segunda-feira, 13 de julho de 2026

Prefeito Leonardo Ciacci reúne com secretário Leônidas Oliveira sobre projetos na educação, economia e turismo de Varginha

 

Braz Pagani, Lourival Oliveira,Leônidas Oliveira, Leonardo Ciacci, Patrícia Moreira e Jaercio Trindade


Em reunião com o secretário de Cultura e Turismo , Leônidas Oliveira, e a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira, na Cidade Administrativa, na capital mineira, no dia 13 de julho, o  prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, acompanhado do secretário municipal de governo, Lourival  Oliviera, o supervisor de Logística e Segurança do gabinete da prefeitura, Jaercio Trindade e o presidente da Edersul-  Empresa de Desenvolvimento Regional do Sul de Minas , Braz Pagani, analisaram diversos projetos em diversas áreas para  Varginha.

Varginha conhecida pelo E T, tem cerca de 145 mil habitantes, um dos principais polos econômicos do Sul de Minas

Na reunião com Leônidas Oliveira , foram mostrados os projetos do Projeto Educacional na área do meio ambiente para os municípios do Lago de Furnas, que reúne  cidades mineiras banhadas pelo conhecido “Mar de Minas”, com a participação de todos os professores da rede municipal e estadual, dos municípios, com  curso de especialização , curso de qualificação e reestruturação para os alunos de todas as escolas municipais e estaduais, que correspondem os 34 municípios do Lago de Furnas, em torno de 5.300 professores municipais e estaduais, consolidando o ensino  em torno de 70 mil alunos, na área ambiental, em um projeto estruturante de conscientização, de valorização e importância do Lago de Furnas para a comunidade, para o desenvolvimento regional.

Segundo o presidente da Edersul, Braz Pagani, esse  projeto de educação, nós vamos buscar parceria com a Eletrobras, com o Ministério de Minas e Energia. E quem está na frente do projeto, é a Alago- Associação dos Municípios do Lago de Furnas e a Edersul,  Nós vamos  começar esse trabalho de valorização e fortalecimento do Lago de Furnas, diz Pagani.

Prefeito Leonardo Ciacci, Leônidas Oliveira e Lourival Oliveira

O outro projeto é o ferroviário, onde foi criado um grupo de trabalho, que envolve os  governos federal e estadual, todas as entidades ferroviárias do Brasil.

O projeto ferroviário desenvolvido elabora a estruturação da ferrovia Varginha ao porto de  Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, faz parte do chamado Corredor Minas-Rio.


Trata-se de uma iniciativa estratégica para a infraestrutura logística do país, focada na recuperação de trilhos e no escoamento de cargas agrícolas e minerais. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a exploração da iniciativa privada dessa infraestrutura, do  corredor ferroviário de 738 quilômetros de extensão.
Porto seco, em Varginha, referência na economia sul mineiro

O principal objetivo é ligar o Porto Seco de Varginha , é um dos principais complexos logísticos do interior do Brasil. Foi a primeira Estação Aduaneira do Interior (EADI) a entrar em operação no país. O local funciona como um Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA) estratégico, interligando o comércio exterior às principais capitais do Sudeste e aos grandes portos e aeroportos nacionais.

O prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci , está  empenhado na realização do projeto ferroviário, ampliando o ramal para passageiros e cargas, que vai fortalecer  Varginha ,, e os municípios do sul de Minas com todo o Brasil, e ampliando o potencial do turismo de negócio

O prefeito Leonardo Ciacci, mostrou ao secretário Leônidas Oliveira , que Varginha vem realizando uma reestruturação no turismo , através de estudos na prefeitura, e entidades do trade turístico municipal, com o secretário de turismo Marcus Madeira e do secretário de governo Lourival Oliveira, para  transformar Varginha num grande polo de desenvolvimento regional e do turismo de negócios.

Leônidas Oliveira recebeu  a solicitação de apoiar, orientar e participar da reestruturação do desenvolvimento em Varginha, em parceria com a Edersul, com as entidades de todo o projeto do turismo.

O secretário Leônidas, destacou a importância dos projetos para os muncipios em diversos setores, salientando o potencial da região no agronegócio, o turismo como fato de diversas atrações naturais e históricas, além do Lago de Furnas, ser um elo de crescimento a cada dia do turísmo nas práticas esportivas náuticas, com a maravilha do Lago de Furnas, referência do Mar de Minas, e o crescimento das cidades com todos os gestores públicos, empresários e comunidades envolvidos em fortalecer a economia de Minas Gerais, a cada dia com projetos, ideias e colocar em prática, a Minas Gerais de todos e todas, cada vem mais pujanete, destacando no cenário nacional, com a união dos municípos e o poder estadual, com a Secult MG, Codemge, Invest Minas, apoio do Sebrae, CDL, Associações Comerciais e Industriais, e todas enidades públicas e privadas comum mesmo pensamendo, "unidos somos mais fortes, coesos em fazer o melhor. 

Lago de Furnas-Mar de Minas

 No encerramento da reunião, , ficou acertado  com o secretário Leônidas ,que na segunda quinzena de agosto, vai ser lançado  esses projetos em Belo Horizonte, no escritório da Campos e Campos Advogados, para apresentar para a imprensa, para as entidades do trade turístico , empresários ,todo esse replanejamento sobre o futuro do turismo de negócio, destacando Varginha como polo de desenvolvimento em diversos setores da economia comercial e turística.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco guarda lembraça de Chica da Silva, em Diamantina

 



Diamantina está localizada a 290 Km da capital mineira. Na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco está  uma das principais lembranças da trajetória de Chica da Silva. Em testamento, ela manifestou o desejo de ser sepultada no templo, onde manteve uma forte ligação ao longo da vida.



O pedido foi respeitado quando morreu, em 15 de fevereiro de 1796, e seu corpo foi enterrado no altar de Santa Isabel, de quem era devota. Mais de um século depois, durante uma reforma realizada na década de 1930, os restos mortais foram transferidos para um cemitério ao lado da igreja.

 


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 Muito além dessa ligação com uma das personagens mais emblemáticas da história de Minas Gerais, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco preserva séculos de memória e mantém viva uma tradição de fé e assistência social iniciada ainda no período colonial.

Segundo Igor Gustavo, vice-ministro da Ordem e responsável pelo culto divino na igreja, a trajetória da instituição reflete a forma como a própria comunidade se organizava para suprir a ausência do Estado.

"Naquele período, as irmandades cuidavam dos doentes, enterravam os mortos e ofereciam assistência aos mais necessitados. Eram o sistema de saúde e assistência social da época", explica.

Fundada em Diamantina em 1754, a Ordem Terceira de São Francisco nasceu reunindo principalmente portugueses. Ao longo do século XIX, porém, passou a acolher também negros e pardos, movimento considerado essencial para a continuidade das atividades religiosas e sociais da instituição.

A mudança acompanha as transformações de uma cidade marcada pela mineração e pelas complexas relações sociais daquele período.

 

Chica da Silva viveu na região da Diamantina no século XVIII 

A relação de Chica da Silva com a Ordem Terceira de São Francisco faz parte da memória preservada pela igreja- De acordo com histórias transmitidas oralmente por gerações, o nascimento de Chica teria sido complicado. Durante o parto, sua mãe, Maria da Costa, sentindo fortes dores, amarrou um cordão de São Francisco à cintura, pedindo proteção para que a filha nascesse com saúde. Segundo Igor Gustavo, esse episódio teria marcado o início da devoção da família a São Francisco de Assis.

Ao longo da vida, Chica manteve uma forte ligação com a Ordem Terceira e frequentava regularmente a igreja.

"Ela tinha um carinho muito grande pela Ordem Terceira de São Francisco, até porque o próprio nome dela é Francisca. Em testamento, ela deixa registrado que queria ser enterrada aqui", conta o vice-ministro.

Na época, o sepultamento dentro das igrejas era uma prática comum entre integrantes de irmandades e ordens terceiras. "Ela foi enterrada no altar de Santa Isabel, que era uma santa de devoção dela", explica Igor. 

Além da ligação com a Ordem, Chica também se tornou uma importante colaboradora da Santa Casa de Caridade, criada oficialmente em 1790 para atender pessoas pobres e escravizadas. Ela fazia doações à instituição e era devota de Santa Isabel, cuja imagem do século XVIII permanece até hoje no altar da igreja. "Chica rezou muito diante dessa imagem", afirma o vice-ministro.

 

Tesouros, fé e tradição - O interior da igreja guarda peças que atravessaram os séculos. Entre elas está um imponente móvel de 1769, utilizado para armazenar as alfaias litúrgicas — os tecidos e paramentos usados nas celebrações religiosas.

Outro destaque é justamente a imagem de Santa Isabel, uma rainha que se tornou santa. Segundo a tradição cristã, ela costumava levar pães escondidos aos pobres. Ao ser surpreendida pela sogra e questionada sobre o que carregava no avental, respondeu que eram flores. Quando abriu o tecido, os pães haviam se transformado em flores.

 

Mais de dois séculos depois, a assistência à comunidade segue como uma das principais missões da igreja. A administração é feita por uma mesa administrativa, presidida por uma ministra, e a manutenção do templo depende principalmente da contribuição da comunidade.

"A Arquidiocese nos oferece apoio espiritual, mas toda a parte financeira e de conservação é responsabilidade da própria Ordem", explica Igor.

A taxa de manutenção cobrada dos visitantes — 

R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) — ajuda a custear as despesas, mas o funcionamento da igreja depende também do trabalho voluntário dos integrantes da Ordem e das doações recebidas.

Além da preservação do patrimônio histórico, a instituição mantém ações sociais como distribuição de cestas básicas, fornecimento de medicamentos e auxílio a pacientes em tratamento contra o câncer. "Preservar este patrimônio também faz parte do nosso serviço social", conclui o vice-ministro.

 

Visitação: Quintas e sextas-feira: das 14h às 17h

Sábado: das 9h às 17h

Domingo e segunda-feira: das 9h às 13h

Missa:

Todos os domingos, às 17h



Arraial de Belô reúne 42 quadrilhas, com shows e Vila da Gastronômica

 




Com investimentos recordes e valorização da cultura popular de Belo Horizonte, a 47ª edição do Arraial de Belô apresenta grandes atrações musicais e o maior patrocínio de sua história. Entre os artistas confirmados estão os cantores Mumuzinho, Zé Vaqueiro e Felipe Araújo, além das bandas de forró Chama Chuva e Pisa na Fulô. Ao todo, o evento contará com R$ 2,9 milhões em patrocínios e convênios, reforçando o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte em ampliar parcerias estratégicas e fortalecer investimentos para a realização de uma das mais tradicionais festas populares da cidade. A festa acontece nos dias 24, 25 e 26 de julho e 1° e 2 de agosto, no Mineirinho, com entrada gratuita. 




Um dos grandes destaques do Arraial de Belô será a apresentação das 42 quadrilhas juninas da capital, que levarão à arena toda a tradição, criatividade e excelência do movimento junino belo-horizontino. As agremiações disputarão o título em duas categorias – Grupos de Acesso e Especial –, proporcionando ao público um espetáculo marcado pela riqueza cultural, pelas coreografias, figurinos e pela emoção das apresentações. 

“O Arraial chega à 47ª edição consolidado como um dos cinco principais festejos juninos do Brasil. E isso de acordo com o Ministério do Turismo, com a Embratur, são números nacionais que mostram que o Arraial de Belô é a principal festa junina da região Sudeste e Sul do Brasil. Então, quando eu viajo, quando eu saio para outras capitais, principalmente nessas regiões, Sudeste e Sul do Brasil, todos falam a mesma coisa. Aquele Arraial de vocês é bacana demais. E a programação reúne a tradicional experiência junina completa com concurso municipal de quadrilhas, shows e atrações gastronômicas”, afirmou o prefeito Álvaro Damião. 

                   

Na área externa do Mineirinho, a já tradicional Vila Gastronômica promete complementar a experiência do público com sabores típicos das festas juninas, reunindo pratos elaborados por estudantes de gastronomia da cidade, por meio do Concurso Prato Junino, além dos tradicionais quitutes do Mercado Central de Belo Horizonte. 

Com capacidade para receber até 10 mil pessoas nas arquibancadas do ginásio, o Arraial de Belô contará com uma estrutura preparada para oferecer mais conforto, segurança e acessibilidade ao público. A permanência do evento no Mineirinho, um dos principais espaços para grandes eventos da capital, atende a uma demanda da comunidade junina e foi definida a partir da avaliação positiva das edições anteriores. 
As apresentações das quadrilhas acontecerão no interior do ginásio, garantindo um ambiente amplo, coberto e adequado para competidores, moradores e turistas. Já a área externa receberá os shows musicais e a Vila Gastronômica, reunindo sabores da culinária mineira e reforçando o reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. 
Quadrilhas Juninas  - Neste ano, no primeiro final de semana do evento, entram em cena as 26 quadrilhas do Grupo de Acesso. Já nos dias 1° e 2 de agosto, 16 quadrilhas do Grupo Especial fecham o festejo. Para avaliar as apresentações, a comissão julgadora levará em conta os quesitos: conjunto, coreografia, caracterização, marcador e casal de noivos. As quadrilhas mobilizam diretamente mais de 4 mil pessoas em suas apresentações, fora as torcidas e familiares, que vêm de todas as regionais da cidade para o evento, o que demonstra o caráter democrático e descentralizado da festa. 
Mais de R$ 1,4 milhão foram destinados aos grupos inscritos e habilitados para a competição. O recurso foi distribuído de forma igualitária entre as agremiações juninas da capital. Além do auxílio financeiro, as melhores colocadas do Concurso Municipal de Quadrilhas 2026 serão contempladas com premiações em dinheiro, de acordo com a classificação final. O valor global da premiação será de R$142,5 mil. 
A 47ª edição do Arraial de Belô contará com o maior volume de patrocínios de sua história. A Caixa Econômica Federal será a patrocinadora da cota "Apresenta", com um aporte de R$ 800 mil. A Esporte da Sorte assinará a cota de “Patrocínio Master”, investindo R$ 500 mil. Já a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e a rede de supermercados Mart Minas apoiarão o evento por meio da cota "Apoio", com R$ 100 mil cada. Além dos patrocínios, a PBH firmou convênios com o Ministério do Turismo e o Sesc Minas, que garantirão aportes de R$ 400 mil e R$ 1 milhão, respectivamente, para qualificar ainda mais a realização do evento. 
Os shows musicais serão viabilizados por meio dos investimentos dos convênios firmados com o Ministério do Turismo e o Sesc Minas, sem impacto financeiro para o orçamento municipal. 
Atrações Musicais  - O festejo não irá se concentrar somente nos tablados. No palco montado na área externa do Mineirinho, uma programação especial de shows promete animar o público durante os cinco dias de evento. A agenda reúne grandes nomes da música brasileira, com apresentações de Chama Chuva, no dia 24 de julho; Mumuzinho, no dia 25; Felipe Araújo, no dia 26; Pisa na Fulô, em 1º de agosto; e Zé Vaqueiro, no encerramento da festa, no dia 2 de agosto. 
O Arraial de Belô contará também com uma programação especial de forró e com apresentações de artistas locais. Toda programação musical do festejo pode ser conferida no Portal Belo Horizonte. 
Vila Gastronômica - Reconhecida como um dos principais símbolos da identidade de Belo Horizonte, a gastronomia mineira terá destaque na 47ª edição do Arraial de Belô. A Vila Gastronômica será montada na área externa do Mineirinho, reunindo estrutura de convivência, com mesas e cadeiras de madeira, área de lazer, iluminação e decoração especial para receber o público com conforto e valorizar a experiência dos visitantes. 
A 47ª edição do Arraial de Belô mantém a parceria com o Mercado Central, sucesso em edições anteriores. Bares tradicionais do centro de compras mais emblemático da capital estarão presentes com pontos de venda de alimentos. Os estabelecimentos Bar da Lôra, Casa Cheia, Bar Mané Doido, Lá no Mercado Café, Bom Grill e Bar Zé da Onça levarão ao Mineirinho os sabores, aromas e a identidade gastronômica de um dos principais símbolos turísticos de Belo Horizonte. 
O espaço também valorizará a gastronomia junina produzida por novos talentos. Como em outras edições da festa, os pratos dos alunos vencedores do 7º Concurso Prato Junino serão comercializados a preços populares na Vila Gastronômica. Em 2026, a competição destaca o aproveitamento integral dos alimentos, reforçando práticas sustentáveis e a valorização de uma cozinha mais consciente. 
Na área externa, o público encontrará um corredor gastronômico com a comercialização de produtos que se destacaram no 1º Concurso de Quitandas e Confeitarias, realizado em 2025 pelo Sebrae Minas em parceria com a Belotur. 
No último ano, 81,2% dos participantes aprovaram aspectos como localização, organização, estrutura, segurança, arquibancadas e alimentação, consolidando o espaço como palco da festa. A escolha também reforça a valorização do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial. 







 

domingo, 12 de julho de 2026

20 Mulheres de História como registro audiovisual dos 75 anos do Servas

 


 

A Casulo Cultura lança o documentário “20 Mulheres de História”, média-metragem que integra o programa homônimo criado para marcar os 75 anos de uma das instituições mais representativas da trajetória social mineira. Com duração de 50 minutos, o filme estreia em 14 de julho, às 16h, no Cine Humberto Mauro, e soma ao conjunto de ações que inclui livro, exposição audiovisual em cartaz no Palácio das Artes até o dia 26 de julho, catálogo referencial e política de preservação documental, organizando em escala pública a memória institucional do Servas.


Dirigido por Mariana Borges, com narração de Iana Coimbra, trilha sonora de Tattá Spalla, direção de fotografia de Carolina Silva e finalização da Limonada Audiovisual, o documentário percorre os 75 anos de história do Servas a partir da atuação de suas vinte presidentes. De Sarah Kubitschek a Christiana Noronha Renault de Almeida, o filme constrói uma narrativa que evidencia a sucessão de legados e o protagonismo feminino na consolidação do cuidado como prática pública em Minas Gerais.

 


Com linguagem que combina documentário e animação, a obra articula entrevistas, imagens de arquivo, fotografias e documentos históricos, compondo um percurso que revisita os principais marcos da instituição. Ao reunir memória e depoimento, o filme reafirma o papel do Servas como símbolo de solidariedade e organização social no estado, sendo também uma das poucas entidades do terceiro setor com certificação ISO 9001.

 


Ao longo do documentário, estão representadas as trajetórias das vinte mulheres que estiveram à frente do Servas: Sarah Gomes de Lemos Kubitschek (em memória), Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado (em memória), Francisca Tamm Bias Fortes (em memória), Berenice Catão de Magalhães Pinto (em memória), Coracy Uchoa Pinheiro (em memória), Marina de Freitas Pacheco (em memória), Minervina Sanches de Mendonça (em memória), Cybele Pinto Coelho (em memória), Latife Haddad Pereira dos Santos (em memória), Risoleta Guimarães Tolentino Neves (em memória), Édila Aida de Andrade Couto (em memória), Maria Lucia Mendonça Cardoso, Maria Coeli Memória Porto, Heloísa Maria Penido de Azeredo, Andrea Neves da Cunha, Célia Pinto Coelho, Carolina de Oliveira Pimentel, Aléxia Rodrigues de Paiva Brant, Elizabeth Jucá e Mello Jacometti e Christiana Noronha Renault de Almeida. Entre as entrevistas, o filme reúne depoimentos diretos de presidentes e também de familiares das que já faleceram, como Marília Salgado (filha de Lia Portocarrero de Albuquerque Salgado), Danuza Bias Fortes (neta de Francisca Tamm Bias Fortes), Maria Beatriz (neta de Coracy Uchoa Pinheiro), Cybele Pinto Coelho (filha de Cybele Pinto Coelho) e Teresa Recorder (sobrinha de Édila Aida de Andrade Couto), ampliando o registro para diferentes gerações.

A pesquisa que fundamenta o documentário foi realizada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, reunindo materiais de diferentes acervos e consolidando um conjunto de informações que contribuem para a compreensão da atuação do Servas ao longo das décadas.

O documentário será exibido no Cine Humberto Mauro, e trechos do filme integram os conteúdos audiovisuais da exposição “Mulheres de História”, compondo os vídeos apresentados nos núcleos curatoriais e ampliando a experiência narrativa do público. Após o lançamento, o documentário também será disponibilizado na íntegra no canal da Casulo Cidadania.

 

A coordenadora do projeto, Danusa Carvalho, da Casulo Cidadania, destaca o papel do audiovisual na construção da memória institucional do Servas e valorização do feito dessas mulheres tão importantes para Minas Gerais. “O documentário permite que essas histórias ganhem voz, corpo e permanência. Ao reunir depoimentos de mulheres que viveram essa trajetória e de seus familiares, o filme transforma memória em presença e aproxima o público de uma história que é coletiva e profundamente ligada à formação social de Minas Gerais.”

O projeto é viabilizado com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realizado pela Casulo Cidadania.

  

Casulo Cidadania - Com 16 anos de atuação nas periferias de Belo Horizonte, a Casulo Cidadania é uma organização da sociedade civil que desenvolve projetos de impacto social por meio da cultura, da educação e do fortalecimento comunitário. Fundada em 2009 pela produtora cultural Danusa Carvalho, em parceria com o artista Flávio Renegado, a OSC nasceu com o propósito de promover ações afirmativas que ampliem horizontes e valorizem os talentos dos territórios populares.

 

Entre 2009 e 2015, a Casulo realizou oficinas e palestras em penitenciárias, centros socioeducativos e escolas públicas, impactando milhares de pessoas em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2016, inaugurou sua primeira sede no Alto Vera Cruz, onde estruturou sua atuação em cinco eixos: Cultura, Lazer e Turismo; Educação e Desenvolvimento Social; Saúde e Esporte; Geração de Trabalho e Renda; e Diagnóstico Comunitário. Dois anos depois, transferiu sua sede para a Barragem Santa Lúcia, fortalecendo vínculos com novos territórios e consolidando metodologias próprias, baseadas no tripé: Ocupação, Reconhecimento e Transformação.

 

A partir de 2021, a Casulo passou a atuar como uma OSC itinerante, ocupando espaços públicos em comunidades de diferentes regiões da cidade e firmando parcerias com associações comunitárias. A proposta é ampliar o acesso e promover intercâmbio entre os saberes do morro e do asfalto, por meio de ações como o Circuito Gastronômico de Favelas, ciclos de oficinas e apresentações artísticas. Entre 2020 e 2024, também realizou uma importante parceria com a ONG Ação da Cidadania, coordenando projetos sociais e distribuindo cestas básicas em diversas regiões de Minas Gerais.



Lançamento do Documentário “20 Mulheres de História”

14 de julho de 2026, terça-feira, às 16h

Cine Humberto Mauro -  Avenida Afonso Pena 1537, Centro/BH (no Palácio das Artes).

Entrada gratuita


A arte do Gente de Fibra em Maria da Fé

 

 

 

 

Localizada na Serra da Mantiqueira, na região sul de Minas Gerais, a cidade de Maria da Fé é conhecida por ser uma das mais frias do estado, com temperaturas que podem chegar a menos de 0°C durante o inverno. Mas o local é famoso não apenas por esse atributo: o artesanato de peças de decoração e utilitários feitos com papel machê e fibra de bananeira é outra atração local.

A cidade de Maria da Fé é famosa pelo artesanato com papel machê e fibra de bananeira

O que hoje é sinônimo de orgulho e reconhecimento foi uma alternativa para sustento de muitas famílias no final da década de 1990. À época, a queda no preço da batata, principal cultivo do município, levou muitas famílias à falência e gerou incertezas sobre o futuro.

O designer Domingos Tótora atuava como professor de artes para crianças e teve uma ideia: ao ver muitas caixas de papelão abandonadas na porta de lojas, resolveu experimentar dar um novo uso a elas. Ele fez testes usando uma mistura de massa de papelão com cola e água para criar pratos, tendo como resultado um material bonito e de qualidade. Assim, do reúso de um recurso disponível, com criatividade, surgiu o artesanato com papel machê, alternativa de geração de renda que passaria a ser marca de Maria da Fé.

 

Diante do potencial da cidade para o artesanato, o Sebrae Minas iniciou um trabalho ali, em parceria com a Prefeitura, no ano de 1999. Foi quando a Cooperativa Mariense de Artesanato foi criada, em paralelo ao Projeto de Desenvolvimento do Turismo Rural em Maria da Fé. “A iniciativa teve origem no contexto de turismo rural trabalhado pela administração local, focando a geração de emprego e renda e a valorização do artesanato como expressão cultural e econômica da região”, relata a analista do Sebrae Minas Andressa Paes.

A Oficina Gente de Fibra, grupo formado pelo artista e outras cinco mulheres que passou a ensinar o artesanato de papel machê e fibra de bananeira para outros artesãos, além de produzir peças para venda.


Em 27 anos de história, o grupo Gente de Fibra construiu uma trajetória de sucesso, destacando-se pela criação de produtos exclusivos, sustentáveis e de alta qualidade, conquistando tanto o mercado nacional quanto o internacional. Contudo, o grupo enfrentou desafios, como a necessidade de se reinventar em um mercado cada vez mais exigente, especialmente em um cenário em que a inovação responsável e a transparência sobre a origem dos produtos são pontos fundamentais, e a demanda de envolvimento das novas gerações na atividade, em um trabalho de sucessão. O Sebrae Minas, então, iniciou um novo trabalho para reestruturar a governança e reposicionar estrategicamente a cooperativa, além de incluir os jovens.

Como continuidade do reposicionamento estratégico, para os próximos anos estão previstas ações para a consolidação de produtos que representem a essência regional, o redesign da marca, a ampliação da integração com o turismo local e a promoção do artesanato como uma experiência cultural. Estão também previstos a ampliação das redes de comercialização, com foco em design sustentável e inovação, o incremento da formação, a inclusão de novos artesãos e o lançamento de uma nova coleção, com participação em grandes feiras, como Essas ações visam não apenas promover a sustentabilidade financeira da cooperativa, mas também reforçar seu papel .

Rosilene Cruz, presidente do Gente de Fibra

 

Rosilene Cruz está no Gente de Fibra desde a sua fundação. Antes do grupo, ela fazia trabalhos manuais de ponto cruz e crochê e se orgulha da trajetória que foi construída em conjunto. “Posso dizer que é um trabalho que me realiza, que a gente faz com amor e carinho. A gente começou junto, não foi uma coisa fácil nos manter no mercado, foi muito trabalho, foi muito esforço de todo mundo. Não consigo me ver fora daqui.”

“O nosso trabalho é de grande ajuda para o meio ambiente: reciclamos o papel que recolhemos do comércio e usamos a fibra de bananeira que o produtor rural descartaria, evitando que elas ficassem no terreno.”

Entre os objetos produzidos pelo Gente de Fibra estão mandalas, fruteiras, porta-retratos e vasos. “Temos pessoas de várias idades no grupo e todos fazemos um pouco de tudo, desde recolher o tronco da bananeira na roça até a pintura das peças. Procuramos fazer um trabalho com identidade local, buscamos o que a cidade oferece. A maioria das peças é inspirada pela Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes e nas oliveiras”, relata Rosilene.

crédito fotos: foto:Wilkie Buzatti

 Uma parte da equipe dos artesãos

A artesã diz que os objetos produzidos encantam os frequentadores das feiras de que participam pela beleza e sustentabilidade ambiental. “Em 2024, eu pude ir a feiras de artesanato em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo para expor o nosso trabalho. Quando chegam no nosso espaço e descobrem que é um trabalho feito com papel, fibras e pigmentos da terra, as pessoas ficam entusiasmadas.”  

 Além do Brasil, as peças do Gente de Fibra já alcançaram outros países. “É um orgulho a gente levar um pouquinho de Maria da Fé para vários lugares.

No fim de 2024, estávamos com uma exposição na Colômbia, mandamos peças para a Áustria e Dubai. Então atingimos lugares em que nunca imaginamos chegar”, comemora Rosilene.

As artesãs concordam que o trabalho vai muito além de fomentar a economia de Maria da Fé: cria uma identidade, empodera famílias e prova que a união de artesãos é capaz de gerar ótimos resultados, mesmo nos momentos difíceis. O nome da cooperativa já diz tudo.    www.gentedefibra.com.br  tel (35) 36622386

Entre a floresta e a mesa, Sapucaia da Mata apresenta nova proposta gastronômica no Espírito Santo






Em meio às Montanhas Capixabas, cercado pela Mata Atlântica preservada da Reserva Ambiental Águia Branca, o restaurante Sapucaia da Mata – Cozinha Original abre as portas colocando os ingredientes do Espírito Santo no centro da experiência gastronômica.


O espaço recém-inaugurado no Eco Lodge Natureza reúne receitas autorais, pratos tradicionais da gastronomia internacional e uma curadoria voltada à valorização de produtores locais.

Inspirado na sapucaia, uma das espécies mais emblemáticas da Mata Atlântica, o restaurante nasceu para ampliar a experiência oferecida pelo Eco Lodge Natureza, conectando hospitalidade, natureza e gastronomia. O conceito parte da escolha criteriosa dos ingredientes e do domínio técnico para destacar sabores, aromas e texturas, sem abrir mão de atender diferentes perfis de visitantes.


Curadoria, técnica e identidade

Com assessoria gastronômica da chef Suely Faiçal, o cardápio combina criatividade e respeito à origem dos alimentos. A proposta valoriza ingredientes naturais e produtos capixabas, mas também inclui pratos tradicionais, permitindo que diferentes públicos encontrem opções alinhadas às suas preferências.

Alguns dos pratos de destaques são o ceviche de melão, o carpaccio de wagyu e o steak tartare em versão autoral para entrada; entre os pratos principais, há opções como o filé de tilápia com purê de banana da terra, legumes grelhados e couscous marroquino ao molho de juçara, o tradicional cozido português e o filé ao poivre com batata gratin. As opções vegetarianas também têm espaço, com preparações que valorizam cogumelos, legumes, grãos e frutas em combinações que refletem a identidade da casa. E, para finalizar, há sobremesas como gelato artesanal de juçara e crumble de frutas com gelato artesanal de baunilha.


"Embora o cardápio tenha como diferencial várias receitas exclusivas, também teremos pratos tradicionais, buscando atender todos os públicos que visitam a Reserva Águia Branca e o Eco Lodge Natureza", explica o gerente do empreendimento, Ramadan Bullus.


A cozinha do Sapucaia da Mata é construída a partir de dois pilares: curadoria e técnica. A seleção dos fornecedores privilegia produtores da região e ingredientes que representam a diversidade do Espírito Santo, enquanto o trabalho na cozinha busca extrair o máximo potencial de cada insumo, criando pratos que equilibram originalidade e familiaridade.


A iniciativa acompanha um movimento cada vez mais presente na gastronomia brasileira, que valoriza ingredientes regionais, cadeias produtivas locais e a identidade dos territórios. No Espírito Santo, onde ainda existem importantes remanescentes da Mata Atlântica, essa valorização também contribui para ampliar o conhecimento sobre a riqueza gastronômica do estado.

Além da gastronomia, os visitantes encontram hospedagem, trilhas guiadas, observação de aves e experiências de bem-estar em meio aos mais de 2.200 hectares preservados da Reserva Ambiental Águia Branca. Localizado a cerca de duas horas de Vitória e a apenas 20 minutos da Pedra Azul, o restaurante Sapucaia da Mata recebe hóspedes e público externo para café da manhã, almoço e jantar, se consolidando como um novo endereço para quem busca conhecer a cozinha contemporânea capixaba em um ambiente integrado à natureza.

Para mais informações, acesse: naturezaecolodge.com.br


Grand Resort Serra Negra hotel all inclusive nas férias



As férias de julho costumam ser um dos períodos mais aguardados do ano para viajar em família. Mas, para que os dias de descanso sejam realmente tranquilos, a escolha da hospedagem faz toda a diferença. Entre as opções disponíveis, os hotéis com sistema all inclusive ganham destaque por reunir alimentação, lazer e entretenimento em um único pacote, oferecendo mais praticidade aos viajantes.

Ao concentrar praticamente toda a experiência dentro do próprio hotel, o modelo reduz a necessidade de planejamento durante a viagem. Não é preciso pesquisar restaurantes, organizar horários para as refeições ou calcular gastos extras a cada saída. Com tudo já incluído, os hóspedes conseguem aproveitar melhor o tempo juntos, dedicando os dias apenas ao descanso e às atividades de lazer.

Outro benefício é a previsibilidade do orçamento. Como alimentação e bebidas fazem parte do pacote, as famílias conseguem controlar melhor os custos da viagem, evitando despesas inesperadas ao longo da hospedagem. Além disso, a oferta constante de refeições atende diferentes rotinas, principalmente para quem viaja com crianças.

O sistema também amplia o tempo disponível para aproveitar a infraestrutura do hotel. Piscinas, áreas esportivas, recreação, atividades ao ar livre e programações especiais passam a fazer parte da rotina dos hóspedes, sem a necessidade de deslocamentos frequentes para alimentação ou entretenimento.


Férias em Serra Negra com conforto e tudo incluído 

Um exemplo disso é o Grand Resort Serra Negra, no interior paulista, que durante as férias de julho (e todos os feriados ao longo do ano) oferece um pacote all inclusive com café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, além de bebidas inclusas. A proposta elimina a necessidade de organizar cada refeição separadamente, permitindo que as famílias se concentrem no que mais importa: descansar e aproveitar o período de férias.


Além disso, a programação preparada especialmente para julho amplia ainda mais a experiência. Durante todo o mês, há equipe de lazer com atividades diárias, música ao vivo na varanda às segundas-feiras, jantar árabe seguido de fondue de chocolate às terças, noite do queijo e vinho às quartas e shows especiais durante o jantar nas quintas-feiras.


Entre as atrações confirmadas estão apresentações de Elvis Cover, no dia 23 de julho, e de Tony Angeli, no dia 16.

Às sextas-feiras, a programação inclui noite da pizza e, aos sábados, a tradicional Grand Festa Julina reúne comidas típicas, decoração temática e atividades para todas as idades. A programação ainda conta com música ao vivo e petiscos na piscina.

Com mais de oito décadas de tradição na hotelaria, o Grand Resort Serra Negra está instalado em uma área de 40 mil metros quadrados cercada por natureza. O empreendimento oferece mais de 100 acomodações entre quartos duplos, triplos, quádruplos e familiares, todos equipados com ar-condicionado, TV a cabo, minibar, cofre e Wi-Fi.


A estrutura de lazer inclui piscina externa climatizada, piscina aquecida e coberta para adultos e crianças, quadras de tênis, quadra poliesportiva, quadra de areia, campo de grama natural, redário e amplos espaços ao ar livre.


O resort conta ainda com dois restaurantes, bar na piscina, varanda panorâmica, estacionamento gratuito com pontos para recarga de veículos elétricos e acessibilidade em todos os ambientes.

Para mais informações e reservas, acesse: grandresortserranegra.com.br

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