terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mercado Central faz 97 e começa a contar até 100 com grande festa gratuita no coração de BH



A três anos do centenário, um dos maiores símbolos afetivos da capital mineira abre a contagem regressiva para 2029 com dois palcos, música, gastronomia e programação para toda a família no feriado de 7 de setembro; celebração continua no dia seguinte, com seminário sobre gestão de mercados

 Em 7 de setembro de 1929, Belo Horizonte ganhou um mercado. Noventa e sete anos depois, é difícil dizer onde termina o Mercado e começa a própria cidade.

O início do Mercado na década de 20

Há quem atravesse seus corredores atrás do queijo de sempre. Quem tenha um bar preferido, um comerciante que já conhece pelo nome, um tempero que só compra ali. Há turistas descobrindo Minas pela primeira vez entre bancas, aromas e balcões e belo-horizontinos que carregam lembranças daquele endereço desde a infância. Poucos lugares da capital conseguiram atravessar tantas gerações permanecendo, ao mesmo tempo, tão reconhecíveis e tão vivos.


No próximo 7 de setembro, essa relação ganha mais um capítulo. O Mercado Central de Belo Horizonte completa 97 anos e transforma seu entorno em uma grande festa de rua, gratuita e aberta à cidade, das 9h às 17h. Dois palcos, na Avenida Augusto de Lima e na Rua Santa Catarina, recebem atrações que atravessam diferentes estilos e gerações, enquanto alguns dos principais bares e restaurantes do próprio Mercado levam sua gastronomia para a celebração.

 

400 lojas com produtos diversos de várias regiões de Minas Gerais



Os ingressos já estão disponíveis e podem ser retirados no site da Ingresse, pelo link: https://www.ingresse.com/aniversario-mercado-central-97-anos/

Três anos para os 100 - O aniversário de 2026 carrega um significado especial. Desta vez, a conta também pode ser feita de trás para frente. A festa dos 97 inaugura simbolicamente a caminhada para o centenário do Mercado Central, que será celebrado em 2029. Mais do que outra data no calendário, a edição marca o começo de um novo capítulo dessa história, que deverá ganhar outras ações e momentos especiais até a chegada ao século de existência.

O tradcional fígado com jiló

“Chegar aos 97 anos com essa vitalidade é motivo de muito orgulho, mas também nos faz olhar para a frente. O centenário já começou para nós. Temos três anos para construir esse momento junto com os comerciantes, parceiros e, principalmente, com Belo Horizonte. Por isso fazia todo sentido abrir essa celebração para a rua e oferecer uma grande festa gratuita. O Mercado foi criado para servir à cidade e foi essa relação com as pessoas que fez dele o que é hoje”, afirma Geraldo Henrique Campos, Diretor Presidente do Mercado Central de Belo Horizonte.

O Mercado sai para a rua -A programação, com curadoria artística assinada  pelo produtor e multifacetado Gustavo Ziller, traduz essa relação com a cidade ao ocupar duas das vias que abraçam o quarteirão. Na Avenida Augusto de Lima, o Palco Mercado Central começa às 9h, com Tilulu. Às 10h, uma cerimônia oficial marca o aniversário, com o pronunciamento do presidente.

Às 10h30, o violonista Thiago Delegado interpreta os Afro-sambas, repertório que remete à histórica parceria musical de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Ao meio-dia, Zaidan assume o palco. Às 13h30, a banda mineira Transmissor presta uma homenagem ao Clube da Esquina, uma das expressões mais marcantes da música produzida em Minas Gerais. Às 15h, DJ Fausto segue com a programação até o encerramento, às 17h.

Na Rua Santa Catarina, o Palco Beagá amplia a mistura de ritmos. DJ Zaidan abre a programação às 10h30. Ao meio-dia, a Banda Oldschool leva para a rua clássicos do rock. Às 13h30, DJ Tilulu assume o palco e, às 14h30, é a vez de A Firma, com samba e pagode.

A gastronomia também será protagonista. Alguns dos principais bares e restaurantes do Mercado Central estarão presentes na festa, levando para o lado de fora do prédio parte da experiência que movimenta diariamente seus corredores. Mais detalhes sobre as operações e o cardápio serão divulgados em breve. A programação terá ainda atividades destinadas às crianças e famílias.

 A comemoração acontece também dentro do Mercado Central, com o tradicional bolo de aniversário, parabéns e a distribuição de 6 mil pedaços de bolo para o público.. Vale lembrar que no feriado, as lojas do Mercado Central funcionarão de 8h às 13h.

Para Carlos Magno, sócio da Box, produtora responsável pelo evento, a intenção é fazer com que a festa seja reconhecida como uma extensão do próprio Mercado:

“A ideia foi pensar a rua como uma continuação dos corredores do Mercado. Quem chegar poderá circular, encontrar música, gastronomia, referências muito ligadas à memória afetiva de Minas e atrações que conversam com diferentes gerações. É uma festa grande, mas com o espírito que as pessoas reconhecem no Mercado, com encontro, proximidade e diversidade”, afirma.

Segundo ele, o início da contagem para 2029 também ajudou a orientar o conceito desta edição: “Os 97 anos têm uma característica especial porque abrem essa caminhada até o centenário. A festa precisava celebrar a história sem ficar voltada apenas para o passado. O Mercado tem quase cem anos e continua sendo um lugar onde novas histórias acontecem todos os dias”, completa Carlos Magno.

Comemoração continua no dia 8 - Os 97 anos não terminam quando os palcos forem desligados. No dia 8 de setembro, as comemorações continuam com o seminário “Mercado Central Rumo aos 100 anos: Tradição que inova e movimenta a economia”, ampliando a programação para uma discussão sobre gestão de mercados, inovação e os caminhos para manter mercados tradicionais relevantes nas próximas décadas.

O encontro será realizado no próprio mercado, das 9h30 às 18h, com entrada gratuita, e vai reunir representantes de mercados, especialistas e profissionais ligados ao varejo, turismo, patrimônio e desenvolvimento econômico. Com a palestra “Mercado Central de BH: 97 anos liderando o varejo tradicional no Brasil”, a abertura fica a cargo da Diretoria do Mercado Central e de Marcelo de Sousa e Silva, Presidente do Sebrae-MG e CDL-BH.

Entre os nomes previstos para os debates estão Aldo Bonametti, presidente do Mercadão de São Paulo; Wirley Reis Teko, representante do Mercado de Itapecerica; Diogo Reis, consultor e especialista em planejamento de negócios e Michele Arroyo, especialista em patrimônio histórico, além de executivos e profissionais ligados à inovação e ao mercado. A programação será encerrada com um encontro de integração com produtos mineiros.

A proposta acrescenta uma nova perspectiva à celebração. Às vésperas de completar um século, o Mercado Central também pretende colocar em debate temas ligados à gestão de espaços que precisam conciliar tradição, patrimônio, comércio, turismo, gastronomia, experiência do visitante e capacidade de permanecer relevantes para novas gerações.

Quase um século no mesmo endereço… e sempre em movimento - O Mercado Central nasceu em 7 de setembro de 1929, ainda como Mercado Municipal, reunindo cerca de uma centena de comerciantes em um terreno que havia abrigado o campo do América Futebol Clube. Naqueles primeiros anos, produtos hortifrutigranjeiros ocupavam o centro de uma operação criada para abastecer uma Belo Horizonte ainda jovem.

A cidade cresceu e mudou profundamente desde então. Vieram novos bairros, supermercados, shopping centers, outras centralidades e novas formas de consumir e ocupar o espaço urbano. O Mercado também se transformou, ampliou sua vocação e deixou de ser apenas um centro de abastecimento para se tornar referência de gastronomia, turismo, cultura, comércio e sociabilidade.

Hoje, são mais de 400 lojas e aproximadamente 1,3 milhão de visitantes por mês. Queijos, doces, cachaças, frutas, temperos, artesanato, restaurantes, bares, religiosidade e diferentes gerações de comerciantes convivem em um espaço que recebe mais de 15 milhões de visitas por ano.

 O aniversário acontece ainda em um momento simbólico para uma das marcas mais reconhecidas da capital. Em julho deste ano, a Vale assumiu os naming rights do Mercado Central, mas optou por uma decisão pouco usual nesse tipo de parceria: preservar integralmente o nome Mercado Central de Belo Horizonte.

A escolha reconhece justamente o vínculo cultural e afetivo construído ao longo de quase um século. Em vez de substituir uma identidade já incorporada à cidade, a nova parceria parte da preservação dela.

“Há pessoas que vinham aqui de mãos dadas com os pais e hoje chegam com filhos ou netos. Outras conheceram o Mercado há pouco tempo e já criaram seus próprios rituais. É essa renovação permanente que mantém um lugar de 97 anos tão vivo. O centenário será uma celebração dessa história, mas principalmente das pessoas que continuam escrevendo essa história todos os dias”, destaca Geraldo Henrique Figueiredo Campos.

O aniversário do Mercado Central possui patrocínio da Belotur, por meio da Prefeitura de Belo Horizonte, da Cemig e Gasmig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O evento conta ainda com o apoio do Vale, Itambé e Ambev.

PROGRAMAÇÃO

Palco Mercado Central

Avenida Augusto de Lima

9h – Tilulu

10h – Cerimônia oficial e pronunciamentos

10h30 – Thiago Delegado interpreta os Afro-sambas

12h – Zaidan

13h30 – Transmissor homenageia Clube da Esquina

15h – DJ Fausto

17h – Encerramento

Palco Beagá

Rua Santa Catarina

10h30 – DJ Zaidan

12h – Banda Oldschool – clássicos do rock

13h30 – DJ Tilulu

14h30 – A Firma – samba e pagode

17h – Encerramento

 

Missa solene pelos 97 anos



Data: 06 de setembro de 2026

Horário: 7h

Onde: Capela Nossa Senhora de Fátima

Endereço: Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro, Belo Horizonte - Entrada pelo estacionamento

Data: 7 de setembro de 2026

Horário da festa: 9h às 17h

Onde: entorno do Mercado Central de Belo Horizonte – Avenida Augusto de Lima e Rua Santa Catarina

Endereço: Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro, Belo Horizonte

Entrada: gratuita

Retirada de ingressos: https://www.ingresse.com/aniversario-mercado-central-97-anos/

Funcionamento das lojas no feriado: até às 13h

SERVIÇO SEMINÁRIO

 

“Mercado Central Rumo aos 100 anos: Tradição que inova e movimenta a economia”

Data: 8 de setembro de 2026

Horário: das 9h30 às 18h

Local: Auditório do Mercado Central - Administração - 2ªPiso

Programação: palestra magna de abertura e painéis sobre gestão e governança de mercados, mineiridade e desenvolvimento regional, patrimônio histórico, ESG e acessibilidade, turismo de experiência e inovação

Inscrições: gratuitas, pelo formulário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSes1s8nFWGoH15Th3rb2KSVLbugO92DvKmYnxoSj7QnBbZurw/viewform?usp=send_form

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Primeiro robô de entregas em aeroportos do mundo revoluciona experiência de compra no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte- BH Airport

 


 O primeiro robô autônomo do mundo desenvolvido para realizar entregas em aeroportos inaugura uma experiência completa de compra e consumo no BH Airport. A novidade traz para o terminal mineiro a praticidade e a conveniência das compras online: basta acessar o aplicativo, escolher os produtos, fazer o pagamento e indicar o ponto onde o pedido será entregue.


O serviço estreia na área pública, no saguão, conectando passageiros, visitantes e toda a comunidade aeroportuária a quatro operações comerciais. A tecnologia já nasce preparada para crescer, com implantação estruturada e potencial de expansão. Mais de 40 pontos de entrega estão mapeados em locais estratégicos do aeroporto, permitindo ampliar gradualmente o atendimento para novos estabelecimentos e outras áreas, inclusive a de embarque. 
                                           
A plataforma funcionará como um marketplace aeroportuário. Em um único ambiente digital, o cliente poderá acessar as lojas participantes, consultar os produtos disponíveis e acompanhar todas as etapas, da compra à entrega. No passo a passo, após a confirmação do pedido, o estabelecimento prepara os itens e atualiza no sistema. O robô é acionado e segue até o ponto selecionado. Na chegada, o cliente utiliza o aplicativo para abrir o compartimento e retirar o produto.
                        
“Ao incorporar uma solução até então inexistente no setor aeroportuário mundial, o BH Airport reforça a vocação para o pioneirismo e transforma a inovação em um serviço presente na jornada de quem passa pelo terminal. Além de aprimorar a experiência do passageiro, a tecnologia amplia o alcance das lojas, aproximando clientes e marcas, ao mesmo tempo que gera novas oportunidades de venda para os nossos parceiros”, afirma o gestor comercial do BH Airport, Geovane Medina.
Navegação precisa e inteligente  - Projetado para se movimentar em espaços com grande circulação de pessoas, o robô reconhece rotas disponíveis, localiza os estabelecimentos e chega com precisão aos pontos cadastrados. Sensores, câmeras de profundidade, radar e recursos anticolisão monitoram continuamente o entorno. Ao identificar uma pessoa ou um obstáculo no caminho, o equipamento interrompe o deslocamento e aguarda a liberação da rota. Durante o percurso, o robô também poderá emitir mensagens de orientação, como pedidos de passagem. 
O sistema de navegação conta ainda com barreiras virtuais que delimitam os locais de circulação do robô. Áreas operacionais, restritas ou incompatíveis com a movimentação do equipamento permanecem bloqueadas no mapa digital. A tecnologia foi desenvolvida no Brasil pela TracF Tech, combinando engenharia nacional e tecnologia de navegação inteligente para apresentar ao mercado uma nova forma de comprar e receber produtos no ambiente aeroportuário. 
Vitrine comercial  - O robô também conta com telas digitais de alta definição para exibição de campanhas publicitárias, ativações de marcas, conteúdos institucionais e mensagens personalizadas. Enquanto circula pelo saguão, o equipamento se torna uma plataforma móvel de comunicação e cria possibilidades de contato entre passageiros, lojistas, anunciantes e parceiros comerciais. 
“O projeto reúne diferentes oportunidades em uma mesma plataforma. As lojas passam a contar com uma nova frente de vendas, os anunciantes ganham um canal de comunicação em movimento e o aeroporto pode conhecer melhor as preferências de consumo para aprimorar continuamente os serviços. Mais do que transportar produtos, o robô integra comércio, mídia digital e tecnologia em uma jornada pensada para acompanhar e oferece a melhor experiência aeroportuária ao passageiro”, destaca Geovane Medina.
 
O ROBÔ VAI ATÉ VOCÊ - Saiba como funciona o atendimento em sete passos
 Acesso à plataforma
Entre no aplicativo e realize o cadastro.
  1. Escolha da loja
O marketplace apresenta as operações comerciais disponíveis.
  1. Compra e pagamento
O usuário escolhe os produtos e conclui o pagamento pelo aplicativo.
  1. Indicação do local
Entre os pontos disponíveis na área pública, o cliente seleciona onde deseja receber a compra.
  1. Preparação
O estabelecimento separa os produtos e informa no sistema quando o pedido estiver pronto.
  1. Coleta
O robô é acionado e segue até a loja para buscar os itens.
  1. Entrega
Quando o robô chega no ponto indicado, o cliente retira o pedido, acionando a abertura do compartimento, por meio do aplicativo.


Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende mais de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil. 

Vinhos de altitude colocam a Serra Catarinense no mapa do enoturismo



                             foto Oneris Lopes Amures


A Serra Catarinense encontrou na altitude uma condição para desenvolver uma viticultura diferente de outras regiões produtoras do Brasil. Os vinhedos estão concentrados entre 900 e 1.400 metros, em uma área marcada por temperaturas baixas e maturação mais tardia das uvas. A região conquistou em 2021 a Indicação de Procedência (IP) Vinhos de Altitude de Santa Catarina, que abrange 29 municípios.

                        foto Oneris Lopes Amures



O frio interfere no ciclo da videira e prolonga o período de maturação. Com isso, a colheita acontece mais tarde e permite que as uvas completem seu desenvolvimento em condições diferentes das encontradas em áreas de menor altitude. A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) pesquisa há anos a adaptação das variedades ao território e as características físico-químicas e sensoriais dos vinhos produzidos na região.

                                   foto Diogo Schimitz


Entre as principais variedades estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Também há espaço para castas como Sangiovese, Malbec, Cabernet Franc, Montepulciano, Vermentino, Tannat e Nebbiolo. A produção inclui vinhos tintos, brancos e rosados, além de espumantes, vinhos licorosos e moscatéis.

A elaboração segue o perfil de cada uva. Depois da colheita, as frutas passam por seleção e processamento, e a vinificação pode incluir fermentação com contato com as cascas nos tintos, diferentes métodos de fermentação nos brancos e, conforme o projeto de cada rótulo, passagem por madeira. Para os vinhos que levam o selo da IP, há critérios de produção e avaliação sensorial.



Enoturismo entre vinhedos e serras

A produção de vinho também mudou a forma de conhecer a Serra Catarinense. São Joaquim e Urubici estão entre os principais pontos de concentração das vinícolas abertas aos visitantes, que podem encontrar degustações, visitas aos vinhedos, experiências gastronômicas e explicações sobre os processos de elaboração. A UFSC mantém um guia específico para o enoturismo de São Joaquim, com informações sobre visitação e acesso às propriedades.

                                       foto Diogo Schimitz

   


A viagem pelas vinícolas permite acompanhar diferentes propostas de produção dentro de uma mesma região. Algumas propriedades concentram a experiência na degustação; outras combinam vinho com gastronomia, hospedagem ou atividades ao ar livre. O roteiro também aproxima o visitante das paisagens onde as uvas são cultivadas e ajuda a entender como altitude, clima e escolha das variedades participam da elaboração.

Os vinhos da Serra Catarinense também passaram a aparecer em concursos nacionais e internacionais. Entre os reconhecimentos estão medalhas obtidas por rótulos produzidos na região em competições brasileiras e estrangeiras. Em 2026, por exemplo, a Epagri registrou a continuidade das avaliações sensoriais dos vinhos vinculados à Indicação de Procedência, uma das etapas para a certificação dos produtos.


                            foto Oneris Lopes Amures

  

Para quem pretende conhecer a região, o vinho pode ser o ponto de partida para uma viagem pela serra. São Joaquim, Urubici e outros municípios da IP como Urupema, Bom Retiro, Bocaina do Sul, Lages, Capão Alto e Campo Belo do Sul reúnem vinhedos, vinícolas e experiências que podem ser combinadas com gastronomia e atrações naturais.

                             foto Diogo Schimitz



Confira, a seguir, 11 vinícolas para incluir no roteiro pela Serra Catarinense.

Villa Francioni — São Joaquim (@vinicolavillafrancioni)

Localizada na SC-114, no km 300, em São Joaquim, a Villa Francioni é um dos nomes mais conhecidos dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Fundada em 2001, é pioneira nesse movimento e ganhou projeção com rótulos das linhas Villa Francioni, Joaquim e Aparados. Além da produção de vinhos, tornou-se um importante ponto de enoturismo, com visitas guiadas, degustações e uma galeria de arte que integra a experiência oferecida aos visitantes.

Leone di Venezia — São Joaquim (@leone.divenezia)

No distrito de Morro Agudo, em São Joaquim, a cerca de 1.300 metros de altitude, a Leone di Venezia aposta na identidade italiana de seus fundadores. A vinícola cultiva variedades de origem italiana e procura reproduzir essa influência também na elaboração dos vinhos. Tem cinco hectares de parreirais e uma estrutura voltada ao enoturismo, com degustações guiadas, piqueniques, harmonizações e atividades especiais durante a vindima.

Vinícola Suzin — São Joaquim (@vinicolasuzin)

A Suzin é uma das pioneiras no cultivo de uvas em São Joaquim. A família iniciou as atividades em 2001 e mantém um projeto de produção em pequena escala, com manejo cuidadoso dos vinhedos e colheita manual. Entre as variedades cultivadas estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Montepulciano, Petit Verdot e Cabernet Franc. O vinhedo está a cerca de 1.200 metros de altitude, e a amplitude térmica da região é um dos elementos importantes para a concentração e estrutura dos vinhos.

Vinícola Pericó — São Joaquim (@vinicolaperico)

Fundada em 2002, em São Joaquim, a Pericó está entre as marcas que ajudaram a consolidar a produção de vinhos de altitude na Serra Catarinense. A propriedade está inserida no terroir do Vale do Pericó, região conhecida pelas elevadas altitudes e pelo clima frio. A vinícola integra o circuito de enoturismo da região e participa das principais programações relacionadas aos vinhos de altitude de Santa Catarina.

Villaggio Bassetti — São Joaquim (@villaggiobassetti)

A Villaggio Bassetti fica na SC-114, a aproximadamente 10 quilômetros do centro de São Joaquim. Os vinhedos estão entre 1.267 e 1.319 metros de altitude e começaram a ser implantados em 2005. A vinícola trabalha com variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc e tem como uma de suas características a produção de vinhos de perfil elegante e de boa estrutura. Também mantém receptivo para visitas, degustações e contato com os vinhedos.

Vinhedos do Monte Agudo — São Joaquim (@vinhedosdomonteagudo)

Localizado na região do Morro Agudo, na SC-114, o Monte Agudo é um projeto boutique dedicado à produção de vinhos finos em quantidade limitada. A propriedade tem cerca de 5,5 hectares de vinhedos, a uma altitude média de 1.280 metros, e se consolidou como um endereço de enoturismo. A vinícola ganhou destaque por suas variedades de Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malbec e Riesling Renano.

Vinícola Quinta da Neve — São Joaquim (@quintadaneve)

Com vinhedos a cerca de 1.210 metros de altitude, em São Joaquim, a Quinta da Neve é outro nome associado à origem e ao desenvolvimento dos vinhos de altitude catarinenses. A propriedade é considerada pioneira nesse segmento e trabalha com a produção de vinhos finos adaptados às condições climáticas da Serra. A vinícola recebe visitantes e integra a Rota dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

Vinícola Thera — Bom Retiro (@vinicolathera)

A Vinícola Thera é uma das principais referências da Serra Catarinense fora do eixo de São Joaquim. Localizada em Bom Retiro, trabalha com uma proposta de vinícola boutique e produção de vinhos e espumantes de altitude. Seu Anima Brut, por exemplo, alcançou 93 pontos na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2025 e foi reconhecido como destaque na categoria de espumante Brut Branco pelo método Charmat. A vinícola também integra o circuito de experiências de enoturismo da região.

Vinícola Serra do Sol — Urubici (@vinicolaserradosol)

A Serra do Sol representa Urubici no mapa dos vinhos de altitude catarinenses. A vinícola vem ganhando reconhecimento por rótulos que exploram variedades e estilos, incluindo vinhos e espumantes. Com início da plantação em 2004, está a 1250 metros de altitude. A propriedade também está inserida na rota de experiências enoturísticas da Serra.

Abreu Garcia — Campo Belo do Sul (@vinicolaabreugarcia)

A Vinícola Boutique Abreu Garcia fica em Campo Belo do Sul, a cerca de 900 metros de altitude, e amplia o mapa dos vinhos de altitude para além de São Joaquim e Urubici. Fundada em 2006, cultiva oito variedades de uvas e produz vinhos brancos, tintos, rosés e espumantes. O projeto tem uma proposta mais boutique, com foco na expressão do terroir serrano, e integra a programação oficial da Vindima de Altitude de Santa Catarina.

Vinícola Casa Possamai – Capão Alto (@vinicolacasapossamai)

A Vinícola Casa Possamai é uma empresa familiar, com a finalidade de produzir vinhos de alto padrão no Brasil, tendo sua sede localizada em Capão Alto, na Serra Catarinense, a 1.050 metros de altitude.

A vinícola foi concebida a partir de uma história de amor ao vinho que atravessa quatro gerações. O fundador e proprietário, Geraldo Possamai, trazia consigo o sonho de retornar às origens desde os tempos de sua juventude, inspirado nas memórias de seu pai, Antônio Possamai, que produzia vinhos próprios para o sustento e alegria da família.

Mais informações: www.amures.org.br

Exposição de Joanna Scharlé destaca Nanquim e aquarela, a "Herança de Guignard"

 

A artista plástica, Joanna Scharlé


Em um tempo dominado pela velocidade, pelas telas e pelo excesso de imagens digitais, a artista plástica  brasileira e luxemburquesa Joanna Scharlé de Vasconcelos escolhe um caminho que exige silêncio, concentração e sensibilidade, mostra sua arte na Galeria de Arte da Biblioteca Padre Alberto Antoniazzi,  no Campus Coração Eucarístico da PUC, na  avenida Dom Gaspar, 500 - Prédio 26,Belo Horizonte , de 01 a 28 de de setembro de 2026, de segunda a sexta-feira de 08 h às 21h, Sábado: 08h às 12h.  Em sua exposição “Nanquim e Aquarela – A Herança de Guignard”, o bico de pena, a tinta sobre o papel e a transparência da aquarela tornam-se instrumentos para revelar uma arte delicada, intensa e profundamente ligada à expressão humana.

A proposta da mostra é resgatar a força e a beleza de uma linguagem artística que parece cada vez mais rara nos dias atuais.

No trabalho com o nanquim, cada linha é definitiva. Não há espaço para apagar, corrigir ou esconder o gesto. O traço precisa nascer seguro, permitindo que a mão da artista estabeleça um diálogo íntimo entre o preto e o branco, entre a densidade da tinta e a leveza da cor.

A artista plástica, Joanna Scharlé

Essa escolha transforma o ato de desenhar em uma experiência de entrega. Cada linha carrega intenção e personalidade, enquanto a aquarela acrescenta transparência, luminosidade e movimento às composições.

 Alberto da Veiga Guignard , nasceu em Nova Friburgo(RJ) em 1896, e morreu em1962, foi um dos mais importantes pintores e professores do modernismo brasileiro. Ele ficou internacionalmente conhecido por suas representações líricas e poéticas das paisagens mineiras, repletas de montanhas nubladas, balões de São João e igrejas coloniais suspensas na névoa. Viveu na Europa dos 11 aos 33 anos. Estudou na prestigiada Real Academia de Belas Artes de Munique.Retornou ao Brasil em 1929, integrando-se rapidamente ao movimento modernista nacional. 

Em 1944, a convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, mudou-se para Belo Horizonte. Lá, liderou um curso livre de artes que originou a famosa Escola Guignard, um dos maiores marcos no ensino artístico do país. A exposição estabelece uma ligação especial com o legado de Alberto da Veiga Guignard, um dos grandes nomes da arte brasileira e referência fundamental da tradição modernista mineira.

A artes de Joanna Scharlé, essa herança está presente não apenas como uma influência artística, mas como uma maneira de compreender o desenho, a aquarela e a própria figura humana.

Joanna foi formada sob a orientação de Solange Botelho, discípula direta de Guignard, e também realizou pós-graduação na instituição que leva o nome do mestre. Essa formação permitiu que a artista se aproximasse de uma tradição que valoriza o desenho como elemento essencial da expressão artística.


Registro da exposição: Exposição “Alegria de criar”, com Solange Botelho e artistas convidados. Instituto Cultural Brasil estados unidos - ICBEU. Belo Horizonte, Minas Gerais, (2004).

Registro da exposição: Exposição “Alegria de criar”, com Solange Botelho e artistas convidados. Instituto Cultural Brasil estados unidos - ICBEU. Belo Horizonte, Minas Gerais, em 2004,  Joanna Sharlé era uma das artistas convidadas.


Entretanto, sua produção não se limita a repetir uma escola ou reproduzir uma tradição. Joanna absorve essa herança e a transforma a partir de seu próprio olhar, construindo uma linguagem contemporânea marcada pela precisão técnica, pela expressividade e pela investigação das emoções humanas.

É justamente nesse encontro entre tradição e contemporaneidade que a exposição encontra sua identidade.

O nanquim e a aquarela - Os rostos ocupam um lugar especial na produção apresentada por Joanna Scharlé.

Alguns aparecem fortes, densos e marcados pelo preto intenso do nanquim. Outros surgem mais leves, fluidos e luminosos, envoltos pela transparência da aquarela.

O contraste entre essas duas técnicas cria uma atmosfera singular.

De um lado, a intensidade do preto. De outro, a delicadeza da cor.

De um lado, a firmeza do traço. De outro, a liberdade da aquarela.

É nesse diálogo que Joanna procura chegar à essência de seus personagens.

Seus trabalhos não pretendem simplesmente copiar ou reproduzir a realidade. Os rostos e as formas são reinterpretados pela sensibilidade da artista e transformados em imagens que carregam sentimentos, silêncios e diferentes possibilidades de leitura.

Há, em cada obra, uma busca por aquilo que existe além da aparência.

A artista plástica, Joanna Scharlé

 A artista plástica, Joanna Scharlé com seus trabalhos no espaço cultural da PUC Minas

      f otos:divulgação

A artista plástica, Joanna Scharlé

 A artista plástica, Joanna Scharlé

A artista plástica, Joanna Scharlé diante de sua exposição

ARTE QUE CONVIDA A DESACELERAR - Visitar a exposição é também aceitar um convite para diminuir o ritmo.

Em meio à rotina acelerada e à quantidade cada vez maior de imagens que recebemos diariamente, as obras de Joanna Scharlé pedem um olhar mais demorado.

É preciso observar o traço.

Perceber a delicadeza da aquarela.

Sentir a força do nanquim.

Descobrir os pequenos detalhes.

E permitir que as emoções presentes em cada trabalho sejam percebidas pouco a pouco.

A mostra convida o público a contemplar a sensibilidade e a densidade que habitam o mistério de cada obra e a descobrir as diferentes nuances emocionais que vibram nos trabalhos da artista.

Mais do que simplesmente olhar, o visitante é convidado a sentir.


A proposta de “Nanquim e Aquarela – A Herança de Guignard” ultrapassa a apresentação das obras e amplia o diálogo entre arte e desenvolvimento emocional.

Durante a exposição, serão realizadas duas atividades de Arteterapia especialmente destinadas a crianças e jovens.

Joanna Scharlé, além de sua trajetória nas artes plásticas, é pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e atua em Arteterapia. Nas atividades, conduzirá práticas que unem o gesto artístico ao cuidado emocional, criando oportunidades para que crianças e jovens possam utilizar a expressão artística como forma de comunicação e manifestação de sentimentos.

A proposta aproxima a criação artística da experiência emocional, valorizando a criatividade e a liberdade de expressão.


Atividades de ARTETERAPIA de Joanna Scharlé

Atividades de Arteterapia de Joanna Scharlé


A artista plástica, Joanna Scharlé e Mariana Franco,  psicóloga

A artista plástica, Joanna Scharlé e Mariana Franco, psicóloga

Durante a exposição, serão realizadas duas atividades de Arteterapia voltada especialmen- te para crianças e jovens. Joanna Scharlé, pós‑graduada em TerapiaCognitivo‑Comportamental (TCC) e atuante em Arteterapia, conduzirá práticas que unem o gesto artístico ao cuidado emocional.

As atividades contarão também com a participação da psicóloga Mariana Franco (CRP 04/74946).

Sua atuação está baseada na abordagem cognitiva inspirada na análise de Judith Beck, contribuindo para fortalecer o olhar clínico e o suporte emocional oferecido aos participantes.

A presença da psicóloga acrescenta uma dimensão importante às atividades, estabelecendo uma ponte cuidadosa entre a experiência artística e o acolhimento emocional de crianças e jovens.

Dessa forma, a exposição amplia seu alcance e demonstra como a arte pode ser também um espaço de expressão, reflexão e cuidado.



Mariana Franco e  a artista plástica, Joanna Scharlé

A psicóloga Mariana Franco e  a artista plástica, Joanna Scharlé

Atividade de Mariana Franco,  psicóloga

Atividades de  da psicóloga Mariana Franco


“Nanquim e Aquarela – A Herança de Guignard” é, portanto, uma exposição que reúne técnica, tradição, contemporaneidade e emoção.

Nas mãos de Joanna Scharlé, o nanquim deixa de ser apenas tinta sobre o papel. O traço transforma-se em linguagem. A aquarela deixa de ser apenas cor e passa a funcionar como respiração, luz e movimento.

Os rostos apresentados pela artista parecem guardar histórias que não são contadas de maneira explícita. Cabe ao visitante estabelecer sua própria relação com cada imagem e descobrir, em meio às linhas e às transparências, aquilo que mais o toca.

É uma mostra que valoriza o tempo do olhar em uma sociedade acostumada à velocidade.

Uma oportunidade para entrar em contato com uma arte que preserva a tradição do desenho e, ao mesmo tempo, encontra novas possibilidades de expressão.



Exposição  da artista plástica Joanna Scharlé


UM CONVITE À SENSIBILIDADE - Para quem visitar a exposição, fica o convite: desacelere.


Deixe por alguns instantes o mundo lá fora.

Observe cada rosto.

Acompanhe cada linha.

Perceba os espaços vazios, as sombras, as transparências e as cores.

Permita-se descobrir o que existe por trás de cada obra.

Talvez a maior riqueza do trabalho de Joanna Scharlé esteja justamente nessa possibilidade: diante de seus desenhos e aquarelas, o espectador não encontra apenas aquilo que a artista criou, mas também espaço para suas próprias emoções, memórias e interpretações.

Exposição  da artista plástica Joanna Scharlé


“Nanquim e Aquarela – A Herança de Guignard” é um encontro entre a tradição e o presente, entre a precisão do traço e a liberdade da cor, entre a arte e a emoção.

Uma exposição para olhar com calma.

Para sentir.

Para refletir.

E, sobretudo, para deixar que a arte nos lembre de algo que a vida contemporânea muitas vezes nos faz esquecer: a beleza também mora naquilo que exige tempo para ser contemplado.

Joanna Scharlé e Cristina Pereira,  secretária da administração da Biblioteca da Puc Minas

Joanna Scharlé e Cristina Pereira, secretária da administração da Biblioteca da Puc Minas

A artista plástica, Joanna Scharlé e Mariana Franco,  psicóloga

 A artista plástica, Joanna Scharlé e a psicóloga

Mariana Franco


CINEBH CELEBRA 20 ANOS E HOMENAGEIA A CINEASTA PARAGUAIA PAZ ENCINA

 





 

20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que será realizada de 22 a 27 de setembro, celebra duas décadas de história prestando homenagem à cineasta paraguaia Paz Encina, uma das principais realizadoras do cinema latino-americano contemporâneo. A diretora já confirmou presença em Belo Horizonte e participará da cerimônia de abertura do evento, no dia 22 de setembro, quando receberá o Troféu CineBH em reconhecimento à sua trajetória artística e à sua contribuição para o cinema da América Latina.

A homenagem integra a programação comemorativa dos 20 anos da CineBH e reafirma a vocação do festival de aproximar o público brasileiro de grandes nomes do cinema latino-americano. A escolha de Paz Encina dialoga com a própria identidade da mostra, construída ao longo de duas décadas como espaço de reflexão, intercâmbio e valorização da produção audiovisual da região.

Além da entrega do troféu, a homenagem inclui uma entrevista exclusiva publicada no catálogo da mostra, a exibição de três de seus filmes na seção "Diálogos Históricos" e encontros da realizadora com o público, oferecendo uma oportunidade única de conhecer de perto a trajetória e o pensamento de uma das mais importantes cineastas da atualidade.


Aos 55 anos, Paz Encina é formada em Direção Cinematográfica pela Universidad del Cine, em Buenos Aires. Ao longo de duas décadas, construiu uma obra marcada pela consistência formal e pelo compromisso com a história, a memória e a identidade do Paraguai. A homenagem na CineBH coincide com uma data simbólica de sua carreira: em 2026, "Hamaca Paraguaya", seu primeiro longa-metragem, completa 20 anos.

Vencedor do Prêmio da FIPRESCI na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, "Hamaca Paraguaya" foi o primeiro longa-metragem realizado no Paraguai desde 1978 e tornou-se um marco na cinematografia latino-americana contemporânea. Falado em guarani, o filme acompanha Cândida e Ramón, um casal de camponeses idosos que aguarda notícias do filho durante os últimos dias da Guerra do Chaco, em 1935.

Além deste clássico, a mostra "Diálogos Históricos" apresentará "Exercícios de Memória" (2016), no qual Encina reconstrói, a partir das lembranças de três irmãos, a história do desaparecimento do opositor político Agustín Goiburú durante a ditadura de Alfredo Stroessner, e "Carta a um Velho Mestre" (2024), delicada homenagem ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho.

Ao homenagear Paz Encina na edição em que celebra seus 20 anos, a CineBH reconhece uma artista cuja obra reafirma o cinema como espaço de memória, resistência e criação, fortalecendo o diálogo cultural entre os países latino-americanos e consolidando o compromisso histórico do festival com a difusão das cinematografias da região.

A 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 17º Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2026 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).

 

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