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Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira. Divulgação sobre o Turismo, Gastronomia e Cultura. Informações para o email sergio51moreira@bol.com.br
terça-feira, 2 de junho de 2026
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Mais de 150 trabalhos do acervo de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado em exposição
Série Amadoras, de Leíner Hoki - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino BatistaComposição Barroca, de Sara Ávila - Crédito Divulgação FCS
Pipas, de Lorenzato - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista
Em 2026, o Palácio das Artes – um dos mais importantes complexos culturais da América Latina – completa 55 anos. Grande parte dessa história está inscrita nas galerias e nas obras que compõem o acervo de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado (FCS), instituição gestora do espaço. Agora, em meio às comemorações do aniversário, a instituição realiza uma mostra com mais de 150 trabalhos de seu inventário, construído ao longo das mais de cinco décadas e que inclui pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalação, videoarte, performance e mais.
A exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução” ocupará a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e as Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão, entre os dias 10 de junho e 6 de setembro de 2026. Com curadoria de Uiara Azevedo e design artístico e visual de Flávio Vignoli, a mostra traz um resgate da história das artes visuais no Palácio das Artes, e também um panorama da produção contemporânea brasileira. A abertura para o público será no dia 9 de junho (terça-feira), às 19h. As galerias do Palácio das Artes têm entrada gratuita.Obra de Élcio Miazaki - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino Batista
Festa,de Jorge dos Anjos - Crédito Paulo Lacerda
O título da exposição, “seria uma rima, não uma solução”, vem do poema “Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade, e acompanha uma curadoria que não busca oferecer respostas ou explicações, mas apresenta a arte como experiência e cada obra como uma “rima”, capaz de estabelecer relações com outros trabalhos, com o espaço expositivo e com o público. A mostra reúne nomes fundamentais das artes plásticas em Minas Gerais e no Brasil, incluindo artistas da primeira geração da Escola Guignard, como Maria Helena Andrés, Sara Ávila e Yara Tupynambá. O recorte curatorial contempla ainda produções de Amilcar de Castro, Genesco Murta e Pedro Moraleida, artistas que dão nome às galerias do Palácio das Artes, reafirmando a importância de suas contribuições para a história das artes visuais em Minas Gerais. Com eixo curatorial “Ontem, hoje e sempre”, o projeto parte do entendimento do Palácio das Artes como uma instituição fundamental para o fomento, a formação e a democratização do acesso às artes visuais, reafirmando seu papel público e histórico na cena cultural brasileira, por meio de ações institucionais da Fundação Clóvis Salgado como editais, programas de fomento, prêmios, doações e ocupações.
Luiz de Sabará, de Juliana de Oliveira - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino BatistaA exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado, MS Eventos e Luz Comunicação As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Sem título, de Fayga Ostrower - Crédito Daniel MoreiraSem título, de Daniel Moreira - Crédito Franz Krajberg
Memória, permanência e atualização – O Palácio das Artes consolidou-se como um dos principais catalisadores da produção artística mineira e nacional, atuando como espaço de experimentação, difusão e legitimação de diferentes linguagens e gerações artísticas. A exposição busca evidenciar essa vocação institucional por meio das obras que integram seu acervo, compreendendo-o não apenas como um conjunto patrimonial, mas como um arquivo vivo de práticas, discursos e políticas culturais. As artes visuais no complexo cultural começaram antes mesmo da inauguração oficial do espaço (em março de 1971), com a exposição “Do corpo à Terra” (abril de 1970), organizada por Frederico Morais e Mari’Stella Tristão, que abre as portas da instituição ao público e permanece, até hoje, como uma das principais referências das artes visuais no Brasil. A curadora Uiara Azevedo, que foi Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado por 10 anos, entre 2015 e 2025, destaca que “as artes visuais dão início ao Palácio das Artes, que foi o primeiro lugar em Belo Horizonte a dar espaço aos novos artistas, tanto na época quanto posteriormente”.
Homenagem ao Cometa Halley, de Maria Helena Andrés - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino BatistaRetrato de Dona Amélia Prates, de Genesco Murta - Crédito Paulo Lacerda
Composto no início majoritariamente por pinturas e desenhos de artistas mineiros ou atuantes no estado, nos anos 1990 o acervo da Fundação Clóvis Salgado passa por uma efervescência e começa a adquirir um perfil mais contemporâneo, com artistas de diferentes regiões do país e variedade de suportes e linguagens. Construído por meio de doações dos artistas expositores ao longo das décadas, a partir de 2016 o inventário de artes visuais da instituição se torna também uma forma de fortalecimento do Prêmio Décio Noviello, antes (desde sua criação, em 2008) denominado Edital de Ocupação de Artes Visuais da FCS, em uma inflexão que intensificou ações direcionadas à ampliação da diversidade — de gêneros, etnias, gerações, linguagens e suportes —, incorporando práticas que extrapolam os meios tradicionais. “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução” reúne figuras, elementos e signos associados à tradição, ao mesmo tempo em que a atualizam, aproximando produções de distintos períodos e mesclando novos e clássicos suportes, em um diálogo significativo entre os múltiplos modos de se criar, enxergar e experienciar a arte.
Obra de Carolina Botura - Crédito Bianca Leiva Rosa e San Marino BatistaTairine Pena, atual gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, ressalta que “ao todo são cerca de 350 obras no inventário, todas muito variadas. A título de exemplo, temos trabalhos de nomes tão fundamentais quanto a Beatriz Milhazes ao lado de obras que vieram da Feira Hippie de Belo Horizonte, então o acervo em si e a exposição são também um movimento que busca valorizar o fazer artístico em todas as suas formas e nuances, fortalecendo a cena artística em Minas Gerais e abrindo o Palácio ao cânone e às vanguardas que vêm de fora. Logicamente, fizemos um recorte para a exposição, com o intuito de contar a história do Departamento de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado [hoje Gerência de Artes Visuais] e, por meio desse relato, trazer um panorama da própria arte em Minas e no Brasil. Celebrar os 55 anos do Palácio por meio do acervo é também evidenciar o trabalho contínuo de preservação, pesquisa e difusão que sustenta essa coleção. Estamos desenvolvendo ações de catalogação, conservação e restauro que ampliam o conhecimento sobre as obras e garantem sua permanência para as próximas gerações. Paralelamente, investimos na produção de conteúdo e na formação de público, com o lançamento de uma publicação dedicada ao acervo, a realização de encontros sobre curadoria, conservação e restauro e de atividades educativas. A circulação simultânea das obras em diferentes espaços, como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, posteriormente, em Sabará, reforça nosso compromisso de tornar esse patrimônio cada vez mais acessível e conectado à sociedade”.
Obra de Marco Paulo Rolla - Crédito Marco Paulo RollaCada um dos espaços
expositivos apresenta uma faceta das artes visuais no Palácio das Artes no
decorrer dos mais de 55 anos. Na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, a
exposição apresenta um panorama do acervo, reunindo obras que vão desde suas
primeiras doações até incorporações mais recentes. Integram este primeiro
conjunto os trabalhos de Décio Noviello, Jorge dos Anjos, Marco Paulo Rolla,
Sara Ávila, Fayga Ostrower, Laura Belém, Frans Krajcberg, Nydia Negromonte,
Amilcar de Castro e outros. Já na Galeria Mari’Stella Tristão, a exposição
propõe um olhar abrangente sobre a paisagem mineira, um dos eixos estruturantes
do acervo do Palácio das Artes, não apenas como representação do território,
mas também como elaboração poética e simbólica. Minas constitui uma presença
recorrente no inventário desde o início – especialmente com pinturas e gravuras
–, evidenciando diferentes modos de perceber e narrar a mineiridade ao longo do
tempo, sempre em diálogo com outros suportes e obras mais novas. Atestando isso,
o público poderá ver trabalhos de Carlos Bracher, Frederico Bracher Filho,
Marina Nazareth, Genesco Murta e Lorenzato, além de outros artistas.
Nas Galerias Arlinda Corrêa
Lima e Genesco Murta, a exposição destaca o papel do Palácio das Artes como
espaço de formação, evidenciando sua atuação por meio dos salões e de
iniciativas voltadas ao fomento da produção artística. Nesse contexto,
sobressai o já mencionado Edital de Ocupação, atualmente Prêmio Décio Noviello;
o Programa ArteMinas, instituído em 2015, também assume papel relevante ao
contribuir para a difusão e valorização da produção artística no estado. A
presença do ArteMinas na exposição se torna particularmente evidente na edição
“Sou aquilo que não foi ainda” (2019), título que homenageia a artista
Teresinha Soares e que marcou uma mudança importante ao promover maior equidade
na participação de mulheres na programação de artes visuais e,
consequentemente, no próprio acervo. Nessas duas galerias, o recorte confere ao
Palácio o status de celeiro de artistas mais diversos ao longo dos últimos
anos, com obras criadas por Julia Panadés, Carolina Botura, Marta Neves,
Desali, Élcio Miazaki, Froiid e outros.
Uiara Azevedo conclui que a
exposição atesta o lugar do Palácio das Artes como espaço atento às
transformações da arte brasileira, articulando memória, permanência e
atualização. “É interessante pensarmos na mostra não somente como a celebração
de um legado, mas como, em si mesma, um novo capítulo dessa história. A Juliana
Gontijo [artista belo-horizontina que transita entre pintura, desenho,
fotografia, vídeo e escrita], por exemplo, está fazendo um site-specific nas
Galerias Arlinda e Genesco retomando uma obra dela, chamada "Rompe
Mato", que foi exposta no ArteMinas 2019, uma edição apenas de mulheres. O
site-specific é um tipo de suporte que varia a cada lugar em que é montado, e o
Palácio foi um dos primeiros espaços a trabalhar com esse tipo de projeto, que
agora, no nosso caso, está se renovando e gerando um outro trabalho. Teremos
também um poema da Teresinha Soares na exposição, “Notícia dada pela manhã” – o
mesmo que estava aqui na mostra dedicada a ela em 2018; então o que antes era uma
celebração à produção dessa artista gigantesca, com a presença dela aqui
conosco, agora se torna uma homenagem póstuma mais do que merecida e uma forma
de mantermos a obra dela viva. Celebrar os 55 anos do Palácio das Artes é isto:
revisitar um percurso que moldou a paisagem cultural de Minas Gerais e do
Brasil, entendendo a arte como presença viva que continua atravessando gerações
e abrindo caminhos”.
Exposição “Acervo Palácio
das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”
Abertura: 9 de junho
(terça-feira), às 19h
Período expositivo: 10 de
junho a 6 de setembro
Horários: Terça-feira a
sábado, de 9h30 às 21h; domingo de 17h às 21h
Local: Grande Galeria
Alberto da Veiga Guignard, Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e
Mari’Stella Tristão – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537,
Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa:
Livre
Entrada gratuita
Studio Ghibli é tema de mostra com 20 filmes no Cine Humberto Mauro
.
Praticamente unanimidade
entre público e crítica, o Studio Ghibli é uma das mais influentes produtoras
de animação do mundo, e completa 40 anos de lançamento de seu primeiro filme em
2026. Para comemorar, a filmografia do estúdio japonês ganha a tela do Cine
Humberto Mauro entre os dias 11 e 26 de junho. Serão exibidos 20
longas-metragens dirigidos por grandes nomes, como Hayao Miyazaki e Isao
Takahata, e produzidos entre os anos de 1984 e 2014, em um percurso que vai da
era pré-Studio Ghibli até a aclamação absoluta da produtora. A curadoria inclui
clássicos como “O Castelo no Céu” (1986), “Meu Amigo Totoro” (1988), “Princesa
Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Conto da Princesa Kaguya”
(2013), entre outros. A entrada no Cine Humberto Mauro é gratuita.
O Studio Ghibli é uma
produtora de animação sediada em Koganei, região metropolitana de Tóquio.
Fundado em 1985, já produziu 23 longas de animação, sendo o primeiro “O Castelo
no Céu” e o mais recente “O Menino e a Garça” (2023). A empresa foi fundada por
Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, logo após o
sucesso de “Nausicaä do Vale do Vento”, em 1984. A maior parte de sua
filmografia foi dirigida por Hayao Miyazaki e Isao Takahata; Toshio Suzuki, por
sua vez, é o produtor da maioria deles. Filmes do estúdio aparecem com
frequência nas listas de maiores bilheterias do cinema japonês, cinco ganharam
o Prêmio de Animação do Ano da Academia Japonesa de Cinema e seis receberam
indicações ao Oscar. Entre os destaques,
“A Viagem de Chihiro” ganhou o Urso de
Ouro (prêmio máximo) no Festival de Berlim de 2002 e o Oscar de Melhor Filme de
Animação no ano de 2003, e “O Menino e a Garça” repetiu o feito ao levar o
prêmio de animação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2024.
A mostra “Especial Studio
Ghibli: Paisagens da Fantasia” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo
de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e
Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig
como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo
Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold,
Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O
Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60
equipamentos com variadas formas de manifestação de arte e cultura em
transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de
Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo
brasileiro. Entrada gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma
on-line, a partir de meio-dia do dia das sessões, no site da Sympla; o restante
dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria principal do
Palácio das Artes e nos totens, 1 hora antes de cada exibição.
Poesia audiovisual – Na
programação, estão filmes consagrados como “Nausicaä do Vale do Vento”,
produzido pelo escritor, diretor e ilustrador Hayao Miyazaki ainda antes da
criação oficial do Studio Ghibli; “Meu Amigo Totoro”, no qual um grande
espírito da floresta ajuda uma garotinha a voltar para casa durante o período
pós-guerra;
O Serviço de Entregas de Kiki” (1989), narrativa que conta as
peripécias de uma jovem bruxa e sua adaptação a um novo lar; “Princesa
Mononoke”, que segue o príncipe amaldiçoado Ashitaka e seu envolvimento na
batalha entre os deuses animais da floresta e os moradores de uma vila de
mineiros; “A Viagem de Chihiro”, no qual uma garota entra em uma série de
eventos fantásticos para salvar seus pais de um feitiço; e “O Castelo Animado”
(2004), onde uma jovem precisa ir para reverter o feitiço de uma bruxa que a
transformou em uma idosa de 90 anos.
Vitor Miranda, gerente de
Cinema da Fundação Clóvis Salgado e curador da mostra, explica que o Studio
Ghibli conquistou seus espectadores com narrativas lúdicas e abordagens
existenciais, políticas e sociais, sempre a partir de uma técnica de animação
muito artesanal, ao mesmo tempo delicada e marcante. “O cinema animado japonês,
por meio do sucesso comercial dos filmes produzidos pelo Studio Ghibli,
popularizou no Ocidente a singularidade estética e narrativa em um registro
muito inovador, sendo tão importante e popular quanto os estúdios Disney, por
exemplo. As obras discutem temas complexos que refletem desde os conflitos e
características específicas da sociedade japonesa, por exemplo em relação ao
uso da tecnologia e à exploração da natureza, até temáticas mais universais
sobre amizade, infância, adolescência, memória, universo onírico e outras.
Talvez esse seja um fator determinante para sua grande aceitação ao redor do
mundo”, pontua.
A seleção inclui também
filmes de sucesso feitos nos últimos 20 anos, que têm ajudado cada vez mais o
estúdio a consolidar sua reputação: “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (2008)
revisita “A Pequena Sereia” ao contar a história de um garoto de 5 anos e sua
amizade com uma princesa peixinho-dourado chamada Ponyo que quer
desesperadamente virar humana; “Vidas ao Vento” (2013), por sua vez, é uma
cinebiografia ficcional de Jiro Horikoshi (1903-1982), projetista da aeronave
de combate Mitsubishi A5M e de seu sucessor, o Mitsubishi A6M Zero, usado pelo
Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial; e “O Conto da Princesa
Kaguya” acompanha uma ninfa mágica nascida de um caule de bambu que cresce e
torna-se uma linda mulher cortejada por um séquito de pretendentes.
Vitor Miranda afirma que,
ao percorrer quatro décadas da filmografia da produtora, a curadoria evidencia
não apenas a consistência de uma assinatura artística singular, mas também a
capacidade do Studio Ghibli de renovar, continuamente, seu modo de imaginar o
cinema. “Essa produtora consolidou uma linguagem própria e inconfundível,
marcada pela atenção minuciosa aos gestos do dia a dia e por uma relação
particular com o tempo e o espaço. Nos filmes, convivem o íntimo e o grandioso,
o cotidiano e o extraordinário, o visível e o invisível.
E isso não está restrito apenas aos trabalhos mais conhecidos, que é o que queremos mostrar: obras como ‘Eu Posso Ouvir o Oceano’ (1993), do Tomomi Mochizuki; ‘O Reino dos Gatos’ (2002), do Hiroyuki Morita; ‘Da Colina Kokuriko’ (2011), do Gorō Miyazaki; e ‘As Memórias de Marnie’ (2014), do Hiromasa Yonebayashi, demonstram como essa produção marcada pela fluidez autoral e pela inscrição cultural do Japão foi sendo passada, geração após geração, para outros cineastas e para o público, que terá a oportunidade de conferir toda essa trajetória na tela do cinema”, enaltece Vitor.
Datas: 11 a 26 de junho
Horários: Variáveis
Local: Cine Humberto Mauro
– Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537,
Centro – Belo Horizonte)
Classificações indicativas:
Variáveis
Entrada gratuita; 50% dos
ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, a partir de meio-dia do dia
das sessões, no site da Sympla; o restante dos ingressos será distribuído
presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, 1 hora
antes de cada exibição.
Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som Dolby Digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes mais de 45 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de uma programação diversificada, bem como por meio da criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual, com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras Cinema e Psicanálise, Cineclube Ibero-americano Permanente, entre outras. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.
Com a missão de fomentar a
criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas
Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de
Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música,
ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua
gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas
Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão
dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de
Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro,
das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio
das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos,
reafirmando seu compromisso com a democratização cultural
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Moradores de Boa Esperança recebem atendimentos preventivos com a Carreta da Família Santa Casa BH
Das 8h às 17h
Avenida Marechal Floriano Peixoto, 362 – Centro
Atendimento mediante agendamento na Secretaria Municipal de Saúde
Bischoff Wine Bar une vinho, design e experiência na Serra Gaúcha
O universo de lifestyle da
Jorge Bischoff se torna ainda maior com o Bischoff Wine Bar, localizado no
mezanino da loja-conceito da marca em Gramado, sendo um destino para quem busca
degustar vinhos em um ambiente sofisticado e acolhedor.
O espaço reúne a curadoria
de rótulos BISCHOFF WINES, linha de vinhos assinada pelo designer Jorge
Bischoff, com rótulos produzidos em vinhedo próprio no Valle de Uco, em
Mendoza, uma das regiões mais reconhecidas do mundo pelos vinhos de altitude. O
menu também conta com espumantes elaborados na Serra Gaúcha em parceria com a
Família Geisse.
Além das degustações, o bar
oferece experiências harmonizadas com opções de tábuas e acompanhamento.
Integrado à boutique de vinhos, o ambiente amplia o universo lifestyle da JORGE
BISCHOFF para além da moda, conectando design e vinho.
Entre os rótulos
disponíveis estão o Authentic Malbec, vinho ícone da marca, Cabernet Sauvignon,
Pinot Noir e o branco Blend de Blancs. O portfólio também inclui os espumantes
Moscatel, Brut Rosé e Moscato Rosé Demi-Sec, reforçando um portfólio que combina
sofisticação e intensidade em cada garrafa.
Com atendimento da
sommelière da marca, a degustação acontece diariamente e as experiências
harmonizadas podem ser agendadas com antecedência pelo telefone. O espaço
funciona junto ao horário da operação da loja: de domingo a sexta-feira, das
10h às 20h, e aos sábados, das 10h às 21h.
FliMinas espera mais de 300 mil pessoas em BH na feira literária
Belo Horizonte será a casa da primeira edição do Festival
Literário Internacional de Minas Gerais (FliMinas), entre os dias 07 e 15 de
junho. A confirmação veio após o evento de lançamento da iniciativa, realizado
na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. Agora que foi dada a largada,
começa a contagem regressiva para o que se propõe a ser um dos principais
encontros literários do país.
https://www.instagram.com/fliminasoficial/
A proposta do FliMinas surgiu em um contexto no qual o debate sobre acesso à cultura e formação de leitores ganha relevância ampliada. Assim como ocorre em outras áreas, em que avanços aparentes revelam novos desafios estruturais, a expansão do consumo cultural não elimina, por si só, lacunas históricas de formação e acesso. Nesse sentido, o festival se posiciona como plataforma de integração entre produção literária, educação e políticas de democratização cultural, buscando transformar volume de público em impacto efetivo na formação de leitores.
Durante a apresentação institucional, foram detalhados os
eixos que estruturam o evento, previsto para ocorrer entre 7 e 13 de junho de
2026, no Expominas, em Belo Horizonte. A programação contempla atividades
presenciais e digitais, com palestras, debates, oficinas, sessões de autógrafos
e ações educativas. A expectativa é receber cerca de 300 mil visitantes ao
longo dos sete dias, além de reunir mais de 700 editoras e 152 expositores,
incluindo autores independentes, educadores e profissionais da cadeia produtiva
do livro.
Idealizador do festival e diretor da HPL Produção e Eventos,
Humberto Paes Leme destacou a ênfase na inclusão de novos autores no mercado
editorial. “Durante o FliMinas, vamos transformar o evento em uma grande
livraria, oferecendo espaço e oportunidades para que esses autores possam expor
e comercializar seus trabalhos. Queria salientar que a iniciativa busca
corrigir assimetrias históricas de visibilidade e ampliar o alcance da produção
independente”, esclarece.
Outro eixo estratégico apresentado envolve a valorização de
profissionais da mediação de leitura. “Estamos construindo, junto à equipe da
Júlia e da Secretaria, um encontro de bibliotecários dentro do evento,
oferecendo estrutura e condições técnicas adequadas para esse público”, disse
Paes Leme. A programação também incorpora ações de aproximação entre cultura e
outras áreas, como o esporte. “Estamos em período de Copa do Mundo e percebemos
o quanto o esporte também pode aproximar jovens da leitura”, afirmou, ao
mencionar parcerias com clubes como Cruzeiro e Atlético para ações interativas.
Ao encerrar a cerimônia, o organizador reforçou a ambição de
posicionar Belo Horizonte como polo literário. “Estamos trabalhando
intensamente para entregar um grande evento. Tenho convicção de que estamos
conquistando um espaço importante no cenário nacional porque Belo Horizonte e
Minas Gerais merecem isso”, declarou. Com impacto esperado na economia criativa
e no turismo cultural, o FliMinas se apresenta como uma aposta estruturada na
articulação entre cultura, educação e desenvolvimento econômico.
O Festival Literário Internacional de Minas Gerais -
FliMinas tem o patrocínio da Recebe Companhia de Desenvolvimento de Minas
Gerais (Codemge). Uma realização da HPL Eventos. O sistema oficial de
vales-livro é operado pela HPL Sistemas e a plataforma oficial de vendas também
é da HPL Tickets. O evento conta com o apoio da CBL - Câmara Brasileira do
Livro, ABDL - Associação Brasileira de Difusão do Livro, CML - Câmara Mineira
do Livro, ANL - Associação Nacional de Livrarias e ASALEMG - Associação das Academias
de Letras de Minas Gerais. Também apoiam a iniciativa o PLIN - Palco da
Literatura Independente, Instituto Abrapalavra, Conselho Regional de
Biblioteconomia Região da 6ª Região - CRB-6, Cineart, Café Três Corações,
Sebrae Minas, Metrô BH, MS Agência de Viagens, IBI Literário e Inko
Criativo – Escola de Mídias Criativas.
O evento conta também apoio institucional da Prefeitura de
Belo Horizonte, através da Belotur, Secretaria Municipal de Educação e Fundação
Municipal de Cultura, e do Governo de Minas Gerais, através das Secretarias de
Estado de Educação de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo
de Minas Gerais, SEBP – Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e Biblioteca
Pública Estadual de Minas Gerais.
A iniciativa ainda conta com parceria cultural do Instituto
PSIA, Editora Estrela Cultural, Clube do Livro de BH, Zona Literária
Independente de BH, além de incentivo cultural do Ministério da Cultura e do
Governo Federal, por meio da Lei Rouanet.
Leo Perez lança nova coletânea de crônicas e homenageia legado familiar
O escritor e cronista Leo Perez acaba de lançar a sua mais
nova obra literária, intitulada O que restou de alguns olhares. Já disponível
na Amazon, o livro reúne uma cuidadosa seleção de 42 crônicas que convidam o
leitor a uma viagem por cenários diversos, misturando a nostalgia do cotidiano
local com o fascínio de destinos internacionais. Nas páginas da obra, o autor
transita com sensibilidade por ambientes marcantes, registrando impressões que
vão desde uma tarde reflexiva em uma cafeteria da tradicional Savassi, em Belo
Horizonte, até as paisagens paradisíacas de Punta Cana, no Caribe. Este
lançamento marca o quarto livro da carreira de Leo Perez. Mais do que uma nova
etapa em sua trajetória literária, a obra celebra a continuidade de uma
tradição familiar. Ao optar pela publicação literária e valorizar a palavra
escrita, Leo mantém vivo o legado deixado por seu pai, o saudoso jornalista
Rogério Perez, figura de destaque na imprensa e na comunicação. O que restou de
alguns olhares é um convite para desacelerar e enxergar o mundo através de
recortes cotidianos cheios de sensibilidade. Onde encontrar: Disponível no site
da Amazon.
Dia dos namorados especial no Ouro Minas Dolce by Wyndham
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