Começoi a 11ª edição
da Modernos Eternos BH, no histórico prédio da Escola Estadual Pedro II, no centro da capital mineira. Á a primeira vez
que a mostra ocupa o edifício centenário, transformando suas dependências em
uma plataforma de arquitetura, design, arte e cultura.
Inaugurado em 2 de setembro de 1926, o prédio projetado pelo
arquiteto Carlos Santos adota linguagem neocolonial e integra o patrimônio
tombado pelo Estado de Minas Gerais desde 1982. A ocupação ocorre no ano em que
a escola completa um século e poucos meses após o bicentenário de nascimento de
Dom Pedro II, celebrado em dezembro de 2025 – efeméride que atravessa
conceitualmente a mostra.
O evento reúne 40 ambientes assinados por 45 profissionais da arquitetura, design e paisagismo, além de mais de 100 parceiros. Participam da edição Ana Carolina Matos, Ana Lívia Werdine, Beatriz Siqueira, Cássio Gontijo, Fernando César, Laura Carvalho, Marco Antônio Lolli, Mario Caetano, Savassi DePaula Arquitetos, Tiago Alves, Zilda Santiago e três alunas da UNA mentoradas por Juliana Stark, entre outros.
Os projetos propõem diálogo entre peças vintage, mobiliário
contemporâneo, objetos históricos e obras de arte. A mostra oferece ainda
programação cultural com palestras, exposições, oficinas e apresentações
artísticas, com curadoria do arqueólogo e historiador Fabiano Lopes de Paula.
A valorização do mobiliário moderno brasileiro, que
atravessa os ambientes assinados pelos profissionais, vem sendo observado pela
curadora do evento, Josette Davis. , realizadora da Modernos Eternos em Minas Gerais observou que essas peças são
buscadas justamente por sua atemporalidade. "Hoje, indo na contramão de um
layout de loja, onde tudo se encaixa, mas de um jeito frio e sem vida, é comum
que as pessoas adotem um perfil 'hi-lo', combinando objetos de diferentes
linguagens e gerações, propondo diálogo entre o moderno e o
contemporâneo", afirmou.
Segundo Josette Davis , essa escolha decorativa está associada à
ideia de que "o mobiliário conta história de costumes, crenças, técnicas,
povos e saberes diversos, de forma que cada um de nossos ambientes possa ser
rico de histórias".
Gastronomia e experiências - A Ala Gourmet distribuída pelos pátios internos contará com duas operações: o Olívia Contemporâneo, do chef Jorge Ferreira, com culinária mediterrânea e ingredientes mineiros; e o Parallel, dos chefs Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães, dedicado à cozinha espanhola, acompanhado do Bar Vértice. Os três chefs também assinam uma drinkeria no centro da mostra. A cafeteria fica por conta da Du Pain, em um dos salões nobres.
Ação Street - Além da ocupação principal, a tradicional Ação Street – que leva intervenções artísticas a diferentes pontos de Belo Horizonte – ganha novo fôlego em 2026. Neste ano, a proposta constrói narrativas visuais em torno de três personagens históricos: Dom Pedro II, Fernando de Melo Viana e Alfredo Balena, conectando educação, cultura, planejamento urbano, ciência e patrimônio. Durante a abertura, 20 artistas participam de uma grande pintura ao vivo inspirada em episódios relacionados aos homenageados. Entre os convidados estão Adriana Drummond, Alexandre Rato, Álvaro Tomé, Caio Ronim, Luiz Pêgo, Mônica Batituti e Sandra Motta.
Uma excelente iniciativa que após a inauguração, as obras ocuparão o Museu MM Gerdau, o
Mercado Novo e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, ampliando a
presença da Modernos Eternos para além do edifício anfitrião.
Modernos Eternos BH 2026
De 16 de junho a 12 de julho
Visitação de terça a
sexta, 14h às 22h; sábado, 12h às 22h; domingo, 12h às 19h
Escola Estadual Pedro II (avenida Professor Alfredo Balena,
523, centro)
Ingressos na
plataforma Zig.