quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Moradores transformam São Gonçalo do Sapucaí em território de arte contemporânea


 




 

Na varanda de Norma de Oliveira e Laudelino Ferreira, uma obra de arte passou a dividir espaço com a rotina da casa. Desde então, o alpendre tornou-se ponto de visitação em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. Moradores e visitantes chegam orientados por um mapa, conhecem o trabalho instalado no local e seguem para os demais pontos do percurso. A residência integra a exposição Rio Que Grita, da artista, educadora e historiadora Joyce Ribeiro. Em cartaz até 14 de agosto, a mostra reúne fotografias, vídeos, cerâmicas, escritos, ações urbanas e contações de histórias em diferentes locais do município. A visitação é gratuita.

 

Moradores também participaram da construção dos trabalhos: compartilharam histórias, emprestaram objetos, colaboraram em gravações, ofereceram espaços e ajudaram a viabilizar ações da exposição.

 


 Norma vive em São Gonçalo do Sapucaí há quase 39 anos. Natural de Sabará, ela trabalha ao lado do marido, o empresário Laudelino Ferreira, em uma empresa que presta serviços de informática, instala sistemas comerciais e produz carimbos personalizados.

                      


O casal conhece Joyce desde a infância, quando a artista estudava com Clara, filha dos dois. Agora, além de receber uma obra, Norma e Laudelino acompanham a chegada do público à varanda da família. “Achei lindo ter uma obra dela no nosso alpendre. Tem sido um prazer enorme receber os visitantes aqui. Vou sentir saudades. Nunca minha varanda foi tão visitada. Amei”, conta Norma.

 


 

A convivência com a exposição também permitiu que o casal conhecesse narrativas sobre o município. “Acolher essa causa nos trouxe um enriquecimento enorme, pois, com esse projeto da Joyce, passamos a conhecer histórias que não conhecíamos. Falo por mim, por Laudelino, que sabe muito das histórias desta terra e que, obviamente, tem muitas coisas que também não sabe. A Joyce trouxe à tona as histórias do passado e do presente, que nem tão distante parece ser”, afirma.

 

 Um museu espalhado pela cidade - A advogada Giuliene Azevedo Luciano, natural de São Gonçalo do Sapucaí e apaixonada por história, percorreu os diferentes pontos da exposição acompanhada da filha. A experiência, segundo ela, estabeleceu outra relação com as ruas e os espaços cotidianos do município. “Foi uma experiência muito reflexiva e diferente de tudo o que eu já havia vivenciado. É como se o museu estivesse a céu aberto, integrado às ruas da cidade. Cada parada despertava uma emoção diferente e me fez perceber que o simples, o cotidiano e o sertanejo também são belos e carregam significado”, relata.

 

 

 

Ao longo do circuito, Giuliene reconheceu nas obras personagens e experiências que nem sempre ocupam espaço central nos registros históricos. “Durante todo o percurso, eu pensava: ‘Que bom reconhecer que os verdadeiros heróis que construíram nossa cidade são pessoas comuns, trabalhadoras e simples, e não apenas a elite, como muitas vezes aprendemos na história’”, afirma.

Para o curador da exposição, o arquiteto, artista visual e diretor do Museu de Arte de Ribeirão Preto, Nilton Campos, a presença das obras em diferentes pontos mobiliza os espaços e as pessoas. “O que mais me chamou a atenção na exposição é que a Joyce, ao fazer essa proposição artística, ativa a própria cidade, fazendo com que os moradores repensem suas origens e suas referências no espaço urbano”, afirma.

 

 

 

O mapa também nasce na cidade

 

A participação de Norma e Laudelino no projeto começou antes da abertura da exposição. O casal foi responsável pela produção dos carimbos personalizados utilizados no mapa que orienta o público pelo circuito.


O convite surgiu após um encontro entre Joyce e Clara, amiga de infância da artista. Na ocasião, Joyce contou à família que pretendia criar carimbos correspondentes aos locais que receberiam as obras. “Fiquei lisonjeada com a proposta, e minha filha também. Afinal, eu e o Laudelino herdamos, de alguma forma, esse trabalho de confecção de carimbos, que começou com a Clara no comando, até que ela nos entregou a tarefa”, relata Norma.

Com os carimbos, a produção realizada pela família passou a compor a cartografia utilizada pelos visitantes para localizar os trabalhos espalhados pelo município.

Voltar para olhar de outro modo - Rio Que Grita integra o Projeto Bageira, pesquisa desenvolvida por Joyce Ribeiro ao longo de seis anos sobre os modos de relação, ação e convívio no interior.

  

Nascida em São Gonçalo do Sapucaí, Joyce abriu o primeiro ateliê aos 14 anos e começou a lecionar aos 17. Aos 28, mudou-se para São Paulo para estudar artes visuais. O contato com instituições, escolas e circuitos de arte contemporânea alterou também sua percepção sobre a cidade natal.

Ao retornar, a artista passou a aproximar os conhecimentos adquiridos nos grandes centros das narrativas, dos hábitos e das referências do interior. O deslocamento produziu um sentimento de estranhamento diante de um lugar ao qual continuava pertencendo. Essa condição de tornar-se, em alguma medida, estrangeira na própria cidade passou a integrar sua produção artística. “Não me interessa separar o que é lembrança, invenção ou história, mas compreender como essas dimensões produzem juntas uma forma de conhecimento”, afirma Joyce.

 A pesquisa parte de causos, lembranças, histórias familiares, boatos, mitos e narrativas transmitidas oralmente. O trabalho acompanha as mudanças que uma história pode sofrer de acordo com quem a conta, o lugar onde circula e as pessoas que a recebem.

O que existe no fundo de um lugar - Entre os trabalhos apresentados está Profundo, ação realizada no Lago Piscina, antigo espaço de mineração transformado em parque. Para executar a obra, Joyce aprendeu a remar e instalou uma boia de mergulho na água.

Moradores disponibilizaram um barco, ajudaram na gravação e permaneceram no local até a conclusão da ação. Norma acompanhou a realização do trabalho e o registro fotográfico produzido no lago. “O registro da foto de Joyce no lago nos fez perceber a força que ela carrega dentro de si, e a realização desse evento, além de nos mostrar a história que esse lugar guarda em suas profundidades, mostrou também o ato de coragem da artista. Aprender a remar, aventurar-se sozinha e demarcar o local Profundo tornou realidade o seu sonho”, conta.

A obra também permaneceu nas reflexões de Giuliene após a visita. “A obra Profundo me deixou pensativa por quase uma semana. Cheguei em casa contando a história da ‘piscina’ e refletindo sobre quantas narrativas, encontros e memórias aquele espaço já abrigou”, relata.

Outro trabalho destacado por ela foi Memórias Involuntárias, composto por uma frase instalada no espaço urbano e recebida de maneiras distintas pelo público. “Além de a frase ser extremamente provocativa, foi interessante observar as diferentes interpretações das pessoas da comunidade. Cada um enxergava algo diferente, e isso mostrou como a arte desperta lembranças, sentimentos e histórias particulares em cada pessoa. Foi muito engraçado ver a comunidade eufórica com a frase em destaque”, afirma.

 Causos, memórias e personagens locais -Formada em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais e pós-graduada em História, Sociedade e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Joyce utiliza causos, mitos, lendas, boatos e narrativas orais como formas de produzir conhecimento sobre a vida comunitária.

Para Giuliene, esse processo chama atenção para personagens, espaços e experiências que podem passar despercebidos no cotidiano. “Percebi que a exposição valoriza justamente aquilo que muitas vezes passa despercebido: as memórias afetivas, os causos, os personagens anônimos e os espaços que fazem parte da vida da comunidade. Ela nos lembra que a história não é feita apenas de grandes acontecimentos, mas também das experiências das pessoas comuns”, afirma.


A exposição também retoma a memória da Bageira, árvore que existia na região central de São Gonçalo do Sapucaí e foi abatida em 1956. Mesmo ausente da paisagem, ela permaneceu nas histórias e referências dos moradores.

No projeto, Joyce cria outro destino para a árvore: depois de morrer, a Bageira teria se transformado em uma canoa para seguir pelo rio Sapucaí. “Bageira representa justamente a permanência intangível da história e da memória. Ela guarda o imaginário regional de uma comunidade sobre o seu território”, explica a artista.

 O rio que grita e a cidade que conta

 O título da exposição se refere ao próprio nome do município. De origem tupi-guarani, Sapucaí pode ser traduzido como “rio que grita” ou “rio que canta”, em referência aos sons produzidos pelas cumbucas da árvore sapucaia ao caírem na água.


Na mostra, a imagem do rio está associada a deslocamento, movimento, fronteira e retorno. A referência também aparece nos relatos reunidos pelo projeto e nas histórias compartilhadas pelos moradores durante a preparação e a visitação do circuito.

Depois de percorrer os pontos da exposição, Giuliene afirma ter voltado seu olhar para elementos que fazem parte da formação e da vida cotidiana de São Gonçalo do Sapucaí. “Saí da exposição com um sentimento ainda maior de pertencimento e gratidão pela cidade onde nasci. Ela me fez refletir que a riqueza de São Gonçalo do Sapucaí está nas pessoas, em suas histórias, nos pequenos gestos e nos lugares que, à primeira vista, parecem comuns, mas carregam uma enorme carga de memória e significado”, declara.

 A experiência também reforçou, para a moradora, a relação entre preservação histórica e reconhecimento das pessoas que vivem no município. “A exposição me fez olhar para a cidade com mais sensibilidade e compreender que preservar a história também é reconhecer o valor das pessoas simples que, todos os dias, constroem e mantêm viva a identidade do nosso município. Eu fiquei muito feliz por levar minha filha comigo na exposição da Joyce”, conclui.

 

O projeto é realizado com recursos do Edital de Chamamento Público nº 01/2026, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Subsecretaria de Cultura; e do Edital de Chamamento Público nº 002/2026, da Secretaria de Cultura de São Gonçalo do Sapucaí. Conta ainda com patrocínio da EBM Contábil.


Joyce Ribeiro é artista, educadora e historiadora. Natural de São Gonçalo do Sapucaí, vive e trabalha entre São Paulo e Minas Gerais desde 2014. Sua pesquisa aborda o imaginário cultural caipira, os causos de tradição oral e suas relações com a historiografia. Desenvolve trabalhos em fotografia, vídeo, objeto, cerâmica, escrita, ação e contação de histórias.

 

Entre seus trabalhos recentes estão Conversas de Bageira, apresentado na Move Arte, em São Paulo; a residência artística Ouro Preto Inevitável, no Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto; a exposição Afeiçoar-se, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e a participação na POSVERSO — Bienal Internacional de Poesía Experimental da Argentina.

Exposição: Rio Que Grita

Projeto: Bageira

 Artista: Joyce Ribeiro

 Curador: Nilton Campos

Local: diferentes pontos de São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais

 Atividades: exposição, mediação cultural e mapas interativos

 Entrada: gratuita - Classificação: livre


MME Vacation Club apresenta novo lançamento e diversifica modelos de férias em Ipioca




Com mais de 7 mil famílias clientes, a MME Vacation Club vem ampliando sua atuação no litoral de Ipioca, em Maceió (AL), com diferentes empreendimentos e modelos de acesso a férias.


A proposta da empresa é oferecer alternativas para que o consumidor escolha o período de utilização e o formato de propriedade de acordo com seu perfil e orçamento, com custos proporcionais ao tempo adquirido.



O portfólio da MME inclui empreendimentos em diferentes etapas de desenvolvimento. O Ipioca Beach Residence & Resort, já concluído e em operação, funciona em regime de multipropriedade. O empreendimento reúne unidades voltadas para famílias, áreas de lazer, piscinas, restaurantes e serviços de resort, com localização próxima à praia.



Também está em construção o Ipioca Beach Home Collection, com previsão de entrega para 2027. O projeto terá unidades maiores, arquitetura com características residenciais e uma proposta mais privativa, mantendo o modelo de multipropriedade.

Para ampliar as possibilidades de viagem, a MME mantém parceria com a RCI, que permite aos clientes utilizar o sistema de intercâmbio para trocar períodos de hospedagem por estadias em outros destinos participantes. A proposta é possibilitar que o período adquirido em Ipioca também seja utilizado em diferentes localidades.

Próximo lançamento: Ipioca Mar Resort All Inclusive

Em fase de lançamento, o Ipioca Mar Resort All Inclusive é o novo empreendimento da MME Vacation Club. Previsto para 2030, o projeto será operado em regime de direito de uso e foi concebido para oferecer uma experiência de resort all inclusive, combinando hospedagem, lazer, alimentação e serviços em um único empreendimento à beira-mar.

O resort terá estrutura voltada para famílias e para quem busca praticidade durante as férias, com serviços de alimentação e bebidas incluídos na hospedagem, áreas de lazer e acesso à estrutura de um empreendimento pensado para estadias prolongadas.

Diferentes modelos de uso para diferentes perfis - A multipropriedade é um modelo no qual o comprador adquire uma fração do imóvel e passa a ter direito de propriedade sobre ela, vinculada a períodos determinados de utilização. Além do direito de usufruir do imóvel, existe uma participação na propriedade da unidade. Os custos condominiais são proporcionais à fração adquirida.

O direito de uso, por sua vez, não transfere a propriedade do imóvel ao consumidor. Nesse modelo, é adquirido o direito de utilizar o empreendimento durante uma temporada ou período definido em contrato. No caso do Ipioca Mar Resort All Inclusive, a escolha está relacionada à própria proposta do projeto: oferecer uma operação integrada, com serviços de alimentação, bebidas, lazer e hospedagem reunidos em um sistema all inclusive. Esse é o único empreendimento a seguir esse modelo no Brasil, garantindo uma economia nas férias que pode chegar a 45%.

Com essas novidades, o grupo MME, que já atua com hotéis e locação de imóveis de alto padrão, amplia ainda mais seu portfólio de ofertas para atender um público diferenciado e se fortalece cada vez mais no seguimento de hospedagem em Alagoas com a missão de fazer o público viajar mais, melhor e mais barato.

Para mais informações acesse: https://mmevacationclub.com.br/

Villa dos Leais destaca baixa temporada em Serra Negra com condições especiais em agosto




Agosto é um dos períodos mais indicados para quem pretende conhecer Serra Negra, localizada no interior paulista, com mais tranquilidade. Ainda sob influência do inverno, a cidade registra temperaturas mais baixas, enquanto o movimento costuma ser menor do que no período de férias escolares. O cenário favorece a programação pelo centro, os roteiros rurais e as experiências gastronômicas, além de permitir maior disponibilidade nos atrativos.

Na pousada Villa dos Leais, a baixa temporada é acompanhada por condições especiais de hospedagem. Nos finais de semana, a pousada trabalha com valores diferenciados no período. Já durante a semana, reservas de duas diárias ou mais em chalés com hidromassagem têm 20% de desconto para pagamentos à vista via Pix.

Localizada nas montanhas da Serra da Mantiqueira, a pousada possui 21 chalés, com opções para casais e famílias de até quatro pessoas. As acomodações incluem alternativas com banheira de hidromassagem e piscina privativa climatizada, além de lareira e varanda com vista para o vale. A estrutura da pousada também conta com piscina aquecida coberta, piscina externa, sauna a vapor, salão de jogos com decoração retrô e espaço fitness.



O café da manhã é servido das 8h30 às 11h30, com mais de 55 itens preparados artesanalmente, incluindo receitas típicas da região.



Atrativos variados - Fora dos períodos de maior movimento, o visitante encontra uma cidade com ritmo mais tranquilo para explorar diferentes atrações. O centro concentra centenas de lojas de roupas, couro, calçados, malhas e produtos regionais, principalmente nas proximidades da Rua Coronel Pedro Penteado e de suas transversais. A gastronomia também ocupa espaço importante no roteiro, com restaurantes e estabelecimentos que valorizam produtos e receitas da região.

Na zona rural, as opções incluem as rotas do Café, do Queijo e Vinho e do Alto da Serra, com visitas a produtores, degustações e refeições preparadas em propriedades locais. Passeios de jipe, trilhas, mirantes e experiências ligadas à produção artesanal de cafés, queijos, vinhos e cachaças complementam a programação.

Entre os pontos turísticos estão o Mirante Alto da Serra, a Represa Doutor Jovino Silveira, o Parque Santa Lídia e o teleférico que leva ao Cristo Redentor de Serra Negra. Para famílias, atrações como a Disneylândia dos Robôs também fazem parte das opções de passeio.



Para mais informações sobre o destino além de dicas de hospedagem e restaurantes acesse: https://visiteserranegra.com.br e www.instagram.com/visiteserranegraoficial

ÍNDICE DE CONSUMO DOS LARES MINEIROS – JUNHO/2026

 


O consumo das famílias nos supermercados em Minas Gerais registrou crescimento de 2,85% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Em junho, sobre o mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 2,83%. Porém, sobre maio, o desempenho ficou negativo, em -2,02%.

Os dados são do Índice de Consumo dos Lares Mineiros, pesquisa mensal realizada pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS) junto a empresas de todos os portes em todas as regiões do estado. Os resultados estão deflacionados pelo IPCA/IBGE.

A pesquisa foi divulgada pelo Presidente Executivo da AMIS, Claret Nametala, na abertura do Super Encontro Varejista (Sevar), evento realizado pela AMIS nos dis 12 e 13 de agosto, em Divinópolis, no Centro-Oeste.

Tradicionalmente, na comparação de junho com maio, é normal a pesquisa apontar variação negativa, especialmente pelo fator calendário. Neste ano, o impacto foi menor, com -2,02%, enquanto em 2025 a retração foi de -3,86%. “A Copa do Mundo de futebol é um evento muito positivo para o setor especialmente na demanda por categorias como bebidas, carnes e petiscos enquanto a nossa Seleção está na competição”, explica  Claret. “Além disso, temos uma procura interessante nos itens ‘juninos’, uma tradição que movimenta o setor, mas estes são produtos de menor valor agregado”, completa Claret.


Desta forma, disse ele, o resultado em junho sobre maio não altera as previsões quanto ao crescimento da demanda no setor para o exercício. “Fechamos o semestre com um desempenho de 2,85%, o que nos deixa confiantes de que a nossa projeção do início do ano, de chegar a 3,45% de crescimento no consumo, seja mantida. Vamos torcer para que o cenário global, que vem preocupando a economia como um todo, se resolva o mais breve possível”, pondera o executivo da AMIS.

Setor ganha 23 novas lojas- No primeiro semestre, um balanço parcial da AMIS aponta que 23 lojas supermercadistas foram inauguradas no estado, considerando apenas as efetivamente novas. Isto é, sem considerar fusões e aquisições, reformas e ampliações e reinaugurações de unidades. A projeção inicial para o ano é de 78 novas lojas até dezembro. “Esse número de 23 pode parecer pequeno, mas o maior volume de inaugurações se concentra no segundo semestre, especialmente visando ao atendimento das demandas de final de ano”, comenta Claret. As novas lojas geraram 2.055 empregos diretos no estado.

 

1.  INDICE DE CONSUMO DOS LARES MINEIROS – GERAL - JUNHO/2026 (%)

Mês    

Vs. mês anterior 

VS. mesmo mês ano anterior   

Acumulado do ano    

Janeiro    

-18,68

1,89

1,89

Fevereiro 

-3,86

0,98

1,44

Março

6,32

3,33

1,89

Abril

2,97

3,36

2,90

Maio

1,82

3,47

2,94

Junho

-2,02

2,83

2,85

 

1.2 VARIAÇÃO REGIONAL* – JUNHO /2026 (%) 

Região 

Vs. mês anterior

VS. mesmo mês ano anterior 

Acumulado do ano 

Central   

-2,64

3,26

2,95

Centro-Oeste    

-0,66

2,92

2,87

Norte/Noroeste    

-0,81

2,26

2,78

R. Doce/Mucuri/Jequitinhonha

-2,62

2,95

2,86

Sul    

-2,44

3,30

3,18

Triângulo/A. Paranaíba   

-1,92

3,34

3,21

Zona da Mata    

-2,55

3,41

2,72

MÉDIA TOTAL MG

-2,02

2,83

2,85

 *Pelo critério das Regiões de Planejamento de Minas Gerais

CNC defende concorrência leal para fortalecer ambiente de negócios

 

O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, representou a CNC em seminário em Brasília que debateu os impactos da concorrência desleal, ilegalidade e violência sobre a economia. O dirigente defendeu regras equilibradas, combate ao mercado ilegal e mais segurança jurídica para fortalecer empresas formais e preservar empregos  (foto Paulo Negreiros)

 

A defesa de um ambiente de negócios mais equilibrado, com concorrência leal, combate à ilegalidade e maior segurança para empresas e trabalhadores, esteve no centro do Seminário Pacto pela Ordem e Progresso, realizado dia 11 de agosto, em Brasília. Promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Unidos Brasil (IUB), o encontro reuniu parlamentares, empresários e especialistas para discutir os impactos da concorrência desleal, da informalidade e da violência sobre a economia brasileira.

Representando a CNC, presidida por José Roberto Tadros, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, participou do painel sobre concorrência leal e defendeu regras mais equilibradas para as empresas que atuam formalmente no país. Segundo dados apresentados pela CNC, o comércio ilegal provoca perdas anuais de R$ 179,2 bilhões em vendas formais do varejo e de R$ 74,8 bilhões em arrecadação tributária.

Para Donato, combater a ilegalidade exige uma ação coordenada entre competitividade, aperfeiçoamento tributário, fiscalização, inteligência e segurança jurídica. O dirigente também chamou atenção para os efeitos do mercado ilegal sobre a segurança pública, ao destacar que a atividade pode alimentar financeiramente organizações criminosas.

Outro ponto abordado foi a isonomia tributária nas operações de comércio eletrônico internacional. De acordo com estudo da CNC, a tributação das importações de pequeno valor contribuiu para redirecionar, em média, R$ 2,88 bilhões por mês ao varejo nacional, com impacto positivo sobre diferentes segmentos e a preservação estimada de 98,9 mil empregos formais.

O seminário também discutiu os efeitos da violência sobre a atividade produtiva. Custos maiores com logística, transporte de cargas, operação das empresas e investimentos mostram que segurança pública e ambiente de negócios estão cada vez mais conectados. A programação marcou o início de uma série de debates da Frente Parlamentar voltados ao aperfeiçoamento das condições para empreender, investir e gerar empregos no Brasil.


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

Teatro em Movimento celebra 25 anos com programação infantil gratuita na Praça da Glória, em Contagem

 


                                                   Foto:Guto Muniz    

Consolidado como uma das iniciativas de circulação cultural mais consistentes do país, o Teatro em Movimento celebra 25 anos levando o musical “Encontro de Vilões”, da Cyntilante Produções, e atividades lúdicas como pintura facial, oficina Balangandã do Instituto Circolar e bolhas de sabão gigantes,  para a Praça da Glória, em Contagem. 

                                        

                                  Fotos:Guto Muniz


O evento acontece no dia 22 de agosto, sábado, a partir das 15h30, e marca a inauguração de uma parceria inédita contando com o apoio da Prefeitura de Contagem, realizando pela primeira vez uma edição ao ar livre no município. A iniciativa integra também a celebração dos 23 anos do Instituto Unimed-BH, patrocinador máster do projeto, via Lei Rouanet.

            

Barangandã -  foto Douglas Magno

 

Teatro e interatividade ao ar livre  - A programação do Teatro em Movimento na Praça da Glória foi pensada para transformar o espaço urbano em um complexo de lazer e encantamento para toda a família. A grande atração do evento acontece às 16:30, com a apresentação do espetáculo infantojuvenil “Encontro de Vilões”, da premiada Cyntilante Produções, uma das companhias mais reconhecidas do teatro para crianças em Minas Gerais. Com figurinos elaborados, cenários de grande apelo visual, músicas envolventes e uma narrativa divertida, a montagem promete encantar públicos de todas as idades e proporcionar um momento especial de convivência e lazer para toda a família. Ao inverter a lógica tradicional dos contos de fadas e colocar personagens como a Rainha Malévola, Jafar, Capitão Gancho e a Madrasta da Cinderela no centro da história, o espetáculo convida crianças e adultos a refletirem, de forma lúdica e bem-humorada, sobre temas como empatia, convivência, respeito às diferenças e a importância de olhar além das aparências. Quando um novo e misterioso vilão ameaça apagar as histórias infantis, os personagens precisam se unir em uma aventura repleta de humor, emoção e surpresas, em uma experiência teatral que estimula a imaginação e reforça o poder transformador da amizade e do diálogo. “O público pode esperar uma apresentação muito divertida, musical e cheia de interação. O espetáculo “Encontro de Vilões” já circulou por várias regiões do estado, inclusive em apresentações ao ar livre e em praças, então é uma montagem que funciona muito bem nesse formato e cria uma proximidade muito especial com o público. Por trazer personagens bastante conhecidos das crianças e das famílias, o espetáculo aproxima imediatamente o público da história e do universo da peça. Ao mesmo tempo, ele aborda de maneira contemporânea uma questão muito importante dos dias de hoje: o uso excessivo dos eletrônicos, não só pelas crianças, mas pela sociedade como um todo. E tudo isso acontece de forma leve, bem-humorada, lúdica e com muita música, fazendo o público refletir enquanto se diverte junto com os personagens”, adianta o diretor da Cyntilante Produções, Fernando Bustamante.

                        

              Pintura facial_ foto Flávia Canavarro 
 

O  diretor também celebra a oportunidade da companhia voltar a Contagem, desta vez, com um espetáculo inédito. “Sempre tivemos uma relação muito próxima com o público de Contagem. Existe uma afinidade muito grande das famílias da cidade com o trabalho da Cyntilante, e é um público que costuma participar, se envolver e prestigiar bastante nossas apresentações. O espetáculo “Encontro de Vilões” será apresentado pela primeira vez na cidade, o que torna essa experiência ainda mais especial. A expectativa é justamente promover mais um encontro afetivo com essas famílias, proporcionando uma experiência artística coletiva, gratuita, acessível e cheia de imaginação para crianças e adultos”.

 

Foco na infância e suas famílias - Mais do que promover entretenimento, o Teatro em Movimento constrói, há 25 anos, um patrimônio afetivo junto ao público mineiro. Ao ocupar o espaço público com atividades voltadas à infância, o projeto reafirma sua crença na experiência transformadora da arte, promovendo a circulação de espetáculos, aproximando o teatro do cotidiano das famílias e investindo na formação de novas plateias.


Fernando Bustamante destaca a importância da parceria com o projeto Teatro em Movimento. “O trabalho da Cyntilante Produções dialoga profundamente com a proposta do Teatro em Movimento para Crianças porque acreditamos na formação de plateia desde a infância, no acesso democrático à arte e em espetáculos que unem entretenimento, sensibilidade e reflexão. A companhia atua há mais de 20 anos, especialmente no teatro musical para crianças e famílias, sempre valorizando a imaginação e narrativas que conseguem conversar com diferentes gerações. Nosso trabalho busca aproximar as crianças de universos artísticos diversos — como a literatura, o folclore brasileiro e até mesmo a ópera — de maneira lúdica, acessível e contemporânea, algo muito alinhado ao olhar curatorial do Teatro em Movimento”, lembra.

Bustamante completa que além disso, existe uma afinidade muito grande na importância que a Cyntilante Produções confere à circulação cultural. “O Teatro em Movimento realiza um trabalho fundamental não apenas ao trazer espetáculos do eixo Rio-São Paulo para Minas Gerais, mas também ao valorizar e promover a circulação da produção local mineira para diferentes regiões e públicos. Esse intercâmbio é extremamente importante para fortalecer a cena cultural do estado. A circulação dos espetáculos é algo em que a Cyntilante investe e acredita muito, justamente por proporcionar encontros com públicos diversos e ampliar o acesso das famílias ao teatro”.

Para a idealizadora do Teatro em Movimento, Tatyana Rubim, a chegada a Contagem simboliza um momento de amadurecimento e celebração da continuidade do projeto. “Celebrar 25 anos de história ocupando as praças e promovendo o encontro da arte com o público infantil é um compromisso com o futuro. A inauguração desta parceria com a Prefeitura de Contagem e a realização de nossas primeiras apresentações ao ar livre no município ampliam de forma contundente o nosso papel de democratização cultural. Ao lado do Instituto Unimed-BH, queremos transformar a Praça da Glória em um espaço de vivência poética, onde crianças e adultos criem memórias afetivas por meio do teatro . E não poderia haver espetáculo mais adequado para este momento do que “Encontro de Vilões”, da Cyntilante Produções, uma companhia que compartilha conosco o compromisso de oferecer experiências artísticas de excelência para as famílias. Com sua estética apurada, figurinos marcantes e uma narrativa que aborda temas como empatia, convivência e respeito às diferenças, a montagem convida o público a revisitar personagens conhecidos sob novos olhares, estimulando a imaginação, o diálogo e a reflexão de forma divertida e acessível para todas as idades”, destaca Tatyana.

Praça da Glória, em Contagem

 Programação:

15h30 – Oficina de pintura facial / Oficina de Bolhas de Sabão / oficina Balangandã do Instituto Circolar


16:30  – Espetáculo “Encontro de Vilões”

 

 Informações e redes sociais

 Instagram: https://www.instagram.com/teatroemmovimento

 Facebook: https://www.facebook.com/teatroemmovimento

 Youtube: www.youtube.com/teatroemmovimento

 

Twitter: www.twitter.com/teatroemmov

 

 Teatro em Movimento - O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 25 anos, em 2026, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso, o projeto também atua em outros Estados e outras cidades. Desde então, contabiliza 280 repertórios, que somam mais de 800 apresentações, envolvendo cerca de 860 artistas, em 15 cidades, 30 teatros e público superior a 402 mil pessoas. Desde 2020, fundou o TeatroEmMov Digital, que realizou o primeiro curso de teatro digital do Brasil, sendo uma plataforma web que pesquisa, produz e une narrativas do teatro, da dança, do audiovisual e dos games; ambos idealizados por sua diretora, Tatyana Rubim.

  

O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Seminário reúne mulheres das artes da cena para debater gestão, redes e profissionalização em BH

 

 Morro Encena - crédito @mathmexe  @falsopo37

Belo Horizonte recebe, no dia 13 de agosto, o seminário "Mulheres nas artes da cena: gestão, redes e profissionalização", que reunirá Talita Braga, fundadora da Zula Cia. de Teatro; Liliane Alves, do Grupo Entre Elas (Casa do Beco); Amora Tito; e representantes do Grupo Morro Encena para compartilhar suas trajetórias e discutir os desafios da profissionalização feminina nas artes cênicas, a gestão de carreiras, as políticas culturais e a construção de redes de colaboração. Com entrada gratuita, o encontro tem como objetivo fortalecer a atuação de mulheres que trabalham nas artes da cena e nos bastidores da cultura, promovendo a troca de experiências e ampliando conexões entre artistas, produtoras, gestoras e pesquisadoras. A atividade será realizada das 19h às 22h, no Teatro Marília.

 

Talita Braga - crédito André Veloso

O seminário marca o encerramento do ciclo formativo do Esparrama – Escola Itinerante para Mulheres Artistas, projeto aprovado no Edital Multilinguagens e realizado no primeiro semestre de 2026. A iniciativa promoveu cursos voltados para mulheres artistas periféricas, em parceria com o Grupo Morro Encena e o Grupo Entre Elas, da Casa do Beco, fortalecendo processos de formação, autonomia e articulação entre mulheres da cena cultural de Belo Horizonte.

 

Amora - crédito Jefferson Ahzul

Para a idealizadora do seminário, Cris Moreira, o encontro amplia os resultados construídos ao longo da formação. “O seminário representa o encerramento de um processo de formação que reafirma a importância das mulheres artistas, especialmente das periferias. Mais do que compartilhar conhecimentos sobre gestão e profissionalização, o encontro celebra a potência da colaboração entre mulheres e contribui para uma cena cultural mais diversa”, afirma.

 

Ao longo do encontro, as convidadas compartilharão suas experiências profissionais e as trajetórias dos grupos que representam, abordando os desafios da permanência no setor cultural, estratégias de gestão, produção artística, políticas públicas e construção de redes de apoio e colaboração. A proposta é criar um espaço de diálogo entre diferentes gerações e experiências, estimulando a circulação de conhecimentos e fortalecendo a presença feminina nas artes da cena.


Representando a Zula Cia. de Teatro, participa Talita Braga, atriz, professora de teatro, dramaturga, diretora e gestora cultural. Formada em Artes Cênicas pela UFMG e pós-graduada em Gestão Cultural, é fundadora da companhia, referência em teatro documentário e protagonismo feminino em cena. Ao longo da carreira, acumulou experiência no teatro, na televisão e no cinema, além de desenvolver projetos de formação artística, como o Maturidade em Cena. Também é autora da dramaturgia Banho de Sol, publicada pela Editora Javali.

 

A atriz, dramaturga e diretora Amora Tito também integra a programação. Formada pelo CEFART e licenciada em Teatro pela UFMG, desenvolve uma trajetória que reúne teatro, dramaturgia, audiovisual e formação artística. Entre seus trabalhos recentes estão os espetáculos MorDiDa eXploRatÓriA (Grupo Armatrux), assuviá pra chamar o vento (Breve Cia.) e Fazer festa com o perigo (Plataforma Beijo), além do filme ecDISE e da publicação da dramaturgia vagarosa movência, pela Editora Javali. Em 2024, recebeu o XV Prêmio Zumbi de Cultura na categoria Literatura e, em 2025, foi uma das pessoas travestis e transexuais homenageadas pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. Integra a equipe pedagógica da Escola Livre de Artes Arena da Cultura.

 

Liliane Alves - Crédito da foto Teghisclub 

Representando o Grupo Entre Elas, da Casa do Beco, participa Liliane Alves, licenciada em Letras e mestre em Teoria da Literatura pela UFMG, cantora, atriz, dramaturga e diretora de teatro. Desde 2014 desenvolve, na Associação Cultural Casa do Beco, um trabalho voltado à formação artística de mulheres idosas moradoras do Morro do Papagaio, articulando processos criativos, memória, identidade, saúde emocional e fortalecimento comunitário. Sua atuação integra linguagens artísticas e práticas de desenvolvimento humano, conciliando teatro, canto e abordagens terapêuticas.

 

Também participa o Grupo Morro Encena, coletivo criado em 2011 e formado majoritariamente por mulheres negras moradoras do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. O grupo desenvolveu a linguagem do Teatro Favela, pesquisa cênica que reúne elementos do Teatro do Oprimido, Teatro Negro, Teatro Social e da estética das favelas para abordar temas ligados aos direitos humanos, à realidade das periferias e ao empoderamento de mulheres negras e periféricas. Ao longo de sua trajetória, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Funarte Bacia do Rio São Francisco (2012), o primeiro lugar no Festival Estadual Elas por Elas (MG), o segundo lugar no Festival Nacional Elas por Elas (RN), ambos em 2019, além do Prêmio Leda Maria Martins e do Canarinho de Ouro, do FESTA – Festival Nacional de Teatro de Araguari. Em 2025, foi convidado especial do FAN.

Seminário "Mulheres nas artes da cena: gestão, redes e profissionalização"

 Teatro Marília - Avenida Professor Alfredo Balena, 586, no bairro Santa Efigênia

Entrada: Gratuita – retirada de ingressos pelo Sympla

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