O Fliaraxá – Festival Literário Internacional de Araxá -
realiza sua 14ª edição,quinta a domingo,
de 14 a 17 de maio de 2026, no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá,
centrada na escolha do tema “Meu Lugar no Mundo”, inspirado na frase do
Patrono,
o geógrafo Milton Santos: “Ninguém pensa o mundo a partir do
mundo. Cada um de nós, ao contemplar o universo, o faz a partir de um dado
lugar’. O evento acontece na cidade mineira de Araxá, que fica na região do
Alto Paranaíba, há 260 km de Belo Horizonte.
Participam desta edição nomes como
Alexandre Coimbra Amaral
Bianca Santana
Carlos Eduardo Pereira
Geni Núñez
Gustavo Ziller
Leila Ferreira
Marcelino FreireMatheus Leitão
Nina Santos (neta de Milton Santos)
Sérgio Abranches.
Além disso, conta com a presença dos convidados internacionais:
o angolano José Eduardo Agualusa,a sul-africana Zukiswa Wanner.
Os curadores são
Sérgio Abranches,
Afonso Borges
Rafael Nolli
Carlos Vinícius.
Realizado pela Associação Cultural Sempre um Papo com patrocínio da CBMM, via Lei Rouanet e apoio da Academia Araxaense de Letras e TV Integração, o 14º. Fliaraxá celebra os 100 anos de nascimento de Milton Santos, patrono do festival, e homenageia três personalidades: José Eduardo Agualusa, que vem da África,
a professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o
Mestre General de Congado Jerônimo Pereira de Lima, ambos personalidades da
história de Araxá.
O tema “Meu Lugar no Mundo” parte de uma ideia essencial: cada pessoa tem um lugar no mundo que não se resume à casa ou ao ponto em que está. Esse lugar é o bairro, a escola e todos os espaços que se atravessa no cotidiano. É também o conjunto de pessoas à volta — a família, os amigos, os professores, os encontros e as ausências — e as histórias que se vive nesses caminhos. É aquilo em que se acredita e, sobretudo, a maneira como cada um se constrói como pessoa, física e afetiva, a partir dos vínculos que cria e das experiências que carrega.
Programação: https://fliaraxa.com.br/programacao-fliaraxa-2026
NOVO LIVRO DE AGUALUSA EM LANÇAMENTO NACIONAL
Autor homenageado do Fliaraxá 2026, o escritor angolano José
Eduardo Agualusa fará no festival o lançamento de seu novo romance, Tudo Sobre
Deus, editado pela Tusquets (Planeta). No livro, Agualusa acompanha
Leopoldo G. Borges, um homem atormentado que se retira para o deserto do Namibe
e passa a viver numa antiga igreja abandonada, onde enfrenta a memória, a culpa
e a perda da filha. O romance mistura realidade e imaginação em um ambiente
marcado pela filosofia animista africana, propondo uma reflexão literária sobre
a finitude, o amor e a arte de despedir-se.
O PATRONO E OS HOMENAGEADOS
O Patrono do 14º Fliaraxá é o baiano Milton Santos, que
faleceu em 2006 e que, em 2026, celebra-se o seu centenário de nascimento.
Autor de mais de 40 livros, considerado o pai da geografia crítica e humana no
Brasil, Milton Santos é um dos mais importantes pensadores do espaço urbano e
da globalização. O escritor angolano José Eduardo Agualusa é o Autor
Homenageado, ampliando o diálogo internacional e reafirmando o compromisso com
a reflexão crítica e a literatura em língua portuguesa, além de lançar nacionalmente
o seu mais recente livro, “Tudo Sobre Deus”. Serão também homenageados a
professora Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos e o Mestre General de
Congado Jerônimo Pereira de Lima, ambos personalidades da história de Araxá.
PRÊMIO DE REDAÇÃO AMPLIADO PARA O EJA
No Território da Educação, o tradicional Prêmio de Redação e de Desenho do Fliaraxá assume, nesta edição, o tema “Meu Lugar no Mundo”, propondo aos estudantes um exercício de escrita que parte do cotidiano para chegar à identidade, ao pertencimento e ao cuidado com a comunidade. A ideia é ampliar a noção de “lugar” para além da casa: bairro, escola, caminhos, relações, histórias vividas, valores e afetos que formam cada pessoa. Em diálogo com o pensamento de Milton Santos sobre o “território” como espaço vivido, o prêmio convida cada participante a escrever como se reconhece no mundo, como se inclui nele e que vínculos o sustentam — transformando experiência em linguagem e fortalecendo o protagonismo. A novidade de 2026 é a criação de uma modalidade específica para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), reunindo participantes de 18 a 80 anos, ampliando o alcance do prêmio e reafirmando que a literatura é um direito de todas as idades.
EXPOSIÇÃO FOTÓGRÁFICA “MEU LUGAR NO MUNDO”
Ainda dentro da temática, o 14º Fliaraxá vai realizar a
exposição fotográfica “Meu Lugar no Mundo”, com imagens produzidas com máquinas
analógicas por alunos, entre 10 e 18 anos, da Escola Municipal Romália Porfírio
de Azevedo, da periferia de Araxá. A proposta é apresentar ao público o olhar
dos jovens sobre o lugar onde vivem. Os estudantes participarão de oficinas de
fotografia com a fotógrafa Izabela Laurico e as imagens produzidas serão
selecionadas por meio da curadoria de Carlos Vinícius para integrar a exposição
que acontecerá durante o Festival. Diferentemente do que é comum
hoje, as imagens não serão feitas com celulares. Eles irão aprender fotografia
com câmeras analógicas, experimentando o processo tradicional de registrar
imagens.O rapper e compositor Djonga participa da 14ª edição do Festival
Literário Internacional de Araxá - Fliaraxá -, que acontece de 14 a 17 de maio
de 2026, de quinta a domingo, no Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá, em
Araxá. O artista integra a programação no dia 14 de maio, às 21h, em um
encontro com o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra do Amaral, propondo uma
reflexão sobre pertencimento, identidade, ancestralidade e trajetórias pessoais
e coletivas, temas que dialogam diretamente com o eixo desta edição do festival:
“Meu Lugar no Mundo”.
Considerado um dos principais nomes do rap nacional
contemporâneo, Djonga — nome artístico de Gustavo Pereira Marques — nasceu na
favela do Índio, em Belo Horizonte, e cursou História na Universidade Federal
de Ouro Preto até o sétimo período, quando decidiu se dedicar integralmente à
música. Sua trajetória começou a ganhar notoriedade em 2015, a partir da
participação em saraus de poesia e batalhas de rima, alcançando projeção
nacional com o lançamento do álbum Heresia, em 2017.
Desde então, o artista consolidou uma produção marcada por
forte dimensão crítica e social, com trabalhos como O Menino que Queria Ser
Deus, Ladrão e Histórias da Minha Área. Em músicas como Olho de Tigre, Leal e
Junho de 94, Djonga aborda temas como identidade, racismo estrutural,
desigualdade e as experiências periféricas no Brasil, construindo narrativas
que dialogam diretamente com as vivências de uma geração que busca compreender
e afirmar seu lugar no mundo.
Para além da música, sua atuação também se destaca pelo
caráter ativista, especialmente ao tratar de autoestima, consciência racial e
valorização da população negra. Sua obra contribui para ampliar o debate sobre
pertencimento, memória e construção de identidade na sociedade brasileira.
A participação de Djonga integra uma noite dedicada às
narrativas de memórias, ancestralidades, experiências e afetos que atravessam a
formação das identidades. Ao aproximar música, literatura e reflexão social, o
encontro reforça a proposta do Fliaraxá de reunir diferentes linguagens para
pensar o presente e imaginar novos caminhos para o futuro.
14.º Festival Literário Internacional de Araxá – Fliaraxá
De 14 a 17 de maio de 2026, quinta a domingo
Local: Teatro CBMM do Centro Cultural Uniaraxá
Av. Ministro Olavo Drummond, 15 – São Geraldo – Araxá