domingo, 8 de novembro de 2026

Vesperata em Diamantina: espetáculo musical na rua

 

 

A Vesperata de Diamantina já tem datas definidas para 2027. O tradicional evento musical, realizado no centro histórico da cidade, terá apresentações entre os meses de abril e outubro, mantendo uma programação que transforma as ruas de Diamantina em um grande cenário para a música e para a cultura mineira.

 

Em 2027, as apresentações estão marcadas para os dias 3, 17 e 24 de abril; 8, 15 e 22 de maio; 5, 12 e 19 de junho; 3, 10 e 17 de julho; 7, 14 e 21 de agosto; 4 e 18 de setembro; e 2, 9 e 16 de outubro.


Viajar pelo tempo pelas ruas de Diamantina, é uma passeio sensacional para conhecer a história do diamante, escravos com a Chica da Silva, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, o Mercado Municipal para iguarias da região, as flores sempre viva, cachoeiras, bares tradicionais de uma cidade do interior, tudo e muito mais a 290 Km de Belo Horizonte, além disso tem a tradicional evento da Vesperata.

A arte da Sempre Viva encanta as 

A Vesperata tem sua origem nas práticas musicais tradicionais de Diamantina do século XIX. Quando no período das vésperas, músicos se apresentavam nas sacadas dos casarões para tocar para as pessoas que passeavam nas ruas.

As vésperas são a parte da Liturgia das Horas, que é celebrada à tarde, entre 15 e 18 horas.

A Vesperata é Patrimônio Cultural de Minas Gerais, reconhecida como um importante evento do turismo e da cultura do Brasil, a Vesperata foi premiada em 2010 pelo Ministério do Turismo com o Troféu Roteiros do Brasil, por promover a Sustentabilidade Cultural no Município.

Com um repertório repleto de música boa e diferentes estilos, a Vesperata é reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais.

Em Diamantina, terá a oportunidade de assistir a um dos mais belos espetáculos musicais da cultura local:  A Vesperata que parece, à primeira vista, uma serenata ao contrário.

Considerada como uma “serenata ao contrário” pelo fato que os músicos se posicionam nas janelas e tocam para o público na Rua da Quitanda, que fica lotada de mesas ao redor dos maestros regentes.

O passadiço é uma das atrações

Mercado mostra a cultura mineira com produtos regional


Casa JK, museu da casa do ex-presidente da República

Praça JK

Consulte as agências e operadoras de viagens para o pacote da Vesperata, ingressos, passeios e hotéis em Diamantina.

Associação Cultural Nikkey de Varginha recebe Comenda do Mérito Cultural



Homenagem, aprovada por unanimidade pelos vereadores, reconhece os 12 anos de atuação da entidade na preservação da cultura japonesa, na integração comunitária e na promoção de ações culturais e sociais


A trajetória de valorização da cultura japonesa e sua contribuição para o desenvolvimento cultural e social de Varginha foram reconhecidas pela Câmara Municipal no dia 5 de novembro , durante a entrega da Comenda do Mérito Cultural à Associação Cultural Nikkey de Varginha (ACNV). A homenagem, proposta pela vereadora Ana Rios, foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares.



Fundada oficialmente em 2014, a ACNV reúne atualmente mais de 70 famílias associadas, totalizando mais de 300 pessoas, entre descendentes de japoneses e admiradores da cultura oriental. Ao longo de seus 12 anos de história, a entidade tornou-se referência na preservação e difusão das tradições japonesas, promovendo atividades culturais, educacionais e sociais abertas a toda a população.


Mais do que manter vivas as tradições de seus antepassados, a ACNV construiu um importante espaço de convivência e integração entre diferentes gerações e culturas, compartilhando valores como respeito, disciplina, solidariedade e união familiar.


Autora da homenagem, a vereadora Ana Rios destacou a importância da ACNV para Varginha, especialmente por proporcionar à população a oportunidade de conhecer e vivenciar a cultura japonesa.


“Uma coisa que considero muito bonita no trabalho da Nikkey é que ela não beneficia somente os descendentes japoneses. Ela proporciona a toda a população de Varginha a oportunidade de conhecer e vivenciar uma cultura tão rica. São momentos de convivência, troca de experiências, aprendizado e integração entre as pessoas”, ressaltou.



A vereadora também destacou a importância de os órgãos públicos apoiarem instituições que desenvolvem trabalhos relevantes para a sociedade e informou que destinou uma emenda parlamentar à ACNV.


“É importante que o poder público reconheça esse trabalho e, dentro de suas possibilidades, também contribua para que essas iniciativas tenham continuidade. Apoiar instituições sérias, que desenvolvem um trabalho relevante para nossa sociedade, é também uma forma de investir em Varginha e na nossa população”, afirmou.



O prefeito Leonardo Ciacci, que não pôde comparecer à solenidade em razão de compromissos na sede da Prefeitura, encaminhou uma mensagem de reconhecimento à entidade. Ele destacou a contribuição da ACNV para o município e lembrou o apoio da administração municipal por meio da doação de uma área destinada à construção da futura sede.


“Registro meu apreço a todo o trabalho que a Associação Nikkey tem realizado em prol da nossa cidade. Efetivamos a doação de uma área para a entidade e tenho certeza de que esses trabalhos irão se intensificar ainda mais. Deixo meu reconhecimento e agradecimento a todos os integrantes da associação pelo brilhante trabalho já desenvolvido e por tudo o que ainda irão realizar em benefício de Varginha”, declarou.



O vereador Joãozinho Enfermeiro também ressaltou sua proximidade com a trajetória da entidade, lembrando que acompanha suas atividades desde os primeiros eventos, em 2014, e participou das articulações relacionadas à doação do terreno.


Para o parlamentar, a associação se consolidou como um importante espaço de convivência e intercâmbio cultural.


“Preservar a cultura é também preservar uma história, valorizar nossas origens e fortalecer os laços entre as pessoas. O Festival do Japão do Sul de Minas é uma iniciativa muito bonita, que mantém vivas as tradições e aproxima gerações, permitindo que toda a comunidade tenha contato com novos costumes e conhecimentos. Essa homenagem é um reconhecimento merecido pelo trabalho e pela dedicação de todos que fazem parte da Associação”, destacou.


Uma história construída por gerações


Durante a solenidade, o presidente da Associação Cultural Nikkey de Varginha, André Yuki, apresentou um panorama da história da entidade e da presença japonesa no município.



A associação começou a ganhar forma em 2013, por iniciativa de Akio Nishikawa, Ricardo Takei, Jorge Ishida, Nelson Kenso e Mário Ariake, sendo oficialmente fundada em 2014.


Entretanto, a história da comunidade japonesa em Varginha começou muito antes. Entre as famílias pioneiras está a família Miyaki, cuja chegada esteve relacionada ao trabalho no campo. Outro marco importante ocorreu em 1963, com a instalação da Companhia Brasileira de Caldeiras (CBC), ligada ao grupo Mitsubishi, que trouxe profissionais japoneses e suas famílias para o município, contribuindo para o desenvolvimento industrial da cidade.


“Por caminhos diferentes, essas famílias fizeram de Varginha a sua casa. Aqui trabalharam, criaram seus filhos, construíram amizades e passaram a fazer parte da história do município. A Associação nasceu do desejo de reunir essas famílias e preservar aquilo que recebemos das gerações anteriores, como o respeito, a disciplina, a solidariedade e a união familiar”, explicou André.


Atualmente, a entidade mantém uma programação diversificada, que inclui o Haru Matsuri, festival que celebra a chegada da primavera; o Keiro no Hi, dedicado à homenagem aos idosos; o Undokai, tradicional gincana esportiva que reúne diferentes gerações; e o Bōnenkai, confraternização de encerramento do ano.


Um dos principais destaques é o Festival do Japão do Sul de Minas, que reúne milhares de visitantes e proporciona ao público contato com a gastronomia, as manifestações artísticas e as tradições japonesas.


A ACNV também promove caravanas e intercâmbios com entidades coirmãs de outras cidades, fortalecendo os vínculos entre as comunidades nikkeis e ampliando a troca de experiências.


Atuação social e compromisso com a comunidade


Além das atividades culturais, a ACNV desenvolve ações de caráter social, com doações de cestas básicas destinadas a instituições de acolhimento de idosos e a famílias com crianças em situação de vulnerabilidade.


A entidade é uma organização sem fins lucrativos e possui reconhecimento de Utilidade Pública Municipal, concedido pela Lei Ordinária nº 6.278, de 17 de julho de 2017, e de Utilidade Pública Estadual, por meio da Lei nº 23.968, de 22 de outubro de 2021.


Em seu pronunciamento, André Yuki também prestou uma homenagem especial ao casal Roberto e Eva Nishiyama, falecidos durante a pandemia, destacando a contribuição de ambos para a ACNV e para a comunidade varginhense.


O presidente agradeceu ainda aos ex-presidentes, associados, voluntários, familiares e representantes do poder público que contribuíram para a consolidação da entidade ao longo dos anos.


Kaikan: um espaço para preservar a história e construir o futuro


Um dos projetos mais importantes da ACNV é a construção de sua sede própria, o tão sonhado Kaikan, palavra japonesa que designa um espaço de reunião e convivência.


A proposta é que o local seja um ambiente aberto à comunidade, onde os mais velhos possam compartilhar suas histórias, as crianças tenham contato com as tradições de suas famílias e a população possa participar de oficinas, celebrações e atividades culturais.


“Queremos fazer da nossa sede um ponto de encontro que acolha a comunidade e mantenha viva a memória das famílias que nos trouxeram até aqui. É muito bom imaginar diferentes gerações se reunindo, compartilhando conhecimentos e criando novas lembranças”, afirmou André.


Para 2027, a ACNV pretende dar continuidade às obras do Kaikan e trabalhar para a realização da terceira edição do Festival do Japão, além de ampliar suas ações culturais, sociais e de integração.


A Comenda do Mérito Cultural representa, assim, o reconhecimento público a uma entidade que contribui para preservar a memória de gerações, aproximar culturas e fortalecer os laços comunitários. Uma trajetória que demonstra como a valorização das próprias raízes também pode enriquecer a história e a identidade de toda uma cidade.


Fonte: Ana Luísa Alves

FestCurtasBH encerra 28ª edição com participação intensa do público e filmes de vários lugares do mundo, destacando invenção e rebeldia no cinema

                        

fotos: Paulo Lacerda

                            

           


O 28º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte – FestCurtasBH, realizado pela Fundação Clóvis Salgado, anunciou os filmes premiados nas mostras competitivas no dia 7 de novembro. Com início no dia 30 de outubro, o festival exibiu, em lotadas, um total de 127 curtas-metragens, dos quais 46 fizeram parte das Competitivas Internacional, Brasil e Minas.

 

O tradicional Troféu Capivara foi entregue aos vencedores escolhidos pelo Júri Oficial, que recebem também um prêmio em dinheiro no valor de 5 mil reais, e ao ganhador selecionados pelo Júri Popular, que leva 3 mil reais. No último dia do festival, 8 de novembro, o público ainda poderá conferir a Sessão Acessibilidade (quatro filmes exibidos com tradução para Libras), às 18h, e a sessão de filmes premiados, às 20h. Todas as atividades são totalmente gratuitas.

 

Competitiva Internacional – O curta-metragem "Nada acontece após a sua ausência" (Sudão, 2026), dirigido por Ibrahim Omar, foi o grande vencedor da Mostra Competitiva Internacional. O curta estreou mundialmente na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2026, e depois passou por festivais em países como Portugal, Alemanha, Estados Unidos e Coreia do Sul. A Menção Honrosa foi entregue à produção palestino-francesa "Memória cruzada” (2025), de Shayma' Awawdeh, que antes passou por países como Bélgica, Austrália e Países Baixos. Para o júri oficial da categoria, formado por Jomaka, Lislye Ferreira e Lucas Oliveira, o curta "Nada acontece após a sua ausência" leva o prêmio por “sua inventividade estética, sua força política e sua defesa do cinema como experiência coletiva e prática de resistência”. Narrando o percurso de uma cineasta que retorna à sua aldeia no Sudão – tomado pela guerra – com o projeto de realizar uma sessão de cinema, "o filme nos lembra que a possibilidade de reunir pessoas diante de uma tela é também uma conquista histórica, atravessada por disputas políticas, econômicas e culturais. E que, mesmo quando a violência interrompe os projetos de vida, as imagens podem preservar experiências, construir vínculos e manter abertas outras possibilidades de futuro”, destaca o júri.

 

Já “Memória cruzada” acompanha a diretora em seu percurso por fitas VHS da Segunda Intifada palestina, que se combinam às suas memórias pessoais. Segundo o júri, o curta foi reconhecido com a Menção Honrosa pela combinação humanista entre as vivências subjetivas da realizadora, narradas por ela mesma com forte carga poética, e o contexto sociopolítico duro que a atravessa há décadas; pela montagem que explicita contradições entre o discurso hegemônico e a realidade da população palestina; e pela coragem da cineasta ao revolver arquivos da Segunda Intifada que são difíceis de olhar, mas para os quais não se pode fechar os olhos. “Esperamos que essa menção traga mais visibilidade à resiliência palestina e ao trabalho de cineastas, sobretudo mulheres, que se arriscam usando o cinema como arma na luta pela libertação de seus povos”, ressalta o júri. Os ganhadores não puderam estar presentes na cerimônia de premiação, e o júri aceitou o prêmio, que será entregue posteriormente ao diretor sudanês e à cineasta palestina.

 

Competitiva Brasil – O júri composto por Lila Foster, Matthieu Orléan e Sinara Teles concedeu o prêmio de melhor filme brasileiro ao piauiense “Caldeirão” (2026), de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira. O trio escolheu destacar um filme que “suspende as linhas do tempo cronológico das imagens e suas diversas facetas: o olhar para a natureza, os arquivos que historicizam as paisagens e os discursos, o retrato de pessoas mergulhadas em seu tempo presente, mas que não deixam de trazer a inscrição de um passado”. Para eles, o filme eleva a “potência do cinema em registrar, mas também de inventar o seu próprio terreno, fértil nas suas histórias e ‘causos’ e bonito no modo como dá a ver a construção de um espaço-tempo físico e também imaterial, como são as tramas da memória: algo bruto que nos atravessa, mas que só podemos dar forma através de um processo de invenção”. No palco, Weslley Oliveira agradeceu o prêmio e celebrou os outros filmes da Competitiva Brasil.

 

A Menção Honrosa foi concedida a “Ih, morri” (2025), de Lara Carmo, do Rio de Janeiro. O filme conquistou o júri pela “forma como retrata o mundo atual — tanto em sua violência quanto em sua vulnerabilidade. Tudo isso por meio de uma linguagem cinematográfica altamente poética, na qual as escolhas de enquadramento, iluminação e trilha sonora criam um distanciamento salvador que nos convida a pensar e a sentir”. Com humor e “estranhamento inquietante”, “Ih, morri” olha para as infâncias sem preconceitos e julgamentos, abordando o vício em jogos em sua complexidade. A diretora se disse grata pela honraria e ressaltou o fato de que aquela era uma história muito pessoal, que partiu de sua experiência em casa com o próprio filho.

 

Competitiva Minas – Entre os filmes mineiros, o vencedor escolhido pelo júri formado por Lucas Parente, Maria José Merino e Nayara Aguiar foi “TV Entreaberta” (2025), do belo-horizontino Matheus Compart. O júri reconheceu, na obra, “um gesto contracolonial que se insinua na disputa das imagens e nas possibilidades de reapropriá-las. Por meio de manipulações inventivas, desloca, desmonta e recombina os repertórios do imaginário televisivo, e faz emergir outras relações entre o visto e o ocultado. Encarna a captura hipnótica do olhar para desviá-la: destece o automatismo psíquico em choques de possibilidades livres”. No palco ao lado de Vítor Batista – montador, designer sonoro e um dos compositores da trilha sonora –, o cineasta Matheus Compart agradeceu o reconhecimento e salientou o caráter coletivo do filme, feito com a colaboração de cerca de 150 pessoas do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Voto popular – “AGAZ o anagrama trágico” (2026), filme palestino e português dirigido por Mohammed Hosam e Fernando José Pereira, foi o escolhido pelo Júri Popular – formado pelo público do festival – dentre os curtas das mostras competitivas e paralelas. A obra acompanha o próprio Mohammed, um realizador palestino sobrevivente do conflito na Faixa de Gaza que, por meio de uma série de filmes-cartas enviados a um colaborador português, narra seus pensamentos e registra os detalhes do seu dia a dia enquanto resiste em um campo de refugiados. Os ganhadores não puderam estar presentes na cerimônia de premiação, e a equipe do festival aceitou o prêmio, que será entregue posteriormente aos diretores.

 

Prêmios especiais – Em 2025, foi criada uma nova modalidade de premiação, concedida pela organização do festival a artistas, coletivos e trabalhadores do cinema em várias frentes (como a crítica, pesquisa, produção, curadoria) e que se destacam em sua vitalidade estética, política e social. Trata-se do Prêmio José Zuba Júnior, nomeado em homenagem ao criador do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, que idealizou este espaço de partilha e encontro com o cinema de curta-metragem em 1994. Neste ano, a honraria foi concedida ao projeto Filme de Rua, que gere o Cine Graciano – na Lagoinha, Região Noroeste de Belo Horizonte –, espaço dedicado à exibição gratuita de filmes brasileiros contemporâneos, com destaque para obras que debatem direitos humanos, cultura popular e narrativas periféricas. O Troféu Capivara foi entregue a Bruna Piantino, idealizadora de uma das mais importantes iniciativas populares de circulação do cinema na capital mineira, que agradeceu a homenagem e destacou a presença do cinema de quase todos os estados do país nas 90 sessões que o espaço já realizou.

 

E uma novidade desta edição, o Prêmio Paradiso Multiplica foi para o filme “A praia de Samuca” (2026) – de Saulo Salomão e Louraidan Faria –, que foi também o filme brasileiro mais votado pelo júri popular. Escolhidos pela organização do festival, os vencedores receberão uma mentoria de até duas horas com um profissional integrante da Rede Paradiso de Talentos. Emocionados, os dois agradeceram pelo prêmio e pelo carinho diário da equipe do festival e do público.

 

Neste ano, o evento selecionou 96 filmes entre 3.340 inscrições, provenientes de 86 países. Entre os curtas inscritos, 1.305 foram brasileiros e 2.035, internacionais. Além dos selecionados para as mostras competitivas e paralelas, foram somados filmes que compõem as três mostras especiais e a iniciativa Filmlab Palestine, totalizando quase 130 títulos na programação. O festival traz como um dos temas centrais “cinema, invenção e rebeldia” – homenageando os filmes realizados pela Cooperativa dos Realizadores Cinematográficos Autônomos (CORCINA), grupo brasileiro de cineastas que produziu mais de 60 curtas-metragens e distribuiu cerca de 100 entre 1978 e 1983. Outros destaques foram as projeções de filmes em película 16mm e 35mm, além da exibição da cópia rara e recém-descoberta de "Tempo Quente" (1980), de Leilany Fernandes, produzido pela CORCINA, Sérgio Péo, Lúcio Aguiar e Maria Luiza d'Aboim, cineastas membros da cooperativa, também marcaram presença no festival e conversaram com o público sobre a mostra especial.

 

Ana Siqueira, coordenadora de curadoria e programação do FestCurtasBH, destaca, entre os pontos altos desta edição, a presença massiva do público. “Tivemos não apenas a abertura lotada, mas todo o festival com sala cheia, algo que não víamos nessa magnitude desde o período pré-pandemia. E todas as pessoas sempre muito engajadas, assistindo a sessões sucessivas, interessadas durante os debates, conversando nos intervalos sobre as impressões que tiveram dos filmes. Ficamos extremamente felizes com a forma que o festival foi abraçado pelo público e em ver como as pessoas se apropriaram desse espaço e da programação, que foi pensada ao longo de muitos meses justamente para esse encontro com os espectadores e espectadoras”, celebra Ana.

 

Para Bruno Hilário, coordenador-executivo do FestCurtasBH deste ano, a resposta do público reflete a qualidade e a diversidade de narrativas que o festival oferece. “A gente parabeniza os ganhadores, mas eu costumo dizer que todos os filmes que vimos aqui mereciam um prêmio, porque todos trazem esse cinema de invenção e rebeldia de que tanto falamos nesta edição. Com esses mais de 100 curtas, o público pôde percorrer Minas, o Brasil e o mundo em diversas temporalidades, encontrar realidades absolutamente desconhecidas, ser confrontado com as urgências de povos e territórios, e, principalmente, fazer isso em conjunto, em uma sala de cinema. O que faz do FestCurtasBH essa potência, depois de 28 edições e mais de 30 anos de história, é essa janela que o festival abre para que nós, juntos, olhemos para nós mesmos e para o mundo por meio do cinema”, afirma Bruno.

 

Lara Carmo, diretora do filme IH, MORRI - Crédito Paulo Lacerda 

O “28º FestCurtasBH” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado e pela Prefeitura de Belo Horizonte As atividades do evento têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo, Apoio da MGS, Apoio Cultural do Instituto Cervantes de Belo Horizonte, Embaixada da França no Brasil e Paradiso Multiplica, e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Municipal de Incentivo à Cultura e Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura de Minas Gerais.

Bruna Piantino, que recebeu o Prêmio José Zuba Júnior - Crédito Paulo Lacerda

 

Sessão de Premiação do 28º FestCurtasBH - Crédito Paulo Lacerda

VENCEDORES DO 28º FESTCURTASBH

 

Júri Oficial da mostra Competitiva Internacional - Crédito Paulo Lacerda


Júri Oficial

 Melhor Curta-Metragem [Competitiva Internacional]

 

“NADA ACONTECE APÓS A SUA AUSÊNCIA” (2026), de Ibrahim Omar | Sudão

 

Menção Honrosa [Competitiva Internacional]

 

"MEMÓRIA CRUZADA" (2023), de Shayma' Awawdeh | Palestina, França

 

Melhor Curta-Metragem [Competitiva Brasil]

 


“CALDEIRÃO” (2026), de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira | Piauí

 

Menção Honrosa [Competitiva Brasil]

 

“IH, MORRI” (2025), de Lara Carmo | Rio de Janeiro

 

Melhor Curta-Metragem [Competitiva Minas]

 

“TV ENTREABERTA” (2026). de Matheus Compart | Belo Horizonte

 

Júri Popular

 

“AGAZ O ANAGRAMA TRÁGICO” (2026), de Mohammed Hosam e Fernando José Pereira | Palestina, Portugal

 

Prêmio José Zuba Jr.

 

CINE GRACIANO - FILME DE RUA

 

Prêmio Paradiso Multiplica

 


“A PRAIA DE SAMUCA” (2026), de Saulo Salomão e Louraidan Faria | Minas Gerais

Festuris amplia políticas e ações em sustentabilidade para a edição 2026

 

Marta Rossi e Eduardo Zorzanello receberam a certificação do Festuris durante sua 37ª edição em 2025


Primeiro evento do Brasil a receber a certificação ESG do Selo XIS, feira de negócios turísticos também terá compensação de carbono em tempo real destinada à entidade local

Na vanguarda da sustentabilidade, o Festuris - Feira Internacional de Turismo de Gramado foi o primeiro evento do país a receber a certificação do Selo XIS. Agora, para a edição 2026, a feira de negócios anuncia a ampliação de políticas e ações pautadas na melhoria dos indicadores de governança ambiental, social e corporativa (ESG), fortemente relacionadas à sua estratégia de atuação. 

Realizado entre os dias 12 e 15 de novembro, o evento de negócios turísticos, considerada a mais efetiva feira de negócios turísticos das Américas, estruturou sua política de compliance voltada a colaboradores, fornecedores, prestadores de serviços, expositores, parceiros e clientes. 

Com a novidade, todos os envolvidos se comprometem formalmente com a promoção de um ambiente mais seguro, inclusivo e profissional, contribuindo para assegurar a integridade, ética e transparência às atividades realizadas durante os dias de evento.

“A sustentabilidade é um compromisso que precisa estar presente em todas as etapas de realização de um evento. No Festuris, entendemos que nosso papel vai além de conectar destinos, marcas e profissionais do turismo. Queremos contribuir efetivamente para o desenvolvimento de um setor mais responsável, consciente e comprometido com o futuro. A ampliação das nossas ações e políticas ESG reforça essa visão e demonstra que estamos trabalhando para transformar esse compromisso em iniciativas concretas, com resultados e impactos positivos para a comunidade e para o turismo”, afirma Marta Rossi, CEO do Festuris.


Cartilha do Viajante tem objetivo de incentivar compensação voluntária

Preocupada em minimizar o impacto das emissões de carbono durante os dias de evento, a feira de negócios será palco do lançamento da Cartilha do Viajante, desenvolvida pelo Instituto XIS. 

Com a proposta de orientar turistas de lazer e negócios sobre a importância do cuidado com os destinos, a cartilha convida o público a realizar a compensação voluntária por meio da plataforma disponível no site do Selo XIS. O valor arrecadado terá 70% destinado à Associação de Produtores Orgânicos de Gramado (APOG), uma entidade sem fins lucrativos que reúne agricultores e produtores de alimentos orgânicos da região. Outros 15% serão destinados ao apoio de novos projetos e os 15% restantes serão usados para pagar os custos de operação e rastreabilidade.

“Além de auxiliar na compensação de carbono utilizando tecnologia blockchain, considerada a mais moderna e segura que existe, a plataforma permite acompanhar em tempo real os investimentos realizados e a evolução do projeto escolhido por cada evento. Nosso objetivo é compensar o que for possível e contribuir para um turismo realmente regenerativo”, explica Priscila Bentes, presidente do Instituto XIS. Os relatórios incluem fotos, vídeos, relatórios de progresso e evidências datadas.  

Pioneiro em certificação ESG no segmento hoteleiro, o Selo XIS desenvolveu o Índice de Sustentabilidade em Gestão de Eventos (ISGE), próprio para o setor. Estruturado a partir de diretrizes específicas, que avaliam mais de 100 indicadores, o Selo XIS – Eventos segue normas que auxiliam as empresas do ramo a planejar, implementar e monitorar ações como o consumo de recursos naturais, gestão de resíduos e contratação de fornecedores locais.

Os interessados podem realizar a primeira avaliação gratuitamente, através da ferramenta disponibilizada no site seloxis.org.br. 

 

SOBRE O FESTURIS - Consolidado como uma das principais plataformas de negócios e relacionamentos do turismo na América Latina, o Festuris chega à sua 38ª edição em 2026, impulsionado pelos resultados do ano anterior. Em 2025, o evento reuniu cerca de 17 mil profissionais, 2,5 mil marcas expositoras e representantes de 64 destinos internacionais, além de gerar aproximadamente R$ 552 milhões em negócios.

Para este ano, com o tema “Relações reais que constroem o futuro”, o Festuris propõe uma reflexão sobre a importância das conexões humanas, das experiências autênticas e das parcerias na construção dos novos caminhos do turismo. A feira será realizada de 12 a 15 de novembro, no Serra Park, em Gramado (RS).


SOBRE O SELO XIS - O projeto foi idealizado por Priscila Bentes em 2018, inspirada pelo nascimento da sua neta Julia. Em 2021, Priscila desenvolveu o Índice de Sustentabilidade em Gestão Hoteleira (ISGH) e iniciou o mapeamento das atividades realizadas pelos empreendimentos. Em 2022, junto com a Fluxo Consultoria, empresa júnior da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), implantou-se a quantificação dos GEEs – Gases de Efeito Estufa, quando foram certificados 10 hotéis. 

Em 2023, a especialista em certificação Aline Schneiders juntou-se à Priscila e o Selo XIS foi totalmente reestruturado, com a reformulação do Índice e o lançamento da ferramenta de avaliação gratuita para empresas, disponível pelo site. No mesmo período, a certificação realizou uma consultoria com a empresa PROWA, resultando na formação de uma equipe multidisciplinar com formação em ESG. Ao final de 2023, aconteceu o primeiro Fórum de Sustentabilidade Selo XIS, realizado em Trancoso (BA).

Inicialmente associado ao Circuito Elegante - Associação de Viajantes reconhecida no trade turístico como chancela de qualidade e excelência em serviços - o Selo XIS iniciou a sua trajetória de forma independente em 2024, com a criação do Instituto XIS.



Festuris terá encontro do rock gaúcho e entrega de certificados do programa Aventura Natural RS

 

Foto: Luana Misturini



O encerramento do Festuris Gramado será marcado por uma combinação de turismo, aventura e música. No dia 14 de novembro, a partir das 17h30, o evento Rock & Turismo & Aventura reunirá representantes do setor turístico gaúcho para a entrega dos certificados às empresas participantes do programa Aventura Natural RS, seguida de um encontro especial do rock gaúcho, com apresentações ao vivo de Claus e Vanessa, Jaques Maciel e Tchê Gomes.

A programação acontece no mesmo palco do Meeting Festuris, no Pavilhão 3 – Plátano, e será gratuita para os participantes credenciados no Festuris. A iniciativa tem oferecimento do Rio Grande do Sul, Estado anfitrião, e propõe celebrar o encerramento da feira valorizando o desenvolvimento do turismo gaúcho e a cultura musical do Rio Grande do Sul.

A abertura será às 17h30, com a cerimônia de entrega dos certificados às empresas participantes do programa Aventura Natural RS. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (SETUR), em parceria com o Sebrae, tem como objetivo qualificar e fortalecer o ecoturismo gaúcho, contribuindo para o posicionamento do Estado como destino seguro para experiências de turismo de aventura e natureza.

Após a cerimônia, o palco será tomado pela música, com o Encontro do Rock Gaúcho, reunindo três atrações que representam diferentes momentos e expressões da cena musical do Estado: Claus e Vanessa, Jaques Maciel e Tchê Gomes.

A proposta é encerrar o Festuris em clima de celebração, conectando o potencial turístico do Rio Grande do Sul à sua identidade cultural e artística. Uma oportunidade de reunir profissionais do turismo, empreendedores, convidados e amantes da música em um momento de valorização do Estado e de suas experiências.

Entrada: Gratuita para credenciados do Festuris

Oferecimento: Estado anfitrião

 



Sabará ganha Museu da Jabuticaba dedicado à história e à tradição da fruta símbolo do município

 



Sabará a a 30 Km da capital mineira, ganhará um novo espaço dedicado a um de seus maiores símbolos culturais e gastronômicos. No dia 14 de novembro, será inaugurado oficialmente o Museu da Jabuticaba, uma iniciativa do Quintal Torres que pretende preservar e compartilhar a história da fruta e sua relação com a identidade e as tradições do município.

Instalado e realizado  pelo Quintal Torres, o museu nasce com a proposta de apresentar aos visitantes a trajetória do espaço, a importância da jabuticaba para Sabará e as diferentes formas de aproveitamento da fruta, que movimenta a cultura, a gastronomia e a economia local, especialmente durante o período da safra.





Mais do que um espaço de produção artesanal, o Quintal Torres é um lugar de encontros e preservação da cultura sabarense. Há gerações, a família mantém viva a tradição mineira de receber visitantes com café passado na hora, quitandas caseiras e produtos elaborados a partir da jabuticaba. Entre histórias, receitas e memórias afetivas, o quintal se tornou um espaço de acolhimento e partilha, onde o saber-fazer tradicional é transmitido de geração em geração.

A criação do museu amplia esse trabalho de valorização da cultura local. O projeto busca contribuir para o fortalecimento do patrimônio cultural imaterial de Sabará, incentivar a preservação dos modos de fazer tradicionais e aproximar diferentes comunidades por meio da culinária, da memória afetiva e da cultura popular.

fotos: Débora Magalhães


A inauguração oficial contará com uma programação que reúne música, gastronomia e experiências culturais, em evento destinado a convidados. Entre as atrações estão as apresentações do Café com Viola e do Grupo Carabá, além de um coquetel com produtos derivados da jabuticaba. 

Além do espaço expositivo, o projeto prevê a implantação de uma cafeteria, ampliando as possibilidades de visitação e de experiências gastronômicas no local. A proposta é que o museu se torne também um ponto de encontro para moradores e turistas interessados na história, nos sabores e nas tradições de Sabará.

Reconhecida como um dos principais elementos da identidade sabarense, a jabuticaba está presente na memória afetiva da população e em diversas manifestações da gastronomia local. A criação do museu representa uma iniciativa para manter viva essa tradição, valorizar os conhecimentos transmitidos entre gerações e ampliar o reconhecimento da cultura sabarense.

 

Quintal Torres
Endereço: Rua Abreu Guimarães, 193, Centro, Sabará

sábado, 7 de novembro de 2026

Festuris 2026 registra crescimento no número de compradores confirmados e amplia presença internacional

 


 

O Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, um dos principais encontros de negócios turísticos da América Latina, registra um crescimento de 16% no número de compradores confirmados para sua edição de 2026. Até a semana anterior à realização do evento, havia 834 profissionais cadastrados, entre representantes do mercado nacional e internacional, que estarão em Gramado de 12 a 15 de novembro para realizar negócios, conhecer novidades e estabelecer conexões com destinos e empresas do setor.


O número de buyers confirmados representa um avanço em relação à edição de 2025, quando a feira contabilizou 720 compradores. O crescimento ocorre tanto no mercado brasileiro quanto no internacional, reforçando a capacidade do Festuris de atrair profissionais interessados em ampliar oportunidades comerciais e fortalecer relações no turismo.

Entre os compradores brasileiros, são 650 profissionais neste ano, frente aos 565 registrados no ano passado, um crescimento de 15%. Há representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.

No mercado internacional, o Festuris já confirma a participação de 184 buyers, ante 155 em 2025, o que representa uma expansão de aproximadamente 18%. Os profissionais vêm de países como Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica, ampliando a diversidade de mercados e a possibilidade de conexões entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Negócios organizados e reuniões pré-agendadas - Para reunir compradores e fornecedores, o Festuris aposta em uma dinâmica estruturada para potencializar os resultados comerciais. Cada buyer precisa cumprir uma programação de pelo menos 18 reuniões de negócios durante o evento, conforme a área de atuação. No Espaço Luxury, segmento dedicado ao turismo de alto padrão, a agenda será ainda mais intensa, com 24 encontros por comprador.

As reuniões possuem, em média, duração aproximada de 14 minutos e são agendadas previamente por meio do aplicativo Festuris 2026. Dessa forma, os compradores chegam à feira com horários e interlocutores definidos, otimizando o tempo de participação e direcionando os encontros para oportunidades concretas de negócios.

O perfil dos buyers é formado principalmente por agentes de viagens e operadores de turismo que buscam novos produtos, destinos, fornecedores e parcerias comerciais. A presença desses profissionais é estratégica para conectar a oferta turística às demandas dos mercados consumidores.

Na edição de 2025, o Festuris gerou, segundo estimativa da organização, R$ 552 milhões em negócios. Para 2026, o crescimento no número de compradores e a programação estruturada de reuniões reforçam a expectativa de ampliar as oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais o papel da feira como plataforma de relacionamento, promoção e geração de negócios para o turismo.

 

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