terça-feira, 8 de setembro de 2026

Pousada Camurim Grande é eleita a melhor pousada do Brasil em ranking baseado na avaliação dos viajantes

 



Uma pousada alagoana acaba de alcançar o primeiro lugar entre os meios de hospedagem avaliados pelo Pousadas Top Brasil. A Camurim Grande, localizada em Maragogi, foi eleita a melhor pousada do Brasil pelo Ranking Pousadas Top Brasil. 



O empreendimento conquistou a primeira colocação nacional com nota 9,73 em uma classificação construída a partir da avaliação e da experiência dos próprios hóspedes e viajantes em diferentes plataformas digitais.

O levantamento reúne dados públicos de plataformas utilizadas diretamente pelos viajantes, como Google, TripAdvisor, Booking, Hoteis.com, Airbnb e Trivago. Também entram na análise informações sobre a estrutura das pousadas, presença no Instagram e o interesse dos usuários pelas páginas dos empreendimentos no Pousadas Top Brasil.

O ranking não realiza avaliações próprias. Cada critério gera uma classificação individual entre os estabelecimentos analisados. As duas piores colocações de cada pousada são descartadas e as demais formam a pontuação final. Em caso de empate, prevalece o número de avaliações.


Na prática, o resultado acaba refletindo uma combinação entre a opinião acumulada dos hóspedes e a experiência oferecida por cada propriedade.


Cristiana e Marcelo

Para Cristiana Freire, a Kiti, idealizadora e proprietária da Camurim Grande, o mais importante é justamente a origem dessas avaliações. "Receber esse reconhecimento no ano em que a Camurim Grande completa 15 anos nos emociona profundamente, sobretudo porque ele nasce da experiência dos nossos hóspedes. Desde o início, sonhamos com um lugar onde as pessoas pudessem se sentir verdadeiramente acolhidas, próximas da natureza e livres para viver o próprio tempo. Ver a Camurim em primeiro lugar no ranking Pousadas Top é sentir que esse sonho encontra espaço na memória e no coração de quem passa por aqui. É uma conquista que compartilhamos com toda a nossa equipe, que transforma cuidado em gestos todos os dias, e com os hóspedes que confiam a nós seus momentos especiais. Seguimos com a mesma vontade de cuidar, aprimorando cada detalhe e preservando a essência que nos trouxe até aqui”, afirma.


Já Marcelo Lacerda, que idealizou e construiu a Camurim Grande ao lado de Kiti, reforça que: “esse reconhecimento popular representa a confirmação de que é possível construir uma hotelaria de excelência sem abrir mão daquilo que realmente valorizamos: preservar a natureza, plantando centenas de árvores e recuperando o manguezal, que certamente é o nosso maior legado; valorizar o território e criar experiências que permanecem na memória das pessoas. Uma grande alegria para nós”.

Uma pousada entre o rio e o mar

A Camurim Grande está localizada em uma península entre o rio Maragogi e o mar, em uma área preservada de 6,5 hectares e com mais de 800 metros de orla.

Em vez de grandes blocos de apartamentos, a propriedade possui apenas 20 acomodações, distribuídas entre chalés, bangalôs, casas e cabanas cercadas por coqueiros e manguezais. As unidades têm entre 70 e 242 metros quadrados, com varandas privativas e, em algumas categorias, piscinas exclusivas.



O ritmo da hospedagem também foge da lógica mais tradicional dos resorts. O café da manhã, por exemplo, não tem horário fixo e pode ser servido em diferentes pontos da pousada. Já o jantar, que também está incluído na hospedagem, aposta em ingredientes frescos, culinária autoral e sabores regionais, com música ao vivo em algumas noites.

Há ainda uma área dedicada ao bem-estar. O Spa Verde Camurim oferece massagens, banhos de ervas, sauna a vapor e rituais sensoriais. Um dos espaços é uma piscina terapêutica aquecida com duchas direcionadas e sais terapêuticos.

Há 15 anos em Maragogi, a Camurim Grande construiu sua proposta a partir de uma combinação de natureza, privacidade, gastronomia e atendimento próximo, elementos que aparecem com frequência nas avaliações de viajantes e que agora ajudaram a colocar a pousada na primeira posição nacional do ranking.

Mais informações: camurimgrande.com.br


Reforma da fé em BH, por Leo Perez

 

Igreja Nossa Senhora de Loudres

Igreja Nossa Senhora do Carmo
Igreja Sagrado Coração de Jesus


Quem passa apressado pela Avenida Carandaí, dobra o passo na Rua da Bahia ou corta o trânsito nos arredores da Grão Mogol talvez não perceba o movimento que, em silêncio e poeira, reconstrói o sagrado em Belo Horizonte. 

Três das mais principais igrejas da região centro-sul da capital mineira decidiram desacelerar o tempo dos homens para cuidar do tempo de Deus. Estão em reforma.

Na Igreja Nossa Senhora do Carmo, o chão que acolheu os passos de tantas gerações desde 1940 já teve seus antigos trocados.








O piso novo agora brilha sob os pés dos fiéis, enquanto lá no alto, na fachada frontal, operários dedicam-se ao restauro dos vitrais. Olhar para aquela estrutura carmelita, famosa por seus 37 sinos holandeses, é lembrar que a fé também se apoia no acolhimento e na ação social que dali transbordam para a cidade.



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A imponente Basílica de Lourdes exibe andaimes na lateral direita. Erguida em 1923 sob as linhas elegantes do estilo neogótico, a igreja vive dias de expectativa.

Quem passa pela Rua da Bahia fita o topo das torres imaginando o momento em que a nova iluminação será acesa, devolvendo à noite belo-horizontina os contornos de uma das mais belas joias arquitetônicas do país.

Já na Avenida Carandaí, a Igreja Sagrado Coração de Jesus dos Siríacos Católicos vive uma reconstrução resiliente. Após um processo de paralisações e interdições por escassez de recursos, a restauração, iniciada em 2019, avança no resgate de sua relevância histórica e cultural. A turma trabalha para devolver a cor e a vida às pinturas parietais, aos painéis em estêncil e à delicada marmorização que justificam seu merecido tombamento pelo patrimônio público.

Vivemos dias turbulentos, embalados pelo ritmo frenético de uma rotina que nos engole. 

Corremos para não perder o horário, o emprego e o trem bala da vida. 

No entanto, o ruído das furadeiras e o bater dos martelos nestes templos nos fazem um convite para refletir. 

Eles nos provam que até os lugares de maior descanso espiritual precisam de pausa, cuidado e melhorias.

Que as fachadas renovadas destas igrejas nos inspire a restaurar também o nosso próprio sagrado interior.

7 Criativo inaugura jardim urbano com meditação gratuita no hipercentro de Belo Horizonte

 


 

O P7 Criativo inaugura, no dia 9 de setembro de 2026, a Galeria Jardim da Presença, novo espaço de convivência, pausa e bem-estar instalado no 11º andar do edifício de Oscar Niemeyer na Praça Sete, no hipercentro de Belo Horizonte. A iniciativa, realizada em parceria com a Reconexão Criativa, propõe criar um ambiente de respiro em plena região central da cidade, com jardim urbano, práticas gratuitas de meditação e programação voltada ao cuidado com a saúde mental.

O jardim urbano foi inspirado nos três domínios fitogeográficos presentes em Minas Gerais: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. A curadoria paisagística é assinada pela arquiteta Gianne Uchoa, especialista em biomas brasileiros e projetos sustentáveis, com plantas fornecidas pela floricultura Zazá Flores. A composição emoldura uma vista panorâmica do centro da cidade, transformando parte da rotina no edifício em uma experiência de presença e desaceleração.

A abertura acontece na quarta, às 9h30, com apresentação de música clássica em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cefart. Após a inauguração, o espaço passa a oferecer meditação gratuita sempre às quartas-feiras, às 9h30 e 13h30, com duração de 30 minutos. As práticas seguirão o método Sahaja Yoga, prática meditativa com estudos relacionados à saúde mental, qualidade de vida e bem-estar. A programação será aberta a residentes do P7, trabalhadores, moradores e visitantes do centro de Belo Horizonte.

“A Galeria Jardim da Presença chega como mais um atrativo para a comunidade do P7 Criativo e para o nosso entorno, no coração de Belo Horizonte. A proposta é oferecer um espaço de pausa e convivência que contribua para a qualidade de vida, o bem-estar e o cuidado com a saúde mental de quem trabalha, circula e vive o centro da cidade”, afirma Márcia Andrade, gerente de economia criativa do P7 Criativo.

A inauguração acontece durante o Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio e valorização da vida. A proposta do espaço é manter a saúde mental como pauta permanente, estimulando momentos de pausa e autocuidado ao longo do ano.

Endereço: Rua Rio de Janeiro, 471, Centro, Belo Horizonte (MG)

Meditação gratuita: toda quarta-feira, às 9h30 e 13h30
Entrada gratuita

Whisk Dünn a novidade no mercado de bebidas




Macoud e Marcos 

 A Ambix e a Dünn Cervejaria, duas casas presentes no Mercado Central de Horizonte, tiveram uma ideia de criar um whisky que trouxesse para a bebida a personalidade marcante de uma Stout.

Para transformar essa ideia em realidade, contamos com a Lamas Destilaria, responsável pelo malte e pela produção do whisky.

O whisky é maturado em barris de carvalho americano ex-Bourbon e ganha uma segunda etapa de personalidade ao ser finalizado em barris de carvalho americano ex-Bourbon Buffalo Trace que receberam a Stout da Dünn.

O resultado é um whisky complexo, envolvente e surpreendente, revelando novas camadas de café, chocolate, caramelo e tostado, em harmonia com as características da maturação em Bourbon.

 

Se você aprecia bons whiskies, cervejas especiais ou simplesmente gosta de descobrir experiências diferentes, este é um whisky que merece ser degustado.

 Ambix × Dünn

Edição limitada — reserve a sua garrafa pelo whatsapp  Macoud  Dunn (31) 992295185 

AMBIX: (31) 99918-1239  Marcos: (31) 99632-2067 

A história do whisky não tem um único inventor, mas sim uma evolução que começou com alquimistas árabes, passou por monges europeus e se transformou na bebida icônica que conhecemos hoje na Irlanda e na Escócia.

 Dos perfumes medievais ao remédio dos monges. A tecnologia por trás do whisky nasceu por volta do ano 800 d.C., quando o alquimista árabe Geber inventou o alambique moderno. Inicialmente, o aparelho era usado apenas para destilar perfumes e remédios. Essa técnica de destilação viajou até a Europa e foi adotada por monges católicos na Irlanda e na Escócia durante a Idade Média. Como essas regiões frias não tinham uvas para produzir vinho, os monges começaram a fermentar e destilar o grão mais abundante da região: a cevada. O líquido resultante era chamado em latim de aqua vitae ("água da vida"), traduzido para o gaélico como uisge beatha. Com o tempo, a pronúncia de uisge foi se transformando até virar a palavra "whisky. 

17º Encontro internacional reúne 250 artistas da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha — MOCILYC Brasil

 

                                            Crédito Canparani Musica 



 Cerca de 200 crianças vão subir ao palco na abertura do 17º Encontro da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha — MOCILYC Brasil 2026, que acontece em Belo Horizonte de 11 a 16 de setembro de 2026. O encontro reúne cerca de 250 artistas, educadores, pesquisadores e estudantes do Brasil, da América Latina, do Caribe e um grupo convidado de Portugal.Com o tema “Música, infância e diversidade”, o MOCILYC coloca as crianças no centro da criação e da experiência musical. A programação reúne cerca de 80 apresentações artísticas e mais de 30 ações formativas, com atividades para bebês, crianças, famílias, educadores e escolas.

A abertura contará com aproximadamente 200 crianças, reunindo grupos de canto coral do Centro de Musicalização Integrado da UFMG, como Coralitos e Música para Todos, e grupos da Fundação Dirce Figueiredo, como o Grupo de Canto Coral e a Orquestra AMARE. A apresentação propõe um encontro entre diferentes gerações e experiências de educação e criação musical.Outro destaque é a participação da Fundación Nueva Cultura, da Colômbia, que chega a Belo Horizonte com uma delegação de 32 integrantes, incluindo três grupos musicais e 22 crianças. A Fundação Dirce Figueiredo também apresenta a Marimbanda, grupo formado por crianças e jovens que desenvolvem um trabalho de percussão e marimba.

Crédito Ana Catarina Duarte

Mais do que oferecer música para o público infantil, o MOCILYC parte da compreensão de que as crianças também são criadoras e protagonistas da experiência artística. Por isso, reúne trabalhos produzidos para, com e pelas crianças, colocando em diálogo diferentes formas de criação musical e diferentes maneiras de viver a infância.

A programação é gratuita e será realizada em 12 espaços culturais e educacionais de Belo Horizonte, entre eles o CCBB Belo Horizonte, a Funarte MG, o Teatro Francisco Nunes e o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, além de diversos espaços da UFMG. Durante seis dias, a cidade receberá artistas e pesquisadores de diferentes territórios da América Latina e do Caribe, promovendo o intercâmbio de repertórios, práticas e experiências relacionadas à música e às infâncias.

Criado em 1994, em Havana, Cuba, o Movimento da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha — MOCILYC reúne há mais de três décadas artistas, educadores e pesquisadores dedicados à criação musical para as infâncias. Os encontros internacionais são realizados a cada dois anos, em diferentes países da América Latina e do Caribe. Em 2026, o Brasil sedia o encontro pela terceira vez, e Belo Horizonte recebe o MOCILYC pela segunda vez, reforçando a trajetória da cidade e da UFMG na pesquisa, na criação e na formação musical.

O MOCILYC Brasil 2026 é realizado pela Escola de Música da UFMG, pela Fundação Dirce Figueiredo e pelo MOCILYC, com apoio da Fundep e da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

Programação gratuita

Mais informações e programação:
Site: mocilyc.org 
Instagram: @mocilyc_oficial 

domingo, 6 de setembro de 2026

São José da Barra, no coração do “Mar de Minas”

 

Mirante da Usina Hidrelétrica de Furnas

São José da Barra está no meio ao deslumbrante cenário do "Mar de Minas", está a 326  Km da capita mineira, a  391  Km da capital paulista. Localizada nas margens da grandiosa Represa de Furnas, essa cidade carrega consigo uma história fascinante dos anos 1960.

Construção da Hidrelétrica de Furnas — Foto: Crédito: Divulgação

Construção da Hidrelétrica de Furnas

Antes de se tornar um dos maiores reservatórios do país, a região viu a construção da Hidrelétrica de Furnas em São José da Barra.

Hidrelétrica de Furnas — Foto: Crédito: Divulgação

Hidrelétrica de Furnas  atualmente

A cidade original, Barra Velha, desapareceu sob as águas devido à construção da hidrelétrica, dando lugar a uma nova São José da Barra. A história do município tem registro interessante com  a transição, destacando a submersão da antiga cidade. Essa mudança não só remodelou o mapa, mas também trouxe à tona a necessidade de resgatar a história e a cultura perdidas.

Barra Velha — Foto: Crédito: Divulgação

Barra Velha  tem em sua história  submersa , mapeada por mergulhadores. Ao explorar as ruínas subaquáticas, revelam-se imagens impressionantes, preservando as paredes e estruturas da cidade que jazem a trinta metros de profundidade.

A nova São José da Barra, construída após o desaparecimento da Barra Velha, mantém viva a cultura mineira. As atrações turísticas estão atraindo pessoas de Minas Gerais, São Paulo e outros estados, movimentando a economia na geração de emprego e renda.

São José da Barra sobe mais de mil posições e, junto com São João Batista  do Glória, se destaca nacionalmente em 2025 no Desenvolvimento Econômico e  Qualidade de Vida

Centro de São José da Barra

O Mar de Minas abrange 34 municípios, que fazem parte da represa de Furnas , em seu espelho d'água; é palco de atividades emocionantes.

As atrações em São José da Barra deixa os turistas encantados com a beleza da natureza, e o descobrimento em cada canto do município.

O Mirante da Usina Hidrelétrica de Furnas (frequentemente chamado de Mirante da Represa), localizado em São José da Barra - MG, é um dos pontos turísticos mais visitados da região do "Mar

Mirante da Usina Hidrelétrica de Furnas

Vale dos Tucanos

Vale dos Tucanos

São José da Barra movimenta economia local ao receber Encontro de Motorhomes, O Encontro de Motorhomes na Praia Ponta da Serra, traz para São José da Barra (MG) um grande movimento de viajantes e ...

Praia da Ponta da Serra

Atrativos São José da Barra – Circuito Turístico Nascentes das Gerais e  Canastra

Apiário e Meliponário Pé da Serra em São José da Barra MG ❤️

Apiário e Meliponário Pé da Serra

 

Passeio aquático na  Cidade Submersa Barra Velha Prefeitura de São José da Barra regulamenta atividades de mergulho

  

Igreja Matriz de São José, o cartão postal de São José da Barra, Além de um  grande pároco, São José da Barra (MG), acolheu um excelente administrador,  Padre Antônio Donizete., O cartão postal do ...

Igreja Matriz São José

Muro dos escravos

Muro dos escravos

Asa Delta Furnas

Asa Delta Furnas é puxada por uma lancha , onde o voo  pode chegar a 400 metros de altura

 

São José da Barra — Foto: Crédito: Divulgação

Os passeios por São José da Barra tão à vontade de guardar como a natureza nos encanta, deixa marcada pelo olhos como é bom preservar o meio ambiente. Os passeios  à aventura,  cultura e a contemplação do  "Mar de Minas" .

Em celebração aos seus 80 anos de vida e 60 de carreira, atriz Ana Lúcia Torre revisita clássicos de Chico Buarque transformados em poesia falada

 




Há 25 anos, o Teatro em Movimento aproxima o público mineiro de alguns dos espetáculos mais relevantes da cena brasileira. Essa dimensão histórica ganha eco em “Olhos nos Olhos”, monólogo em que a atriz Ana Lúcia Torre transforma o palco em uma espécie de sala de visitas íntima. Aos 80 anos de vida e 60 de carreira, ela revisita memórias pessoais, afetivas e políticas por meio das letras de Chico Buarque — não cantadas, mas ditas como dramaturgia viva.



 O roteiro com texto e direção de Sergio Módena,  costura a vida da atriz com a história recente do Brasil. Ela revisita sua infância, o início no teatro, seu exílio na Europa e sua prisão e perseguição durante a ditadura militar. A montagem, que recebeu a indicação de Melhor Atriz no  Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte),  chega a Belo Horizonte de 25 a 27 de setembro de 2026, sexta e sábado às 20h, e domingo às 19h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Os ingressos estão à venda pelo https://bileto.sympla.com.br/event/120345 .

  

Ao logo de sua trajetória, o Teatro em Movimento vem transformando a relação de gerações com o teatro e consolidando-se como uma das iniciativas de circulação cultural mais consistentes do país. Em um tempo em que a continuidade de projetos culturais se tornou rara, o programa celebra um quarto de século reunindo arte, memória, pensamento e encontro humano — dimensões que se revelam de forma especialmente potente na chegada de “Olhos nos Olhos” à capital mineira, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Itaú. “Mais do que apresentar temporadas teatrais, o Teatro em Movimento construiu, ao longo de duas décadas e meia, um patrimônio afetivo e simbólico junto ao público. O projeto ajudou a formar plateias, aproximou artistas fundamentais da cena brasileira do espectador mineiro e consolidou uma relação rara de confiança curatorial. O público sabe que, quando o Teatro em Movimento anuncia um espetáculo, existe um compromisso com excelência artística, relevância cultural e permanência. Trazer Ana Lúcia Torre e sua atuação arrebatadora é o reflexo exato de tudo o que construímos até aqui”, destaca Tatyana Rubim, idealizadora do Teatro Em Movimento. 

                                                      créditos: Priscila Prade


As críticas referentes a “Olhos nos Olhos” publicadas em importantes veículos culturais destacam a potência de encontro entre memória individual e memória brasileira. Em diferentes leituras jornalísticas, chamou atenção a forma como a vida de Ana Lúcia Torre se mistura à própria história recente do Brasil, atravessando transformações políticas, afetivas e culturais de várias gerações. Outro aspecto ressaltado pela crítica é a ousadia de retirar as canções de Chico Buarque de suas melodias originais para revelar novas camadas dramatúrgicas de suas letras. Ao ouvir textos consagrados fora do formato musical, o público redescobre personagens, dores, ironias e afetos que permanecem profundamente contemporâneos. Também repercute de maneira intensa o caráter íntimo da montagem. Críticos destacaram a sensação de confidência criada entre atriz e plateia, como se o espetáculo abrisse espaço para uma conversa franca sobre amor, maternidade, resistência, passagem do tempo e paixão pela arte. Sem excessos e sem artifícios, a encenação aposta na presença, na escuta e na verdade cênica.

 


Olhos nos Olhos  -  A narrativa de “Olhos nos Olhos” traz algumas das mais marcantes letras compostas por Chico Buarque. No entanto, as músicas na peça não serão cantadas, e sim faladas, como um texto dramático, revelando novas camadas de interpretação de sua obra e uma sensação de redescoberta de pérolas de um dos mais importantes compositores de todos os tempos. “Sempre me fascinou o Contador de História. Ouvir é um ato de aprendizagem, uma inquietação do espírito, uma escuta que traz curiosidade. E assim, de repente, me vejo na posição de Contadora de História. Da minha história. Resolvi abrir minhas portas e esperar que o público visite a minha casa. Tudo acompanhado de poemas de Chico Buarque”, convida Ana Lúcia.

Ana Lúcia e Chico são artistas da mesma geração (ele completará 82 anos em junho de 2026), viveram e testemunharam as mesmas transformações políticas, sociais e comportamentais acontecidas no Brasil e que repercutem até os dias de hoje. Suas trajetórias profissionais já se cruzaram algumas vezes. O primeiro musical de que Chico participou, Morte e Vida Severina, tinha Ana Lúcia no elenco. Anos mais tarde, ele compôs a canção Suburbano Coração para o espetáculo de mesmo nome, onde ela também estava em cena. Assim, a obra do compositor se ajusta perfeitamente às memórias e reflexões da atriz.

 

Neste espetáculo vibrante e revelador, que também conta com a participação do pianista Diógenes Junior, letras de canções icônicas de Chico conduzem Ana Lúcia na interpretação de temas variados como amor (Olhos nos OlhosAtrás da PortaTatuagem), política (CáliceApesar de Você) e sociedade (CotidianoGeni e o ZepelimMeu Guri), entre outros, com os grandes sucessos do compositor sendo apresentados de uma forma totalmente inédita.

 

Olhos nos Olhos é um espetáculo que estabelece uma ligação íntima entre a atriz e o público. “Pra mim o espetáculo é como uma conversa olho no olho com Ana Lúcia Torre, como se estivéssemos na sala de sua casa ouvindo suas histórias de vida. Ela fala sobre amor, separação, resistência, esperança, maternidade, a paixão pela arte e outros tópicos. É o retrato de uma grande atriz, mas também, em certa medida, do nosso país. E tudo entremeado com as letras de Chico Buarque, nesse exercício de abdicar de suas melodias para descobrir uma nova maneira de apresentá-las ao público”, observa o diretor Sergio Módena.

 

A produção de “Olhos nos Olhos” é da Morente Forte, que também comemora 40 anos de atuação no teatro. “Selma Morente e eu estamos em êxtase! Não apenas por celebrarmos 40 anos de trabalho diário pelo fazer teatral, nossa grande paixão, mas por fazermos isto com esta produção de altíssima qualidade humana, artística e técnica. Novamente a parceria com Sergio Módena, na direção e dramaturgia inspirada nas letras do poeta maior Chico Buarque. E sobretudo, sorver, absorver toda a maestria da amiga Ana Lúcia Torre, assim, olhos nos olhos”,  pontua Célia Forte, sócia da Morente Forte.

Sinopse 

Para celebrar seus 80 anos de vida e 60 de carreira, a atriz Ana Lúcia Torre divide com o público memórias e reflexões em um espetáculo vibrante, revelador e cheio de emoção, em que fala letras de diversas músicas icônicas de Chico Buarque, com participação do pianista Diógenes Junior. Quem assiste se identifica com os temas essenciais que compõem a narrativa, como arte, amores, separações, maternidade, resistência, sociedade e o tempo. Letras de clássicos como Meu GuriBeatrizGeni e o ZepelimValsinhaAtrás da Porta e Olhos nos Olhos, entre muitas outras, compõem o roteiro repleto de delicadeza e bom humor.

 

Ficha Técnica:
Ana Lúcia Torre em Olhos Nos Olhos, com letras de Chico Buarque; Dramaturgia e Direção: Sergio Módena; Direção Musical: Pedro Lobo; Pianista: Diógenes Junior; Cenário: André Cortez; Figurino: Fábio Namatame; Iluminação: Gabriele Souza; Assistente de Direção: Mariana Rosa; Contrarregra e Camareiro: Toninho Pita; Operador de Som: Valdilho Cruz; Coordenação de Comunicação: Beth Gallo; Programação Visual: Gustavo Wabner; Fotos de Estúdio e Cenas: Priscila Prade; Social Media: Isabella Pacetti; Assistência Administrativa: Alcení Braz; Assistente de Produção: Carol Ariza; Administração: Magali Morente; Coordenação de projetos: Egberto Simões; Produtoras Associadas: Ana Lúcia Torre, Selma Morente e Célia Forte; Uma produção Morente Forte Produções Teatrais; Realização em Belo Horizonte: Teatro Em Movimento, por meio da Lei Rounet, com patrocínio do Itaú; Produção: Rubim Produções; Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro

Ana Lúcia Torre – atriz

Nascida em São Paulo, começou a atuar quando estudava na PUC-SP, integrando o elenco de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, montagem com direção de Silnei Siqueira. Em seguida, passou sete anos na Europa e só retomou a carreira em 1975, na volta ao Brasil. Já em 1977, participou da novela Dona Xepa. São dezenas de trabalhos em novelas e seriados desde então, além de filmes e peças como Eles Não Usam Black Tie (indicada para o Prêmio Governador do Estado/RJ) e Seria Cômico Se Não Fosse Sério, de Dürrenmatt, que lhe rendeu a indicação de melhor atriz ao Prêmio Shell de 2010. Foi contemplada com o Prêmio Mambembe duas vezes: pela mesma peça de Dürrenmatt e por Rasto Atrás, de Jorge Andrade. Foi premiada nos festivais de cinema de Natal, Brasília e CineSesc, além do APCA de Coadjuvante por seu papel na novela A Indomada. Durante sete anos, integrou o elenco das montagens do Grupo TAPA. Dentre seus trabalhos no teatro, destaque para Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O’Neal, direção de Sérgio Módena (2022); Num Lago Dourado, de Ernest Thompson, direção de Elias Andreato (2017); Como se Tornar uma Mãe Judia em 10 lições, de Paul Fuks, direção de Alexandre Reinecke (2011); Arsênico e Alfazema, de T. Kesslring, direção de Alexandre Reinecke (2004); e Norma, de T. Carvalho e D. Castellar, direção de Tonio Carvalho (2002).

 

Sergio Módena – dramaturgia e direção

Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp, é também formado pela École Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: A Falecida, de Nelson Rodrigues; Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O’Neill; Copacabana Palace - O Musical, de Ana Velloso e Vera Novello (direção em parceria com Gustavo Wabner); As Cangaceiras Guerreiras do Sertão, musical de Newton Moreno; Os Grandes Encontros da MPB, de Pedro Brício; Diários do Abismo, de Maura Lopes Cançado; Estes Fantasmas!, de Eduardo De Filippo; Janis, de Diogo Liberano; Os Vilões de Shakespeare, de Steven Berkoff; O Musical da Bossa Nova, de Rodrigo Faour e Sergio Módena; Esse Vazio, de Juan Pablo Gomez; Como Me Tornei Estúpido, adaptação da obra de Martin Page feita por Pedro Kosovski; Ricardo III, de William Shakespeare; e A Arte da Comédia, de Eduardo De Filippo. Seus espetáculos receberam mais de quarenta indicações e vinte cinco prêmios nas principais premiações do país. 

 

Diógenes Junior – pianista

É pianista, regente, compositor e ator. Estudou música com foco em piano na UNESP e teatro no SENAC. Com ampla experiência em teatro musical participou de produções como A Pequena Sereia, Wicked (2023 e 2025), Beetlejuice, Alice de Cor e Salteado, Iron – O Homem da Máscara de Ferro, Kiss Me Kate (como ensaiador), Elas Brilham, Cantando na Chuva, Legalmente Loira, Dreamgirls e Hairspray.

 

Morente Forte Produções Teatrais

Há 40 anos, Selma Morente e Célia Forte são sócias da Morente Forte Comunicações, empresa especializada em produção na área cultural, com foco exclusivo nas artes cênicas, difundindo e assessorando o setor. Fundada em 1985, a empresa já participou de quase 4.000 espetáculos teatrais ao longo de suas quatro décadas no mercado, consolidando-se como uma das mais atuantes do segmento. Com um portfólio diversificado que vai de musicais de grande porte a montagens intimistas, a Morente Forte construiu uma trajetória marcada por solidez, inovação e parceria com alguns dos maiores artistas e diretores do país.

 

Teatro Em Movimento
O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 25 anos, em 2026, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso, o projeto também atua em outros Estados e outras cidades. Desde então, contabiliza 280 repertórios, que somam mais de 800 apresentações, envolvendo cerca de 860 artistas, em 15 cidades, 30 teatros e público superior a 402 mil pessoas. Desde 2020, fundou o TeatroEmMov Digital, que realizou o primeiro curso de teatro digital do Brasil, sendo uma plataforma web que pesquisa, produz e une narrativas do teatro, da dança, do audiovisual e dos games; ambos idealizados por sua diretora, Tatyana Rubim

 

Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas - Rua da Bahia 2244, Lourdes

Valor dos ingressos: a partir de R$ 48,00
Link da bilheteria: https://bileto.sympla.com.br/event/120345

Informações: @teatroemmovimento

Redes sociais Teatro Em Movimento: 

Instagram: https://www.instagram.com/teatroemmovimento

Facebook: https://www.facebook.com/teatroemmovimento

Youtube: www.youtube.com/teatroemmovimento

Twitter: www.twitter.com/teatroemmov  

Pousada Camurim Grande é eleita a melhor pousada do Brasil em ranking baseado na avaliação dos viajantes

  Uma pousada alagoana acaba de alcançar o primeiro lugar entre os meios de hospedagem avaliados pelo Pousadas Top Brasil. A Camurim Grande,...