quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Rio Rufino se destaca como Capital Catarinense do Vime

 



Reconhecida por lei, desde 29 de novembro de 2004, como Capital Catarinense do Vime, Rio Rufino ocupa uma posição singular na cadeia produtiva da cultura. Responde por mais de um terço da produção nacional que envolve desde o cultivo até a confecção de artesanatos e a transformação industrial em cestas, móveis, objetos decorativos.



A Serra Catarinense concentra cerca de 90% da produção nacional de vime e Rio Rufino tem nessa cultura, uma importante cadeia produtiva que envolve desde a produção in-natura até o consumidor final.


fotos:Onéris Lopes



Para a produtora rural e vice-prefeita, Erane Lorenzetti Pickler, o vime representa a identidade do município. “Estas hastes são muito mais que uma fonte de renda nas pequenas propriedades. São nossa cultura, promovem o turismo, unem as famílias e se constituem até em lazer e terapia nesses tempos conturbados. Sem contar que o vime é sustentável e ecologicamente correto”, destaca Erane Lorenzetti.

Levantamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) aponta que a produção de vime na Serra Catarnense está concentrada nos municípios de Bocaina do Sul, Rio Rufino, Bom Retiro, Urubici, Urupema, Painel e Lages. Juntos, envolvem mais de 1.200 produtores rurais, em uma área de pelo menos 1.215 hectares, com produção anual estimada em 15.790 toneladas de vime.




Somente Rio Rufino concentra cerca de 200 produtores e uma área cultivada de aproximadamente 250 hectares, com produtividade média de 15 toneladas por hectare e produção na faixa de 3.750 toneladas de vime por ano.

A cada ano essa microrregião produz ainda, cerca de 6 mil toneladas de varas secas prontas para o artesanato. E uma combinação de fatores naturais contribuiu para colocar Rio Rufino em posição de destaque na produção e no processamento do vime. Entre eles estão as condições favoráveis de altitude, temperaturas mais baixas, abundância de água e umidade, além das características do solo, consideradas adequadas às exigências da espécie.

Em Rio Rufino, já foram catalogados vimeiros com mais de dez metros de altura, dimensão muito superior ao crescimento convencional pesquisado em outras regiões. Outro fator fundamental para a consolidação da atividade é o conhecimento acumulado pelas famílias e repassado de geração em geração.

O cultivo e o beneficiamento do vime são transmitidos de pais para filhos, criando um verdadeiro capital de conhecimento que não é facilmente reproduzido em outras regiões.

Vime veio antes da emancipação do município

A história do vime em Rio Rufino é mais antiga do que a própria emancipação do município. Há registros que indicam a existência de plantações de vime na década de 1940. No início, a planta era cultivada principalmente às margens dos rios para auxiliar no controle da erosão, especialmente no vale do Rio Canoas.

Com o passar dos anos, o vime passou a ser utilizado também para amarrar parreiras de uva. A flexibilidade das hastes levou os agricultores a descobrir novas possibilidades de utilização, especialmente na produção de cestas e outros artefatos.

Um momento decisivo ocorreu na década de 1970, com a exploração comercial do produto. Agricultores de Rio Rufino passaram a buscar compradores no Rio Grande do Sul e estabeleceram relações comerciais que, posteriormente, alcançaram o Paraná, o Brasil central e até mesmo o Nordeste brasileiro.

O impacto econômico do vime na região é maior do que os empregos registrados nas empresas formalizadas. Por ser uma atividade que demanda plantio, manejo, poda, colheita, seleção e preparação dos feixes, além de cozimento, descasque, classificação, secagem e armazenamento, o vime é essencialmente uma atividade manual.

Grande parte desse trabalho é realizada em pequenas oficinas, galpões ou nas próprias residências dos artesãos, envolvendo famílias inteiras e criando oportunidades de geração de renda no meio rural.

Artesanatos em vime

O potencial de transformação do vime é amplo e diversificado. Para a artesã Maria Bernadete Blomer Dorroite, o vime representa sua maior riqueza. “A fita que eu e meu marido José, extraímos da casca do vime é a peça mágica que transforma o artesanato. Aqui trabalhamos com carinho e não percebemos os dias passar. No final, temos um produto belo e encantador”, afirma a artesã.

Entre os produtos confeccionados com vime estão cestas, cestos, balaios, guirlandas, abajures, caixas, bandejas, vasos, cachepôs, peças ornamentais, estruturas decorativas e móveis diversos, como cadeiras, poltronas, mesas, bancos, estantes e sofás.

A variedade de artefatos demonstra que o vime deixou de ser apenas matéria-prima para cestas e passou a ocupar espaço também nos segmentos de decoração, mobiliário, gastronomia, hotelaria e presentes. Até flores já são produzidas com galhos de vime.

“As flores que produzimos são vendidas em feiras e eventos, por todo Brasil. Temos pedido até para o Canadá e estamos vendo a parte legal para o envio”, disse a artesã, Flávia Mattos. Há poucos dias, ela recebeu convite para participar de uma feira na Colômbia.

Rota do Vime de Rio Rufino

Com áreas distintas de cultivo, beneficiamento, produção artesanal, comercialização, gastronomia e hospedagem, Rio Rufino poderá ter, em breve, uma Rota Turística do Vime. A estratégia de médio e longo prazo terá à frente, o Conselho de Turismo (Contur) e o Núcleo de Desenvolvimento e Turismo de Rio Rufino.

Para a empresária Sandra Marli Oderdenge Arruda, que faz receptivo turístico na fazenda Tamanduá, o vime é um importante produto para o fomento do setor. “O turismo e o vime se complementam. O artesanato ajuda a agregar valor ao turismo, tendo o vime como nossa identidade. Isso resume sua importância na cadeia econômica do turismo”, comenta Sandra Oderdenge.

Além dos equipamentos turísticos, uma possível rota envolverá as unidades diretamente ligadas à cadeia produtiva, como escolas, comércio, restantantes, e especialmente o setor público como animador do projeto.

O prefeito Ademar de Bona Sartor, entende que a criação de uma rota turística baseada no vime poderá contribuir para que os jovens não enxerguem a atividade apenas como uma tradição dos pais e avós, mas também como uma possibilidade profissional.


“Já existe uma tratativa inicial sobre a criação dessa rota e buscamos agora o apoio da Amures para nos orientar”, defende o prefeito. A proposta é integrar diferentes segmentos nesse processo, incluindo designers, arquitetos, decoradores, hotéis, pousadas, restaurantes, vinícolas, lojas e empresas de presentes corporativos.

Um projeto dessa magnitude poderá consolidar ainda mais Rio Rufino como destino turístico associado ao vime, transformando a cadeia produtiva em uma experiência que une agricultura, artesanato, cultura, turismo e negócios.

Mais do que matéria-prima para uma cesta artesanal, as hastes de vime podem ganhar novos usos e aplicações em projetos de arquitetura, decoração de interiores, gastronomia, hotelaria e cenografia, ampliando o mercado e agregando valor à produção local.

Assim, o vime que há décadas faz parte da paisagem e da economia de Rio Rufino pode assumir um novo papel: ser também um produto de identidade territorial, uma experiência turística e uma oportunidade de desenvolvimento para as futuras gerações.


Liberdade: o que fazer, onde comer e onde se hospedar no tradicional bairro paulistano

 




A Liberdade está entre os bairros mais conhecidos de São Paulo quando o assunto é cultura asiática. A região, que ganhou forte presença japonesa a partir do início do século 20, também incorporou influências chinesas, coreanas e de outros grupos ao longo das décadas. Hoje, o visitante encontra no mesmo roteiro gastronomia, comércio especializado, espaços culturais e referências à história da imigração japonesa.



Um dos pontos de partida para conhecer o bairro é a Praça da Liberdade que, aos domingos, recebe a Feira da Liberdade, com barracas de comidas, artesanato e produtos ligados à cultura oriental. A Rua Galvão Bueno concentra boa parte do movimento, com restaurantes, mercados, lojas de produtos importados, doces, utensílios e itens ligados à cultura pop asiática.



Outro endereço que merece entrar no roteiro é o Jardim Oriental, na própria Galvão Bueno. O pequeno espaço tem lago com carpas e paisagismo inspirado nos jardins japoneses e funciona como uma pausa em meio ao movimento comercial da rua. O Viaduto Cidade de Osaka, próximo dali, também é um dos pontos tradicionais para observar a paisagem urbana e registrar a passagem pelo bairro. Aproveite o passeio para tirar fotos com os tradicionais postes decorativos ao fundo, itens que se tornaram uma das marcas da região.

Para quem busca conhecer a história da imigração japonesa, o Museu Histórico da Imigração Japonesa, instalado no edifício Bunkyo, reúne um acervo com documentos, objetos e registros relacionados à trajetória dos imigrantes no Brasil. O espaço ocupa três andares do prédio e é uma das principais referências culturais da região.

Gastronomia vai além do sushi- A gastronomia também pode fazer parte do roteiro sem sair do bairro. No Nikkey Palace Hotel, localizado na Rua Galvão Bueno, o Nikkey Restaurante oferece opções da culinária japonesa, asiática e brasileira em um ambiente alinhado à proposta do empreendimento e à tradição da região. A casa é uma alternativa para quem deseja incluir uma refeição de inspiração oriental durante a estadia na Liberdade.

Para uma pausa ao longo do dia, a Cafeteria Itigô Itiê complementa a estrutura gastronômica do hotel, com opções para café e doces típicos. Além de servir os hóspedes, os dois estabelecimentos são abertos para o público externo que está passeando pela região.


Hospedagem no centro da Liberdade - Para quem vem de fora e pretende explorar  a região a pé, uma opção interessante é se hospedar no bairro. O Nikkey Palace Hotel está instalado na Rua Galvão Bueno, uma das principais vias locais, com fácil acesso à Praça da Liberdade, ao comércio e às atrações culturais da região.


O hotel aposta na relação com a cultura nipo-brasileira também em sua proposta de hospedagem. Além dos quartos, oferece estrutura de alimentação e serviços de lazer e bem-estar, como espaço gamer, spa e diferentes espaços para eventos. A mais recente novidade é o karaokê, que opera com salão aberto ao público e salas privativas.




A estação Japão-Liberdade da Linha 1-Azul do Metrô fica na região da praça e é uma das principais portas de entrada para o bairro. A estação São Joaquim, também da Linha 1-Azul, amplia as possibilidades de acesso.

Mais informações: www.nikkeyhotel.com.br


Aeroporto de Varginha começa a instalar equipamento de Indicador de aproximação de precisão de avião

 


Varginha tem uma população estimada de 140 mil habitantes, um dos principais municípios mineiros, com o PIB de R$ 8 bilhões , indústria, comércio, e o café em destque na economia. O Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky, em Varginha, estará fechado para pousos e decolagens no dia 1de outubro ,para o início dos trabalhos de instalação do sistema PAPI — Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão. A implantação representa mais uma etapa das ações realizadas pelo Município para modernizar a estrutura aeroportuária e avançar na elevação do aeroporto.

 

O PAPI é um sistema de auxílio visual instalado próximo à pista que orienta os pilotos durante a aproximação, indicando se a aeronave está acima, abaixo ou na trajetória adequada para o pouso.

 

A instalação do sistema, assim como a substituição do Anemômetro e cercamento do perímetro (mais de 5km) é mais uma medida exigida para elevar o nível do Aeroporto de Varginha. O objetivo é tornar o aeródromo apto a linhas internacionais, carga e retomar linhas aéreas regulares para São Paulo.


Para o secretário de Turismo e Comércio, Marcus Madeira, cada etapa concluída representa um avanço na estrutura aeroportuária de Varginha.

O prefeito Leonardo Ciacci destaca que a melhoria da infraestrutura aeroportuária também está relacionada à busca por novas conexões aéreas para o município. “A ligação de Varginha com São Paulo é uma das possibilidades que queremos viabilizar”, afirma.


 

 

 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Tíquete médio por presente no Dia das Crianças sobe 27,26% e chega a R$ 263 na capital mineira, aponta pesquisa da CDL/BH

 



O belo-horizontino deve gastar mais por presente neste Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostra que o tíquete médio estimado é de R$ 263, alta de 27,26% em relação ao ano passado (R$ 206,67). Como os consumidores pretendem adquirir, em média, três presentes, o gasto estimado chega a R$ 789. O Dia das Crianças abre o supertrimestre, período que reúne a Black Friday (27 de novembro) e o Natal, e representa um dos períodos mais importantes para o faturamento anual do comércio.


Para a CDL/BH, a expectativa para o período é positiva, mas de crescimento moderado. “Ainda estamos com juros elevados, o que dificulta as compras a prazo. 


O consumidor está mais consciente e procurando não se endividar, o que é muito positivo”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “O Dia das Crianças é uma data que aquece o varejo e é um termômetro para as vendas de Natal”, completa. De acordo com a pesquisa, 35,3% dos entrevistados irão presentear no Dia das Crianças. Entre os que não vão (61,7%), os principais motivos são: não tem ninguém para presentear (54,8%); restrições financeiras (20,2%); falta de interesse ou hábito de não presentear (16,9%); distância física da pessoa homenageada (3,2%); falta de tempo para ir às compras (1,6%) e não responderam (3,2%). Dos consumidores que pretendem presentear este ano (35,3%), 81,7% também presentearam em 2025. E entre eles, 48,3% disseram que pretendem gastar mais com a compra dos presentes, sendo o principal motivo o fato de os presentes estarem mais caros. Já 39,7% dos consumidores pretendem comprar presentes com o mesmo valor desembolsado no ano passado, enquanto 10,3% pretendem gastar menos. Já 1,7% não souberam informar ou preferiram não responder. Mais da metade dos consumidores vai pagar as compras à vista O pagamento à vista é a opção de 57,7% dos consumidores: Pix (31%), dinheiro (15,5%) e cartão de débito (11,3%). O cartão de crédito é a preferência de 39,4% dos entrevistados. Entre os que vão parcelar, a média será de até cinco parcelas. Os principais motivos para a escolha dessa modalidade são a possibilidade de parcelamento (35,7%) e o acúmulo de pontos/milhas (17,9%).

Brinquedos lideram a lista de presentes Os brinquedos lideram a lista de presentes de acordo com 52,1% dos consumidores. Em seguida estão: roupas - blusas, pijamas, calça (28,2%); calçados (4,2%); cosméticos (4,2%); eletrônicos (4,2%); material esportivo (4,2%); guloseimas - cestas de bombons ou de chocolates (2,8%); acessórios para bebê (1,4%); bolsas/mochilas/malas (1,4%). Já 23,9% dos consumidores ainda não decidiram sobre qual presente será adquirido. Essa pergunta aceita múltiplas respostas. Preferência por compras na loja física Apesar do avanço do comércio eletrônico, a loja física segue como o principal canal de compra do Dia das Crianças em Belo Horizonte: 50,7% dos entrevistados pretendem comprar exclusivamente em lojas físicas, e outros 25,4% vão combinar compras presenciais e online. No total, o varejo físico participa da intenção de compra de 76,1% dos consumidores. Shopping centers (29,6%) e compras em sites (26,8%) são os canais mais citados, seguidos por lojas de rua localizadas em centros comerciais de bairro (16,9%) e no hipercentro (12,7%). Os demais locais citados pelos consumidores foram: shopping popular (11,3%); pequenos comerciantes autônomos (7%); comércios de serviço essencial como mercado e outros (4,2%); redes sociais (2,8%); outlet (1,4%) e não souberam ou não responderam (2,8%). Compras de última hora De acordo com a pesquisa da CDL/BH, a compra do presente está concentrada nos dias próximos ao Dia das Crianças: somando quem pretende comprar na semana da data, um dia antes ou no próprio dia, temos 64,8% dos consumidores. “A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento aos preços. Como ele tem privilegiado o pagamento à vista, a expectativa é de que as compras se concentrem após o quinto dia útil do mês, quando boa parte dos consumidores já recebeu o salário. Para o lojista que estiver preparado, com estoque adequado, preços competitivos e bom atendimento, os dias que antecedem o 12 de outubro representam uma oportunidade para aumentar as vendas e fidelizar os clientes”, afirma o presidente da CDL/BH.

Crianças da família são a prioridade Quando o assunto é quem vai receber o presente, a resposta reforça o caráter familiar da data: filhos ou enteados lideram, citados por 28,2% dos entrevistados, seguidos por sobrinhos (26,8%), netos (23,9%) e afilhados (14,1%). Preço decide o local da compra, mas o produto é escolhido pelo desejo de quem vai ganhar Preço baixo é o principal fator na escolha de onde comprar, citado por 40,8% dos entrevistados, à frente de bom atendimento e qualidade/durabilidade do produto, ambos com 16,9%. Na escolha do presente, o principal critério é o desejo da pessoa a ser presenteada, mencionado por 36,6% dos entrevistados, seguido por desconto/preço (35,2%) e qualidade do produto (33,8%). Metodologia A pesquisa foi realizada com 200 consumidores, entrevistados presencialmente em pontos de grande fluxo de Belo Horizonte, entre os dias 19 e 22 de agosto. Considerando a amostra como aleatória, obtém-se um intervalo de confiança de 95% e um erro amostral de 6,9%.

 

Faop devolve imagens sacras restauradas e retorna obra atribuída a Aleijadinho à comunidade de São Bartolomeu

 




A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) realizou, dia 23 de junho, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo, a entrega de 11 imagens sacras restauradas pertencentes à Igreja de São Bartolomeu, um dos templos religiosos mais antigos de Minas Gerais.




Entre as obras está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, do século XVIII, atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.



A devolução do conjunto representa mais uma etapa do processo de preservação do patrimônio cultural da localidade, cuja igreja passa por obras de restauração desde 2024. As peças retornarão aos retábulos históricos do templo, considerados alguns dos exemplares mais antigos da talha do Estilo Nacional em Minas Gerais.

Além da imagem atribuída a Aleijadinho, serão entregues as esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, um Crucificado e um Divino Espírito Santo, todas datadas do século XVIII. A imagem de Nossa Senhora das Candeias já foi devolvida à Arquidiocese, enquanto outra representação de Nossa Senhora do Rosário segue em processo de restauração.


Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a entrega das imagens representa a devolução de parte da memória e da identidade cultural da comunidade. “Quando restauramos uma obra sacra, preservamos muito mais do que um bem artístico.


Preservamos histórias, afetos, tradições e manifestações de fé que atravessam gerações. A devolução desse conjunto, especialmente da imagem atribuída a Aleijadinho, reafirma o compromisso do Governo de Minas com a proteção do patrimônio cultural e com a valorização das comunidades que mantêm viva essa herança”, destaca.


O presidente da Faop, Rodrigo Câmara, sublinha que a entrega reafirma o papel da instituição como referência nacional na conservação de bens culturais. “Além de restaurar obras de arte, estamos contribuindo para a preservação da memória, da identidade e da fé de uma comunidade.


Cada peça devolvida representa o compromisso da Faop com a proteção do patrimônio cultural mineiro e com a transmissão desse legado às futuras gerações”.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Faop, Valéria Tomé França, o conjunto reúne obras de grande relevância artística, histórica e religiosa. “São imagens que testemunham a formação das primeiras comunidades mineiras e preservam importantes referências da devoção popular. Entre elas, destaca-se a Nossa Senhora do Carmo atribuída a Aleijadinho, considerada por especialistas uma obra de sua fase inicial”, afirma.

Valéria ressalta ainda que algumas das esculturas possuem relevância documental singular. As imagens de Nossa Senhora do Rosário, do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora das Candeias aparecem registradas em documentos históricos e foram citadas na obra Santuário Mariano, do frei Agostinho de Santa Maria, importante compilação sobre devoções marianas no mundo português.

Doar faz bem : Quase 50 mil brasileiros aguardam transplante de órgãos; Santa Casa BH tem 1.213 pacientes na fila

 



Enquanto milhares de brasileiros aguardam por um órgão, quase metade das famílias abordadas diante da possibilidade de uma doação ainda diz não. Atualmente, mais de 49,5 mil pessoas estão na fila por um transplante de órgão no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A maior espera é por um rim: são aproximadamente 46 mil pacientes, além de cerca de 2,3 mil pessoas aguardando um fígado e mais de 500 à espera de um coração.  
Na Santa Casa BH, maior hospital transplantador de Minas Gerais, os números também revelam a dimensão da espera. Segundo a coordenadora do setor de Transplantes da instituição, Thaíla Alves, atualmente 571 pacientes estão inscritos nas filas para transplantes de rim, fígado ou coração. Além deles, 642 pessoas aguardam por um transplante de córnea, de acordo com a coordenadora administrativa do Ambulatório de Oftalmologia da Santa Casa BH. 
Os dados ganham ainda mais relevância neste mês, em que se celebra, no dia 27, o Dia Nacional da Doação de Órgãos. A recusa familiar é um dos principais obstáculos à ampliação dos transplantes no país. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025 o Brasil registrou 15.940 notificações de potenciais doadores, mas apenas 4.335 se tornaram doadores efetivos. Das entrevistas realizadas com familiares, 4.200 terminaram em recusa, o equivalente a 45%. 


Em Minas Gerais, no mesmo período, foram 525 potenciais doadores notificados. Das 301 entrevistas realizadas com familiares, 121 terminaram em negativa, o equivalente a 40%. 
Embora o país tenha aumentado o número de doadores efetivos, de 19,2 por milhão de habitantes em 2024 para 20,3 em 2025, o volume ainda não é suficiente para atender à demanda de pacientes que dependem de um novo órgão. 
Um “sim” que depende da família  - No Brasil, manifestar em vida o desejo de ser doador não garante que a doação aconteça após a morte. A autorização cabe à família, após a confirmação da morte encefálica e a avaliação das condições para doação. Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar previamente com os familiares sobre essa decisão. 
É justamente esse diálogo que a Santa Casa BH quer estimular com a campanha “Semeie a vida, cultive novos começos”, lançada durante o Setembro Verde. 
Entre as ações previstas está a “Blitz – Plante essa ideia”, que vai levar informações sobre doação de órgãos a colaboradores, pacientes, familiares e pessoas que circulam no entorno da Santa Casa BH. Durante a mobilização, serão distribuídos panfletos informativos e pacotes de sementes, em referência ao conceito da campanha, além de orientações e esclarecimentos sobre a importância da doação. 
Tradição em transplantes  - A Santa Casa BH conta com a e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes), formada por profissionais de diferentes áreas que atuam na organização do processo de doação dentro do hospital, no acompanhamento dos pacientes e em ações de conscientização junto às famílias e à sociedade. 
A espera por alguns órgãos impõe desafios específicos. Segundo o coordenador do Programa de Transplante Cardíaco da Santa Casa BH, Dr. Silvio Amadeu de Andrade, quem aguarda um coração enfrenta uma situação diferente da de determinados pacientes renais, que podem permanecer em diálise enquanto esperam pelo transplante. No caso cardíaco, não existe uma terapia substitutiva de longa duração equivalente, e, em muitos casos, o transplante representa a principal possibilidade de continuidade do tratamento. 
Por trás de cada posição na fila estão pessoas e famílias que convivem diariamente com a expectativa de um transplante. Para esses pacientes, a doação pode representar muito mais do que um procedimento: pode significar a possibilidade de retomar planos, recuperar qualidade de vida e seguir em frente. 
Para quem deseja ser doador, a orientação é simples: converse com sua família e deixe clara a sua vontade. 

Belotur apresenta boas práticas de BH em evento de turismo territorial

 



Referência nacional em políticas de valorização da gastronomia e inovação turística, Belo Horizonte participou, no dia 24 de setembro, do evento “O Turismo no Centro: Transformando Espaços, Conectando Pessoas”, realizado em Vitória, no Espírito Santo, em celebração ao Dia Mundial do Turismo e ao Dia do Turismólogo.

Promovido no Hub ES+, primeiro hub público de economia criativa e inovação do Estado, o encontro reuniu gestores, acadêmicos e lideranças do setor para discutir o papel do turismo no desenvolvimento territorial e na competitividade do Centro Histórico de Vitória e do Espírito Santo.

Representada pela Diretoria de Políticas de Turismo e Inovação, a Belotur integrou a programação oficial do evento ministrando a palestra pública “Turismo que Transforma: Inovação, Políticas Públicas e Gestão para Destinos”.

A apresentação destacou experiências desenvolvidas em Belo Horizonte que utilizam a gastronomia, a inovação e a tecnologia como instrumentos estratégicos de desenvolvimento urbano, econômico e turístico. Entre as iniciativas apresentadas estão a conquista e a consolidação do título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO; o projeto Bares com Alma, voltado à salvaguarda e à valorização do patrimônio gastronômico da cidade; o catálogo Menuuh de Experiências; as ações de qualificação e estruturação de rotas nos mercados tradicionais; a realização da Bienal da Gastronomia; e a incorporação de diretrizes ambientais, sociais e de governança (ESG) em grandes eventos urbanos.

“A gastronomia vai muito além da alimentação: ela é um ativo de memória, cultura e economia criativa que gera pertencimento e atrai visitantes. Levar os aprendizados de Belo Horizonte sobre governança participativa, inteligência de dados e valorização territorial para o Espírito Santo é uma oportunidade ímpar de fortalecer a troca de boas práticas entre destinos e inspirar soluções inovadoras para o Centro de Vitória”, destaca Márcio Ribeiro, gerente de Inovação Turística da Belotur, que representou Belo Horizonte no evento.

     Márcio Ribeiro, gerente de Inovação Turística da Belotur   -            crédito Bruno Lopes

Além da palestra, Márcio Ribeiro participou da mesa-redonda “Turismo que Conecta: Território, Inovação, Cultura e Experiências para um Espírito Santo mais Competitivo”. O debate reuniu gestores públicos, especialistas e lideranças comunitárias para discutir propostas e recomendações voltadas ao fortalecimento da governança turística no estado.


Organizado pela Rede Colaborativa Turismólogos Capixabas em Ação, o evento contou ainda com walking tour pelo Centro Histórico de Vitória, ações de networking e atividades de imersão no território.

Rio Rufino se destaca como Capital Catarinense do Vime

  Reconhecida por lei, desde 29 de novembro de 2004, como Capital Catarinense do Vime, Rio Rufino ocupa uma posição singular na cadeia produ...