segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mês da Baleia Franca: como a restrição do turismo tornou Santa Catarina em referência mundial em conservação

 



Mês da Baleia Franca: como a restrição do turismo tornou Santa Catarina em referência mundial em conservação 

Área de Proteção Ambiental do cetáceo no estado completa 26 anos no dia 14 de setembro como a unidade de conservação mais visitada do Brasil

                 

 

A unidade de conservação mais visitada do Brasil não fica na Amazônia, nem em nenhum dos grandes parques nacionais do país. Fica no litoral de Santa Catarina: mais de nove milhões de pessoas passaram pela Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca em 2025, segundo dados do ICMBio.

 

O motivo por trás desse número é, à primeira vista, contraintuitivo. Na APA, criada há 26 anos para cuidar do principal berçário da espécie ameaçada de extinção, a observação embarcada de baleias é proibida desde 2013.

 

Enquanto a maior parte dos destinos de whale watching no mundo compete para aproximar turistas dos animais, o litoral catarinense fez o oposto, e transformou a restrição em seu maior ativo turístico.

                                     

 

A proteção do território que hoje soma 156 mil hectares e 130 km de costa, entre Florianópolis e Balneário Rincão, ocorreu em nome de uma espécie que, décadas atrás, havia praticamente desaparecido da costa brasileira. Entre 1973 e meados dos anos 1980, não existe um único registro de baleia-franca-austral (Eubalaena australis) no litoral do país, resultado de séculos de caça voltada à extração de óleo para iluminação.

                       

Hoje, a população monitorada pelo Instituto Australis soma cerca de 800 indivíduos, crescendo a uma taxa de 4,8% ao ano em uma série histórica de 20 anos. Em 2026, o primeiro avistamento da temporada ocorreu em maio — um dos registros mais precoces já feitos —, sinal de que a curva de recuperação segue firme. Em agosto, a entidade registrou o avistamento recorde de 173 animais em um único dia entre Florianópolis e Torres (RS), sendo 98 apenas em Imbituba.

 

Sem barcos se aproximando das enseadas onde as fêmeas dão à luz, a experiência de observação foi reconstruída a partir de praias, dunas, trilhas e mirantes. A baleia continua sendo a protagonista, mas o produto turístico passou a ser o território.

 

“A experiência de observação tende a aumentar o interesse dos visitantes pela espécie. Eles procuram nosso centro para saber mais sobre o trabalho de conservação, e isso fortalece a percepção da importância de proteger esse patrimônio natural, um importante instrumento de proteção da baleia-franca”, afirma Karina Groch, bióloga e diretora de Pesquisa do ProFRANCA/Instituto Australis, Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca.

 

Esse modelo levou o berçário de Santa Catarina a se tornar, em dezembro de 2025, a primeira Área Patrimônio de Baleias (Whale Heritage Area) do Brasil e a segunda da América Latina — reconhecimento concedido pela World Cetacean Alliance a destinos que equilibram conservação, ciência, cultura comunitária e turismo responsável. A região se junta a outros 11 destinos no mundo, entre eles Madeira (Portugal) e Hervey Bay (Austrália).

 

Um diferencial que vai além das baleias

 

Na mesma faixa de litoral, outro fenômeno reforça o caráter único da região: pescadores artesanais e botos-nariz-de-garrafa cooperam na captura da tainha, com os botos sinalizando a localização dos cardumes para as redes. O comportamento já foi certificado como patrimônio cultural imaterial, e Santa Catarina é apenas o segundo lugar do mundo onde essa interação foi documentada.

 

A cadeia de capacitação profissional acompanha esse padrão. Um levantamento do Instituto Australis com 27 guias e condutores da APA, publicado na revista Turismo e Sociedade (UFPR), mostra que boa parte desses profissionais não se define apenas como condutor turístico: eles se veem como educadores ambientais e mediadores entre a ciência e o visitante.

 

Na Canyons do Brasil, empresa de turismo que trabalha com observação de baleias no sul de Santa Catarina, os roteiros incluem capacitação contínua junto ao Instituto Australis e visita ao Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba, onde fica o único esqueleto completo de uma baleia-franca adulta exposto no litoral brasileiro.

 

“Para minimizar o impacto, trabalhamos com grupos reduzidos de até 8 a 10 pessoas, sempre utilizando as trilhas, com atenção aos impactos sonoros. Anteriormente, de junho a outubro era o melhor período de observação; este ano, em abril, as baleias já começaram a chegar”, afirma Guilherme Mainieri, proprietário da empresa.

 

Por ocorrer  no inverno, a temporada redesenha a economia de municípios que historicamente dependiam quase só do verão. Hospedagem, gastronomia, transporte e comércio local passam a girar também entre junho e novembro, uma característica que aproxima o modelo catarinense dos princípios do turismo regenerativo. Mais do que reduzir impacto, o objetivo é gerar legado positivo para o território.

 

 

Um modelo sob ameaça

 

 

É justamente esse território que está em disputa. Um Projeto de Lei da deputada federal Geovania de Sá (Republicanos-SC) propõe excluir toda a porção terrestre da APA — cerca de 34 mil hectares, quase 20% da unidade. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para o projeto, o que permite que ele vá direto a votação em plenário, sem passar pelas comissões técnicas.

 

Geovania usou a expressão “desenvolvimento econômico sustentável” para justificar a aprovação de seu projeto, que corrigiria a insegurança jurídica de famílias que vivem em áreas urbanizadas do território desde antes da formalização da APA.

 

Mas ambientalistas temem que a liberação provoque o crescimento da especulação imobiliária e a construção de hotéis e grandes edifícios na região. Além da baleia-franca, entre as espécies ameaçadas que são protegidas estão a tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-verde e a toninha.

 

 A Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação classificou a proposta como um retrocesso que “carece de fundamentação técnica e jurídica”, em nota que destaca terem sido quase 300 instituições envolvidas na delimitação original da APA. Pesquisadores e o próprio ICMBio alertam que a exclusão da faixa terrestre comprometeria restingas, dunas, manguezais, lagoas e remanescentes de Mata Atlântica — ecossistemas que sustentam tanto a baleia-franca quanto a experiência turística que tornou o estado referência internacional.

 

“Santa Catarina prova que conservação não é o oposto do desenvolvimento, e sim o seu motor. A APA da Baleia Franca é hoje a unidade de conservação mais visitada do Brasil porque escolheu proteger em vez de aproximar. É esse modelo, baseado nos princípios do turismo regenerativo, que deve orientar o futuro do turismo de natureza no país”, afirma Lejania Malheiros, presidente da Abeta - Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

 

Na visão da entidade, o momento reforça a importância de proteger um modelo construído ao longo de 25 anos, e hoje reconhecido internacionalmente como referência em conservação marinha.


Dream Store inaugura café com inspiração nos parques temáticos em BH

 

                      Márcio Pereira e Leo Marcio 


A Dream Store trouxe um pouco da magia dos parques temáticos para Belo Horizonte com a inauguração da Dream Coffee, dentro de sua unidade no Botânico Shopping, no Belvedere. Aberta ao público, a cafeteria tem os waffles como principal assinatura de um cardápio inspirado na gastronomia norte-americana. Integrado à loja, o espaço combina uma pausa para o café com a descoberta de produtos licenciados, em um ambiente que remete a personagens e histórias que atravessam gerações.


Instagram @botanicoshopping @lojasdreamstore


Flávio Venturini celebra 50 anos de carreira com show especial em São Lourenço

 


São Lourenço, na região do Circuito da àguas, no Sul de Minas, recebe no dia 3 de outubro, sábado, às 21h30, uma apresentação especial de Flávio Venturini. O cantor, compositor e músico mineiro chega à cidade com a Tour 2026 - 50 Anos de Carreira, que celebra uma trajetória marcada por grandes canções e por sua contribuição para a música brasileira. O show será realizado no Centro de Convenções do Hotel Guanabara, localizado na Avenida Dr. Getúlio Vargas, 423, no Centro, e é uma produção da empresa Realiza Minas.

 

                               

 

Com cinco décadas de carreira, Flávio Venturini construiu uma trajetória diretamente ligada a alguns dos momentos mais importantes da música mineira. O espetáculo revisita diferentes fases de sua história, passando pelo 14 Bis, pelo Clube da Esquina e por parcerias e encontros com nomes como Lô Borges, Beto Guedes e Milton Nascimento. No repertório, estarão canções que atravessaram gerações, como Clube da Esquina 2, Mais Uma Vez, Linda Juventude, Todo Azul do Mar, Princesa, Espanhola, Pensando em Você, Natural, Nova Manhã, Tudo Que Você Podia Ser e Canção da América, entre outras.

 

 

 

A apresentação foi pensada para reunir música, memória e emoção em uma noite especial. Flávio Venturini estará acompanhado por uma banda formada por músicos renomados, em uma produção que promete valorizar tanto a força das canções quanto a trajetória do artista. A proposta é levar ao público uma experiência que passe pela nostalgia, mas que também reafirme a atualidade de uma obra que permanece presente na vida de diferentes gerações.

 

 

 

Para a diretora da Realiza Minas, Rebecca Geyerhahn, trazer Flávio Venturini para São Lourenço reforça o compromisso da empresa com a valorização da cultura e da música produzida no país. “Realizar um show como esse é uma forma de celebrar a música brasileira e, principalmente, a música mineira, que tem uma identidade muito forte e uma história que merece ser valorizada. Flávio Venturini representa uma parte importante dessa história e queremos proporcionar ao público uma noite à altura desses 50 anos de carreira”, destaca.

 

 

 

A Tour 2026 -50 Anos de Carreira promete transformar o Centro de Convenções do Hotel Guanabara em um grande encontro entre artista e público, com sucessos conhecidos e momentos marcantes da trajetória de Venturini. A expectativa é de uma noite para cantar junto, relembrar histórias e celebrar uma das vozes que ajudaram a construir a identidade da música mineira e brasileira.

 

 

 

Os ingressos estão disponíveis pela Q2 Ingressos no link https://q2ingressos.com.br/events/flavio-venturini-banda-show-50-anos-tour-2026 e também podem ser adquiridos pelo WhatsApp da Realiza Minas, pelos números (35) 99821-0043 e (35) 98844-0043. Outras informações estão disponíveis em www.realizaminas.com.br. 


O show acontece no dia 3 de outubro, às 21h30, no Hotel Guanabara, em São Lourenço 
 

  

Flávio Venturini — Tour 2026 | 50 Anos de Carreira

 



 Local: Centro de Convenções — Hotel Guanabara

 Endereço: Av. Dr. Getúlio Vargas, 423, Centro — São Lourenço (MG)


 



4º Festival do Café Especial de Carmo de Minas celebra a produção da Mantiqueira programação gratuita

                                            

 Carmo de Minas recebe, entre os dias 16 e 20 de setembro de 2026, o 4º Festival do Café Especial de Carmo de Minas e Região. Realizado na Praça Guedes Fernandes, com entrada gratuita, o evento terá cinco dias de programação com palestras, gastronomia, teatro e shows. A expectativa é reunir mais de 3 mil pessoas, entre produtores, profissionais do setor, moradores e turistas.

 

O 4º Festival do Café Especial de Carmo de Minas e Região foi viabilizado com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O evento conta com o apoio da Prefeitura de Carmo de Minas, Athena Produção de Eventos, Plínio Eventos, Senar, Sindicato dos Produtores Rurais de Carmo de Minas, Faemg, Sebrae Minas, Raimax e Sicredi. É realizado pela Projetur.

 

A programação inclui palestras com especialistas e representantes do setor cafeeiro e atrações culturais todas as noites. Entre os shows estão tributos a Marília Mendonça, Legião Urbana e Alan Jackson, além do Buteco Mineiro, com Neto Aleksandro e Zé Guilherme, e do Tardezinha com Vinicin. No sábado, haverá também programação de teatro infantil.

 

Nesta edição, o festival integra as comemorações pelos 125 anos de Carmo de Minas, realizadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. A programação de aniversário acontece no mesmo período e terá, entre as atrações, os shows de Bruno & Denner, na sexta-feira (18), e Jads & Jadson, no sábado (19), ambos gratuitos.

                       

Localizada na Mantiqueira de Minas, Carmo de Minas tem no café uma de suas principais identidades econômicas e culturais. A região reúne produtores reconhecidos nacional e internacionalmente pela qualidade dos grãos e concentra mais de 75% dos vencedores do Cup of Excellence Brasil.

 

“O café especial faz parte da história, da economia e, principalmente, da identidade de Carmo de Minas e de toda a nossa região. O festival é uma oportunidade de mostrar a qualidade do que é produzido aqui, mas também de valorizar as pessoas e as histórias que existem por trás de cada xícara. Queremos reunir produtores, profissionais, compradores, moradores e turistas em uma experiência que una conhecimento, negócios e cultura”, destaca Carina Vieira, assessora jurídica da Projetur, realizadora do festival.

 

Entre os participantes desta edição estão Cocarive, Café da Vinci, Cheirin Bão Experience, 1850 Coffee Scout, XVIII Coffee, Café Rancho São Gabriel e Café Especial 3 R's. Ao todo, cerca de 7 expositores, permitindo ao público conhecer diferentes cafés, origens e perfis sensoriais e ter contato direto com produtores e profissionais do setor.

 

Palestras reúnem especialistas do setor

A programação de conhecimento começa na sexta-feira (18), às 14h, com a coordenadora regional da Emater-MG em Pouso Alegre, Aline Guidis. No sábado (19) será às 11h, com Caio, gerente do Sistema Faemg Senar na regional de Varginha.

 

No domingo (20), às 11h, Hugo Ferreira, da 1850 Coffee Scout, participa da programação. Gratuitas, as palestras promovem a troca de conhecimento entre produtores, especialistas, profissionais e consumidores interessados no universo dos cafés especiais.

 

Música e teatro completam a programação

A programação cultural começa na quarta-feira (16), feriado municipal em Carmo de Minas, com um tributo a Marília Mendonça, apresentado pela cantora Lorena, às 20h. Na quinta-feira (17), às 20h, a banda República Urbana apresenta um tributo à Legião Urbana.


 

Na sexta-feira (18), às 20h, será a vez do Buteco Mineiro, com Neto Aleksandro e Zé Guilherme. No sábado (19), a programação começa às 16h, com teatro infantil, e segue às 20h com um tributo a Alan Jackson. O encerramento acontece no domingo (20), a partir das 15h, com uma tarde de Vinicin. Todos os espetáculos são gratuitos.

 

Durante os cinco dias, a Praça Guedes Fernandes contará ainda com praça de alimentação, estandes, decoração temática e espaço instagramável, em estrutura coberta e adaptada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

 

Cemig

A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas. Estar ao lado da cultura de Minas Gerais é contribuir para a valorização da identidade, para o desenvolvimento do estado, para a movimentação da economia criativa e para a geração de emprego e renda.

 

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

16 de setembro | Quarta-feira – feriado municipal

             Expositores a partir das 12h

             Abertura oficial às 19h

             20h – Tributo a Marília Mendonça, com Lorena

 

17 de setembro | Quinta-feira

             Expositores e atividades do Festival do Café Especial

             20h – Legião Urbana Cover, com banda República Urbana

 

18 de setembro | Sexta-feira

             14h – Palestra com Aline Guidis, coordenadora regional da Emater-MG em Pouso Alegre

             20h – Buteco Mineiro, com Neto Aleksandro & Zé Guilherme

             Show em comemoração aos 125 anos de Carmo de Minas: Bruno & Denner

 

19 de setembro | Sábado

             11h – Palestra com Caio, gerente do Sistema Faemg Senar na Regional de Varginha

             16h – Teatro infantil

             20h – Tributo a Alan Jackson

             Show em comemoração aos 125 anos de Carmo de Minas: Jads & Jadson

 

20 de setembro | Domingo

             11h – Palestra com Hugo Ferreira, da 1850 Coffee Scout

             16h – Tardezinha com Vinicin

             Encerramento do 4º Festival do Café Especial de Carmo de Minas e Região

 

Durante o Festival

             Expositores de cafés especiais

             Praça de alimentação

             Estandes e experiências ligadas à cultura cafeeira

             Espaço instagramável

 

Local: Praça Guedes Fernandes, Carmo de Minas

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Belotur é finalista em prêmio nacional com projeto Menuuh

  


Com o projeto “Menuuh! Experiências Turísticas de Belo Horizonte”, a Belotur, representando o destino Belo Horizonte, foi selecionada para a final da 13ª edição do Prêmio de Sustentabilidade 2026 da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). A iniciativa é uma das 35 finalistas entre 95 inscritas. Os escolhidos têm em comum a capacidade de fortalecer comunidades, valorizar territórios, preservar recursos naturais e gerar valor para toda a cadeia do turismo, evidenciando que a sustentabilidade se consolida como caminho para criar novas possibilidades para o setor.

Na próxima etapa, os projetos serão apresentados por meio de videoconferência e passarão por uma rodada de questionamentos dos jurados. Esse momento terá caráter estratégico, permitindo complementar informações relevantes sobre os finalistas, evidenciar diferenciais e destacar resultados concretos e impactos já reconhecidos no mercado. A cerimônia de premiação e divulgação dos vencedores será no dia 26 de novembro.

As iniciativas premiadas também ganharão visibilidade no Anuário Braztoa 2027, com divulgação nos canais de comunicação da entidade e nas plataformas de seus parceiros de mídia. Os vencedores receberão ainda um selo digital que identifica o reconhecimento no Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2026 e poderá ser utilizado publicamente, conforme as orientações estabelecidas pela organização.

 

“O Menuuh! é uma ferramenta de valorização das experiências que nascem nos diferentes territórios de Belo Horizonte e ajudam a contar a história da cidade a partir de quem a constrói diariamente. Ao dar visibilidade a projetos locais, muitos desenvolvidos nas periferias, e a experiências ligadas à gastronomia, cultura e modos de viver belo-horizontinos, a iniciativa amplia o olhar sobre o que é fazer turismo em BH”, destaca o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel.


 Para ele, o reconhecimento evidencia a importância de projetos que ampliam a diversidade e a representatividade no turismo de Belo Horizonte. “Fortalecer essas iniciativas também significa valorizar nossas identidades, gerar oportunidades nos territórios e oferecer ao visitante uma experiência mais diversa, autêntica e conectada com a cidade. Estar entre os finalistas de uma premiação como a da Braztoa reforça a relevância desse trabalho e, principalmente, ajuda a lançar luz sobre projetos, pessoas e territórios que têm papel fundamental na construção de um turismo mais sustentável, plural e representativo na nossa cidade”.


A Belotur é reconhecida por desenvolver iniciativas que valorizam as experiências turísticas locais e reforçam o compromisso com uma atuação responsável e inovadora no turismo. 

Lançado em setembro de 2024 pela Belotur, em parceria com o Sebrae Minas, o projeto “Menuuh!” apresenta uma nova forma de vivenciar Belo Horizonte ao conectar turistas e moradores a experiências gastronômicas, culturais e afetivas por meio de uma curadoria qualificada de 13 iniciativas distintas da capital mineira. A ação integra o posicionamento de BH como Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco, impulsionando o turismo de experiência e fortalecendo negócios locais.

  

Como resultado desse trabalho consistente, o “Menuuh!” vem acumulando importantes reconhecimentos em diferentes esferas. Em 2024, o catálogo integrou as ações que contribuíram para que BH conquistasse o 1º lugar no Concurso de Melhores Práticas ESG nos Destinos Brasileiros, promovido pela EmbraturLAB.

Em março de 2025, o projeto foi destaque na segunda edição do Prêmio Ibero-Americano DTI, iniciativa da Rede Ibero-Americana de Destinos Turísticos Inteligentes, que reconhece soluções inovadoras, sustentáveis e inclusivas no turismo.


Em dezembro do ano passado, Belo Horizonte alcançou projeção nacional ao conquistar o 1º lugar na categoria “Promoção e Marketing no Turismo” do Prêmio Nacional do Turismo 2025, promovido pelo Ministério do Turismo e pelo Conselho Nacional do Turismo.

 

Em 2026, o “Menuuh!” colocou BH no cenário internacional ao conquistar o prêmio de Melhor Estratégia de Desenvolvimento de Turismo Criativo em Cidades, concedido pela Creative Tourism Network, e também foi reconhecido com o Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, ficando em segundo lugar na categoria “Turismo & Identidade Territorial”.

Recentemente, duas experiências do “Menuuh!” passaram a integrar a plataforma Feel Brasil, iniciativa desenvolvida pela Embratur e pelo Sebrae para reunir e promover, junto ao público internacional, experiências autênticas e sustentáveis de destinos de diferentes regiões do país. Entre as ações selecionadas estão “Pampulha: Beagá para Todos os Sentidos” e “Da Roça à Mesa”, que ampliam a presença de Belo Horizonte na promoção do turismo brasileiro no exterior.

Os empreendimentos que integram o “Menuuh!” recebem constantemente consultorias para estruturação, qualificação e promoção dos produtos e serviços ofertados, que propõe diversas experiências nas áreas de gastronomia, música, agroecologia, cervejaria, arte e design.

  

A formatação das experiências do “Menuuh!: Experiências Turísticas de Belo Horizonte” faz parte do projeto “Acelera Check-in Turismo”, trabalho da Belotur e do Sebrae Minas que mapeia os principais produtos e experiências turísticas da capital mineira, levando em consideração a demanda do mercado.

 

“Mais uma vez, o projeto Menuuh celebra uma conquista importante, que valoriza todo o potencial turístico de Belo Horizonte. A iniciativa mostra como a inovação pode transformar a experiência dos visitantes e, ao mesmo tempo, gerar novas oportunidades para os pequenos negócios. Por meio do Check-in Turismo, o Sebrae Minas contribuiu para qualificar produtos, serviços e experiências, aproximando os empreendedores das novas demandas do mercado. O reconhecimento como um dos projetos de destaque nesta premiação confirma a relevância dessa iniciativa e mostra que Belo Horizonte tem capacidade de criar soluções inovadoras, valorizar sua identidade e se destacar cada vez mais no cenário do turismo”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

                  

Novas experiências - Em breve serão lançadas as novas experiências que irão compor a nova fase do “Menuuh!”, fortalecendo ainda mais Belo Horizonte como referência nacional em turismo criativo. Cerca de 20 novas iniciativas da cidade estão em fase de testes, curadoria e validação, com previsão de integrar o projeto nos próximos meses, ampliando as oportunidades de imersão na cultura, na gastronomia e na identidade belo-horizontina.

Programa Somos Comunidade dá continuidade a ações formativas de novas gerações de artistas e celebra 20 anos da Escola de Artes Instituto Unimed-BH

 

 

A Escola de Artes Instituto Unimed-BH completa 20 anos em 2026, reafirmando a arte como instrumento de formação, convivência e transformação social. Desenvolvida na comunidade do Morro das Pedras, na região Oeste de Belo Horizonte, a iniciativa amplia o acesso de crianças e jovens a diferentes linguagens artísticas e contribui para a formação de novos talentos na dança e na música.

fotos: Élcio Paraíso 

Em 2025, a Escola de Artes beneficiou 170 crianças e jovens, estudantes de 31 escolas, com aulas de percussão, ballet, jazz e danças urbanas. Além das atividades regulares, apresentações, ensaios, aulas abertas e reuniões envolveram cerca de 2,7 mil pessoas entre alunos e familiares. A iniciativa também gerou 23 postos de trabalho e renda diretos. São parceiros do Instituto Unimed-BH o Camaleão Grupo de Dança, o Grupo Cultural Arautos do Gueto e a Escola Municipal Hugo Werneck, onde as atividades são realizadas.



Ao longo dessa trajetória, a Escola de Artes consolidou um processo formativo que vai além das salas de aula, gerando demandas por novos espaços de desenvolvimento artístico, intercâmbio e circulação cultural. É nesse contexto que sua atuação se conecta ao Somos Comunidade, programa realizado pela Coreto Cultural e patrocinado pelo Instituto Unimed-BH. Há 12 anos, o Programa Somos Comunidade desenvolve ações de mapeamento, sensibilização, formação e apresentações artísticas, ampliando oportunidades para que experiências iniciadas em processos formativos alcancem novos públicos, fortaleçam caminhos e criem novas possibilidades de atuação no campo da arte e da cultura.

Um desses desdobramentos é o Grupo Somos, criado em 2024 como núcleo permanente de formação em dança e percussão. Voltado principalmente para jovens que desejam seguir aprofundando sua experiência artística, o grupo representa uma nova etapa dentro desse percurso. Assim, a Escola de Artes forma, o Somos Comunidade amplia e articula essas experiências e o Grupo Somos cria uma possibilidade concreta de continuidade para quem deseja permanecer nesse caminho.

Em 2026, essa conexão será marcada pelo espetáculo "Tudo que Move é Sagrado", que reunirá mais de 400 artistas no Grande Teatro Palácio das Artes, no dia 27 de setembro, às 18h com entrada gratuita e retirada de ingressos pelo Sympla.

 A maioria do elenco é formada por alunos da Escola de Artes, integrantes do Grupo Somos e participantes do Programa Somos Comunidade. A apresentação será uma das expressões dessa caminhada coletiva, colocando no mesmo palco diferentes gerações, modalidades e etapas de formação. Mais do que reunir os alunos em uma comemoração, o espetáculo evidencia a continuidade de um trabalho que começa na formação, cria vínculos e abre caminhos para que novas gerações possam permanecer, se desenvolver e também transmitir adiante aquilo que aprenderam.


Para muitos alunos da Escola de Artes Instituto Unimed-BH, o primeiro contato com a dança ou a música na infância se transformou, ao longo dos anos, em novas oportunidades de atuação. A jornada de Kamilla Martins Ferreira, de 19 anos, sintetiza esse movimento. Ela chegou à Escola de Artes em 2013, aos seis anos, depois de já ter iniciado a dança aos quatro. Desde então, passou por diferentes etapas de formação e construiu uma relação com a arte que hoje também se estende à atuação como educadora. Em 2016, recebeu uma bolsa para o Núcleo Artístico Savassi, onde aprofundou sua formação em jazz. Em 2021, começou como monitora na própria Escola de Artes. Depois de passar pelas etapas de monitoria e estágio, tornou-se professora assistente. Atualmente, também dá aulas de jazz em outras escolas e integra o Grupo Somos como bailarina. O percurso representa uma relação de confiança construída entre a instituição e os jovens que participam do projeto. “Eu acho que o que mais gosto é perceber a confiança que a escola teve em mim. É uma honra muito grande fazer parte da equipe e muito gratificante ver a confiança que a Escola de Artes tem em nós, alunos que estamos nesse processo de formação”, afirma.

A experiência de Kamilla revela uma das características do projeto, a possibilidade de o aluno permanecer conectado à escola à medida que cresce, assumindo novas responsabilidades e também compartilhando com outras gerações aquilo que aprendeu. “Quando você começa a ensinar aquilo que um dia aprendeu, começa a entender que tudo faz sentido, que nada foi em vão. Eu consigo transmitir tudo que já recebi. Tudo que sempre recebi de bom, minha vontade é passar ainda melhor para minhas alunas”, conta. Para ela, a disciplina construída desde a infância é um dos principais aprendizados que leva para a vida. "A rotina das aulas, o compromisso com os horários, o cuidado com o uniforme e a responsabilidade com as apresentações foram, desde cedo, ensinamentos que ultrapassaram o universo da dança”, explica. 

A Escola de Artes também foi responsável por criar encontros e vínculos. No Grupo Somos, Kamilla passou a conviver mais intensamente com jovens de outras modalidades, aproximando bailarinos, percussionistas e artistas com trajetórias diferentes. “Eu acho que o Grupo Somos vem nesse lugar de esperança. De abrir portas para pessoas que talvez já estivessem começando a desistir da dança, achando que já estão velhas demais para isso, que não é mais o seu lugar. Para mim, é ver o meu trabalho seguindo, continuando, crescendo cada vez mais”, afirma. 

Essa continuidade entre gerações também aparece na trajetória de Vinícius Romoaldo Ribeiro, que cresceu próximo à Escola de Artes acompanhando os pais, Fabiana e Renato, que integram o grupo Arautos do Gueto e às atividades da escola. Presente nesse ambiente desde pequeno, ele começou a tocar por volta dos oito anos e hoje concilia a percussão com a natação, esporte em que começou a competir em 2025 e já conquistou medalhas. Para Fabiana, as duas experiências se complementam na formação do filho ao desenvolver valores como concentração, respeito, responsabilidade e convivência coletiva. “Eu acho que a Escola de Artes representa para ele a formação de um bom cidadão, de poder contribuir com o outro, de ser responsável, de ser um jovem mais confiante nele e se preparar para os desafios”, afirma Fabiana Romoaldo. 

Para Maria Inês Amaral, diretora artística da Escola de Artes, o principal legado dessas duas décadas está na transformação que a formação artística provoca para além da técnica. “Acredito que o maior legado desses 20 anos seja ter possibilitado que tantas crianças e jovens descobrissem, por meio da arte, a potência que existe dentro de cada um. A dança é uma ferramenta muito poderosa de construção de autoestima e confiança, mas, sobretudo, de autoconhecimento. Aos poucos, cada aluno aprende a reconhecer seus talentos, suas possibilidades e também seus limites. E essa consciência é algo que ele leva para a vida. Ao longo desses 20 anos, a Escola de Artes se tornou, para muitos, um lugar de pertencimento, de encontro e de descoberta. Talvez esse seja o maior legado: ter ajudado a formar pessoas mais conscientes de si, mais confiantes para enfrentar a vida e mais disponíveis para construir algo junto.” 

Para Lilian Nunes, diretora artística e executiva da Coreto Cultural e responsável pelo Somos Comunidade, o Grupo Somos nasce justamente desse desejo de criar continuidade. “A Escola de Artes abre a porta para que crianças e jovens tenham contato e formação com a dança e a música, e o Somos Comunidade amplia esse percurso, criando novas possibilidades de convivência e circulação. É muito significativo acompanhar jovens que começaram esse caminho ainda crianças e hoje ocupam o palco, experimentam outras linguagens e começam a enxergar a arte também como uma possibilidade de futuro. O nosso papel é ajudar a construir essas pontes e garantir que o processo de formação não termine quando acaba uma etapa, mas possa se transformar em novos caminhos”, afirma Lilian Nunes, diretora artística e executiva da Coreto Cultural e responsável pelo Somos Comunidade.

“Temos muito orgulho de acompanhar e fortalecer iniciativas que demonstram, na prática, o poder transformador da arte. Ao longo de 20 anos, a Escola de Artes Instituto Unimed-BH vem criando oportunidades, revelando talentos e construindo vínculos duradouros com crianças, jovens, famílias e toda a comunidade. O Somos Comunidade amplia esse percurso e cria espaços para que essas experiências se desenvolvam, circulem e alcancem mais pessoas. Como idealizador da Escola de Artes e patrocinador do Programa Somos Comunidade, o Instituto Unimed-BH reafirma seu compromisso de incentivar o acesso à cultura, apoiar processos formativos e contribuir para o desenvolvimento social por meio da arte. Esse compromisso também reflete os valores da Unimed-BH, uma cooperativa com mais de 55 anos de história, construída a partir dos princípios da cooperação, do cuidado com as pessoas e da responsabilidade com as comunidades onde atua. Por isso, é muito significativo ver iniciativas como essas gerando impacto positivo e construindo um legado que se fortalece a cada nova geração”, afirma a presidente do Conselho do Instituto Unimed-BH, Mercês Fróes.

 

Criado em 2024 pelo Somos Comunidade, o Grupo Somos nasceu como um núcleo permanente de formação em dança e percussão e passou a oferecer uma nova etapa para jovens que já percorriam o caminho de formação da Escola de Artes. A proposta é criar oportunidades para que esses alunos aprofundem suas experiências, tenham maior contato com o palco e convivam com diferentes linguagens e modalidades.

Em 2025, o Grupo Somos circulou por sete festivais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Nova Lima, e participou das montagens “Herói” e “Recriar”, do Grupo Camaleão. Ao longo dessas experiências, alcançou um público de quase 6 mil pessoas.

Em 2026, o Grupo dá continuidade ao ciclo formativo e integra a programação comemorativa dos 20 anos da Escola de Artes e dos 23 anos do Instituto Unimed-BH. No espetáculo “Tudo que Move é Sagrado”, o Grupo Somos estará ao lado de alunos de diferentes modalidades da escola, além de outros grupos artísticos patrocinados pelo Instituto Unimed-BH.


Em ciclos alternados de mapeamento, sensibilização, formação e apresentações artísticas, o Programa Somos Comunidade envolve uma média anual de 1.000 agentes culturais (entre artistas e postos de trabalho) e já contemplou quase 65.000 pessoas de público direto presencial. Desde 2014, viabilizou mais de 50 atividades de sensibilização e formação artística, produziu espetáculos em palcos como o Palácio das Artes, o Sesc Palladium, os Parques Municipal Américo Renné Giannetti, Lagoa do Nado e Fernão Dias, além das Praças da Estação e de Santa Tereza. Em 2021, lançou o documentário "Não Há Sol a Sós", gravado e encenado pelos moradores do aglomerado do Morro das Pedras. Nessa trajetória, contou com as participações de Lô Borges, Toquinho, Elza Soares, Carlinhos Brown, Mônica Salmaso, Fernanda Takai, Tizumba, Adrianna Moreira, Marcelo Veronez, Pedro Morais e Chama o Síndico.

Entre 2022 e 2023, o Somos Comunidade expandiu suas atividades para a cidade de Contagem, com oficinas presenciais sobre técnicas dos bastidores das artes cênicas e mostras no Parque Municipal Américo Renné Giannetti e no Parque Fernão Dias, com a coprodução de "A Máquina do Mundo" em parceria com o Instituto Cultural CircoLar (ICC). Em 2024, promoveu um Festival no Parque Municipal pelo Dia das Crianças, com a estreia do espetáculo "Somos Todos Um". Em 2025, o Grupo Somos circulou por sete Festivais da região metropolitana, em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Nova Lima, e participou de montagens do Grupo Camaleão. Em 2026, o Programa completa 12 anos de atividades e retorna ao Grande Teatro Palácio das Artes, no dia 27 de setembro, às 18h, para o espetáculo comemorativo dos 20 anos da Escola de Artes Instituto Unimed-BH.

O Instituto Unimed-BH completou 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. Criado em 2003 e, desde então, patrocina, apoia e realiza projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando a saúde e bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Festival Acessa BH 2026 dá continuidade à programação com teatro, performance, oficina e atividades gratuitas em Belo Horizonte

 

                   Circo de Los Pies


Tarô Aleijo
                            Taquesutaque




Dando continuidade à programação do Festival Acessa BH 2026, a semana de 16 a 20 de setembro reúne teatro, performance, formação e atividades voltadas às diferentes experiências da cultura DEF em Belo Horizonte. Entre os destaques estão “Taquesutaque”,  Yasmin Gomes, no dia 17 de setembro, às 20h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil; “Tarô Aleijo”, de Cláudio Rubino, no dia 18 de setembro, às 20h30, na Funarte MG e “Circo de Los Pies”, da La Luna Cia. de Teatro, também na Funarte, dia 19, às 16 horas.

 

Nos dias 16 e 17, das 10h às 13h, na Funarte MG acontece a oficina “Audiodescrição, movimento e expressão – explorando possibilidades”, cujas inscrições já estão encerradas. A oficina investigará as relações entre audiodescrição e os movimentos do corpo nas artes performáticas, como dança, teatro e performance. A atividade será conduzida por Anita Rezende, coordenadora de acessibilidade do Acessa BH, roteirista e locutora de audiodescrição; Elizabet Dias de Sá, psicóloga e consultora em audiodescrição e acessibilidade; e Renata Mara, artista da dança, docente e pesquisadora praticamente cega, cuja produção é referência nos diálogos entre arte, inclusão e acessibilidade. A atividade é voltada a estudantes e profissionais da audiodescrição, artistas do movimento e pessoas interessadas no tema, especialmente pessoas com deficiência visual.

 

E no dia 20 de setembro, domingo, acontecerá o Quintal do Memorial – Edição Acessa BH, no Memorial Minas Gerais Vale, com programação gratuita das 10h às 17h (release completo anexo).

  

“Taquesutaque”

17 de setembro, às 20h | Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil

“Taquesutaque” é um monólogo escrito e interpretado pela atriz cearense Yasmin Gomes, com direção de Jéssica Teixeira (CE/SP).


O espetáculo aborda a trajetória de uma artista nordestina que, ao migrar para a cidade de São Paulo, se vê forçada a "neutralizar" o seu sotaque para conseguir papéis.

A peça reflete de forma sensível sobre a perda de identidade, a xenofobia no meio artístico e a resistência cultural, estabelecendo um paralelo com a personagem Nina, do clássico A Gaivota, de Anton Tchekhov.

  

“Tarô Aleijo”


18 de setembro, às 20h30 | Funarte MG

“Tarô Aleijo” é uma performance cênica, visual e política criada pelo artista paulista Claudio Rubino. O espetáculo é uma crítica anticapacitista, uma obra que reimagina o tarô para questionar o capacitismo no presente, em vez de apenas prever o futuro.


O artista apresenta um baralho autoral chamado baralho DEF, ativado em cena pelo "Arcano Rubino". O público participa como consulente de uma cartomancia poética que mistura autobiografia e fabulação.

 

“Circo de Los Pies”

19 de setembro, às 16h | Funarte MG

Em “Circo de Los Pies”, da catarinense La Luna Cia. de Teatro, uma palhaça transforma os próprios pés em personagens para criar pequenas histórias marcadas pelo humor e pela imaginação.


A companhia tem entre suas integrantes a atriz Emeli Barossi, artista com deficiência física, cuja trajetória também atravessa a pesquisa do grupo sobre acessibilidade estética e diferentes formas de presença em cena.

 

Maior evento dedicado à cultura DEF no Brasil, o Festival Acessa BH realiza sua sexta edição entre os dias 4 e 27 de setembro de 2026, reunindo artistas de seis estados brasileiros e uma atração internacional do Reino Unido em cerca de 30 atividades entre espetáculos, performances, sessões de cinema comentadas, oficinas, rodas de conversa e lançamentos de livros.

 

Nesta edição, a curadoria do Festival feita por Daniel Vitral e Lais Vitral, propõe um recorte da produção contemporânea da cultura DEF no Brasil e no exterior, reunindo artistas, companhias e obras que investigam a deficiência como experiência estética, política e artística por meio da dança, do teatro, da performance, do cinema e da literatura.


O Festival Acessa BH conta com a apresentação da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (CA 2024.3809.0356), patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo e da MGS por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Conta, ainda, com a parceria Do British Council, Immersive Arts, Unlimited, Dada, ZU-UK, Instituto Dragão do Mar, Hub Cultural Porto Dragão, Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e apoio da Funarte MG, Centro Cultural Unimed-BH Minas, Cine Theatro Brasil, Memorial Minas Gerais Vale, Instituto Cultural Vale, MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal e Mercure Hotels. Uma realização da Vitral Bureau Cultural, Lais Vitral e Ministério da Cultura - Governo Federal.

 

Festival Acessa BH 2026 – programação de 14 a 20 de setembro

 

17/09 | 20h

Taquesutaque – Yasmin Gomes

Direção: Jéssica Teixeira (CE/SP)

Local: Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara

Endereço: Avenida Amazonas, 315 ou Rua Carijós, 258 – Centro, Belo Horizonte/MG

Telefone: 31 3201-5211

 

18/09 | 20h30

Tarô Aleijo – Cláudio Rubino (SP)

Local: Funarte MG

Endereço: Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte/MG

Telefone: 31 99625-3293

 

19/09 | 16h

Circo de Los Pies – La Luna Cia. de Teatro (SC)

Local: Funarte MG

Endereço: Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte/MG

Telefone: 31 99625-3293

 

Entrada: gratuita, sujeita à lotação dos espaços, conforme regra de cada local.

 

Informações: www.acessabh.com.br

Ingressos: https://acessabh.com.br/ingressos/

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