terça-feira, 21 de abril de 2026

Mais de 100 conjuntos de vestuário, e cenários na ópera “As Bodas de Fígaro”







A ópera “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart, retorna ao Palácio das Artes após quase 50 anos da primeira e única montagem no local, realizada em 1978. E, para a estreia desta nova produção – que será apresentada no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes nos dias 17, 19, 21 e 23 de maio –, figurino e cenário são elementos indispensáveis.

                                            

Com 13 solistas, 58 cantores do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG) – que dão vida à música de Mozart ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, todos sob regência do maestro residente André Brant – e um enredo repleto de reviravoltas, a ópera em quatro atos conta com uma equipe de profissionais que combinam habilidade artística e rigor técnico para a criação da visualidade que milhares de pessoas verão no palco. O figurino é assinado pela arquiteta italiana Elena Toscano. Marcela Mòr, figurinista assistente, retorna para a segunda produção consecutiva com a Fundação Clóvis Salgado (FCS), após a ópera “Cavalleria Rusticana”, em 2025.  William Rausch, também parceiro de longa data do Palácio das Artes, assina o cenário ao lado de Elena.

                           fotos:Paulo Lacerda


                 Maestro André Brant

A produção de “As Bodas de Fígaro” exige um total de 108 conjuntos de peças de vestuário, dos quais 50 são inteiramente originais, destinadas aos solistas. Já os integrantes do CLMG usarão um total de 58 conjuntos de figurinos do acervo do CTPF, o Centro Técnico de Produção e Formação Raul Belém Machado – espaço destinado à confecção e salvaguarda do acervo das montagens artísticas da Fundação Clóvis Salgado. Elena Toscano conta que a ideia por trás do figurino é remeter ao vestuário de época, mas com algumas liberdades artísticas. “Tentamos ‘brincar’ com o conceito de roupas de época, mas sem sair muito da caixa. Ainda é um vestuário do século XVIII, mas colocamos ‘pitadas’ da Commedia Dell'arte e até mesmo de referências contemporâneas. Temos que ser práticos e trabalhar com o que é acessível, mas Belo Horizonte tem uma ótima oferta de tecidos, e ainda contamos com todo o acervo do CTPF”, revela.

Melina Peixoto

Com trajetória internacional, Elena Toscano é reconhecida pela criação de figurinos marcados pelo rigor histórico, pesquisa estética e profunda leitura dramatúrgica da cena musical. A profissional já assinou a concepção de trajes para importantes títulos do repertório lírico, como “Madame Butterfly”, “Tosca”, “Salomé”, “O Holandês Errante”, “Carmen” e “A Flauta Mágica”, apresentados em espaços como o Palácio das Artes, Theatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus) e Theatro São Pedro (São Paulo). Em seu currículo também está a própria “As Bodas de Fígaro”. Ela conta que está dedicada ao trabalho nesta nova montagem desde setembro de 2025, e que chegou a Belo Horizonte no final de março deste ano. Elena ressalta que, pela complexidade da ópera, o figurino torna-se um elemento importante para comunicar imageticamente uma série de informações ao público. “Tentamos ser muito visuais na escolha das roupas, da paleta de cores, para já introduzir ao espectador as situações, as linhas de força, e mesmo a personalidade dos personagens”, explica.

A figurinista, que é formada em Arquitetura pelo Istituto Universitario di Architettura di Venezia (atual Università Iuav di Venezia), com especialização em História da Moda e Cenografia, detalha que os cenários, ao contrário dos figurinos, apostam em uma visualidade menos específica, que não é nem antiga, nem contemporânea. “Eu e o William Rausch, ao lado do diretor cênico Mario Corradi, optamos por um cenário ‘limpo’, mais neutro e sutil, com toques de época. O conceito é inspirado em uma outra montagem do diretor na Alemanha, mas trata-se de uma criação totalmente nova. Temos basicamente cinco ambientes: o quarto da Susanna, o quarto da condessa Almaviva, o escritório do conde Almaviva, o jardim onde acontecem os casamentos no último ato, e uma composição final, que encerra a ópera. Teremos também um momento muito especial, quando o personagem Cherubino entra no closet da condessa, onde estará uma série de figurinos que estão preservados no CTPF, de óperas emblemáticas da Fundação, e o público poderá ver algumas das autênticas obras de arte do acervo do Palácio das Artes!”.

Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG) e em Estilismo e Modelagem do Vestuário pela UFMG, William Rausch já lecionou em faculdades de Design de Moda e na Escola de Teatro do Cefart – Centro de Formação Artística e Tecnológica da FCS. Com mais de duas décadas dedicadas à concepção e construção de cenários, o profissional atuou em vários espetáculos e produções da Fundação Clóvis Salgado, tais como as óperas “Aida”, “O Guarani”, “O Barbeiro de Sevilha”, “Turandot”, “La Traviata” e “Macbeth”, além do balé “Coppélia” e diversas produções operísticas no Brasil e no exterior. Ele explica que “o conceito do cenário fundamenta-se em módulos estratégicos, utilizando estruturas de texturas neutras que atuam como uma tela minimalista para destacar os figurinos de época. Assim, o espaço se torna um mecanismo vivo, uma arquitetura móvel que se desfaz e se refaz, evidenciando que, enquanto o cenário é mutável e moderno, os conflitos humanos ali representados permanecem atemporais”.

Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.

Concerto “Entre Deuses e Suspiros: Beethoven, Mozart e Haydn” da Orquestra Sinfônica de Minas



      



No dia 23 de abril, o Teatro João Ceschiatti recebe a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) para a apresentação de um concerto dedicado ao repertório do Classicismo vienense. Sob regência de André Brant e com participação da soprano Melina Peixoto, do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), o programa reúne peças de três grandes compositores do período: Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart e Franz Joseph Haydn. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada prévia de ingressos, mas o espaço está sujeito à lotação.

                       fotos:Paulo Lacerda


“As Criaturas de Prometeu” (1801), de Ludwig van Beethoven (1770-1827), abre o concerto. Inspirada na figura mitológica de Prometeu, símbolo do conhecimento e da criação, a obra se organiza em dois momentos contrastantes: a “Abertura”, de caráter enérgico e dramático, e o “Adágio”, que sucede com delicadeza e lirismo. Na sequência, o concerto traz duas árias da ópera “As Bodas de Fígaro” (1786), de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) interpretadas pela soprano Melina Peixoto. Em “Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar [O momento finalmente chegou… Venha, não demore]”, a personagem Susanna aparece de forma sensível e delicada; já “Venite inginocchiatevi [Venha se ajoelhar]” revela um lado mais leve e descontraído dela. Encerrando o programa, a “Sinfonia nº 94, ‘Surpresa’” (1791), de Franz Joseph Haydn (1732-1809), apresenta trechos de caráter mais suave e passagens de maior dinamismo, e ficou marcada pelo engenho e humor do compositor e por um elemento surpreendente em seu segundo movimento.

O concerto “Entre Deuses e Suspiros: Beethoven, Mozart e Haydn" é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo de Minas, aqui o trem próspera. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

O Classicismo vienense e seus expoentes - O chamado Classicismo vienense consolida-se na virada do século XVIII para o XIX, tendo Franz Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven como seus autores representativos. Frequentemente reunidos sob a denominação de “Primeira Escola de Viena”, não como uma instituição formal, mas como um reconhecimento que se consolidou posteriormente, esses compositores representam o auge de um processo estético que buscava equilíbrio, clareza e proporção. Nesse contexto, afirma-se a música instrumental como linguagem autônoma, desvinculada de funções externas como a dança ou a liturgia, e dedicada principalmente à expressão abstrata e à apreciação estética.

Melina Peixoto, solista convidada, destaca o entusiasmo para o concerto. Embora já tenha interpretado as árias, será a primeira vez que ela vai apresentá-las a partir de uma construção mais aprofundada da personagem Susanna, desenvolvida em parceria com o diretor de cena Mario Corradi – com quem vem trabalhando nos ensaios da ópera "As Bodas de Fígaro", que será apresentada em maio no Palácio das Artes. “Tenho estudado toda a obra desde fevereiro, e isso ampliou minha compreensão dessas árias”, afirma. A soprano ressalta ainda a afinidade com a orquestra e a importância de atuar sob a direção de um maestro muito experiente no repertório operístico.

O maestro André Brant aponta algumas curiosidades do programa, e salienta que “As Criaturas de Prometeu” marca um momento singular na obra de Beethoven, sendo uma das raras ocasiões em que o compositor emprega a harpa na orquestra. O concerto contará ainda com a “Sinfonia nº 94”, de Haydn, que evidencia os contrastes e o efeito inesperado que justificam o título “Surpresa”. André Brant destaca também que o repertório foi originalmente concebido para espaços menores, como salões de corte e teatros de dimensões reduzidas.


No Teatro João Ceschiatti, essa proposta é retomada, criando um ambiente mais intimista e aproximando o público da orquestra. Data: 23 de abril de 2026 (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)

Classificação Indicativa: Livre

A entrada é gratuita, e não há necessidade de  retirar os ingressos previamente, mas o espaço está sujeito à lotação.

 

Considerada uma das mais ativas do país, a OSMG cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos da Liberdade, Concerto Didático, Concerto nos Parques e Sinfônica Pop, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance, executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular.

Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural

Projeto leva oficinas gratuitas de dança e residência artística a diferentes regiões de BH

 




Está em atividades até o dia 16 de junho, em Belo Horizonte  o projeto Que se Dance, iniciativa voltada à formação, experimentação e difusão da dança como linguagem artística e campo de conhecimento. Com atividades gratuitas realizadas em diferentes espaços culturais da cidade, a programação reúne oficinas de curta e longa duração, rodas de conversa, residência artística em videodança e exibição pública da obra produzida durante o processo, abordando temas ligados à diversidade da dança contemporânea e suas relações com questões sociais, pedagógicas e culturais. Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto busca ampliar o acesso ao aprendizado em dança e estimular o intercâmbio entre artistas, estudantes, educadores e interessados na área.


Concebido como uma plataforma de formação, acesso e fruição cultural, o projeto propõe ambientes acessíveis e acolhedores de aprendizado e experimentação artística. A programação reúne diferentes vertentes da dança e promove a circulação de saberes entre profissionais e público interessado, com temas que incluem diversidade de corpos, inclusão, infância, envelhecimento, dança e deficiência, além de práticas contemporâneas e tradições culturais. As oficinas têm inscrições gratuitas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do Que se Dance. As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia. O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição, que devem ser solicitados no momento da inscrição. A classificação indicativa varia conforme a atividade.

 

“Que se Dance nasce do desejo de ampliar a formação em dança e criar um ambiente de troca entre artistas, estudantes e pessoas interessadas nessa linguagem, em espaços gratuitos, acessíveis e abertos à diversidade de corpos e experiências”, afirma Ygor Gohan, um dos idealizadores do projeto. Para Samuel Carvalho, a iniciativa também contribui para ampliar o acesso às práticas artísticas na cidade. “A proposta é aproximar mais pessoas da dança e fortalecer a circulação de saberes e experiências em diferentes territórios da cidade”, destaca.

                              fotos:Vitória Lage


A abertura do projeto aconteceu no dia 27 de março, das 19h às 20h30, com a roda de conversa “Danças e Políticas Públicas”, realizada na Escola Livre de Artes – Arena da Cultura – NUFAC (Av. dos Andradas, 367, 3º andar – Centro). O encontro é aberto ao público e propõe refletir sobre o papel das políticas culturais no desenvolvimento da dança e na ampliação do acesso à formação artística.

O encerramento será no dia 16 de junho, das 19h às 20h30, no Teatro Marília (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), com apresentação dos resultados do projeto, roda de conversa sobre “Descentralização e Diversidade na Cultura de Belo Horizonte” e exibição da videodança produzida durante a residência artística.

Programação das atividadesVoltada ao público infantil e a educadores, a oficina de longa duração Danças para Infâncias, conduzida por Sara Brito, acontece no dia 25 de abril, na Funarte MG. A programação inclui atividades das 9h às 10h para crianças de 3 a 6 anos, das 10h30 às 12h para crianças de 7 a 12 anos e, das 13h às 17h, um encontro formativo voltado a educadores.

A oficina Danças Afro-brasileiras, com Rodrigo Antero, será realizada no dia 27 de abril, das 19h às 21h, também na Funarte MG, propondo experiências corporais que dialogam com matrizes culturais afro-brasileiras presentes na dança.

No dia 7 de maio, das 19h às 21h, Dorothé Depeauw conduz a oficina Body-Mind Centering, no Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/nº – Bairro Alípio de Melo), investigando práticas somáticas e processos de consciência corporal.

A oficina Dança e Afrodiáspora, ministrada por Flavi Lopes, acontece no dia 13 de maio, das 14h às 16h, no Centro Cultural São Bernardo (Rua Edna Quintel, 320 – São Bernardo), explorando relações entre dança contemporânea e referências culturais afro-diaspóricas.

Já a oficina de longa duração Danças e Corpos Maduros, conduzida por Joana Wanner, será realizada nos dias 14 e 15 de maio, das 9h30 às 12h30, no Centro Cultural Bairro das Indústrias (Rua dos Industriários, 289 – Barreiro). Voltada a pessoas a partir de 50 anos e estudantes de artes cênicas, a atividade valoriza a expressividade e as possibilidades criativas do corpo maduro.

A oficina Dança e Performance, ministrada por Guilherme Morais, acontece no dia 21 de maio, das 19h às 21h, na Funarte MG, propondo experimentações que investigam relações entre movimento e criação cênica.

No dia 28 de maio, das 19h às 21h, Tiphany Gomes conduz a oficina Danças Urbanas, no Centro de Referência das Juventudes (Rua Guaicurus, 50 – Centro), dedicada a participantes com experiência em dança interessados em explorar repertórios ligados às culturas urbanas.

A oficina Improvisação em Dança, com Marise Dinis, acontece no dia 4 de junho, das 14h às 16h, no Centro de Referência da Dança de BH (Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia), propondo práticas de criação espontânea e escuta corporal.

Um dos eixos centrais do projeto é a Residência Artística em Videodança, realizada de 8 a 12 de junho, das 9h às 12h, no Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184 – Jardim dos Comerciários). A atividade reúne participantes interessados em dança, audiovisual e artes cênicas em um processo intensivo de criação coletiva que envolve etapas de concepção, roteiro, gravação e edição. A residência contará com orientação de Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond, além de recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição. Os participantes selecionados receberão ajuda de custo de R$ 400.

Como contrapartida sociocultural, a videodança produzida durante a residência será exibida em duas escolas públicas de Belo Horizonte — a Escola Estadual Getúlio Vargas, na Regional Venda Nova, e a Escola Municipal Professor Mário Werneck, na Regional Oeste — com mediação da equipe artística e apresentação do processo criativo aos estudantes.

Entre as atividades formativas a oficina de longa duração “Poéticas do Corpo, Dança e Diferença”, ministrada por Anamaria Fernandes, que aconteceu nos dias 26 de março, na Escola de Belas Artes da UFMG – Espaço Vinho (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha). Destinada a pessoas com deficiência e estudantes de artes cênicas, a atividade investiga relações entre dança e diversidade corporal a partir de práticas artísticas e reflexões sobre processos inclusivos.

A oficina Dança Clássica, conduzida por Bárbara Maia, foi dia 31 de março,  também na Escola de Belas Artes da UFMG – Espaço Vinho, voltada a participantes com experiência em dança interessados em aprofundar fundamentos técnicos da linguagem clássica.

No dia 7 de abril, no mesmo espaço da UFMG, Paulo Baeta ministrou a oficina Dança Moderna, apresentando fundamentos da técnica Limón da dança moderna e explorando princípios como respiração, peso e dinâmica de movimento.

A oficina Funk, conduzida por Jhones, aconteceu no dia 11 de abril, na Funarte MG (Rua Januária, 68 – Centro). Aberta a participantes com ou sem experiência em dança, a atividade trabalhou musicalidade, ritmo e movimentos característicos dessa expressão cultural urbana.

Já a oficina Vogue, ministrada por Amerikana,  realizada no dia 17 de abril,  no Centro Cultural Usina de Cultura (Rua Dom Cabral, 765 – Ipiranga). A proposta apresenta elementos da cultura ballroom e investiga gestualidade, presença cênica e expressividade corporal.


Projeto Que se Dance -
Período: já em atividade até 16 de junho
Local: equipamentos culturais públicos distribuídos por diferentes regionais de Belo Horizonte
Gratuito

- As inscrições para as oficinas devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no Linktree da bio do Instagram do projeto.

- As rodas de conversa são abertas ao público e não exigem inscrição prévia.

- O projeto conta com intérpretes de Libras e audiodescrição. Para garantir o atendimento, o participante deve solicitar o recurso no momento da inscrição.

- A classificação indicativa das oficinas varia de acordo com a atividade proposta.

Teatro em Movimento celebra 25 abre temporada com “O Céu da Língua”, de Gregorio Duvivier

 


                                  


O Teatro em Movimento abre as comemorações de seus 25 anos com uma programação extensa que reafirma sua trajetória na democratização do acesso à cultura e na descentralização das artes cênicas em Minas Gerais. Ao longo de 2026, o projeto realiza apresentações em Belo Horizonte — incluindo ocupações em praças públicas —, além de cidades como Contagem, Mariana, Juiz de Fora, Uberaba, Itabira, Araxá e Uberlândia. Com mais de 445 mil espectadores ao longo de sua história, cerca de 305 espetáculos apresentados e atuação em mais de 15 cidades, a iniciativa idealizada por Tatyana Rubim consolidou-se como uma das mais relevantes plataformas de circulação teatral do país.


A programação comemorativa reúne nomes de destaque e títulos consagrados, priorizando diversidade, acesso e formação de público, com atrações já confirmadas como O Céu da Língua, com Gregorio Duvivier; Olhos nos Olhos, com Ana Lúcia Torre; O Motociclista no Globo da Morte, com Eduardo Moscovis; Mudando de Pele, com Taís Araújo; Homem com H, com Silvero Pereira; Marrom – O MusicalAmar e Mudar as Coisas, com Marisa Orth, Buhr e Taciana Barros; O Figurante, com Mateus Solano; O Enclausurado, com Maeve Jinkings; além dos infantis MPBaixinhosA Guitarra Mágica, Encontro de Vilões e Bluey. Ao longo de sua trajetória, o projeto mantém o patrocínio contínuo do Instituto Unimed-BH, além de parcerias de longa data com Itaú e Vale, fundamentais para a consolidação e expansão de suas ações.
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A abertura das comemorações acontece com o retorno do espetáculo O Céu da Língua, sucesso de público que volta a Belo Horizonte após sessões esgotadas em 2025 e já abre a nova temporada com alta procura, incluindo a abertura de sessões extras, de 22 a 24 de abril. “Celebrar 25 anos é reafirmar um compromisso com o público e com a potência transformadora do teatro. Queremos ocupar cada vez mais territórios, formar novas plateias e garantir que grandes repertórios cheguem a mais pessoas, em diferentes contextos e espaços”, destaca Tatyana Rubim.

A temporada comemorativa do Teatro Em Movimento acontece com o retorno  a Belo Horizonte do espetáculo “O Céu da Língua”, uma comédia sobre a presença quase invisível da poesia no cotidiano, estrelada por Gregorio Duvivier. Dirigido por Luciana Paes, montagem já levou 218 mil espectadores ao teatro, percorreu 33 cidades brasileiras e, atualmente, faz turnê por 12 cidades na Europa. Após o grande sucesso de público registrado em 2025 dentro da programação do projeto, a peça será apresentada de 22 a 24 de abril, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, marcando o início das celebrações deste que um dos projetos culturais mais longevos e relevantes do país na circulação de espetáculos teatrais.



Quem tem medo de poesia? Gregorio Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido. 

O espetáculo estreou em Portugal em 2024, chegou no Brasil em fevereiro de 2025, onde cumpriu uma extensa turnê que já acumula cerca de 218 mil espectadores em 33 cidades do Brasil e atualmente faz turnê por 12 cidades na Europa, sempre com sessões extras e lotação esgotada. O trabalho rendeu a Gregorio o troféu de Melhor Ator na última edição do Prêmio Bibi Ferreira.

“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.  

A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregorio nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora. “Acredito que o Gregorio tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.   

“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declama Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregorio não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define. 

“O Gregorio simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregorio intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado. ”

Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregorio, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa.  Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados. 

As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregorio extrai humor.

Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregorio chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). “Os nossos compositores conseguiram realizar o sonho de Oswald de Andrade de levar poesia para as massas”, festeja o ator.

Nesta cumplicidade com a plateia, Gregorio mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregorio e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une. 

 

O CÉU DA LÍNGUA:Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes / Interpretação: Gregorio Duvivier/ Direção: Luciana Paes/ Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune/ Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier/ Iluminação: Ana Luzia de Simoni/ Cenografia: Dina Salem Levy/ Assistente de cenografia: Alice Cruz/ Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente/ Visagismo: Vanessa Andrea/ Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David/ Identidade visual divulgação: Laercio Lopo/ Comunicação: Lucas Sancho/ Marketing digital: Renato Passos/ Assessoria de Comunicação: Pedro Neves/ Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano/ Diretor técnico: Lelê Siqueira/ Diretor de palco: Reynaldo Thomaz/ Técnico de som: Dugg Mont/ Assistente de palco: Daniela Mattos/ Gerente de Projetos: Andréia Porto/ Assistente de produção: João Byington de Faria/ Produção executiva: Lucas Lentini/ Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha/ Produção: Pad Rok/ Realização em Belo Horizonte: Teatro em Movimento/ Produção: Rubim Produções/ Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro

Classificação indicativa: 12 anos     Duração: 80 minutos

Dias/Horários: 22 a 24 de abril  - quarta, quinta e sexta, às 19h. Sessões extras todos os dias às 21h30

 Grande Teatro Cemig Palácio da Artes  - Avenida Afonso Pena 1537, Centro 

Vendas:  https://bileto.sympla.com.br/event/117663/d/372074

O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 25 anos, em 2026, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso, o projeto também atua em outros Estados e outras cidades. Desde então, contabiliza 305 repertórios, que somam mais de 800 apresentações, envolvendo cerca de 860 artistas, em 15 cidades, 30 teatros e público superior a 445 mil pessoas. Desde 2020, fundou o TeatroEmMov Digital, que realizou o primeiro curso de teatro digital do Brasil, sendo uma plataforma web que pesquisa, produz e une narrativas do teatro, da dança, do audiovisual e dos games; ambos idealizados por sua diretora, Tatyana Rubim

Informações: @teatroemmovimento

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Teatro em Movimento com o espetáculo “MPBaixinhos”

 



 



Celebrando 25 anos de atuação que fortalecem e ampliam a programação das artes cênicas em Belo Horizonte, o Teatro em Movimento dá início à sua programação especial voltada para crianças, oferecendo ao público da capital — especialmente crianças e suas famílias — uma experiência gratuita, ao ar livre e inédita. No dia 25 de abril, sábado, a partir das 14h, a Praça Floriano Peixoto recebe a abertura do Teatro em Movimento Para Crianças, com patrocínio máster do Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


O destaque da programação é o espetáculo “MPBaixinhos”, que se apresenta pela primeira vez no local, às 16h, além de oficina de pintura facial. A iniciativa marca também um novo momento do projeto, que passa a ampliar de forma contundente suas ações de democratização com atividades gratuitas em praças públicas e ações formativas junto à rede municipal de ensino.

Esta edição do Teatro em Movimento integra a comemoração do aniversário de 23 anos do Instituto Unimed-BH, na Praça Floriano Peixoto, a partir das 14h. 

 


A abertura inaugura, de forma vibrante, uma nova etapa do projeto, que ganha ainda mais força ao ocupar as praças da cidade e aproximar o teatro do cotidiano das famílias. O Teatro em Movimento amplia de maneira consistente suas ações voltadas à infância, oferecendo experiências culturais gratuitas, de qualidade e ao ar livre, que fortalecem o vínculo das crianças com as artes desde cedo. Ao celebrar seus 25 anos com essa edição especial, o projeto reafirma seu papel de destaque na cena cultural da capital, ao mesmo tempo em que impulsiona, com consistência, iniciativas de formação por meio de ações junto à rede municipal de ensino. “Celebrar os 25 anos do Teatro em Movimento com uma programação dedicada à infância, ocupando as praças da cidade, é uma alegria e um compromisso com o futuro. Tendo ao nosso lado o Instituto Unimed-BH, com o patrocínio máster, conseguimos ampliar esse alcance e oferecer às crianças e suas famílias experiências culturais potentes, acessíveis e formadoras, que aproximam o teatro da vida desde cedo”, destaca Tatyana Rubim, idealizadora do Teatro em Movimento. 

A programação conta ainda com oficina de pintura facial com a Meraki Eventos, das 14h às 18h, ampliando as possibilidades de interação e diversão para o público.

Após a abertura na Praça Floriano Peixoto, o projeto segue com novas edições ao longo do ano, passando pela Praça da Assembleia, em Belo Horizonte, no dia 9 de maio, com o espetáculo “A Guitarra Mágica”, e pela Praça da Glória, em Contagem, no dia 22 de agosto, com o espetáculo “Encontro de Vilões”, consolidando a proposta de circulação em espaços públicos e o compromisso com a formação de plateia e contribuição para incrementar a programação cultural de Belo Horizonte.

Além das atividades abertas ao público, o Teatro em Movimento mantém um trabalho pedagógico contínuo com escolas públicas, por meio da Cartilha de Investigação Teatral, que propõe o aprofundamento, em sala de aula, dos temas abordados nos espetáculos, estimulando o teatro como ferramenta educativa.

Música, brincadeira e memória afetiva - idealizado e protagonizado pela atriz e cantora Maria Tereza Costa, o projeto MPBaixinhos para todas as idades chega pela primeira vez à Praça Floriano Peixoto. Trata-se de um espetáculo lúdico e musical criado em 2016. Com duração de 50 minutos, a apresentação nasceu com o propósito de resgatar a memória afetiva de diferentes gerações, unindo pais, avós e crianças por meio da arte. O show promove uma experiência interativa que mescla música, contação de histórias, dança, circo e o uso de fantoches e elementos visuais que estimulam a imaginação.

 

O repertório variado reconhece o papel fundamental da música no desenvolvimento da linguagem, cognição e sociabilidade infantil, incluindo desde cantigas de roda e o cancioneiro folclórico tradicional até sucessos que marcaram a infância nos anos 80 e clássicos de nomes consagrados como Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Guilherme Arantes.


Teatro em Movimento Para Crianças – Praça Floriano Peixoto
Data: 25 de abril de 2026, sábado
Horário: a partir das 14h
Local: Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia, Belo Horizonte
Entrada gratuita

14h às 18h – Oficina de pintura facial com Meraki Eventos
16h – Espetáculo “MPBaixinhos”
Duração: 50 minutos


Instagram: https://www.instagram.com/teatroemmovimento

Facebook: https://www.facebook.com/teatroemmovimento

Youtube: www.youtube.com/teatroemmovimento

Twitter: www.twitter.com/teatroemmov

 

Teatro em Movimento - O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 25 anos, em 2026, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso, o projeto também atua em outros Estados e outras cidades. Desde então, contabiliza 280 repertórios, que somam mais de 800 apresentações, envolvendo cerca de 860 artistas, em 15 cidades, 30 teatros e público superior a 402 mil pessoas. Desde 2020, fundou o TeatroEmMov Digital, que realizou o primeiro curso de teatro digital do Brasil, sendo uma plataforma web que pesquisa, produz e une narrativas do teatro, da dança, do audiovisual e dos games; ambos idealizados por sua diretora, Tatyana Rubim.


O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Exposição “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha” no Museu Casa Guimarães Rosa


fotos:Lori Figueiró e Aline Ruas


O Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo , a 130 Km da capital mineira, inaugurou a exposição temporária “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha”, que apresenta um encontro sensível entre fotografia, bordado e memória. A mostra reúne obras do fotógrafo Lori Figueiró e da bordadeira, aquarelista e quilombola Aline Gomez Ruas, em uma homenagem poética às rezadeiras e curandeiras do Vale do Jequitinhonha.
Museu Guimarães Rosa
Com 52 fotografias bordadas, além de estandartes e aquarelas, a exposição revela o universo simbólico e afetivo das benzedeiras, mulheres que, por meio de rezas, gestos e saberes transmitidos de geração em geração, preservam práticas ancestrais de cuidado. As imagens foram registradas ao longo do vale formado pelas águas do Rio Jequitinhonha e pelas estradas que levam às casas dessas guardiãs de tradições.
Antes de chegar a Cordisburgo, a mostra foi apresentada em Belo Horizonte, em setembro de 2025, no Centro de Arte Popular (CAP), e agora passa a integrar a programação cultural do Museu Casa Guimarães Rosa, ampliando o diálogo entre arte, memória e cultura popular.
O trabalho fotográfico de Lori Figueiró se destaca pela proximidade com os personagens retratados e pela estética que valoriza expressões, gestos e modos de vida do Vale do Jequitinhonha. Fotografando apenas com uma câmera, sem lentes adicionais, o artista constrói uma narrativa visual marcada pela simplicidade técnica e pela intimidade com as pessoas e os lugares que registra.
As imagens ganham novas camadas de sentido com a intervenção de Aline Gomez Ruas, que borda sobre as fotografias e cria aquarelas inspiradas nas histórias dessas mulheres. Seus fios e cores ampliam o olhar sobre as imagens, transformando-as em territórios de memória, afeto e ancestralidade. O gesto de bordar sobre a fotografia cria um diálogo entre o visível e o invisível, costurando narrativas de vida e espiritualidade.
A exposição integra um acervo de memória em expansão, que reúne mais de duas mil fotografias editadas, centenas de fotografias bordadas, além de registros em áudio e mais de cinco horas de vídeos. Esse conjunto forma um verdadeiro relicário de imagens e vozes dedicado a tornar visível o ofício das benzedeiras e a força cultural do Vale do Jequitinhonha.
Ao reunir arte, espiritualidade e tradição, “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha” convida o público a conhecer histórias de mulheres que transformam palavras em cuidado e gestos em cura , guardiãs de saberes que seguem vivos no território e na memória coletiva.
 
 Lori Figueiró, natural de Diamantina, é fotógrafo e poeta com vasta obra dedicada à cultura do Vale do Jequitinhonha. Autor de livros como “Cotidianos no Sagrado do Vale”“Mulheres do Vale Substantivo Feminino” e “Benzedeiras do Jequitinhonha” (em parceria com Aline Ruas), ocupa a cadeira 25 da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha.
Aline Gomez Ruas é bordadeira, aquarelista e benzedeira, mulher quilombola do Arraial dos Crioulos. Herdeira das práticas de sua mãe e avó, desenvolve bordados e projetos que entrelaçam arte, memória e ancestralidade. Em 2021, criou, junto a Lori Figueiró, o projeto “Guardiãs das palavras benditas”, que vem registrando e celebrando a presença das benzedeiras do Vale.
Exposição “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha”
Período de visitação: Até 14 de junho
Horário de visitação: Terça a domingo, das 9h30 às 17h
Local: Museu Casa Guimarães Rosa (Rua Padre João, 744 – Cordisburgo ,a 130 Km de BH

Amália Rodrigues Sinfônico chega a BH com homenagem à voz que eternizou o fado




Considerada uma das vozes mais extraordinárias da música do século XX, símbolo do fado e da alma portuguesa, Amália Rodrigues é celebrada no espetáculo Amália Rodrigues Sinfônico, que tem sua estreia no Brasil em Belo Horizonte, no dia 26 de maio, domingo, às 20h30, no Palácio das Artes. A apresentação na capital mineira abre a turnê nacional e contará com a interpretação da cantora portuguesa Anabela, uma das principais vozes de sua geração, que divide o palco com a voz original de Amália em gravações históricas, em uma montagem que une tradição e linguagem sinfônica. Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma Sympla.



O espetáculo propõe uma experiência imersiva ao unir a voz original de Amália a um trio tradicional de fado com a presença da guitarra portuguesa, a uma orquestra de formação clássica e à interpretação da cantora portuguesa Anabela, sob direção do maestro francês Laurent Rossi. A produção incorpora projeções audiovisuais que combinam imagens de arquivo da artista com recursos contemporâneos, ampliando o diálogo entre o fado e a linguagem sinfônica.

Idealizado pela Rossio Music, em parceria com a Fundação Amália Rodrigues, o projeto tem direção artística de Laurent Rossi, músico, produtor e diretor musical com sólida carreira internacional. Ele é responsável pela concepção musical e pelos arranjos que transportam o repertório de Amália para uma dimensão sinfônica, preservando sua essência e ampliando sua potência sonora.

No palco, a presença de Anabela estabelece uma ponte entre tradição e contemporaneidade. Com mais de quatro décadas de carreira, a artista é uma das vozes mais respeitadas de Portugal, vencedora da Grande Noite do Fado e do Festival da Canção. Sua trajetória transita entre a música popular, o fado e o teatro musical, sendo reconhecida pela sensibilidade interpretativa e pelo rigor técnico.

Maior referência do fado, Amália Rodrigues foi responsável por projetar internacionalmente a música portuguesa a partir da década de 1940. Sua interpretação intensa, aliada à incorporação de textos de grandes poetas, redefiniu o gênero e consolidou o fado como expressão universal. Clássicos como Barco Negro, Gaivota, Foi Deus, Cheira a Lisboa e Uma Casa Portuguesa seguem como patrimônio cultural e referência da música mundial.

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/117031/d/368806

 

Amália Rodrigues Sinfônico, As Melhores Canções da Rainha do Fado

Data: domingo, 26 de maio
Horário: 20h30
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
Duração: 115 minutos com 15 minutos de intervalo
Classificação: livre



Mais de 100 conjuntos de vestuário, e cenários na ópera “As Bodas de Fígaro”

A ópera “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart, retorna ao Palácio das Artes após quase 50 anos da primeira e única montagem ...