terça-feira, 4 de agosto de 2026

A Alma da Rua Goiás, 36, por Leo Perez

                     

Redação do Estado de Minas

O livro “A alma da Rua Goiás 36”, obra conduzida com a mestria e o afeto do jornalista Alberto Sena, está na sua fase final.

Para quem traz o jornalismo no sangue, ou na alma, aquele endereço no centro de Belo Horizonte não é apenas um ponto no mapa.


Ali funcionaram, por décadas, a redação e a oficina do Jornal Estado de Minas.

Pelos seus corredores circularam gigantes que fizeram da imprensa mineira uma referência respeitada no Brasil e no mundo.

O livro vai ser uma verdadeira enciclopédia de uma época em que a notícia nascia do suor, do papel e da paixão.

A história do Jornal Estado de Minas se confunde com a história da minha própria família.

Da esquerda para direita: Leo Perez no colo do Rogério Perez,  Maximino, Luiz Fernando e Pedro Fulgêncio no dia que o Jornal Estado De Minas homenageou os 40 anos de atuação do seu Perez no jornal.
Carteira de identificação funcional

A Perez Family é parte intrínseca deste enredo: meu avô, Maximino Perez, dedicou quarenta anos da sua vida à oficina de impressão naquele mesmo endereço; meu pai, Rogério Perez, marcou época entre 1966 e 1986 como repórter, colunista, enviado especial e editor; e meu tio, Luiz Fernando, emprestou seu talento como secretário de redação e revisor. Na publicidade, o meu tio José Feliciano, o Pardal, casado com a tia Nancy Perez, tinha uma agência de publicidade que recebia os pequenos anúncios do jornal.

Rogério Perez, Paulo Celso, Walter Luís e Erasmo Angelo

Ainda menino, aos finais de semana, eu caminhava por ali enquanto acompanhava meu pai nos plantões da redação.

Homenagem do jornal ao Maximino Perez

Erasmo Angelo, Paulo Celso, Xoxó e Rogério Perez

Lembro-me perfeitamente do longo corredor da portaria e do pequeno elevador nos fundos. Antes mesmo que a porta do elevador se abria, o som da redação já nos alcançava: uma verdadeira sinfonia embalada pelo ritmo frenético das máquinas de escrever.

Ricardo, Rogério Perez, Hiram Firmino e Claudinha


Melane, Paulo Celso, Rogério Perez, Hélio Fraga e Daniel Gomes

A cena era viva e inesquecível: dezenas de mesas tomadas por laudas com anotações, cinzeiros, rolos de papel, canetas BIC, aparelhos de FAX, catálogos telefônicos, lixeiras lotadas de papéis amassados e telefones fixos.

No centro de tudo, uma equipe que trabalhava com uma alegria contagiante e uma entrega genuína.

Destaque também para o varandão debruçado sobre a Rua Goiás. O palco perfeito para as conversas mais reservadas e os bastidores das grandes reportagens.

Posso dizer, com orgulho e nostalgia: eu vivi a alma da Rua Goiás, 36.

Previsto para ser lançado na segunda quinzena de setembro de 2026, o livro prestará uma justa homenagem aos profissionais que construíram esta fase áurea e raíz do jornalismo.

A publicação é fruto de um esforço coletivo e comunitário, sem intermédio de editoras, unindo forças para dar vida a este registro histórico.

O prefácio do livro está na pena do amigo Olympio Coutinho.

A obra já está com vendas antecipadas, pelo valor de R$ 80,00, via PIX: 15615219653.

A minha expectativa para folhear estas páginas é imensa.

Será o reencontro com a trajetória da família Perez e com os inúmeros amigos que aquele endereço nos proporcionou como as Famílias Drummond (Ivan, Roberto e Felipe) e Simões (Alexandre, Adriana e Faísca).

A Rua Goiás mudou com o tempo mas a sua alma permanece eterna.

Ohhh Rua Goiás 36, quem te conhece jamais te esquece.

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