sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Virá Farm Hotel combina bangalôs sobre lago e experiências de bem-estar no Paraná



Dormir em um bangalô construído sobre um lago, relaxar em uma jacuzzi privativa com vista para a água e começar o dia cercado pela paisagem do campo. Essas são algumas das experiências oferecidas pelo Virá Farm Hotel, localizado em Teixeira Soares, no interior do Paraná, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba. Em uma propriedade de 170 hectares, o empreendimento combina hospedagem integrada à natureza, experiências de bem-estar e atividades ao ar livre, com opções para casais e famílias.



Um dos principais diferenciais do hotel são os Bangalôs do Lago, construídos sobre a água e destinados exclusivamente a casais. As acomodações oferecem vista para a paisagem, decks privativos e distância de aproximadamente 50 metros entre as unidades, proporcionando maior privacidade e contato com a natureza.

Os bangalôs passaram por um processo de revitalização e ampliação recentemente.


As unidades ganharam banheira, duchas e duas cubas nos banheiros, além de jacuzzi nos decks privativos, que também foram ampliados para oferecer mais espaço aos hóspedes. As melhorias reforçam a proposta de transformar a própria acomodação em um ambiente de descanso e contemplação.

Construídos com toras de madeira ecológica, os bangalôs contam com ambientes planejados para estadias a dois e amenities da L'Occitane en Provence. A arquitetura privilegia a integração entre os espaços internos e a paisagem, permitindo que os hóspedes aproveitem a vista do lago ao longo da estadia.


Ao todo, o Virá Farm Hotel dispõe de 38 acomodações distribuídas em diferentes categorias. Além dos bangalôs sobre a água, há opções de suítes com hidromassagem e vista para o lago e chalés próximos à vegetação. Parte das hospedagens são configuradas para famílias com crianças e animais de estimação.

Relaxamento e experiências de bem-estar


O bem-estar também faz parte da estrutura do empreendimento. Entre os espaços dedicados ao relaxamento está o spa com a marca L'Occitane en Provence. Entre os tratamentos, destaque para a flutuação que utiliza uma cápsula com água climatizada e salinizada para proporcionar uma experiência de redução dos estímulos externos. O ambiente dispõe de controle de iluminação, ventilação e isolamento termoacústico, permitindo que o hóspede permaneça imerso em um espaço de completo silêncio.

Durante a sessão, a temperatura da água e do ambiente é ajustada para aproximadamente 35,5°C, próxima à temperatura corporal.


A experiência busca favorecer o relaxamento e a sensação de leveza. O projeto arquitetônico do spa utiliza materiais naturais e renováveis, incluindo madeira proveniente do reflorestamento da propriedade e pedras da região.

O hotel também oferece tratamentos de bem-estar, como massagens e banhos de ofurô, que complementam as opções para quem deseja reservar parte da estadia ao descanso. A proposta é permitir que o hóspede alterne momentos de relaxamento com atividades na natureza, sem precisar deixar a propriedade.

Outra opção é a área da piscina climatizada e sauna, que permite aproveitar a estrutura de lazer em diferentes épocas do ano. O espaço inclui bar molhado e deck para descanso, com vista para a vegetação e os lagos que compõem a paisagem do hotel.

Atividades ao ar livre e contato com a vida no campo

Para quem prefere uma programação mais ativa, os lagos do Virá Farm Hotel também são utilizados para passeios de caiaque, stand up paddle, pedalinho e pesca esportiva. As atividades permitem explorar diferentes pontos da propriedade e observar a paisagem a partir da água.

Em terra firme, os hóspedes encontram trilhas para caminhadas e passeios de bicicleta, além de cavalgadas que podem ser realizadas ao pôr do sol. Os percursos passam por trechos de vegetação e espaços abertos da fazenda, proporcionando diferentes formas de conhecer a área rural.

O contato com os animais é outro componente da experiência. Crianças podem participar de atividades acompanhadas pela equipe de recreação, como alimentar galinhas e peixes, passear de pônei e conhecer os animais da propriedade. A programação também inclui brincadeiras tradicionais, piqueniques e atividades que incentivam a convivência familiar longe das telas.

Gastronomia e experiências junto ao lago

                            fotos:Márcio Diniz


A gastronomia integra a experiência do Virá Farm Hotel, com uma proposta que valoriza ingredientes e preparações associados à culinária do campo. O conceito farm to table, que privilegia a relação entre os alimentos e sua origem, está presente na identidade gastronômica do empreendimento.

O Bar da Ilha é outro ambiente voltado à contemplação da paisagem. Instalado junto ao lago, o espaço conta com decks e redes, permitindo que os hóspedes aproveitem momentos de descanso ao ar livre.

A possibilidade de escolher entre diferentes atividades também faz parte da proposta do hotel. Enquanto as famílias encontram opções de recreação e experiências rurais, os casais podem aproveitar os espaços de bem-estar, as acomodações privativas e os ambientes de contemplação.

Essa combinação permite que cada hóspede organize a estadia de acordo com seus interesses, alternando atividades recreativas, experiências gastronômicas e momentos de descanso. Com os bangalôs sobre a água, as áreas de lazer e a programação ligada à natureza, o empreendimento concentra diferentes experiências dentro da própria propriedade.

Localizado na Estrada Velha, km 4, em Teixeira Soares, o Virá Farm Hotel recebe hóspedes ao longo de todo o ano. Informações sobre acomodações, experiências e reservas estão disponíveis no site oficial www.virafarmhotel.com.br.


Turismo mineiro em expansão: Governo de Minas mira novos mercados no BTM 2026

 


Minas Gerais participou , nos dias 22 e 23 de outubro, do BTM – Brazil Travel Market 2026, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE). Reconhecido como um dos principais eventos de negócios do turismo no país, o encontro reúne profissionais do setor, compradores nacionais e internacionais e empresas para rodadas de negócios, capacitações e apresentação de produtos turísticos.

A participação busca ampliar a presença dos destinos mineiros em novos mercados, fortalecer parcerias comerciais e valorizar o turismo como atividade geradora de trabalho, renda e desenvolvimento regional. “A participação no BTM é uma oportunidade estratégica para mostrar a diversidade do nosso turismo, que integra natureza, patrimônio cultural, cozinha mineira e experiências autênticas. Ao aproximar nossos destinos do mercado, ampliamos oportunidades de negócios e estimulamos a economia dos municípios”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

O estande de Minas Gerais contará com coexpositores que representam diferentes regiões e experiências do estado: Cordilheira do Espinhaço, com a rota Do Jequi ao Norte de Minas; Rotas da Serra do Cipó; Destino Peruaçu; Rotas da Canastra; Rota Caparaó Mineiro; e Rota do Queijo do Serro. A presença conjunta aproxima destinos, empreendedores e operadores turísticos, ampliando a visibilidade de produtos que integram natureza, cultura, identidade regional e gastronomia.

A programação inclui a capacitação “Minas Gerais: Experiências Autênticas”, conduzida por Camila Oliveira, diretora de Promoção Turística da Secult-MG, e Thiago Ferreira, superintendente de Marketing Turístico da secretaria. A atividade apresentará ao trade os diferenciais dos destinos mineiros e suas experiências turísticas.

A cozinha mineira também terá destaque por meio de Cozinhas Vivas, com apresentações e degustações de produtos regionais. A chef Ana Gabriela Costa, chef executiva do Trintaeum, preparará o prato “Terroir do Triângulo Mineiro: Queijo Minas Artesanal, doces de Peirópolis e vinhos de Uberaba”. A iniciativa valoriza ingredientes, saberes e tradições locais e evidencia a conexão entre gastronomia, identidade cultural e turismo.

A participação no BTM integra a estratégia de promoção de Minas Gerais em ambientes de negócios do setor, com foco na valorização das identidades regionais, na comercialização de experiências turísticas e na geração de oportunidades para os municípios mineiros.

Minas celebra reconhecimento do samba, da cachaça de alambique e da Casa de Dona Beja como patrimônio cultural

 




 Minas Gerais  ganhou três novos reconhecimentos para seu patrimônio cultural ., O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, no dia 22 de outubro, o registro das Expressões do Samba em Minas Gerais e dos Modos de Fazer Cachaça de Alambique como patrimônios imateriais, além do tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá. O Conselho é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG).

Presidente da reunião, a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza, destacou a importância das decisões. “Reconhecemos três patrimônios fundamentais. O registro dos modos de fazer cachaça de alambique permite que saberes não se percam e abre a oportunidade para que vários produtores, inclusive quem não está cadastrado nos meios oficiais, sejam valorizados”, sublinhou. 


“O reconhecimento do samba como patrimônio imaterial de Minas Gerais também valoriza uma expressão de resistência e demonstra a força da afro-mineiridade. Já o tombamento da Casa de Dona Beja preserva a memória de uma mulher importante para o início do século XIX e a história de Araxá”, acrescentou Josiane.

Samba: presença histórica e diversidade - Raimundo Nonato da Silva, um dos coordenadores do coletivo de sambistas Mestre Conga, que solicitou ao Iepha-MG a elaboração do dossiê para o reconhecimento, celebrou a decisão. “É um momento histórico. Nossos ancestrais lutaram tanto por essa cultura. Na época da ditadura, quando o samba era proibido, sambistas apanhavam, eram presos, e o samba era visto como coisa de vagabundo e cachaceiro. Hoje, é reconhecido como patrimônio cultural. Isso é uma vitória para os sambistas”.

O registro das Expressões do Samba reconheceu a presença histórica e a diversidade dessa manifestação em Minas Gerais. Atualmente, 246 grupos de samba estão cadastrados no estado.

Cachaça: saberes transmitidos entre gerações - Sara Regina Santana Santos, integrante de uma família que produz a cachaça Guaraciaba há 62 anos, destacou a emoção de representar os produtores de alambique. “Esse reconhecimento do Iepha vai abranger muitas famílias que vivem da cachaça e mostrar o valor da bebida para os mais jovens. Antes, a cachaça era malvista e hoje as pessoas estão valorizando mais”, afirmou.

Minas Gerais lidera a produção nacional de cachaça de alambique, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o estado conta com 630 alambiques registrados. O reconhecimento valoriza técnicas e conhecimentos tradicionais, amplia a visibilidade dos produtores e fortalece a projeção da cachaça mineira nos mercados nacional e internacional.

Casa de Dona Beja - O tombamento da Casa de Dona Beja, também conhecida como Pensão Tormim, protege um imóvel ligado à trajetória de Anna Jacintha de São José, figura de destaque na história de Araxá. Construída entre as décadas de 1820 e 1830, a edificação reúne características da arquitetura urbana do século XIX.

Dona Beja teve influência social, econômica e política em sua época, desafiando padrões morais conservadores e participando de acontecimentos históricos, como a Revolução Liberal de 1842. A proteção do imóvel valoriza a memória urbana de Araxá e o protagonismo feminino na história mineira.

Superminas movimenta R$ 3,3 bilhões

 


A Superminas Food Show 2026 acontece na próxima semana e promete reunir os principais representantes do varejo, da indústria e da cadeia de abastecimento alimentar e de bens de consumo.


Em sua 38ª edição, o evento será realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte, consolidando-se como o maior evento empresarial de Minas Gerais e o segundo maior do segmento supermercadista do Brasil.

Com estimativa de receber cerca de 60 mil participantes, reunir 600 expositores e gerar negócios da ordem de R$ 3,3 bilhões, a Superminas será palco de lançamentos de produtos, equipamentos, serviços e tecnologias que podem transformar a experiência de compra e a operação do varejo. Entre os destaques estão soluções para agilizar as compras, aprimorar o atendimento ao cliente, reduzir perdas e tornar as empresas mais eficientes e competitivas.

Ao longo dos três dias, supermercadistas de Minas Gerais e de outras regiões do país terão a oportunidade de conhecer novidades que poderão chegar às gôndolas e aos serviços oferecidos aos consumidores. Para a indústria e os fornecedores, o encontro representa uma importante vitrine para apresentar lançamentos, ampliar mercados e negociar diretamente com os responsáveis pelas decisões de compra das empresas varejistas.

Além da área de exposição, a programação contará com diversas palestras e debates sobre gestão, inovação, comportamento do consumidor, tendências de mercado e estratégias para o desenvolvimento dos negócios. 


No primeiro dia do evento, 27 de outubro, um dos destaques será a palestra magna de Rony Meisler, empresário e investidor, das 14h às 16h, no Auditório Belo Horizonte, com o tema “Negócios com propósito: construindo marcas, equipes e negócios relevantes”.

Fundador da Reserva, Rony Meisler é reconhecido por sua atuação no empreendedorismo e por suas iniciativas voltadas ao desenvolvimento de negócios. Atualmente, contribui para a construção e o fortalecimento de empresas por meio do Manual de Donos e investe em marcas dos segmentos de saúde e bem-estar pela Rebels Ventures.

Durante a palestra, Meisler abordará como construir negócios de sucesso a partir do equilíbrio entre resultados e significado, destacando a importância de crescer sem perder a essência, inovar sem deixar de valorizar as pessoas e gerar impacto sem abrir mão da performance. A proposta é mostrar que o propósito precisa se traduzir em ações concretas e que resultados consistentes também dependem de uma cultura organizacional capaz de valorizar pessoas e gerar relevância.

A apresentação trará reflexões e insights sobre liderança, cultura organizacional, gestão, marketing, experiência do cliente e inovação. O conteúdo também abordará estratégias para desenvolver marcas que criam conexões com o público, equipes de alto desempenho e negócios que façam sentido tanto para o mercado quanto para a sociedade.

Realizada pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS), com apoio do Sebrae Minas, a Superminas reúne proprietários e profissionais de supermercados, atacarejos, mercearias, padarias, açougues, sacolões e outros canais de abastecimento dos lares, além de lideranças da indústria, fornecedores e representantes de diferentes segmentos do mercado.

A programação completa do congresso inclui outras palestras e atividades distribuídas ao longo dos três dias, com conteúdos voltados à atualização profissional, à troca de experiências e ao fortalecimento dos negócios. Os interessados podem conferir a agenda e obter mais informações pelo site oficial: https://superminas.org.br/congresso/.

Chieko Aoki e Luiza Trajano se encontram no Festuris para debater marcas que atravessam gerações

 


Duas lideranças empresariais que construíram trajetórias de destaque em diferentes setores da economia brasileira estarão reunidas no Meeting Festuris, na manhã de 14 de novembro, para discutir um dos grandes desafios do empreendedorismo: como construir marcas fortes, capazes de permanecer relevantes ao longo do tempo e ultrapassar gerações.

Chieko Aoki, fundadora e presidente da Blue Tree Hotels, e Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, participam do painel “Mulheres que Constroem Marcas Fortes, que Perduram no Tempo e Ultrapassam Gerações”.

A conversa será mediada por Tati Finkelstein, fundadora e diretora de operações da Mercatur Premium, que traz sua experiência de 36 anos no turismo para conduzir o diálogo entre as duas empresárias. Com vivências em segmentos distintos, Chieko e Luiza compartilham experiências sobre liderança, visão de futuro e construção de negócios que se mantêm relevantes em mercados marcados por mudanças constantes no comportamento dos consumidores e na dinâmica da economia.

À frente da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki consolidou uma marca reconhecida no setor de hospitalidade e construiu uma trajetória internacional marcada pelo empreendedorismo e pela atuação em diferentes mercados. Sua visão de negócios combina experiência, relacionamento, identidade e capacidade de adaptação, elementos fundamentais para uma marca que busca preservar seus valores e evoluir ao longo das décadas.

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Chieko complementou sua formação com estudos em cultura e arte japonesa na Sofia University, em Tóquio, e em Hotelaria pela Cornell University, nos Estados Unidos. Sua carreira inclui experiências profissionais nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa, além de passagens por importantes empresas do setor hoteleiro, como a rede Caesar Park, onde foi presidente, e a Westin, na qual ocupou a posição de vice-chairman.



A presença de Luiza Helena Trajano amplia a perspectiva do encontro ao trazer para o debate a experiência de uma das lideranças mais conhecidas do empresariado brasileiro. Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, empresa que se tornou uma das referências do varejo nacional, Luiza construiu uma trajetória associada à expansão dos negócios, à transformação do modelo de atuação da companhia e à valorização das relações com clientes, colaboradores e comunidades.

Sua participação acrescenta ao painel reflexões sobre como fortalecer uma marca em um mercado competitivo, acompanhar as transformações do consumo e conciliar crescimento, inovação e valores empresariais. A experiência de Luiza no varejo, somada à trajetória de Chieko na hotelaria, permitirá explorar diferentes perspectivas sobre os fatores que contribuem para a construção de negócios duradouros, independentemente do segmento de atuação.

No Meeting Festuris, as participantes devem abordar temas como propósito, consistência, relacionamento, experiência do cliente, sucessão e capacidade de inovar sem perder a essência. Em um cenário de mudanças aceleradas, a discussão também coloca em pauta o papel da liderança na preservação da identidade de uma marca e na transmissão de seus valores às novas gerações.

A presença de Chieko Aoki e Luiza Helena Trajano no principal palco de conteúdo do Festuris reforça a proposta de promover reflexões sobre os desafios e as oportunidades do empreendedorismo contemporâneo a partir de experiências reais de liderança. Mediado por Tati Finkelstein, o encontro pretende aproximar diferentes visões de mercado e mostrar como histórias empresariais construídas em contextos distintos podem contribuir para uma mesma discussão: o que faz uma marca permanecer relevante e se transformar em legado.

Os interessados em participar podem realizar o credenciamento diretamente pelo site oficial do evento: festurisgramado.com

 


Espetáculo “Carmen” retorna ao Grande Teatro com a Companhia de Dança Palácio das Artes




 

Após sua temporada em 2024, o espetáculo “Carmen” retorna ao Grande Teatro Cemig Palácio das Artes nos dias 29 e 30 de outubro, às 20h. Interpretada pela Companhia de Dança Palácio das Artes, a montagem tem direção geral e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni e revisita a célebre obra de Georges Bizet (1838-1875) a partir da versão musical do compositor russo Rodion Shchedrin (1932-2025). A narrativa marcada pelos conflitos entre paixão, liberdade e possessividade ganha expressão por meio da linguagem coreográfica. As apresentações contam ainda com a participação especial da Escola de Dança do Cefart, que abre o espetáculo com a coreografia “Pulsar”, idealizada por Maxmiler Junio e Eliatrice Gischewski. Os ingressos podem ser adquiridos por R$20,00 (meia-entrada) e R$40,00 (inteira) e estão disponíveis na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.

 


Ambientada na Espanha do século XIX, o enredo acompanha Carmen, uma mulher independente e determinada a conduzir o próprio destino. Após conhecer Don José, um soldado que abandona sua carreira militar para viver uma paixão pela protagonista, Carmen passa a enfrentar o comportamento cada vez mais ciumento e possessivo do companheiro. Ao rejeitar suas tentativas de reconciliação e se envolver com o toureador Escamillo, a personagem passa a enfrentar uma crescente tensão que culmina em um desfecho trágico. Mais do que uma história de amor, a obra aborda questões relacionadas à autonomia feminina e à violência decorrente das relações de poder e dominação.

 


A trajetória de “Carmen” tem origem na novela homônima publicada em 1845 pelo escritor francês Prosper Mérimée (1803-1870). Três décadas depois, a história ganhou uma adaptação para a ópera, composta por Georges Bizet, com libreto de Henri Meilhac (1831-1897) e Ludovic Halévy (1834-1908). Quando estreou, em 1875, no Opéra-Comique de Paris, a produção provocou estranhamento entre o público e a crítica francesa por apresentar uma protagonista que contrariava os padrões morais e sociais da época. Apesar da recepção inicial desfavorável, a obra conquistou reconhecimento internacional e se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do repertório operístico.

 

Na montagem da Companhia de Dança Palácio das Artes, a produção é reinterpretada a partir de “Carmen Suite”, composição criada por Rodion Shchedrin em 1967. A obra apresenta uma releitura da música de Bizet, marcada pela valorização dos instrumentos de percussão e pela intensidade rítmica, oferecendo novas possibilidades para a interpretação dos conflitos e das emoções dos personagens por meio do movimento.

 

Ao revisitar uma narrativa que abrange diferentes épocas e linguagens artísticas, a Companhia de Dança Palácio das Artes apresenta uma interpretação dos conflitos humanos que sustentam a permanência de “Carmen” no repertório cultural. A tensão entre o desejo de liberdade da protagonista e a tentativa de controle exercida por Don José confere à história uma dimensão que ultrapassa seu contexto original, mantendo sua relevância diante de questões presentes na sociedade contemporânea.

 

O espetáculo “Carmen” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e pela Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, da Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 Classificação Indicativa: Livre

 Ingressos à venda na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.

 Valor dos ingressos: R$ 20,00 a meia-entrada e R$ 40,00 a inteira


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Governo de Minas destinará R$ 8 milhões a edital inédito para o Jequitinhonha




O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), destinará R$ 8 milhões dos recursos destinados ao terceiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) à realização de um edital inédito e exclusivo para o Vale do Jequitinhonha. A iniciativa, que contemplará 55 municípios da região, foi aprovada por unanimidade durante a 60ª reunião do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec-MG), realizada dia 20 de outubro, em Belo Horizonte, marcando o encerramento do atual mandato do colegiado.
                             Fotos: Leonardo Neres

Pela primeira vez, o Vale do Jequitinhonha contará com um edital próprio, concebido especificamente para atender às demandas e às características culturais do território. A decisão representa um marco na política de descentralização do financiamento cultural em Minas Gerais, ampliando o acesso aos recursos públicos e reconhecendo a diversidade artística de uma das regiões mais importantes para a identidade cultural mineira.

O edital será direcionado aos agentes culturais do Jequitinhonha, abrangendo três grandes regiões do Vale e criando novas oportunidades para artistas, produtores, coletivos e instituições culturais. A iniciativa pretende fortalecer a produção local, incentivar a continuidade das manifestações tradicionais e estimular novas expressões artísticas.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de MInas Gerais, Leônidas Oliveira, destacou a importância da decisão e o significado do investimento para a consolidação de uma política cultural mais descentralizada, participativa e comprometida com os diferentes territórios de Minas Gerais.

“Tenho a convicção de que entregamos um sistema mais consolidado, fortalecido, descentralizado e muito mais democrático. Vocês fizeram um trabalho de excelência. Tenho muito orgulho de ter um conselho com essa magnitude”, afirmou o secretário, ao agradecer aos conselheiros e à subsecretária de Cultura, Maristela Rangel, pelo trabalho realizado ao longo do mandato.

A subsecretária ressaltou a dimensão territorial da iniciativa e o alcance do novo instrumento de fomento. “Estamos falando de 55 municípios que serão beneficiados exclusivamente por um edital voltado aos artistas do Vale do Jequitinhonha, contemplando três grandes regiões. São R$ 8 milhões aprovados hoje na plenária do Consec”, destacou.

Reconhecido pela extraordinária riqueza de seu patrimônio material e imaterial, o Vale do Jequitinhonha reúne tradições que atravessam gerações e se expressam no artesanato, especialmente na cerâmica, na música, nas festas populares, nos saberes ancestrais e nas diferentes formas de criação contemporânea. Essa diversidade faz da região uma referência para a cultura de Minas Gerais e do Brasil.

Plano Estadual de Cultura  -  Além da aprovação do edital para o Jequitinhonha, a 60ª reunião do Consec-MG marcou a apresentação do relatório final do Plano Estadual de Cultura, cujo ciclo decenal se encerra em 2026, e da proposta de um novo plano, que deverá orientar as políticas culturais de Minas Gerais pelos próximos dez anos. A proposta seguirá para as próximas etapas de discussão e tramitação institucional, incluindo a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao fazer um balanço do trabalho realizado, Leônidas Oliveira ressaltou o papel do Conselho como espaço de construção coletiva, diálogo e fortalecimento da democracia.

“Essa é a beleza da democracia: trabalhar com protagonismo e diálogo, porque é com as diferenças de pensamento que a gente cresce. Conseguimos construir e aprovar leis e deixar o sistema mais forte e renovado. Agora, queremos continuar construindo, em todos os territórios de Minas Gerais, uma cultura forte, livre e genuinamente mineira, mas também global”, afirmou.

Virá Farm Hotel combina bangalôs sobre lago e experiências de bem-estar no Paraná

Dormir em um bangalô construído sobre um lago, relaxar em uma jacuzzi privativa com vista para a água e começar o dia cercado pela paisagem ...