quarta-feira, 20 de maio de 2026

Trem bom ! Maior festival gastronômico i do Brasil, Torresmofest em BH



Os fãs da boa gastronomia têm programação garantida neste mês no Shopping Del Rey. O empreendimento recebe, pela primeira vez, o Torresmofest, considerado o maior festival gastronômico itinerante do Brasil, com mais de 660 edições e um público total superior a 10 milhões de pessoas.


De volta a Belo Horizonte após três anos, o evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio, com entrada gratuita, e traz uma edição especial em celebração às Lendas do Rock.


O Torresmofest enaltece as iguarias à base de proteína suína, mas oferece também diversas opções de outros sabores, tudo para agradar aos paladares mais exigentes. Com o propósito de combinar música, cultura e diversão, o evento reunirá na capital mineira uma programação especial com mais de 10 bandas ao vivo, trazendo os melhores covers do rock nacional e internacional.




Mas a experiência vai muito além! Mais de 20 expositores participam do evento, oferecendo um cardápio variado que inclui costela fogo de chão, baião de dois, feijão tropeiro, hambúrgueres com torresmo ou shimeji, batatas recheadas, lanches de costela, opções de doces artesanais e sobremesas, além de chopp artesanal.


 


O Torresmofest acontecerá no estacionamento G do Shopping Del Rey, das 12h às 23h, e contará com uma estrutura completa para oferecer conforto e segurança a toda a família, incluindo área kids e espaço pet friendly. Os ingressos gratuitos podem ser retirados pelo Sympla:https://www.sympla.com.br/evento/torresmofest-belo-horizonte-mg-o-original-festival-do-torresmo/3382460


Torresmofest: Edição Lendas do Rock

28 a 31 de maio – Entrada gratuita

Local: Shopping Del Rey (Av. Presidente Carlos Luz, 3001, Caiçara)

Horário: das 12h às 23h

Mais informações: @torresmofest

Eduardo Moscovis em “O Motociclista no Globo da Morte”, um dos monólogos mais contundentes e arrebatadoras da temporada teatral brasileira de 2026

 



Em celebração aos seus 25 anos de trajetória, o Teatro em Movimento recebe o aclamado espetáculo “O Motociclista no Globo da Morte”, monólogo inédito na cidade protagonizado por Eduardo Moscovis, com texto de Leonardo Netto e direção de Rodrigo Portella. A montagem, que marca a primeira parceria entre Moscovis e Portella, mergulha em questões profundas sobre a violência humana, propondo uma reflexão sobre os limites entre civilização e brutalidade, vítima e algoz. Com uma encenação minimalista e intensa, o espetáculo acompanha um homem comum que, após vivenciar uma situação extrema em um dia aparentemente banal, vê sua própria humanidade colocada em xeque. As apresentações acontecem nos dias 20 e 21 de junho, sábado em duas sessões, às 19h e às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro Feluma, em Belo Horizonte. Ingressos a venda pelo Sympla .

 


Aclamado pela crítica, “O Motociclista no Globo da Morte” chega à capital mineira chancelado por importantes reconhecimentos do cenário teatral nacional. O espetáculo rendeu a Eduardo Moscovis, o prêmio de melhor atuação por uma das principais premiações do Brasil - o Prêmio Shell. Um marco importante na carreira do ator por ser o seu primeiro em sua trajetória de 37 anos nos palcos. Ao receber a honraria, Eduardo Moscovis transformou seu discurso em um manifesto ético, repudiando publicamente movimentos de ódio, o machismo e a misoginia. O Prêmio Shell consagrou uma interpretação que a crítica define como precisa, inteligente e de "alta voltagem”. 

 

Além da vitória na categoria de atuação,  a montagem recebeu outras duas indicações, nas categorias de Dramaturgia (Leonardo Netto) e Iluminação (Ana Luzia Molinari de Simoni).


A excelência da peça também foi ratificada pelo Prêmio APTR, onde concorreu nas categorias de Melhor Ator em Papel Protagonista e Dramaturgia, consolidando-se como um dos trabalhos mais importante e premiados da temporada atual. Além disso, por onde passa a peça faz temporada de sucesso, no Rio de Janeiro, São Paulo e recentemente em Curitiba. 

 

Essa edição do Teatro em Movimento tem o patrocínio do Itaú Unibanco, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Idealizado por Tatyana Rubim, o Teatro em Movimento, nestes 25 anos, se consolidou como uma das principais plataformas de circulação teatral do país, com atuação voltada para a fruição artística e a descentralização das importantes produções cênicas do Brasil. “Celebrar os 25 anos do Teatro em Movimento com um espetáculo dessa potência artística e humana é muito significativo para nós. “O Motociclista no Globo da Morte” traz um tema urgente, contemporâneo e necessário: a banalização da violência como um todo, principalmente e socialmente estabelecida, em relação à mulher. E, não podia ser diferente a cena acontecer no palco de modo talentoso e “cirúrgico” por ser uma peça conduzida por artistas de enorme sensibilidade e talento. A idealização do projeto pelo produtor  Sérgio Saboya escancara a barbárie que hoje o mundo vive - onde guerras assassinam crianças. Onde mulheres sofrem mais e mais violências, e os números de feminicídio só crescem no Brasil. Eduardo Moscovis, Leonardo Netto e Rodrigo Portella se unem em uma obra que leva o espectador a uma experiência, intensa e incômoda, sobre o tema - assim como deve ser! A peça  provoca, tensiona e traz uma reflexão, sem subterfúgios, sobre a brutalidade humana e muito direcionada às mulheres, infelizmente. Por tudo isso é um espetáculo que mesmo não parecendo, surpreende com intensidade o espectador que se depara com a barbaridade, sem filtro e trazendo questionamentos sobre a banalização da violência” , afirma Tatyana Rubim.

O Motociclista no Globo da Morte”

 

A obscura gênese da violência – seja ela inerente à natureza humana e, portanto, incontornável, ou fruto das relações sociais – é a principal premissa do monólogo “O motociclista no globo da morte”, do dramaturgo, diretor e ator Leonardo Netto. O trabalho marca a primeira parceria de Eduardo Moscovis com o diretor Rodrigo Portella, é o quinto espetáculo produzido pelo ator.

Ao contar uma história que, em tese, poderia acontecer com qualquer um, o espetáculo faz uma provocação ao diluir as fronteiras entre vítima e algoz, civilizado e selvagem. “O que mais me cativou no texto foi perceber que o protagonista é um homem que tem uma vida correta, pacífica, com quem eu facilmente me identificaria, mas que, assim como seu antagonista na história – um homem vil em todos os aspectos –, pode se igualar a este ao cometer um ato de extrema violência”, conta Eduardo Moscovis, que encena seu segundo monólogo – o primeiro foi O Livro (2011), de Newton Moreno, com direção de Christiane Jatahy. “Mesmo com a ausência da contracenação, da troca com os outros atores, que, para mim, é um dos grandes desafios em um monólogo, fui arrebatado por esse texto do Leo e tem sido muito prazeroso todo o processo”, celebra.

Depois de assistir inadvertidamente a um vídeo de uma situação real de extrema violência em uma rede social, Leonardo Netto se questionou sobre o que leva alguém a cometer um ato violento, mas também a filmá-lo, postar e, por fim, o que leva alguém a curtir esse tipo de conteúdo. Outras questões foram surgindo, como o porquê do fascínio e da idolatria a assassinos, psicopatas e serial killers ao longo da história. “A espetacularização, a romantização e a banalização da violência, exacerbadas com a multiplicação de câmeras e da internet, talvez nos tornem mais insensíveis a ela”, acredita o autor. A ideia foi sendo processada até decidir que iria escrever a respeito e, de certa forma, exorcizar a sensação ruim que não saiu mais de sua mente após ver o vídeo. “Foi muito perturbador assistir, mas escrever também foi difícil, incômodo. Muitas vezes eu tive que parar”, revela Leonardo, que ao longo do processo da escrita passou a imaginar o amigo Eduardo Moscovis – com quem dividiu o palco em Corte Seco (2010) – como protagonista. “O título surgiu como uma metáfora à iminência do desastre. Assim como no globo da morte, nós vivemos tentando nos desviar da catástrofe o tempo inteiro.”

Nesta que é sua primeira parceria com Rodrigo Portella, o ator Eduardo Moscovis exalta o trabalho do diretor: “A experiência com o Rodrigo tem sido muito boa. Ele é um diretor-criador, um criador de cena, ele pensa o espetáculo, pensa o teatro de uma forma muito genuína e potente, não só na forma de contar a história, do ponto de vista do narrador, mas de contar a história do espetáculo”.

Para construir a dramaturgia e ambientar o espaço cênico onde o protagonista conta, em detalhes, a trágica história que viveu em um dia comum, enquanto almoçava no bar que costumava frequentar, Rodrigo optou por uma cena extremamente minimalista, com pouquíssimos elementos. “Para mim, o espetáculo acontece na cabeça do espectador. Qualquer elemento concreto no palco seria uma distração para o mergulho para dentro da história, que é muito poderosa. O personagem tem um discurso elaborado, que de alguma forma se aproxima da literatura, como se o espectador estivesse lendo um livro, onde as coisas não estão dadas a ele como em uma fotografia ou filme, mas onde ele é convocado a imaginar. Nesse sentido, o que a gente tem é o ator numa relação profunda e íntima com o espectador o tempo inteiro, do início ao fim do espetáculo”, define o diretor. “A ideia principal é enfatizar o aspecto comum desse acontecimento, que poderia acontecer com qualquer um de nós. É um evento extraordinário que acontece num lugar ordinário, executado por um homem ordinário.”

Nesse sentido, tanto a trilha musical de André Muato, como o figurino de Gabriella Marra e a iluminação de Ana Luzia de Simoni, buscam reforçar essa ideia. Rodrigo percebe ainda no texto outras camadas, como uma conexão mais direta com o contexto político-social brasileiro atual, ao fazer uma espécie de raio-x da polaridade ideológica dos dias atuais: “Não há partidarismo, não se nomeia esquerda ou direita, mas claramente os personagens que estão envolvidos diretamente no crime se enquadram na dicotomia político-ideológica em que a sociedade brasileira está mergulhada.”

Eduardo Moscovis

Iniciou no Tablado e na Casa de Artes de Laranjeiras sua formação nas artes cênicas, desenvolvendo longa carreira no teatro, onde destacam-se trabalhos como ator – Eles não usam black-tie (2001), Corte Seco (2010) e Um bonde chamado desejo (2015), entre outras –, e como ator e produtor: Norma (2002), Tartufo (2004), Por uma vida um pouco menos ordinária (2007) e O Livro (2011). Ficou dois anos em cartaz com Duetos, a comédia (2023-2025), ao lado de Patricya Travassos e direção de Ernesto Piccolo, vista até agora por mais de 200 mil pessoas. Na televisão, fez mais de 40 trabalhos, entre novelas e séries, com início em Pedra sobre Pedra (1992). No remake de Pecado Capital (1998), foi o protagonista Carlão. Outras novelas de grande sucesso foram O cravo e a rosa (2000), em que dividiu o papel principal com Adriana Esteves, e Alma Gêmea, recordista de audiência. Pela atuação em Bom dia, Verônica (Netflix), com direção de José Henrique Fonseca, recebeu seis prêmios, entre eles o APCA de Melhor Ator. No cinema, participou de cerca de 30 filmes e recentemente ganhou os prêmios de Melhor Ator no Festival de Brasília – pelo filme Ela e Eu, de Gustavo Rosa – e no Los Angeles Film Festival por Veneza, de Miguel Falabella. Os projetos novos incluem a série Fúria, com direção José Henrique Fonseca, na Netflix, a novela de Aguinaldo Silva, Três Graças, e dois filmes: Cyclone, de Luiza Mariani, com direção de Flávia Castro, e Querido mundo, de Miguel Falabella, que estreou no 53º Festival de Gramado, em agosto de 2025.

Leonardo Netto

Ator, diretor e dramaturgo. Formou-se pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e estudou Teoria do Teatro na UNIRIO. Foi dirigido, entre outros, por Amir Haddad, Aderbal Freire-Filho, Gilberto Gawronski, Ana Kfouri, Jefferson Miranda, João Falcão, Luiz Arthur Nunes, Enrique Diaz, Bel Garcia, Celso Nunes, Christiane Jatahy e Rodrigo Portella. Em TV, integrou o elenco dos seriados A Garota da Moto, Magnífica 70 e Me Chama de Bruna e da minissérie Assédio, da Rede Globo. Dirigiu Para os que Estão em Casa e A Ordem Natural das Coisas, ambos de sua autoria e indicados a vários prêmios. A Ordem... recebeu o Prêmio Cesgranrio 2018 de Melhor Texto, além de indicações aos prêmios Shell e APTR. Em 2019 estreou seu projeto 3 Maneiras de Tocar no Assunto como autor e ator, sendo vencedor dos prêmios Cesgranrio (Melhor Texto Nacional Inédito, Melhor Ator e Categoria Especial) e APTR (Melhor Autor e Melhor Iluminação), acumulando quase 20 indicações em premiações de teatro. Foi indicado ao Prêmio APCA pela direção de A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe, com Sílvia Buarque e Guida Vianna. Estreou recentemente o espetáculo Pequeno Circo de Mediocridades, no qual assina texto e direção.

Rodrigo Portella

Diretor e dramaturgo com 32 anos de carreira, Rodrigo Portella é hoje um dos diretores mais reconhecidos da cena teatral brasileira. Seus principais espetáculos Tom na Fazenda (2017), As Crianças (2018) e Ficções (2022) foram ganhadores dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro, como os prêmios Shell, Cesgranrio, Bibi Ferreira, APTR e APCA, nos quais Portella foi premiado como melhor diretor. Tom na Fazenda obteve grande sucesso de público e crítica no Festival de Avignon em 2022, além de uma longa temporada no Theatre Paris-Villete na capital francesa em 2023 (destaque do Jornal Le Monde), rendendo à obra uma turnê em mais de 30 cidades na Europa, além de uma curta temporada no Theatre Usine C em Montreal em 2020, sendo laureado com o Prêmio de Melhor Espetáculo Estrangeiro, pela Associação de Críticos daquele país, na ocasião do Festival TransAmérique 2018. Neste ano, Portella estreou uma adaptação do romance Ensaio Sobre a Cegueira com o Grupo Galpão em Belo Horizonte e o musical Ray – Você Não Me conhece, vencedor do Prêmio APCA 2025 de Melhor Direção. Rodrigo é bacharel e mestre em Artes Cênicas pela UniRio e suas obras seguem ocupando importantes espaços culturais no Brasil e no exterior. Nos últimos anos, suas peças percorreram cidades também na Argentina, Equador, Chile, França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Portugal, Reino Unido e Canadá. Atualmente, Portella vive em Barcelona e é professor do curso superior do Instituto Cal de Arte e Cultura.

Ficha Técnica

Eduardo Moscovis em “O motociclista no globo da morte”/ Texto: Leonardo Netto/ Direção: Rodrigo Portella/ Assistência de direção: Milla Fernandez/ Trilha musical: André Muato/ Iluminação: Ana Luzia de Simoni/ Figurino: Gabriella Marra/ Estudos visuais em IA: Zezinho Mancini/ Produção executiva: João Eizô Y Saboya/ Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela/ Produção geral: Eduardo Moscovis e Sérgio Saboya/ / Realização em Belo Horizonte: Teatro em Movimento com o patrocínio do Itaú Unibanco / Produção em Belo Horizonte: Rubim Produções/ Assessoria de imprensa em Belo Horizonte: Luz Comunicação - Jozane Faleiro 



Teatro Em Movimento -  O Motociclista No Globo Da Morte”, com Eduardo Moscovis 

Classificação indicativa: 16 anos  Duração: 70 minutos

Datas: 20 e 21 de junho de 2026
Horários: sábado, às 19h e às 21h | domingo, às 19h

Local: Teatro Feluma – Alameda Ezequiel Dias, 275, Centro – Belo Horizonte

Ingressos: Inteira R$ 160,00 / meia-entrada R$ 80,00 


Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/120134

Informações:
Instagram: https://www.instagram.com/teatroemmovimento
Facebook: https://www.facebook.com/teatroemmovimento
Youtube: www.youtube.com/teatroemmovimento
Twitter: www.twitter.com/teatroemmov

Teatro em Movimento -O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 25 anos, em 2026, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso, o projeto também atua em outros Estados e outras cidades. Desde então, contabiliza 280 repertórios, que somam mais de 800 apresentações, envolvendo cerca de 860 artistas, em 15 cidades, 30 teatros e público superior a 402 mil pessoas. Desde 2020, fundou o TeatroEmMov Digital, que realizou o primeiro curso de teatro digital do Brasil, sendo uma plataforma web que pesquisa, produz e une narrativas do teatro, da dança, do audiovisual e dos games; ambos idealizados por sua diretora, Tatyana Rubim.

Rodovias mineiras terão radares de veículos para identificar automóveis roubados ou clonados

 


O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), começa em junho a implantação de uma nova geração de radares nas rodovias estaduais. Mais do que medir a velocidade dos veículos, os equipamentos inteligentes vão operar como uma ferramenta estratégica de gestão e segurança, com capacidade de leitura automática de placas em tempo real e análise de dados em larga escala.

 

A nova tecnologia permite monitorar a circulação de veículos de forma contínua, identificar automóveis roubados ou clonados, cruzar informações e detectar padrões de comportamento fora do comum, como deslocamentos atípicos e a circulação recorrente de veículos em comboio.

Na prática, isso amplia significativamente a capacidade de fiscalização e torna as ações mais direcionadas. Situações como transporte clandestino ou uso irregular de autorizações, como a Autorização de Transporte Fretado (ATF) e a Autorização Especial de Transporte (AET), passam a ser identificadas com mais precisão.

“Se um veículo percorre o mesmo trajeto diversas vezes ao dia ou apresenta um padrão de circulação incomum, o sistema sinaliza automaticamente, permitindo que a fiscalização atue de forma muito mais assertiva”, explica o diretor de Operação Viária do DER-MG, Rodrigo Santos Colares.

 

Tecnologia vai além da aplicação de multas

 

Os dados coletados pelos radares serão integrados e processados automaticamente, permitindo o cruzamento com bases já existentes e gerando alertas instantâneos. Isso se traduz em uma fiscalização orientada por inteligência, com menos abordagens aleatórias e maior efetividade no combate a irregularidades. O resultado esperado é uma melhora consistente na segurança viária e na fiscalização de transportes nas rodovias mineiras.

 

A definição dos pontos de instalação dos radares também segue uma lógica técnica. Os locais foram escolhidos com base em estudos de geoprocessamento e análise consolidada de dados, priorizando especialmente trechos com maior incidência de acidentes.

 

Além dos ganhos operacionais propriamente ditos, a iniciativa traz impactos diretos para os usuários das rodovias. Com maior controle e previsibilidade no tráfego, a tendência é de redução de riscos, melhoria nas condições de circulação e, a médio prazo, efeitos positivos até mesmo em custos associados, como no caso do potencial barateamento dos seguros veiculares.

 

Os novos radares têm potencial para gerar cerca de R$ 76 milhões em economia relacionada aos custos com acidentes nas rodovias. Vale destacar que menos de 1% dos veículos que passam por radares são autuados, informação que contribui para desmistificar a ideia de que esses equipamentos servem prioritariamente para aplicação de multas, evidenciando seu papel estratégico na prevenção de acidentes e na segurança viária.

 

1.300 radares até 2028

 

Os primeiros 210 dispositivos começam a ser instalados a partir do próximo mês e serão incorporados à atual rede, que conta com 614 radares. Gradualmente, os modelos mais antigos serão substituídos pela nova tecnologia. A expectativa é que, até 2028, Minas Gerais conte com 1.300 radares inteligentes distribuídos por toda a malha rodoviária estadual.

 

Para o Diretor-Geral do DER-MG, Matheus Novais, a iniciativa marca uma mudança de paradigma na gestão rodoviária. “Estamos saindo de um modelo essencialmente reativo para uma atuação baseada em dados e inteligência. Isso nos permite antecipar problemas, otimizar recursos e ampliar o papel do DER-MG na segurança pública e no desenvolvimento do estado”, afirma.

 

Modelo de contrato garante eficiência

 

Outro diferencial é o modelo de contratação por desempenho. Nesse formato, os equipamentos são remunerados pelo tempo efetivo de operação. Ou seja, se não estiverem funcionando em perfeitas condições, não há pagamento. Um mecanismo que garante a eficiência e a qualidade do serviço prestado.

 

Compartilhamento de dados

 

O uso estratégico das informações também abre caminho para integrações futuras com outros órgãos, como a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) e a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), ampliando o alcance da ferramenta e potencializando ações conjuntas.

 

Ao lado de outras iniciativas inovadoras, como a integração com o Waze e a aplicação de inteligência artificial no monitoramento das rodovias, o projeto reforça o posicionamento de Minas Gerais como referência em inovação na infraestrutura rodoviária, com foco em eficiência, segurança e desempenho.

Hub logístico do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte concentra operações da cadeia de Minas

 



 No primeiro trimestre de 2026, a indústria mineral brasileira respondeu por US$ 9,29 bilhões do saldo da balança comercial do país, o equivalente a 66% do superávit brasileiro no período, de US$ 14,17 bilhões. No mesmo intervalo, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre igual período do ano anterior, arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos e taxas, com avanço de 5,5%, e alcançou 230.011 empregos diretos em fevereiro, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). 

Os dados ajudam a dimensionar o peso da atividade mineral em Minas Gerais, estado que liderou o faturamento do setor no trimestre, com R$ 29,9 bilhões e participação de 38% no total nacional. É nesse ambiente que a mineração figura entre as operações relevantes do Hub Logístico Multimodal do BH Airport, estrutura instalada em Confins e organizada para cargas com exigências distintas de prazo, armazenagem, controle e distribuição. 


No recorte anual da operação do terminal, o hub movimentou 13,1 mil toneladas de carga, com 37,7 mil processos e CIF de R$ 18,8 bilhões. A movimentação se distribui entre 3,4 mil toneladas no modal aéreo, 6,4 mil no marítimo e 3,2 mil em DTA, com alta de 2,5% na comparação anual entre 2025 e 24. Entre as cargas atendidas, a cadeia mineral responde por cerca de 41% da movimentação do modal marítimo do hub. 

Setor mineral amplia faturamento, exportações e investimentos  - O levantamento do IBRAM mostra que as exportações minerais brasileiras somaram US$ 11,4 bilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 21,5% em valor e de 0,9% em volume, para 87,9 milhões de toneladas. As importações minerais alcançaram US$ 2,1 bilhões, avanço de 29%, e 10 milhões de toneladas, alta de 15,1%. 

O estudo informa ainda que o setor projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, o maior valor da série histórica iniciada no ciclo 2014-2018. Desse total, US$ 21,3 bilhões estão previstos para minerais críticos até 2030. Minas Gerais concentra a maior previsão de investimentos do país no período, com US$ 19,675 bilhões, o equivalente a 25,6% do total estimado. No trimestre, o estado também liderou a arrecadação de CFEM, com R$ 876 milhões. 

Hub reúne modais e concentra etapas da operação  - No BH Airport, a operação logística é estruturada em torno da integração entre modais e da concentração de etapas em um mesmo ambiente. O hub atua com recebimento, deslacre, armazenamento e nacionalização de cargas, além de operar com soluções nos modais aéreo, rodoviário internacional e marítimo. 

Essa configuração permite ao terminal atender embarques com perfis distintos, incluindo componentes industriais, produtos sob controle térmico, mercadorias perigosas e cargas com exigências específicas de rastreabilidade e armazenagem. A estrutura é utilizada por setores como mineração, ciências da vida, indústria e tecnologia. 

No caso da mineração, a operação inclui desde itens de menor porte, como parafusos, pistões e hastes para perfuratriz de rocha, até equipamentos de grande porte empregados em atividades de mineração superficial e subterrânea. As cargas ligadas ao setor têm como principais origens Estados Unidos, Irlanda e Suécia e seguem, a partir de Minas Gerais, por diferentes modais para regiões com atividade mineral. 


Infraestrutura alfandegada opera 24 horas em Minas - O Hub Logístico Multimodal do BH Airport é o único recinto alfandegado de Minas Gerais com fiscalização disponível 24 horas. A estrutura reúne 12 mil m² de área alfandegada, 300 m² de armazém para cargas perigosas, 3.131 m² de câmaras frias com setup personalizado entre -18°C e +22°C e qualificação térmica, além de 11 posições para estacionamento de aeronaves cargueiras. 


Segundo o gestor Comercial do BH Airport, Geovane Medina, a presença da cadeia mineral entre as operações do terminal está associada ao perfil técnico desse tipo de carga e à necessidade de coordenação entre diferentes etapas logísticas. “A mineração trabalha com embarques que podem envolver peças de reposição, componentes críticos e equipamentos de maior porte. O hub reúne estrutura alfandegada, conexão entre modais e atendimento especializado para processar essas operações com os requisitos de armazenagem, prazo e movimentação que cada carga exige”, afirma. 

Medina sublinha que a composição da operação do terminal acompanha a diversidade de cadeias produtivas instaladas em Minas Gerais. “O que o hub oferece é uma estrutura preparada para diferentes perfis de carga. No caso da mineração, isso inclui desde o recebimento e a nacionalização até a armazenagem e a distribuição, dentro de um fluxo organizado conforme a necessidade de cada operação”, afirma. 

Mineração integra pauta de cargas diversificada  - Os dados setoriais e a movimentação do terminal aproximam duas escalas da mesma cadeia. De um lado, a mineração respondeu por dois terços do superávit comercial brasileiro no primeiro trimestre, ampliou exportações e manteve crescimento de faturamento, arrecadação e emprego. De outro, no plano logístico, a atividade está entre as operações atendidas pelo hub do BH Airport, em uma estrutura que combina modais e serviços para cargas com diferentes exigências técnicas. 

Ao reunir desembaraço, armazenagem especializada e conexão entre modais em um mesmo terminal, o BH Airport concentra etapas do fluxo de importação e distribuição de insumos, peças e equipamentos usados por cadeias produtivas com presença relevante em Minas Gerais. Entre elas, a mineração ocupa espaço importante na pauta de cargas do hub, ao lado de operações ligadas à indústria automotiva, às ciências da vida e à tecnologia.

Volte logo, Drummond ! por Leo Perez

 


Na próxima sexta-feira, dia 22 de maio, completam-se cinco meses desde que nos tornamos órfãos da estátua do Roberto Drummond.

Tudo ruiu no dia 22 de dezembro do ano passado. 

O vandalismo, este monstro que destrói a memória das cidades, arrancou o escritor de seu posto de observação. 


Roberto Drummond grande jornalista, escritor, cronista, mineiro dos melhores, tem sempre estar de pé 

A Savassi perdeu o seu sentinela do afeto. 

Uma capivara resolveu passear pelas ruas da região como se buscasse o criador de Hilda Furacão, em janeiro deste ano. 


Há um desejo coletivo de ver o autor regressar em calmaria.

Queremos reencontrá-lo, com seu livro debaixo do braço, testemunhando o vaivém dos belorizontinos.

Precisamos do retorno do escritor para voltarmos a savassear sob os olhos atentos deste ilustre e eterno sonhador.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Belo Horizonte avança no Ranking ICCA 2025 e consolida retomada no cenário internacional de eventos

 




A divulgação do ranking ICCA 2025 consolida um importante momento para o turismo de negócios e eventos no Brasil e reafirma o papel estratégico das cidades que investem de forma contínua na captação e realização de eventos internacionais. Reconhecido mundialmente como um dos principais indicadores do setor, o ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) mede a capacidade dos destinos em sediar eventos internacionais associativos, refletindo competitividade, infraestrutura, conectividade e articulação institucional.


Neste cenário, Belo Horizonte alcançou um resultado expressivo ao ocupar a 5ª posição entre as cidades brasileiras com maior número de eventos internacionais realizados em 2025, contabilizando 11 eventos captados e sediados na capital mineira. A cidade aparece atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas, reforçando sua retomada como um dos principais destinos brasileiros para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).

O avanço de Belo Horizonte no ranking é resultado de um trabalho estruturado, contínuo e estratégico liderado pela Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, entidade que vem conduzindo, desde o final de 2024, um amplo movimento de reposicionamento institucional e fortalecimento da cidade no mercado nacional e internacional de eventos.

A atuação da Casa do Turismo tem sido fundamental na articulação entre os diversos atores do setor, reunindo associados, entidades representativas, cadeia produtiva do turismo, hotelaria, organizadores de eventos e parceiros institucionais em torno de uma agenda integrada de promoção e captação de eventos para a capital mineira. Esse trabalho cooperado, desenvolvido em parceria com o Governo de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte, vem ampliando a visibilidade do destino e fortalecendo a competitividade de BH frente aos principais mercados do país.

 


Para a diretora-presidente da Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, Érica Drumond, o resultado representa não apenas um reconhecimento do trabalho realizado até aqui, mas também um estímulo para ampliar ainda mais a presença da capital mineira no cenário internacional. “Esse resultado no ranking ICCA 2025 é fruto de um trabalho coletivo, estratégico e contínuo liderado pela Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, ao lado dos nossos associados, entidades parceiras, Governo de Minas e Prefeitura de Belo Horizonte. Retomar o protagonismo de BH no cenário internacional de eventos demonstra que estamos no caminho certo, mas também reforça que ainda há muito espaço para avançarmos. Seguiremos trabalhando de forma integrada para que Belo Horizonte alcance posições ainda mais expressivas nos próximos anos, ampliando sua presença no mercado global de eventos. Mais do que figurar em rankings, nosso objetivo é consolidar Belo Horizonte como a cidade dos grandes eventos, referência nacional em serviços, hospitalidade, experiência turística e capacidade de receber bem.”


Mais do que um reconhecimento estatístico, o posicionamento de Belo Horizonte no ranking ICCA representa o fortalecimento da economia local, geração de negócios, incremento da ocupação hoteleira e movimentação de toda a cadeia de serviços ligada ao turismo de eventos.

Ao liderar esse processo de retomada e articulação do setor, a Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB reafirma seu papel como principal entidade de promoção e desenvolvimento do turismo de negócios e eventos da capital, reconquistando espaço e credibilidade como referência estratégica no mercado de eventos nacional e internacional.


O resultado alcançado em 2025 demonstra que Belo Horizonte voltou a ocupar posição de destaque no cenário internacional de eventos e reforça a capacidade da cidade em seguir crescendo de forma sustentável, integrada e competitiva nos próximos anos.

Grand Resort Serra Negra prepara pacote para o feriado de Corpus Christi e a festança junina



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O feriado de Corpus Christi será o ponto de partida para a temporada de festas juninas do Grand Resort Serra Negra.


Com pacote all inclusive, o hotel preparou uma programação especial para o período, reunindo experiências gastronômicas, música ao vivo, recreação e atrações temáticas que valorizam o clima de inverno nas montanhas e as tradições brasileiras.

Localizado no coração do Circuito das Águas Paulista, o Grand Resort Serra Negra ocupa uma área de cerca de 40 mil m² de jardins e áreas verdes, com vista privilegiada para a Serra da Mantiqueira. Inaugurado em 1942, o hotel preserva a arquitetura inspirada em casarões coloniais europeus e combina seu patrimônio histórico com uma estrutura atualizada para lazer, descanso e eventos.


Para o feriado de 4 de junho, a proposta é oferecer uma imersão completa em hospitalidade e entretenimento. O pacote all inclusive inclui café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, além de bebidas inclusas, petiscos na piscina e no bar social, criando uma experiência prática e confortável para casais, famílias e grupos de amigos.

A programação começa na sexta-feira com a Noite Árabe, que traz ambientação temática e jantar inspirado na culinária do Oriente Médio. No sábado, o clima muda para uma das celebrações mais queridas do calendário brasileiro com a Grand Festa Junina, realizada no jantar, com comidas típicas, decoração temática, música ao vivo e dança de quadrilha para hóspedes de todas as idades.

O período contará ainda com atrações como Noite da Pizza, Baile de Inverno, música ao vivo na piscina e na varanda e equipe de lazer atuando diariamente. Em complemento a isso, a infraestrutura do hotel também inclui piscina aquecida e coberta para adultos e crianças, reforçando o apelo da hospedagem para a temporada mais fria do ano.


Além da programação temática, os hóspedes encontram uma estrutura completa de lazer, com piscinas, espaços ao ar livre e equipe de entretenimento em feriados e fins de semana. O hotel está a poucos minutos do centro de Serra Negra, destino reconhecido pelo clima de montanha, turismo de bem-estar, comércio e atrativos como teleférico, mirantes e roteiros rurais.


Com mais de 80 anos de história, o Grand Resort Serra Negra também carrega um legado importante na hotelaria paulista. O empreendimento já recebeu a Seleção Brasileira em períodos de preparação para Copas do Mundo, além de nomes importantes da história do país, mantendo viva essa memória em sua estrutura e aliando tradição, experiência e hospitalidade.


Para mais informações e reservas, acesse: grandresortserranegra.com.br

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