O livro “A alma da Rua Goiás 36”, obra conduzida com a mestria e o afeto do jornalista Alberto Sena, está na sua fase final.
Para quem traz o jornalismo no sangue, ou na alma, aquele endereço no centro de Belo Horizonte não é apenas um ponto no mapa.
Ali funcionaram, por décadas, a redação e a oficina do
Jornal Estado de Minas.
Pelos seus corredores circularam gigantes que fizeram da
imprensa mineira uma referência respeitada no Brasil e no mundo.
O livro vai ser uma verdadeira enciclopédia de uma época em
que a notícia nascia do suor, do papel e da paixão.
A história do Jornal Estado de Minas se confunde com a
história da minha própria família.
Da esquerda para direita: Leo Perez no colo do Rogério Perez, Maximino, Luiz Fernando e Pedro Fulgêncio no dia que o Jornal Estado De Minas homenageou os 40 anos de atuação do seu Perez no jornal.
Carteira de identificação funcional
A Perez Family é parte intrínseca deste enredo: meu avô, Maximino Perez, dedicou quarenta anos da sua vida à oficina de impressão naquele mesmo endereço; meu pai, Rogério Perez, marcou época entre 1966 e 1986 como repórter, colunista, enviado especial e editor; e meu tio, Luiz Fernando, emprestou seu talento como secretário de redação e revisor. Na publicidade, o meu tio José Feliciano, o Pardal, casado com a tia Nancy Perez, tinha uma agência de publicidade que recebia os pequenos anúncios do jornal.
Rogério Perez, Paulo Celso, Walter Luís e Erasmo AngeloAinda menino, aos finais de semana, eu caminhava por ali enquanto acompanhava meu pai nos plantões da redação.
Homenagem do jornal ao Maximino Perez
Erasmo Angelo, Paulo Celso, Xoxó e Rogério Perez
Lembro-me perfeitamente do longo corredor da portaria e do pequeno elevador nos fundos. Antes mesmo que a porta do elevador se abria, o som da redação já nos alcançava: uma verdadeira sinfonia embalada pelo ritmo frenético das máquinas de escrever.
Ricardo, Rogério Perez, Hiram Firmino e ClaudinhaA cena era viva e inesquecível: dezenas de mesas tomadas por
laudas com anotações, cinzeiros, rolos de papel, canetas BIC, aparelhos de FAX,
catálogos telefônicos, lixeiras lotadas de papéis amassados e telefones fixos.
No centro de tudo, uma equipe que trabalhava com uma alegria
contagiante e uma entrega genuína.
Destaque também para o varandão debruçado sobre a Rua Goiás.
O palco perfeito para as conversas mais reservadas e os bastidores das grandes
reportagens.
Posso dizer, com orgulho e nostalgia: eu vivi a alma da Rua
Goiás, 36.
Previsto para ser lançado na segunda quinzena de setembro de
2026, o livro prestará uma justa homenagem aos profissionais que construíram
esta fase áurea e raíz do jornalismo.
A publicação é fruto de um esforço coletivo e comunitário,
sem intermédio de editoras, unindo forças para dar vida a este registro
histórico.
O prefácio do livro está na pena do amigo Olympio Coutinho.
A obra já está com vendas antecipadas, pelo valor de R$
80,00, via PIX: 15615219653.
A minha expectativa para folhear estas páginas é imensa.
Será o reencontro com a trajetória da família Perez e com os
inúmeros amigos que aquele endereço nos proporcionou como as Famílias Drummond
(Ivan, Roberto e Felipe) e Simões (Alexandre, Adriana e Faísca).
A Rua Goiás mudou com o tempo mas a sua alma permanece
eterna.
Ohhh Rua Goiás 36, quem te conhece jamais te esquece.
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