fliaraxá está com inscrições abertas até o dia 4 de maio para autores que desejam fazer o lançamento de seus livros durante o festival, de forma gratuita, dentro da Central de Autógrafos. A única condição para participar é que o autor faça a doação de dois exemplares de seus livros para o festival, que os repassará para bibliotecas da cidade. O Fliaraxá acontece no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá, entre 14 e 17 de maio de 2026, de quinta-feira a domingo, com entrada gratuita em todas as suas atividades.


A iniciativa de oferecer espaço para que escritores façam o lançamento de seus livros sem custos, com sessão de autógrafos para o público presente – é voltada, em especial, aos autores que arcaram com a edição das próprias obras, intituladas “independentes”. Mas qualquer escritor ou escritora pode participar – mesmo que tenha sido publicado(a) por editoras convencionais.


Para participar, basta preencher o formulário -https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScxhzapIs95wMxTs-PjorBPRhydiPbXP446t4ahmzRoeWECeQ/viewform -  até o dia 04 de maio. Após o preenchimento, a equipe do festival entrará em contato para agendar a data e hora do lançamento, que será realizado na livraria do Fliaraxá. Posteriormente, a agenda será divulgada no site do festival e a produção do evento enviará para o autor inscrito um flyer para divulgação. Não será cobrado percentual algum sobre a venda de livros independentes, desde que o próprio autor venda o livro, na hora, utilizando o recurso do Pix.

Há 14 anos, a CBMM apresenta o Fliaraxá – Festival Literário Internacional de Araxá, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com o apoio cultural Centro Cultural Uniaraxá, TV Integração e Academia Araxaense de Letras. 

 


14º Fliaraxá  - Realizado pela Associação Cultural Sempre um Papo com patrocínio da CBMM, via Lei Rouanet e apoio da Academia Araxaense de Letras e TV Integração, o 14º. Fliaraxá celebra os 100 anos de nascimento de Milton Santos, patrono do festival, e homenageia três personalidades: José Eduardo Agualusa, que vem da África, a professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o Mestre General de Congado Jerônimo Pereira de Lima, ambos personalidades da história de Araxá. Participam desta edição nomes como Aírton Souza, Alexandre Coimbra Amaral, Bianca Santana, Carlos Eduardo Pereira, Djonga, Geni Núñez, Gustavo Ziller, Leila Ferreira, Marcelino Freire, Matheus Leitão, Nina Santos (neta de Milton Santos) e Sérgio Abranches. Além disso, conta com a presença dos convidados internacionais: o angolano José Eduardo Agualusa, e a sul-africana Zukiswa Wanner. Os curadores são Sérgio Abranches, Afonso Borges, Rafael Nolli e Carlos Vinícius. Programação: https://fliaraxa.com.br/programacao-fliaraxa-2026/


14º Festival Literário Internacional de Araxá (Fliaraxá)

De 14 a 17 de maio, de quinta-feira a domingo

Local: programação presencial no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá (Av. Ministro Olavo Drummond, 15 – São Geraldo)

Acompanhe programação digital no YouTube, Instagram e Facebook – @‌fliaraxa

Entrada gratuita

 

Fundação Clóvis Salgado realiza a ópera “Chica da Silva” em encontro da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais





A Fundação Clóvis Salgado (FCS) anunciou a realização da pré-estreia da ópera “Chica da Silva”, no município. Detalhes da produção que integra o Ano JK, programação que homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foram apresentados pelo presidente da FCS, Yuri Mello Mesquita, durante o encontro promovido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, no dia 24 de abril, em Diamantina.

Leônidas Oliveira e Yuri Mesquita

“Chica da Silva é um símbolo do Tejuco, de Minas e do Brasil. É uma honra para todos e todas da Fundação Clóvis Salgado realizar esta grande ópera. Por isso, o pré lançamento será em Diamantina, uma das cidades mais charmosas do Brasil e um dos locais mais importantes da América Portuguesa no século XVIII. Para entendermos a história do nosso país, precisamos conhecer Minas, Diamantina e a nossa Chica da Silva”, ressalta o presidente da FCS. 
                         fotos:Cesar Tropia
               Leônidas Oliveira 

Com pré-estreia no dia 12/09, em Diamantina, e récitas nos dias 19, 21 e 23 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a ópera remonta o Arraial do Tijuco (futura Diamantina) no século XVIII. Neste cenário emerge Chica da Silva, uma mulher negra, recém liberta, que desafia as hierarquias do seu tempo ao se unir ao mais poderoso minerador da região, em uma intensa e duradoura história de amor. 

Alçada a uma posição de destaque impensável para uma mulher de sua origem, Chica passa a enfrentar a inveja, a hostilidade e as armadilhas de uma sociedade de matriz portuguesa que se recusa a aceitar, em silêncio, sua ascensão — sobretudo quando se vê sozinha, após a partida de seu companheiro.

O feminino e a construção simbólica de Minas Gerais - Ao longo da manhã, os participantes do encontro também acompanharam debates importantes sobre a história e a cultura local. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ministrou a palestra “A invenção do feminino: ausência de mulheres e devoção mariana na formação das cidades históricas de Minas Gerais”. 

Ao refletir sobre a importância da ópera “Chica da Silva”, Oliveira ressaltou que o espetáculo contribui para esse debate sobre o feminino e seu lugar central na construção simbólica de Minas Gerais. Embora presentes na devoção, na arte e na vida cotidiana,  nem sempre as mulheres são reconhecidas em sua dimensão histórica e social.

“Ao levar Xica à cena, a arte devolve corpo, voz, conflito e complexidade a uma figura que a memória simplificou. A ópera permite que Xica retorne não como ilustração folclórica, mas como pergunta viva sobre Minas”, analisa o secretário. “E talvez seja essa a potência maior da arte: fazer o passado falar de novo, não para repeti-lo, mas para desestabilizar o presente. Quando Xica volta como música, drama e cena, ela nos obriga a rever a própria narrativa mineira”, complementa.

Em cenário de baixa cobertura vacinal no país, Santa Casa BH amplia vacinação de equipes

 


Diante da queda nas coberturas vacinais no Brasil, a Santa Casa BH realiza, entre os dias 27 de abril e 7 de maio, uma campanha de vacinação voltada aos seus colaboradores, como estratégia para ampliar a proteção do público interno, dos pacientes e da sociedade.

A iniciativa ocorre em meio a alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre o risco de aumento de doenças evitáveis e de reintrodução de enfermidades já controladas, como o sarampo, em razão da queda na imunização. 
O tema ganha ainda mais relevância às vésperas da 24ª Semana de Vacinação nas Américas, que começa no próximo sábado, dia 25 de abril e segue até 2 de maio, promovida pela OPAS, em alinhamento com a 15ª Semana Mundial da Imunização, que tem como tema “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”, reforçando que a vacinação é uma decisão individual com impacto coletivo.
De acordo com o coordenador da Medicina do Trabalho da Santa Casa BH, Dr. Rodrigo Biscuola, em ambientes hospitalares, onde há maior risco de exposição a agentes infecciosos, manter as equipes imunizadas é fundamental para evitar a transmissão de doenças dentro das unidades, proteger pacientes mais vulneráveis e garantir que os serviços continuem funcionando plenamente.
                                        Foto : Helbert Silva

A mobilização global está alinhada à iniciativa de eliminação de doenças, que prevê erradicar mais de 30 doenças transmissíveis até 2030, sendo 11 delas preveníveis por vacinação.
Diante desse cenário, a Santa Casa BH reforça a vacinação de suas equipes como uma estratégia essencial para a segurança assistencial, contribuindo para reduzir riscos e garantir a continuidade do atendimento. “Vacinar é uma forma de cuidar de quem cuida e garantir mais segurança para todos”, afirma Dr. Rodrigo.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Voo direto BH a Montevidéu fortalece economia e turismo Minas com o Urugaui





 A nova rota direta entre Belo Horizonte e Montevidéu, em operação desde março deste ano, foi tema da programação dedicada à promoção da conectividade com players do Turismo e Negócios, em uma ação conjunta do BH Airport e Azul Linhas Aéreas. A agenda na capital uruguaia reuniu lideranças dos setores aéreo e turístico, além de representantes do mercado, para apresentar as oportunidades geradas pela conexão inédita entre as duas cidades.
A nova ligação permite posicionar Minas Gerais como destino turístico, apresentando ao mercado uruguaio um estado reconhecido pela diversidade de experiências, que vão do patrimônio histórico e cultural à gastronomia e à oferta de eventos e intercâmbio comercial, além de facilitar o acesso a outros destinos brasileiros a partir do hub mineiro.
“A rota direta entre Belo Horizonte e Montevidéu representa um avanço importante na estratégia de internacionalização do BH Airport e no fortalecimento da conectividade de Minas Gerais com a América do Sul. A parceria com a Azul amplia as opções de voo entre Brasil e Uruguai e contribui diretamente para a promoção do destino Minas Gerais no mercado internacional”, reforça o gestor de Conectividade e Aviação do BH Airport, Clayton Begido.
 
“Essa ligação aérea facilita o acesso dos turistas uruguaios a um estado que reúne uma diversidade única de atrativos, destacando o nosso potencial gastronômico, histórico e cultural, além de uma ampla oferta de experiências no turismo de lazer e de negócios. Além disso, reforçamos o fluxo entre os dois países e ampliamos as oportunidades para o turismo e para toda a cadeia produtiva ligada ao setor”, acrescenta. 
Para o gerente geral Comercial da Azul, Ricardo Bezerra, a nova operação amplia as possibilidades de conexão para o mercado uruguaio. “A partir do hub mineiro, que é a nossa segunda base mais movimentada atualmente, o cliente que sai do Uruguai pode chegar facilmente a cidades de todas as cinco regiões do país. Queremos que o nosso país vizinho conheça o potencial brasileiro de lazer e negócios também a partir da região Sudeste”,
 destaca. 
 fotos: Alvaro Portillo
O gerente comercial da Aeropuertos Uruguay, Matías Carluccio, destaca que a ampliação da malha aérea é determinante para o fortalecimento das relações entre os países. “O Brasil é um mercado estratégico para o Uruguai, e essa nova conexão com Belo Horizonte contribui para tornar o país ainda mais acessível ao público brasileiro. A conectividade aérea é fundamental para dinamizar o intercâmbio turístico e consolidar o vínculo entre os dois mercados”, finaliza.
Sobre a rota - Os voos diretos entre Belo Horizonte e Montevidéu são operados em aeronaves Embraer E2, com capacidade para até 136 passageiros.
  • Saídas do BH Airport: quartas-feiras e domingos, às 10h15
  • Saídas do Aeroporto Internacional de Carrasco: quartas-feiras e domingos, às 15h40 




Minas Essencial com ações estratégicas de arte, cultura, patrimônio e turismo no estado




O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), apresentou o programa Minas Essencial no dia 23 de abril, durante a abertura da Minas Travel Market (MTM), em Belo Horizonte. A iniciativa, que organiza, integra e projeta as ações estratégicas de arte, cultura, patrimônio e turismo no estado, foi detalhada pela secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza.
Leônidas Oliveira e Josiane Souza

           Josiane de Souza ( foto Cezar Trópia)

O lançamento ocorreu em Uberaba, no dia 22 de abril, em um momento de forte significado simbólico e político, durante a transferência da capital do Estado para Uberaba, reafirmando a diretriz de interiorização, presença territorial e valorização das diversas regiões mineiras.

Para o governador Mateus Simões, o programa expressa uma visão de governo baseada em continuidade, presença regional e fortalecimento das vocações mineiras. “O Minas Essencial mostra que cultura, patrimônio e turismo são também desenvolvimento, geração de oportunidades e presença efetiva do Estado nos territórios. Minas Gerais construiu uma política sólida nesses campos e quer seguir avançando, com responsabilidade, continuidade e foco em resultados para todas as regiões do estado”, afirma.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ressaltou como o lançamento em Uberaba sintetizou a proposta do projeto. “A história de Minas sempre foi contada a partir do Ciclo do Ouro e aqui no cerrado nós temos cidades do século XVIII e XIX, como Uberaba, município que tem uma importância histórica na formação da mineiridade. E esse projeto vem justamente da união das essências de Minas, propondo a unificação de uma linguagem única para o nosso estado”, ressaltou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Concebido a partir da Pesquisa de Demanda Turística 2025, o Minas Essencial parte do reconhecimento de que a força de Minas está justamente na articulação entre cultura, patrimônio, natureza, hospitalidade e território. O levantamento, realizado em 88 destinos turísticos com 13.618 entrevistas presenciais, confirmou a relevância dos atrativos histórico-culturais, que lideram a procura dos visitantes, e evidenciou o peso da natureza na experiência turística em Minas Gerais. 

Também registrou altos níveis de satisfação com o estado. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta a necessidade de ampliar a diversificação regional do turismo mineiro, valorizando distritos, povoados e novos territórios de experiência. 

Eixos principais - O Minas Essencial é estruturado em dois grandes programas: o Minas Viva e o Minas da Memória. O primeiro o que Minas ativa, mostra, circula e oferece, com foco na fruição cultural, na ativação dos territórios e na presença pública do Estado. Já o Minas da Memória concentra o que Minas guarda, reconhece, preserva e transmite, voltado à ancestralidade, ao legado patrimonial e à proteção da memória mineira.

Entre os projetos e ações estratégicas reunidos pelo Minas Essencial estão o Descentra Cultura, o Fundo Estadual de Cultura, o ICMS Turismo, o ICMS Patrimônio Cultural, além de projetos como Minas Inédita, Minas Natural e Minas Hospeda, no campo do turismo. No campo da arte, da cultura e do patrimônio, o programa também reúne frentes como FAOP Liberdade, Imaginárias de Minas, Traços de Minas, Percursos da Arte, Escola Viva, além das ações da Fundação Clóvis Salgado, do IEPHA-MG e do Arquivo Público Mineiro.

“O Minas Essencial é, em grande medida, uma síntese do trabalho que vimos desenvolvendo nos últimos anos e a consolidação de uma diretriz central para nós, que é a transversalidade entre cultura, patrimônio e turismo”, acrescenta Oliveira.

Única na América Latina, Hofbräuhaus Belo Horizonte celebra o Dia da Cerveja Alemã com imersão cultural e jogos germânicos

                                                                             

 

No dia 23 de abril, o mundo celebrou o Dia da Cerveja Alemã, data que marca a promulgação da Reinheitsgebot (Lei da Pureza Alemã) de 1516. Em Belo Horizonte, a celebração ganha um peso internacional: a capital mineira abriga a única unidade da Hofbräuhaus (HB) em toda a América Latina. Para celebrar a data, a casa preparou uma programação especial que se estende de 21 a 26 de abril, unindo a tradição de Munique ao entusiasmo do público mineiro.

Diferente de qualquer outra operação no continente, a Hofbräuhaus Belo Horizonte segue rigorosamente os padrões da matriz alemã. Isso significa que as cervejas servidas — Lager, Dunkel e Weizen — são produzidas no próprio local, utilizando insumos importados e equipamentos de última geração, garantindo que o chope chegue à mesa com o frescor e a técnica de tiragem que tornaram a marca famosa mundialmente.

Tradição, Jogos e Gastronomia - Durante a semana especial, a experiênciaHB vai além do paladar. A casa será palco dos tradicionais Jogos Germânicos, competições lúdicas que envolvem força e habilidade, como o famoso "Segurando o Caneco" (onde o competidor deve segurar o caneco de 1 litro cheio pelo maior tempo possível).

O clima festivo é completado pela banda típica e pelo cardápio que é uma verdadeira viagem à Baviera, incluindo o icônico Schweinshaxe (joelho de porco), Schnitzel e as tradicionais salsichas alemãs.


O Templo da Lei da Pureza - Celebrar o Dia da Cerveja Alemã na Hofbräuhaus é, acima de tudo, um ato de respeito à história. A Lei da Pureza, que completa 510 anos em 2026, determina que a cerveja deve ser feita apenas com quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.

"Ser a única unidade da América Latina nos traz a responsabilidade de ser o guardião dessa cultura no Brasil. No Dia da Cerveja Alemã, queremos que o cliente sinta que atravessou o oceano e desembarcou em Munique, sem sair do bairro Cidade Jardim", destaca Bruno Vinhas, proprietário da HB.


Carlos Henrique Vasconcelos, Mestre Cervejeiro da HB

Semana da Cerveja Alemã na Hofbräuhaus BH

Data: até o dia 26 de abril (terça a domingo)

Atrações: Jogos germânicos, música típica, chope artesanal (fábrica própria) e gastronomia bávara.

Local: Avenida do Contorno, 7613 - Cidade Jardim, Belo Horizonte.

Reservas e informações:

31-3327-7613

@hofbrauhausbh

www.hofbraubh.com.br

Cinema mineiro contemporâneo é tema de mostra com 28 longas-metragens no Cine Humberto Mauro

                                    

                                     


O Cine Humberto Mauro, que homenageia no nome um dos pioneiros do cinema brasileiro, cede sua tela novamente às múltiplas Minas Gerais entre abril e maio de 2026.


A mostra “Especial Cinema Mineiro Contemporâneo”, realizada como parte da programação da primeira Semana Estadual do Audiovisual Mineiro, inclui um total de 28 longas-metragens, feitos entre os anos de 2022 e 2026, e que atestam a riqueza temática e estética da produção cinematográfica local. A curadoria conta com documentários, animações e ficções aclamadas, além de uma pré-estreia. Os filmes serão exibidos de 30 de abril a 13 de maio, com ingressos gratuitos.

A Semana Estadual do Audiovisual Mineiro Guilherme Fiuza Zenha (instituída pela Lei nº 25.750 de 2026), é uma iniciativa criada para valorizar a produção cinematográfica realizada em Minas Gerais e promover a circulação de obras produzidas no estado.


Ela celebra a trajetória e o legado de um dos principais realizadores de Minas, o cineasta belo-horizontino Guilherme Fiuza Zenha, falecido em 2024. Dele, a mostra exibe em seu primeiro dia a animação “Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro” (2023). Ainda no dia 30 de abril, outros dois longas animados compõem a programação: “Placa-Mãe” (2023), de Igor Bastos; e “Nimuendajú” (2025), de Tania Anaya. No Dia dos Trabalhadores, 1º de maio, obras dedicadas às lutas e conquistas dos mineiros: “Maestra” (2024), de Bruna Piantino; “O Dia que Te Conheci” (2023), de André Novais Oliveira; e “Marte Um” (2022), de Gabriel Martins – esses dois últimos produzidos pela consagrada Filmes de Plástico.

A mostra “Especial Cinema Mineiro Contemporâneo” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Minas são muitas – A mostra “Especial Cinema Mineiro Contemporâneo” reúne uma seleção representativa da produção recente realizada em Minas Gerais. Muitos dos longas-metragens serão exibidos pela primeira vez no Cine Humberto Mauro após uma curta temporada em cartaz nos cinemas comerciais, como é o caso de “O Último Episódio” (2025), de Maurílio Martins, produzido pela Filmes de Plástico. Outros são os trabalhos mais recentes de cineastas mineiros reconhecidos, como “Zé” (2023), dirigido por Rafael Conde; e “Amizade” (2023), de Cao Guimarães.

Já alguns são pioneiros, como é o caso de “Placa-Mãe”, primeira animação produzida no interior de Minas. O realizador do filme feito em Divinópolis comemora a presença da animação na mostra. "A minha trajetória começa em Belo Horizonte, no Curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da UFMG, e eu creio que o filme carrega esse diálogo com o tempo em que eu morei em BH. Tem por exemplo o Viaduto Santa Tereza, então acho que a galera da capital vai se identificar bastante, vendo seus lugares e os lugares do interior. Além disso, todo mundo em BH vai ou tem um parente no interior. ‘Placa-Mãe’ é justamente um filme que fala sobre família, e debate também questões da robótica, que estão cada vez mais entrando na nossa vida. Acredito que o público vai gostar, e fico muito feliz de ver uma exibição dessa, no contexto dessa mostra, em um cinema pelo qual eu tenho tanto carinho como o Humberto Mauro, onde eu vi tantos filmes, tantos clássicos. Só tenho a agradecer por me receberem mais uma vez”, celebra Igor.

Como “Placa-Mãe”, que aborda configurações possíveis de família e a presença da tecnologia nas interações sociais, a curadoria da mostra traz uma seleção de obras que tratam de temas urgentes dos territórios mineiros.


“A Mensagem de Jequi” (2025), realizado por Igor Amin; e “Cacimba” (2026), de Rodrigo Campos – que terá pré-estreia na mostra –, falam sobre a luta das populações quilombolas do Vale do Jequitinhonha pela manutenção de suas comunidades, recursos e modos de vida. “Rejeito” (2023), de Pedro de Filippis; “Suçuarana” (2024), de Clarissa Campolina e Sérgio Borges; e “O Silêncio das Ostras” (2024), de Marcos Pimentel, abordam os efeitos da mineração no estado. A realidade dos povos indígenas também ganha protagonismo com “Meu Pai, Kaiowá: Yõg ãtak” (2024), realizado por Luisa Lanna, Sueli Maxakali, Roberto Romero e Isael Maxakali.

 

Outras obras resgatam eventos e personagens importantes de Minas Gerais, como “Santos Dumont, O Céu na Cabeça” (2024); de Monica Cerqueira e Eder Santos; “Palimpsesto” (2024), dirigido por André Di Franco e Felipe Canêdo – que recupera o incêndio que atingiu a coleção arqueológica do Museu de História Natural da UFMG em junho de 2020 –; e o já citado “Nimuendajú”, que narra a história de Curt Unckel, alemão de nascimento que tornou-se um dos maiores cientistas sociais do Brasil em meio a décadas de convivência com diferentes povos indígenas.

 “Nimuendajú” é o primeiro longa mineiro de animação dirigido por uma mulher, Tania Anaya, que ressalta a importância da mostra e da sala. “O Cine Humberto Mauro ocupa um lugar especial e afetivo na minha formação. Foi minha principal referência no início, onde tive acesso à filmografia de diretores que admiro e pude ampliar meu repertório ao descobrir novas possibilidades e linguagens. Ao longo dos anos, o Cine Humberto Mauro conseguiu se consolidar e resistir, mesmo diante do fechamento de tantas salas — uma permanência delicada, mas fundamental, desses espaços dedicados à experiência cinematográfica. Por isso, é uma alegria e uma honra fazer parte desta mostra, ao lado de pessoas que admiro: colegas de profissão e apaixonados pelo fazer cinema”, enaltece.

Ela é apenas uma das muitas mulheres que assinam filmes a serem exibidos na mostra, demonstrando a força feminina no cinema mineiro contemporâneo. “A Estação” (2024), de Cristina Maure; “Minha África Imaginária” (2024), de Tatiana Carvalho Costa; e “IMO” (2025), de Bruna Schelb Corrêa, são alguns dentre os muitos exemplares. A programação conta ainda com trabalhos de cunho marcadamente pessoal, que abordam as identidades de seus/suas criadores/as e/ou personagens, como a ficção científica “Entre Vênus e Marte” (2024), de Cris Ventura; o retrato afetuoso em “Tudo que Você Podia Ser” (2023), de Ricardo Alves Jr.; e o diário subjetivo de “Corpo Presente” (2024), dirigido por Leonardo Barcelos. A própria representação artística também ganha a tela, com “As Linhas da Minha Mão” (2023), de João Dumans, que acompanha uma atriz e suas experiências com a arte e a loucura; e “Deuses da Peste” (2025), dirigido por Gabriela Luiza e Tiago Mata Machado, que segue um ator shakespeariano exilado dos palcos e vivendo com seus fantasmas.

  A curadoria traz, também, longas que abordam a paisagem urbana e humana de Belo Horizonte e da região metropolitana: “Lagoa do Nado – A festa de um parque” (2024), de Arthur B. Senra, segue um movimento de jovens skatistas, músicos e artesãos nascido em uma fazenda abandonada no subúrbio da capital; e “Para os Guardados” (2025), dirigido por Desali e Rafael Rocha, é um retrato íntimo e coletivo das marcas do cárcere e das redes de cuidado que resistem ao abandono na periferia de Contagem. Há espaço, ainda, para adaptações de grandes autores da literatura mineira: “Girassol Vermelho” (2025), de Eder Santos e Thiago Villas Boas, é baseado em um conto de Murilo Rubião, e acompanha Romeu, um homem que, ao tentar fugir do passado em busca de liberdade, acaba sendo preso e torturado em uma estranha cidade onde fazer perguntas é proibido.

 

O curador da mostra e Gerente do Cine Humberto Mauro, Vitor Miranda, aponta que a mostra destaca realizadores/as e perspectivas que ajudam a pensar Minas como um polo ativo de criação no cinema brasileiro. “É mais do que um panorama: nosso objetivo é colocar em relação filmes que partem de experiências muito distintas, mas que compartilham uma mesma implicação com o mundo, uma mesma atenção ao que insiste em existir — seja na permanência dos vínculos, na força das comunidades ou na necessidade de reinventar modos de vida. Ao longo das duas semanas, vamos atravessar diferentes regiões, histórias e experiências, reafirmando Minas Gerais como um espaço de criação múltiplo e em constante transformação. Estamos muito felizes de poder participar da primeira Semana Estadual do Audiovisual Mineiro, abrindo essa janela mais que merecida para que os/as mineiros/as vejam a si mesmos na nossa tela”.

“Especial Cinema Mineiro Contemporâneo” – Semana Estadual do Audiovisual Mineiro

 Datas: 30 de abril a 13 de maio de 2026

Horários: Variáveis

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)

Classificações indicativas: Variáveis

Fliaraxá reúne escritores em Araxá

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