sexta-feira, 19 de junho de 2026

Nos 55 anos do Palácio das Artes, Fundação Clóvis Salgado lança livro sobre a história e os marcos do complexo cultural

 



Publicação é a primeira de uma série de obras celebrando o Palácio e suas artes, e será disponibilizada na Midiateca João Etienne Filho, em escolas e instituições públicas, nos equipamentos do Circuito Liberdade e no site da Fundação


“A Casa de Papel”! No caso, um “Palácio de Papel”, um livro, onde o palácio é o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Minas Gerais – o maior complexo cultural da América Latina –  que, neste 2026, completa seus primeiros 55 anos, com vasta programação, durante todo o ano. 

Juscelino Kubitschek, Peri Rocha França e Antonio Lunardi, em 28 de novembro de 1970 - Crédito Acervo FCS
Inauguração da Grande Galeria, em 31 de janeiro de 1971, com Peri Rocha França, Israel Pinheiro, Luiz Souza Lima e Martinho Rego - Crédito Acervo FCS
Concerto de Inauguração do Grande Teatro, em 14 de março de 1971 - Crédito Acervo FCS

Croqui Original de Oscar Niemeyer para o Teatro Municipal de Belo Horizonte - Crédito Fundação Oscar Niemeyer

Entre as ações comemorativas está o lançamento de uma coleção de cinco livros registrando não só a história do Palácio das Artes; como também a montagem das 100 óperas de seu repertório, entre clássicos mundiais e produções autorais; os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG); os 55 anos do Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA); e, por fim, um catálogo raisonné, com o acervo de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado (FCS), mantenedora do Palácio das Artes. Um sexto livro vai completar a coleção, com a trajetória do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), perto de completar 50 anos, em 2029.

Fachada do Palácio das Artes ( foto Paulo Lacerda)

O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) - ele mesmo “uma flor de obsessão”, em suas próprias palavras, dizia: “o que não é repetido, continua inédito”, desconhecido. E o que dizer então do que nem foi escrito, registrado ou contado, no caso, em papel? Eis a importância desta iniciativa, até então inédita, o primeiro livro da coleção, “Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!”, do jornalista e escritor Mauro Werkema e da turismóloga e bacharel em Letras Maria Elisa Ordones de Oliveira.

Incêndio no Grande Teatro, em 7 de abril de 1997 -!Crédito Paulo Lacerda)

“Se, na economia, na política e na cultura, Minas Gerais é uma das locomotivas do Brasil, o Palácio das Artes justifica plenamente seu nome: um trem veloz, que segue pelos trilhos de um futuro cada vez mais promissor, levando em seus muitos e variados vagões todas as artes e os maiores tesouros de Minas, do Brasil e até do mundo”, diz, na apresentação do livro, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.


O livro, que será lançado na próxima semana, terá exemplares para consulta na Midiateca João Etienne Filho (no Palácio das Artes) e será distribuído também em escolas e instituições públicas de Minas Gerais, além de ficar disponível para leitura e pesquisa nos equipamentos do Circuito Liberdade e, em versão digital, no site da Fundação Clóvis Salgado https://fcs.mg.gov.br/ 

A publicação é um marco em 248 páginas, dividido em capítulos e subcapítulos, sobre as origens e a história do complexo cultural; suas múltiplas galerias e demais espaços físicos; seus corpos artísticos; o Cine Humberto Mauro; e o Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), de onde saem mais de 2 mil novos artistas e técnicos por ano.

“Este livro reconstrói, revela, como o Palácio das Artes se tornou uma das instituições culturais mais importantes do Brasil. Não é apenas celebração, nem simples inventário de fatos, salas e realizações. É, no melhor sentido, uma interpretação. Reúne memória institucional, leitura histórica, crítica de arquitetura, testemunho afetivo, reflexão sobre políticas públicas e análise da formação artística de Minas Gerais. Seu mérito maior está em demonstrar que o Palácio das Artes não se deixa compreender por uma única chave. Ele é, ao mesmo tempo, edifício, instituição e acontecimento urbano. É obra moderna, é organismo vivo, é paisagem moral da cidade”, escreve, também na apresentação, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

A importância, quase urgência de “Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!”, é relembrar fatos capitais como sua idealização por Juscelino Kubitschek, quando prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), com projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer – no livro em alguns croquis, gentilmente cedidos pela Fundação Oscar Niemeyer –  e a retomada das obras paralisadas por mais de 20 anos, só concluídas no Governo Israel Pinheiro (1966-1971), com o arquiteto Hélio Ferreira Pinto. Mesmo com a Grande Galeria, hoje, Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, sendo aberta em 1970, a inauguração oficial aconteceu em 14 de março de 1971. Um dia depois assumia o novo governador, Rondon Pacheco (1971-1975).

Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mello Mesquita, “é uma honra comemorar os 55 anos do Palácio das Artes, um dos mais importantes espaços culturais da América Latina, com o lançamento de uma bela publicação que se debruça sobre a sua história, a trajetória dos corpos artísticos, as curiosidades, os espaços e alguns marcos desse brilhante caminho. A reflexão sobre a nossa história, bem como os projetos de preservação dos nossos acervos artísticos e documentais, assim como a potência e relevância das nossas companhias artísticas, do Cefart e do nosso corpo técnico, possibilita que comemoremos muitos outros aniversários. Vida longa ao Palácio das Artes!”.

Coral Lírico  de Minas Gerais (Foto Paulo Lacerda) 


Maestro André Brant e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais  (foto Paulo Lacerda)

Certamente o grande mérito de “Palácio das Artes: 55 Anos” está na hercúlea recuperação das memórias, dos personagens e registros fotográficos do acervo da FCS, que construíram, ontem, esta longa trajetória, e na exaltação da importância do Palácio das Artes, hoje, enquanto projeta as bases para o amanhã e o sempre. No lado mais humano e dinâmico, estas memórias, ao longo da obra, voltam com uma série de emocionantes depoimentos de artistas e dos mais antigos colaboradores na FCS/Palácio das Artes. 

Com a palavra, o jornalista, ex-presidente da FCS e autor do livro, Mauro Werkema: “o livro, com objetivo histórico e documental,  enfatiza três aspectos que distinguem e  enobrecem a história do Palácio das Artes: sua origem, concepção  e realização  por nomes ilustres, como Juscelino, Niemeyer, Israel Pinheiro, Clóvis Salgado, entre muitos outros; sua excepcional e contínua  performance de realizações artísticas e culturais; e a amplitude de sua atuação - em todos os ramos da criação, produção,  exibição artística e cultural e ensino para as carreiras artísticas -, a maior  e mais completa do Brasil e da América Latina. E assim, o Palácio continua merecendo a presença contínua de seu grande público”.

Ópera Matraga  (foto Paulo Lacerda)


Ópera La Traviata   
(foto Paulo Lacerda)

Uma compilação das experiências inaugurais que seguem habitando incontáveis imaginários. A primeira nota de um piano, o primeiro concerto de música clássica, o deslumbramento diante da primeira exposição de artes plásticas, a hipnose do primeiro espetáculo de dança ou da apresentação de um coral, o primeiro filme, a primeira trilha sonora, a primeira ópera – síntese de todas as artes. Lançamentos de livros, comemorações, encontros, festas. A primeira aula e a primeira turma de formandos nos cursos de artes e tecnologias da cena, assim como os primeiros anos da Escola Guignard, que ali nasceu.

“Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!” também resgata seus momentos mais críticos, como o incêndio do Grande Teatro, hoje, Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em 1997; o desafiador período da pandemia de Covid-19, com extensa programação on-line, bem como os rituais de despedida de artistas que marcaram nossa história: Gonzaguinha, em 1991; Fernando Brant, em 2015; e, em 2025, Lô Borges e Teuda Bara. 

Por fim, como escreveu, sempre nas apresentações, o ex-presidente da FCS e idealizador da coleção de livros, Sérgio Rodrigo Reis, “Hoje, em sua maturidade, o Palácio das Artes reafirma esse desejo de pertencer ao povo. Afasta-se do modelo de museus antigos e casas de espetáculos concebidos como santuários fechados, imersos em escadarias e sombras. O Palácio é um segundo lar, uma extensão da Avenida Afonso Pena, no coração da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte – um edifício atravessável, uma cidade dentro da cidade, onde a arte exerce plenamente seu papel transformador”. 

 

 

Santa Casa BH conquista prêmio internacional e leva projeto de autismo ao cenário mundial


 


  
Escovar os dentes sozinho. Usar uma colher durante as refeições. Chutar uma bola. Dar um abraço. Gestos simples para a maioria das pessoas, mas que podem representar conquistas transformadoras para crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e suas famílias. 
Foi a partir dessas pequenas grandes vitórias que nasceu a campanha do Centro de Autismo Santa Casa BH, desenvolvida pela agência mineira Filadélfia e premiada com Bronze na categoria Film do Lisbon International Health Festival 2026, uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas à comunicação em saúde. A conquista tornou a instituição e a agência as únicas representantes brasileiras reconhecidas na edição deste ano do festival. 

Os quatro filmes retratam momentos cotidianos que representam avanços significativos no desenvolvimento de crianças com TEA. Em uma das peças, uma criança consegue escovar os dentes sozinha. Em outra, aprende a utilizar a colher durante as refeições. Um terceiro filme mostra a conquista de chutar uma bola. Já o quarto filme apresenta um momento aguardado por muitas famílias: o abraço. Um gesto aparentemente simples, mas que simboliza afeto, conexão e novas formas de interação com o mundo. A campanha mostra que cada habilidade desenvolvida representa um passo importante rumo à autonomia, à inclusão e à qualidade de vida. 
O reconhecimento internacional também coloca em evidência o Centro de Autismo da Santa Casa BH, primeiro serviço 100% SUS de Belo Horizonte dedicado exclusivamente ao diagnóstico e à reabilitação de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista. 
Localizada no bairro Santa Efigênia, a unidade conta com 1.736 metros quadrados distribuídos em quatro andares, 13 consultórios, salas de integração sensorial, teleconsultas e equipe multiprofissional formada por neuropediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e enfermeiros. A capacidade instalada permite a realização de aproximadamente 960 diagnósticos e mais de 60 mil terapias por ano, fortalecendo a rede pública de atenção à saúde e ampliando o acesso ao cuidado especializado. 
“O que torna essa conquista tão especial é que ela nasce de uma causa que transforma vidas todos os dias. O prêmio reconhece uma campanha que conseguiu traduzir, de forma sensível e verdadeira, a importância do diagnóstico precoce, do cuidado especializado e da inclusão, mostrando que conquistas aparentemente simples podem representar transformações profundas para crianças com autismo e suas famílias. Mais do que uma premiação, esse reconhecimento internacional amplia a visibilidade do Centro de Autismo da Santa Casa BH e reforça a importância de iniciativas que garantem atendimento qualificado e acessível por meio do SUS”, destaca Raquel Ratton, superintendente de Relações Institucionais da Santa Casa BH. 
Para a Filadélfia, a premiação demonstra que histórias reais e de impacto social podem competir com campanhas de grandes grupos internacionais.  
"Receber essa premiação internacional tem um significado enorme para todos nós. Fomos a única agência brasileira reconhecida em Health, concorrendo com grandes grupos globais e campanhas apoiadas por investimentos milionários em comunicação. O Lisbon Health Festival é uma das mais relevantes premiações internacionais do segmento com trabalhos do mundo todo inscritos. Essa conquista mostra a força das boas ideias e que estamos no caminho certo, o que só reforça a parceria e o trabalho desenvolvido junto com a Santa Casa BH”, afirma Carol Penido, diretora executiva de Criação da Filadélfia.  
Trajetória de reconhecimento  - A conquista reforça o histórico de reconhecimento da Santa Casa BH e de seus parceiros na área de comunicação institucional. Em 2024, a instituição foi campeã regional do Prêmio Aberje na categoria Audiovisual com o case Sonhos não envelhecem, campanha desenvolvida pela Filadélfia Comunicação e produzida pela Quarteto Filmes. No mesmo ano, a campanha criada para celebrar os 125 anos da Santa Casa BH conquistou dois importantes reconhecimentos do mercado publicitário: o Prêmio Profissionais do Ano e o El Ojo de Iberoamérica. 
Para assistir os vídeos acesse o youtube da Santa Casa BH pelo link: https://bit.ly/3SgOcxg


Feito com Alma a Muitas Mãos: Connection Terroirs do Brasil celebra crescimento e fortalecimento das Indicações Geográficas


Foto: Rafael Cavalli/Connection

O Connection Terroirs do Brasil encerrou sua edição de 2026 consolidando-se como a principal vitrine nacional dos produtos com Indicação Geográfica (IG). Com o tema "Feito com Alma a Muitas Mãos", o evento ampliou sua presença no centro de Gramado, reuniu mais expositores e fortaleceu a conexão entre produtores, consumidores, especialistas e compradores de todo o país.

Foto:Carlos Macedo


Ao longo dos quatro dias de programação, o evento contabilizou 1.726 credenciados para a Arena de Conteúdo, reuniu 58 expositores detentores de Indicação Geográfica e outros 14 representantes da agricultura familiar. A estimativa é de que cerca de 130 mil pessoas tenham circulado pelos espaços do Connection, que neste ano expandiu sua área de exposição com a ocupação de uma segunda Rua Coberta, dedicada exclusivamente aos produtos com selo de IG, aulas-show e degustação de vinhos.

Foto:Anselmo Cunha


Realizado pela Rossi & Zorzanello, com correalização do Sebrae, o Connection Terroirs do Brasil tem como missão promover e valorizar os produtos de origem brasileira. As Indicações Geográficas certificam produtos e serviços cuja qualidade, reputação e características estão diretamente ligadas ao território de origem, contribuindo para a preservação da cultura local, a geração de renda e o fortalecimento das economias regionais.

Foto: Rafael Cavalli/Connection


A CEO do evento, Marta Rossi, destaca que o crescimento da edição demonstra o amadurecimento do Connection e o reconhecimento cada vez maior da importância das Indicações Geográficas para o país.

Foto: Rafael Cavalli/Connection


“Estamos muito felizes com a expansão do evento. Conseguimos reunir um número maior de expositores, ampliar os espaços de exposição e levar ainda mais visibilidade aos produtos com Indicação Geográfica. A ocupação de uma segunda Rua Coberta exclusivamente para os expositores de IG simboliza esse crescimento e reforça a força dos territórios brasileiros. O tema desta edição, ‘Feito com Alma a Muitas Mãos’, traduz exatamente o espírito do Connection: um trabalho construído de forma colaborativa, unindo produtores, entidades, parceiros e comunidade em torno da valorização da nossa identidade e da nossa origem”, afirma.

Eduardo Zorzanello e Marta Rossi

Além da exposição dos produtos, a programação contou com intensa agenda de conteúdo e experiências. Foram 26 horas de atividades entre palestras e aulas-show, com a participação de 16 palestrantes e público superior a mil pessoas.

Foto: Rafael Cavalli/Connection


As experiências gastronômicas também foram destaque. A Cozinha-Show promoveu 16 apresentações para um público de 480 pessoas, enquanto o Wine Experience realizou 22 encontros que reuniram 330 participantes. As degustações guiadas de cafés especiais receberam 100 pessoas, e aproximadamente 400 litros de café foram servidos ao público durante o evento.

O Connection também mobilizou toda a cidade. O Circuito Gastronômico envolveu 30 restaurantes de Gramado, enquanto 13 parques e atrativos turísticos integraram a programação paralela. A edição também contou com participação internacional da executiva da fabricante de tequila José Cuervo, Araceli Ramos.

Os resultados econômicos reforçaram a vocação do evento para a geração de oportunidades. A Rodada de Negócios, promovida em parceria com o Sebrae, registrou 598 reuniões entre 42 compradores e 65 fornecedores, com expectativa de movimentação financeira de R$ 5.987.648,21. Já os expositores comercializaram R$ 515.905,00 em produtos na Alameda Terroirs.

Com números recordes, expansão física e crescente participação do público e do mercado, o Connection Terroirs do Brasil se posiciona cada vez mais como plataforma estratégica para a promoção das Indicações Geográficas e para o fortalecimento dos territórios produtores brasileiros.

 


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Jubileu de Conceição do Mato Dentro realiza a maior cavalgada de Minas Gerais




Conceição do Mato Dentro, distante 170 Km de Belo Horizonte, realiza a tradicional e histórica festa religiosa do 239º Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reunindo cavaleiros e amazonas no que conta com a maior cavalgada de Minas Gerais.

Cavaleiros e amazonas na cavalgada

No Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e no Aeroporto Municipal , acontecem as atividades centrais .O evento é promovido pelas lideranças religiosas locais, com o objetivo de celebrar uma das tradições católicas e culturais mais antigas do estado.

                        Jubileu de 2025

Os moradores, peregrinos, romeiros, cavaleiros, amazonas e turistas de diversas regiões do Brasil, participam das atividades religiosas , nas manifestações de fé, além de  apresentações culturais, com o show da dupla Rionegro & Solimões (show no aeroporto), e participar da tradicional cavalgada.


O jubileu começou dia 13 de junho, com a chegada dos primeiros grupos de romeiros à cidade, No dia 20 de junho acontece a realização da maior cavalgada do estado de Minas Gerais , no dia 24 de junho , o encerramento das solenidades e maior concentração de fiéis.

A tradição tem origem em uma narrativa ligada à descoberta de uma imagem em meio à mata. Segundo a história preservada no município, a imagem teria sido encontrada por Antônio Angola e levada para a Igreja Matriz após ser abençoada. Depois, teria retornado ao local onde foi encontrada, episódio que se repetiu e passou a ser interpretado pelos moradores como sinal de devoção ao Bom Jesus.

A tradição envolve José Correia, português da região de Matozinhos, em Portugal. Doente, ele teria prometido construir um abrigo para a imagem caso fosse curado. Após a cura, cumpriu a promessa. Mais tarde, durante uma seca, uma procissão com a imagem teria sido realizada e, antes de chegar ao destino, uma chuva atingiu a região. A partir desse episódio, a romaria passou a fazer parte da história religiosa da cidade.

A presença de fiéis em Conceição do Mato Dentro se consolidou ao longo dos séculos. Ainda no século 19, registros históricos apontam que o movimento de visitantes era grande a ponto de o padre Bento Godim solicitar autorização ao Bispo de Mariana para que sacerdotes presentes durante o Jubileu pudessem ouvir confissões e pregar.

“O Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos é um dos mais antigos e tradicionais de Minas Gerais. Nossa cidade não apenas recebe visitantes, ela acolhe de braços abertos peregrinos e romeiros vindos dos mais distantes rincões de Minas e do Brasil. Essa dinâmica transforma a cidade: as casas se abrem e as mesas se fartam para receber o irmão. “Há uma economia da solidariedade e da hospitalidade que se manifesta nas barraquinhas, nas barracas e tendas de romeiros e no voluntariado que faz a festa acontecer. O Jubileu nos lembra que somos todos irmãos, caminhantes na mesma estrada da vida”, conta Bruno Costa, padre e reitor do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Famílias inteiras e o comércio estruturam-se para a recepção dos visitantes por meio de uma economia da solidariedade e da hospitalidade, visível nas tradicionais barraquinhas, tendas e no trabalho voluntário.

A festividade foi originalmente concebida no ano de 1787, cruzando mais de dois séculos de história. Sua importância abrange múltiplos aspectos: no âmbito religioso, atua como um espaço de renovação da fé e devoção ao Senhor Bom Jesus; no social, fortalece a identidade comunitária e reencontros familiares; e no econômico, impulsiona o comércio local e o turismo regional durante o período de doze dias de celebração.


 



Violonista e compositora Cecília Barreto lança álbum “Autoral III” em show no Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara

 




 

A violonista, compositora e professora Cecília Barreto lança o álbum “Cecília Barreto - Autoral III”, em apresentação no dia 19 de junho, sexta-feira, às 19h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. O novo trabalho dá continuidade à série de registros autorais iniciada pela artista em 2009 e reúne composições inéditas marcadas pelo encontro entre diferentes gerações, estilos e parcerias musicais. Felipe Bedetti assina os arranjos e a direção musical do álbum. Os ingressos podem ser adquiridos no site da Eventim.

Com 65 anos de carreira dedicados à música e à educação musical, Cecília Barreto construiu uma trajetória reconhecida tanto no universo erudito quanto na música popular brasileira. Professora de violão clássico no Palácio das Artes por três décadas, ex-diretora da escola de música do CEFAR e integrante de importantes grupos instrumentais mineiros, a artista apresenta, agora, um disco que sintetiza diferentes influências acumuladas ao longo da vida.

O álbum traz oito faixas autorais e colaborativas, transitando por referências da MPB, do chorinho, da bossa nova, da moda de viola e do jazz. O conceito do trabalho valoriza justamente o caráter coletivo das composições. “Os poetas me mandam letras e eu musico”, resume Cecília sobre o processo criativo do disco.

A abertura do álbum acontece com “Ladainha”, definida pela artista como uma oração de fé construída em parceria com Marília Abduani. Em seguida, “Pedra Grande” apresenta uma troca de experiências com Gabriel Barreto. A faixa “Minhas Marcas” surge marcada pela descontração poética de Zé Rodovalho, enquanto “Dentro de Mim” mergulha na filosofia densa de Thales Martinez. Na sequência, “Sonho” traduz o desejo de “sonhar alto” ao lado de Felipe Bedetti, parceiro também responsável pelos arranjos e direção musical do projeto. Já “Tempo” reúne reflexões compartilhadas entre Cecília e Gabriel Barreto. Em “Tens”, a compositora apresenta “uma confissão sentimental” assinada integralmente por ela, em letra e música.

fotos: Aninha Fonseca

Encerrando o álbum, “Meu Violão” ganha destaque especial por representar uma homenagem à trajetória da artista. Composta por Paulinho Pedra Azul e Cadinho Nogueira, a música celebra a relação de Cecília Barreto com o instrumento que marcou sua carreira. “Uma homenagem feita a mim e a meu querido instrumento”, destaca a compositora.

O show de lançamento conta com direção musical e arranjos assinados por Felipe Bedetti e reunirá músicos e cantores convidados em uma apresentação que percorre diferentes sonoridades presentes no álbum, evidenciando a maturidade artística e a potência criativa de Cecília Barreto.

Além da carreira como compositora e instrumentista, Cecília mantém atuação constante em grupos como Violões & Cia, Trio Novo e Nova Dixie Band, referência no jazz tradicional em Minas Gerais. Ao longo da carreira, também integrou formações eruditas como Quarteto Villa Rica e Model Quartet, além do Duo Barreto-Araújo, ao lado do violeiro João Araújo.

Produção executiva: Simone Senra e Gabriel Barreto

O álbum “Cecília Barreto Autoral III” e o show de lançamento foram viabilizados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Termo de Execução Cultural nº 111155/2024, Edital nº 03/2024, com apoio da Sirius Cultura, Prefeitura de Belo Horizonte, Ministério da Cultura e Governo Federal

                        foto:Rubem Pontes



Lançamento do álbum “Cecília Barreto Autoral III”

Data: 19 de junho de 2026, sexta-feira, às 19h

Local: Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara - Av. Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte 

Classificação etária: Livre

Valores: R$2,00 (dois reais)

CD físico: Serão distribuídos gratuitamente ao público presente no show

Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/cine-theatro-brasil/cecilia-barreto-autoral-3-4154312/

Travellers' Choice 2026 elege quatro hotéis da Louvre Hotels Group – Brazil entre os melhores do mundo

 



Golden Tulip Natal Ponta Negra 

A rede francesa Louvre Hotels Group – Brazil celebra sete anos de atuação no mercado brasileiro de hotelaria com um reconhecimento global. Os hotéis Golden Tulip Porto Vitória (ES), Golden Tulip Brasília Alvorada (DF), Golden Tulip Natal Ponta Negra (RN) e Tulip Inn Campos dos Goytacazes (RJ) estão entre os 10% melhores do mundo, segundo o Prêmio Travellers' Choice 2026.


O certificado de excelência em hotelaria e turismo é um reconhecimento internacional concedido a hotéis que recebem habitualmente ótimas avaliações dos usuários e demonstram um compromisso com excelência em hospitalidade. Anualmente, o Travellers’ Choice analisa as avaliações, pontuações e itens salvos por viajantes de todo o mundo, reunindo essas informações para mostrar o que há de melhor nos setores turístico e hoteleiro.


“Integrar mais uma vez a lista dos melhores entre os melhores traduz um reconhecimento global e consolida nosso certificado de excelência e hospitalidade, que nos posiciona no grupo dos 10% melhores hotéis do mundo, por escolha dos viajantes de diferentes culturas.


A premiação também nos projeta nacional e internacionalmente e nos estimula a continuar investindo nos serviços de alta qualidade oferecidos pelos nossos empreendimentos. Nossa proposta continua sendo a de sempre promover uma experiência inesquecível aos hóspedes que desejam desfrutar de um dos nossos hotéis”, diz o CEO da rede no Brasil, Paulo Michel. 

 

Site Institucional: www.louvrehotelsgroup.com.br

Redes sociais: @louvrehotelsbr

Hotline: (21) 99317-0009 (segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 16h30) ou faleconosco@goldentulip.com.br


Louvre Hotels Group – Brazil -  É uma empresa do segmento hoteleiro, subsidiada à francesa Louvre Hotels Group e responsável pela administração e comercialização de hotéis das marcas Royal Tulip, Golden Tulip e Tulip Inn. A rede reúne em seu portfólio atual 16 hotéis distribuídos estrategicamente pelo país: Natal (RN), Goiânia (GO), Sete Lagoas (MG), São José dos Campos  (SP), Bauru (SP), Holambra (SP), Guarujá (SP), Itaguaí (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Macaé (RJ), Vitória (ES), Vila Velha (ES), Alagoinhas (BA), Canela (RS) e Brasília (DF), onde tem duas unidades.

BH Airport está entre as melhores empresas para trabalhar

 



 

O BH Airport acaba de conquistar um dos reconhecimentos mais relevantes do país em gestão de pessoas e cultura organizacional. O terminal mineiro está entre as 40 melhores empresas para trabalhar em Minas Gerais, segundo o ranking regional do Great Place To Work - GPTW, na categoria empresas de médio porte.


O aeroporto alcançou a 38ª posição no ranking estadual, resultado anunciado durante a premiação regional do GPTW. A conquista é sustentada por indicadores expressivos da pesquisa aplicada aos colaboradores: o BH Airport registrou 85% de favorabilidade e teve como principal destaque a dimensão orgulho de pertencer, com 92% de avaliação positiva entre cerca de 300 profissionais.


“A pesquisa GPTW é uma escuta estruturada e um importante índice de confiança organizacional, pois reflete de forma consistente a percepção das pessoas sobre sua experiência no ambiente de trabalho. Ela nos mostra onde nossa cultura está mais forte e onde precisamos avançar. O reconhecimento é relevante, mas o maior valor está na capacidade de transformar dados em direcionamento e boas práticas de gestão. Esse diagnóstico orienta decisões, fortalece nossa cultura e reforça nosso compromisso com a evolução contínua da experiência das pessoas no BH Airport”, ressalta o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.

O índice de 92% de orgulho de pertencer marca a conquista e revela a força do vínculo entre os colaboradores e o propósito do BH Airport. “Construímos uma cultura sólida, baseada em confiança, responsabilidade compartilhada e orgulho pelo impacto que entregamos à sociedade. Quando um colaborador reconhece valor no que faz, ele também reconhece o impacto coletivo da operação. Esse senso de propósito é um ativo importante para qualquer empresa, mas é especialmente relevante em um negócio que funciona todos os dias, em tempo real, conectando Minas Gerais ao Brasil e ao mundo”, afirma Daniel Miranda.


Valores como diferencial competitivo - Da segurança operacional ao atendimento, da manutenção à gestão ambiental, da tecnologia à experiência comercial, da coordenação de pátios e pistas às áreas administrativas, a jornada do passageiro é sustentada por uma rede de talentos movida por cinco valores, pilares da cultura organizacional: mineiridade, pioneirismo, praticidade, segurança e paixão.

Os indicadores de companheirismo, proximidade e respeito encontram eco no depoimento de Juliana Marques, assistente de Importação e Exportação: “o BH Airport permite criar conexões e oferece oportunidades de crescimento profissional e pessoal”. A mesma leitura é percebida no sentimento da assistente administrativo Rafaela Alcântara, para quem a mineiridade se traduz no “jeito acolhedor” e no “olhar humano” presentes no dia a dia.

A praticidade ganha força na dinâmica de integração entre áreas e na busca por soluções que simplifiquem a operação. “Nos preocupamos em encurtar distâncias entre as pessoas, conectando colaboradores, companhias aéreas e passageiros para garantir pousos e decolagens com segurança”, assinala o analista de Safety, Thiago Badaró. A mesma integração é destacada pelo supervisor de Customer Experience, Rafael Abreu: “o clima é colaborativo e de parceria total”, afirma. A percepção reforça um dos achados da pesquisa: a colaboração aparece como componente da rotina, especialmente em uma operação que depende da interação permanente entre diferentes áreas.

A segurança, valor inegociável no setor aeroportuário e principal regra do jogo para o BH Airport, também é um ativo da dimensão cultural. Além dos protocolos operacionais, a segurança se manifesta na confiança nos líderes, no respeito, na ética e na percepção de práticas justas de gestão. Para Simone Couto, supervisora de Pátios e Pista, “o BH Airport é uma das melhores empresas para trabalhar porque une cuidado, valorização e espaço para a mulher brilhar”.

“A empresa cuida de verdade das pessoas. No momento mais difícil da minha vida, encontrei acolhimento e apoio. Contamos com excelentes programas que incentivam saúde, bem-estar e desenvolvimento pessoal”, complementa a analista de Riscos, Controles Internos e Auditoria, Marcela Pereira. O pioneirismo se conecta aos resultados relacionados ao desenvolvimento profissional, capacitação e treinamento. Para o BH Airport, a busca por excelência passa pela formação das pessoas e pela capacidade de preparar equipes para os desafios do setor aeroportuário.

Já a paixão se relaciona diretamente ao orgulho de pertencer, indicador mais alto da pesquisa. Para a assistente administrativo Angélica Moreira, o vínculo com a empresa passa pelo alinhamento entre valores pessoais e ambiente de trabalho: “sou feliz por trabalhar no BH Airport, me sinto útil e muito realizada”. Para o analista de Meio Ambiente, Evandro Amato, o reconhecimento também se conecta à responsabilidade socioambiental, aspecto que amplia a atuação do aeroporto para além da operação e reforça a vocação de proteção e conservação dos recursos naturais.

“O aeroporto é feito de movimento, mas também de vínculos. Há uma dimensão humana muito forte em tudo o que fazemos. Portanto, o selo não encerra um ciclo. Ele abre uma nova etapa de responsabilidade. Uma cultura de confiança deve ser acompanhada, medida e cuidada permanentemente. Nosso compromisso é fazer da escuta uma ferramenta para direcionar planos de ação, orientar a tomada de decisões, ampliar oportunidades de desenvolvimento e aprimorar práticas relacionadas a comunicação, equidade, diversidade, inclusão, saúde e bem-estar”, conclui Daniel Miranda.

 

 


Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende cerca de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.

Nos 55 anos do Palácio das Artes, Fundação Clóvis Salgado lança livro sobre a história e os marcos do complexo cultural

  Publicação é a primeira de uma série de obras celebrando o Palácio e suas artes, e será disponibilizada na Midiateca João Etienne Filho,...