domingo, 12 de abril de 2026

A arte da fotografia reúne na CâmeraSete, obras de diferentes regiões do planeta

 




 A CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais recebe a exposição “Foto em Pauta: Mundo ≡ Floresta” (“Mundo equivalente a Floresta”), de 17 de abril a 29 de agosto de 2026. Com curadoria de João Castilho, Pedro David e Gabriela Sá, a mostra reúne obras de 10 artistas, com mais de 100 im  CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, na Av. Afonso Pena, 737.


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omes como Cássio Vasconcellos (SP), Claudia Andujar (Suíça/Brasil), Daniela Paoliello (BH/RJ), Florence Goupil (Peru), Frans Krajcberg (Polônia/Brasil), Labō Young (Pará) & Igor Furtado (RJ), Lalo de Almeida (SP), Musuk Nolte (Peru) e Siân Davey (Reino Unido). A mostra, que faz parte da itinerância do Festival de Fotografia de Tiradentes de 2026, parte do romance “Floresta é o Nome do Mundo” (1972), da escritora estadunidense Ursula K. Le Guin (1929–2018), para discutir a relação do ser humano com a natureza.


Neste ano, a CâmeraSete é o primeiro espaço a receber a itinerância da mostra, que aconteceu no 15º Festival de Fotografia de Tiradentes, entre março e o início de abril.

  CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, na Av. Afonso Pena, 737


A abertura da exposição acontece no dia 16 de abril, às 19h. A entrada é gratuita.

 


A obra que é utilizada como base dos trabalhos narra a colonização de um planeta inteiramente coberto por florestas e habitado por um povo em profunda sintonia com a natureza. Todo o equilíbrio é rompido pela chegada de humanos em busca de madeira, já extinta na Terra.


A exposição propõe uma tradução intersemiótica do livro, indo da literatura em direção à fotografia. Os trabalhos reunidos reverberam as questões colocadas pela narrativa ficcional como, por exemplo, a importância dos sonhos na organização social, a densidade das matas, a devastação ambiental e a estreita relação entre corpos vegetais e animais. O material, heterogêneo entre si,  traz imagens em sobreposição, alto contraste, composições que registram os povos originários e a sua relação com os recursos naturais, criando um diálogo com a obra de Le Guin.

 


A exposição “Foto em Pauta: Mundo ≡ Floresta” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado e Foto em Pauta. O projeto tem patrocínio do Itaú e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto Anglogold, Patrocínio Plus da Vivo, Patrocínio da ArcelorMittal e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

 

Da ficção para o registro – Neste ano, o projeto “Foto em Pauta” utiliza o livro de Ursula Le Guin como fio condutor para a proposta curatorial. Há algum tempo as exposições estavam se debruçando sobre a relação humana com a natureza e com outras entidades, seres e formas de vida, com o objetivo de levar o público a considerar a reconexão e o futuro da vida humana no planeta. Na obra ficcional, o processo de colonização e extração de matéria-prima é colocado em contraste com a forma com que os povos nativos se relacionam com os recursos naturais. Segundo um dos curadores, Pedro David, esse foi um dos primeiros desafios encontrados no processo de concepção da mostra. “A fotografia tem essa cola na realidade. Ela é um espelho, mas não necessariamente fala da realidade, ela cria outras e também possibilita que você crie ideias, não só registre. Mas, a técnica é do registro. Ainda que você construa essa cena, ela é muito pensada em algo real. E então, nós usamos uma base de ficção científica na fotografia que cria um desafio, uma curiosidade, uma atmosfera muito pitoresca e convidativa”, afirma Pedro.

 

A partir disso, o segundo desafio foi colocar em diálogo trabalhos de autores distintos, de diferentes nacionalidades. Apesar de não tratarem o livro de forma direta, as fotografias têm a ver com a relação dos seres humanos com a natureza, abordando temas como a colonização, a destruição e os sonhos como ferramenta política de decisão. Dessa forma, o curador espera que a proposta possa sensibilizar o visitante. “Em princípio, a obra foi colocada ali para o público ver, ler e tirar suas conclusões. Mas, o que nos leva a propor essa abordagem, a colocar esse trabalho na parede e a expor esse conjunto de abordagens sobre essa relação difícil entre o homem e a natureza é uma proposição de que outros mundos são possíveis, da urgência de que se experimentem outras formas de vida, que se pare a destruição, que se preste atenção no que está acontecendo em torno do planeta e dessas ações que estão levando à impossibilidade da nossa espécie continuar vivendo na Terra”, pondera Pedro.

 17 de abril a 29 de agosto de 2026

 Horários: Terça-feira a sábado, de 9h30 às 21h

  CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, na Av. Afonso Pena, 737, Centro - Belo Horizonte

 Classificação indicativa: Livre

Informações para o público: (31) 3236-7308 / www.fcs.mg.gov.br

 

Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural. 

BH Airport é reconhecido como parceiro estratégico da Azul em prêmio nacional





O BH Airport foi reconhecido como parceiro institucional da Azul Linhas Aéreas na primeira edição do Prêmio Asa Azul - Melhores do Ano 2025, em reconhecimento à relevância estratégica da parceria, que tem impulsionado a expansão da malha aérea, fortalecido o papel do terminal como hub de conexões e ampliado a conectividade de Minas Gerais com mercados nacionais e internacionais.

A premiação reuniu parceiros comerciais e institucionais da Azul e reconheceu 100 empresas que se destacaram em 2025. Nas categorias baseadas em desempenho, foram considerados critérios como rentabilidade gerada e crescimento percentual ao longo do ano, contemplando diferentes segmentos do mercado, como agências, operadoras e consolidadoras. 
 Ronaldo Barquette, diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Daniel Bicudo, vice-presidente de Negócios e Comercial da Azul, Rodrigo Côrtes, diretor de Operações do BH Airport, César Grandolfo, gerente de Relações Institucionais da Azul, e Otoniel Vieira, gerente de Relações Aeroportuárias da Azul
Representando o BH Airport na cerimônia de premiação, o diretor de Operações Rodrigo Côrtes ressaltou que a solidez expressa o significado do reconhecimento desta parceria com a companhia. “É motivo de grande orgulho para o BH Airport ser reconhecido entre os melhores do ano pela consistência da parceria institucional e pela relevância estratégica da atuação conjunta com a Azul”, celebra. 
De acordo com o diretor de Operações do BH Airport, a cooperação entre o terminal mineiro e a companhia aérea tem sido determinante para a expansão da malha aérea. “Juntos, ampliamos a conectividade de Minas com o Brasil e o mundo, além de fortalecermos os voos regionais para o interior. Também ampliamos a oferta de destinos internacionais em parceria com a Azul, reforçando o papel do terminal como hub de conexões dos mineiros com importantes centros culturais, turísticos e de negócios globais”, completa. 
A criação do prêmio marca o início de uma agenda anual para fortalecer o relacionamento com o trade e com mercados considerados prioritários. “O Asa Azul nasce para reconhecer empresas que se destacaram ao lado da companhia ao longo de 2025, contribuindo diretamente para os resultados comerciais em diferentes frentes de negócio. Esta é uma forma de valorizar parcerias consistentes e reforçar o papel estratégico desses parceiros para o crescimento da Azul”, afirma o gerente geral Comercial da Azul, Ricardo Bezerra.
 

Grupo BBG Brasil anuncia Caio Franco como novo diretor de planejamento, negócios e compliance



O Grupo BBG Brasil acaba de anunciar a chegada do executivo Caio Franco, que passa a ocupar o cargo de diretor de planejamento, negócios e compliance. O profissional assume o cargo com a missão de fortalecer o posicionamento do grupo no desenvolvimento de negócios para o Turismo e o mercado corporativo, incorporando análise de tendências, relacionamento institucional e estratégias orientadas à experiência de marca.
Grupo é detentor das marcas B2L!VE, B2L!VE Sports, BELIVE Comunicação e B&F Inteligência Empresarial, que atuam de forma integrada nos setores de turismo, comunicação e live marketing.

  Carlos Magno (diretor de operações do Grupo BBG Brasil), Vitor Bauab (presidente do Grupo BBG Brasil), Luciana Fernandes (diretora-executiva) e Caio Franco (diretor de planejamento, negócios e compliance 

Com atuação integrada, as empresas do Grupo BBG Brasil reúnem expertises complementares em eventos, live marketing, comunicação estratégica e inteligência empresarial, estruturando soluções que conectam destinos, marcas e organizações de forma cada vez mais estratégica e inovadora.
Graduado em Ciência e Economia pela Universidade Federal de Alfenas, Caio acumula 12 anos de experiência no setor público, sendo dez deles dedicados ao Ministério do Turismo. Ao longo de sua trajetória, participou da formulação e implementação de políticas públicas e consolidou atuação nas áreas de promoção turística, eventos, assessoramento institucional, gestão e governança. Licenciado do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, deixa a Chefia de Gabinete da Secretaria-Executiva do Ministério do Turismo para assumir o novo desafio na iniciativa privada.
Caio Franco (diretor de planejamento, negócios e compliance) 

Com a chegada do executivo, o grupo fortalece sua estrutura organizacional, que já conta com a Diretoria de Operações, liderada por Carlos Magno, passando a contar também com a Diretoria de Planejamento, Negócios e Complice, sob liderança de Caio Franco.

“Estamos em um momento de crescimento e consolidação do nosso ecossistema. A chegada do Caio representa um passo importante na nossa estratégia de expansão, fortalecendo a sinergia entre as empresas e contribuindo para a estruturação da inteligência de dados como suporte às decisões. Neste momento, essa visão contemporânea, capacidade de articulação institucional e experiência em projetos de grande impacto agregam valor a esse novo momento”, afirma Vitor Bauab Cardozo, presidente do Grupo BBG Brasil.

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sábado, 11 de abril de 2026

Conjunto Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas patrimônio cultural



O tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas foi tombado como patrimônio cultural material do Estado de Minas Gerais, no dia 10 de abril.  A decisão foi tomada durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP), realizada de forma híbrida, com participação presencial no município e transmissão on-line.

A deliberação ocorre durante a programação do Governo Presente em Poços de Caldas, cidade que sedia simbolicamente a capital mineira nesta semana. O reconhecimento reforça a importância histórica, urbana, paisagística e turística do município, cuja formação está diretamente ligada às águas termais.


Formação urbana -  O tombamento tem como base dossiê técnico elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que destaca a relevância do termalismo para a origem e o desenvolvimento urbano de Poços de Caldas.

A história da cidade está associada às águas termais desde o século XVIII. Com a abertura dos primeiros poços, em 1826, o município consolidou-se como estância de saúde, lazer e turismo, dando origem a um modelo urbano planejado, marcado pela integração entre edificações monumentais, praças, parques, fontes e equipamentos públicos.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o reconhecimento evidencia uma característica singular de Poços de Caldas.

“Poços de Caldas é um caso singular no Brasil: uma cidade que se estruturou e se desenvolveu a partir de um complexo hidrotermal e hoteleiro, onde arquitetura, paisagem e vocação turística nasceram de forma integrada. O tombamento reconhece essa identidade construída em torno das águas termais e dos equipamentos que deram origem à vida urbana local. Ao proteger esse conjunto, preservamos não apenas edificações, mas uma forma de organização do território que faz de Poços de Caldas uma referência histórica de turismo, saúde e cultura em Minas Gerais”, afirma.


Bens protegidos - O conjunto tombado reúne bens representativos de diferentes períodos históricos, com destaque para a fase de maior expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940. Entre os principais marcos estão o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches.

A proteção também abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno, com diretrizes voltadas à preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural.

Desenvolvimento sustentável - Segundo o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, a medida fortalece o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável.

“Em Minas, cidades como Poços de Caldas se afirmam como verdadeiros boulevards de saúde, do bem-estar, do turismo e do patrimônio, e o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro reforça esse caminho ao reconhecer, proteger e valorizar um território onde história, águas termais e vida urbana se entrelaçam. Mais do que um instrumento legal, o tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o desenvolvimento sustentável, garantindo que a cultura, a memória e a vocação terapêutica da cidade permaneçam vivas e acessíveis para as futuras gerações de Minas Gerais”, diz.


CCBB BH está em lista dos 100 museus mais visitados do mundo

                        

             

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) está entre os 100 museus mais visitados do mundo em 2025. O espaço, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul, ocupa a 69ª posição da lista organizada pelo The Art Newspaper, publicação internacional especializada em cobertura de arte. Foram 1,1 milhão de visitas.

https://ccbb.com.br/belo-horizonte



Conforme o ranking, o CCBB BH é o terceiro museu brasileiro com mais visitas, figurando à frente da Pinacoteca, na cidade de São Paulo, 94º colocado na lista. Outros dois centros culturais localizados no Brasil aparecem no levantamento: o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, também em São Paulo, em 64º lugar, e o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, em 67º.




O CCBB BH é o único espaço mineiro na lista. Entretanto, na matéria de divulgação do ranking, o jornal cita a Casa Fiat de Cultura. Apesar de não estar entre os 100 museus mais visitados, o centro cultural também localizado na Praça da Liberdade ganhou destaque pelo expressivo aumento de visitantes em relação a 2024, de 65%.

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte foi inaugurado em 2013, ocupando o prédio cedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais ao Banco do Brasil, para abrigar a quarta unidade do CCBB no país. Atualmente, com instalações confortáveis, programação regular, diversificada e de qualidade, o Centro Cultural de BH faz parte do Circuito Praça da Liberdade e possui o calendário cheio de eventos nas áreas de artes cênicas, cinema, exposições, oficinas, workshops, ideias, música e educação durante todo o ano. Durante as férias escolares, o centro cultural realiza ainda programações de atividades voltadas para o público infantil e com temáticas divertidas. Veja a programação no site

https://ccbb.com.br/belo-horizonte

Além disso, o programa CCBB Educativo realiza visitas mediadas às exposições, dentre outras atividades, para famílias, grupos escolares, professores, crianças, idosos, pessoas com deficiências, ONGs, gratuitamente, mediante agendamento. 


O CCBB BH possui atualmente 1.200 m² de área para exposição, duas salas de exposição permanente, teatro com capacidade para 264 lugares, sala multiuso para atividades audiovisuais, debates, conferências, oficinas, palestras, atividades interativas e educacionais, além de ambientes de convivência, lazer, alimentação e loja para comercialização de produtos culturais. 

UFMG pede desculpas pelo uso de cadáveres, por Leo Perez

                      

Na redação do jornal: de bigode Rogério Perez e de camisa escura Hiram Firmino

Em um movimento inédito de reparação histórica, a Universidade Federal de Minas Gerais pediu desculpas públicas, neste mês de março de 2026, pela compra de cadáveres vindos do Hospital Colônia de Barbacena, entre as décadas de 60 e 80.




O reconhecimento é fruto de uma série de reportagens investigativas publicadas, em 1979, no Jornal Estado de Minas. 

Pelas mãos do jornalista Hiram Firmino, com as lentes de Jane Faria e edição do saudoso jornalista Rogério Perez, o Brasil conheceu o horror. 

O que deveria ser um sanatório tornou-se um “depósito humano” para quem a sociedade queria esconder: homossexuais, prostitutas, mães solo e pessoas em situação de rua.


Ali, nos "Porões da Loucura", como batizou Firmino em seu livro de 1982, o diagnóstico era a invisibilidade. O tratamento? Eletrochoques, fome, frio e humanos dormindo no chão. O resultado? Mais de sessenta mil mortos.

A barbárie foi relembrada em 2013 com o livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, e mais recentemente, 2025, com o documentário da Netflix. A documentação disponível narra 1.857 corpos de pacientes vendidos para 17 faculdades de medicina do país. Destes, 303 foram destinados à UFMG.


Em ofício corajoso, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida declarou que a instituição “pede desculpas à sociedade por esta prática que aviltou os corpos e a dignidade de pessoas falecidas”. A UFMG foi a primeira instituição pública assumir sua parcela de responsabilidade pelas violações cometidas no maior hospício do Brasil durante o século XX.

O pedido é tardio, mas fundamental. Serve como reverência à memória das vítimas e como lembrete do papel social do jornalismo investigativo "raiz", que transformou denúncias em reforma psiquiátrica. A história não pode ser mudada, mas, ao ser encarada de frente, permite que caminhemos para um futuro mais humano.

Leo Perez ao lado da jornalista Daniela Arbex

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Yuri Mesquita entra no lugar de Sérgio Rodrigo na Fundação Clóvis Salgado

 


                      Yuri Mesquita

 
                    Sérgio Rodrigo Reis


O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), informa que Yuri Mesquita passa a presidir a Fundação Clóvis Salgado.


Mestre e doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Yuri Mesquita tem trajetória reconhecida na área cultural. Trabalhou com acervos artísticos e com projetos de gestão cultural. Em Belo Horizonte, integrou a Comissão da Dança e atuou como gestor do projeto Cultura na Cidade, realizado pelo Funemp em parceria com a Fundação Municipal de Cultura. A iniciativa contemplou diversas linguagens artísticas, como dança, exposições, festivais e lançamentos de livros.

Ao longo da carreira, exerceu funções estratégicas na política cultural de Belo Horizonte, com passagens pela Fundação Municipal de Cultura, pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte e pela coordenação dos Fóruns das Áreas de Diretrizes Especiais Culturais (Fades). Atualmente, coordena a pós-graduação em Conservação e Gestão do Patrimônio Cultural da PUC Minas.

A Secult-MG e a Fundação Clóvis Salgado agradecem a Sérgio Rodrigo Reis, que deixa a presidência da FCS a pedido, pela dedicação e pelas importantes entregas realizadas à frente da instituição desde 2022. Em sua gestão, destacam-se a reinauguração da Serraria Souza Pinto, a ampliação das atividades culturais com a abertura do Palácio da Liberdade, o avanço dos projetos de restauração da sede da Fundação Clóvis Salgado e o fortalecimento do Circuito Liberdade, que passou a reunir 60 espaços culturais.

Também se destaca, no período, a valorização da criação de óperas locais, com a consolidação de um programa continuado desenvolvido pelo corpo artístico do Palácio das Artes. Nesse contexto, foram realizadas montagens como Matraga (2023) e Devoção (2024), além da estreia prevista de Xica da Silva neste ano.

A arte da fotografia reúne na CâmeraSete, obras de diferentes regiões do planeta

    A CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais recebe a exposição “Foto em Pauta: Mundo ≡ Floresta” (“Mundo equivalente a Floresta”),...